quarta-feira, 27 de setembro de 2017

PELOS TALENTOS QUE RECEBESTE, AGRADECE!

A VERDADE:
Talentos que podem ser nossos filhos.Nossa família. As oportunidades para testemunhar. Nossas mãos, com que servimos. A voz com que podemos louvar, agradecidamente...


A VERDADE EXPLICADA:
Minh'alma, não te esqueças de agradecer ao teu Deus maravilhoso, os talentos que recebeste de Suas dadivosas mãos. Talentos. Muitos? Poucos? Difíceis? Fáceis? Talentos que são oportunidades. Talentos que são meios pelos quais Deus quer abençoar a vida de tanta gente. Talentos que são meios de Deus manifestar o Seu poder e a Sua graça em nossa vida, tantas vezes frágil, carente, breve, sem méritos. Minha'alma, não te esqueças de agradecer a Deus os talentos que recebeste. Não te esqueças!

Sentes frustrações? Lamentas tuas grandes limitações? Sentes quase insuportáveis as responsabilidades que pesam sobre ti? Considera tudo isso, medita em todas essas coisas, e agradece.

Na vida tens tido muitos privilégios. Já avaliastes cada um deles? E não existe privilégio sem deveres, sem responsabilidades. Sentes sacrificial, doloroso, o cumprimento desses encargos, na mordomia dos talentos que Deus te confiou? Não te maldigas. Canta louvores. Demonstra e proclama tua imensa gratidão! Em todos esses momentos, encontrarás caminhos de paz interior.

Dos talentos que recebeste, minh'alma, um dia se pedirão contas. Foram-nos confiados, para exercício responsável. E o que diremos, no grande dia?

Talentos. Talentos que podem ser nossos filhos. Nossa família. As oportunidades para testemunhar. Nossas mãos, com que servimos. A voz com que podemos louvar, agradecidamente. Talentos que podem ser nossos pés, formosos sobre os montes, anunciando a paz. Talentos que são aquelas horas que podemos passar junto ao Trono da Graça divina, intercedendo pelos que sofrem, chorando com os que choram, repartindo o nosso pão com os necessitados, sem fazer disso publicidade que tantos procuram, nestes nossos tempos de religiosidade demagógica, caricata.

Mas tens preferido caminhos de lamúrias, de lamentações. E foste chamada, minh'alma, para as alegrias plenas de uma experiência profunda com Deus, saciando-te nas fontes inesgotáveis da misericórdia do Senhor. E perambulas nos labirintos dos teus queixumes repetidos, das tuas murmurações, dos teus ais e gemidos, quando nasceste de novo, para as coisas de cima, para que andasses buscando as coisas inefáveis do Deus que te resgatou.

Talentos que são bênçãos porque devemos dar graças, mesmo nesta hora de interrogações que estejamos atravessando. Feliz é aquele que pode agradecer, sinceramente, mesmo que seja apesar de.

Paulo, o apóstolo valoroso, testemunhava: "Fazei tudo sem murmurações, para que vos torneis irrepreensíveis no meio de uma geração pervertida, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo..."

No mundo violentado pelas trevas caliginosas do egoísmo. Trevas que estão custando a passar. Demoram-se. Agridem o bem.

E os tempos reclamam a dedicação dos que foram aquinhoados com talentos, confiados por Deus. Talentos que encerram privilégios e responsabilidades. E dos quais, quer queiramos ou não, um dia prestaremos contas. E que o façamos, em amor, com sinceridade, agradecidamente...


Ivan Espíndola de Ávila
Jornal de Oração/Jun.1987

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

QUAL O TAMANHO DO SEU EVANGELHO?

A VERDADE:
JESUS mandou-nos fazer discípulos de todas as nações, e Ele nos disse, então, para ensinar a esses discípulos a obedecer tudo o que Eu vos tenho mandado...


A VERDADE EXPLICADA:
Os cristãos temos reconhecido que o Evangelho de JESUS Cristo é de fato "Boas Novas" para um mundo destroçado. Mas, como e por que este Evangelho é Boas Novas? Tradicionalmente, duas respostas tem sido dadas. Vamos discorrer sobre elas em breves palavras e mais largamente sobre uma terceira resposta que não é tão comum.

1. O Evangelho é Boas Novas porque declara o que Deus tem feito por nós.
O apóstolo Paulo proclama o fato de que Deus "...nos reconciliou consigo mesmo por meio de JESUS... e "...Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus..." (II Co 5.18,21). Paulo prossegue afirmando que... "...pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes..." (Gl 3.26,27).

Tornamo-nos herdeiros de bênçãos sobre bênçãos -- vida abundante e eterna, o privilégio de reinar com Cristo, o acesso e relacionamento com Deus e, muito, muito mais. O Evangelho é, de fato, novas maravilhosas de tudo o que Deus tem feito por aqueles que se submetem a JESUS como Salvador e Senhor. Esta foi a maravilhosa e sensacional descoberta da Reforma Protestante que ecoa até os nossos dias. Porém há mais.

2. O Evangelho é Boas Novas porque declara o que Deus pode fazer em nós.
A vida que é nossa, pelo aspecto objetivo, pode também ser nossa pela experiência subjetiva. Este tem sido o tema de repetidos movimentos de renovação e avivamento na Igreja, e permanece até os dias de hoje. O fruto do Espírito Santo é essencial para quem deseja andar no Espírito (Gl 5.22-25). Os dons do Espírito são significativos não apenas para edificar a Igreja, mas também para satisfazer nossos anseios pelos benefícios enviados por Deus. Nós aprendemos a amar e ser amados. Lentamente, porém com certeza, nosso caráter e relacionamentos tornam-se conforme a semelhança do Filho de Deus. A Palavra de Deus nos dá pelo menos uma terceira resposta.

3. O Evangelho é Boas Novas porque declara o que Deus quer fazer através de nós.
Muitos cristãos param repentinamente diante de tal afirmação. Outros concordaram, mas limitariam sua atenção a pessoas e interesses dentro de seu campo de visão. Contudo, as Escrituras nos dizem que somos chamados para ir além de cuidar da igreja, evangelismo e assistência social dentro de nossa própria cultura -- embora sejam importantes -- e fazer de missões parte integrante de nossa resposta como obediência de fé. Deixe-me dizer-lhe o que significa. Abraão foi abençoado para que se tornasse uma bênção para as nações da terra. Seus privilégios estavam ligados à responsabilidade.

O plano redentor de Deus para a humanidade depende de Seu significativo encontro com Abraão em Gênesis 12, onde Deus declarou a Abraão: "...de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bencão..." (Gn 12.2). 

