quarta-feira, 27 de março de 2019

MONOTEÍSMO CRISTÃO - Parte II

A VERDADE:
"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (Deuteronômio 6.4)
"...mas Deus é um." (Gálatas 3.20)


A VERDADE EXPLICADA:
Durante uma viagem à Jerusalém, onde colhemos as informações citadas no bloco anterior (parte I), tentamos comprar o Tefillin. O mercador, judeu ortodoxo, afirmou não vender Tefillin aos cristãos, porque eles não acreditam nele nem tem a devida reverência a esses versículos das Escrituras. Quando citamos Deuteronômio (6.4) e explicamos nossa total concordância com o mesmo, seus olhos se iluminaram, e prometeu vendê-lo a nós sob a condição de que tratássemos o Tefillin com cuidado e respeito. Sua preocupação mostra a extrema reverência e a fé profunda que os judeus tem pelo conceito de um único Deus. Revela, também, que uma das maiores razões porque os judeus tem rejeitado o cristianismo, através da história, é a percepção distorcida da mensagem monoteísta.

Muitos outros versículos das Escrituras afirmam enfaticamente o monoteísmo estrito. Os Dez Mandamentos começam com: "Não terás outros deuses diante de mim..." (Ex 20.3; Dt 5.7). Deus deu ênfase a este comando, afirmando que Ele é um Deus zeloso (Ex 20.5). Em Deuteronômio (32.39), Deus disse que não há outro Deus além d'Ele. Não há nenhum deus semelhante ao SENHOR e nenhum deus além d'Ele (II Sm 7.22; I Cr 17.20). Só Ele é Deus (Sl 86.10). Há enfáticas declarações de Deus em Isaías:
"Antes de mim deus nenhum se formou e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador". (Is 43.10,11)
"Eu sou o primeiro, e eu sou o último, além de mim não há Deus". (Is 44.6).
"Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça". (Is 44.8)
"Eu sou o SENHOR que faço todas as cousas, que sozinho estendi os céus, e sozinho espraiei a terra". (Is 44.24)
"Além de mim não há outro; eu sou o SENHOR e não há outro". (Is 45.6)
"Não há outro Deus senão eu, Deus justo e salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sede salvos, vós todos os termos da terra, porque eu sou Deus, e não há outro". (Is 45.21,22)
"Lembrai-vos das cousas passadas da antiguidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há outro semelhante a mim". (Is 46.9)
"A minha glória não dou a outrem". (Is 48.11; ler também Is 42.8)
"Ó SENHOR dos exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra". (Is 37.16)

Há somente um Deus que é o Criador e o Pai da humanidade (Ml 2.10). Durante o reino do Milênio, haverá um só SENHOR, com um só nome (Zc 14.9). Resumindo, o Antigo Testamento fala de Deus como sendo único. Muitas vezes a Bíblia chama Deus de o Santo de Israel (Sl 71.22. 78.41; Is 1.4; 5.19; 5.24), mas nunca de "santo dois", santo três", ou "muitos santos".

Uma observação comum feita por alguns trinitarianos, a respeito da doutrina da unicidade de Deus no Antigo Testamento, é que Deus teria apenas pretendido dar ênfase à Sua unicidade, em oposição aos deuses pagãos, embora Ele ainda existisse como pluralidade. Entretanto, se isso fosse verdade, por que Deus não a deixou bem clara? Por que os judeus não entenderam uma teologia de "pessoas", mas, antes, tem insistido no monoteísmo absoluto? Vejamos do ponto de vista de Deus. Suponha que Ele realmente quisesse excluir qualquer crença na pluralidade da divindade. Como poderia fazê-lo, usando a terminologia então existente? Que palavras poderia usar, fortes bastante, para conseguir difundir Sua mensagem a Seu povo? Pensando sobre isso, concluímos que Ele usou a linguagem mais forte possível, capaz de descrever a absoluta unicidade. Nos versículos antes citados, de Isaías, observamos o uso de palavras e frases como "nenhum", "não há outro", "nenhum semelhante", "nenhum além de mim", "sozinho" e "um só". Deus, com certeza, não poderia tornar mais claro que não existe qualquer tipo de pluralidade na divindade.

Em resumo, o Antigo Testamento afirma que Deus é absolutamente um, em número.

O NOVO TESTAMENTO ENSINA QUE NÃO HÁ SENÃO UM DEUS
JESUS ensinou, enfaticamente, Deuteronômio 6.4, chamando-o de primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29,30). O Novo Testamento pressupõe o ensino do Antigo Testamento de que há um só Deus, e repete muitas vezes, e com muita clareza, essa mensagem:
"Visto que Deus é um só, o qual justificará..." (I Co 8.4)
"Para nós há um só Deus, o Pai..." (I Co 8.6)
"Mas Deus é um..." (Gl 3.20)
"Um só Deus e Pai de todos..." (Ef 4.6)
"Porquanto há um só Deus..." (I Tm 2.5)
"Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem..." (Tg 2.19)

Ainda em I João (2.20), a Bíblia chama Deus de o Santo. Há um trono no céu e apenas uma pessoa sentada nele (Ap 4.2). 
Nos capítulos a seguir, vamos estudar com mais profundidade o monoteísmo do Novo Testamento, mas os versículos das Escrituras citados acima já são suficientes para estabelecer que o Novo Testamento ensina que Deus é UM!

CONCLUSÃO
Como vimos, a Bíblia ensina um monoteísmo estrito. O povo de Deus tem-se identificado sempre com a mensagem de um Único Deus. Deus escolheu Abraão por sua disposição de abandonar os deuses de sua nação e de seu pai adorar o único Deus verdadeiro (Gn 12.1-8). Deus castigou Israel  todas as  vezes em que o povo começou a adorar outros deuses, e o culto politeísta foi uma das principais razões para que Deus, finalmente, os enviasse para o cativeiro (At 7.43). O Salvador veio ao mundo através de uma nação (Israel) e através de uma religião (judaísmo), cujo povo tinha, finalmente, se libertado do politeísmo. Eram totalmente monoteístas.

Hoje, Deus exige para Si um culto monoteísta. Na igreja, somos herdeiros de Abraão pela fé, e essa posição de honra exige que tenhamos a mesma fé monoteísta no Deus de Abraão (Rm 4.13-17). Como cristãos no mundo, jamais poderemos deixar de exaltar e proclamar a mensagem de que há apenas um Único e Verdadeiro Deus vivo.


(David K.Bernard)
>continua


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MONOTEÍSMO CRISTÃO - Parte I

A VERDADE:
"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." (Deuteronômio 6.4)
"... mas Deus é um." (Gálatas 3.20) 
 

A VERDADE EXPLICADA:
Há um Deus. Há apenas um Deus. Esta doutrina é o centro da mensagem bíblica, e tanto o Antigo quanto o Novo Testamento a ensinam de modo claro e enfático. Apesar da simplicidade da mensagem e da clareza com que a Bíblia a apresenta, muitos que creem na existência de Deus ainda não a compreenderam. Mesmo dentro do cristianismo, muitas pessoas, inclusive teólogos, não tem entendido essa mensagem bela e essencial. Nosso propósito é, apresentando a questão, afirmar e explicar a doutrina bíblica da UNICIDADE DE DEUS.

