sexta-feira, 10 de novembro de 2023

O QUE MARIA ENSINOU SOBRE JESUS?

A VERDADE:

"Maria foi uma árvore frutífera e por isso deve ser respeitada, mas JESUS, o Fruto bendito daquela árvore, tornou-se para a humanidade o alimento que elimina a inanição espiritual do homem. Um ser humano quando se encontra faminto não se contenta em apenas contemplar uma bela e esplendorosa árvore, mas sim saborear do seu fruto. JESUS asseverou: “...aquele que vem a mim de modo algum terá fome...” (Jo 6.35).


A VERDADE EXPLICADA:

Toda sociedade como conjunto de seres humanos local, nacional ou até internacionalmente ligados entre si por laços sociais e fraternos, precisa, para a sustentação de uma harmoniosa convivência, de preceitos e postulados, às vezes tradicionais, que se tornem nos ditames da conduta uníssona de todos.

Na vida cristã dos homens que abraçaram a Bíblia Sagrada como diretriz maior e regra de fé, o que se tem como básico é o mandamento que emana da plausível voz de Deus grafada nas páginas do Livro dos livros. Ao homem cabe duas atitudes para um viver coerente com o que está registrado ali: crer (antes de tudo!) e obedecer (acima de qualquer sacrifício).

Quando se aproxima o Natal, evidencia-se na mente das pessoas piedosas que não se deixam vencer apenas pelos interesses consumistas do comércio inflacionário, aproveitador da ignorância alheia e oportunista em suas vendas marcadas de acordo com o calendário festivo da humanidade, a imagem do nascimento d’Aquele que mudou o curso da história universal e espiritual da humanidade.

No cenário da manjedoura da estrebaria de Belém, vê-se ao fundo do quadro natalino, a figura daquela que deu à luz um primogênito: Maria, a mãe natural do Salvador. A agraciada de Deus – “...pois achaste graça diante de Deus...” (Lc 1.30).

No sentido maternal, é incontestável o valor e o respeito que se deve dar a Maria que, como tantas mulheres, alcançou a bênção natural da maternidade, participando do processo de reprodução da espécie humana, cumprindo a ordem de Deus: “...enchei a terra...” (Gn. 1.28).

No âmbito espiritual, porém, não devemos inverter os papéis nem tampouco os valores; o Salvador é Cristo: “...é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador que é Cristo, o Senhor...” (Lc 2.11).

Maria foi uma árvore frutífera e por isso deve ser respeitada, mas JESUS, o Fruto bendito daquela árvore, tornou-se para a humanidade o alimento que elimina a inanição espiritual do homem. Um ser humano quando se encontra faminto não se contenta em apenas contemplar uma bela e esplendorosa árvore, mas sim saborear do seu fruto. JESUS asseverou: “...aquele que vem a mim de modo algum terá fome...” (Jo 6.35).

Maria, como a mãe natural de JESUS, O educou dentro dos princípios divinos que aprendera dos seus ancestrais e, crendo na profecia do anjo, “...este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o seu reino não terá fim...”( Lc 1.32,33), guardava todas as coisas no coração.

Mas qual o mandamento de Maria que ficou registrado nas páginas da Bíblia Sagrada? No casamento em Caná da Galiléia, quando o vinho acabou, a simples e importante figura materna de Maria, humildemente asseverou aos serventes “...fazei tudo quanto ele vos disser...” (Jo 2.5). Todos os Círculos Marianos deveriam pensar e repensar este pequeno e importantíssimo mandamento! Temos nós feito tudo quanto JESUS tem nos dito e orientado?

Abaixo, relacionamos, para nossa observação e reflexão, alguns versículos da Palavra de Deus que foram proferidos por JESUS:

“...vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei...” (Mt 11.28).

“...ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás...” (Mt 4.10).

“...arrependei-vos, porque é chegado o reino de Deus...” (Mt 4.17).

“...vós sois o sal da terra... vós sois a luz do mundo, ...resplandeça a vossa luz diante dos homens...” (Mt 5.13,14,16).

“...seja, porém, o vosso falar, sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do maligno...” (Mt 5.37).

“...amai os vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem...” (Mt 5.44).

“...entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela...” (Mt 7.13).

“...eu não vim chamar justos, mas pecadores...” (Mc 2.17).

“...vós deixais o mandamento de Deus e vos apegais à tradição dos homens... bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição...” (Mc 7.8,9).

“...este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim...” (Mc 7.6).

“...pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios...” (Mc 7.21).

“...eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo...” (Ap 3.20).

“...se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres...” (Jo 8.36).

“...eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim...” (Jo 14.6).

“...pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe...” (Mt 12.50).

“...vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando...” (Jo 15.14).

Devemos, como bons servos, atender ao imperativo mariano, porém, adorando a JESUS unicamente e deixando-O reinar em nossos corações!




Por: Deroci da Silva e Silva

(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

O QUE FALTA AO BRASIL?

A VERDADE:

"Uma única coisa falta ao Brasil: temor a Deus! Alguém poderá argumentar que esta resposta é tão primária que sequer merece ser considerada. A receita da vovó também é primária, mas é eficaz contra cólicas e resfriados. Estamos por acaso em condições de desprezar o dia das coisas pequenas?"


A VERDADE EXPLICADA:

No meu primeiro dia de aula, ouvi a professorinha dizer que o Brasil era o melhor pais do mundo. Com voz rouca e um pouco estridente, ela explicou-nos que a grandeza desta terra está toda estampada em nossa bandeira. O verde simboliza a exuberância das matas. O amarelo, o ouro que tem feito a riqueza de tantas gentes. O azul, este céu já cinza de progresso. E finalmente o branco. O que poderia tipificar o branco a não ser a paz? Naquela época eu ainda não sabia que o branco na China era sinal de luto.

