quarta-feira, 18 de julho de 2018

PREPARADOS PARA A VITÓRIA

A VERDADE:
"Mas, como podem simples criaturas humanas atracarem-se com essas forças sobrenaturais invisíveis, intangíveis em lugares celestiais e rechaça-las?"






























A VERDADE EXPLICADA:
"Por que a nossa luta não é..." Lendo estas primeiras palavras com as quais o apóstolo Paulo comenta a natureza do conflito cristão, sou levado a dizer a mim mesmo: Que verdade! Nesta era de janotas e de brincadeiras" onde prevalece um clima de subjetivismo e reina o utilitarismo, a luta em termos espirituais não está entre as muitas atividades das nossas igrejas; oramos, cantamos, louvamos, damos os nossos jantares beneficentes, mas a luta a que Paulo se refere, geralmente não se inclui em nossa vida.

Talvez eu tenha exagerado, mas vou me corrigir: lutamos, sim, mas é uma luta como a de Jacó. Quando Deus nos força a quebrar o espírito de autossuficiência, que fala tão alto em nossos corações, para transformar-nos em Israel, lutamos contra o esforço do nosso Pai.

Paulo, ao escrever sobre o conflito do cristão, dá ênfase ao contraste entre os tumultos e perseguições despertados por fantoches humanos dirigidos pelo poder das trevas e o conflito sobrenatural com as hostes dos espíritos maus. Em II Coríntios (1.8), ele se refere a uma situação literal e real de carne e sangue, a qual ele identifica como a tribulação que nos sobreveio na Ásia. É bem possível que esteja se referindo aos acontecimentos registrados em Atos capítulo 19. Gosto de pensar que os ingredientes que deram forma à "tribulação" ajudaram o apóstolo a descobrir o segredo, para que depois nos ensinasse a nossa luta. 

Guerrear se aprende guerreando em situações de combate, não com teorias e exercícios. Devemos precaver-nos contra as atividades que não nos levam a um confronto com o adversário. Onde quer que Paulo estivesse, suas atividades agitavam o inimigo, fazendo-o agir como um leão furioso. Em Éfeso, Paulo passou por dificuldades que o levaram a se despreparar da própria vida. Por isso preocupou-se muito para que seus amigos tivessem uma perspectiva certa e uma compreensão bem clara da relação que há entre nossa tribulação e nossa luta.

Os cristãos de Éfeso poderiam facilmente ter visto esse conflito armado apenas como uma ameaça física do "Sindicato dos Ourives", sob a orientação de Demétrio; poderiam ter pensado que essas tribulações resultassem de um choque entre o cristianismo e a cultura local. Para corrigir essas ideias, Paulo afasta o pensamento deles das causas humanas e leva-os a compreenderem as verdadeiras fontes da tribulação: "principados e potestades, dominadores deste mundo tenebroso, forças espirituais do mal".

Os ataques físicos que chegam através de circunstâncias, são apenas sintomas da real hostilidade de dirigentes do mundo das trevas sob o poder do príncipe do ar. Temos a obrigação de resistir a esses inimigos invisíveis. Mas, como podem simples criaturas humanas atracarem-se com essas forças sobrenaturais invisíveis, intangíveis em lugares celestiais e rechaçá-las? Paulo esforça-se para dar-nos uma resposta cabal. O clímax da carta de Paulo aos Efésios traria mais satisfação se fôssemos simples leitores de ficção, que leem o fim da história para saberem o que vai acontecer.

No que diz respeito a Paulo, todas as coisas emocionantes acontecem no começo da sua carta. Não é por isso que vamos pensar ser o fim dela um anticlímax e deixá-la de lado; ao contrário, a verdade valiosa acha-se especificamente detalhada, preparando-nos para o grande final no capítulo 6, onde a confrontação com os poderes sobrenaturais sob as ordens de satanás nos é apresentada como a conclusão lógica. Isso é tudo! A luta não começa nos nossos corações. Tem, como fundamento, a vitória poderosa sobre o 'inimigo', que JESUS Cristo conquistou na cruz. Por isso, tudo o que Deus fez com Ele, como resultado direto dessa vitória, também o fez conosco quando "...para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à Igreja...", o Seu corpo.

A exaltação da Cabeça "...acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio..." (Ef 1.21), longe de separá-la do Seu corpo na terra, tornou-nos participantes de tudo o que Deus deu a ela; assim, estamos assentados "...à sua direita nos lugares celestiais". No dizer de Paulo: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder..." (Ef 6.10). Ele nos mostra as verdades fundamentais, que já havia revelado antes. Satanás é um inimigo derrotado, com a cabeça esmagada. Nele não há poder; nada o fará destronar o Vencedor do Calvário, assentado à direita do Poder. Esta é a verdade que nos ajuda e fortalece. Há algo mais: tudo o que Deus fez para a Cabeça, fez para o corpo também! Significa que, pela cabeça, estamos em lugares celestiais também. Nosso fortalecimento no Senhor é aperfeiçoado à medida que, pela fé, reconhecemos o que Deus afirma haver realizado.

"A verdadeira regra de fé", diz o Dr.Stuart Holden, "não é que vivamos uma vida terrena com a visão do céu, mas que somos chamados para uma vida celestial com a visão na terra". Oh! que todos os crentes possam reconhecer continuamente a glória que Deus nos prometeu em Sua Palavra, apropriar-se dela e ser fortalecidos por tudo o que Ele fez, desenvolvendo, assim, uma musculatura espiritual para poderem cumprir a vocação que lhes foi proposta! Mesmo que nossos pés estejam caminhando na terra, posicionalmente nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

Portanto, vamos à batalha, não da perspectiva de nossas circunstâncias aqui na terra, mas de cima, de nossa posição em Cristo.

Esta nossa posição com Cristo não é um terrível monte Evereste, que temos de escalar com nossas próprias forças. Deus já nos colocou lá em cima, no cume, pela virtude dessa posição, Sua vontade seja feita aqui na terra, como é feita nos céus, através dos que creem n'Ele. Não temos de lutar pela vitória porque "...somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou...". Nossa luta provém da Sua vitória; e desta situação tão favorável, revigorados pela força de Cristo e envolvidos pela armadura de Deus, as forças do mal são compelidas a recuar, à medida que resistimos a elas.

As palavras que Paulo mais enfatiza, ao desenvolver o conceito de conflito contra "...as forças espirituais do mal, nas regiões celestes..." (Ef 6.12), são: "resistir" e "permanecer inabaláveis". Nossa armadura de defesa garante total segurança, quando revestida pela oração, porque, em essência, o cinto, a couraça, o capacete e o escudo são JESUS Cristo. N'Ele nos completamos. A ênfase que se repete de "resistir", sugere que o perigo para o cristão e a vantagem para o inimigo é o crente abandonar sua posição e atacar o problema em nível humano, de carne e sangue. 

Para conseguir que o crente reaja dessa forma, o inimigo faz explodir uma tempestade num lago, um verdadeiro tumulto, ou as bestas ferozes de Éfeso trazendo-nos pânico e não dando tempo a que nos apeguemos as fatos tão objetivos das promessas de Deus. O diabo é um artista de pânico e joga pesado com a nossa consciência, principalmente nas situações de emergência. J.O.Fraser interpreta esse fato da seguinte forma: 

"Toda vez que, ao enfrentar uma dificuldade, seu espírito é derrotado e se desfalece, você perde o domínio sobre as forças das trevas, isto é, você fica por baixo, em vez de permanecer por cima delas, com Deus. O mesmo ocorrerá se seu ponto de vista for terreno, porque estará sob a força das trevas. Portanto, o domínio sobre elas depende do seu espírito permanecer acima delas, isto é, de você conhecer a perspectiva de Deus, o pensamento de Deus, o plano de Deus e os caminhos de Deus, habitando com Cristo, em Deus".


