quarta-feira, 10 de abril de 2019

MONOTEÍSMO CRISTÃO - Parte III

A VERDADE:
"Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único SENHOR." (Deuteronômio 6.4)
"...mas Deus é um." (Gálatas 3.20)


A VERDADE EXPLICADA:
A NATUREZA DE DEUS
"Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade." (Jo 4.24)

Para continuarmos nosso estudo sobre a unicidade de Deus, é essencial que saibamos mais a respeito da própria natureza de Deus. Nossas mentes humanas são limitadas e não podem, naturalmente, descobrir ou compreender tudo o que há para ser conhecido com relação a Deus, mas a Bíblia descreve, com clareza, muitas características e atributos importantes que Deus possui. Vamos estudar neste capítulo alguns dos atributos de Deus que O fazem Deus -- a parte essencial e substancial de Sua natureza. Vamos estudar, também, algumas das maneiras pelas quais Deus tem revelado Sua natureza à humanidade, particularmente através de manifestações visíveis.

Deus é Espírito
JESUS proclamou essa verdade em João (4.24). A Bíblia a revela de maneira consistente, desde Gênesis (1.2) (...e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas...) até Apocalipse (22.17) (...o Espírito e a noiva dizem: Vem!). Hebreus (12.9) chama Deus de Pai dos espíritos. Afinal, o que é um espírito? O Dicionário Webster dá à palavra o seguinte significado: "Um ser sobrenatural, incorpóreo, racional, geralmente invisível aos seres humanos, mas que tem o poder de se tornar visível, segundo sua vontade... um ser de natureza incorpórea e imaterial."

A palavra hebraica que se traduz como espírito é ruwach, e pode significar vento, sopro, vida, zanga, sem substancialidade, região do céu, ou espírito de um ser racional. A palavra grega traduzida por espírito, pneuma, pode significar uma corrente de ar, sopro, vento, brisa, espírito, alma, princípio vital, disposição, anjo, demônio ou Deus. Todas estas definições reforçam o fato de que um espírito não tem carne e ossos (Lc 24.39). Do mesmo modo, JESUS indicou que o Espírito de Deus não tem carne e ossos (Mt 16.17). Assim, quando a Bíblia afirma que Deus é Espírito, isto significa que Ele não pode ser visto nem tocado fisicamente por seres humanos. Como Espírito, Ele é um Ser inteligente e sobrenatural que não tem um corpo físico.

Deus é invisível
Sendo Deus espírito, Ele é invisível, a menos que escolha Se manifestar de alguma forma ao homem. Deus disse a Moisés: "E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá". (Ex 33.20). "Ninguém jamais viu a Deus..." (Jo 1.18; I Jo 4.12). Não apenas ninguém jamais viu a Deus, como nenhum homem é capaz de ver a Deus (I Tm 6.16). Muitas vezes a Bíblia descreve Deus como invisível (Cl 1.15; I Tm 1.17; Hb 11.27). Embora o homem possa ver Deus quando Ele aparece de formas variadas, nenhum homem pode ver diretamente o invisível Espírito de Deus.

Deus é Onipresente (=Presente em todos os lugares)
Por ser espírito, Ele pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele é o único verdadeiramente onipresente; todos os outros espíritos, como os demônios, os anjos e o próprio satanás, podem ser confinados a lugares específicos (Mc 5.10; Jd 6; Ap 20.1-3).

Embora Deus seja onipresente, não podemos igualá-Lo à natureza, substância ou forças do mundo (o que seria panteísmo), porque Ele tem individualidade, personalidade e inteligência reais.

Salomão reconheceu a onipresença de Deus quando orou na dedicação do Templo, dizendo: "Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te podem conter..." (I Re 8.27: veja II Cr 2.6; 6.18). Deus declarou Sua onipresença, dizendo: "O céu é o meu trono, a terra o estrado dos meus pés..." (Is 66.1; ver também At 7.49). Paulo pregou que o Senhor "...não está longe de cada um de nós, pois nele vivemos, e nos movemos e existimos..." (At 17.27,28) Talvez a mais bela descrição da onipresença de Deus encontre-se em Salmos (139.7-13): "Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa. Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe."

Se Deus é onipresente, por que a Bíblia O descreve como estando no céu? Há várias razões:
1 - Esse fato indica que Deus é transcendental. Em outras palavras, Ele está além da compreensão humana e não está limitado a esta terra;
2 - Essa descrição se refere ao centro do raciocínio e atividade de Deus-Sua própria matriz, por assim dizer;
3 - Ela se refere à presença imediata de Deus; quer dizer, à totalidade da glória e do poder de Deus, a qual nenhum mortal pode ver e ainda continuar vivo (Ex 33.20);
4  - Pode se referir também à manifestação visível de Deus aos anjos, nos céus. Não significando isso, no entanto, que Deus não esteja onipresente, nem que esteja limitado a um lugar ou corpo.

Do mesmo modo, quando a Bíblia diz que Deus veio à terra, ou apareceu a um homem, ela não nega Sua onipresença. Ela simplesmente afirma que o foco da Sua atividade se deslocou para a terra pelo menos no que se refere a determinado indivíduo ou situação. Quando Deus vem à terra, o céu não se torna vazio. Ele continua no céu como sempre. Ele pode agir simultaneamente no céu e na terra, ou em vários lugares da terra. É muito importante que reconheçamos a magnitude da onipresença de Deus e não a limitemos à nossa experiência humana.

Deus tem corpo?
Sendo Deus um espírito invisível, e sendo onipresente, Ele, com certeza, não tem corpo, do modo como entendemos que um corpo seja. Ele realmente assumiu várias formas e manifestações temporárias através de todo o Antigo Testamento, para que o homem pudesse vê-Lo. Entretanto a Bíblia não registra nenhuma manifestação corpórea permanente de Deus, até o nascimento de JESUS Cristo. Em Cristo, naturalmente, Deus tinha um corpo humano e agora tem um corpo humano glorificado e imortal.

Fora das manifestações temporárias de Deus e fora da revelação de Deus em Cristo, no Novo Testamento, acreditamos que as referências encontradas nas Escrituras aos olhos, mãos, braços, pés, coração e outras partes do corpo de Deus, sejam exemplos de linguagem figurativa ou antropomorfismo (=interpretação de algo não humano em termos humanos para que o homem possa compreender).

