quarta-feira, 11 de abril de 2018

ENOQUE - O HOMEM QUE ANDOU COM DEUS!

A VERDADE:
"O cuidado do Espírito Santo em preservar algumas informações básicas, embora sucintas, fala da importância espiritual da vida de Enoque e assim penetramos, no nome do Senhor, na meditação de seus passos, à luz da revelação bíblica".




















A VERDADE EXPLICADA:
"E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Metuselá, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não se viu mais porquanto Deus para si o tomou..,." (Gn 5.22-24). "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porquanto Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus..." (Hb 11.5). "E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos..." (Jd 14).

Introdução ao estudo da vida de Enoque
Deus considerou que cinco versículos eram o suficiente para relatar a história de um dos mais fascinantes personagens da Escritura Sagrada. Existem, milhares de anos após sua passagem por este mundo, lições preciosas que carecem ser sempre meticulosamente estudadas, em benefício de nossa própria edificação espiritual.

O capítulo cinco de Gênesis, escrito por Moisés e inspirado diretamente por Deus, focaliza quatro importantes personagens da história, da época antediluviana, a saber:
-- Adão, o primeiro homem, cabeça da raça humana;
-- Metuselá, o homem cuja vida foi a mais longa neste planeta;
-- Enoque, o homem que andou com Deus;
-- Noé, o varão justo que escapou do dilúvio.

Adão, como sabemos, não somente foi o primeiro homem a existir, mas foi, também, o primeiro a gozar de comunhão e privacidade com Deus. Metuselá foi beneficiado com uma longevidade ímpar na história. Seu nome, talvez, tenha sido este por inspiração profética, posto que apontava para algo especial que aconteceria no tempo de sua morte, o que efetivamente aconteceu. Noé, diz a Palavra, achou graça aos olhos do Senhor (Gn 6.8). 

Introdutoriamente devemos considerar alguns dados especificamente sobre Enoque:
-- A palavra ENOQUE vem do hebraico e significa instruidor, iniciador;
-- Enoque era filho de um homem chamado Jarede (Gn 5.18);
-- Enoque foi o pai de Metuselá (ou Matusalém, Gn 5.21);
-- Enoque viveu trezentos e sessenta e cinco anos, relativamente pouca idade para a média da época;
-- Enoque é mencionado na genealogia de JESUS, conforme encontramos no evangelho que escreveu Lucas (3.37);
-- Enoque é o sétimo nome mencionado na lista genealógica de Gênesis 5;
-- Somente dois homens são citados na Bíblia como tendo escapado à morte, e um deles foi Enoque. O outro foi o profeta Elias.

O cuidado do Espírito Santo em preservar algumas informações básicas, embora sucintas, fala da importância espiritual da vida de Enoque e assim penetramos, em nome do Senhor, na meditação de seus passos, à luz da revelação bíblica.

Enoque, um homem de fé
O segundo nome que ocorre na galeria dos heróis da fé mencionados no capítulo 11 da Carta aos Hebreus é precisamente o nome de Enoque. Apenas Abel o precede. Observando cuidadosamente os textos sagrados, chegamos à conclusão de que houve quatro manifestações de fé na vida de Enoque:

-- Fé na existência de Deus. Em todas as épocas da história, satanás tem tentado arrancar da mente humana a ideia e a crença em Deus. Enoque não somente sabia que Deus existia - e existe - mas estava consciente de que poderia se aproximar de Deus a ponto de privar com Ele, a ponto de andar em Sua companhia. Sabemos quão deleitável é meditar na transladação de Enoque, mas toda a base para aquela "viagem" decorria deste primeiro passo: ele cria em Deus como Alguém, como uma pessoa real.

-- Fé na graça de Deus. A ideia que muita gente tem a respeito de Deus é tão somente a de um juíz implacável, de um soberano inacessível, etc... Enoque conhecia a graça de Deus. A graça de Deus sempre foi propícia ao homem e por sua causa deixamos, todos nós, servos de Deus, de ser condenados para sermos "transportados, afirma a Bíblia, para o reino do Filho do seu amor...". Tudo pela graça!

-- Fé na revelação de Deus. Nosso Deus é o mesmo Deus de Enoque, ou seja, um Deus real, gracioso e que Se revela de diferentes maneiras. Uma delas é através de Sua Palavra, expressão clara de Seu eterno pensar e de seu infinito saber. Deus Se revelou a Enoque ao mesmo tempo em que lhe revelou mistérios de um futuro muito distante. Deus falou a Enoque da segunda vinda do Messias centenas e centenas de anos antes da primeira, porque para Deus não há limitação de tempo, espaço ou distância.

-- Fé na justiça de Deus. Enoque, certamente, viveu em dias tumultuados. Dias aflitivos para a sua alma de homem santo. A certeza da justiça de Deus ajuda cada filho -- ou filha -- de Deus a manter-se fiel em meio à tormenta moral e espiritual que sacode, embriaga e destrói o mundo que o cerca. A justiça de Deus não se revela precipitada ou precocemente. Mas nunca deixa de acontecer. Deus tornou isto conhecido a Enoque e um dia a justiça divina se manifestou duplamente: Enoque foi poupado da destruição e os ímpios foram duramente punidos com o rigor do juízo do Eterno.

Existem alguns fatores e segredos que caracterizam a verdadeira fé bíblica. Fé não é um sentimento de otimismo, leviano muitas vezes, inconsistente quase sempre, que muita gente expõe por aí. Fé é um firme fundamento (Hb 11.1). Alinhemos alguns poucos segredos da verdadeira fé.

-- Toda fé verdadeira se centraliza em JESUS (At 20.21)
Não faz diferença se a pessoa que possui a fé está vinculada ao Antigo ou no Novo Testamento. JESUS é sempre o objeto final de nossa fé. Os servos de Deus do Antigo Testamento, todos eles, mantinham sua fé fixa em um horizonte distante, milênios, séculos ou anos à sua frente. Os cristãos do Novo Testamento fixam sua fé no mesmo horizonte, e divisam sempre JESUS em uma cruz, dois mil anos atrás. A dimensão elementar da fé é sempre esta: fé verdadeira tem de ser cristocêntrica!

-- Toda fé verdadeira é gerada pela Palavra de Deus (Rm 10.17).
Não prospera a fé que não se baseia na Palavra. Carece de raízes legítimas. Peca por ausência de fundamento. Não tem consistência, pois, o patriarca Abraão, o salmista Davi, a ex-prostituta Raabe, Naamã o leproso, o general Josué, o apóstolo Paulo, e assim todos os servos de Deus de antes e de agora, viram sua fé emergir de uma Palavra que se identifica com a própria verdade: "...santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade..." (jo 17.17).

-- Toda fé verdadeira é perseverante e vencedora (At 14.22).
 Cada homem e cada mulher de fé neste mundo está sempre em luta. A fé nos é provida por Deus para que a cultivemos, desenvolvamos e a utilizemos no campo de batalha. A própria Bíblia fala da "batalha da fé". Enoque precisa de tal fé para uma época de avançada corrupção e padrões de vida desregrados e levianos. Igualmente, hoje, carecemos de uma fé autêntica, com a qual possamos vencer o mundo.