Cresci e passei a frequentar o antigo ginásio. Numa aula de História, o professor narigudo garantiu-nos que outros eram os significados das cores do pavilhão nacional. Elas representam as casas reais europeias com as quais estavam ligados nossos imperadores. Diante de sua explanação, maravilhei-me. Aliás, é justamente com o maravilhar-se, conforme ensinou Aristóteles, que começamos a filosofar.

Quer dizer que aquelas cores tão vivas não simbolizam a prodigalidade de nossa terra? Como uma dúvida puxa outra dúvida, fiquei desorientado. E, terá a nossa terra qualquer prodigalidade? Com o passar dos anos, verifiquei que o Brasil, de fato, é uma terra não somente pródiga, mas igualmente farta. Pródiga e farta como os seios da mãe gentil. Possuímos riquezas que sequer imaginamos existirem num mesmo chão. Foi mais ou menos isso que relatou Pero Vaz de Caminha à coroa portuguesa. Oitenta e sete anos após o descobrimento, Gabriel Soares de Souza, em seu Tratado Descritivo do Brasil, falaria de nosso país como uma terra de grandes merecimentos, qualidades e estranhezas.

Em minha lógica incipiente, alinhei algumas premissas. Armei um silogismo e perguntei-me: “Se possuímos tantas riquezas, por que o Brasil não está pelo menos entre os dez melhores países do mundo?” Outra indagação assomou-me o espírito: “Será que possuímos realmente tantas riquezas?”

Não será esse possuímos uma das maiores mentiras desta terra? Se os brasileiros possuímos as riquezas do pais, por que milhões de conterrâneos estão a morrer de fome? Pode haver maior escândalo do que tombar com a barriga vazia numa terra em ininterrupto cio? Onde, conforme enfatizou o escrivão de el-rey, em se plantando, tudo dá? Longe de ser plural de modéstia, esse possuímos é plural de absoluta e inominável miséria. Também não é plural majestático esse possuímos. Nenhuma majestade pode haver onde a plebeíce moral se agiganta e faz-se soberana. Onde a majestade ignora a nobreza da decência.

É justamente neste momento que sou obrigado a perguntar: “O que falta ao Brasil?” Nada lhe falta, tudo lhe falta! Não é resposta contraditória, nem um vazio de ideias. É a nossa realidade! Ilógica; coaduna-se com nada. Sob o prisma de suas prodigalidades naturais, nada falta ao Brasil. Ele tem tudo; sobeja-lhe tudo. Como explicar, porém, tantos confrontos e contrastes num único pais? Se o Brasil tem tudo, por que a maioria dos brasileiros tem nada, e padece fome num solo considerado o entreposto do mundo? Como estava equivocado Pero Vaz de Magalhães Gandavo ao recomendar o Brasil “...como opção de permanência aos que desejarem viver com fartura num clima onde nunca se sente frio, nem quentura excessiva...”


Afinal de contas, o que falta ao Brasil?

Uma única coisa falta ao Brasil: temor a Deus! Alguém poderá argumentar que esta resposta é tão primária que sequer merece ser considerada. A receita da vovó também é primária, mas é eficaz contra cólicas e resfriados. Estamos por acaso em condições de desprezar o dia das coisas pequenas?

Falta temor a Deus ao Brasil. E, se lhe falta esse temor, também lhe falta o maior de todos os princípios. O princípio do saber de que nos fala o sábio em seus Provérbios. Agora, já começamos a perceber que a resposta não é tão primária, elementar ou pueril. Se não possuímos o princípio do saber, como poderemos administrar um pais tão grande como o nosso?

Aliás, nenhum pais pode ser governado sem este princípio que fez de José um dos maiores administradores de todos os tempos. Que sabia José dos jargões que esbanjam nossos economistas? Que sabia do capitalismo e do socialismo? Que sabia das teorias que proporcionam tantos prêmios mas nenhum resultado satisfatório? O hebreu José, porém, estava ciente de que todos os problemas do mundo podem ser solucionados na eficácia daquele princípio de saber. E foi exatamente isto o que ele fez. Apresentou um plano de emergência ao Faraó. Um plano tão simples que qualquer criança poderia compreendê-lo. Graças à sua atuação o Egito foi salvo e a vida, preservada em toda aquela região do globo. Por que os economistas brasileiros não apresentam um plano como o de José? Simples e plausível. Que não seja utopia, mas que não maltrate os sonhos do menino e da professorinha.

Observando a história do Brasil, temos a impressão de que os políticos aprenderam quase nada com José. Uns dizem que a solução está no sistema socialista e apontam Marx e Lenin como os profetas deste século. Outros vaticinam que o liberalismo econômico é a solução. Louvam David Ricardo e enaltecem a Adam Smith. Quando a socialização da economia toma corpo, a inflação cresce e o desemprego aumenta. O gigantismo do Estado torna-se responsável por todos os males. Então, vem mais um pesadelo. Do mesmo brejo de onde subiram as vacas magras, aparecem os liberalizantes. Garantem que com a abertura de nossa economia os problemas todos serão resolvidos. O pobre, porém, continua mais pobre. A inflação mais virulenta. Vê-se logo que a solução não está com os capitalistas nem com os comunistas.