O apóstolo Paulo, comentando esta passagem e outras semelhantes de Gênesis, observa: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o Evangelho a Abraão: Em ti serão abençoados todos os povos... Cristo nos resgatou para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos pela fé o espírito prometido..." (Gl 3.8,14).

Indubitavelmente a intenção principal de Paulo é ressaltar que Abraão foi um exemplo de resposta de fé pelo qual seus descendentes espirituais (tanto judeu como gentio) poderiam apropriar-se da salvação efetuada pela semente de Abraão, o Senhor JESUS Cristo. contudo, estamos também interessados em mencionar que o "Evangelho" anunciado a Abraão incluía uma afirmação de que Deus queria fazer através e não simplesmente por ele ou nele. Abraão foi abençoado para ser uma bênção para as nações da terra.

O Israel do Velho Testamento raramente admitia aquela comissão (reafirmada em Ex 19.5,6; I Re 8.41-43; Salmos 67 e 96; Is 49.6, e outras passagens). Como o Mar Morto, que recebe água mas não a passa adiante, Israel decaiu quando a nação interpretou a proteção de Deus como favoritismo e sonegava as bênçãos de Deus às nações vizinhas.

  Mas, que contraste há entre a intenção de Deus para Israel e a intenção de Deus para as igrejas de todas as nações hoje? O Evangelho é Boas Novas porque Deus quer usar-nos para abençoar os confins da terra! Isto é o que JESUS reafirmou naquelas palavras que comumente conhecemos como a Grande Comissão (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.44-49; Jo 20.19-23; At 1.8). JESUS mandou-nos "...fazer discípulos de todas as nações..." e Ele nos disse, então, para ensinar a esses discípulos a "...obedecer tudo que eu vos tenho mandado...".

Isto significa certamente, entre outras coisas, que crentes e igrejas em toda a parte são chamados a participar de maneira obediente e alegre em missões transculturais como expressão essencial de sua aceitação ao Evangelho. Nós negamos as Boas Novas quando retemos estas novas de pessoas "exatamente como nós". Nós afirmamos as Boas Novas quando nos tornamos ativos no plano de Deus de proclamar a salvação aos homens e mulheres.

Nós somos chamados para ir além de cuidar da igreja, evangelismo e assistência social dentro de nossa própria cultura e fazer de missões parte integrante de nossa resposta de obediência de fé.

Convenientemente, na declaração do apóstolo Paulo que "...Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo..." vem sua observação de que Deus nos deu o "...ministério da reconciliação..." (II Co 5.18).

Portanto, qual o tamanho do seu Evangelho? Qual a extensão das Boas Novas que você crê e proclama? Você se regozija pelo que Deus tem feito por nós? Está também comemorando o que Deus tem feito em nós? Finalmente, você está descobrindo o que Deus quer fazer através de nós, um mandamento que se estende até aos confins da terra? Agora, eis um Evangelho tridimensional que podemos obedecer, pregar e nos regozijar.

Darrel R.Dorr
(Mensageiro da Paz 1197/Jan.1987)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CIDADES, ABOMINAÇÃO CONTRA DEUS!

A VERDADE EXPLICADA:


No livro do profeta Isaías encontramos um versículo aparentemente isolado, aparentemente sem contexto, que afirma o seguinte: "Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades..." (Is 14.21).

O exegeta menos arguto perceberá claramente que Deus está, com esta simples frase, condenando a organização de cidades. Não era Seu plano original que o mundo se enchesse de cidades. Originalmente não havia uma cidade, havia um jardim. É nas cidades que se encontram as maiores abominações.

A cidade de Babel
O primeiro grande ato de rebeldia contra Deus foi a construção de uma cidade, Babel (Gn 11). Muitos enfatizam apenas a construção da torre, mas o alvo principal contra o qual Deus se voltou foi a cidade que estava sendo edificada. A TORRE JÁ ESTAVA PRONTA há algum tempo. No original, o verbo refere-se a algo já completamente pronto.

Para não ir tão longe, basta pegar uma Bíblia da versão King James, em inglês, e você verá: "...a torre que os filhos dos homens HATH BIULT...", que significa "...TINHAM EDIFICADO..." Então, se a torre já estava edificada, pronta, e cremos que servia apenas como observatório astronômico ou astrológico, o que Deus queria impedir mesmo não era a construção da torre, e sim da cidade.

Descendo um pouco a vista no capítulo 11 de Gênesis, vamos descobrir, no verso 8, a evidência absoluta do que estamos afirmando: "Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; E CESSARAM DE EDIFICAR A CIDADE..." Viu? Não está dizendo que pararam de edificar a torre; a mesma estava edificada. ELES PARARAM DE EDIFICAR A CIDADE!

A primeira cidade
Voltemos um pouco. Vamos às portas do Éden. Quando Caim saiu dali, em seu destino de vagabundo sobre a terra, qual foi a primeira coisa que ele fez? Fugiu e casou-se. E depois...? "...saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra do exílio (NODE significa exílio) da banda do oriente do Éden. E conheceu Caim sua mulher e ela concebeu e teve a Enoque: E ELE EDIFICOU UMA CIDADE".

Enquanto os descendentes de Sete dedicavam-se à agricultura, à vida pastoril, à caça e à pesca, os descendentes de Caim dedicaram-se mais à vida citadina, à vida urbana; uniram-se e começaram a "inventar invenções". Começaram a lidar com música, pois a vida na cidade exige música, barulho, diversão.

Fabricaram instrumentos de cordas e órgãos. (Os atuais descendentes espirituais de Caim vivem envolvidos com o rock e com drogas, feitiçaria, pactos diabólicos e crimes hediondos, além de muitas outras terríveis aberrações).

Começaram a fazer e utilizar instrumentos de cobre e de ferro, pois a vida na cidade também exige estas coisas. Dentre esses instrumentos saíram as primeiras armas. É nas cidades que os ânimos se agitam. É aí onde mais se utilizam armas.

Na cidade de Enoque (não o santo Enoque do capítulo 5 de Gênesis, é claro!) logo um dos seus descendentes adotou a bigamia: "...e tomou Lameque para si DUAS MULHERES..." (Gn 4.19)

Logo seu espírito belicoso começou a mostrar-se; logo essa vil natureza, esse sentimento de violência começou a manifestar-se, quando chamou suas duas mulheres e deu o relatório para elas de alguma de suas façanhas: "...eu matei um varão por me ferir, e um mancebo por me pisar..." (Gn 4.23). Não é assim mesmo nas cidades?