-- Toda fé verdadeira glorifica a Deus (Rm 4.20).
Os pentecostais sentem-se bem à vontade em companhia de Abraão. Ele foi fortificado na fé quando deu glória a Deus! Assim, também vivemos a dizer "aleluia" e "glória a Deus" como expansão e expressão de fé que uma vez foi entregue (Jd 3). A fé genuína se recusa a glorificar o homem. A fé triunfante transfere sempre os aplausos para Deus. Até que um dia, como na vida de Enoque, Deus resolve chamar a si aquele que tanto O glorificou.

Fé é um assunto capital nas Escrituras e nenhum crente desejoso de vitória deve deixar de dedicar tempo suficiente ao estudo e meditação deste tema na Palavra de Deus. Nunca nos esqueçamos de que "...sem fé é perfeitamente impossível agradar a Deus..." (Hb 11.6).

A fé deve ser guardada dentro do nosso coração como um mistério (I Tm 3.9). Paulo não está falando de uma qualidade de fé que se pode receber de Deus cotidianamente. Tal fé não existe. Ele não está se reportando a um vaso de água que pode encher-se e esvaziar-se a cada instante. Ele está falando de uma fé que a pessoa recebe no dia em que vem a Cristo e O recebe por Salvador. A partir daí, toda sua vida cristã se baseia na utilização dessa fé original. "A fé que uma vez foi entregue aos santos..." (Jd 3). Guardar a fé, então, não significa isolá-la, neutralizá-la, senão entesourá-la para uma preservação constante e um uso perene. Garante-nos a Palavra que isto é possível, pois ao final de seu longo e abençoado ministério, o mesmo Paulo afirmou: "...guardei a fé..." (II Tm 4.7)

A fé nos incentiva quanto ao futuro (Hb 11.1). Trata-se de um fundamento espiritual que nos garante que o futuro prometido por Deus acontecerá. Enoque talvez não entendesse o sentido de sua própria profecia (Jd 14), mas a fé que possuía o levava a descansar na certeza de que Deus nunca falha. Não importa quando ou como Deus há de cumprir Suas promessas. Verdade é que as cumprirá!

A fé supera os sentidos naturais.
A fé não necessita da visão material de nossos olhos, nem da audição literal de nossos ouvidos, nem do toque de nossas mãos. Estes são recursos que Deus nos concedeu, para o homem físico, natural. Como servos e filhos de Deus, "...andamos por fé e não por vista...". A fé é, sempre, o elemento de prova (II Co 4.18; I Co 2.9; I Pe 1.8). Assim, o melhor que devemos fazer é buscar diligentemente a graça, a direção e a plenitude de Deus para nossas vida, a fim de que, como Enoque, vivamos também uma vida de fé.

Nunca esqueçamos as medidas da fé.
Foi o Mestre amado Quem nos ensinou tais lições e sempre devemos tê-las em mente. Quais são as diferentes medidas de fé?
-- Sem fé, a posição que torna a pessoa incapaz de agradar a Deus (Hb 11.6)
-- Fé como um grão de mostarda (Mt 17.20)
-- Pouca fé, a fé que não desenvolveu suficientemente, fé que não foi posta em uso (Mt 6.30; 8.26; 17.20; Lc 12.28). Ninguém será posto fora do rebanho de Deus a propósito de ter pouca fé, mas, talvez, nunca consiga realizar obras sobrenaturais no Reno de Deus.
-- Grande fé (Mt 15.28)
-- Fé acrescentada, o resultado de uma busca perseverante de Deus (Lc 17.5)
-- Tanta fé, aquela que nos permite realizar o impossível aos olhos e à compreensão humana (Mt 8.10)
-- O estágio final da vida de fé: cheio de fé (At 6.5)

Que o Senhor JESUS nos ajude a alcançar os degraus de uma vida de profunda fé.


Geziel Gomes
(MP 1198/Fev.1987)







quarta-feira, 4 de abril de 2018

VITÓRIA PELO SANGUE

A VERDADE:
"Clamar pelo sangue do Cordeiro é trazer até nós a proteção do Deus Todo-poderoso. Foi este o significado que teve, no Egito, a páscoa e a aplicação do sangue nos umbrais das portas. O próprio Deus abriu Suas asas sobre aquela casa, impedindo que a morte ali entrasse".




















A VERDADE EXPLICADA:
O cristão normal é vitorioso. A derrota, tão comum em nossas fileiras, é uma situação anormal, pois o propósito de Deus para Seus filhos é que sejam vencedores. As armas de que precisamos para conquistar a vitória são apresentadas em Apocalipse (12.10-12), e são três: "Eles, pois, o venceram (o diabo, o acusador dos irmãos) por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida".

O primeiro recurso que temos para obter a vitória é o sangue do Cordeiro, o penhor da vitória de Cristo e da derrota do inimigo. Contudo, se não houver o empenho da nossa vontade, não obtemos a proteção do sangue. Não é certo utilizar o sangue de JESUS como uma espécie de amuleto, para nos livrar de perigos. Além disso, demonstra uma vulnerabilidade perante o maligno. Não se pode clamar pelo sangue e ao mesmo tempo tolerar o pecado.

Ademais, se não rendemos nossa vontade a JESUS, o Vencedor, para que Ele atue a partir dela, não teremos vitória. Se o inimigo estiver do lado de dentro, abrirá a porta ao inimigo que está do lado de fora. O sangue de JESUS não pode ser visto como uma espécie de manto para encobrir nosso mau gênio, nossa natureza pecaminosa, nosso orgulho, inveja, preocupação, cinismo e vontade própria. Primeiro precisamos remover esses inimigos, confessando-os a Deus, e purificando o coração com o sangue de JESUS. Só então estaremos em condições de conquistar a vitória sobre o inimigo que está do lado de fora, firmando-nos na libertação que para nós foi obtida pelo sangue do Cordeiro, e em seguida avançar para novas conquistas.

O sangue de JESUS constitui para nós recurso contra satanás. Sendo ele o acusador dos irmãos, está sempre procurando colocar os filhos de Deus sob condenação (Ap 12.9-11). A condenação é diferente da convicção de pecados. O Espírito Santo não nos deixa no Sinai, mas nos leva até ao Calvário. Dando-nos a convicção de pecados, Ele não apenas nos revela nossos erros, mas também nos mostra o local onde podemos purificar-nos.

O acusador, porém, fustiga-nos com o chicote da auto-condenação e esconde de nós a possibilidade de restauração. Ele tem grande prazer em imobilizar-nos, e consegue isso embaralhando-nos em nossos próprios fracassos e nos esforços que empreendemos para afirmar nossa justiça própria (Rm 10.3). Tenta iludir-nos levando-nos a procurar sempre algo de bom em nós mesmos, ou a tentar explicar nossos erros para nós mesmos, para os outros e até para Deus.