Em outras palavras, a Bíblia descreve o Deus infinito em termos humanos e finitos, para que nós O possamos compreender melhor. Por exemplo, o coração de Deus denota Seu intelecto e Suas emoções, não um órgão bombeador do sangue (Gn 6.6; 8.21). Quando Deus disse que o céu era Seu trono e a terra estrado dos Seus pés, estava descrevendo Sua onipresença, não um par de pés literalmente apoiados sobre o globo (Is 66.1). Quando Deus disse que Sua destra estendeu os céus, estava descrevendo Seu poder e não uma grande mão desdobrando os céus (Is 48.13). "Os olhos do SENHOR estão em todo lugar..." não quer dizer que Deus tenha olhos físicos em todos os lugares, mas indica Sua onipresença e onisciência (Pv 15.3). Quando JESUS expulsou demônios pelo dedo de Deus, Ele não usou um enorme dedo vindo dos céus, mas exerceu o poder de Deus (Lc 11.20). O resfolgar das narinas de Deus não eram, literalmente, partículas emitidas por gigantescas narinas celestes, mas o forte vento do leste enviado por Deus para separar o Mar Vermelho (Ex 15.8; 14.21). De fato a interpretação literal de todas as visões e descrições físicas de Deus nos levaria a acreditar que Deus tem rodas (Dn 7.9). Resumindo, acreditamos que Deus, como espírito, não tem corpo, a menos que queira Se manifestar em forma corpórea, como O fez na pessoa de JESUS Cristo.

Alguns afirmam que no Antigo Testamento Deus tinha um corpo espiritual, visível aos outros seres espirituais, como os anjos. Levantam essa hipótese, porque os espíritos humanos parecem ter uma forma capaz de ser reconhecida pelos outros espíritos (Lc 16.22-31), e porque algumas passagens indicam que os anjos e satanás presenciaram uma manifestação visível de Deus no Antigo Testamento (I Re 22.19-22; Jó 1.6). No entanto, Deus não precisava de um corpo espiritual para agir assim, porque Ele poderia ter Se manifestado a outros espíritos do mesmo modo como Se manifestou ao homem. Um versículo chave das Escrituras traz implícito o conceito de que, normalmente, Deus não é visível mesmo aos seres espirituais, a menos que Ele próprio escolha Se manifestar de tal modo: "Aquele que foi manifestado na carne...contemplado por anjos". (I Tm 3.16). 

Finalmente, se Deus tivesse mesmo algum tipo de corpo espiritual, certamente, não estaria confinado a ele, como outros seres espirituais estão confinados a seus corpos, pois se assim fosse, Ele não seria verdadeiramente onipresente. A onipresença de Deus significa, por exemplo, que Ele poderia ter aparecido, simultaneamente, aos homens, na terra, e aos anjos, nos céus. Precisamos ter em mente também que, nos tempos do Novo Testamento, Deus escolheu revelar a Si mesmo, em Sua plenitude, através de JESUS Cristo (Cl 2.9). Não há possibilidade de se separar Deus e JESUS, e não há outro Deus visível a não ser JESUS.


continua...
(David K.Bernard)

 

quarta-feira, 3 de abril de 2019

ENDIREITAI O CAMINHO DO SENHOR

A VERDADE:
"Como é que se prepara o coração para este Rei? Muitos que buscam a renovação carismática ignoram o sentido correto do batismo de João".


A VERDADE EXPLICADA:
"E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo? Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. E os que tinham sido enviados eram dos fariseus, e perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós, está um a quem vós não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. Essas coisas aconteceram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando". (Jo 1.19-28).

Isaías profetizou que um dia viria um mensageiro de Deus anunciando que já estava na hora de endireitar-se o caminho do Senhor. Ele disse ainda que os montes e colinas teriam que ser nivelados e os vales aterrados. Esse mensageiro avisaria ao povo para se preparar, pois o Rei já estava chegando.

Por que era preciso que se anunciasse um período de preparação? Essa ideia tinha raízes nas condições das estradas do Oriente Médio, que não passavam de simples caminhos de terra batida, que ofereciam péssimas condições para os viajantes. Quando um rei ou alguma pessoa importante se dirigia a uma região, enviava mensageiros à sua frente para que os responsáveis pela conservação das estradas as consertasse. Então eles as endireitavam: nivelavam e aterravam.

E o Rei estava se aproximando. É quando João apresenta sua questão: Como as pessoas iriam endireitar o caminho do Senhor? Como iriam nivelar as colinas e aterrar os vales? Nós também precisamos pensar nessa pergunta: "Como é que se prepara o coração para este Rei?"

João principiou essa tarefa de preparação convocando o povo ao arrependimento. Apontou-lhes seus pecados, e conclamou-os a que os confessassem e abandonassem. E assim que o faziam, eram batizados, dando sinal de que haviam deixado o pecado e se voltavam para Deus buscando  a purificação. Antes do batismo, porém, tinha de reconhecer sua condição, reconhecer que haviam se distanciado de Deus.

Só depois João mencionou o fato de que JESUS os batizaria com Seu Espírito Santo. Primeiramente era preciso resolver a questão do pecado. E nós também precisamos colocar os fatos em sua ordem certa: o que é primeiro deve vir primeiro.

O problema é que hoje em dia muitas das pessoas que se interessam pela renovação carismática estão ignorando o sentido correto do batismo de João: o verdadeiro arrependimento. Muitos estão procurando receber a plenitude do Espírito Santo sem a devida preparação, o que é um erro grave.

O primeiro passo a ser dado na preparação para a vinda do Senhor e mesmo para se receber o Espírito Santo é confessar os pecados e abandoná-los. E é preciso confessar não apenas todos os pecado, mas também a mancha do pecado, e todas as práticas questionáveis. Em seguida, temos que receber, pela fé, o perdão e a purificação. E não basta pedir essas bênçãos; é necessário receber o que Deus nos oferece.

Alguns abrigam práticas questionáveis, que não são necessariamente pecado, mas que também precisam ser abolidas. Segundo nos diz o autor da carta aos Hebreus, temos que confessar e abandonar não somente o pecado, mas também todo o "peso".

Quando o Espírito de Cristo opera em nossas vida, Ele só vai até onde já foi o sangue purificador de JESUS. Deus não está com a mesma pressa que nós. Ele não colhe frutas verdes. Será que estamos prontos para receber o que Deus deseja realizar em nós? Já permitimos que nos purificasse de todo pecado? Estamos dispostos a endireitar o caminho do Senhor?

Estamos agindo corretamente em nosso relacionamento familiar? Há pais que praticam atos que reconhecem não serem retos, mas ainda assim esperam que os filhos sempre procedam retamente. Mas nossa tarefa não é meramente dar instrução aos filhos; temos que ensinar. As duas ideias não significam exatamente a mesma coisa. Ensinar é instruir pelo exemplo, é viver as verdades que lhes transmitimos. Se queremos que nossos filhos sejam seguidores de Cristo temos que dar o exemplo, agindo corretamente. Se um casal vive brigando, discutindo, agredindo-se mutuamente e não se trata com cortesia, os filhos agirão da mesma forma. Eles aprendem essas coisas em casa.

Às vezes vemos por aí crianças agredindo umas às outras, tentando tirar brinquedos uns dos outros, exatamente como fazem os pais. É claro que os pais não brigam por brinquedos; as metas que desejam alcançar são até respeitáveis. Às vezes também ouvimos crianças dizerem coisas num playground que nos dão a nítida impressão de terem sido ditas pelos pais em casa. As crianças absorvem essas noções em seu lar. Se queremos que os filhos se comportem bem, sejam educados, bondosos e atenciosos, precisamos ter o cuidado de dar o exemplo dessas coisas para eles. Está tudo direito em sua casa?