Até parece que as caravelas dos nossos descobridores continuam a singrar sem direção. Quando pensam ter avistado o norte, chega a tempestade. Do alto o marujo não grita: “Terra à vista...” As embarcações não se aproximam da Terra de Santa Cruz nem da Ilha de Vera Cruz. No Monte Pascoal, nenhuma prece é erguida. Parece ainda que estamos ao sabor de vagas e que jamais seremos descobertos. Do tombadilho, não avistamos nenhuma ave profetizando o chão bendito que se avoluma ou a praia que se desenha nas costas já curvadas de tantas promessas.

A bordo, os comandantes traçam mapas e vasculham os céus. O Cruzeiro do Sul lá está. As três Marias, também. Mas, onde está o nosso José? A Ursa Maior não se espanta. E ninguém se habilita a achar o oriente numa bússola já viciada. Todos sabem, no entanto, que é tudo uma questão de princípio. Basta encontrar este princípio para que as coisas melhorem e as velas voltem a inflar. Mas que o vento sopre na medida certa, sem tempestades ou tormentas. Quando o piloto encontrar o leme do verdadeiro princípio, nosso brado será ainda mais retumbante.

Quando a Bíblia Sagrada for colocada em seu devido lugar. Quando os seus ditames forem devidamente considerados. Quando nos apropriarmos do venturoso princípio, o almejado porto estará seguro na intercessão de todos os santos. Do tombadilho, o marujo avistará as aves trazendo as novas de uma terra ainda virgem. No bico de cada pássaro, o verde de uma mata que é toda esperança. E, que o Senhor nos ajude a plantar uma safra de bons homens, para que colhamos alguns Josés. Pois já estamos mais do que cansados de vacas magras e espigas mirradas.



Por: Claudionor Correa de Andrade

(Fonte: MP. 1248/Fev.1991)

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

O QUE EXISTE POR TRÁS DAS LEIS QUE QUEREM DESTRUIR A FAMÍLIA E AMORDAÇAR AS IGREJAS

A VERDADE:

"A nossa nação está caminhando para ser uma potência mundial neste século nos próximos trinta anos, e será uma nação majoritariamente evangélica. Eis a nossa pergunta: “É isso que queremos para a nossa nação – comungar com o espírito do anticristo?” Vamos aceitar isso? A Bíblia diz: “...resisti ao diabo e ele fugirá de vós...” Não podemos nos dobrar diante do avanço do mal".


A VERDADE EXPLICADA:

A população brasileira cresce pouco mais de 2% ao ano. O crescimento evangélico ultrapassa os 6% ao ano. Pesquisas indicam que entre 2020 e 2025 os evangélicos ultrapassarão os 50% da população. Seremos maioria absoluta no país. Elegeremos parte dos deputados estaduais em todos os estados e os federais também. Teremos a maioria no Congresso Nacional e poderemos administrar esta nação.

Logo, o medo se apodera de muitos setores por causa dos evangélicos. Nosso crescimento assusta. Então, nos perseguem com leis. Se não tivéssemos elegido uma bancada forte de deputados estaduais e federais na legislatura retrasada, hoje seríamos associação, como determinava inicialmente o novo Código Civil. Graças à atuação dos nossos parlamentares é que conseguimos reverter o que eles haviam feito no Código Civil, enquadrando a Igreja na categoria de associação. Aí teríamos que receber todo tipo de gente como membros em nossas igrejas. Se o pecado entrar na Igreja, este será o seu fim. O que eles queriam, por força da lei, era mudar a Igreja, empurrando o pecado para dentro dela. Nosso empenho e luta foram coroados de sucesso porque conseguimos mudar o Código Civil no que tange à Igreja. Não satisfeitos, inclinaram-se para uma lei do meio ambiente, proibindo que usemos o som acima de 55 decibéis. Isso representa o som dentro de uma sala apenas. Querem que todos os templos religiosos usem 55 decibéis e, por isso, as igrejas estão sendo multadas e tem o som lacrado pelo Ministério Público em todo o território nacional.


O Estatuto da Cidade proíbe a construção de novos templos religiosos ou ampliações sem a participação dos vizinhos. Isso é uma cópia da lei de Mao Tse Tung. Quando o “Grande Timoneiro” quis destruir as igrejas na China, ele elaborou leis semelhantes para seu país. Foi ele também o autor do termo “Partidão”, o partido único onde o governo domina os deputados e os mesmos são obrigados a fazer o que o governo quer. Hoje, eles querem fazer uma lei no Brasil chamada “Reforma Política Partidária”, e não explicam aos brasileiros o que vem a ser isso. Então, o que é? O que é a “Cláusula de Barreira”, que eles não querem dizer? Ela significa acabar com os partidos pequenos, aqueles que não alcançarem 5% dos votos em nove estados do Brasil. Esses partidos serão eliminados, porque temos hoje cerca de 27 partidos. Neles é que surgem as novas lideranças. Eliminando os pequenos partidos, eles tem o segundo golpe guardado, que é o “Voto em Lista”, também não explicado ao povo.


Quem se lembra qual era o partido de Carlos Lacerda, o de Getúlio Vargas e o de Juscelino Kubitschek? Nem todos nos lembramos, mas todos conhecemos esses homens, porque sempre votamos no homem, mas agora querem que se vote no partido. Querem fazer o partido apenas da forma deles, porque no “Voto em Lista” só se vota no partido e não no candidato. O mais incrível de tudo isso é que quem indica o candidato e sua posição é o próprio partido. É ele que diz quem vai ser o número 1, o 2, o 3 e assim por diante. Se, por exemplo, eu e você formos candidatos, e se você tiver um milhão de votos, mas estar embaixo na lista, e eu tiver apenas um voto e estiver no primeiro da lista do partido, eu serei eleito porque o partido me indicou para ser o primeiro. Será que é isso que nós queremos?