É desse modo que consegue derrotar-nos, e impedir nosso progresso espiritual. Não é assim que se enfrenta e vence o acusador. É clamando pelo sangue do Cordeiro que nos livramos desse esforço inútil, e temos a capacidade de derrotar satanás. Clamar pelo sangue do Cordeiro é apelar para a justiça d'Aquele que é puro, inocente e imaculado. Cristo não tem nenhum pecado ou mácula. A Sua justiça é total. E ela nos é atribuída quando renunciamos à nossa própria justiça, e nos apropriamos apenas da d'Ele. "Não tendo justiça própria...senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé..." (Fp 3.9). Cristo JESUS "...se nos tornou justiça..." (I Co 1.30). Deus O fez "...pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus..." (II Co 5.21).

Clamar pelo sangue do Cordeiro é apelar a uma vitória que já está consolidada. Nós vencemos "...por causa do sangue do Cordeiro".

Não estamos simplesmente fazendo uma experiência, tentando esse método para ver se dá certo. JESUS já despojou "...principados e potestades..." (Cl 2.15); não se trata de uma vitória que está sendo obtida agora, mas de uma vitória já consumada. Na medida em que nos apropriamos da vitória de Cristo e declaramos estar com Ele nessa posição de supremacia sobre as forças malignas que desejam atacar-nos -- os demônios, os anjos do mal, as acusações satânicas e até o próprio satanás -- nós experimentamos a vitória.

Por ocasião da crucificação de JESUS esses inimigos foram despojados e subjugados. Cristo imobilizou-os, e quando nos apropriamos da vitória d'Ele sobre esses seres (e a vitória é só d'Ele), eles perdem a ação que poderiam ter contra nós. A obra consumada por Cristo então é a base sobre a qual derrotamos o acusador.

Clamar pelo sangue de JESUS é trazer até nós a proteção do Todo-poderoso. Foi este o significado que teve, no Egito, aplicação do sangue nos umbrais das portas. "Passará o Senhor aquela porta, e não permitirá ao destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir..." (Ex 12.23).

O sentido da Páscoa não foi que 'o destruidor' passou de largo pelas portas que estavam marcadas com o sangue, evitando-as e entrando apenas naquelas onde não havia essa marca. Significou, isso sim, que o próprio Deus abriu Suas asas sobre aquela casa, e não permitiu que ele entrasse ali.

O texto de Isaias (31.5) comprova isso, falando da mesma presença protetora de Deus: "Como pairam as aves assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém; protegê-la-á e a salvará, poupa-la-á e a livrará...". Estar ao abrigo do sangue de JESUS significa estar debaixo das asas de Deus: "Cobrir-te-á com as suas penas, sob suas asas estarás seguro..." (Sl 91.4). Quem não gostaria de ter a proteção de tal Libertador? Que segurança pode existir além dessa?

A AUTORIDADE DO "ESTÁ ESCRITO".
Mas os crentes são vitoriosos também "por causa da palavra do testemunho que deram". O que quer dizer isso? Não é referência aos testemunhos que damos num culto, embora devamos de fato dá-los. Tampouco se trata de uma declaração de fé doutrinária, embora a sã doutrina seja como que os andaimes da nossa fé. O sangue do Cordeiro é uma arma de defesa; a palavra de testemunho é uma arma de ataque. Foi ela que JESUS utilizou ao resistir ao diabo durante Sua tentação no deserto. É a eterna, poderosa e inviolável Palavra de Deus. Para atacar realmente o inimigo e obter a vitória contra ele, temos que enfrentá-lo na autoridade do "Está Escrito"!

A palavra de nosso testemunho é a "espada do Espírito" (Ef 6.17). É essa a arma que o Espírito usa. E quando a empregamos deixando que Ele opere por nosso intermédio, ela se torna poderosíssima e invencível nas mãos d'Ele. Na descrição da armadura de Deus, que encontramos em Efésios 6, a Palavra é a peça ofensiva.

Primeiramente, o Espírito usa a espada em nós mesmos. A Palavra "...é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4.12). Ela é tão afiada que corta sem ferir e sem mutilar. Os seus dois gumes penetram em todas as áreas de nosso ser.

A Palavra releva a diferença entre a alma e o espírito. Na esfera da alma estão as emoções, afeições, ideias e imaginações. Os vencedores de Deus sabem que não podem viver nessa esfera. Se alguém está sempre se sentindo ofendido, isso quer dizer que está vivendo aí. A extrema sensibilidade é uma forma sutil de egoísmo. Uma vida vitoriosa nunca será dominada por ideias e preferências pessoais.

E a Palavra de Deus também divide 'juntas e medulas', sondando e revelando as relações que temos com outros membros do corpo de Cristo por intermédio das juntas. Qualquer desentendimento com outros pode prejudicar nossa batalha espiritual. E se tivermos um relacionamento tão afetuoso com alguém que chegue a ser possessivo e impeça que a Palavra de Deus corte os apegos meramente humanos, ficaremos fracos, sem condições de resistir ao inimigo.

A Palavra penetra até à medula, a área mais interior de nosso ser, revelando os pensamentos do coração. A motivação do coração também é revelada. Os atos puros nascem de intenções puras. O desejo de receber o louvor humano, a estima dos outros, as glórias do mundo, precisam ser extirpados.

A espada terá que fazer cortes nos propósitos mais íntimos, se é que desejamos vencer pela palavra de nosso testemunho. Se alguém tem um forte anseio de receber elogios dos outros é porque está vivendo mais 'na alma', isto é, sua alma está exercendo maior domínio em sua vida. Esse tipo de anseio é corrosivo e muito prejudicial para quem o abriga, pois está em oposição a 'viver no Espírito, e o impede de alimentar-se de Cristo.

CRISTO ENTRONIZADO
Viver na esfera do Espírito significa posicionar-se na nova vida em JESUS. E para sermos vitoriosos temos que viver nesse plano superior (o do espírito regenerado), onde Cristo exerce supremacia sobre todo o nosso ser. Então, a partir desse ponto central onde Cristo Se acha entronizado, o Espírito Santo opera através de nosso corpo e alma.

Somos apenas canais pelos quais Ele atua. O Espírito usa a Palavra também para vencermos nas lutas externas. "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas..." (II Co 10.4). O que seriam armas carnais? Paulo cita algumas em I Coríntios. Uma delas é a 'sabedoria do mundo', que Deus tornou louca (I Co 1.20). Outra é gloriar-se em homens. "Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo; e outro, Eu, de Apolo; não é evidente que andais segundo os homens?" (I Co 3.4). E ainda outra é 'andar segundo o homem', manifestando 'ciúmes e contendas' (3.3).

Tais armas nunca serão eficazes para destruir as fortalezas de satanás. Não será com elas que venceremos. Mas depois que a espada do Espírito já fez seus cortes em nosso interior com um de seus gumes, nós usamos o outro para cortar esses inimigos de fora. E o resultado será a destruição de "...sofismas e toda altivez que se levante contra todo o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo..." (II Co 10.5).

Deus colocou em nossas mãos uma arma espiritual poderosa e capaz. Usando-a da forma adequada, isto é, no poder do Espírito Santo, podemos derrotar o acusador. Além disso, ela não é arma ainda em experiência, mas algo que já foi provado e comprovado. Nós venceremos "...por causa da palavra do testemunho..." que demos. Essa espada já foi testada e aprovada, e sempre opera com sucesso.