O caçador e o edificador de cidades
O primeiro grande e declarado inimigo de Deus foi Nimrode, o poderoso caçador, um homem que ajuntou pessoas ao redor de si e resolveu FAZER PARA AQUELE GRUPO UM NOME PODEROSO!

Já que veio depois do Dilúvio, ele conhecia a Deus, pelo menos de ouvir falar. E qual foi sua providência como líder? Edificar cidades, pois é a melhor maneira de ajuntar pessoas. BABEL era a cidade capital, mas houve outras cidades que ele edificou. Ele queria dominar sobre todos e Babel deveria ser uma cidade tremenda, pois Deus impediu que ela fosse concluída, como já foi visto.

Falando sobre Nimrode, a Bíblia diz: "...e o princípio do seu reino foi BABEL, e EREQUE, e ACADE, e CALNE, na terra de Sinear..." (Gn 10.10). Quatro cidades! Tremendo! Mas, ele não ficou satisfeito e desejou expandir-se.

"Desta mesma terra saiu à Assíria e edificou a NÍNIVE, e REOBOTE-IR e CALÁ, e RESEN, entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade)" (Gn 10.11,12). Mais quatro cidades, sendo CALÁ uma metrópole.

Outro arquiteto de cidades
Outro grande rebelde, Canaã, também foi edificador de cidades. Vejamos o que ele edificou: "...e foi o termo dos cananeus desde SIDOM, indo para GERAR, até GAZA; indo para SODOMA, e GOMORRA, e ADAMA, e ZEBOIM, até LASA..." (Gn 10.19). Nem é preciso comentar a 'beleza' que Canaã edificou!

Vamos, porém, fazer um ligeiro comentário sobre o destino dessas cidades e o que existia de bom ou de mau em algumas delas. Todas elas foram edificadas pelos inimigos de Deus, enquanto os descendentes de Sem passaram a viver da vida agro-pastoril.

BABEL - Despertou a ira de Deus ao ponto de sua construção ser interrompida.
NÍNIVE - Motivo de condenação. Deus enviou Jonas para increpá-la e, anos mais tarde, foi subvertida no fundo do mar.
SIDOM - Terrivelmente pecadora. JESUS comentou sobre seu pecado, quando referiu-Se a "Tido e Sidom".
GAZA - Capital dos filisteus, terríveis inimigos do povo de Deus.
SODOMA, GOMORRA, ADAMA e ZEBOIM - As quatro terríveis cidades da campina, destruídas por Deus, por causa das horríveis abominações ali cometidas.
LASA - Seria aquela no extremo norte do Mar Morto ou a terrível Lhasa do Tibete, a maior inimiga do Evangelho, que já matou vários missionários cristãos?

A outra Babilônia
Dando um salto até o Apocalipse, vamos descobrir Babel transformada agora em Babilônia, a grande cidade que domina sobre todos os reis da terra. Será a última cidade a levantar-se contra Deus e contra o Seu povo. Mas, para responder a essa aberração, Deus mesmo edifica uma cidade, uma cidade santa e perfeita, a Nova Jerusalém, que desce dos céus como noiva ataviada para seu Esposo. Esta sim, é santa e agradável aos olhos de Deus.

O homem sempre desejou fazer alguma coisa tosca e rude para si, imitando aquilo o que Deus já tem preparado para ele. Cidades são abominações contra Deus, porque são a tentativa humana de realizar aquilo que somente Deus pode realizar.


(Curiosidades Bíblicas/Vol.I)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

DO DESESPERO À FELICIDADE!

A VERDADE EXPLICADA:

Sou natural da Ucrânia, na Rússia.
Na minha infância, nada me foi ensinado acerca de Deus. Por que fui criado assim? A resposta está no fato de meu pai acreditar piamente em todos os ensinamentos de Karl Marx e por ele orientava toda a sua vida.

O estudo das ciências é uma das principais disciplinas nas escolas soviéticas. Sempre tive grande interesse pelas ciências, mas encontrei algumas coisas difíceis de entender. Perguntava a mim mesmo: "Como se explica que, neste mundo, todas as coisas obedecem às leis? Certamente isto significa que alguém as fez".

Naquele tempo, pertencia ao chamado "Movimento da Mocidade" que se baseia na teoria de que 'não há Deus'. Todavia, raciocinando, não conseguia me libertar do pensamento: "Alguém deve ter feito as leis a que toda a natureza obedece".

Mais tarde consegui ingressar em uma Escola Superior. Os meus estudos me levaram à conclusão de que existe um Deus. Esta era a única conclusão a que podia chegar em face dos conhecimentos adquiridos. De uma coisa eu tinha certeza: "Ensinar que Deus não existe, é um ensino errado!"

Prisioneiro de Guerra
Quando eclodiu a 2ª Guerra Mundial, ingressei na Força Aérea Russa. Nunca cheguei a concluir o treino. Fui inesperadamente destacado para combater os alemães. O pensamento de ter de combatê-los me encheu de receio. Dizia-me: "...e se eu morrer; o que será depois?"

Apesar de nada saber acerca de Deus, comecei a orar. Dizia assim: "Oh Deus, Tu que fizeste as leis que regem o mundo, ajuda-me". Passado algum tempo, caí prisioneiro dos alemães. Fui levado para longe da minha pátria, e juntamente com milhares de outros prisioneiros, sofri muito.

No fim da guerra, estava na Áustria. Sentia-me muito triste. De fato, considerava-me tão infeliz que nada me satisfazia. "Só me resta morrer. Para que continuar a viver?" Na Sua misericórdia, Deus impediu que eu seguisse o caminho do suicídio.

Pela providência divina, uma família russa cristã me enviou um livro, que fazia parte da Bíblia. Pude lê-lo porque estava impresso na minha própria língua. Certamente que o meu coração tinha sido preparado. Considerava-me feliz porque no livro encontrava o que queria saber. Falava-me do Autor das leis que regem o mundo, de Deus. Revelou-me muito mais: mostrou que Deus esperava alguma coisa de mim. Isto foi uma grande descoberta.

O livro me dizia: "Você deve confessar a Deus que está triste e arrependido por causa de todas as maldades que cometeu. Só assim Deus o ouvirá. Só assim o auxiliará nas tribulações, e lhe dará uma nova vida".

Lembro-me de ter caído de joelhos, e aberto o meu coração a Deus. Enquanto falava com Ele, algo maravilhoso aconteceu: de repente, cheguei à convicção de que todo o mal que cometi tinha sido perdoado. Agora sabia que Deus tinha perdoado os meus pecados porque cri que JESUS Cristo morreu também por mim. Senti-me realmente diferente. Estava pronto a dizer a toda a gente o que Deus fez por mim.