MONOTEÍSMO DEFINIDO
A crença em um único Deus é chamada de monoteísmo, palavra que deriva de duas palavras gregas: monos, significando só, singular, um; e theos, significando Deus. Aqueles que não aceitam o monoteísmo podem ser classificados em uma das seguintes categorias: ateísta - que nega a existência de Deus; agnóstico - que afirma ser a existência de Deus desconhecida e provavelmente incognoscível; panteísta - que representa, como equivalentes, Deus e a natureza ou as forças do universo; ou politeísta - que acredita em mais de um Deus. Diteísmo - a crença em dois deuses, é uma forma de politeísmo, assim como o triteísmo, a crença em três deuses. Três, entre as maiores religiões do mundo, são monoteístas: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo.

Há, entretanto, dentro das fileiras dos que se denominam cristãos, pontos de vista divergentes em relação à natureza da divindade. Uma dessas correntes, chamada trinitariana, afirma que há três pessoas distintas na divindade - Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo - mas ainda um só Deus.

No trinitarianismo, podemos distinguir duas tendências extremas. De um lado, alguns trinitarianos dão ênfase à unidade de Deus, sem ter desenvolvido uma compreensão cuidadosa do significado das três pessoas distintas da divindade. Por outro lado, outros trinitarianos dão ênfase à triplicidade da trindade, a ponto de acreditarem em três deuses auto-conscientes, e seu ponto de vista é essencialmente triteístico.

Além do trinitarianismo, há a doutrina do binitarianismo, que não classifica o Espírito Santo como pessoa separada, mas afirma crer na existência de duas pessoas na divindade.

Muitos monoteístas tem destacado que tanto o trinitarianismo quanto o binitarianismo enfraquecem o monoteismo estrito, ensinado na Bíblia. Eles insistem que a divindade não pode ser dividido em pessoas e que Deus é absolutamente UNO.

Os que acreditam no monoteísmo estrito se dividem em duas classes. Uma, que afirma que há um só Deus e, assim fazendo, nega, de um modo ou de outro, a perfeita divindade de JESUS Cristo. Esse ponto de vista foi defendido, na história da Igreja primitiva, pelos dinâmicos monarquistas, como Paulo de Samosata, e pelos arianistas, liderados por Ário. Esses grupos relegavam JESUS à posição de um deus criado, subordinado, um deus filho ou semideus.

A segundo visão dos verdadeiros monoteístas acredita em um Deus, mas, além disso, acredita que a plenitude de Deus se manifesta em JESUS Cristo. Acredita que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são manifestações, modos, funções e relacionamentos que o Deus Único tem exibido ao homem. Os historiadores da Igreja tem usado os termos modalismo e monarquianismo modalístico para descrever esse ponto de vista, sustentado na Igreja primitiva por líderes como Noetus, Práxeas e Sabelius. No século XX , aqueles que acreditam, tanto na indivisível unicidade de Deus quanto na perfeita divindade de JESUS Cristo, frequentemente usam o termo UNICIDADE para descrever aquilo em que crêem. 

Usam, também, os termos "UM DEUS" e "NOME DE JESUS" como adjetivos para se auto-denominarem, enquanto aqueles que se opõem  usam, às vezes, expressões errôneas e desacreditadas, como "SÓ JESUS", e "NOVA ORDEM". (A denominação "SÓ JESUS" é errônea, porque, aos trinitarianos, ela traz a implicação da negação do Pai e do Espírito Santo. Entretanto, os que acreditam na unicidade não negam o Pai e o Espírito Santo, mas, antes, veem o Pai e o Espírito Santo como diferentes papéis do Deus Único que é o Espírito de JESUS).

Em resumo, o cristianismo apresenta quatro pontos de vista básicos a respeito da divindade: 1) trinitarianismo; 2) binitarianismo; 3) monoteísmo estrito, com negação da perfeita divindade de JESUS Cristo, e 4) monoteísmo estrito, com a afirmação da completa divindade de JESUS Cristo, ou Unicidade.

Tendo examinado, de modo geral, o conjunto das crenças humanas a respeito da divindade, vamos olhar o que a Palavra de Deus - a Bíblia - tem a dizer sobre o assunto.

O ANTIGO TESTAMENTO ENSINA QUE NÃO HÁ SENÃO UM DEUS.
A expressão clássica da doutrina de um só Deus se encontra em Deuteronômio 6.4: "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." Este versículo das Escrituras se tornou a mais característica e importante afirmação de fé dos judeus. Eles a chamam de "Shemá", de acordo com a primeira palavra da frase em hebraico, e, muitas vezes, a citam, da seguinte maneira: "Ouve, Israel, o SENHOR é nosso Deus, o SENHOR é único." Por tradição, um judeu piedoso sempre tenta repetir essa confissão de fé antes de morrer.

Em Deuteronômio (6.5), Deus continuou o anúncio do versículo precedente com uma ordem que exige crença total e amor por Ele, como um só e Único Deus. "Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força." Devemos notar a importância que Deus atribui a Deuteronômio 6.4,5. Ele ordena que estes versos sejam colocados no coração (v. 6); ensinado às crianças durante todo o dia (v. 7); atados à mão e à testa (v. 8), e escritos nos umbrais e nas portas das casas (v. 9).

Os judeus ortodoxos obedecem literalmente essa ordem, ainda hoje, amarrando o "Tefillin" (phylacteries) em seu braço esquerdo e na testa, quando oram, e colocando o mezuzzah em suas portas e portões. (Tefillin são pequenas caixas atadas ao corpo com tiras de couro e mezuzzah são pequenos recipientes contendo pequenos rolos das Escrituras escritos à mão, com tinta preta, por um homem piedoso que observou certos rituais de purificação. Os versos geralmente são Deuteronômio 6.4-9; 11.18-21; Êxodo 13.8-10, e 13.14-16.


(David K.Bernard)
(continua)

   


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CRISTÃOS SÃO HOMOFÓBICOS?

A VERDADE:
"Se a homofobia é basicamente ser agente de algum ato violento, opressor e discriminatório contra pessoas homossexuais, obviamente os cristãos não devem ser considerados homofóbicos em nenhum aspecto. Isso porque tais atitudes contrariam a ética cristã. Os cristãos são chamados a serem imitadores de Cristo".


A VERDADE EXPLICADA:
Definitivamente os verdadeiros cristãos não são homofóbicos. Mas constantemente os cristãos, especialmente os evangélicos, são acusados de homofobia ao supostamente instigarem o ódio contra os homossexuais.