RENÚNCIA VOLUNTÁRIA
E há mais uma coisa. Os vencedores citados em Apocalipse (12.11) são pessoas que "...mesmo em face da morte, não amaram a própria vida..." Os dois primeiros recursos para a vitória são meios que Deus coloca em nossas mãos. Agora temos algo que nós colocamos nas mãos d'Ele -- nossa própria vida. Renunciamos ao apego à vida. "Quem ama a sua vida, perde-a.." (Jo 12.25). E essa renúncia tem que ser total, 'mesmo em face da morte'.

Mas esse gesto vai além da renúncia. É uma identificação com Cristo em Sua morte. Não se trata de uma auto-crucificação, mas de uma crucificação conjunta com Cristo; não é um suicídio espiritual, mas uma submissão ao Espírito de Cristo, que opera em nós, o que Cristo fez por nós, ao ser crucificado. "Mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis..." (Rm 
8.13).

Essa morte não é um fim em si mesma, mas um meio para se alcançar um fim. É o grão de trigo sepultado com Cristo na aniquilação da cruz, para que, ressuscitando com Ele, possa dar muito fruto (Jo 12.24). Essa vida se acha tão "...oculta juntamente com Cristo, em Deus..." (Cl 3.3), que a vitória é certa.

O acusador não tem nenhum poder sobre tais vencedores. O sangue do Cordeiro é nossa proteção! A Palavra de nosso testemunho, a Palavra de Deus, é nossa arma de ataque.Nossa identificação com Cristo em Sua ressurreição é a atitude que irá permitir que o Espírito opere em nós livremente -- pelo poder da ressurreição de Cristo.

Você é um crente normal, um vitorioso?


Harold M.Freligh
(M.da Cruz/Set.1988)

quarta-feira, 21 de março de 2018

NA SOLIDÃO?

A VERDADE:
"Sou semelhante à coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas. Velo, e sou como o pardal solitário no telhado". (Sl 102.6,7)




















A VERDADE EXPLICADA:
Um dia saí caminhando a meditar. Enquanto observava um pássaro pousado sozinho, na estaca da cerca, pensei numa passagem das Escrituras, em Salmos 102.

Você está solitário? Há muitas pessoas solitárias hoje em dia. Um dos problemas supremos da sociedade moderna é a solidão. Nos Estados Unidos, mais de 70% das pessoas estão morando em habitações de um quarto só. Um estudo feito por uma universidade reporta que os estudantes estão entre as pessoas mais solitárias, seguindo-se os divorciados.

A bebida e as drogas são esforços para se escapar da solidão, mas, quando você está com JESUS, você tem JESUS como Seu Senhor e companheiro.

Certa vez JESUS foi ter com um homem solitário, doente e paralítico. Durante trinta e oito anos, o homem estava sentado no mesmo lugar, sozinho e cansado, sem nenhum amigo. Este fardo de solidão e de dor humana havia sido abafado pelo surgimento de milhares de pessoas, mas JESUS o destacou. Tornou-se amigo do homem e o curou (Jo 5.1-5). JESUS se tornará Seu amigo, se você O permitir que o seja.

A solidão, cujas raízes estão dentro de nós, tem uma dimensão interior. É a sede do espírito do ser humano. Uma pesquisa revelou que o medo e a solidão podem dominar a vida duma criança, quando um dos pais subitamente sai de sua presença, seja por divórcio seja por morte, desestruturando-a. A solidão da tristeza, nesta situação, cria raízes. Quanto mais envelheço, mais assisto a funerais de amigos, criando, dentro de mim, este sentimento doentio. JESUS chorou no funeral dum amigo. Naquela ocasião Ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá, e todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente..." (Jo 11.25,26).

Pense na esperança desta declaração. Espiritualmente, nunca morreremos. Se formos a JESUS Cristo viveremos para sempre com Ele.

Se você, subitamente, morresse agora, iria para o céu? Você tem certeza de que todos os seus pecados já foram perdoados? Você pode até dizer: "Bem, não tenho certeza de que realmente sou um pecador..." A Bíblia diz: "...todos pecaram..." (Rm 3.23). Todos somos culpados diante de Deus, todos encarando o julgamento, todos encarando o inferno.

Mas em Cristo há a promessa duma nova vida, com o perdão dos pecados, como se nunca os houvesse cometido. Ele mesmo disse que devemos nascer de novo (Jo 3.7). 

Há também a solidão do pecado por causa duma raiz mais profunda e básica, que é a isolação da pessoa distante de Deus. Muitos podem encontrar-se isolados de Deus, apesar de irem a uma igreja, ter seus nomes lá arrolados. Podem até ter sido batizados ou confirmados numa igreja, mas não conhecem realmente a JESUS. Não tem a vida, a alegria, a paz e o perdão que Ele oferece gratuitamente.

A solidão começou no Jardim do Éden, um paraíso perfeito, quando o homem e a mulher fizeram uma terrível escolha: afastaram-se de Deus. Foram pelos seus próprios caminhos, tentaram edificar o seu próprio mundo. O pecado entrou naquele lindo jardim e, como doença, foi transmitido para a geração subsequente, para toda a posteridade, até você e a mim. E é uma doença fatal. Ninguém jamais escapa ao julgamento dela.

Naquele jardim Deus buscava Adão. Ele sabia onde ele estava, mas Deus queria que Adão soubesse onde ele estava. Ele disse: "...onde estás?" (Gn 3.9). E Adão estava tentando esconder-se de Deus -- o que não podia fazer -- porque já havia comido do fruto da árvore.

No Evangelho segundo João, há o relato dos acontecimentos da última Ceia e da traição de Judas a JESUS. A Escritura diz: "Ele ... saiu logo. E era noite". (Jo 13.30). Ninguém jamais saiu da presença de Deus, mas o que ocorre, no caso de Judas, é noite para aquela pessoa que peca. Talvez um dia você tenha conhecido a comunhão do povo de Deus e com Ele tivesse paz. Mas -- quem sabe? -- você retrocedeu e foi embora, dando-Lhe as costas. Houve um tempo em que você sentia que conhecia a Cristo, um tempo em que assumiu um compromisso com Deus. Mas agora o seu coração está frio, endurecido para as Suas coisas.. Você foi tentado por outras pessoas, outras coisas, outros deuses e outros afazeres (que você sabe serem errados). Desta forma, você já descobriu que é noite lá fora. Não tem mais a comunhão com os crentes nem se sente em casa, vivendo no mundo em que se encontra. Certamente você não goza mais da comunhão com JESUS.

Nenhuma solidão é tão amarga quanto a solidão duma pessoa mundana que afirma com suas palavras que conhece a Cristo como Salvador, mas, lá no fundo do seu coração, sabe que não está no caminho. Está em cima do muro, tentando colocar um pé no Reino de Deus e o outro no reino do mundo? O pecado nos faz tristes solitários, porque, como já foi dito, nos separa do Senhor JESUS.

Deus nunca teve a intenção de tornar você triste. Centenas de pesquisas provam que nossa sociedade não nos tem feito pessoas mais ajustadas ou felizes. Podemos ter momentos passageiros de satisfação sexual, mas eles podem criar uma amargura e a perda do sentido do prazer que nenhum psiquiatra pode curar. A Bíblia diz que "...os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo". (Is 57.20).