Querem fazer uma cúpula de apenas seis ou, no máximo, oito partidos; querem definir quem será eleito por eles; e não querem que os evangélicos participem da política. Querem os votos dos evangélicos para elegerem seus nomes, mas não a participação dos evangélicos na política. Querem o “Voto em Lista” para colocar os evangélicos no final da fila e não na cabeça, porque sabem que a porcentagem de evangélicos está crescendo dentro da população, podendo eleger um número cada vez maior de representantes que defendam os valores desse segmento. Sabem que podemos até mesmo, num futuro breve, alcançar o poder desta nação e administrar a riqueza que Deus deu ao nosso país. Sabem que não queremos comungar com os ideais do espírito do anticristo, por isso querem nos banir da política. O anticristo conhece o Senhor JESUS Cristo. O anticristo conhece a Igreja e sabe que nós jamais aceitaremos os atos e os planejamentos dele. Definitivamente, não!


A nossa nação está caminhando para ser uma potência mundial neste século nos próximos trinta anos, e será uma nação majoritariamente evangélica. Eis a nossa pergunta: “É isso que queremos para a nossa nação – comungar com o espírito do anticristo?” Vamos aceitar isso? A Bíblia diz: “...resisti ao diabo e ele fugirá de vós...” Não podemos nos dobrar diante do avanço do mal.


Mas, como o anticristo pode dominar uma nação? Corrompendo os políticos, mudando as leis do país no Congresso Nacional, aprovando até cópias de leis de ditaduras comunistas para porem em um país democrático, como querem fazer aprovando a “Cláusula da Barreira” e o “Voto em Lista”. Não podemos aceitar isso. As igrejas crescem? São feitas leis contra as igrejas. Querem empurrar o homossexualismo para dentro dela, fazendo leis que proíbem os pregadores de se manifestar contra esse pecado. Não aceitam nenhum projeto de resgate para o homossexual. Recentemente, fiz um projeto de lei no Rio de Janeiro para que o Estado criasse um programa de ajuda psicológica para as pessoas que quisessem deixar o homossexualismo. A imprensa me apresentou como um inimigo dos gays e um perseguidor, quando a minha proposta estava voltada apenas para pessoas que desejam abandonar o homossexualismo. Eles interferiram no Conselho Federal de Psicologia para punir qualquer psicólogo que ofereça seus serviços para alguém que deseja abandonar a sodomia. Dessa forma, o suicídio acaba sendo a terrível alternativa para essas pessoas, quando não se tornam usuários de drogas por não desejarem mais enfrentar seus problemas.


Querem aprovar a lei do aborto, ou seja, decretar a morte de alguém que sequer tem a capacidade de se defender. Querem tirar-lhes o direito à vida. Eles usam os políticos para esse objetivo. Os defensores da Lei do aborto estão aí. A união civil homossexual é um ataque à primeira instituição criada por Deus, a família. É justamente o espírito do anticristo que está por detrás de tudo isso, com o desejo de dominar as nações por meio da elaboração de leis contra Deus. É nosso dever resistir a esse tipo de pressão. Os cristãos não podem, de forma alguma, aceitar essas leis perversas.


Antes que aconteça o arrebatamento da Igreja, nós não vamos entregar a nossa nação.



Por: Edino Fonseca

(Fonte: MP. 1510/Mar.2011)

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE?

A VERDADE EXPLICADA:

A Bíblia diz que é uma abominação um homem se deitar com outro homem como se fosse uma mulher, ou uma mulher se deitar com outra mulher como se fosse um homem. Leia: “...com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é...” ; “...quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles...” (Lv 18.22; 20.13).

A Bíblia diz que, por causa de certas abominações, tal como o homossexualismo, a terra vomitará os seus moradores: “...pelo que a terra está contaminada; e eu visitarei sobre ela a sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores...” (Lv 18.25). O apóstolo Paulo chamou isso de “vergonhoso”, o resultado de ser entregue por Deus às “paixões infames”. Leia: “...pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” (Rm 1.24-27).

No Antigo Testamento, aqueles que praticavam essas coisas eram removidos da congregação para serem executados. O Novo Testamento nos mostra que aqueles que praticam homossexualismo não entrarão no Reino de Deus: “...não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.” (I Co 6.9,10). O apóstolo Paulo mostra o homossexualismo como um estágio final na rebelião contra Deus. Quando as pessoas trocam a verdade de Deus por uma mentira e começam a adorar a criatura ao invés do Criador, elas são entregues ao pecado.

Quando os valores são invertidos e uma anarquia moral aparece, os homens atentam para a sensualidade de outros homens e mulheres atentam para a sensualidade de outras mulheres, e eles receberão o castigo em seus próprios corpos, por suas próprias ações: “...dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.” (Rm 1.22-27).

Do ponto de vista bíblico, o advento do homossexualismo é um sinal de que a sociedade está no seu último estágio de declínio.



(Fonte:Plenitude)

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O PRONUNCIAMENTO DE SHEVA BRACHOT

 A VERDADE:

"A noiva deve preparar-se, purificar-se, ataviar-se, e apresentar-se pronta, sempre apta a iniciar o cortejo nupcial. Quando perguntada se se envolverá com celebrações outras, ainda que bíblica e historicamente importantes, ela declara o seu compromisso em estender a muitos o convite que fazem: Ela, a Consagrada, e o Espírito, chamando a quantos queiram: “Vem!”