Arthur Mathews
(A Seara nª 325/Jul.1992)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

COMO PODE O HOMEM SER JUSTO?

A VERDADE:
Neste tratado aprendemos qual caminho o homem deve trilhar a fim de se apresentar justo perante Deus. Aprendemos, também, que nenhum esforço humano é capaz de demover Deus da Sua intenção de mostrar ao homem que JESUS é o único e infalível caminho para a justificação.






























A VERDADE EXPLICADA:
Ninguém sabe quem era Jó. Os eruditos identificam-no indecisamente como um "Xeque" ou líder de clã árabe que vivia um Uz (a leste da Palestina, entre a Síria e Edom), um homem muito rico e de grande integridade. A Bíblia diz que era "...homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal" (Jó 1.1). Um certo texto arqueológico menciona o nome de Jó e leva a data de mil e novecentos anos antes de Cristo.

Repentinamente, Jó sofreu uma série de reveses. Perdeu, num só dia de festa de aniversário, todo o gado, todos os camelos e todos os filhos. Ficou sem nada. Só a mulher escapou. Blasfemava, porém a Deus e o aconselhava a fazer o mesmo, pois a essa altura, Jó havia perdido também a saúde. O pobre Jó ficou sentado durante vários dias, procurando analisar o mistério do sofrimento que o envolvia. Três amigos compareceram, tentando confortá-lo, mas só tinham isto a dizer: que, evidentemente, seus sofrimentos e perdas eram o resultado dos pecados que ele havia cometido. Era um problema grande demais para Jó solucionar.

Será que o sofrimento é sempre por causa de pecados? Será que o infortúnio vem porque a pessoa era muito remissa em alguma coisa? Decerto Deus é justo e todos os Seus caminhos são retos. Mas como vamos conciliar isso com as calamidades que acontecem: a desventura, a dor e o sofrimento? Era este o problema de Jó. Certamente havia algum fator negativo, desconhecido ainda, atribuído a ele. Fator misterioso demais para ser discernido. "Como pode o homem (Jó neste caso) ser justo para com Deus?" Esta era a interrogação incisiva que, constantemente, repetia-se no íntimo de sua alma e que se fazia durante milênios, até que o apóstolo Paulo veio responder: "E as obras da lei? São necessárias?" Paulo responde: "A lei não resolve nada!"

Se alguém perguntasse se houve algum caso de quem fosse justificado sem as obras da Lei, no Velho Testamento, Paulo responderia que sim, pois Abraão simplesmente creu em Deus e isso lhe foi imputado para a justiça (Rm 4.3).

A PERGUNTA IMPORTANTE DE JÓ
A própria consciência de todo homem atesta que ele está afastado de Deus. O pecado, em que todos nós incorremos, causou um terrível desastre. O pecador sente-se condenado. É como a pessoa que praticou fraude contra seu amigo. Imediatamente ele se sente isolado. Por isso Adão e Eva fugiram da Sua presença e procuraram esconder-se na floresta.

Agora, como pode ser corrigida esta situação? Esta é a pergunta de Jó e o objetivo de sua pesquisa. Paulo responde que existe só um caminho: o caminho da fé, sem quaisquer obras da lei.

A JUSTIFICAÇÃO PROCEDE DE DEUS E NÃO DO HOMEM
Somente Deus pode autorizá-la. As providências humanas são totalmente inadequadas. O ímpio, malfeitor como é, condenado, sujo, cheio de malfeitos, nada pode fazer para remediar sua lastimável situação. As lágrimas do remorso e as promessas com que jura nunca mais errar jamais apagam a rebelião contra Deus. A razão disso é muito simples: a obediência a Deus é um dever normal. Ela também não contém nenhum elemento reparador nem paga pelas infrações anteriores. Por exemplo: se eu tivesse ofendido um amigo ontem, nenhum ato de bondade feito hoje poderia quitar essa ofensa de ontem. Qualquer moralidade é sempre insuficiente para quitar o condenado perante a justiça de Deus.

Certa vez alguém perguntou a uma menina:
-- As pessoas te amam quando tu fazes arte?
Ela respondeu:
-- Elas não, mas mamãe me ama!
Aí está também o sentido do Evangelho! Deus, nosso Pai, nos ama!
Perguntaram-lhe ainda:
-- Por que a tua mãe te ama?
Ela respondeu:
-- Porque ela me ama!

Isso é o que Paulo também disse: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós..." (Rm 5.8). Explicar porque a mãe ama a filhinha é como explicar porque Deus ama o pecador: por causa do Seu amor. Ele é o autor da justificação. Ninguém pode justificar-se  a si mesmo, pois o homem é o autor do seu pecado. Afastar-se de Deus e pecar contra Ele, isso ele pode fazer. Mas consertar o que quebrou, isso ele não tem condições para fazer. Precisa de Alguém maior do que ele. Esse Alguém é JESUS que proveu a redenção. Paulo disse: "...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus..." (Rm 3.24).

A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO
"Justificar" é um termo legal. É da conversa de advogados e juízes. Para ilustrar o caso, vamos supor que um homem tenha sido acusado e esteja diante do tribunal para ser julgado. Para ser justificado, esse homem terá que estabelecer a sua inocência. Mas, se for condenado, não existe nenhum dispositivo da lei que possa conceder-lhe a justificação. Posteriormente, ele poderá ser solto da prisão, mesmo antes de vencer o tempo da pena estipulada, ou poderá ser perdoado, ou a sua sentença comutada, mas justificado nunca mais! O histórico do caso sempre ficará ali arquivado como documento contra ele. Na lei a única maneira de conseguir a justificação é estabelecer-se a inocência.

Mas agora vamos supor um caso que realmente pode acontecer. É o caso de um homem, após um processo legal e justo, que é condenado à morte por seu crime. Culpado ele é, e de maneira alguma pode ser justificado. Mas vamos supor que fosse possível um outro homem entrar nessa situação e assumir toda a culpa do condenado. Trocaria de lugar com ele e, por um processo misterioso, verdadeiramente, se tornaria aquele homem, tomando sobre si o próprio caráter do réu e transmitiria ao réu as suas próprias virtudes. Neste caso, o segundo homem seria aceito no lugar do primeiro, o réu. Só uma transformação de posição e de qualidades poderia resolver o seu problema.

Isso é exatamente o que tem acontecido conosco. JESUS tomou o lugar do réu, o pecador que ofendera a lei de Deus. Deus já fez o Seu pronunciamento, já registrado na Bíblia, que Ele aceitará qualquer pecador, qualquer réu, que pedir transferência de sua culpa para Seu Filho JESUS. Eu já aceitei esta proposta divina porque percebi que era a minha única saída do horrível dilema em que me encontrava. Agora Deus afirma que nenhuma condenação há para quem está em Cristo JESUS (Rm 8.1). E isto não é estória, não é um vago desejo qualquer. Mas é uma realidade! Gloria a Deus! JESUS é a resposta! Por Ele ser o nosso substituto, a justiça de Deus ficou satisfeita.

OS RESULTADOS DA JUSTIFICAÇÃO
O pecador é remido da sua culpa. É perdoado dos delitos que ofenderam a lei e o amor de Deus. Sendo Deus o ofendido, é só Ele quem tem condições de nos perdoar. Sendo Ele um Pai, o Seu amor também se manifesta. Ele perdoa livremente.