Há também a solidão que JESUS mesmo experimentou. Ele passou muito tempo na companhia dos solitários. Você se lembra da mulher samaritana junto ao poço? Ela era uma mulher solitária. Tivera diversos maridos, mas não tinha nenhum contentamento, nenhuma paz nem tampouco alegria. Quando veio apanhar água, foi abordada por JESUS, que lhe perdoou, transformou sua vida e fez dela uma nova pessoa. Ela foi à vila de Sicar e disse às demais pessoas: "Vinde comigo, e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito...". (Jo 4.29). E todos saíram para ver JESUS.

JESUS também soube o que é tristeza na solidão. A Bíblia diz: "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer..." (Is 53.3).

Ainda que grandes multidões às vezes O tenham cercado, JESUS era uma pessoa solitária. A Escritura diz: "...os discípulos todos deixando-o, fugiram..." (Mt 25.56). As multidões que um dia gritaram "Hosana" (Mt 21.9), mais adiante gritaram: "Crucifica-o! Crucifica-o!" (Lc 23.21).

Na cruz, JESUS assumindo sozinho, pelo mundo inteiro, todos os nossos pecados e nosso castigo estava morrendo por você e por mim. Ele, porém, disse: "...Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46). Naquele momento, algo misterioso aconteceu. Nenhum teólogo pode explicá-lo. Ele experimentou solidão interior. Como é que pode alguém desprezar a JESUS, vendo-O morrer naquela cruz? Como pode alguém rejeitá-Lo, quando Ele oferece o perdão? Ele oferece vida nova, paz, alegria e amizade, a fim de nunca mais sentirmo-nos tristes e solitários.

Outra solidão é a da morte. Eu me lembro de quando minha mãe estava morrendo. Ela transparecia alegria e paz. Nunca entramos naquele quarto sem sair com a impressão de que era ela quem nos havia ministrado o consolo. Mesmo em coma, uma noite acordou citando as Escrituras. A enfermeira disse que nunca havia visto tal semblante no rosto duma pessoa. Depois minha mãe voltou à coma e foi para a eternidade. Há uma grande diferença, mesmo na última hora da vida, entre uma pessoa que conhece a Cristo como Salvador e aquelas que não O conhecem como tal.

Ele também nos oferece uma vida muito difícil. Não vou dizer-lhe que é fácil seguir a JESUS. Ele mesmo anunciou: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". (Mt 16.24).

Quem não puder fazer assim não pode ser Seu discípulo. Você está desejoso de fazer isso? Está disposto a seguir JESUS até à morte? No meio de tudo isso estão a Sua paz, alegria, amizade, perdão, promessa e a esperança que Ele nos oferece para o futuro.

Nossa reação à solidão é quase sempre lidar com os sintomas e não com a causa. Procuramos envolver-nos em prazeres, em festas, farras e até no sexo descomprometido. Deixamo-nos envolver pelo muito ativismo em nosso trabalho. Lançamo-nos dentro do redemoinho social.

Quaisquer tentativas em se lidar com o pecado sem a conversão, são o mesmo que se debater em areia movediça. Quantas pessoas há no mundo que estão tentando salvar-se a si mesmas, mas não podem! Se você já chegou ao final de sua própria corda, entregue sua vida a JESUS. Permita que Ele tome seus fardos, que o ajude a resolver os problemas, dirigir e guiar a sua vida. JESUS Cristo restaura nossa mais fundamental relação na vida: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo". (Ap 3.20). Somente você é quem pode tomar essa decisão!

O salmista que escreveu a respeito do pelicano e da coruja, disse certa vez: "Por que está abatida, ó minh'alma? Por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu". (Sl 42.5).

Quase sempre a solidão é uma maneira de Deus nos mostrar que é hora de alcançá-Lo. Lance-se a JESUS Cristo e diga: "Senhor, eu abro o meu coração e a minha vida para Ti. Eu me entrego totalmente a Ti".


BILLY GRAHAM
(Raio de Luz 85/Abr.Jun.1992)



quarta-feira, 14 de março de 2018

NÃO EXISTEM ATALHOS PARA A SALVAÇÃO!

A VERDADE:
"Porque ao homem foi ordenado morrer uma só vez..."




















A VERDADE EXPLICADA:
De acordo com Allan Kardec, escritor do evangelho segundo o Espiritismo, reencarnação é o retorno da alma ou do espírito à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ela, e que nada tem de comum com o antigo. Esta definição à luz de postulados científicos que rejeitam a ressurreição da alma, demonstrando ser materialmente impossível o retorno à vida (sobretudo quando os elementos desse corpo estão, desde há muito, dispersos e absorvidos), revela completa ignorância do poder de Deus para ressuscitar mortos.

A teoria kardecista prefere aceitar a seguinte ideia expressa no livro: "Depois da nossa morte, o gênio Daimon (demônio) que nos fora designado durante nossa vida, nos conduzirá para um lugar onde se reúnem todos aqueles que devem ser conduzidos ao hades, para aí serem julgados. As almas, depois de terem permanecido no hades o tempo necessário, são reconduzidas à vida em numerosas e longos períodos".

ORIGEM DO NOME
A palavra que em grego significa hades, no dicionário da língua portuguesa inferno e em hebraico Seol, para os espíritas trata-se de um lugar preparado para receber as almas dos mortos, que ali serão julgadas por um juiz que, sem dúvida, não é o Criador do universo. Compreendemos ser a reencarnação um processo diabólico comandado por Lúcifer -- o príncipe das trevas --, objetivando conduzir as almas para o inferno, arrebanhando-as para si mesmo. E isto tem ocorrido porque "...o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus..." (II Co 4.4).

O mesmo livro espírita diz o seguinte: "A palavra Daimon, que deu origem ao demônio, era a denominação dada pelos antigos a todos os espíritos em geral, entre os quais distinguiam-se os espíritos superiores chamados deuses, e os espíritos menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que se comunicavam diretamente com os homens". Este fato põe em relevo as verdades consubstanciadas pela Palavra de Deus.

NÃO HÁ RETORNO
As Escrituras afirmam: "...e o pó volta à terra e o espírito volta a Deus, que o deu..." (Ec 12.7). O espiritismo contrariamente ensina que após a morte o espírito do homem é conduzido e reconduzido ao hades (inferno) onde será julgado, e estará aguardando um novo corpo para reencarnar. Na verdade, esta seita esconde a realidade do inferno a seus seguidores e tenta manipular as pessoas que acreditam em Deus, mas que ainda não assumiram o compromisso de seguir a JESUS.

O espiritismo engana os seus adeptos dizendo que mediante sucessivas reencarnações a alma se tornará tão perfeita quanto  Lúcifer -- espírito condenado ao inferno, defendido com unhas e dentes pela organização. Além de contrariar a doutrina bíblica sobre o castigo eterno, o espiritismo ainda acusa a Igreja de apresentar Deus como injusto e algoz para com a humanidade. O espiritismo deseja que o Eterno seja suficientemente bom e justo para perdoar Lúcifer e seus anjos (os quais são seres angelicais precipitados no abismo, sem chance de arrependimento e salvação).