Se alguns poucos cristãos se comportam de forma homofóbica, eles não podem ser considerados como representantes absolutos do pensamento da ética cristã sobre o assunto. Mas devido às distorções que envolvem essa questão, é preciso que se façam algumas considerações.

O QUE É HOMOFOBIA?
Antes de dizer se os cristãos são homofóbicos, primeiro é preciso definir o que é homofobia. Em seu sentido literal, a palavra homofobia remete à ideia de "medo de homossexuais".

Mas é conhecido que não é exatamente sob esse conceito que essa palavra é aplicada. Popularmente a palavra homofobia passou a designar qualquer atitude que caracterize alguma rejeição, aversão, opressão e violência aos homossexuais. Então ações de violência, demonstrações de ódio e atos discriminatórios são sempre classificados como homofobia e seus agentes identificados como homofóbicos.

OS CRISTÃOS E A HOMOFOBIA
Se a homofobia é basicamente ser agente de algum ato violento, opressor e discriminatório contra pessoas homossexuais, obviamente os cristãos não devem ser considerados homofóbicos em nenhum aspecto. Isso porque tais atitudes contrariam a ética cristã. Os cristãos são chamados a serem imitadores de Cristo.

Inclusive, em seu ministério terreno, JESUS foi censurado por ter mantido contato com certas classes de pessoas que eram repudiadas pelos líderes religiosos da época. Ele não desprezava essas pessoas. Ao contrário! Ele constantemente ia de encontro a elas e andava cercado por publicanos, meretrizes e pecadores.

Além disso, a Bíblia é muito clara ao afirmar que todos são pecadores (Rm 3.23). E sob esse aspecto, qualquer tipo de pecado, independentemente de seu tipo, gravidade e consequência, é suficiente para separar o homem de Deus.  

DEFENDER OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS NÃO É HOMOFOBIA
Mas infelizmente o que tem acontecido é que o termo homofobia constantemente tem sido aplicado contra um cristão que simplesmente expõe o que as Escrituras dizem sobre a prática homossexual. Aqui é preciso entender que para os cristãos verdadeiros, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é absoluta, legitima, inerrante e autoritativa.

A Bíblia jamais deve ser colocada sob a ótica relativista, ou sob a validação de determinadas culturas, grupos e costumes de certas épocas. Quando interpretada adequadamente, não restam dúvidas de que o que era pecado há dois mil anos, continua, ainda hoje, sendo pecado segundo a Bíblia.

Na verdade, de forma muito clara, a Bíblia identifica a prática homossexual como sendo um pecado. O Apóstolo Paulo, por exemplo, inclui o relacionamento homoafetivo ao lado de outras práticas pecaminosas que são condenadas pela Palavra de Deus. Isso não há como ser mudado! As pessoas gostem ou não, todo aquele que crê na inspiração divina da Bíblia jamais defenderá que a homossexualidade é algo normal e aceitável perante Deus.

Mas o que acontece é que grupos do ativismo homossexual querem tentar impor a qualquer custo uma agenda que obriga os cristãos a se calarem acerca do que a Bíblia diz. Essas pessoas não apenas reivindicam o respeito aos homossexuais; na verdade elas tentam impor à sociedade suas ideologias de qualquer jeito, e procuram exterminar a opinião contrária. Um cristão, ou qualquer outro indivíduo, não pode ser classificado como homofóbico por discordar das práticas e das ideias homossexuais.

Os ativistas que defendem a agenda homossexual não podem, em hipótese alguma, acusar de disseminação de ódio e enxergar como criminoso um cristão que não aceita a homossexualidade como algo natural. O que esses movimentos estão tentando fazer é a criminalização da opinião.

Então dizer que o relacionamento homossexual é pecado, não é intolerância ou homofobia, é apenas defender os princípios bíblicos; da mesma forma como também o é dizer que adultério é pecado, por exemplo. Isso significa que um cristão que é acusado de ser homofóbico porque defende sua fé, acaba sendo vítima de intolerância religiosa.

O VERDADEIRO CRISTÃO NÃO PERSEGUE HOMOSSEXUAIS
Como foi dito, a Bíblia realmente afirma que a prática homossexual é pecado. Mas não há uma única passagem bíblica que incentiva a perseguição, a discriminação e a incitação ao ódio contra homossexuais. Se alguém agride um homossexual em nome da Bíblia, essa pessoa desconhece completamente o que está escrito nela.

Aqui vale repetir mais uma vez que a Bíblia diz que todos são pecadores e foram destituídos da glória de Deus. Isso significa que todos carecem da graça divina. Além disso, JESUS resume toda a Lei de Deus em dois mandamentos: 1) amar a Deus sobre todas as coisas; e 2) amar o próximo como ti mesmo (Mt 22.37,38).

Não há qualquer exceção acerca do amor que deve ser dispensado ao próximo. Então ao mesmo tempo em que o cristão não deve concordar com as práticas homossexuais, ele também deve amar, acolher e tratar com respeito e dignidade as pessoas que vivem nesse pecado.

Além disso, dizer que Deus julgará os que vivem na prática homossexual não é uma declaração homofóbica; antes, é uma advertência amorosa e urgente acerca da necessidade de arrependimento e salvação que todas as pessoas precisam.

Mas o problema dos ativistas da agenda homossexual não está relacionado especificamente aos cristãos, está relacionado à Bíblia. Essas pessoas enxergam a Bíblia simplesmente como um livro ultrapassado, antiquado, desatualizado e intolerante. Então para esses grupos os cristãos são homofóbicos simplesmente porque eles seguem a Palavra de Deus.


Autor: Daniel Conegero
(Fonte: estiloadoração.com)


 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

LÍNGUAS ESTRANHAS PARA EDIFICAÇÃO

A VERDADE:
"As línguas de Babel não foram para a edificação mas para confusão; a própria palavra "Babel" já significa isso".


A VERDADE EXPLICADA:
A Bíblia menciona algumas ocasiões em que pessoas se manifestaram falando umas línguas desconhecidas. Essas manifestações ocorriam sempre com relação a um propósito de Deus. O primeiro registro sobre línguas desconhecidas está em Gênesis capítulo 11, por ocasião da audaciosa pretensão dos homens de construírem uma torre cujo topo chegasse até o céu; parece que tinham ideia de um céu muito baixo, mas os obstinados ensinam e creem em certas coisas por mais ridículas que sejam. O fato teve lugar na terra de Sinear, lugar da antiga Babilônia. Deus interveio com o propósito de impedir que a torre fosse levantada. O plano deles de alcançarem o céu, todavia, nunca chegaria a ser concretizado.

As línguas de Babel não foram para a edificação mas para confusão; a própria palavra "Babel" já significa isso.

Outro caso de línguas desconhecidas está registrado no capítulo 5, versos 24 a 28 do livro de Daniel, embora as palavras tenham sido em aramaico, língua dos caldeus, e eles não tinham conseguido saber o significado nem dar a interpretação. Foram também palavras em línguas para julgamento e só Daniel foi capaz de saber o significado e dar a interpretação das palavras desconhecidas.