Mas a justificação é mais do que remissão, mais do que um indulto ou perdão. Se fosse apenas perdão, ainda ficaríamos na posição dum criminoso, solto da penitenciária, que, não obstante, ainda tem um processo contra si. É um homem marcado, afastado, de certa forma, da sociedade, sem condições de encontrar emprego e sem direito de voto. Sua tendência para a vida marginal ainda está nele e não demora muito. Ele procura os velhos companheiros e a velha vida do crime. Mas Deus, quando liberta um pecador, ajuda o transgressor. Este recebe uma nova natureza, como JESUS ensinou a Nicodemos. O homem nasce de novo, entrando numa nova vida de alegria e paz espiritual. O Espírito de Cristo habita naquele coração e ajuda-o a viver de acordo com a vontade de Deus. Os maus costumes e os pensamentos ofensivos começam a desaparecer diante do influxo do poder espiritual. Graças a Deus, a justificação que Ele provê realmente transforma o mais vil pecador.

Contudo, não basta que a justificação esteja provida para nós. É necessário que busquemos a graça de Deus. Temos que aceitá-la. O homem perdoado pelo juiz naturalmente não continuará preso em sua cela. Quando o portão se abre, ele sai. Ele aceita o perdão. O pecador que não aceitar o perdão de Deus perderá todos os seus direitos. Como vamos aceitar o perdão que Deus oferece? Ninguém, em todo o universo, teria concebido este plano de salvação por remissão e justificação. É grande demais para a mente humana entendê-lo. E Deus não exige que ninguém o entenda. Mas o que Deus exige é que o pecador o aceite.

O PREÇO DA JUSTIFICAÇÃO
Não há nada a pagar. Como salário ou recompensa também a justificação não é oferecida. Martinho Lutero descobriu esta verdade. Em sua alma ecoou naquele estado de frustração igual ao de Jó, aquela palavra celestial: "O justo viverá por fé!" (Rm 1.17). Lutero fazia aquelas romarias, confessava seus pecados, castigava o corpo, fazia penitência, mas nada lhe valeu, até que descobriu que a justificação da alma é dada por Deus, mediante a simples fé em Suas promessas.


Lawrence Olson
(Raio de Luz 84/Mar.1992)





quarta-feira, 4 de julho de 2018

UM CORDEIRO PARA CADA CASA

A VERDADE:
"Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa..." (Ex 12.3)































A VERDADE EXPLICADA:
É a vontade de Deus que todos os membros da nossa família sejam salvos. Ele disse a Moisés e a Arão: "Falai a toda congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa.." (Ex 12.3). Salomão, por sua vez, disse: "Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele..." (Pv 22.6).

Desejo externar o meu mais profundo sentimento aos meus pais pelo que fizeram por mim. Por várias vezes tenho feito referências à minha querida mãe, e à grande influência espiritual que ela exerceu na minha vida. Posso dizer que estou no ministério evangélico porque ela orou por mim. Ela me consagrou ao Senhor antes de eu nascer. O mesmo fez com os meus dois irmãos, que também são pastores.

Muitas pessoas tem ouvido a leitura da carta que minha mãe me escreveu quando eu contava apenas um ano de idade, na qual me avisou do perigo da jornada da vida e de como eu poderia ser salvo por JESUS. Esta carta, sem que minha mãe pensasse ao escrevê-la, tem circulado em todo o mundo e despertado muita gente.

Um pastor, no sul de Minas Gerais, sua conversão ocorreu quando eu li essa mesma carta numa reunião. A minha mãe era conhecida como mulher de oração; ela passava horas e horas em santa intercessão diante do trono da graça. Dificilmente perdia um culto de oração, seu exemplo serviu para nós, os seus filhos, na nossa vida espiritual. Ela orava a favor do trabalho missionário e também por Gunnar Vingren, um dos pioneiros pentecostais no Brasil. Ele, nesse tempo iniciava o trabalho no Rio de Janeiro. Deus revelou à minha mãe que seu filho Lourenço seria também um missionário no Brasil, como de fato aconteceu!

Uma coisa havia em minha mãe: um supremo anelo pela salvação dos seus filhos. Foi esse o principal objetivo de toda sua vida, foi a sua maior preocupação. Ela não sossegou enquanto não obteve a certeza sobre este ponto -- a salvação de seus filhos. Deus havia despertado o seu coração para orar por isso.

Ela possuía um livro intitulado "OS FILHOS PARA CRISTO", de Carlos Spurgeon. Desse livro uma mensagem gravou-se em sua alma: "um cordeiro para cada casa". Essa obra focaliza Cristo, o Cordeiro de Deus, morto no Calvário "para cada casa". Ela compreendeu que Cristo morreu por ela, e também pelos seus filhos, e que, pela fé ela veria os filhos entrarem no reino de Deus. Espero em Deus que este bendito pensamento penetre no coração de todas as mães crentes e que as despertem para rogar ao Senhor por seus filhos. Deus pode dar-nos um grande despertamento nos lares, coisa de que muito precisamos.

O CORDEIRO FOI SACRIFICADO POR TODA A CASA
Irmãos e irmãs em Cristo, vocês creem verdadeiramente nesta verdade que Cristo, o verdadeiro Cordeiro pascal, foi sacrificado também pelos filhos de vocês? Que nenhuma mãe ou pai crente permaneça indiferente ao estado espiritual dos seus filhos! Se estão lá no mundo, isso deve exigir um cuidado maior. Se JESUS pôde chorar sobre Jerusalém, de compaixão, será que os pais não podem chorar sobre seus filhos ainda não salvos? Se Cristo nos comove e o Espírito nos leva a orar pelos nossos filhos, é certo que Deus vai atender aos nossos rogos. Quem confia nesta verdade do Cordeiro morto para toda a casa verá crescer a sua fé e atendida a sua oração. Esta verdade não significa que todos os membros da família sejam salvos automaticamente; de maneira nenhuma! A salvação da alma sempre foi e será uma questão individual.

Cada pessoa por si terá de abrigar-se sob o sangue de JESUS. Ninguém é salvo por outra pessoa, mesmo por sua mãe, embora ela seja muito crente. Contudo, a oração de uma mãe contribui muito para a salvação do filho. Creio que muitos filhos de crentes já morreram fora da igreja, fora da graça salvadora. É uma calamidade! São filhos que vão passar a eternidade nas trevas. Que tristeza pensar em tal coisa! Pensar em que os filhos de crente batizados no Espírito Santo tenham rejeitado a Cristo só porque os pais não creram na promessa e não buscaram o cumprimento dela! Alguém pergunta: "Como pode Cristo ser o Cordeiro para cada casa?" Precisamos entender neste ponto uma grande verdade encontrada em toda parte das Escrituras, verdade muitas vezes desconhecida. E esta é sobre as promessas de Deus.

O CRENTE É UM HERDEIRO DAS PROMESSAS
Se com toda a sinceridade e fé em JESUS entregarmos nossos filhos aos cuidados do nosso Deus, então o dia virá em que esses filhos render-se-ão a Cristo. Pode acontecer mesmo depois que os pais dormirem no Senhor, mas acontecerá se o pedido for, com supremo desejo, feito a Deus. O Senhor não falta no cumprimento da Sua promessa! O problema é confiar em Deus. Não devemos ficar atribulados. O mesmo Cristo que acalmou o mar da Galiléia pode falar ao coração de nossos filhos que não querem saber do Evangelho. A convicção do Espírito Santo virá sobre os corações rebeldes, como já tem acontecido muitas e muitas vezes. O Cordeiro de Deus morreu por toda a casa, irmã ou irmão em Cristo JESUS!