Descobri o propósito de Deus
Algum tempo depois dessa experiência, parti para a Inglaterra, onde encontrei pessoas que falavam a minha língua. Também ali encontrei pessoas que, como eu, conheciam JESUS Cristo. Foram elas que me ajudaram a aprender mais acerca d'Ele.

O meu desejo era falar aos outros acerca de JESUS Cristo. Isso levou-me a orar bastante: "Oh Deus, ajuda-me. Eu quero falar de JESUS aos meus compatriotas vindos da Rússia e que vivem agora na Inglaterra".

Deixe-me dizer-lhe isto: Se você quer ser verdadeiramente feliz, só resta um meio; asseguro que o único meio é crer no Senhor JESUS Cristo.


Fonte:
Mensageiro da Paz 1198/Fev.1987

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

PAULO, O APOLOGISTA.

A VERDADE:
Tratado que enviei a um irmão trinitário, que insiste em escarnecer com algumas publicações aqueles que defendem a fé no monoteísmo bíblico e pregam a JESUS como Único Deus verdadeiro. Friso que o mesmo teve apenas e tão-somente a intenção de esclarecer e mostrar ao amado que muitas vezes nossas convicções baseiam-se muito mais em nossa incapacidade de aceitar que precisamos nos apropriar de mais e maiores informações acerca de determinado assunto e nunca nos deixarmos levar pela falácia de que tudo sabemos e o que está à nossa volta deteriora-se por não comungar com o que achamos ser a verdade. Leia com atenção!


A VERDADE EXPLICADA:
Olá amado irmão, saudações em Cristo JESUS.
Recebi seu vídeo, assisti-o com atenção e agradeço a gentileza. Porém, essa discussão sobre ser unicista, dualista ou triteísta (ou trinitariano, como quiser) é, como já dissera anteriormente, mais jogo de palavras e títulos que propriamente conclusões acerca da lógica bíblica. Assevero que quem lucra com isso é o "inimigo" de nossas almas, não o Evangelho do Senhor JESUS.

Destarte, gostaria de não ser classificado ou catalogado com qualquer das "alcunhas" acima mencionadas, apenas como alguém que tem a Bíblia Sagrada como meu referencial, como minha regra de fé e o Senhor JESUS como o centro de toda sábia "discussão", como meu Salvador e Senhor, o Deus da Bíblia, "...o que é, que era, e o que há de vir...", o Todo-Poderoso!

Sendo assim, e pegando uma carona no assunto que o irmão trouxe no vídeo, faço uma observação, melhor, um questionamento, uma vez que as Escrituras, felizmente, são ricas em nos dar subsídios a fim de  solvermos dúvidas e descubrirmos "riquezas" acerca da Divindade. Em post anterior, eu asseverei ao irmão que o senhorio de JESUS é único e absoluto e que portanto, Ele é o Deus Único e Verdadeiro!

Veja mais essa afirmação bíblica: Paulo, apóstolo, afirma na Carta aos Filipenses (3.5) "...hebreu de hebreus; segundo a lei fui fariseu...", e no livro dos Atos (22.3) o mesmo diz "...criado as pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus...", portanto o que Paulo aprendeu com o mestre Gamaliel foi adorar e respeitar a Jeová, o Deus judaico do Antigo Testamento.

Ora, sob esse zelo Paulo foi veemente em assolar a Igreja que se formava com os adoradores do Senhor JESUS. Na minha ótica, o apóstolo antes de ser cruel com os cristãos era um homem conservador no seu desejo de guardar as tradições da Torá que ensinava que "...somente ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto..." Uma vez que o povo judeu não enxergava no Senhor JESUS o Messias prometido, o negócio era sair a perseguir, a bater, a espancar, a matar, e assim estar a prestar um serviço à Deus.

Vejo no irmão uma figura do apóstolo, antigo fariseu: zeloso, despojado, decidido, porém, como Apolo, que necessitou que Aquila e Priscila o chamassem de lado "...e lhe declarasse mais pontualmente..." fatos acerca do Único Senhor.

Quando Paulo estava a caminho de Damasco, o mesmo estava a serviço de Jeová, o seu Deus, aquele que o apóstolo entendia ser o único Deus verdadeiro. Na sua "apologia" Paulo sequer tolerava que alguém pudesse supor que existisse 'alguém' como o "Eu Sou o Que Sou", o Jeová Senhor dos Exércitos! Mas, qual não foi sua surpresa quando de repente o envolveu um resplendor de luz, que excedia à luz do sol na sua força, que o jogou por terra, o humilhou e o questionou: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" Ora, a quem o então Saulo perseguia? Naquele momento posso imaginar que a cabeça do pequeno apóstolo deu um "nó", afinal, pode ter pensado, estou a perseguir um povo que não adora nem serve o verdadeiro Deus Jeová, e uma voz vinda do "nada" se atreve a me questionar o porquê da minha perseguição! Ora, o que seria isso?

Sem visão, indefeso, assolado por uma visão incompreensível, qual foi seu questionamento? "QUEM ÉS, SENHOR?" exclamou o apóstolo. Ora, por que Paulo tratou aquela "aparição" por SENHOR se ele conhecia apenas o Senhor Jeová dos Exércitos e a Ele prestava toda sua devoção, adoração e serviço? Paulo sabia, isso sim, que algo sobrenatural estava a acontecer.

Qual não foi sua surpresa e indignação quando a voz que partiu daquela glória indescritível identificou-Se a dizer: "EU SOU JESUS, A QUEM TU PERSEGUES..." Aí o coitado pirou de vez. Paulo pode ter pensado: eu trato a voz por Senhor e a mesma me diz que o Senhor chama-se JESUS, e que eu O persigo?! Paulo conhecia um único Senhor, Aquele que Gamaliel exaustivamente incutiu em sua mente, o Senhor Jeová dos Exércitos e agora o Senhor Jeová identifica-Se para Paulo e diz "...EU SOU JESUS..."!

Claro, tudo ficou muito mais fácil de compreender: o Deus Jeová do Antigo Testamento é o Senhor JESUS do Novo Testamento, afinal diz a Palavra, "...há um só Senhor..."