A VERDADE EXPLICADA:

Encontrar o seu “bashert” (shert, em ídishe, quer dizer, cortado), ou seja, encontrar alguém que tenha sido cortado sob medida, para então unir-se a ele ou a ela é o desejo da juventude em Israel. “Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne...”; palavras registradas em Gênesis, capítulo 2, verso 24, nutrem a esperança de que o compromisso do noivado (irussim) e do casamento (nissu’in) tornem dois em um só, verdadeiramente consagrados (kidushim) diante de Deus. Se possível, casarão em uma terça-feira, evocando o único dia da criação para o qual o Senhor disse “...está bom...” não apenas uma, mas duas vezes. Evitarão as datas religiosas, para que a sua alegria não se confunda com a de outras datas festivas (Talmud, Moêd Catán 8b). Convidarão amigos e conhecidos. O noivo (chatán – lê-se ‘ratan’) incumbirá um amigo especialmente chegado para que providencie os preparativos necessários ao cortejo e à cerimônia. A noiva (calá), provavelmente presenteará seu amado com um talit novo, pois o xale de orações possui 32 franjas, sendo oito em cada ponta, formando o número da palavra ‘lev’ – coração, em hebraico – querendo com isso dizer que entrega a ele todo o seu sentimento, como a suave cobertura das preces que por ele faz ao Eterno. O cerimonial começará na véspera do casamento, com saída do noivo, em direção à casa dos pais da noiva. Ela vem ao seu encontro. Ambos rumam, cada um com seu séquito, à casa dos pais dele, ao lugar do banquete. O dia seguinte será o dia da celebração. Nele as sete (sheva) bênçãos (brachot – lê-se ‘brarrot’) serão pronunciadas pelo celebrante, pelos convidados de honra, ou pela totalidade dos convidados ali presentes.

As bênçãos dizem respeito à gratidão do homem pela concessão da vida e da alegria, do amor, da comunhão, dos filhos, da perpetuidade de Israel. Assim ouvem-se as proclamações: 1. Bendito és Tu, ó Senhor, nosso Deus, Soberano do Universo, que cria o fruto da videira; 2. Bendito és Tu, ó Senhor, nosso Deus, Soberano do Universo, que criou tudo para a Sua glória; 3. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Soberano do Universo, que criou o homem; 4. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Soberano do Universo, que cria o homem à Sua imagem, moldando-o. Bendito és Tu, Senhor, criador do homem; 5. Que a estéril exulte e alegre-se com seus filhos, a ela reunidos. Bendito és Tu, Senhor, que alegra Sião com crianças; 6. Concede perfeita alegria a estes companheiros amorosos, como fizeste com a criação no Jardim do Éden. Bendito és Tu, Senhor, que concede alegria ao noivo e à noiva; 7. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Soberano do Universo, que criou júbilo e alegria, noivo e noiva, música, contentamento, júbilo, amor e harmonia, paz e companheirismo. Logo, Senhor nosso Deus, Poderoso, há sempre de ser ouvido nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém vozes de júbilo e alegria, as vozes do noivo e da noiva, as vozes daqueles unidos em matrimônio sob o pálio nupcial, as vozes dos jovens festejando e cantando. Santíssimo és Tu, Senhor, que faz com que o noivo se alegre com a sua noiva.

Provavelmente, unir-se-ão sob o céu aberto, sob a luz das estrelas, para que possam lembrar a promessa feita a Abraão, de que sua descendência seria numerosa como as estrelas do céu. A recordação dos propósitos do Altíssimo para a família será evocada. Longe da sensualidade, são evocados os princípios do gozo de uma sexualidade sadia. No casamento, o valor da pureza é ressaltado.

A expressão do valor da união entre um homem e uma mulher alcança seu clímax em que o próprio Senhor tenha escolhido tal celebração como metáfora para os acontecimentos futuros, tratando de Seu retorno para o encontro com a comunidade dos fiéis com a imagem de um casamento, as Bodas do Cordeiro. Há quem queira dispersá-la desse objetivo, mas o coração da noiva sabe discernir seu momento profético. A Israel, o Senhor ordenou as celebrações de Páscoa, Pentecoste, Tabernáculos, tendo todas elas uma dimensão memorial e, no que diz respeito à última, uma dimensão futura, quando o Reino Milenial se estabelecer. Também à Igreja cabe um ato memorial, quando celebra a carne e o sangue de Seu Senhor, ao mesmo tempo em que anuncia Seu breve regresso. No que diz respeito às festas judaicas os remidos nutrem por elas o carinho e atenção de todos os que aprendem com as Escrituras sobre a fidelidade de Deus, sobre o fiel cumprimento das profecias, sobre a beleza das verdades bíblicas, extraindo de suas narrativas as lições para sua própria caminhada. A Igreja vê JESUS como Sua Páscoa, o derramar do Espírito como seu Pentecoste e a presença divina em seu meio como o precioso tabernacular d’Aquele que afirma: “...onde estiverem dois ou três em meu nome, aí estarei...”

A noiva, vivendo a dimensão do Eterno, foge aos calendários e celebra sua libertação, seu revestimento e sua comunhão sempre e constantemente. Ela também despreza as celebrações pagãs que não fazem parte de seu chamamento e de sua verdade. A Igreja desloca-se do cristianismo histórico para unir-se indelevelmente à trajetória dos separados para Deus desde o Cenáculo, seu nascedouro.