DEUS OUVE AS ORAÇÕES
Joquebede semeou no coração de Moisés e ele tornou-se o maior legislador de todos os tempos. Ana orou, e Deus lhe deu Samuel, o profeta. Deus ouviu as orações de Mônica, e seu filho Agostinho converteu-se da vida dissoluta que vivia e tornou-se o grande pastor e líder da Igreja no quinto século. João Wesley, fundador da Igreja Metodista, atribuiu seu sucesso ao treinamento que sua mãe Susana lhe deu. A mãe de Carlos Spurgeon, o  Príncipe dos pregadores, orou assim: "Agora, Senhor, se meus filhos se perderem no pecado, não será porque não lhes falei". Ela criou seus filhos na instrução do Senhor. Essa atitude sadia de fé viva, produziu realmente um grande resultado.
Lembrem-se, pais, do que disse Paulo ao carcereiro de Filipos: "Crê no Senhor Jersus Cristo, e serás salvo tu e a tua casa..." A condição imposta foi somente crer. O fundamento era a confiança em Deus, que nunca volta atrás nas Suas promessas. Se os pais crerem em Deus, então os seus filhos serão salvos.

Oscar Johnson, um amigo da nossa família, muito jovem ainda, deixou sua terra natal, a Suécia. Sua mãe, ao despedir-se dele no cais do porto, disse-lhe: "Estou com medo, meu filho, de que sejas vencido pelas tentações lá na América. Mas se o mal te vencer,lembra-te de que estou orando por ti!" Convicto, Oscar prometeu à mãe que nada o separaria do amor de Cristo.

Não demorou muito, porém, e o jovem foi, no Novo Mundo, dominado pelo vício da bebida. Lamentava: "Meu Deus, sou um escravo da bebida! Não posso resistir à tentação!" Falava assim com Deus, mas logo estava no botequim para embriagar-se. Nesse estado desesperador, o diabo sugeriu-lhe o suicídio como a única solução. Resolveu lançar-se às águas num cais do lago Michigan, para afogar-se. Mas na hora em que ia atirar-se surgiu um cão bravo que impediu seu caminho e fez Oscar desistir do intento.

No entanto, o vício o dominava cada vez mais e novamente resolveu terminar a sua existência nas águas do lago. Desta vez foi armado com um pau para defender-se do cão, pensando: "Agora nada me deterá do meu propósito de suicídio!", mas qual não foi a sua surpresa quando, ao chegar ao cais, foi fustigado por dezenas de gaivotas! Elas batiam-lhe fortemente com as asas. Nesse momento, ficou raivoso, e então ouviu uma voz que lhe dizia: "Você vai matar esses bonitos pássaros?" Resolveu voltar à casa. Ao deitar-se, notou que o corpo ficara marcado onde as gaivotas lhe bateram. Mas ainda o vício permanecia indomável.

Não adianta, concluiu ele, "vou suicidar-me mesmo. Desta vez com sucesso". Assim, pela terceira vez dirigiu-se ao lago Michigan. Mas quando seus pés tocaram no cais, parecia que todo o lago pegava fogo! Sentiu um calor infernal, e, horrorizado, compreendeu que se ele levasse a cabo seu plano, cairia mesmo no lago de fogo, de que fala a Bíblia. Resolveu nunca mais tentar suicídio e voltou para casa.

Longe, na Suécia, a mãe de Oscar continuava a orar pelo filho. Então outro milagre aconteceu. Oscar mudou-se para o norte do país onde empregou-se como cortador de árvores. Lá fazia muito frio, e frio de matar. Certo dia de inverno, ele embriagou-se e saiu pela estrada. Embriagado e cansado, deitou-se na neve. Teria morrido congelado se ali não chegasse um homem guiando uma carroça puxada por dois cavalos. Era noite, e os cavalos pararam e se recusaram a prosseguir. Saltando, o homem verificou que havia no caminho um corpo inerte sobre a neve. O carroceiro levou-o para casa, salvando-lhe a vida.

Quem mandou esse homem passar à noite, por aquela estrada pouco usada? Sem dúvida foi Deus, agindo em resposta às orações da mãe de Oscar. Logo depois, o moço entregou-se novamente a JESUS. Escreveu então uma carta à sua querida mãe, já velhinha, dizendo: "Mãe, as suas orações foram ouvidas. Agora está tudo bem entre a minha alma e o meu Deus".

Acompanhei a vida desse moço e sei que ele passou alegre para JESUS já em idade madura. Deus responde às petições de uma mãe que ora! Pais, reclamem para Cristo os vossos filhos!

AS PROMESSAS DO ANTIGO TESTAMENTO
Foi a Noé que Deus convidou dizendo: "Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração..." (Gn 7.1). Como Noé aceitou esse convite e salvou a sua família, assim também, quando aceitamos a Cristo, a "Arca" da salvação, pela fé, aceitamos juntamente a salvação da nossa família. Eu estou em Cristo hoje porque meus pais creram nesta verdade e conduziram seus três filhos para dentro dessa "Arca"!

No livro do Levítico (16.6), lemos que o sumo sacerdote Arão, sempre que oferecia o sacrifício de um novilho como oferta pelo pecado, fazia um sacrifício por ele mesmo e por sua casa.

AS PROMESSAS DO NOVO TESTAMENTO
A promessa de salvação para todos os membros da família, também no Novo Testamento está evidente. Na noite em que o carcereiro da cidade grega de Filipos, após o terremoto, veio correndo a Paulo e Silas, e perguntou: "Senhores, que devo fazer para que seja salvo?", recebeu de Paulo esta resposta: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa..." (At 16.31).

O centurião Cornélio recebeu um recado dum anjo que lhe disse: "Manda chamar Simão, por sobrenome Pedro, o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e a tua casa..." (At 11.14). E isso aconteceu com a chegada do apóstolo.

Pedro assegurou às esposas cristãs casadas com homens não-crentes, que cada uma delas poderia ganhar o seu marido para Cristo (I Pe 3.1). Lembremo-nos também de que Paulo escreveu a seu filho na fé, Timóteo, dizendo: "Tua fé sem fingimento, a mesma que primeiramente habitou em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, estou certo de que também habita em ti..." (II Tm 1.5). Esse é o legado mais rico que um filho ou filha pode receber de seus pais.

AS PROMESSAS DE DEUS SÃO CONDICIONAIS
Existem certos pré-requisitos para se receber as promessas de Deus. O Senhor fez a promessa a Noé porque era um homem justo. Em Deuteronômio (4.40), lemos: "Guarda, pois, os seus estatutos...que te ordeno hoje, para que te vá bem a ti e a teus filhos depois de ti".

É necessário criar os filhos "na disciplina e na admoestação do Senhor..." (Ef 6.4). O sábio Salomão recomendou: "Castiga a teu filho, enquanto há esperança..." (Pv 19.18). O sacerdote Eli deixou de disciplinar seus filhos e perdeu-os para sempre: "...seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu..." (I Sm 3.13). E de Abraão, que foi fiel, Deus disse: "Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele..." (Gn 18.19). Veja mais esta grande promessa de JESUS; "...se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito". Aqui conhecemos a vontade de Deus através da Sua Palavra. Baseados nessa promessa, podemos perfeitamente pedir ao Senhor, com toda a confiança, a salvação de um filho ou de uma filha não-crente.

A salvação é coisa para toda a família! Graças a Deus!

ALGUNS CASOS DE CONVERSÃO DE FAMILIARES
Raabe, a meretriz, que morava em Jericó, creu que Deus destruiria a cidade. Por um ato de fé e arrependimento, ela atou o cordão de escarlate na janela de sua casa. Josué respeitou esse sinal combinado e salvou toda essa casa: os pais e os irmãos de Raabe (Js 2.13). Ela entrou na lista dos "Heróis da Fé" mencionada na Carta aos Hebreus 11.

Há alguns anos, certa mãe cristã lançou mão da promessa de Atos 16.31, "...tu e a tua casa..", e orou por seu filho que era detento numa penitenciária. Certa manhã chegou um telegrama do diretor desse estabelecimento penal, informando-a de que seu filho havia sido executado. Mas essa irmã não se conformou com tal notícia e disse logo ao Senhor: "Mas como pode ser isso? A Tua Palavra me assegurou que se eu cresse seria salva e, também, toda a minha asa. Meu filho faz parte da minha casa. Como pôde ele ir para a eternidade sem me deixar a certeza que foi salvo?" Ela leu outra vez o telegrama e depois releu a promessa em Atos. "Senhor", disse ela, "eu prefiro acreditar na Tua Palavra!"