Sabe irmão, eu o enxergo assim: um Paulo desejoso de provar o improvável; um homem apaixonado pelo seu Deus, mas que 'ainda' não obteve uma visão celestial acerca do mesmo. Toda a Bíblia é uma revelação. A Palavra diz que "...o que é espiritual discerne bem tudo..." (I Co 2.15) e eu sei que o irmão é assim, um apologista à procura de uma visão celestial, mas que ainda se debruça sob o orgulho teológico. Às vezes precisamos que alguns Aquilas e Priscilas chamem-nos de lado e nos exponham o oculto com mais e maiores recursos espirituais e menos teologia. Eu sei no Senhor JESUS que o amado chegará ao conhecimento da verdade acerca da absoluta divindade do Senhor JESUS. Talvez o que lhe falta é abandonar suas ideias e noções preconcebidas sobre a Divindade e deixar que o próprio Deus o leve ao Seu pleno conhecimento.

N'Ele, em JESUS, "...estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência..." Busque, pois n"Ele! Até a próxima; forte abraço. Estamos a orar pelo irmão!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

CAPACIDADE NÃO É TUDO NA VIDA!

A VERDADE:
Sim, não é mesmo. A capacidade seja em que esfera for da nossa vida e suas atividades, sem as virtudes básicas cristãs preconizadas nas Sagradas Escrituras, virtudes essas formadas, adquiridas, desenvolvidas e comunicadas por Deus, perde o seu admirável, aplaudido e decantado valor.






























A VERDADE EXPLICADA:
Vivemos numa época em que capacidade e capacitação mais do que nunca são as palavras de ordem no campo profissional, técnico, acadêmico, doméstico, diplomático, eclesiástico, ministerial, espiritual, e vai por aí. Entretanto, a capacidade humana operando desacompanhada das virtudes ou qualidades acima mencionadas, ela mesma minimiza e a seguir nulifica aquilo que realiza. Seu portador talvez ignore isso, mas os fatos o constatarão. Podíamos evocar como exemplo prático do que estamos dizendo, um personagem da história secular ou da história da Igreja, mas preferimos um personagem da Bíblia, a Palavra de Deus. Nada supera a Bíblia, inclusive em matéria de exemplos. É só procurá-los. Eles estão lá.

Trata-se do destacado homem que foi Joabe, portador de invulgar e comprovada capacidade. Ele serviu na corte do maior rei de Israel – Davi, do qual era sobrinho, sendo filho de Zeruia, irmã de Davi. Sua mãe foi mulher de grande destaque, para ser tão mencionada na Bíblia. Joabe é várias vezes declarado na Bíblia como o general comandante do exército de Israel durante todo o reinado de Davi.

Logo cedo, Joabe demonstrou sua extraordinária capacidade, na batalha contra as tropas de Abner, o hábil comandante que conduziu o exército de Saul e agora fazia o mesmo com o do seu filho, Isbosete. Porém, maior capacidade demonstrou Joabe nas manobras, cerco, ataque e captura da fortaleza dos jebuseus, na parte sudeste de Jerusalém, considerada pelos seus ocupantes como invencível. Depois deste feito notável e heroico, Davi vendo a sua manifesta capacidade numa fase tão crítica de consolidação do seu reino, fê-lo seu ministro do exército.

Vemos, a seguir, em Joabe, um estupendo desfile de capacidade em administração, liderança, logística e planejamento, quando ele venceu os radicais amonitas e seu poderoso aliado, os sírios. Esse evento da vida de Joabe desafiou a sua capacidade, a ponto de ele ter de escolher homens dentre os já escolhidos (II Sm 10.9; I Cr 9.10). Entretanto, superou as desvantagens mais uma vez e venceu essa coligação de forças muitíssimo superior às suas. Um ano depois, não somente derrotou novamente os amonitas, bem como conquistou a sua capital Rabá (a moderna Aman, capital da Jordânia). A seguir dominou uma rebelião chefiada por Seba, e assim continuou vitória após vitória.

Joabe nunca perdeu uma batalha. Não consta do relato bíblico uma só derrota sua. Isso evidencia que ele estava sempre a desenvolver a sua capacidade, o seu gênio, suas técnicas e sua habilidade. Nunca mais o reino de Israel conheceu um líder mais capaz do que Joabe, mas veremos também que capacidade não é tudo no homem. Há necessidade de outras virtudes, qualidades, predicados, valores morais, sociais, domésticos, humanitários, fraternais, e também (e como) os espirituais, detalhados na Carta aos Gálatas (5.22): amor, gozo, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (tradução livre).

Vejamos agora que capacidade não é tudo na vida de quem quer que seja.

Joabe era capaz, mas era insensível, desumano e cruel.
Ele reconstruiu a cidade de Davi (a fortaleza tomada aos jebuseus com todo o seu complexo), mas destruiu vidas como Ábner (traiçoeiramente chamando-o para falar-lhe em segredo). Matou também em Edom todos os elementos do sexo masculino, sem qualquer piedade. No caso de Absalão, tratou-o compassivamente uma vez, tolerou-o uma segunda vez e na terceira vez matou-o. Enquanto isso, Davi mostrou que a atitude de um pai ante um filho rebelde não observa a inflexibilidade da lei.

Joabe era capaz, mas não inspirava respeito, e sim medo.
Ele afastava as pessoas para longe de si. Essa fama corria longe, como é o caso de Hadade que, estando homiziado no Egito, de lá ouviu falar que Joabe tinha morrido, e então voltou à sua terra.

Joabe era capaz, mas não reconhecia seus erros.
Ele abrigou-se no altar da casa do Senhor para protestar inocência quando sabia dos seus crimes praticados. Ao pegar das pontas do altar, estava querendo dizer que estava sendo acusado de crimes que não praticara (Ex 21.12-14), quando de fato ele era culpado, como vemos no depoimento de Davi (II Rs 2.5; II Sm 3.37-39).

Joabe era capaz, mas não respeitava os laços de família.
Amasa, o general a quem ele assassinou, era seu primo. O crime foi calculado e friamente praticado. Davi era seu tio (sua mãe Zeruia era irmã de Davi), entretanto reprovou duramente a Davi na hora em que este mais lamentava a morte de Absalão, seu filho rebelde. Certamente ele não censurou a Davi como rei, mas como seu parente.

Joabe era capaz, mas não foi fiel até o fim.
Davi estava em avançada idade mas continuava como rei. Nessa situação Joabe macomunou-se com Adonias (o então filho mais velho de Davi), para destronar o velho rei. Em épocas difíceis ele fora fiel a Davi, como no caso do levante de Absalão (I Rs 1.7; 2.28), mas agora na velhice de Davi lhe foi desleal. Ele era capaz mas não merecia agora a confiança do trono. A Bíblia diz “...fiel e idôneo...”, o que equivale a dizer fiel e capaz.