E será que está tudo direito também em nossa esfera de trabalho? Ou será que estamos deixando alguns detalhes meio tortuosos? Estamos sendo honestos até mesmo quando preenchemos o formulário da declaração do imposto de renda?

Estamos sendo honestos em tudo? É isso que significa endireitar o caminho do Senhor. Será que existem situações em nossa vida nas quais estamos mentindo? Precisamos ser muitos criteriosos com essas coisas pois a Bíblia diz que os mentirosos não herdarão o reino dos céus. Estamos sendo honestos em todos os nossos atos?

João afirma que os vales devem ser aterrados. Alguns de nós possuem profundos vales de falsa humildade, que precisam ser aplanados. JESUS disse: "Sem mim nada podeis fazer..." Se não tivermos a inspiração e o auxílio do Senhor, nossa vida não vale muito. Mas pela operação do poder divino podemos ser como Ele desejava que fôssemos ao criar-nos.

O apóstolo Paulo diz: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece..." Na verdade somos "cristãos", pequenos "cristos". JESUS vive pessoalmente em nosso coração, e quer reproduzir Sua vida em nós, quer tornar-nos semelhantes a Si mesmo. O mais caro desejo de Deus é que nos tornemos semelhantes a Cristo.

João falava também que os montes devem ser nivelados. Isso é uma referência ao orgulho. Temos a tendência de nos enxergar muito melhores do que somos, a focalizar sempre nossas realizações em vez de outros. Estamos sempre pensando em como isso ou aquilo afetará nossa vida, e como poderemos receber bênçãos. Construímos montanhas que precisam ser niveladas.

É preciso que aprendamos a nos preocupar com os interesses de Deus. Se tirarmos os olhos de nossos problemas, poderemos passar a dizer: "Como isso ou aquilo afetará o reino de Deus? Como afetará o povo de Deus? Minha família? Meus amigos? Como posso ser uma bênção para eles?"

Estamos dispostos a nos preparar para Sua vinda? Acredito que ela deve ocorrer muito breve. Precisamos estar-nos preparando com sentimento de expectativa. Devemos estar com os olhos voltados para o Alto. Devemos verificar se não há nada que nos segure aqui nesta terra quando ouvirmos o chamado "sobe para aqui", para estarmos "para sempre com o Senhor".

Mas talvez não sejam montanhas; podem ser morros também. Todos terão que ser nivelados. É preciso endireitar o caminho do Senhor. Ou talvez não haja vales em nossa vida: só depressões na pista, que precisam aterradas. Muitas vezes descobrimos que temos profundos defeitos em nosso caráter que necessitam ser aplanados. São pontos fracos de nosso caráter. O Senhor quer que descubramos esses pontos para que Ele possa aterrá-los. Ele quer fortalecer-nos em nossos pontos fracos.

Abraão, no início de sua relação com Deus, tinha uma fé muito fraca; mas tinha fé. E o Senhor o chamou para ir a uma terra que nunca vira, cuja localização desconhecia, mas mesmo assim seguiu-o. A cidade onde morava, Ur, era um lugar idólatra; então ele se dispôs a seguir a Deus. E aprendeu a dar passos de fé.

Mas houve uma ocasião em que precisou optar entre dizer uma mentira para salvar a própria pele ou dizer a verdade e ser morto pelo Faraó, o rei do Egito. E falhou! O rei vira sua esposa, que era uma mulher muito bonita. Abraão logo imaginou que ele iria querer levá-la para o seu harém. Então instruiu-a para que dissesse aos egípcios que eram irmãos. Era uma meia-verdade, e uma mentira. Ela era esposa dele. Mas não teve fé suficiente para crer que Deus iria protegê-lo ali. Sua fé era fraca.

Mas à medida em que seguia a Deus sua fé foi-se fortalecendo. O Senhor lhe prometeu um filho. A princípio não quis acreditar que isso fosse possível, mas tempos depois contemplou a promessa e não vacilou mais. E teve certeza absoluta de seu cumprimento depois que passou a focalizar apenas a Palavra de Deus, em vez de olhar para seus recursos falidos. E teve certeza de que o que Deus prometera também poderia realizar. Tornou-se forte na fé, que era seu ponto mais fraco.

Deus tem prazer em fortalecer-nos exatamente em nossos pontos mais fracos. Mas é preciso que primeiro descubramos quais são esses defeitos, esses pontos falhos, ou melhor, temos que deixar que Ele os revele a nós. Precisamos abrir a mente e o coração para o Senhor e dizer-lhe: "Senhor, como é que eu sou realmente?" Um breve instante de sincera exposição de nossa alma a Deus pode trazer-nos grandes benefícios espirituais.

Como sou realmente quando estou sozinho? Sei como sou quando estou na companhia de outros; mas como sou realmente, depois que nos separamos? Precisamos reconhecer essas fraquezas, esses pecados, essas falhas em nosso caráter, esses vales, e depois confiar em que Deus nos ajudará a aterrá-los, para que possamos tornar-nos fortes e desse modo toda a nossa vida será completamente endireitada, interior e exteriormente.

"Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados. A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse..." diz o texto de Isaías. Pela obra do calvário, podemos obter a purificação, e pela do Pentecostes, podemos ser fortalecidos. Os vales podem ser aterrados; os montes podem ser nivelados.


Autor: T.A.Hegre
(M.da Cruz nº 79/Jan.1988)




quarta-feira, 27 de março de 2019

MONOTEÍSMO CRISTÃO - Parte II

A VERDADE:
"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (Deuteronômio 6.4)
"...mas Deus é um." (Gálatas 3.20)


A VERDADE EXPLICADA:
Durante uma viagem à Jerusalém, onde colhemos as informações citadas no bloco anterior (parte I), tentamos comprar o Tefillin. O mercador, judeu ortodoxo, afirmou não vender Tefillin aos cristãos, porque eles não acreditam nele nem tem a devida reverência a esses versículos das Escrituras. Quando citamos Deuteronômio (6.4) e explicamos nossa total concordância com o mesmo, seus olhos se iluminaram, e prometeu vendê-lo a nós sob a condição de que tratássemos o Tefillin com cuidado e respeito. Sua preocupação mostra a extrema reverência e a fé profunda que os judeus tem pelo conceito de um único Deus. Revela, também, que uma das maiores razões porque os judeus tem rejeitado o cristianismo, através da história, é a percepção distorcida da mensagem monoteísta.