Deixou o telegrama de lado e alegremente foi cuidar dos afazeres de casa, e cantar um hino. Na parte da tarde daquele mesmo dia chegou outro telegrama em que o mesmo diretor apresentava as suas desculpas por um erro terrível cometido: o filho da nossa irmã estava vivo e passava bem! Um outro prisioneiro é que fora executado e não o filho dessa crente. E ainda mais, ela continuou "exigindo" do Senhor a conversão do filho até que isso também aconteceu quando ele veio a conhecer JESUS como o seu Salvador pessoal.

Certo evangelista de grande fama, Paulo Rader, trabalhava em Chicago, onde minha esposa, a irmã Alice, muitas vezes o ouvia pregar. Ele contou que, na hora da morte de seu pai, um amigo perguntou ao moribundo: "Como pode o senhor partir para a eternidade com tanta tranquilidade, sabendo que vários filhos seus estão no mundo?" Este homem de Deus, idoso, respondeu com um sorriso: "Saiba, meu amigo, que há muitos anos eu e a minha senhora cumprimos o que a Palavra de Deus recomenda, ou seja, oramos ao Senhor JESUS e obtivemos a promessa de Atos, "..tu e a tua casa..." Criamos os nossos filhos nos caminhos do Senhor. Agora estamos tranquilos! O Senhor JESUS cumprirá a segunda parte da promessa. Deus vai trazê-los! Paulo Rader relatou que foi isso mesmo o que aconteceu. Todos os filhos e filhas desse casal entraram na "Arca" de segurança, foram todos salvos! Graças a Deus!

Pais crentes, quando vocês orarem, não temam e não se contentem com uma vaga esperança. Mas peçam com fé, sem nada duvidar (Tg 1.6), pois "...sem fé é impossível agradar a Deus..." (Hb 11.6) Não deem atenção à atitude de momento da parte de seus entes queridos. Mantenham seus olhos fixos na Palavra de Deus. A Bíblia é o ponto de contato entre a nossa alma e Deus. 

Quando o irmão ora pela conversão da sua família, está orando dentro da vontade de Deus. Portanto, ore diariamente, Ore com fé. Quem sabe se o próximo nome a ser escrito no Livro do Cordeiro não será o nome do seu filho ou filha, seu esposo ou esposa, seu pai ou mãe/ Quem sabe?


N.Lawrence Olson
(A Seara 229/Abr.1984)



quarta-feira, 27 de junho de 2018

QUE VENHA UMA NOVA GERAÇÃO!

A VERDADE:
"O Brasil não precisa continuar do jeito que está! Não precisaremos temer pelo futuro de nossos filhos e da geração que vai viver no próximo século, se clamarmos ao Senhor agora!"































A VERDADE EXPLICADA:
Nunca vou esquecer da maneira como meu avô olhava perplexo para os acontecimentos ao seu redor. Escritor, pai de família, honrado e honesto, ele havia colocado toda sua confiança no novo presidente do país. A maneira firme como se portava levou meu avô a um último fôlego de esperança. Ele, que já havia sido contemporâneo de revoluções, golpes e ditaduras, imaginava que agora seria diferente e que finalmente o Brasil tomaria o rumo do progresso.

Lembro-me como se fosse hoje... Lá estava ele, chocado e sem palavras, ouvindo pelo rádio que o Congresso Nacional acabara de aprovar a abertura de inquérito para apurar provável corrupção do presidente da república.

Bem, meu avô morreu e, como ele, a esperança de uma geração que não viu justiça, igualdade social e muito menos um pais forte. Mudou o presidente do país, nada mais mudou. Fica então a pergunta: que esperança podemos ter num país corrompido social, moral e espiritualmente? Faço parte da terceira geração, depois do meu avô, e parece que tudo vai de mal a pior! Novos casos de corrupção aparecem a cada dia. Matam pessoas sem razão. Ser honesto é quase motivo de vergonha! O que fazer num país onde os valores estão todos invertidos? Que esperança pode ter a geração que vai viver no novo século?

LONGE DE DEUS
O Brasil é um país belíssimo. O Senhor nosso Deus nos premiou com um território maravilhoso, mas o povo que nele vive a cada dia se afasta mais de JESUS. A começar dos nossos governantes. Ao consultar cartomantes, paranormais, mães-de-santo, videntes, enfim, qualquer um que ofereça ajuda sobrenatural, sem saber, trazem ao país todo tipo de maldição e problema. Isso começa, então, a afetar nossa sociedade, que se vê envolvida em miséria, injustiça e fome. A violência aumenta e a corrupção se espalha. Fica difícil os padrões de Deus se estabelecerem e o resultado é uma geração após outra que se perde num círculo vicioso.

Israel encontrava-se desta maneira. Moisés e Josué se foram, e o povo, infelizmente, deixou os caminhos do Senhor. No capítulo primeiro do livro dos Juízes, vemos que nenhuma tribo de Israel expulsou seus inimigos como Deus havia ordenado (Nm 33.50-56). Ao invés disso envolveram-se com eles. Os povos conquistados trabalhavam e pagavam impostos, por isso Israel passou a conviver e aceitar a idolatria, a mentira e a corrupção. Qual o resultado? Não demorou muito e surgiu uma geração que não conhecia ao Senhor (Jz 2.10). Por acaso não está assim o nosso país? Habitado por uma geração que não conhece ao Senhor?

Israel se afastou tanto do Senhor que Sua ira se acendeu contra o povo. Foi quando Ele disse que não tiraria mais os inimigos da terra (Jz 2.21,22). A decadência espiritual de Israel mostra como um país se afasta de Deus até chegar ao ponto de cada um fazer aquilo o que quer (Jz 17.6).

As chacinas, os sequestros e todo tipo de crime que fica impune por causa de uma justiça fracassada são a evidência de que existem pessoas que fazem o que querem por não conhecerem a Deus. No entanto, há um "porém": Nós somos a Igreja de JESUS! Somos a presença de Deus no Brasil. Vamos assistir calados mais uma geração se perder? Há o que fazer?

CLAMOR DE QUEM NÃO SE CONFORMA
Israel chegou a um ponto lastimável. Veja só: "Porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão, e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava, o sacerdote tomava para si... Eli, já muito velho, ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo Israel, e de como se deitavam com as mulheres, que em bandos se ajuntavam à porta da congregação..." (I Sm 2.13,14,22).

Como se não bastasse a corrupção moral do povo de Israel chegou o triste tempo em que até os sacerdotes, homens encarregados de levar o povo de Deus a exercer justiça e liderança, se corromperam e começaram a praticar injustiça até o ponto de roubar e se prostituir. O povo estava perdido, solitário e um final trágico parecia inevitável.

De repente surge Ana, mulher que não se conforma com sua situação. Qual situação? A de que não dava frutos! Era desprezada por sua companheira e, finalmente, mal interpretada pelo sacerdote (I Sm 1.13,14). Mas Ana não se calou, clamou ao Senhor e lhe pediu que mudasse sua situação: que pudesse gerar e, então, dar seu filho ao Senhor, para que também desse frutos!

Ana e Israel são como a Igreja no Brasil. Como Ana, não devemos nos conformar com a nossa situação. Devemos pedir ao Senhor que abra nossa madre! Que possamos gerar! Dar frutos! Que o Senhor nosso Deus levante em nós uma nova geração. Novas estratégias de evangelismo! Novas revelações da Palavra para que o Brasil se prostre diante de JESUS!