Vamos todos nós progredir em capacidade quanto às coisas de Deus, e às seculares, úteis e necessárias, mas sabendo que a capacidade não é tudo na vida. Joabe foi um líder capaz. Era um herói de admiração nacional. Ele nunca perdeu uma batalha ao que se sabe, mas isso não foi tudo em sua vida, como acabamos de ver.



Autor: Antonio Gilberto
Fonte: Mensageiro da Paz nº 1247/Janeiro 1991

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

TRINTA ANOS ESCRAVO DA TORRE DE VIGIA.

A VERDADE:

As chamadas "Testemunhas-de-Jeová" formam uma das seitas que mais crescem atualmente. Face ao seu proselitismo incontrolável e o grande mal causado por seus ensinos, necessário se faz melhor conhecer um testemunho a respeito de seu malefício.
































A VERDADE EXPLICADA: 














































































































































































































Essa matéria, de autoria de W.J. Schnell, foi publicada originalmente na revista MENSAGEM DA CRUZ nº 79 de Março de 1988, e tem o objetivo de alertar tanto a crentes quanto a não crentes sobre os malefícios das doutrinas esposadas e pregadas pelos membros do russelismo,e expor suas mazelas a fim de que possamos nos precaver quanto aos seus malefícios.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

UM NOME QUE INCOMODA!

A VERDADE:

"A Palavra de Deus é a única fonte final de sabedoria, conhecimento e compreensão com respeito às realidades últimas e está pronta para libertar e enriquecer aqueles que buscam a sua riqueza" (Jack W.Hayford)



























































































A VERDADE EXPLICADA:


Os quadros acima são parte do livro "SEITAS E HERESIAS, UM SINAL DOS TEMPOS", publicado pela CPAD há mais ou menos 30 anos. Não vamos citar o nome do autor por questões éticas e cremos também que não faria tanta diferença, afinal o mesmo provou, pelo menos no que diz respeito ao tópico em questão, ser extremamente pobre de conhecimento sobre o assunto o qual tentou dissertar.

Relativamente à nomenclatura do movimento que ele mesmo deve ter criado para denominar os que seguem as determinações bíblicas com relação ao batismo bíblico e apostólico, fica claro o desejo de escarnecer, de vulgarizar a visão bíblica com um profundo desejo de menosprezo por aqueles que não optam pelo improvável e antibíblico, aqueles que não seguem os caminhos tortuosos e fétidos da religião dos homens e que determinam regras para suas filiais denominadas evangélicas.

Não entendemos que a citada denominação a qual pertence o articulista seja a dona da verdade. Não temos culpa, igualmente, se a soberba e a intolerância religiosa não lhe permitem  enxergar o que para muitos está claro e evidente. Como no atual cenário político brasileiro em que os parlamentares negam e pisam a Constituição à guisa de poder financeiro, assim também estes que estão engajados há vários anos nas altas esferas da religião dominante preferem defender uma prática doutrinária apoiada e esposada pelo poder religioso instalado, a se submeterem à Verdade e descerem de seus pedestais de poder e falsa espiritualidade.

Pouco importa o que os mais renomados e piedosos "Pais da igreja" (sic!) possam ter defendido ou provado acerca da fórmula batismal bíblica. Ora, onde se encontra uma passagem sequer em toda a Escritura neo-testamentária que induza alguém a propor outro batismo senão no Nome de JESUS? Onde existe a menor evidência de que alguém, seja quem for, tenha sido batizado senão no Nome de JESUS? Ainda que algum suposto Concílio de qualquer grande organização religiosa sugerisse outro batismo que não fosse o mencionado em Atos 2.38, o tal deveria ser prontamente rechaçado, afinal não encontra respaldo bíblico.

Ora, quem são os homens para ousarem dizer o que devemos fazer quando temos em mão a Palavra de Deus? "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva..." (Is 8.20). Essa é a receita! O que os profissionais da religião pensam a respeito pouco ou nada representa diante da conclusão escriturística. Seria inimaginável pensar que estes que hoje ocupam cargos elevados em suas denominações e fatalmente muito bem remunerados em função disso, pudessem descer de sua soberba, aceitar a verdade bíblica, perderem seus privilégios e terem que concordar que durante tanto tempo conviveram com a mentira e a glória humana!

O que Tertuliano, Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Basílio, Cipriano e Calvino supostamente possam ter dito (ou mesmo pensaram) a respeito da verdade que está embasada nas Escrituras, pouco ou nada importa. O que realmente conta é o que o Espírito Santo revelou no Dia de Pentecostes acerca do arrependimento, perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo, e o que sabemos é que tudo isso está intimamente ligado ao batismo bíblico e apostólico realizado  em Nome de JESUS. Se durante tantos e tantos séculos a verdade esteve oculta é porque o "poder religioso dominante" e o inimigo de Deus tudo fizeram para que o Nome fosse oculto.

Mas a evidência bíblica prova justamente o contrário do que a soberba humana tenta impor. Não importa se os profissionais da religião nos imputam alcunhas depreciativas; JESUS era igualmente tratado como Nazareno e o testemunho de Natanael sobre a fama do lugar passava pela pessoa de JESUS: "...pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" (Jo 1.46). Pior seria se nos tratassem com respeito e reconhecimento; aí seria exigir demais de quem não consegue sequer enxergar o umbigo!

Via de regra o diabo usa o que existe de pior para afrontar os verdadeiros servos de JESUS (Judas foi prova cabal disso) e sempre deixa uma pequena brecha onde podemos nos ufanar: realmente somos, à parte de toda ironia da igreja dominante, um povo que enxerga "SÓ JESUS" (veja o título do capítulo 4 de II Coríntios na ARC; veja o que o Senhor disse de Si próprio em João 5.39; veja o que diz Paulo sobre o Senhor JESUS em Efésios 2.20, apenas para sugerir alguns pontos). Se tirarmos JESUS das Escrituras, qualquer folhetim de segunda categoria é mais interessante de se ler do que a Bíblia.

Escárnios, zombaria, ironias e alcunhas depreciativas não nos ferem absolutamente, pelo contrário; partindo de pessoas que se ufanam por pertencer à suposta matriarca do Evangelho no Brasil, só nos fazem ver que estamos no caminho certo e nos sentimos animados e impelidos a continuar a anunciar a verdade anunciada nas Escrituras. Cabe a você, que está tendo a oportunidade de examinar esse tratado, ter o cuidado de julgar com coerência e bom senso e buscar a elucidação do Alto, abandonar o engodo do ensinamento anticristão e passar a fazer parte da família de Deus, "...do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome..." (Ef 3.15).  Qual Nome? "...cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo..." (At 2.38).