O terceiro e mais importante registro de línguas desconhecidas encontra-se no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, no Dia de Pentecoste, em Jerusalém, quando os apóstolos e outros discípulos estavam reunidos aguardando a promessa de serem batizados com o Espírito Santo: "E cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados, e foram vistas por eles, línguas repartidas como que de fogo, as quais repousaram sobre cada um deles, todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem". (At 2.1-4)

No dia de Pentecoste foi estabelecida e inaugurada a Igreja de JESUS, conforme Ele prometera aos apóstolos, quando passavam por Cesaréia de Filipe (Mt 16.18). A pedra é Cristo (At 4.11,12; Ef 2.20; Is 28.16; Sl 118.22,23; Mt 21.42). Daí para frente as manifestações em línguas desconhecidas estiveram sempre presentes e continuam até os nossos dias como uma prova da operação do Espírito Santo no meio do povo de Deus e para a edificação da Igreja.

Este importante fenômeno tem dado lugar a um grande número de teorias, e muitas objeções tem sido levantadas, especialmente com relação ao propósito divino das manifestações em línguas desconhecidas e da sua continuidade até os nosso dias. Um exame cuidadoso e despretensioso das muitas passagens que se referem ao assunto, lança por terra todas as teorias e objeções que tem sido levantadas. Não é intenção replicar essas objeções; isso seria assunto para um livro!

É bom que se esclareça o seguinte: no dia de Pentecoste, os apóstolos e os outros discípulos falaram línguas desconhecidas por eles mesmos; entretanto, essas línguas foram entendidas pelos vários grupos de pessoas de outras nações que estavam em Jerusalém, os quais, despertados pelo barulho, correram ao local: "E todos pasmavam e se admiravam dizendo uns aos outros: pois quê? Não são galileus todos esses que estão falando? Como é pois que os ouvimos falar cada um na própria línguas em que nascemos?" (At 2.7,8). Isso não significa, absolutamente, que cada discípulo falava uma língua daqueles grupos, mas que eles assim entendiam. Era um fenômeno milagroso dando lugar a outro igualmente maravilhoso.

Daí surgiu uma antiga teoria, a qual é tão incoerente quanto inconsistente ao mais fraco exame de texto, embora apareça no rodapé de algumas Bíblias comentadas e explicadas. É a teoria que afirma terem sido as línguas estranhas dadas por Deus com o propósito evangelístico. Mas vemos que no Pentecoste os discípulos não estavam pregando a ninguém. Eles estavam orando e falando das grandezas de Deus, e sendo edificados.

Não pensavam em pregações mas esperavam ser revestidos com o poder do Alto para começarem a pregar. Unicamente quem pregou foi Pedro, mas pregou na língua do povo, e o resultado foi a conversão de quase três mil almas.

Nunca se deve pregar em línguas desconhecidas, salvo se houver intérprete. E para isso, quem seria idôneo? O apóstolo Paulo dá um sentido exato do propósito divino com relação às línguas: em I Coríntios (14.2), lemos: "Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus, porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistério..." No verso 4 ele diz: "O que fala em língua estranha edifica-se a si mesmo". No verso 19 ele diz: "Todavia eu antes quero falar na igreja (isto é, aos outros) cinco palavras da minha própria inteligência, para que possa também instruir a outros, do que dez mil palavras em línguas estranhas". Embora ele dê graças a Deus porque fala mais línguas do que todos (verso 18). É evidente que quem fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus, e edifica-se a si mesmo. Esse é um dos principais propósitos das línguas espirituais.


Elyseu Queiroz de Souza
(Fonte: MP 1216/Abr.1988)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O QUE É IDEOLOGIA DE GÊNERO

A VERDADE:
"Sem dúvida todo cristão verdadeiro deve se opor à ideologia de gênero, e saber refutá-la com base bíblica sólida. Os cristãos devem falar da ideologia de gênero mostrando como ela é contrária às Escrituras".


A VERDADE EXPLICADA:
Basicamente a ideologia de gênero é a designação dada a uma corrente de ideias que defende a dissociação e distinção entre gênero e sexo, e afirma que o ser humano nasce com o gênero neutro. Este tema tem ganhado destaque nos últimos anos e vem obtendo apoio de parte da sociedade, da mídia e de vários governantes.

Mas muitos cristãos ainda não sabem exatamente o que é a ideologia de gênero. Infelizmente alguns parecem não estar nem mesmo convencidos de que ética cristã e ideologia de gênero são coisas completamente opostas. Consequentemente, eles também não sabem se posicionar diante da ideologia de gênero de acordo com a Bíblia.


A ORIGEM E SIGNIFICADO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
Atualmente a palavra “ideologia” possui amplo significado e aplicação. O termo foi cunhado pelo filósofo francês Destutt de Tracy a partir dos vocábulos gregos eidos, “ideia”, e logos, “estudo”. Assim, o significado básico de ideologia seria o “estudo ou ciência das ideias”. Então esse termo passou a ser utilizado para indicar o conjunto de ideias e opiniões orientadoras de uma sociedade ou mesmo de um indivíduo.

A palavra “gênero” também tem origem grega e significa basicamente “raça”, “espécie”, “classe” ou “tipo”. A aplicação usual de gênero indica o “masculino” e o “feminino”, como por exemplo, na Gramática. Com o tempo, o termo “gênero” passou a ser aplicado de forma a substituir o termo “sexo”, mas não como um sinônimo. Isso significa que as pessoas começaram a distinguir entre diferenças de sexo e diferenças de gênero.

A ideologia de gênero fixa suas raízes em vários sistemas ideológicos, pois se aproveita de resquícios de movimentos e revoluções que se deram ao longo dos séculos. Um dos principais, sem dúvida, é o Marxismo, com seu conceito de impossibilidade de conciliação entre as classes. Consequentemente, o Feminismo, amplamente influenciado pelo Marxismo, também aparece como fonte da ideologia de gênero.

Tudo isto culmina na reivindicação feita pela ideologia de gênero de que qualquer diferença entre homem e mulher, deve ser abolida. A ideia é tratar o gênero de forma independente do sexo biológico. Já este último, torna-se irrelevante na determinação do papel do indivíduo na sociedade.


O QUE A IDEOLOGIA DE GÊNERO DEFENDE?
Para os defensores da ideologia de gênero, o sexo refere-se às características e diferenças biológicas naturais entre macho e fêmea. Já o gênero refere-se ao papel que macho e fêmea assumem e exercem na sociedade.

Isto significa que de acordo com a ideologia de gênero, o sexo não define o gênero de uma pessoa. Em outras palavras, apenas o sexo é determinado biologicamente, o gênero não. Assim, um indivíduo que nasce biologicamente macho, não seria necessariamente homem. O “ser homem” ou o “ser mulher” supostamente não seria algo biológico, mas social. A sociedade e todo seu conjunto ambiental e cultural é quem determina o gênero de uma pessoa.