A noiva deve preparar-se, purificar-se, ataviar-se, e apresentar-se pronta, sempre apta a iniciar o cortejo nupcial. Quando perguntada se se envolverá com celebrações outras, ainda que bíblica e historicamente importantes, ela declara o seu compromisso em estender a muitos o convite que fazem: Ela, a Consagrada, e o Espírito, chamando a quantos queiram: “Vem!”



Por: SARA ALICE CAVALCANTE

(Fonte: MP. nº 1554/Nov.2014)


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

O PROFETA DA GALILÉIA

A VERDADE:

O povo não via em JESUS apenas um profeta; via o elenco de todos os atalaias de Jeová. Confundiam-No com o Batista, por causa do ímpeto da mensagem e das constantes referências ao “Reino de Deus”. Tinham-No como Elias, em virtude dos milagres. Achavam-No parecido com Jeremias, porque como Jeremias desmanchava-Se em lamentos em consequência da pertinácia de Jerusalém. Para os judeus, JESUS poderia ser, também, Samuel, Natã ou mesmo Habacuque. Como o Filho de Deus, porém, era superior a todos eles.


A VERDADE EXPLICADA:

Durante Sua vida, exerceu Cristo plenamente o ministério profético. Ele exortou e consolou como Isaías. Como Zacarias, anteviu a tristeza da Cidade Santa. Realizou sinais e maravilhas como Elizeu. Como Daniel falou sobre a ressureição e discorreu sobre os dias derradeiros. Sofreu as afrontas de Amós e experimentou o amargor de Oséias.

Como duvidar de Sua atuação como profeta? Atestam-no as Escrituras: “...Jesus Nazareno, varão profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo...” (Lc 24.20). Em primeiro lugar, vejamos o Seu público reconhecimento como o mensageiro de Jeová.


O reconhecimento público

Da declaração de Pedro em Cesaréia, concluímos que o Senhor JESUS foi muito popular como profeta em Israel. Repassemos uma vez mais o maravilhoso texto: “...e, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipo, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas...” (Mc 16.13,14). Concluímos, também, desta passagem que o Senhor JESUS exerceu o mais completo de todos os ministérios proféticos. Se Moisés foi o profeta modelo, Cristo é um modelo de profecia. N’Ele cumprem-se todos os vaticínios e as predições todas tornam-se plenas em Seu sacrifício.

O povo não via em JESUS apenas um profeta; via o elenco de todos os atalaias de Jeová. Confundiam-No com o Batista, por causa do ímpeto da mensagem e das constantes referências ao “Reino de Deus”. Tinham-No como Elias, em virtude dos milagres. Achavam-No parecido com Jeremias, porque como Jeremias desmanchava-Se em lamentos em consequência da pertinácia de Jerusalém. Para os judeus, JESUS poderia ser, também, Samuel, Natã ou mesmo Habacuque. Como o Filho de Deus, porém, era superior a todos eles.

O ministério profético de Cristo jamais foi posto em dúvida. Quando de Sua entrada triunfal em Jerusalém, diziam os hebreus: “...este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia...” (Mt 21.11). Pode haver chancelamento mais legítimo do que este? Que profeta teve as credenciais mais prontamente aceitas? Mesmo na crucificação, sabiam os israelitas estarem levando ao madeiro o profeta anunciado no Deuteronômio.

Mais tarde, em Seu discurso no Templo, Pedro identifica o Senhor com o profeta que havia de vir, e não foi contestado por nenhum dos presentes. Disse o apóstolo: “...porque Moisés disse: O Senhor vosso Deus levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. E acontecerá que toda a alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo. E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra...” (At 3.22-25). Ao ouvirem estas palavras, compungiram-se os hebreus, porque não havia homem ou mulher em Israel que não considerasse JESUS como o profeta predito no quinto livro do Pentateuco – Deuteronômio. Mesmo assim, a empedernida nação judaica não quis receber o Príncipe da Vida.


Cristo, o espírito da profecia

Como o Verbo, que se fez carne, o Senhor JESUS é a ação executiva da criação. Por Seu intermédio, todas as coisas foram feitas; sem Ele nada existiria. Ele insuflou vida à natureza. Deu verdor à flora e movimento à fauna. Ordenou o Universo e distribuiu sentido à cada instância da existência. As Sagradas Escrituras, como Palavra de Deus, é a mais perfeita e distinta manifestação do Verbo.

E, o que é a Palavra de Deus senão a profecia das profecias? Até mesmo nesta quadra das coisas celestes, a figura de JESUS é mais do que ímpar. No Apocalipse, Seu ministério é assim designado: “...o testemunho de Jesus é o espírito da profecia...” (Ap. 19.10). Diante desta declaração, só podemos exclamar: Quanta autoridade confiou-Lhe o Pai!


Mas, em que sentido o testemunho de Cristo é o espírito da profecia?

Em primeiro lugar, porque todas as profecias, direta ou indiretamente, referem-se a Ele. Ainda que pareçam arredadas de temática messiânica, tiveram-No como essência. Embora se mostrem tão distantes do Nazareno, a sua essência continua a ser o Cordeiro de Deus. Apesar de exibirem outras cores, o carmesim do sacrifício de JESUS, qual fita de Raabe, pode ser visto encimando o colosso profético. Ora, se o objetivo da Escritura foi preparar o caminho do Filho de Deus, poderiam as profecias abandoná-Lo como o seu principal assunto?