OBEDEÇA ÀS ESCRITURAS E SEJA FELIZ!!!

 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O TRIBUNAL DE CRISTO

A VERDADE:


"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal..." (II Co 5.10)































A VERDADE EXPLICADA:


Eis os três tribunais: 
O TRIBUNAL DE CRISTO: (Rm 14.10; II Co 5.10) para julgamento exclusivo da Igreja, isto é, de todas as pessoas verdadeiramente salvas por JESUS Cristo.
O TRIBUNAL DAS OVELHAS: (Mt 25.31-36) para julgamento das nações, conforme Joel 3.2,12.
O TRIBUNAL DO TRONO BRANCO: (Ap 20.11-15) exclusivo para julgamento dos ímpios.

1) - Pela leitura de Romanos 14.10 e II Coríntios 5.10, temos a convicção de que todos nós haveremos de comparecer perante o Tribunal de Cristo. Mas, há realmente necessidade do nosso comparecimento perante tal Tribunal? Sim, individualmente, cada uma dará conta de si mesmo. O nosso pecado na cruz já foi perdoado, todavia seremos julgados por omissão ou comissão; pelo que foi feito e pelo que foi deixado de fazer. O julgamento será das OBRAS, das AÇÕES, dos SERVIÇOS. Decoramos Efésios 2.8,9, mas nos esquecemos do versículo 10!

2) - É bom recordar que 'obra' no contexto do Novo Testamento (no grego ÉRGON) tem o sentido de "serviço prestado", "ação moral", "empreendimento realizado"; serviço grande ou pequeno, mesmo um "copo d'água dado em nome de JESUS" (Mt 10.22). Conveniente fixar a verdade clara e definida na Bíblia que o homem somente é salvo pela fé em Cristo JESUS. E no presente tratado, situando as OBRAS ou ATIVIDADES, SERVIÇOS PRESTADOS, como decorrência de "ser salvo"! - "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus..." (Mt 5.16).
Texto como este e outros não cuidam de "fazer algo" para ser salvo,mas algo há de acontecer POR SER SALVO.

3) - A palavra 'tribunal' no grego é BEMA e foi usado para designar o palco dos juízes nos jogos olímpicos. No latim temos a palavra correspondente que é PODIUM e mais popularmente, "palanque, tablado". Sempre os vencedores de determinada competição, os três primeiros colocados, sobem ao "pódium" para recebimento de prêmios, medalhas, galardões. Também, na compreensão do que acontece pela vitória obtida, tal posto se constitui um LUGAR DE HONRA ou honrarias.

4) - A questão de galardão é assunto amplo e irrestrito na Bíblia. Em I Coríntios 9.24 lemos: "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis..." Em Mateus 6.1ss, JESUS observou que muitos estavam agindo erradamente com a oração, jejum, esmola e, no exercício da justiça pessoal, já estavam recebendo a sua recompensa ou galardão (no grego, galardão é MISTOS, metro, medida completa!). O entendimento era que cada um que agia erradamente, procurando o louvor dos homens, já estava recebendo sua "medida completa" e nada mais haveria para JESUS acrescentar!

5) - Se sabemos que as nossas ações ou omissões serão julgadas, onde será o lugar desse BEMA ou TRIBUNAL DE CRISTO? Por certo, nos 'ares' logo após o Arrebatamento da Igreja (I Ts 4.17). E de maneira mais extensiva vemos o fundamento desse julgamento em I Coríntios 3.11-15 (leia). Paulo indica os seguintes elementos: OURO, PEDRA PRECIOSA, MADEIRA, FENO e PALHA. Imagine um edifício sendo construído de palha! Ele não suportaria o 'fogo' dos olhos de JESUS a queimar tudo que não for para a glória de Deus. Isto retrata uma vida cristã de aparência, mas sem conteúdo de realidade, sem expressão de vida.

6) - Sim, na nossa vida cristã estamos como que construindo alguma coisa, algum empreendimento. O fundamento de tudo na vida cristã é ou deve ser Cristo somente. O fundamento é JESUS! Agora, o que estamos a construir em cima da PEDRA FUNDAMENTAL, JESUS? (cf. Ef 2.20-22). Nisto é que está o peso da nossa responsabilidade aos prestarmos contas: "...dá contas da tua mordomia..." (Lc 16.2). Exemplos práticos: Alguém canta um solo, muito bonito... mas, teria sido para a glória de Deus? Alguém dirá: "Eu preguei aquele sermão...!" Teria sido para a glória de Deus? Ou, alguém exerce algum cargo na igreja, mas o tem exercido para a glória de Deus ou é para ser um "reizinho" naquele cargo, um pequeno "dono" de igreja? Caso contrário, poder-se-ia dizer: "SÃO PALHAS"! Oh, que JESUS seja a Pessoa mais importante no "meu cargo" na igreja!

7) - O texto de I Coríntios 3.11-15, fala de obra que sofrerá DETRIMENTO ou PERDA. Sim, por ocasião do "BEMA" (Tribunal de Cristo), o Senhor JESUS Cristo passará em revista toda a nossa atividade realizada ou não e cada um será provado nas suas ações e pode haver aprovação, sinal verde ou haverá detrimento ou perda.

8) - Há o perigo de o cristão estar a fazer a obra do Senhor de qualquer maneira ou por pura vaidade e esnobismo. Na ARA, Jeremias 48.10 diz: "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente..." Confronte a boa atitude de Davi em II Samuel 24.24.

OS GALARDÕES
A Bíblia apresenta:
A) - Temos em Apocalipse 2.10 e Tiago 1.12 a coroa do mártir ou do cristão fiel em toda circunstância da sua carreira cristã. (OBS.: fidelidade a ponto de morrer e não simples velhice).

B) - A coroa prometida aos pastores no desempenho dos seus ministérios e serão galardoados pelo Supremo Pastor (I Pe 5.4)

C) - Coroa de Alegria (I Ts 2.19,20; Fp 4.1)

D) - A coroa prometida aos que amam a vinda de JESUS (II Tm 4.8). Considere ainda: Salmos 56.8; Malaquias 3.16; Mateus 25.21; Lucas 19.17.


(JORNAL DE ORAÇÃO/Mar.1987)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O INVERSO DA FÉ - O MEDO!

A VERDADE:
"USAMOS A FÉ PARA EXTERNAR A CRENÇA EM ALGUMA COISA BOA. A FÉ ANULA O MEDO".