Esse conceito de ideologia de gênero fica bem claro nas palavras da feminista Simone Beauvoir, quando diz que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. Sobre este “tornar-se mulher”, ela mesma explica que isto ocorre pela construção social do conjunto da civilização. Antes dela, o psicanalista americano Robert Stoler já havia dito que enquanto o sexo é biológico, o gênero é definido por aquilo que cada sociedade lhe atribui. Portanto, as designações “homem” e “mulher” são plenamente flexíveis socialmente.

O que fica evidente é que a ideologia de gênero prega um tipo de construção do gênero desassociado do sexo biológico, e pendente ao campo da subjetividade. Nesse ponto fica fácil entender porque movimentos homossexuais pegaram carona nesse tipo de ideologia e passaram a defendê-la. Um indivíduo pode nascer macho, mas ao invés de ser homem, pode sentir-se, considerar-se ou escolher ser mulher. Da mesma forma, uma fêmea pode sentir-se, considerar-se ou escolher ser um homem, ao invés de mulher.

Além disso, os apologistas da ideologia de gênero apresentam um grande leque de variáveis quando apelam ao que chamam de “orientação sexual”. Por exemplo: biologicamente um indivíduo pode ser do sexo masculino, mas genericamente identificar-se como uma mulher e sexualmente se atrair por homens, mulheres ou ambos.

Mas isto também revela uma grande incoerência dentro do ativismo homossexual. Nas décadas passadas, esse movimento buscou no estudo genético uma forma de aprovação. Eles queriam provar a existência do gene homossexual. A ideia básica era a de que o indivíduo nasce homossexual. Já com a ideologia de gênero, o ponto de partida é o de que ninguém nasce homem, mulher ou homossexual, mas torna-se um(a).


ÉTICA CRISTÃ E IDEOLOGIA DE GÊNERO
Ética cristã e ideologia de gênero definitivamente não combinam. A ética cristã é fundamentada unicamente na Palavra de Deus. Já a ideologia de gênero se faz valer de alternativas éticas que são frutos da corrupção da natureza humana.

Por exemplo: é possível perceber na ideologia de gênero um forte apelo do existencialismo e sua ênfase no relativismo. Valores morais e até espirituais não são vistos como absolutos. O certo e o errado são relativos ao entendimento e interpretação de cada indivíduo. Se a experiência individual for boa, então é válida. É exatamente isto que a ideologia de gênero defende: cada indivíduo deve assumir o gênero que lhe dá prazer e satisfação.

Além disso, a ideologia de gênero traz a base egoísta de outros modelos éticos humanísticos, como o hedonismo. O construto social tradicional não serve para os defensores da ideologia de gênero. Tudo o que se choca com sua ideologia deve ser desconstruído. Para os ativistas da ideologia de gênero, entender que o “ser homem” e o “ser mulher” está de acordo com o sexo biológico, configura um abuso de poder.

Mas por outro lado, eles buscam impor sua nova estrutura social como regra que deve ser respeitada pela sociedade. É como se dissessem: “O que não me agrada deve ser abolido, mas o que me agrada deve ser respeitado e seguido”. O propósito egoísta da ideologia de gênero é evidente.


AS CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
A ideologia de gênero traz consequências terríveis e completamente incompatíveis com a ética cristã. O principal pressuposto da ética cristã é a existência de Deus como o Criador dos céus e da terra, cuja vontade é revelada nas Escrituras e deve ser obedecida por Suas criaturas. Mas a ideologia de gênero, no fundo, levanta a bandeira do ateísmo, ainda que seus defensores até possam crer em alguma forma de divindade.

Os pregadores da ideologia de gênero não olham para Deus como o Supremo e infalível Criador. Eles não acham que a Lei de Deus é adequada e deve ser respeitada e seguida. Para eles, se existir um criador, então esse criador errou, pois às vezes o corpo não representa quem o indivíduo é. Há uma negação do corpo, uma rebelião contra a ordem criada, e uma tentativa de usurpar o poder divino.

Enquanto a ética cristã diz que Deus é Quem determina quem é homem e quem é mulher na concepção e nascimento, a ideologia de gênero diz que esse poder não compete a Deus, mas ao próprio ser humano. Segundo essa ideologia, cabe ao homem definir o seu gênero. Então todas as diferenças criadas por Deus entre homens e mulheres, são rejeitadas. Este entendimento chega ao extremo de defender que como o sexo biológico não é fundamental na questão do gênero, então ele também pode ser facilmente modificado. Daí a transexualidade é encorajada.

Além disso, os ativistas da ideologia de gênero alegam que a Bíblia é sexista. Para eles as Escrituras pregam a opressão do domínio masculino sobre o feminino. Eles dizem que o modelo patriarcal defendido pela Igreja Cristã com base na Bíblia, influenciou a sociedade e deve ser abolido.

Consequentemente, a ideologia de gênero também ataca ferozmente a instituição familiar. Ela desvaloriza o casamento segundo as diretrizes instituídas por Deus. A ideologia de gênero busca reinventar o casamento de acordo com suas próprias ambições pecaminosas. Segundo essa ideologia, o gênero é flexível. Então o modelo de casamento heterossexual, conforme estabelecido nas Escrituras, torna-se sem sentido.


A IDEOLOGIA DE GÊNERO À LUZ DA BÍBLIA
Definitivamente a Palavra de Deus reprova as ideias defendidas e propagadas pela ideologia de gênero. Ao estudar a Bíblia, facilmente é possível identificar qual é o seu posicionamento com relação a esta questão. Hernandes Dias Lopes diz algo interessante sobre isto. Ele afirma que contra a ideologia de gênero, devemos apresentar a teologia de Gênesis.

A Bíblia não deixa dúvida alguma! Deus criou homem e mulher (Gn 1.27). Biblicamente é impossível separar o gênero do sexo como a ideologia de gênero faz. Se o sexo é determinado biologicamente, o gênero é sua decorrência natural.

Não há como falar em determinação de gênero se sua base não for o sexo biológico. Por isto a Bíblia Sagrada afirma de forma muito clara a distinção natural entre homem e mulher (Gn 2.15-25; Dt 22.5; Pv 31.10-31). Todo tipo de comportamento que busca abolir a ordem da criação original de Deus e inverter os papeis naturais estabelecidos por Ele, é visto como um grave pecado (Rm 1.24-32). Abraçar a ideologia de gênero é trocar a verdade de Deus pela mentira fabricada pela própria concupiscência humana.

Sem dúvida Deus revelou muito claramente através das Escrituras qual deve ser o papel do homem e da mulher. Diferentemente do que muitos pensam, essa determinação não é machista ao indicar a liderança masculina. Na verdade, no plano original de Deus, existe completa harmonia entre homens e mulheres. Qualquer tipo de opressão de uma parte sobre outra, tem como fonte a natureza pecaminosa e caída do homem, e não a vontade do Senhor.