CANAIS DO MOVER DE DEUS
Deus foi fiel ao clamor de Ana! Logo o senhor concedeu à Ana um filho, Samuel. Ele representa uma nova geração, sensível a Deus e obediente ao Seu mandar. Através dele Deus trouxe um reavivamento a Israel.

Desde que Josué morreu, Samuel foi o único que conseguiu unir todas as tribos de Israel, e não só as uniu como as levou a um arrependimento sincero (I Sm 7.2-6). Note pelo texto que se passaram vinte anos do ministério de Samuel, ou seja, o mover de Deus veio a uma nova geração.

O Brasil não precisa continuar do jeito que está! Não precisaremos temer pelo futuro de nossos filhos e da geração que vai viver no próximo século, se clamarmos ao Senhor agora! E não só clamarmos -- depois que Ana orou, ela adorou ao Senhor e cumpriu seu voto -- mas também termos atitudes práticas para mudar a situação de nosso país. Samuel foi o canal do mover de Deus para Israel e, através dele, Deus trouxe toda uma geração de volta à Sua Palavra!

Cabe a nós, como Igreja do Senhor JESUS, buscar o mover de Deus para que a próxima geração seja alcançada. Para que os padrões de justiça e moral sejam restaurados! Para que muitos conheçam a Cristo. Para que se levante não apenas na idade, mas também no coração, uma nova geração!


LECLERC VICTER CAITANO
(J.Cristão nº 50/1994)

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O QUE PAULO PRECISAVA SABER!

A VERDADE:
"Paulo viu cair por terra seu preconceito quando ouviu aquela voz possante, firme, forte, impositiva, majestosa e divina dizer “EU SOU JESUS!"































A VERDADE EXPLICADA:
Olhando para a Bíblia, na trajetória do apóstolo aos gentios, descobrimos que entre ele e nós muito poucas diferenças se evidenciam e a que mais se destaca talvez seja a época. Paulo, nos tempos bíblicos e nós... bem, nós desembarcamos nos dias atuais. Porém o que fica evidenciado é que tanto Paulo quanto nós, ou muitos de nós, carregamos em nossa alma o desejo pelo sobrenatural, pelo infinito, pelo divino. Ansiamos conhecer mais a respeito do Criador, afinal Ele colocou o mundo em nosso coração e isso produz um mundo de curiosidade quando o assunto é a busca pelo divino.

Paulo..."era de puro sangue judaico, da tribo de Benjamim (Rm 11.1; Fp 3.5), e nasceu em Tarso, na Cilícia (At 911; 21.39; 22.3), pelo ano II antes de Cristo, quando estava no seu auge o poder do imperador romano César Augusto. A sua educação foi caracteristicamente judaica. Quando rapaz, foi mandado para Jerusalém a fim de ser instruído por Gamaliel 'segundo a exatidão da lei de nossos antepassados', dizia ele (At 22.3)" (Buckland). Fica claro pelo exposto que, diferentemente de tantos jovens em seus dias como nos atuais, Paulo, que ainda era Saulo, anelava por "coisas do Alto", por conhecer melhor a Deus.

"Tanto Gamaliel como a própria família de Paulo pertenciam à seita dos fariseus. Do seu mestre, pois, era natural que Paulo obtivesse um firme conhecimento da doutrina da ressurreição (At 23.6; 26.5; Fp 3.5). Com Gamaliel aprendeu ele, também, aquelas estreitas doutrinas do farisaísmo, 'sendo extremamente zeloso da tradições de meus pais' (Gl 1.14). A erudição de Paulo era notável. Pela sua cultura estava ele em contato com o mundo grego; pelos seus privilégios de cidadão estava ele em contato com o mundo romano... Paulo é mencionado pela primeira vez nos Atos dos Apóstolos, na descrição que ali se faz do apedrejamento de Estevão. Embora ele não apedrejasse, é certo que esteve guardando as vestes dos que estavam praticando o ato (At 7.58-60; 8.1). Foi um incidente que manifestamente deixou profunda impressão no seu espírito (At 22.20). Paulo entrou abertamente na obra de perseguição, e neste seu procedimento julgava ele que estava trabalhando para Deus... A morte de Estevão trouxe em consequência a conversão de Paulo. Naquela sua missão de servir a Deus, como ele supunha, tomou o caminho de Damasco" (Buckland).

E foi aí, a caminho de Damasco, que a vida e a visão de Paulo começaram a mudar. Muitos de nós somos como o apóstolo, isto é, necessitamos de uma "aparição" sobrenatural para que possamos compreender melhor e com mais profundidade as coisas de Deus. Na realidade temos o hábito de nos contentarmos com a opinião comum, ou seja, deixamos de conhecer melhor a Deus por não adotarmos o costume de examinarmos melhor, tanto as Escrituras (Jo 5.39), quando por não buscarmos no próprio Deus as respostas concernentes a Ele. No versículo acima citado, o Senhor JESUS exorta-nos a examinarmos de forma mais concisa e aprofundada a Sua Palavra, pois é ela que d'Ele testifica.

Na certeza de estar fazendo, prestando um serviço à Jeová, o Senhor do Velho Testamento a quem Paulo reverenciava e servia, o apóstolo perseguia a Igreja do Senhor, prendendo e torturando todos aqueles que invocavam e cultuavam ao Senhor JESUS (At 8.3). Ora, Paulo fora discípulo de Gamaliel..."um distinto doutor da lei judaica, fariseu e seu mestre" (At 22.3) - (Buckland). E quem eram os fariseus, grupo este a que fazia parte tanto Gamaliel quanto Paulo? Vejamos: "O termo significa SEPARADO. Formavam estes a mais importante das escolas judaicas, de caráter religioso, que funcionaram, depois que, 150 anos antes do nascimento de Cristo, mais ou menos, o espírito de profecia já tinha deixado de existir. Receberam aquele nome porque eles, na sua vida, separavam-se de todos os outros judeus, aspirando a mais do que uma simples santidade e exato cumprimento de deveres religiosos..." (Buckland).

Assim, além de extremamente radical no tocante à observância de ritos religiosos, Paulo, como Gamaliel, igualmente era profundo conhecedor e observador das ordenanças no que dizia respeito ao culto ao Deus de seus pais (At 22.3). Porém na sua ida a Damasco, iria ter efeito a maior transformação a que um ser humano pode almejar: cairiam por terra todas as suas inquietações e questionamentos com respeito à Divindade: "Saulo, porém respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote, e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém..." (At 9.1,2). Paulo não era nem um pouco diferente daqueles que hoje perseguem aqueles que pregam a JESUS Cristo, o Senhor. Sem uma examinação mais séria com relação à verdade bíblica, simplesmente impõem severa perseguição e discriminação, taxando os servos do Senhor com palavras e termos depreciativos, da mesma forma que os discípulos da época de Paulo eram tratados como os "...do Caminho".

Paulo o fazia por zelo doutrinário, como alguém que ainda não havia tido a oportunidade de ter com o próprio Deus uma revelação maior acerca d'Ele. Mas, como está escrito no livro de Eclesiastes, "...tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu..." (Ec 3.1). Parece que a palavra que o Senhor JESUS dissera a Ananias mais adiante (At 9.15), tinha perfeita harmonia com o cenário que ora estava se desenhando. Quanto mais nos colocamos contra os desígnios da Divindade, mais ajuntamos brasas de fogo sobre a nossa cabeça.

Existem fatos que se revelam apenas através do próprio Deus, e esta era uma ocasião onde o futuro apóstolo iria provar dessa verdade. Diz a Palavra: "Mas, seguindo ele viagem e aproximando-se de Damasco,  subitamente o cercou um resplendor de luz do céu; e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues..." (At 9.3-5). Uau!!! Que bomba explodiu sobre a cabeça de Paulo! Neste momento todos os seus conceitos sobre a Divindade caíram por terra. Foi o mesmo que descobrir que, durante tantos anos de casamento, de repente são abertos os olhos e percebe-se que estava fazendo parte de uma situação de traição. Isso mesmo! Ora, poderia dizer o apóstolo, eu sempre imaginei que o Senhor a Quem eu sempre dediquei amor e zelo profundos jamais me surpreenderia com uma advertência desse tipo!