Todas as mensagens proféticas foram enunciadas visando o ministério do Senhor JESUS. Quando os profetas, por exemplo, antecipavam a queda de reinos e a desdita de nações, estavam versando sobre Cristo. Se Jeová não tivesse abatido a soberba da Assíria e o orgulho de Babilônia, os povos gentílicos teriam destruído Israel e, com Israel, a ascendência humana do Senhor. Para dar mais um exemplo, falemos do ardoroso Elias. Quando o profeta do fogo censurou Acabe por ter-se apossado da vinha de Nabote, nada mais estava fazendo do que manter a pureza dos pactos que testemunhavam do Filho do Homem.

O testemunho de Cristo é o espírito de profecia, porque todo enunciado profético é palavra e, da boca do próprio Deus, suscitada. E, quem é JESUS senão a própria Palavra? Até mesmo nas mudas mensagens de Ezequiel divisamos o Senhor JESUS. Ousasse o profeta encerrar-se no mais silencioso dos ministérios e não poderíamos deixar de ouvir o Verbo. Quando os mensageiros do Altíssimo vaticinavam, o Verbo fazia-Se dinâmica presença em seus lábios. Afirmou o apóstolo Pedro: “...da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar...” (I Pe 1.10-12).


Não há como dissociar o Senhor JESUS da profecia!

A Sua vinda foi precedida de profecias. O Seu nascimento foi a coroação do movimento profético. Quanto ao Seu ministério, foi todo profético e exercício profético. Na Sua morte, houve presença profética. Ele ressuscitou e as profecias tornaram-se mais eloquentes. O seu retorno está sendo precedido por formidáveis cumprimentos proféticos. Enfim, sem Cristo, o profetismo inexistiria! Todas as Suas palavras eram legítimas e provadas profecias. Ele é o profeta dos profetas. Sem o Seu ofício, a redenção anunciada pelos mensageiros do Pacto Antigo tornar-se-ia vã. Aliás, nem os próprios mensageiros alcançariam a redenção sem o Seu ministério vicário. Seu sacrifício é a mais bela das mensagens proféticas.

Assim, ouvirás tú as palavras do profeta da Galiléia? É tempo de ouvir o Seu clamor!



Por: Claudionor Correa de Andrade

(Fonte: MP.1247/Jan.1991)

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

O PODER DO SANGUE DE JESUS

A VERDADE EXPLICADA:

O PODER DO SANGUE DE JESUS


O sangue de Cristo é o que de mais precioso poderia existir, pois é o único elemento em todo o universo que limpa o homem do pecado (I Pe 1.18-20). Seu valor é imensurável, pois é sangue divino (At 20.28). Assim como o organismo humano depende do sangue para a sua existência, o cristão depende do sangue de JESUS para a sua existência e sobrevivência espirituais. Se fôssemos projetar arquitetonicamente as realidades da Bíblia como uma cidade, a avenida principal e central seria o sangue de JESUS, uma vez que a salvação, a redenção, a justificação, a reconciliação, a purificação, a santificação, a propiciação, a cura divina, o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais, o fruto do Espírito, a libertação vem todos através do sangue de JESUS.

O que o sangue de animais não podia fazer na antiga aliança, pois somente expiava e cobria os pecados dos santos, aguardando o sacrifício maior e perfeito do Cordeiro de Deus, o sangue redentor de JESUS fez, uma vez para sempre. Este sangue fala e intercede junto a Deus em nosso favor (Hb 12.22-24). Todo cristão verdadeiro confia no sangue de JESUS (Rm 3.23-25).

Quais são os benefícios que o precioso e imaculado sangue de JESUS provê ao crente? Aqui estão alguns, fundamentados na Palavra de Deus:


A redenção pelo sangue (Ef 1.7; Rm 5.9,10) A justificação pelo sangue (Rm 5.9) A purificação do pecado pelo sangue (I Jo 1.7) A reconciliação através do sangue (Cl 1.20; Rm 3.25) A paz através do sangue (Cl 11.20) O acesso a Deus pelo sangue (Ef 2.13) A consciência limpa pelo sangue (Hb 9.13) A santificação através do sangue (Hb 13.12) A comunhão com Deus através do sangue (I Co 10.16) A inclusão no concerto eterno, efetuado pelo sangue (Hb 13.20) A condição de rei e sacerdote para com Deus através do sangue (Ap 1.5,6) A vitória sobre Satanás pelo sangue (Ap 12.11) A vida eterna através do sangue (Jo 6.53-57,63)


Todos os benefícios que o cristão recebe de Deus é através dos méritos e do valor do sangue de Cristo, presentes diante do trono de Deus. Não percamos a visão do Calvário e da obra expiatória do Senhor JESUS e do supremo valor do Seu precioso sangue.



Por: Bernhard Johnson

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

O PODER DE DESTRUIR E EDIFICAR O LAR

A VERDADE:
"São as suas escolhas, renúncias e decisões que vão formar os valores familiares deste novo grupo de indivíduos que vão construir ou demolir a casa. O comportamento de cada um vai influenciar a vida dos outros simultaneamente, por isso é imprescindível que cada membro da família tenha em mente primeiro os valores comuns, familiares, as normas internas de convivência e solidariedade entre si para sustentabilidade de uma família sadia. Seus filhos aprenderão com seu exemplo, mais do que com suas palavras".


A VERDADE EXPLICADA:
Dentro da estrutura familiar, Deus distribuiu atribuições perfeitas, assim como dons para com elas arcar, a cada membro. Veremos aqui no poder e na responsabilidade confiados à figura feminina dentro do lar.