Embora Deus tenha colocado o homem como líder natural, Ele não aprova sua liderança machista e opressora. A prova de que aos olhos do Senhor não há qualquer depreciação de sexo e gênero, ou qualquer tipo de classe, pode ser vista nas palavras do apóstolo Paulo. Ele escreve que “...não há judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).


O CRISTÃO E A IDEOLOGIA DE GÊNERO
Sem dúvida todo cristão verdadeiro deve se opor à ideologia de gênero, e saber refutá-la com base bíblica sólida. Os cristãos devem falar da ideologia de gênero mostrando como ela é contrária às Escrituras.

A Igreja não deve tratar a ideologia de gênero como um assunto secundário, mas como algo que ataca diretamente as doutrinas fundamentais do Cristianismo. Lamentavelmente, muitos cristãos ignoram este assunto. Como resultado disto, pode-se ver uma tolerância cada vez maior com relação à ideologia de gênero. É possível identificar até mesmo dentro de algumas comunidades cristãs, reflexos da ideologia de gênero. Nesses casos geralmente é proposta uma nova forma de interpretação bíblica sob as lentes da desconstrução dos papeis de homens e mulheres, abolindo qualquer diferença entre ambos.

É por isto que cresce, cada vez mais, a oposição à liderança eclesiástica masculina. Em casos mais graves, até mesmo a homossexualidade é aceita e reconhecida como legitima em algumas comunidades. Parece que muitos ditos cristãos estão mais preocupados em parecer politicamente corretos.

Concordo com John Piper quando ele diz que é impossível ser um cristão verdadeiro, comprometido com a Palavra de Deus, e ao mesmo tempo ser politicamente correto. O Evangelho jamais será uma espécie de produto agradável que se adéqua à natureza pecaminosa do homem. Na verdade o Evangelho ofende o pecador, a menos que Ele seja regenerado pelo Espírito Santo.

Augustus Nicodemus Lopes diz algo muito interessante sobre como a Igreja deve encarar as questões da ideologia de gênero. Ele defende que as comunidades cristãs deveriam preparar uma liderança masculina consistente e bíblica. Ao mesmo tempo, elas deveriam buscar fortalecer o ministério feminino e providenciar as condições necessárias para que homens e mulheres aprendam sobre a masculinidade e a feminilidade à luz da Bíblia. Ele também acerta em advertir que se os cristãos não aprenderem sobre o tema de seus pastores e líderes, fatalmente eles aprenderão dos ativistas e defensores da ideologia de gênero.


(Por Daniel Conegero/estiloadoracao.com)






 

 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O "PAI NOSSO"

A VERDADE:
Não havia nada mais claro para JESUS do que o reino de Deus, nada mais definido do que a conquista final. Os homens, por direito de grileiros, contestam os direitos de Deus. Mas Deus é o Senhor, e este é o Seu mundo!


A VERDADE EXPLICADA:
Que desejais saber? As mãos das crianças estão sempre erguidas. Os adolescentes querem aprender a dirigir automóvel. Os mais velhos folheiam manuais para aprenderem a conquistar amigos e perder peso. Mas os discípulos de JESUS Cristo queriam saber uma coisa que degrada as nossa ignóbeis perguntas. Compelidos por uma sede mais profunda, eles pediam: "Senhor, ensina-nos a orar..." E a resposta foi um tesouro apreciável.

A oração que leva o seu Nome tem-se conservado sagrada através dos séculos, polida até o brilho por milhões de lábios. É frequentemente guardada na memória, mas raras vezes é dita com o coração. É tão simples, tão curta, que qualquer criança pode aprendê-la... e não obstante tão profunda, que chega a ser insondável. Ninguém poderá repeti-la, honestamente, sem se sentir abalado como que pelo fogo.

PAI NOSSO
As duas primeiras palavras destroem a vida do eremita. Esta oração plural não é para um filho único e sim para uma fraternidade. Derruba barreiras, rompe as muralhas do exclusivismo, espalha os pequenos círculos murmurantes e faz ressoar à distância o grito de boas-vindas. "Não temos nós todos um mesmo Pai?" Outros insinuaram; só Cristo ousou declará-Lo Pai. Esta oração é a confissão de um filho, e o restante é estéril, enquanto o homem não se prosterna, fazendo sua a decisão do filho pródigo: "Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai..."

QUE ESTAIS NO CÉU
Este mundo é um mundo sem Deus, mas não é Sua casa. Seu reino ainda não chegou à Terra como está no céu. Nós não somos o que deveríamos ser. E por isso apontamos nossas espiras para o céu.

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME
Como pode um homem justificar-se de tomar em vão o Nome do Senhor, para desabafar suas raivas infantis, quer praguejando com palavras, quer batendo a porta dos fundos, quer acalentando um ninho de maldições inexpressas no fundo de sua vida? "O onipresente Pai Eterno" está embaraçosamente próximo, mas muito acima de nós.

VENHA A NÓS O TEU REINO, SEJA FEITA A TUA VONTADE
Nós não pensamos assim. Não gostamos de autoridade; reagimos contra o Seu domínio e esbravejamos e vociferamos contra o que a vida tem de ser. Os homens não gostam que o Senhor dos céus distribua Seus papéis -- acham que podem superar Deus na Sua função. É mais do que evidente que a maioria dos homens, pelos tempo afora, tem orado com ardor: "Não venha a nós o Vosso reino, seja feita a minha vontade..." Cristo encarava as coisas de maneira diferente. No jardim do Getsêmani, Ele esvaziou sem queixas a taça da amargura: "Todavia não se faça a minha vontade mas a tua..."

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE
Sem dúvida temos idade bastante para cuidar de nós mesmo. Mas será mesmo assim? Gabamo-nos do que acumulamos, mas o que sabemos, ou que temos nós, que não seja simplesmente apanhado ao acaso? Não pertence tudo a Ele, que o colocou em nosso caminho? Haverá melhor fonte de pão do que o altar onde os homens se ajoelham?

PERDOAI-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES
A confissão de culpa é um sinal de nobreza. Cada um de nós já fez coisas cuja lembrança causa arrepios. Quem pode apagar a memória, ou mudar o passado? O Senhor nos fez; para Ele temos de ir. Mas, para sermos perdoados, nós mesmos precisamos perdoar -- e isso custa mais, pois aquele que perdoa tem de assumir o castigo. O preço é alto. Assumir os nossos pecados custou a Cristo a cruz. Mas colhemos a nossa prometida anistia ao cancelarmos as ofensas que nos são feitas.