A VERDADE EXPLICADA:
Você sabia que o medo tem poder criativo? Assim como a fé tem poder de criar o que não existe, o medo também tem o poder de criar aquilo que tememos. Por isso, os médicos afirmam serem as pessoas temerosas do câncer as que mais o contraem. E não só o câncer, mas várias outras doenças podem ser induzidas de forma psicossomática. O medo não passa, pois, de alguma coisa que você não quer que aconteça. Assim como usamos a fé para externar a crença em alguma coisa boa que desejamos, podemos usar o medo para acreditar em algo adverso. Logo, a fé anula o medo.

De um modo muito vivo, a dúvida transmite também um dos aspectos do medo. Quando Pedro andou sobre as águas, num dado momento sentiu medo. Reparando na força do vento, ficou temeroso e gritou para que JESUS o salvasse. E o Senhor, estendendo-lhe a mão, disse: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" (Mt 14.31).

O medo pode levar ao suicídio, quando os temores se agravam com a depressão e o desânimo. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o médico psicanalista Shneidman ressaltou que os suicidas em potencial geralmente acreditam não ter ninguém em que possam confiar. Conta-se ainda que durante o incêndio no grande Edifício Andraws, em São Paulo, algumas pessoas que estavam para ser resgatadas pelos bombeiros precisaram levar tapas a fim de ficarem desacordadas, e só assim foram salvas, senão morreriam apenas de medo e pavor, e não pelas queimaduras.

Está constatado que só cerca de 20% das mordeduras de cobra causam a morte, sendo o medo o causador do resto. Muitos morrem então em consequência de uma parada cardíaca pelo excesso de medo. Por tudo isso, refletimos que, à luz da Palavra de Deus, o medo e a fé são polos totalmente opostos. Uma pessoa de fé não pode ser medrosa. A garantia da vida eterna, pela salvação em JESUS Cristo, deve nos dar também a certeza de uma vida de vitórias.

Vamos vencer o medo, depressões e as atitudes mentais erradas, passando a tomar posse das bênçãos que Deus tem reservado para todos nós. Ninguém nasce sem medo, mas em Cristo encontramos o refúgio seguro, pois Deus não nos deu o espírito de medo, mas de poder. Muitos tem temor de ladrão, da morte, da velhice, de doenças e assim por diante. Mas a leitura da Bíblia nos anima: "Não temas, porque eu sou o teu Deus, eu te fortaleço e ajudo, e te sustento com a minha destra fiel..." (Is 41.10).

A libertação de um temor, muitas vezes não vem naturalmente e Shneidman aconselha ainda: "Tente oferecer às pessoas medrosas e confusas, pequenas transfusões de esperança. Uma tentativa nesse sentido, poderá salvar uma vida". Em muitos casos, temos também que aprender a nos libertar, colocando nossas vidas inteiramente nas mãos de Deus, ficando atentos para as bênçãos e não para o que o diabo é capaz de fazer. Recite a Bíblia com ousadia nos momentos de depressão ou desespero, lembrando, por exemplo: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31). Vale lembrar que o nosso êxito está em desafiar o medo, pois satanás luta de todas as formas para nos desencorajar, sendo esta uma das suas principais missões. É importante avaliar a maneira como reagimos aos pensamentos maus, pois tudo começa pelo pensamento.

Vamos inundar os nossos pensamentos de coisas boas, verdadeiras e amáveis, sendo sempre agradecidos a Deus pelos testes e as vitórias recebidas. Olhe bem longe, passando por cima do medo e vencendo pela fé. Vença a incredulidade, ordenando com fé, que o "Mar Vermelho" de sua vida se abra, atravessando-o tranquilo, louvando ao Senhor. Somos provados na fraqueza com o poder de Deus, capacitando-nos a obter Suas bênçãos em todas as situações. "Em todas estas coisas, somos mais do que vencedores..." (Rm 8.37).

Como sempre acontece, existe gente que vive atormentada, confusa, oprimida e deprimida, literalmente "morrendo de medo". Mas louve a Deus a qualquer preço, com a certeza de ganhar o dobro em energia e entusiasmo de viver. Não dê asas à imaginação de temor do fracasso. Martinho Lutero sofreu um grande desânimo, chegando ao desespero. Tentou afastar os sentimentos negativos comendo e bebendo em companhia de amigos, mas isso de nada adiantou. Só quando ele confiou completamente em Deus, o desânimo desapareceu. E depois de ter traduzido a Bíblia na linguagem comum da maioria alemã, tendo escrito também vários livros e hinos, escreveu o inspirador hino da Reforma "Castelo Forte é o Nosso Deus", baseado em Salmos 46.

Às vezes as circunstâncias são realmente muito duras e os momentos que precedem uma grande vitória são os mais difíceis de transpor. Esta é uma experiência comum da vida cristã. Os homens de fé não somente oraram, mas esperaram respostas de suas orações. Não raro oramos a Deus num momento de pânico e depois esquecemos o que pedimos. Mas leve constantemente suas inseguranças e temores à presença de Deus, dizendo, se preciso: "Senhor, eu não estou entendendo o que está acontecendo comigo, mas mesmo assim eu te louvo".

A esperança da resposta de Deus é o teste da nossa fé. O profeta Habacuque pôs-se a vigiar na fortaleza. E embora não conseguisse entender os planos de Deus, procurou dar fim à perplexidade, dizendo: "Vou sair deste vale de depressão, vou para a torre de vigia, vou galgar as alturas, vou fixar o olhar em Deus..." (Hc 2.1).  Não devemos permitir que o medo nos leve ao fundo do poço, ou que uma depressão nos trancafie. Embora isso possa parecer difícil, precisamos às vezes puxar-nos para fora do problema, como fez Habacuque.

Cite textos bíblicos com fé, quando os ventos forem contrários, não depositando a confiança em mais nada a não ser no Senhor JESUS. A fé vive de resultados antecipados, fora da escravidão das circunstâncias presentes, sob inteiro domínio da esperança. A fé persistente sempre vence. Não deixe qualquer sintoma mudar sua atitude para com o Senhor, não tenha dúvidas acerca da Sua bondade.

"Por que Deus permite isso, ou por que faz aquilo...?", muitos investigam o Senhor em meio aos seus problemas. Mas devemos evitar as palavras insensatas, falando apenas em louvores a JESUS por todas as coisas, olhando para o supremo e o absoluto. Magnifiquemos a graça, o poder, a força e a bondade do Senhor JESUS, em doce paz de coração. E assim, trocaremos o medo pelo otimismo, com a esperança e o entusiasmo de uma nova conquista: a fé!


(Jovem Cristão/Jan.a Mar.1987)