A justiça divina, segundo o espiritismo, baseia-se apenas no perdão. Seus seguidores imaginam um Deus pronto a dar nova chance de salvação às almas dos mortos. Como essa chance não existe, o espiritismo alega que o espírito do falecido poeta celta Allan Kardec incorporou-se no médico e professor francês Hipolyte Léon Denizard Rivail, e trouxe à tona o processo de incorporações mediúnicas que juntamente com as doutrinas heréticas de Sócrates e Platão constituiu a doutrina da reencarnação. Não querendo comprometer-se, Hipolyte atribuiu tal doutrina aos espíritos. Contudo, depois de sua morte, em 1869, seus seguidores o cognominaram "pai do espiritismo".

SEM CONTEÚDO
O espiritismo não tem conteúdo religioso e nem coerência formal, primeiro porque destrói a fé em Deus e segundo porque não existe nenhuma afinidade entre religião (religação do homem a Deus) e reencarnação (retorno do espírito à vida material). Além disso, ninguém volta senão ao ponto de onde partiu. Quem volta para outro lugar não está voltando, está indo. Também nisso há incoerência, visto que a palavra reencarnação é usada no sentido de o espírito voltar para outro corpo diferente do anterior.

Concluímos ser o espiritismo não uma teoria produzida pela inteligência humana, mas dirigida pelo espírito de um escritor instruído por demônios. Então, a reencarnação existe sim para os que seguem ao príncipe das trevas (satanás), que obedecem aos demônios, e não para as pessoas obedientes à Palavra de Deus, que olham para JESUS, Autor e Consumador da fé (Hb 12.2).

Em João (1.10-12,14) lemos acerca da falta de conhecimento da humanidade com relação ao Criador, estando entre nós o Emanuel (ou Deus conosco). Vejamos a passagem: "...estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade"

Através dos versículos acima, conhecemos o quanto o Senhor JESUS é misericordioso e bom para com as Suas criaturas e pronto a perdoar. Deus criou o homem e a mulher puros, sem pecado. Mas o casal edênico, desobedecendo ao Criador, perdeu a Sua graça e foi expulso do Éden, carregando consigo o pecado que separa a pessoa de Deus. O pecado multiplicou-se e degradou a humanidade.

PROPÓSITO DIVINO
O amor de Deus por Suas criaturas é tão grande que Ele chamou Abrão e disse: "...far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção". (Gn 12.1,2). Abrão, que na Bíblia teve o seu nome mudado para Abraão, tornou-se um testemunho vivo de obediência, ao abandonar a crença e a fé de povos pagãos e idólatras para seguir o propósito divino da salvação. Deus ainda levantou profetas, através dos quais mostrou o caminho do céu, mas os homens rejeitaram. Numa segunda tentativa, Deus ordenou que se escrevesse a Bíblia Sagrada (Ex 7.14; Is 30.8), mas o mundo novamente rejeitou a mensagem.

O próprio Deus, então, fez-Se carne e habitou entre nós, JESUS Cristo! E ainda assim o mundo não O conheceu. Os testemunhos do Filho retratam o amor, o poder e a sabedoria de Deus. JESUS Cristo veio a primeira vez ao mundo, nascido de mulher, com o propósito exclusivo de salvar os judeus, mas como eles O rejeitaram, pela misericórdia divina, nós (que não somos judeus) fomos adotados como filhos de Deus mediante a fé.

É a esse Deus que os crentes fiéis servem e não ao príncipe deste mundo. Se você ainda não O conhece, o momento é agora. O próprio JESUS Cristo convida: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei..." (Mt 11.28).

Atender ao chamado do Único Deus verdadeiro é algo vitorioso, porque nesse encontro há perdão de pecados e salvação do espírito. Somente quem encontra-se com JESUS pode sentir a alegria da Sua presença. Após ser crucificado inocentemente, JESUS ressuscitou glorificado ao terceiro dia, e permanece espiritual, não havendo lugar para reencarnação. 

Você está convidado a examinar as Escrituras, pois "...cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam...", disse JESUS  (Jo 5.39). Apenas na Palavra de Deus, a Bíblia, encontramos as verdadeiras profecias sobre céu e inferno, o descanso e o castigo eterno.. Amém!


Arnaldo da Silva
(MP 1325/Ago.1997)

quinta-feira, 8 de março de 2018

FRANCISCO DE ASSIS VIROU SANTO!

A VERDADE:
"Por querer servir a dois senhores, era grande a sua frustração: não tinha as bênçãos do Senhor JESUS, nem as benesses enganadoras de satanás!"




















A VERDADE EXPLICADA:
Chamava-se Francisco de Assis e, como o nome sugere, foi criado no catolicismo. Ele, contudo, atraído por uma namorada, aderiu à prática do candomblé. Assim, durante vinte anos, foi um serviçal de satanás.

Por ser católico, não se sentia lá muito bem nas primeiras sessões daquela seita. Sua namorada, no entanto, estimulava-o a que cada vez mais cultuasse aos demônios. Logo, aconselhado por um "guia", tornou-se um membro ativo do candomblé.

Para que se identificasse com os seus "orixás de cabeça", submeteu-se ao buri, sua primeira "obrigação". A partir desse ato é que Francisco iria saber que entidades viriam governar sua vida.

Em seguida, raspou a cabeça e sacrificou o ebó, para galgar outros rituais. Passo a passo, iludido pelo maligno, foi atolando-se no lamaçal do candomblé. Quando deu por si, já tinha cumprido todas as dezessete "obrigações de tempo". Foram sete mil e trezentos dias de escravidão. Apesar disso, em alguns momentos, Francisco tinha a impressão de estar servindo ao verdadeiro Deus. Mas, qual nada, a cada instante era absorvido pelos enganos do inimigo.

Inspirado pelo mal, Francisco dava consultas por jogo de búzios. E, por sua dedicação, logo foi elevado à posição de "primeiro de ogum". Como tal, não media distância para cumprir os compromissos. Viajava de São Paulo, onde residia, para presidir uma "roça-de-santo" em Caxias, no Rio de Janeiro.

Buscando "bem desempenhar" seu papel, fazia de tudo dentro do candomblé. Roubava, mentia e, quando necessário, até matava para conseguir algo para si e para os outros.

Certa vez, junto com o pai de santo, através de mandingas, tirou a vida de um homem. Após receber muito dinheiro, conseguiu promover alguém numa firma, em detrimento daquele. Para cumprir sua missão e conseguir sustento, era capaz de violar sepulturas, além de destruir casais ou unir outros, conforme o caso. Quer dizer, seus "trabalhos" em termos conjugais visavam, às vezes, à união de um casal, desde que outro fosse destruído. Pegava um cônjuge daqui e fazia que este se juntasse com outro ali. Francisco era, na verdade, um "pastor de bodes" -- o que fazia cheirava a enxofre e tinha a chancela do inferno.

Ele, porém, como tantos outros, haveria de ser alcançado pela misericórdia de Deus. Mas, enquanto isso não lhe ocorria, deixava-se iludir pelas "benesses" de sua seita. Aparentemente, tudo ia bem. Tinha bons automóveis e vestes das mais finas grifes. Além disso, podia levar a família aos melhores passeios. Aliás, quando ameaçado por problemas financeiros, apelava para os trabalhos do candomblé. E logo, ainda que desonestamente, arranjava uma boa quantia.