Muitos outros versículos das Escrituras afirmam enfaticamente o monoteísmo estrito. Os Dez Mandamentos começam com: "Não terás outros deuses diante de mim..." (Ex 20.3; Dt 5.7). Deus deu ênfase a este comando, afirmando que Ele é um Deus zeloso (Ex 20.5). Em Deuteronômio (32.39), Deus disse que não há outro Deus além d'Ele. Não há nenhum deus semelhante ao SENHOR e nenhum deus além d'Ele (II Sm 7.22; I Cr 17.20). Só Ele é Deus (Sl 86.10). Há enfáticas declarações de Deus em Isaías:
"Antes de mim deus nenhum se formou e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador". (Is 43.10,11)
"Eu sou o primeiro, e eu sou o último, além de mim não há Deus". (Is 44.6).
"Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça". (Is 44.8)
"Eu sou o SENHOR que faço todas as cousas, que sozinho estendi os céus, e sozinho espraiei a terra". (Is 44.24)
"Além de mim não há outro; eu sou o SENHOR e não há outro". (Is 45.6)
"Não há outro Deus senão eu, Deus justo e salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sede salvos, vós todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro". (Is 45.21,22)
"Lembrai-vos das cousas passadas da antiguidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim". (Is 46.9)
"A minha glória não dou a outrem". (Is 48.11; ler também Is 42.8)
"Ó SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra". (Is 37.16)

Há somente um Deus que é o Criador e o Pai da humanidade (Ml 2.10). Durante o reino do Milênio, haverá um só SENHOR, com um só nome (Zc 14.9). Resumindo, o Antigo Testamento fala de Deus como sendo único. Muitas vezes a Bíblia chama Deus de o Santo de Israel (Sl 71.22. 78.41; Is 1.4; 5.19; 5.24), mas nunca de "santo dois", santo três", ou "muitos santos".

Uma observação comum feita por alguns trinitarianos, a respeito da doutrina da unicidade de Deus no Antigo Testamento, é que Deus teria apenas pretendido dar ênfase à Sua unicidade, em oposição aos deuses pagãos, embora Ele ainda existisse como pluralidade. Entretanto, se isso fosse verdade, por que Deus não a deixou bem clara? Por que os judeus não entenderam uma teologia de "pessoas", mas, antes, tem insistido no monoteísmo absoluto? Vejamos do ponto de vista de Deus. Suponha que Ele realmente quisesse excluir qualquer crença na pluralidade da divindade. Como poderia fazê-lo, usando a terminologia então existente? Que palavras poderia usar, fortes bastante, para conseguir difundir Sua mensagem a Seu povo? Pensando sobre isso, concluímos que Ele usou a linguagem mais forte possível, capaz de descrever a absoluta unicidade. Nos versículos antes citados, de Isaías, observamos o uso de palavras e frases como "nenhum", "não há outro", "nenhum semelhante", "nenhum além de mim", "sozinho" e "um só". Deus, com certeza, não poderia tornar mais claro que não existe qualquer tipo de pluralidade na divindade.

Em resumo, o Antigo Testamento afirma que Deus é absolutamente um, em número.

O NOVO TESTAMENTO ENSINA QUE NÃO HÁ SENÃO UM DEUS
JESUS ensinou, enfaticamente, Deuteronômio 6.4, chamando-o de primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29,30). O Novo Testamento pressupõe o ensino do Antigo Testamento de que há um só Deus, e repete muitas vezes, e com muita clareza, essa mensagem:
"Visto que Deus é um só, o qual justificará..." (I Co 8.4)
"Para nós há um só Deus, o Pai..." (I Co 8.6)
"Mas Deus é um..." (Gl 3.20)
"Um só Deus e Pai de todos..." (Ef 4.6)
"Porquanto há um só Deus..." (I Tm 2.5)
"Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem..." (Tg 2.19)

Ainda em I João (2.20), a Bíblia chama Deus de o Santo. Há um trono no céu e apenas uma pessoa sentada nele (Ap 4.2). 
Nos capítulos a seguir, vamos estudar com mais profundidade o monoteísmo do Novo Testamento, mas os versículos das Escrituras citados acima já são suficientes para estabelecer que o Novo Testamento ensina que Deus é UM!

CONCLUSÃO
Como vimos, a Bíblia ensina um monoteísmo estrito. O povo de Deus tem-se identificado sempre com a mensagem de um Único Deus. Deus escolheu Abraão por sua disposição de abandonar os deuses de sua nação e de seu pai adorar o único Deus verdadeiro (Gn 12.1-8). Deus castigou Israel  todas as  vezes em que o povo começou a adorar outros deuses, e o culto politeísta foi uma das principais razões para que Deus, finalmente, os enviasse para o cativeiro (At 7.43). O Salvador veio ao mundo através de uma nação (Israel) e através de uma religião (judaísmo), cujo povo tinha, finalmente, se libertado do politeísmo. Eram totalmente monoteístas.

Hoje, Deus exige para Si um culto monoteísta. Na igreja, somos herdeiros de Abraão pela fé, e essa posição de honra exige que tenhamos a mesma fé monoteísta no Deus de Abraão (Rm 4.13-17). Como cristãos no mundo, jamais poderemos deixar de exaltar e proclamar a mensagem de que há apenas um Único e Verdadeiro Deus vivo.


(David K.Bernard)
>continua


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MONOTEÍSMO CRISTÃO - Parte I

A VERDADE:
"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (Deuteronômio 6.4)
"... mas Deus é um." (Gálatas 3.20) 
 

A VERDADE EXPLICADA:
Há um Deus. Há apenas um Deus. Esta doutrina é o centro da mensagem bíblica, e tanto o Antigo quanto o Novo Testamento a ensinam de modo claro e enfático. Apesar da simplicidade da mensagem e da clareza com que a Bíblia a apresenta, muitos que creem na existência de Deus ainda não a compreenderam. Mesmo dentro do cristianismo, muitas pessoas, inclusive teólogos, não tem entendido essa mensagem bela e essencial. Nosso propósito é, apresentando a questão, afirmar e explicar a doutrina bíblica da UNICIDADE DE DEUS.

MONOTEÍSMO DEFINIDO
A crença em um único Deus é chamada de monoteísmo, palavra que deriva de duas palavras gregas: monos, significando só, singular, um; e theos, significando Deus. Aqueles que não aceitam o monoteísmo podem ser classificados em uma das seguintes categorias: ateísta - que nega a existência de Deus; agnóstico - que afirma ser a existência de Deus desconhecida e provavelmente incognoscível; panteísta - que representa, como equivalentes, Deus e a natureza ou as forças do universo; ou politeísta - que acredita em mais de um Deus. Diteísmo - a crença em dois deuses, é uma forma de politeísmo, assim como o triteísmo, a crença em três deuses. Três, entre as maiores religiões do mundo, são monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

Há, entretanto, dentro das fileiras dos que se denominam cristãos, pontos de vista divergentes em relação à natureza da divindade. Uma dessas correntes, chamada trinitariana, afirma que há três pessoas distintas na divindade - Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo - mas ainda um só Deus.

No trinitarianismo, podemos distinguir duas tendências extremas. De um lado, alguns trinitarianos dão ênfase à unidade de Deus, sem ter desenvolvido uma compreensão cuidadosa do significado das três pessoas distintas da divindade. Por outro lado, outros trinitarianos dão ênfase à triplicidade da trindade, a ponto de acreditarem em três deuses auto-conscientes, e seu ponto de vista é essencialmente triteístico.

Além do trinitarianismo, há a doutrina do binitarianismo, que não classifica o Espírito Santo como pessoa separada, mas afirma crer na existência de duas pessoas na divindade.