Paulo viu cair por terra seu preconceito quando ouviu aquela voz possante, fime, forte, impositiva, majestosa e divina dizer: "EU SOU JESUS!" O pior disso tudo foi ter que aceitar o fato de que esse JESUS era a resposta para a sua indagação: "QUEM ÉS TU, SENHOR?" Este Senhor que agora o cegava e o jogava por terra, juntamente com todos os seus preconceitos e vaidades, era o mesmo que ele havia aprendido a cultuar durante todos os anos de farisaísmo; era o mesmo Senhor que falara com Moisés no episódio da sarça; era o mesmo Senhor que falara com Abraão quando o tirou para fora da tenda e o levou para lhe mostrar que sua descendência seria como as estrelas do céu e a areia da praia; era o mesmo Senhor a quem Josué se referira dizendo "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor"; era o mesmo Senhor a quem ele mesmo havia se referido muitas vezes como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Paulo não conhecia outro Senhor, mesmo porque diante de tanta glória e exaltada revelação, o mesmo Paulo veio a escrever mais adiante: "...um só Senhor..." (Ef 4.5). Realmente, bastou para que Paulo entendesse que o "EU SOU" que ele conhecia através dos escritos de Moisés e dos profetas, estava agora Se revelando diante de seus olhos numa glória indizível, impossível de ser descrita. O "EU SOU O QUE SOU" (Ex 3.14) estava ali agora, jogando-o ao chão e dizendo "EU SOU JESUS!"

Esta revelação mudou tanto a vida quando o próprio ministério do apóstolo aos gentios.

Independentemente daquilo o que seus antigos companheiros de farisaísmo pudessem dizer, agora Paulo estava convicto de que a Divindade havia Se revelado a ele "...pois eu lhe mostrarei quanto lhe cumpre padecer pelo meu nome..." (At 9.16). Agora, mais que todas as coisas havia um Nome a defender, um Evangelho a pregar e uma (única) Verdade a ser defendida, afinal "...nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9). JESUS Cristo, o Único Deus Verdadeiro!


ELI G.MARIA

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O ALIMENTO ESTRAGADO DA TORRE DE VIGIA

A VERDADE:
"O produto dessa receita é venenoso e mesmo diante de boa aparência deve ser “vomitado” (Ap.3.16). O melhor contra o veneno é tomar em abundância do “leite” e do “alimento sólido” da Palavra de Deus (I Pe.2.2; Hb.5.14), junto com o Pão da Vida – JESUS Cristo".






























A VERDADE EXPLICADA:
Na história do povo de Israel no passado quase se dá o registro de um suicídio coletivo involuntário. Havendo fome no meio do rancho dos profetas nos dias de Eliseu, alguém resolveu ajudar na alimentação e para tanto saiu ao campo a apanhar ervas. Desconhecendo aquilo que colhia, encheu sua capa com uma parra brava e preparou um caldo, que hoje, chamaríamos de sopa para dar de comer aos filhos dos profetas. Qual não foi a surpresa ao experimentarem daquele caldo! O alimento preparado não era nutritivo, mas se tratava de um alimento venenoso pois a planta colhida era venenosa. Quase uma tragédia por causa da erva que iria servir de alimento. Se não fosse um grito de alerta e seria fatal para todos os presentes: morreriam envenenados!

Trazendo o exemplo do passado para os nossos dias, observamos grande perigo com o alimento espiritual que está sendo distribuído pela Sociedade Torre de Vigia, também conhecida como Testemunhas de Jeová. A Torre de Vigia condena acerbamente  o catolicismo romano por reivindicar uma sucessão apostólica a partir de Pedro, chamando-o primeiro Papa ate aos nossos dias, com o atual. Ensinam então as Testemunhas de Jeová que essa reivindicação não é bíblica. Mas aquilo que é tido como erro no catolicismo, é aceito como certo quando a Sociedade Torre de Vigia aplica à sua própria organização. No livro "Raciocínios à base das Escrituras", pag. 390, lê-se: "Jesus disse que teria na terra um 'escravo' fiel e discreto (seus seguidores ungidos considerados como um grupo), por meio do qual proveria 'alimento espiritual' aos que constituem a família da fé..." (Mt 24.45-47). As Testemunhas de Jeová reconhecem esse arranjo. Como os cristãos do primeiro século, recorrem ao corpo governante dessa classe do "escravo" para resolverem questões difíceis - não à base de sabedoria humana, mas do seu conhecimento da Palavra de Deus e de seu trato com seus servos, e com a ajuda do Espírito de Deus, pelo qual oram fervorosamente (At 15.1-29; 16.4,5)

Observem-se as referências bíblicas de Atos dos Apóstolos (15.1-29) que são aquelas do primeiro Concílio de Jerusalém presidido pelos apóstolos e a analogia empregada, coloca os russelitas na mesma posição reclamada pelo catolicismo no caso da sucessão apostólica. Noutra publicação da Torre de Vigia, lemos: "E desde 1914, milhões de pessoas tem aceitado o 'alimento' que eles proveem e, juntos, tem iniciado em praticar a verdadeira religião. Essa organização de servos de Deus é conhecida como Testemunhas de Jeová". (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso da Terra, pg. 193, §8). A pergunta que fazemos é: "...que tipo de alimento preparam esses escravos sediados em Nova Iorque para alimentar a família da fé (as outras ovelhas)? Vamos anotar a receita de  como se dá o preparo do tal "alimento".

CONSCIÊNCIA CAUTERIZADA
Ingredientes:
1/4 de colherinha de sal que "perdeu a sua força" (Mt 5.13; Mc 9.50; Lc 14.3,35);
1cálice de vinho babilônico (adoração de Jeová através da organização);
1 jugo "que nem os nossos antepassados, nem nós mesmos somos capazes de levar" (At 15.10);
2 cachos de uvas de "videira da terra" (Ap 14.18);
Outros ingredientes "acrescentados" ou "tirados" (Ap 22.18,19) da receita original e a critério dos cozinheiros de Betel, em Nova Iorque.

INSTRUÇÕES:
Misturar as ideias dos homens com a Palavra de Deus (Mt 15.9);
Renúncia da capacidade de pensar por si próprio para que o "escravo" tome lugar;
Afastar-se de toda pessoa que tenha ideias independentes ou pense diferentemente do "escravo";
Cortar relações com parentes mundanos;
Gastar todo o tempo e energia na venda de revistas de porta em porta ou em outras atividades "teocráticas";
Esquecer por completo todos os casos escandalosos na organização e manter-se silencioso.

RESULTADO:
Cristãos carentes de razão, enganados, com certa limitação, mas sem preservação nenhuma (II Tm 3.13)

OBSERVAÇÃO:
O produto dessa receita é venenoso e mesmo diante de boa aparência deve ser "vomitado" (Ap 3.16). O melhor contra o veneno é tomar em abundância do "leite" e do "alimento sólido" da Palavra de Deus (I Pe 2.2; Hb 5.14), junto com o Pão da Vida - JESUS Cristo. Se alguém comer desse Pão, viverá para sempre (Jo 6.48,51). Exemplos de alimentos estragados fornecidos pelo "escravo fiel e discreto".