Os haveres materiais dele, no entanto, não lhe satisfaziam a alma. Quanto mais se enchia dos "bens" do diabo, mais se sentia vazio de Deus!

Certa manhã, num sábado, conseguiu deter-se ante a um programa evangélico na televisão. Naquele momento, estava cantando um cantor cristão, John Start. Como gostava de música, Francisco enraivecia-se e desligava o televisor. Tinha pavor do Evangelho e ouvi-lo lhe provocava ódio. Para ele, aliás, um cristão não era gente!

A partir desse sábado, entretanto, Francisco começou a ter sérios problemas financeiros. Nem mesmo o "mexer dos pauzinhos" conseguia aliviá-lo. No sábado seguinte, porém, atraído pela música, sintonizou de novo o mesmo programa. Informado, sabia que John Start também cantava no final do programa. Por isso, abaixava o volume durante a pregação e só o aumentava para ouvir o cantor. Mesmo ouvindo, a cada sábado, John Start, sua situação ia de mal a pior. Voltava aos terreiros buscando escapes, mas os orixás já não lhe davam atenção. Procurava alguma "macumba", mas tudo fracassava.

Na verdade, Francisco estava "em cima do muro". Parecia querer, ouvindo música evangélica, agradar a Deus; mas, depois, aflito e confuso, corria pra o candomblé -- para o diabo, melhor dizendo. Por querer servir a dois senhores (aliás, a Palavra condena isso, Mt 6.24), era grande sua frustração: não tinha as bênçãos do Senhor JESUS, nem as benesses enganadoras de satanás.

Sem forças para decidir-se, começou a beber descontroladamente. Sua vida conjugal tornou-se um inferno. E, pressionado pela esposa, tentou separar-se dela. Percebeu, então, que toda a sua vida se arruinara. "Foram os momentos mais terríveis aqueles...!", disse Francisco.

Vendo-se encurralado pela adversidade, passou a pensar em suicídio. Este, aliás, era o golpe final e irreversível do diabo -- o mesmo que o enveredou nas ilusões do candomblé. Este acabou induzindo-o a que se matasse num sábado. Portando um revólver, esperou, na data marcada, que a família saísse de casa. A esposa, junto com as filhas, havia ido ao cabeleireiro.

Quando se preparava para escrever um bilhete, ouviu que John Start, o cantor de sempre, estava no ar. E, extasiado pelo hino, ficou a escutá-lo. Ao contrário das outras vezes, Francisco, após a música, não abaixou o volume da televisão. Procurou, também, ouvir a pregação do pastor.

Quando a mensagem terminou, Francisco já era outro. Ajoelhado diante do vídeo, repetia, contrito, as palavras de confissão propostas pelo pregador. Plenamente convertido, franziu a testa  do diabo e provocou uma festa no céu. Suas provações, é claro, não findaram aqui, mas passaram a ser assistidas por Deus.

Os bens materiais recebidos através do candomblé lhe foram tirados. Ficou praticamente sem nada em casa. Satanás tomou-lhe quase tudo, inclusive os carros. Esses apertos, porém, já não lhe tiravam o ânimo. JESUS Cristo fazia-o entender que lhe era bom devolver as "bênçãos" do inferno.

Francisco de Assis não mais representava os macumbeiros do Brasil na África. Abandonou os congressos internacionais de candomblé, na Bahia, dos quais era grande vulto. Sua família não foi destruída, como bem queria o diabo. Tampouco ceifou a própria vida.

A despeito de todo planejamento diabólico. o Exército divino venceu outra vez; Francisco de Assis converteu-se num verdadeiro santo. Em razão disso, toda a sua família aderiu ao cristianismo. A filha mais velha veio a ser missionária de Deus num país africano. Sua esposa, que quase o deixara, tornou-se-lhe mais amorosa do que no início do casamento. Ele próprio, cheio de vida, passou a ocupar importante cargo no contexto evangélico. A santidade passou a ser a sua marca.

Por tudo isso, louvemos ao Único Deus Verdadeiro, JESUS Cristo, o legítimo Guia de todos os homens. Amém!


Vilmar Salema de Oliveira
(MP 1256/Out.1991)


quinta-feira, 1 de março de 2018

SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO: O GRANDE DESAFIO!

A VERDADE:
"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra". (At 1.8)






















A VERDADE EXPLICADA:
"Naturalmente que quando uma pessoa se converte (Jo 3.18), ela recebe o Espírito como dádiva, como presente de nascimento espiritual (At 2.37,38), além da habitação (Jo 14.16,17), o selo (Ef 1.13,14) e o batismo no Espírito Santo (I Co 12.12,13)".

Concordamos que JESUS, ao falar com Nicodemos, referiu-Se à operação do Espírito Santo naquele que crê, pois "...ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo..." (I Co 12.3), isto é, ninguém pode dizer que JESUS é o Senhor sem estar salvo. Mas discordamos que o texto seguinte - Atos 2.37,38 - se refira ao batismo no Espírito Santo. Quando eles foram 'compungidos em seu coração', o Espírito Santo estava agindo em suas mentes para a salvação e, após a resposta de Pedro, eles aceitaram a JESUS como o Cristo e foram salvos.

Pedro, aí, ao se referir ao 'dom do Espírito Santo', pôs o verbo no futuro: 'recebereis'. Eles tinham acabado de assistir ao derramamento do dom do Espírito Santo (o batismo no Espírito Santo) sobre cerca de 120 crentes salvos! Nesses quase cento e vinte, estavam os onze apóstolos e Maria, mãe de JESUS. E que faziam eles? - 'perseveravam unanimemente em oração...'. Afirmar que os onze não eram salvos é uma temeridade, mas afirmar que pessoas não salvas podem perseverar unanimemente em oração é uma insensatez! Os quase cento e vinte eram salvos! Já havia o Espírito Santo operado em seus corações para a salvação quando eles creram que o Senhor ressuscitado era o Cristo.

Já haviam recebido a operação do Espírito Santo em suas mentes, mas não eram batizados no Espírito santo, não haviam ainda recebido o dom do Espírito Santo! Não! Não mesmo, porque a Bíblia nos afirma isso solenemente. Não podemos resistir ao Espírito Santo, obedecendo as nossas convicções erradas!

O segundo derramamento do Espírito foi em Samaria. Filipe anunciou ali o Evangelho: "...quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, batizavam-se homens e mulheres" (At 8.12).

Será que podemos atribuir a Filipe - homem cheio do Espírito Santo e de sabedoria (At 6.3) - a incoerência de batizar em águas pessoas não-salvas? Não, não podemos fazer isso. Será um desrespeito à Palavra de Deus! Filipe quando batizou em águas aqueles samaritanos sabia, sentia, que eles estavam salvos.

Muito bem, esses salvos de Samaria, que creram pela palavra de Filipe (e creram pela ação do Espírito Santo) não eram ainda batizados no Espírito Santo! É o que diz a Palavra: "...os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo (o batismo). Porque sobre nenhum deles havia descido ainda, mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo". (At 8.15,16).