Muitos monoteístas tem destacado que tanto o trinitarianismo quanto o binitarianismo enfraquecem o monoteismo estrito, ensinado na Bíblia. Eles insistem que a divindade não pode ser dividido em pessoas e que Deus é absolutamente UNO.

Os que acreditam no monoteísmo estrito se dividem em duas classes. Uma, que afirma que há um só Deus e, assim fazendo, nega, de um modo ou de outro, a perfeita divindade de JESUS Cristo. Esse ponto de vista foi defendido, na história da Igreja primitiva, pelos dinâmicos monarquistas, como Paulo de Samosata, e pelos arianistas, liderados por Ário. Esses grupos relegavam JESUS à posição de um deus criado, subordinado, um deus filho ou semideus.

A segundo visão dos verdadeiros monoteístas acredita em um Deus, mas, além disso, acredita que a plenitude de Deus se manifesta em JESUS Cristo. Acredita que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são manifestações, modos, funções e relacionamentos que o Deus Único tem exibido ao homem. Os historiadores da Igreja tem usado os termos modalismo e monarquianismo modalístico para descrever esse ponto de vista, sustentado na Igreja primitiva por líderes como Noetus, Práxeas e Sabelius. No século XX , aqueles que acreditam, tanto na indivisível unicidade de Deus quanto na perfeita divindade de JESUS Cristo, frequentemente usam o termo UNICIDADE para descrever aquilo em que crêem. 

Usam, também, os termos "UM DEUS" e "NOME DE JESUS" como adjetivos para se auto-denominarem, enquanto aqueles que se opõem  usam, às vezes, expressões errôneas e desacreditadas, como "SÓ JESUS", e "NOVA ORDEM". (A denominação "SÓ JESUS" é errônea, porque, aos trinitarianos, ela traz a implicação da negação do Pai e do Espírito Santo. Entretanto, os que acreditam na unicidade não negam o Pai e o Espírito Santo, mas, antes, veem o Pai e o Espírito Santo como diferentes papéis do Deus Único que é o Espírito de JESUS).

Em resumo, o cristianismo apresenta quatro pontos de vista básicos a respeito da divindade: 1) trinitarianismo; 2) binitarianismo; 3) monoteísmo estrito, com negação da perfeita divindade de JESUS Cristo, e 4) monoteísmo estrito, com a afirmação da completa divindade de JESUS Cristo, ou Unicidade.

Tendo examinado, de modo geral, o conjunto das crenças humanas a respeito da divindade, vamos olhar o que a Palavra de Deus - a Bíblia - tem a dizer sobre o assunto.

O ANTIGO TESTAMENTO ENSINA QUE NÃO HÁ SENÃO UM DEUS.
A expressão clássica da doutrina de um só Deus se encontra em Deuteronômio 6.4: "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." Este versículo das Escrituras se tornou a mais característica e importante afirmação de fé dos judeus. Eles a chamam de "Shemá", de acordo com a primeira palavra da frase em hebraico, e, muitas vezes, a citam, da seguinte maneira: "Ouve, Israel, o SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é único." Por tradição, um judeu piedoso sempre tenta repetir essa confissão de fé antes de morrer.

Em Deuteronômio (6.5), Deus continuou o anúncio do versículo precedente com uma ordem que exige crença total e amor por Ele, como um só e Único Deus. "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força." Devemos notar a importância que Deus atribui a Deuteronômio 6.4,5. Ele ordena que estes versos sejam colocados no coração (v. 6); ensinado às crianças durante todo o dia (v. 7); atados à mão e à testa (v. 8), e escritos nos umbrais e nas portas das casas (v. 9).

Os judeus ortodoxos obedecem literalmente essa ordem, ainda hoje, amarrando o "Tefillin" (phylacteries) em seu braço esquerdo e na testa, quando oram, e colocando o mezuzzah em suas portas e portões. (Tefillin são pequenas caixas atadas ao corpo com tiras de couro e mezuzzah são pequenos recipientes contendo pequenos rolos das Escrituras escritos à mão, com tinta preta, por um homem piedoso que observou certos rituais de purificação. Os versos geralmente são Deuteronômio 6.4-9; 11.18-21; Êxodo 13.8-10, e 13.14-16.


(David K.Bernard)
(continua)

   


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CRISTÃOS SÃO HOMOFÓBICOS?

A VERDADE:
"Se a homofobia é basicamente ser agente de algum ato violento, opressor e discriminatório contra pessoas homossexuais, obviamente os cristãos não devem ser considerados homofóbicos em nenhum aspecto. Isso porque tais atitudes contrariam a ética cristã. Os cristãos são chamados a serem imitadores de Cristo".


A VERDADE EXPLICADA:
Definitivamente os verdadeiros cristãos não são homofóbicos. Mas constantemente os cristãos, especialmente os evangélicos, são acusados de homofobia ao supostamente instigarem o ódio contra os homossexuais.

Se alguns poucos cristãos se comportam de forma homofóbica, eles não podem ser considerados como representantes absolutos do pensamento da ética cristã sobre o assunto. Mas devido às distorções que envolvem essa questão, é preciso que se façam algumas considerações.

O QUE É HOMOFOBIA?
Antes de dizer se os cristãos são homofóbicos, primeiro é preciso definir o que é homofobia. Em seu sentido literal, a palavra homofobia remete à ideia de "medo de homossexuais".

Mas é conhecido que não é exatamente sob esse conceito que essa palavra é aplicada. Popularmente a palavra homofobia passou a designar qualquer atitude que caracterize alguma rejeição, aversão, opressão e violência aos homossexuais. Então ações de violência, demonstrações de ódio e atos discriminatórios são sempre classificados como homofobia e seus agentes identificados como homofóbicos.

OS CRISTÃOS E A HOMOFOBIA
Se a homofobia é basicamente ser agente de algum ato violento, opressor e discriminatório contra pessoas homossexuais, obviamente os cristãos não devem ser considerados homofóbicos em nenhum aspecto. Isso porque tais atitudes contrariam a ética cristã. Os cristãos são chamados a serem imitadores de Cristo.

Inclusive, em seu ministério terreno, JESUS foi censurado por ter mantido contato com certas classes de pessoas que eram repudiadas pelos líderes religiosos da época. Ele não desprezava essas pessoas. Ao contrário! Ele constantemente ia de encontro a elas e andava cercado por publicanos, meretrizes e pecadores.

Além disso, a Bíblia é muito clara ao afirmar que todos são pecadores (Rm 3.23). E sob esse aspecto, qualquer tipo de pecado, independentemente de seu tipo, gravidade e consequência, é suficiente para separar o homem de Deus.  

DEFENDER OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS NÃO É HOMOFOBIA
Mas infelizmente o que tem acontecido é que o termo homofobia constantemente tem sido aplicado contra um cristão que simplesmente expõe o que as Escrituras dizem sobre a prática homossexual. Aqui é preciso entender que para os cristãos verdadeiros, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é absoluta, legitima, inerrante e autoritativa.