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Isso é desorientador; é satanás que nos tenta, e não Deus. Mas só Deus pode fortalecer a nossa capacidade de resistência. Por isso, há uma versão moderna desse pedido, que diz: "Permiti que não falhemos no momento da prova". As dificuldades nos torturam e nos põem à prova; mas não muito longe há uma cruz. As pessoas caminham na escuridão, mas não podem deixar de ver a enorme pedra que se afastou do túmulo. Há morte, mas há transfiguração: depois da noite vem o milagre da manhã!

POIS TEU É O REINO E O PODER E A GLÓRIA ETERNAMENTE
Não havia nada mais claro para JESUS do que o reino de Deus, nada mais definido do que a conquista final. Os homens, por direito de grileiros, contestam os direitos de Deus. Mas Deus é o Senhor, e este é Seu mundo. 

Sabemos então que a cruz de Cristo afirmou a vitória decisiva. Sua oração assegurou aquele dia final de glória em que o céu e a terra, Deus e o homem estarão reconciliados para sempre.


(MP 1213/Jan.1988)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O QUE SIGNIFICA "CRISTO" NA BÍBLIA

A VERDADE:
"O Cristo prometido por Deus e anunciado nas Escrituras seria o Libertador do Seu povo; Ele seria o Grande Profeta, o Eterno sacerdote e o Supremo Rei. Esse Cristo seria chamado de Emanuel, o Deus conosco." 


A VERDADE EXPLICADA:
Cristo significa "ungido". A palavra Cristo vem do grego Christos, um adjetivo verbal derivado de chrio, que significa "ungir". A palavra grega Christos, por sua vez, traduz o hebraico Meshiac, que também é traduzido em português pela palavra Messias e igualmente significa "ungido".

Então quando lemos na Bíblia a designação "JESUS Cristo", seu significado literal é "JESUS, o Ungido". Sem dúvida esse é um dos títulos mais conhecidos atribuídos ao nosso Senhor JESUS, e também o mais frequente no texto do Novo Testamento. O problema é que nem todos entendem o verdadeiro significado da palavra Cristo.

Comumente a palavra Cristo é vista praticamente como um nome alternativo ou adicional de JESUS. Existem pessoas que pensam que Cristo é o sobrenome de JESUS, mas é claro que isso está errado. De acordo com os costumes de sua época, o complemento do nome de JESUS certamente era um designativo de sua família ou de sua região, isto é, "JESUS, filho de José" ou "JESUS de Nazaré". Mas ao se referir a Ele como JESUS Cristo, biblicamente isso implica em um significado muito mais profundo.

O Antigo Testamento registra claramente a promessa de que Deus enviaria o Ungido para libertar o Seu povo do pecado. Esse Ungido, no entanto, não era como outros ungidos que foram apresentados ao longo dos tempos.


POR QUE JESUS É CHAMADO DE CRISTO?
Durante a história veterotestamentária de Israel, algumas pessoas foram ungidas com a finalidade de revelar que elas tinham sido escolhidas, chamadas e capacitadas por Deus para desempenhar certas tarefas e ocupar determinadas posições. Por isso os sacerdotes, reis ou profetas eram ungidos.

Aqui podemos citar o episódio de quando Arão e seus filhos foram ungidos para servirem a Deus como sacerdotes (Ex 28.41); também quando o jovem Davi foi ungido a rei de Israel (I Sm 16.13); ou quando Eliseu foi ungido profeta em lugar de Elias (I Re 19.16)

Todas essas pessoas que foram ungidas eram um tipo de messias, ou seja, na linguagem grega, um tipo de cristo. Mas apesar do aparecimento desses cristos que eram separados por Deus para desempenharem papeis importantes naquele estágio da história, ainda havia a promessa de que se levantaria Aquele que não seria apenas mais um ungido (ou cristo), mas o Ungido, isto é, o Cristo.

O Cristo prometido por Deus e anunciado nas Escrituras seria o Libertador de Seu povo; Ele seria o Grande Profeta, o Eterno Sacerdote e o Supremo Rei. Esse Cristo seria chamado de Emanuel, o Deus conosco. Numa profecia messiânica, o profeta Isaías profetizou que o Cristo prometido se chamaria Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz (Is 9.6).

Evidentemente todas as profecias sobre a vinda do Cristo se cumpriram na pessoa de JESUS. Como profeta Ele anunciou a mensagem do Reino de Deus, as boas novas da salvação, e foi Ele próprio a revelação final de Deus (Jo 1.18). Como Sumo Sacerdote Ele proveu o sacrifício perfeito e definitivo que providenciou a expiação do pecado de Seu povo (Hb 5-10). Como rei Ele recebeu toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28.18). Ele está exaltado à destra de Deus e Seu reinado jamais terá fim (Lc 1.33; At 2.33).


O SIGNIFICADO DE JESUS SER O CRISTO
De fato são muitas as evidências que apontavam, ainda apontam e sempre apontarão JESUS como o verdadeiro Cristo. Ele próprio mostrou, de muitas formas, ser o Ungido sobre o qual as Escrituras testemunham.

Num dia de sábado, durante Seu ministério terreno, Ele entrou na sinagoga, abriu o livro do profeta Isaías e leu: "O Espírito do Senhor é sobre mim; pois que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me a curar os quebrantados de coração; a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos; a por em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor". Depois disso, Ele fechou o livro e declarou: "Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos..." (Lc 4.18-21). Essa é uma das passagens que revelam o profundo significado da palavra Cristo aplicada a JESUS.

No entanto, apesar de tudo, a maioria das pessoas não O reconheceu como o Cristo. Em certos momentos as multidões até se empolgaram e O viram como um enviado de Deus, mas ao mesmo tempo falharam em entender o tipo de Cristo que de fato Ele era. Aquelas pessoas queriam um cristo com propósitos terrenos e com intenções nacionalistas.

Na procura por um cristo que os libertasse do jugo estrangeiro e lhes desse paz na terra, muitos não reconheceram o Cristo que veio libertar os homens do pecado e lhes dar a verdadeira paz; não uma paz terrena, mas a paz que excede todo entendimento, a paz com Deus.

Na verdade, o homem, de si mesmo,é incapaz de reconhecer que verdadeiramente JESUS é o Cristo. As pessoas até confundiam JESUS com importantes profetas de Deus da história de Israel. Mas quando o apóstolo Pedro solenemente confessou "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo...", JESUS esclareceu que aquela verdade lhe havia sido revelada pelo Pai (Mt 16.16,17). Isso também explica porque JESUS foi acusado de blasfêmia no julgamento que O condenou à morte após Ele ter confirmado ser mesmo o Cristo, o Filho do Deus bendito (Mc 14.61-64).



(Autor: Daniel Conegero)
(Fonte: estiloadoração) 








quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O APOSTOLADO DA CRIAÇÃO

A VERDADE:
"...a filosofia induziu os gregos a desiludirem-se de seus pensadores. Sócrates não pôde responder-lhes as indagações espirituais. Ele mesmo andava à procura da verdade. Platão e Aristóteles, também, falharam..."