No terceiro derramamento do Espírito Santo, descrito nos capítulos 10 e 11 de Atos, Cornélio e os que estavam em sua casa foram salvos pela Palavra: "...o qual te dirá palavras pelas quais serás salvo, tu e toda a tua casa..." (At 11.14). Pela ação da Palavra, o Espírito Santo agiu em seus corações e eles foram salvos. Logo a seguir, quase concomitantemente, foram batizados no Espírito Santo. Pedro assim descreve: "Logo que eu comecei a falar, desceu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós no princípio. Lembrei-me então da palavra do Senhor como disse: João na verdade, batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo". (At 11.15,16).

Os quase cento e vinte crentes foram, no princípio, batizados no Espírito Santo, e, agora, os da casa de Cornélio, como eles, foram também batizados no Espírito Santo. No dia de Pentecoste cerca de 120 crentes foram batizados no Espírito Santo. Na casa de Cornélio, todos os que ali estavam e haviam crido foram também batizados no Espírito Santo. 

Amado, há realmente uma segunda bênção para os salvos! Receberam-na os samaritanos que foram salvos e batizados em água por Filipe! Receberam-na os quase cento e vinte salvos, no Cenáculo. Receberam-na os salvos pela Palavra na casa de Cornélio. E os crentes em Éfeso de que nos fala o capítulo 19 dos Atos?

Examinemos com a máxima atenção diante de Deus em cuja presença estamos!

Paulo os batizou em Nome do Senhor JESUS! Atrever-nos-emos a afirmar que o grande Paulo batizou não-salvos? Não! Nunca! Paulo os batizou porque sentiu pelo Espírito que eles estavam salvos. Salvos certamente pela Palavra que lhes pregara: "...quando ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus..." (At 19.5). Após o batismo desses salvos, Paulo impôs as mãos sobre eles e veio sobre eles o Espírito Santo (o batismo no Espírito Santo)".

Então:
Salvos foram batizados no Espírito Santo no Cenáculo, no dia de Pentecoste! 
Salvos foram batizados no Espírito Santo em Samaria!
Salvos foram batizados no Espírito Santo na casa de Cornélio!
Salvos foram batizados no Espírito Santo em Éfeso, quando pela primeira vez Paulo esteve ali!

E mais:
Salvos tem sido batizados com o Espírito Santo durante os séculos, e salvos estão sendo batizados no Espírito Santo em nossos dias! Por que? "...porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a quantos o Senhor nosso Deus chamar...!" (At 2.39). Mas, tem mais ainda: A PROMESSA PERTENCE TAMBÉM A VOCÊ! Você é sincero! Você precisa receber poder ao descer sobre você o Espírito Santo, para que seja uma testemunha de fogo, do Fogo do Alto e possa anunciar com poder o Evangelho em "...Jerusalém, na Judéia, em Samaria e até os confins da terra..." (At 1.8).

O falar em línguas tem sido a pedra de tropeço para os que por caprichos humanos rejeitam a verdade bíblica sobre o batismo no Espírito Santo. Vejamos o que a respeito diz a Bíblia:
-- No Cenáculo, no dia de Pentecoste, a evidência do batismo no Espírito Santo foi que "...começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem...". 
--Em Samaria não se descreve o sinal, mas é muito claro que houve um sinal como evidência do batismo no Espírito Santo, pois Simão desejou possuir poder: "...para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo".
-- Na casa de Cornélio houve também o sinal da evidência do batismo no Espírito Santo: "...porque os ouviam falar línguas e magnificar a Deus..." (At 10.46).
--Em Éfeso houve o sinal da evidência do batismo no Espírito Santo: "...veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em línguas..." (At 19.6). Quatro textos bíblicos não bastarão para que aceitemos uma verdade neles descrita?

Será que devemos ser tão incrédulos a ponto de rejeitar uma doutrina descrita e três vezes confirmada? Não podemos nos deixar levar pelo egoísmo, pelo orgulho denominacional! Ademais, o dom de línguas existia no Novo Testamento e era praticado nas igrejas que Paulo dirigia, pois ele mesmo deu regras para o seu uso.

O dom de línguas é um mistério de Deus -- não é uma língua humana que possamos aprender: "...porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios..." (I Co 14.2).

Afirmar, como o fazem os de mente fechada pelo denominacionalismo que se trata aí de uma língua humana, é infantilidade. Afirmar também que os dons espirituais descritos em I Coríntios 12.1-10 não são para os nossos dias, mas foram somente para os dias apostólicos, é outra infantilidade!

"PORQUE A PROMESSA VOS PERTENCE A VÓS, A VOSSOS FILHOS, E A TODOS OS QUE ESTÃO LONGE; A QUANTOS O SENHOR NOSSO DEUS CHAMAR..." (At 2.39).

Na parte de I Coríntios 12, do versículo 13 ao 31, não trata do batismo no Espírito Santo, e, sim, da unidade orgânica da Igreja. O verso 13a diz: "...pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos...". O autor esclarece melhor porque põe vírgulas, "...em um só Espírito..." compreendendo-se que "...fomos batizados em um corpo..." pela ação de um só Espírito. E o apóstolo recomenda: "Segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais..." (I Co 14.1). 

Finalmente, o último tópico a esclarecer: "A plenitude do Espírito não é apropriada por causa de vigílias, jejuns, orações, lágrimas, gritos, barulhos, etc... Pelo contrário, porque o Espírito de Deus já habita em nós". É verdade absoluta a primeira afirmação. A plenitude do Espírito -- o batismo no Espírito Santo -- não se compra de Deus! Não é adquirida pelos nossos esforços! Não é trocada pelo sacrifício humano! Não! Tudo, tudo mesmo, recebemos em Cristo e por Cristo. O Seu sacrifício foi perfeito. Pelo Seu sacrifício nós obtemos tudo, tudo mesmo!

"...MAS VÓS SOIS DELE, EM CRISTO JESUS, O QUAL PARA NÓS FOI FEITO POR DEUS SABEDORIA, E JUSTIÇA, E SANTIFICAÇÃO, E REDENÇÃO..." ( I Co 1.30).

O sacrifício humano, seja ele qual for, quando oferecido em troca da Sua graça divina é ofensivo a Deus que nos dá tudo em Cristo, pela Sua graça. Se eu propuser a Deus a troca do meu sacrifício pela Sua graça, estou ofendendo a Deus, estou dizendo ao Todo-poderoso: "Deus, o sacrifício de JESUS não foi suficiente. Eu quero complementá-lo com o meu próprio sacrifício".

Amado, entre no seu quarto, feche a sua porta, só ou acompanhado, e ore a Deus. Ore uma hora, ore duas, três, a noite inteira, e você vai chorar abundantemente lágrimas de gozo e paz celestial; você vai gritar até! Você vai fazer barulho quando seu corpo mortal nunca perfeito, encontrar-se face a face com JESUS, e for batizado no Espírito Santo.!

Mas, se persistir em não aceitar a língua estranha como evidência do batismo no Espírito Santo, comece desde já a subtrair todas as referências bíblicas sobre o Espírito Santo e então, restará a capa de sua Bíblia. Fique, então, com ela!


NEMUEL KESSLER
(MP 1197/Jan.1987)