A Bíblia jamais deve ser colocada sob a ótica relativista, ou sob a validação de determinadas culturas, grupos e costumes de certas épocas. Quando interpretada adequadamente, não restam dúvidas de que o que era pecado há dois mil anos, continua, ainda hoje, sendo pecado segundo a Bíblia.

Na verdade, de forma muito clara, a Bíblia identifica a prática homossexual como sendo um pecado. O Apóstolo Paulo, por exemplo, inclui o relacionamento homoafetivo ao lado de outras práticas pecaminosas que são condenadas pela Palavra de Deus. Isso não há como ser mudado! As pessoas gostem ou não, todo aquele que crê na inspiração divina da Bíblia jamais defenderá que a homossexualidade é algo normal e aceitável perante Deus.

Mas o que acontece é que grupos do ativismo homossexual querem tentar impor a qualquer custo uma agenda que obriga os cristãos a se calarem acerca do que a Bíblia diz. Essas pessoas não apenas reivindicam o respeito aos homossexuais; na verdade elas tentam impor à sociedade suas ideologias de qualquer jeito, e procuram exterminar a opinião contrária. Um cristão, ou qualquer outro indivíduo, não pode ser classificado como homofóbico por discordar das práticas e das ideias homossexuais.

Os ativistas que defendem a agenda homossexual não podem, em hipótese alguma, acusar de disseminação de ódio e enxergar como criminoso um cristão que não aceita a homossexualidade como algo natural. O que esses movimentos estão tentando fazer é a criminalização da opinião.

Então dizer que o relacionamento homossexual é pecado, não é intolerância ou homofobia, é apenas defender os princípios bíblicos; da mesma forma como também o é dizer que adultério é pecado, por exemplo. Isso significa que um cristão que é acusado de ser homofóbico porque defende sua fé, acaba sendo vítima de intolerância religiosa.

O VERDADEIRO CRISTÃO NÃO PERSEGUE HOMOSSEXUAIS
Como foi dito, a Bíblia realmente afirma que a prática homossexual é pecado. Mas não há uma única passagem bíblica que incentiva a perseguição, a discriminação e a incitação ao ódio contra homossexuais. Se alguém agride um homossexual em nome da Bíblia, essa pessoa desconhece completamente o que está escrito nela.

Aqui vale repetir mais uma vez que a Bíblia diz que todos são pecadores e foram destituídos da glória de Deus. Isso significa que todos carecem da graça divina. Além disso, JESUS resume toda a Lei de Deus em dois mandamentos: 1) amar a Deus sobre todas as coisas; e 2) amar o próximo como ti mesmo (Mt 22.37,38).

Não há qualquer exceção acerca do amor que deve ser dispensado ao próximo. Então ao mesmo tempo em que o cristão não deve concordar com as práticas homossexuais, ele também deve amar, acolher e tratar com respeito e dignidade as pessoas que vivem nesse pecado.

Além disso, dizer que Deus julgará os que vivem na prática homossexual não é uma declaração homofóbica; antes, é uma advertência amorosa e urgente acerca da necessidade de arrependimento e salvação que todas as pessoas precisam.

Mas o problema dos ativistas da agenda homossexual não está relacionado especificamente aos cristãos, está relacionado à Bíblia. Essas pessoas enxergam a Bíblia simplesmente como um livro ultrapassado, antiquado, desatualizado e intolerante. Então para esses grupos os cristãos são homofóbicos simplesmente porque eles seguem a Palavra de Deus.


Autor: Daniel Conegero
(Fonte: estiloadoração.com)


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

LÍNGUAS ESTRANHAS PARA EDIFICAÇÃO

A VERDADE:
"As línguas de Babel não foram para a edificação mas para confusão; a própria palavra "Babel" já significa isso".


A VERDADE EXPLICADA:
A Bíblia menciona algumas ocasiões em que pessoas se manifestaram falando umas línguas desconhecidas. Essas manifestações ocorriam sempre com relação a um propósito de Deus. O primeiro registro sobre línguas desconhecidas está em Gênesis capítulo 11, por ocasião da audaciosa pretensão dos homens de construírem uma torre cujo topo chegasse até o céu; parece que tinham ideia de um céu muito baixo, mas os obstinados ensinam e creem em certas coisas por mais ridículas que sejam. O fato teve lugar na terra de Sinear, lugar da antiga Babilônia. Deus interveio com o propósito de impedir que a torre fosse levantada. O plano deles de alcançarem o céu, todavia, nunca chegaria a ser concretizado.

As línguas de Babel não foram para a edificação mas para confusão; a própria palavra "Babel" já significa isso.

Outro caso de línguas desconhecidas está registrado no capítulo 5, versos 24 a 28 do livro de Daniel, embora as palavras tenham sido em aramaico, língua dos caldeus, e eles não tinham conseguido saber o significado nem dar a interpretação. Foram também palavras em línguas para julgamento e só Daniel foi capaz de saber o significado e dar a interpretação das palavras desconhecidas.

O terceiro e mais importante registro de línguas desconhecidas encontra-se no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, no Dia de Pentecoste, em Jerusalém, quando os apóstolos e outros discípulos estavam reunidos aguardando a promessa de serem batizados com o Espírito Santo: "E cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados, e foram vistas por eles, línguas repartidas como que de fogo, as quais repousaram sobre cada um deles, todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". (At 2.1-4)

No dia de Pentecoste foi estabelecida e inaugurada a Igreja de JESUS, conforme Ele prometera aos apóstolos, quando passavam por Cesaréia de Filipe (Mt 16.18). A pedra é Cristo (At 4.11,12; Ef 2.20; Is 28.16; Sl 118.22,23; Mt 21.42). Daí para frente as manifestações em línguas desconhecidas estiveram sempre presentes e continuam até os nossos dias como uma prova da operação do Espírito Santo no meio do povo de Deus e para a edificação da Igreja.

Este importante fenômeno tem dado lugar a um grande número de teorias, e muitas objeções tem sido levantadas, especialmente com relação ao propósito divino das manifestações em línguas desconhecidas e da sua continuidade até os nosso dias. Um exame cuidadoso e despretensioso das muitas passagens que se referem ao assunto, lança por terra todas as teorias e objeções que tem sido levantadas. Não é intenção replicar essas objeções; isso seria assunto para um livro!

É bom que se esclareça o seguinte: no dia de Pentecoste, os apóstolos e os outros discípulos falaram línguas desconhecidas por eles mesmos; entretanto, essas línguas foram entendidas pelos vários grupos de pessoas de outras nações que estavam em Jerusalém, os quais, despertados pelo barulho, correram ao local: "E todos pasmavam e se admiravam dizendo uns aos outros: pois quê? Não são galileus todos esses que estão falando? Como é pois que os ouvimos falar cada um na própria línguas em que nascemos?" (At 2.7,8). Isso não significa, absolutamente, que cada discípulo falava uma língua daqueles grupos, mas que eles assim entendiam. Era um fenômeno milagroso dando lugar a outro igualmente maravilhoso.