JESUS DE NAZARÉ EXISTE?
A Bíblia diz "sim"! (At 22.8; I Tm 2.5; Ap 1.17,18). O "escravo" diz "não"! "No rio Jordão, após a imersão, Jesus fora gerado pelo Espírito Santo para ser uma 'nova criatura', com uma herança celestial. Na morte, Ele pôs de lado o organismo humano no qual ministrou como nova criatura durante três anos e meio, e na Sua ressurreição não mais humano era ele". (Está Próximo o Reino, pg.258).

JESUS SEMPRE FOI CRISTO?
A Bíblia diz "sim"! (Mt 2.1-4; Lc 2.11). O "escravo" diz "não"! "Jeová, por derramar seu Espírito Santo sobre Jesus, ungiu-o e designou-o para ser rei de seu vindouro reino. Jesus, assim ungido com o Espírito tornou-se Messias ou o Cristo, palavras que em hebraico e grego significam UNGIDO. (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, pg.60, §9).

JESUS FOI APENAS UM HOMEM PERFEITO?
A Bíblia diz "não"! (Mt 16.16; Jo 5.18; Rm 9.5; I Jo 5.20). O "escravo" diz "sim"! "Jesus Cristo deu a sua própria vida perfeita na terra para comprar de volta o que Adão perdera. Isto se dá porque Jesus é o único homem que já viveu, que era equivalente a Adão como filho humano perfeito de Deus". (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso da Terra, pg.255, § 16).

RESSUSCITOU JESUS CORPORALMENTE?
A Bíblia diz "sim"! (Jo 2.19-22; Lc 24.1-3,36,41). O "escravo" diz "não"! "A eliminação do corpo físico de Jesus por ocasião da sua ressurreição não representa problema para Deus..." (Raciocínio à Base das Escrituras, pg.218)

É JESUS CRISTO O ÚNICO SALVADOR?
A Bíblia diz "sim"! (At 4.10-12; 16.30,31). O "escravo" diz "não"! "Não conclua que existem várias estradas ou caminhos que poderá utilizar para ganhar a vida no novo sistema de Deus. Existe apenas uma. Foi apenas aquela única arca que sobreviveu ao dilúvio e não um sem número de embarcações. E haverá apenas uma organização -- a organização visível de Deus -- que sobreviverá à 'grande tribulação' que rapidamente se aproxima... Você precisa pertencer à organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, a fim de receber sua bênção de vida eterna". (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, pg.255, § 14).

JESUS PODE SER LOUVADO?
A Bíblia diz "sim"! (Ap 5.12; Jo 20.28). O "escravo" diz "não"!  "Pergunte a qualquer pessoa quanto a quem se referem quando dizem "Louvai ao Senhor" e, invariavelmente, responderão, "...ora, a Jesus Cristo, naturalmente"! (A Sentinela 1/8/1984, pg. 7)


Natanael Rinaldi
(MP. Fev.1990, pg.22)

 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

SE EU PUDESSE VOLTAR...

A VERDADE:
"O tempo é curto; a vida é passageira. Não há lugar para aquilo que diminui nossa capacidade para o digno ou o belo".






























A VERDADE EXPLICADA:
"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio... Apareça a tua...glória sobre seus filhos". (Sl 90.12, 16).

Dezesseis dias de navio atravessando o mar. Bastante tempo para meditar. Assentada numa cadeira de lona no convés do vapor, olhando para o vasto espaço azul, lembrei-me de que o grande cristão, Dr. Alberto Mazoni, disse numa mensagem para a juventude: "É para lastimar que não recebamos ao mesmo tempo as virtudes da mocidade e a sabedoria da maturidade". Entusiasmo, energia, iniciativa, ligados à prudência e moderação. Que aliança ideal! Quanto podemos conseguir com tal conjunto?!

Não tendo outra coisa que fazer, comecei a meditar em que faria se pudesse voltar aos dezesseis anos, com o conhecimento e experiência de sessenta e cinco. Se tivesse à mão um diário teria registrado o seguinte:

Daria maior valor às amizades nobres e santas.
Procuraria ser digna de amizades que enriquecem e enobrecem a vida. Merecer a confiança e amizade de vidas santas é uma ambição justificável. Creio que Paulo estava pensando algo a este respeito quando aconselhou o jovem Timóteo: "Ninguém despreza a tua mocidade..."; viver de tal modo que ninguém pudesse desprezar seus poucos anos. Se começasse de novo, buscaria a convivência de almas que conhecem o caminho do Trono; que entendem o valor das coisas espirituais; pessoas que guardariam sagrada a minha confiança. Pessoas cujos ideais são elevados e puros.

Cultivaria gosto para o melhor na literatura e música.
Fugiria como duma serpente de tudo que desagrada e mancha os pensamentos e sentimentos, seja em literatura, música ou amizade. O tempo é curto. A vida é passageira. Não há lugar para aquilo que diminui nossa capacidade para o digno ou o belo. Deixaria invadir minha mente e coração diariamente uma frase bela, um pensamento nobre, uma canção elevada.

Descobriria tempo para o que é de real valor.
Sem organizar e disciplinar nosso tempo, nunca sobram momentos para cultivar a vida espiritual. E voltando à juventude, arranjaria, com todo cuidado, lugar para aquilo que é supremo. Todos acham momentos para desenvolvimento físico e intelectual, mas é raro alguém dar o devido valor ao crescimento espiritual. Ninguém se desenvolve fisicamente sem seguir as leis de saúde. Ninguém é instruído por acaso, acidentalmente. Há preço a pagar. Leis espirituais são certas e exigentes. Cada jovem deve separar, pelo menos, meia hora por dia, das vinte e quatro que Deus nos dá, para crescer "na graça e conhecimento do Senhor". Entendimento espiritual, santidade de vida, poder com Deus e com os homens, exigem da nossa parte tempo. Um jovem deve disciplinar seu dia.

Aproveitaria todas as oportunidades possíveis para ser uma bênção para os outros.
Alguém disse que cada aperto de mão terá influência até a eternidade. A nossa passagem no caminho da vida pode ser uma marcha triunfal, deixar rastros luminosos. A Bíblia fala de um homem que foi embora sem deixar saudade. Enriqueçamos o caminho que trilhamos. Descubramos meios de servir, de amar, de ser uma bênção ao próximo.

Colocaria JESUS Cristo em primeiro lugar no meu coração.
A estalagem de Belém não foi o último lugar que se achou ocupado demais para receber JESUS. Quanto corações não acham lugar para Ele! Estão cheios do mundo, de si mesmos. Quantas mentes sem espaço para Ele! E também nem sempre O encontramos em Sua casa, a Igreja. Programas, planos humanos, organizações ocupam Seu lugar. "Para que em tudo Cristo tenha a preeminência..."! O meigo Nazareno no centro. As amizades através d'Ele e para a Sua glória. A Igreja, preciosa ao coração porque é a casa d'Ele. A doutrina é importante somente porque leva-nos a ser semelhante a Ele. A Bíblia é valiosa porque são Seus ensinos. A vida, vivida n'Ele, na Sua presença e para Sua glória.

Gastaria os meus anos no serviço da Sua escolha.
Buscaria o lugar de serviço aos pés d'Aquele que tudo sabe e tudo faz para nossa felicidade. A vontade do meu Salvador é o único lugar seguro e feliz para qualquer jovem. Viver a única vida concedida aqui na terra fora da Sua vontade, é a maior das tragédias. "Uma só vida, em pouco passará, somente o que é feito para Cristo durará!"

Se tivesse mil vidas colocaria todas aos pé d'Ele, para andar, trabalhar e servir no modo e no lugar da Sua escolha. E quando minha voz aqui na terra silenciar, ecoará ainda da eternidade, implorando à querida juventude brasileira, a buscar com toda sinceridade da alma a estrada escolhida por Aquele que nunca erra.

Teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: "Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem, para a direita nem para a esquerda..." 


Rosalee M.Appleby
(J.Oração nº 12/Dez.1983)