A VERDADE EXPLICADA:
"Para buscarem a Deus se, porventura, tateando o possam achar..." (At 17.27). 
Após a dispersão ocorrida no lamentável episódio da Torre de Babel, a humanidade foi esquecendo-se, gradativamente, do verdadeiro Deus. Por intermédio da tradição oral, as sucessivas gerações dos filhos de Noé passaram a receber informações distorcidas acerca do Criador. As grandes doutrinas, transmitidas pelo piedoso patriarca, perdiam-se no tempo, transformavam-se em mitos.

Longânimo e misericordioso, o Senhor jamais escondeu-Se da pobre e atribulada raça humana. Deixou-lhe um exuberante livro: a Criação. Nas páginas desta maravilhosa obra, podemos vê-Lo e lembrar-nos do pacto que Ele fez com nossos ancestrais.

O testemunho da criação
O Universo assemelha-se a um relógio. Seu perfeito e inimitável mecanismo assombra-nos. O filósofo francês, Voltaire, confessa: "O mundo me intriga, e  não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro".

Não somente esse pensador, mas todos extasiamo-nos ante a grandeza univérsica. Extasiamo-nos e somos compungidos a louvar a Deus! Embevecido pela opulência da amplidão, salmodia Davi: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos..." (Sl 19.1).

Os astros orbitam rotativa e translativamente. Eles jamais ultrapassam os limites siderais. As galáxias mantém-se no misterioso mar cósmico. A lua acompanha a Terra. O sol flecha de luz e calor o infinito.

Uma orquestra! De que outra maneira poderíamos definir o universo? Sua sinfonia é, simplesmente, inebriante. Deus está a regê-la suave e ternamente. Gizando este quadro quase transfísico, canta o poeta sacro, Ernest Wooton: "Sol e lua, coros estelares, Sua majestade anunciai; hostes grandes! Centos de milhares, o Seu poder mostrai!"

Sem Deus, transformar-se-ia o universo em uma música sem pauta ou notas: um inimaginável caos! Do poeta português, Guerra Junqueiro, são estas palavras sublimadas de temor e reconhecimento: "O mundo sem Deus converte-se num fruto oco, e as imensidades estreladas em arquipélagos. Mundos sem conta, zeros sem conta. A infinita grandeza pede a unidade, reclama Deus. Os orbes são divinos, porque nascem de Deus. São mártires eternos, eternamente escalando seus calvários".

Salomão, sapientíssimo rei de Israel, professa: "O Senhor fundou a Terra pela sabedoria, estabeleceu os céus pela prudência..." (Pv 3.19). Corroborando as palavras do mais sábio dos homens, complementa o pensador brasileiro, Tristão de Atahyde: "Só Deus completa o universo".

O apostolado da criação
O homem não necessita da Bíblia para crer na existência de Deus. Era o Todo-poderoso uma realidade tão marcante e presente para os profetas e apóstolos, que eles não se preocuparam em fazer qualquer apologia do Criador. Ser-lhes-ia redundância mostrar o óbvio, arguir o evidente, expor o manifesto. Não seríamos demasiadamente severos, por conseguinte, se afirmássemos serem os argumentos cosmológicos e antológico de Tomás de Aquino e de Anselmo, fumegantes pavios sob o sol do meio-dia.

Afirma o apóstolo Paulo: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis..." (Rm 1.20). Não nos é difícil, pois, acreditar na existência de Deus através de uma observação detida e imparcial da ordem e beleza do Cosmos.

A assustadora expansão
Segundo a astronomia, somente cinco mil estrelas podem ser divisadas sem o auxílio do telescópio. Não obstante, só em nossa galáxia, conhecida por Via-Láctea, há 100 bilhões de corpos estelares. E, até agora, nenhum mortal pôde afirmar quantas galáxias existem. Milhões? Bilhões? Trilhões? Só Deus o sabe!

A imensidão do universo, escreve o missionário Lawrence Olson, é vasta demais para ser compreendida pelo homem. Nossas mentes embaralham-se ante tais números e tão estonteante imensidão. Apesar de tudo, assevera Paul Davies: "Aonde quer que olhemos no Cosmos, desde as extensas galáxias até os recantos mais recônditos do átomo, encontramos ordem".

Os gregos e Deus
Através da filosofia, pensadores gregos foram compungidos a crer em Deus. Não possuíam as Sagradas Escrituras. Profeta algum os visitara. Vaticínio algum iluminou-lhes a mente. O Messias, não esperavam. O labor filosófico, porém, levou-nos a pensar no Criador.

Foi a filosofia, sem dúvida alguma, um instrumento usado pelo Senhor para preparar os gentios a receber o Evangelho. Problematizando e inquirindo, eles descobriram suas misérias. Descobriram, também, que a alma humana só descansará quando repousar em Deus. O pensador inglês, Francis Bacon, foi muito feliz ao avaliar a utilidade do exercício filosófico: "Um pouco de filosofia inclina a mente do homem para o ateísmo, mas profundidade em filosofia o avizinha da verdadeira religião".

A perquirição estava na alma grega. Esquadrinhava o universo; investigava a natureza. Nessa busca séria e meticulosa, depara-se com Deus. O historiador Robert Hastings fala-nos desta permanente ocupação dos helenos: "Por muitos séculos antes da era cristã os gregos eram detentores da vida intelectual mais vigorosa, mais desenvolvida do mundo. Problemas sobre os quais os homens sempre cogitavam: a origem e significado do mundo, a existência de Deus e do homem; o bem e o mal, em suma, tudo quanto se relacionava com as pesquisas filosóficas foi objeto de meditação dos gregos como de nenhum outro povo. É verdade que os hebreus tinham recebido uma revelação de Deus e da Sua vontade, que os gregos jamais possuíram, mas os judeus não se interessavam pela discussão dessas questões, como o fizeram os gregos".

Conforme já dissemos, a filosofia induziu os gregos a desiludirem-se de seus pensadores. Sócrates não pôde responder-lhes as indagações espirituais. Ele mesmo andava à procura da verdade. Platão e Aristóteles, também falharam. Os estóicos e epicureus, igualmente. Nada puderam fazer-lhes os cínicos ou os hedonistas,

Mas, quando resplandeceu a luz do Evangelho, multidões de helenos com as almas vazias e carregadas de interrogações, abraçaram a nova fé. As sementeiras feitas por Paulo, frutificaram igrejas por toda a Grécia. Somente Cristo pode responder-nos as dúvidas e dessedentar-nos o espírito!

Hoje, a mensagem da cruz é anunciada a todos. Já não precisamos buscar a Deus às apalpadelas. Não precisamos, também, da muda eloquência da Criação para reconhecer a existência do Supremo Ser. O Evangelho de JESUS nos é anunciado, agora, e é a resposta a todas as nossas indagações.


De "PAULO EM ATENAS" (CPAD)
MP 1213/Jan.1988