Daí surgiu uma antiga teoria, a qual é tão incoerente quanto inconsistente ao mais fraco exame de texto, embora apareça no rodapé de algumas Bíblias comentadas e explicadas. É a teoria que afirma terem sido as línguas estranhas dadas por Deus com o propósito evangelístico. Mas vemos que no Pentecoste os discípulos não estavam pregando a ninguém. Eles estavam orando e falando das grandezas de Deus, e sendo edificados.

Não pensavam em pregações mas esperavam ser revestidos com o poder do Alto para começarem a pregar. Unicamente quem pregou foi Pedro, mas pregou na língua do povo, e o resultado foi a conversão de quase três mil almas.

Nunca se deve pregar em línguas desconhecidas, salvo se houver intérprete. E para isso, quem seria idôneo? O apóstolo Paulo dá um sentido exato do propósito divino com relação às línguas: em I Coríntios (14.2), lemos: "Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus, porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistério..." No verso 4 ele diz: "O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo". No verso 19 ele diz: "Todavia eu antes quero falar na igreja (isto é, aos outros) cinco palavras da minha própria inteligência, para que possa também instruir a outros, do que dez mil palavras em línguas estranhas". Embora ele dê graças a Deus porque fala mais línguas do que todos (verso 18). É evidente que quem fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus, e edifica-se a si mesmo. Esse é um dos principais propósitos das línguas espirituais.


Elyseu Queiroz de Souza
(Fonte: MP 1216/Abr.1988)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O QUE É IDEOLOGIA DE GÊNERO

A VERDADE:
"Sem dúvida todo cristão verdadeiro deve se opor à ideologia de gênero, e saber refutá-la com base bíblica sólida. Os cristãos devem falar da ideologia de gênero mostrando como ela é contrária às Escrituras".


A VERDADE EXPLICADA:
Basicamente a ideologia de gênero é a designação dada a uma corrente de ideias que defende a dissociação e distinção entre gênero e sexo, e afirma que o ser humano nasce com o gênero neutro. Este tema tem ganhado destaque nos últimos anos e vem obtendo apoio de parte da sociedade, da mídia e de vários governantes.

Mas muitos cristãos ainda não sabem exatamente o que é a ideologia de gênero. Infelizmente alguns parecem não estar nem mesmo convencidos de que ética cristã e ideologia de gênero são coisas completamente opostas. Consequentemente, eles também não sabem se posicionar diante da ideologia de gênero de acordo com a Bíblia.


A ORIGEM E SIGNIFICADO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
Atualmente a palavra “ideologia” possui amplo significado e aplicação. O termo foi cunhado pelo filósofo francês Destutt de Tracy a partir dos vocábulos gregos eidos, “ideia”, e logos, “estudo”. Assim, o significado básico de ideologia seria o “estudo ou ciência das ideias”. Então esse termo passou a ser utilizado para indicar o conjunto de ideias e opiniões orientadoras de uma sociedade ou mesmo de um indivíduo.

A palavra “gênero” também tem origem grega e significa basicamente “raça”, “espécie”, “classe” ou “tipo”. A aplicação usual de gênero indica o “masculino” e o “feminino”, como por exemplo, na Gramática. Com o tempo, o termo “gênero” passou a ser aplicado de forma a substituir o termo “sexo”, mas não como um sinônimo. Isso significa que as pessoas começaram a distinguir entre diferenças de sexo e diferenças de gênero.

A ideologia de gênero fixa suas raízes em vários sistemas ideológicos, pois se aproveita de resquícios de movimentos e revoluções que se deram ao longo dos séculos. Um dos principais, sem dúvida, é o Marxismo, com seu conceito de impossibilidade de conciliação entre as classes. Consequentemente, o Feminismo, amplamente influenciado pelo Marxismo, também aparece como fonte da ideologia de gênero.

Tudo isto culmina na reivindicação feita pela ideologia de gênero de que qualquer diferença entre homem e mulher, deve ser abolida. A ideia é tratar o gênero de forma independente do sexo biológico. Já este último, torna-se irrelevante na determinação do papel do indivíduo na sociedade.


O QUE A IDEOLOGIA DE GÊNERO DEFENDE?
Para os defensores da ideologia de gênero, o sexo refere-se às características e diferenças biológicas naturais entre macho e fêmea. Já o gênero refere-se ao papel que macho e fêmea assumem e exercem na sociedade.

Isto significa que de acordo com a ideologia de gênero, o sexo não define o gênero de uma pessoa. Em outras palavras, apenas o sexo é determinado biologicamente, o gênero não. Assim, um indivíduo que nasce biologicamente macho, não seria necessariamente homem. O “ser homem” ou o “ser mulher” supostamente não seria algo biológico, mas social. A sociedade e todo seu conjunto ambiental e cultural é quem determina o gênero de uma pessoa.

Esse conceito de ideologia de gênero fica bem claro nas palavras da feminista Simone Beauvoir, quando diz que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. Sobre este “tornar-se mulher”, ela mesma explica que isto ocorre pela construção social do conjunto da civilização. Antes dela, o psicanalista americano Robert Stoler já havia dito que enquanto o sexo é biológico, o gênero é definido por aquilo que cada sociedade lhe atribui. Portanto, as designações “homem” e “mulher” são plenamente flexíveis socialmente.

O que fica evidente é que a ideologia de gênero prega um tipo de construção do gênero desassociado do sexo biológico, e pendente ao campo da subjetividade. Nesse ponto fica fácil entender porque movimentos homossexuais pegaram carona nesse tipo de ideologia e passaram a defendê-la. Um indivíduo pode nascer macho, mas ao invés de ser homem, pode sentir-se, considerar-se ou escolher ser mulher. Da mesma forma, uma fêmea pode sentir-se, considerar-se ou escolher ser um homem, ao invés de mulher.

Além disso, os apologistas da ideologia de gênero apresentam um grande leque de variáveis quando apelam ao que chamam de “orientação sexual”. Por exemplo: biologicamente um indivíduo pode ser do sexo masculino, mas genericamente identificar-se como uma mulher e sexualmente se atrair por homens, mulheres ou ambos.

Mas isto também revela uma grande incoerência dentro do ativismo homossexual. Nas décadas passadas, esse movimento buscou no estudo genético uma forma de aprovação. Eles queriam provar a existência do gene homossexual. A ideia básica era a de que o indivíduo nasce homossexual. Já com a ideologia de gênero, o ponto de partida é o de que ninguém nasce homem, mulher ou homossexual, mas torna-se um(a).


ÉTICA CRISTÃ E IDEOLOGIA DE GÊNERO
Ética cristã e ideologia de gênero definitivamente não combinam. A ética cristã é fundamentada unicamente na Palavra de Deus. Já a ideologia de gênero se faz valer de alternativas éticas que são frutos da corrupção da natureza humana.

Por exemplo: é possível perceber na ideologia de gênero um forte apelo do existencialismo e sua ênfase no relativismo. Valores morais e até espirituais não são vistos como absolutos. O certo e o errado são relativos ao entendimento e interpretação de cada indivíduo. Se a experiência individual for boa, então é válida. É exatamente isto que a ideologia de gênero defende: cada indivíduo deve assumir o gênero que lhe dá prazer e satisfação.

Além disso, a ideologia de gênero traz a base egoísta de outros modelos éticos humanísticos, como o hedonismo. O construto social tradicional não serve para os defensores da ideologia de gênero. Tudo o que se choca com sua ideologia deve ser desconstruído. Para os ativistas da ideologia de gênero, entender que o “ser homem” e o “ser mulher” está de acordo com o sexo biológico, configura um abuso de poder.

Mas por outro lado, eles buscam impor sua nova estrutura social como regra que deve ser respeitada pela sociedade. É como se dissessem: “O que não me agrada deve ser abolido, mas o que me agrada deve ser respeitado e seguido”. O propósito egoísta da ideologia de gênero é evidente.


AS CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
A ideologia de gênero traz consequências terríveis e completamente incompatíveis com a ética cristã. O principal pressuposto da ética cristã é a existência de Deus como o Criador dos céus e da terra, cuja vontade é revelada nas Escrituras e deve ser obedecida por Suas criaturas. Mas a ideologia de gênero, no fundo, levanta a bandeira do ateísmo, ainda que seus defensores até possam crer em alguma forma de divindade.

Os pregadores da ideologia de gênero não olham para Deus como o Supremo e infalível Criador. Eles não acham que a Lei de Deus é adequada e deve ser respeitada e seguida. Para eles, se existir um criador, então esse criador errou, pois às vezes o corpo não representa quem o indivíduo é. Há uma negação do corpo, uma rebelião contra a ordem criada, e uma tentativa de usurpar o poder divino.

Enquanto a ética cristã diz que Deus é Quem determina quem é homem e quem é mulher na concepção e nascimento, a ideologia de gênero diz que esse poder não compete a Deus, mas ao próprio ser humano. Segundo essa ideologia, cabe ao homem definir o seu gênero. Então todas as diferenças criadas por Deus entre homens e mulheres, são rejeitadas. Este entendimento chega ao extremo de defender que como o sexo biológico não é fundamental na questão do gênero, então ele também pode ser facilmente modificado. Daí a transexualidade é encorajada.

Além disso, os ativistas da ideologia de gênero alegam que a Bíblia é sexista. Para eles as Escrituras pregam a opressão do domínio masculino sobre o feminino. Eles dizem que o modelo patriarcal defendido pela Igreja Cristã com base na Bíblia, influenciou a sociedade e deve ser abolido.

Consequentemente, a ideologia de gênero também ataca ferozmente a instituição familiar. Ela desvaloriza o casamento segundo as diretrizes instituídas por Deus. A ideologia de gênero busca reinventar o casamento de acordo com suas próprias ambições pecaminosas. Segundo essa ideologia, o gênero é flexível. Então o modelo de casamento heterossexual, conforme estabelecido nas Escrituras, torna-se sem sentido.


A IDEOLOGIA DE GÊNERO À LUZ DA BÍBLIA
Definitivamente a Palavra de Deus reprova as ideias defendidas e propagadas pela ideologia de gênero. Ao estudar a Bíblia, facilmente é possível identificar qual é o seu posicionamento com relação a esta questão. Hernandes Dias Lopes diz algo interessante sobre isto. Ele afirma que contra a ideologia de gênero, devemos apresentar a teologia de Gênesis.

A Bíblia não deixa dúvida alguma! Deus criou homem e mulher (Gn 1.27). Biblicamente é impossível separar o gênero do sexo como a ideologia de gênero faz. Se o sexo é determinado biologicamente, o gênero é sua decorrência natural.

Não há como falar em determinação de gênero se sua base não for o sexo biológico. Por isto a Bíblia Sagrada afirma de forma muito clara a distinção natural entre homem e mulher (Gn 2.15-25; Dt 22.5; Pv 31.10-31). Todo tipo de comportamento que busca abolir a ordem da criação original de Deus e inverter os papeis naturais estabelecidos por Ele, é visto como um grave pecado (Rm 1.24-32). Abraçar a ideologia de gênero é trocar a verdade de Deus pela mentira fabricada pela própria concupiscência humana.

Sem dúvida Deus revelou muito claramente através das Escrituras qual deve ser o papel do homem e da mulher. Diferentemente do que muitos pensam, essa determinação não é machista ao indicar a liderança masculina. Na verdade, no plano original de Deus, existe completa harmonia entre homens e mulheres. Qualquer tipo de opressão de uma parte sobre outra, tem como fonte a natureza pecaminosa e caída do homem, e não a vontade do Senhor.

Embora Deus tenha colocado o homem como líder natural, Ele não aprova sua liderança machista e opressora. A prova de que aos olhos do Senhor não há qualquer depreciação de sexo e gênero, ou qualquer tipo de classe, pode ser vista nas palavras do apóstolo Paulo. Ele escreve que “...não há judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).


O CRISTÃO E A IDEOLOGIA DE GÊNERO
Sem dúvida todo cristão verdadeiro deve se opor à ideologia de gênero, e saber refutá-la com base bíblica sólida. Os cristãos devem falar da ideologia de gênero mostrando como ela é contrária às Escrituras.

A Igreja não deve tratar a ideologia de gênero como um assunto secundário, mas como algo que ataca diretamente as doutrinas fundamentais do Cristianismo. Lamentavelmente, muitos cristãos ignoram este assunto. Como resultado disto, pode-se ver uma tolerância cada vez maior com relação à ideologia de gênero. É possível identificar até mesmo dentro de algumas comunidades cristãs, reflexos da ideologia de gênero. Nesses casos geralmente é proposta uma nova forma de interpretação bíblica sob as lentes da desconstrução dos papeis de homens e mulheres, abolindo qualquer diferença entre ambos.

É por isto que cresce, cada vez mais, a oposição à liderança eclesiástica masculina. Em casos mais graves, até mesmo a homossexualidade é aceita e reconhecida como legitima em algumas comunidades. Parece que muitos ditos cristãos estão mais preocupados em parecer politicamente corretos.

Concordo com John Piper quando ele diz que é impossível ser um cristão verdadeiro, comprometido com a Palavra de Deus, e ao mesmo tempo ser politicamente correto. O Evangelho jamais será uma espécie de produto agradável que se adéqua à natureza pecaminosa do homem. Na verdade o Evangelho ofende o pecador, a menos que Ele seja regenerado pelo Espírito Santo.

Augustus Nicodemus Lopes diz algo muito interessante sobre como a Igreja deve encarar as questões da ideologia de gênero. Ele defende que as comunidades cristãs deveriam preparar uma liderança masculina consistente e bíblica. Ao mesmo tempo, elas deveriam buscar fortalecer o ministério feminino e providenciar as condições necessárias para que homens e mulheres aprendam sobre a masculinidade e a feminilidade à luz da Bíblia. Ele também acerta em advertir que se os cristãos não aprenderem sobre o tema de seus pastores e líderes, fatalmente eles aprenderão dos ativistas e defensores da ideologia de gênero.


(Por Daniel Conegero/estiloadoracao.com)