O primeiro papel que uma mulher desempenha em sua casa é o de esposa. Neste, deve semear o amor, a união e a comunicação com seu cônjuge para que todos os canais de relacionamento estejam ativos e preparados para amadurecer o relacionamento conjugal e estarem aptos a receber e educar de forma sadia os filhos que virão.

Com a chegada do primeiro bebê, há uma mudança radical na vida dos cônjuges. Enquanto casal, os dois adultos mantinham algum tempo privativo, individualidades, agora fica impossível preservar tudo isso. É por esse motivo que a chegada de um filho deve ser planejada, esmerada, de forma que o novo membro da família se sinta plenamente recebido de maneira feliz e desejada.

Certamente, você já leu várias vezes o versículo 1 de Provérbios 14: “Toda a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba-a com as suas próprias mãos”. Temos algumas reflexões muito importantes para fazer sobre este versículo, a saber:

“...toda a mulher...” – Isso dá-nos o entendimento de que a sabedoria é para todas as mulheres que a buscam. A sabedoria tem em si o altruísmo, ou seja, o próximo.
“...edifica...” – Edificar é mais profundo do que construir. É mais que erguer, envolve a estrutura, o alicerce, a utilidade e resistência da casa. Logo um lar edificado por uma mulher sábia tem segurança, força frente às adversidades, beleza, harmonia, alegria, etc...
“...mas a tola derruba-a com suas próprias mãos...” – Perceba que a responsabilidade ou culpa não é de ninguém, a não ser da mulher que tem todo o “poder de realizar” em suas mãos, mas procede de forma tola, mais carnal que espiritual, imprudente, precipitada, egoísta (Pv 18.1).


Construtora ou demolidora
A Palavra de Deus nos ensina a agir segundo a sabedoria divina, desprezando a sabedoria mundana, diabólica (Tg 3.13-18), bem como a conquistar um caráter cristão, tendo o fruto do Espírito (Gl 5.22). Essas orientações valem para todos nós. Sozinho, ninguém consegue tais proezas. Temos um Ajudador. A diferença está em quem de nós O busca e quem O apaga pouco a pouco em sua rotina.

Lembremos que antes de sermos eficazes como pais, nós temos que sê-lo como filhos, cônjuges, irmãos, amigos e cristãos. Uma mãe precisa do apoio do esposo, como pai de seu filho, como seu companheiro, para que consiga desempenhar com eficácia seus afazeres e ideais pela família. Muitas vezes, as opiniões divergem e é necessário que o caráter cristão fale mais alto para renunciar às próprias vontades em prol da vontade divina. Deus honra a mulher que é submissa. Essa atitude, portanto, não faz dela menor, mais fraca, muito pelo contrário. O Senhor é contra todo tipo de rebeldia, mas deleita-se na obediência.

São as suas escolhas, renúncias e decisões que vão formar os valores familiares deste novo grupo de indivíduos que vão construir ou demolir a casa. O comportamento de cada um vai influenciar a vida dos outros simultaneamente, por isso é imprescindível que cada membro da família tenha em mente primeiro os valores comuns, familiares, as normas internas de convivência e solidariedade entre si para sustentabilidade de uma família sadia. Seus filhos aprenderão com seu exemplo, mais do que com suas palavras.

Em Provérbios (14.1), observamos a tamanha responsabilidade da mulher. A mãe é o membro de maior influência no grupo, e é neste sentido que a Palavra de Deus afirma que está em suas mãos a capacidade de edificar ou construir.

É claro que não é fácil, mas é possível e muito recompensador. Afinal, quem diz isso é o mesmo que quer ajudar a cada mulher a ser sábia, a ter um lar de amor, onde não falte cooperação, paciência, solidariedade e união.


Comunicação no lar
Uma boa comunicação familiar é fundamental, uma vez que precisamos desabafar, receber conselhos, aconselhar, pensar juntos e analisar os fatos antes de uma decisão. E ninguém melhor que a família para compartilhar de momentos decisivos. Seus filhos, observando esse canal aberto, não precisarão recorrer a outras fontes, às vezes tão danosas, para resolver seus dilemas, dúvidas e problemas.

A mãe com esta sabedoria, credibilidade e influência é também uma ponte entre todos os membros da família, diluindo as diferenças, os desencontros, da melhor forma possível. Este papel é essencial para a boa performance familiar e para que a união e a amizade entre os membros sejam constantes.

Segundo pesquisas do Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos, junto à Universidade Yale e Universidade de Michigan, a mulher, ao se tornar mãe, tem uma modificação estrutural em seu cérebro, desenvolvendo uma capacidade maior de conexão entre todos os neurônios. Ou seja, se uma mulher que ainda não é mãe já tem grande capacidade de conectar as várias caixas mentais (assuntos diversos) ao mesmo tempo, ao tornar-se mãe a sua capacidade aumenta, trazendo velocidade, dinamismo em conectar assuntos, banco de dados armazenados para a tomada de decisão, ação. Observe como Deus fez tudo perfeito. Os próprios cientistas admitem que “essas alterações estão relacionadas à criação de vínculos com os recém-nascidos como um recurso da natureza para garantir que as mães protejam, cuidem melhor dos seus filhos”.

Essa capacidade materna de proteção torna a mãe ainda mais ágil, preventiva e fica dada vez mais difícil esconder uma ação, um sentimento, daquela que o gerou, ou que é sua companheira.

Os gestos mais singelos e simples de uma mãe resgatam os valores mais nobres da convivência familiar. O almoço do domingo que ela prepara com todo o carinho, o chazinho para quem está resfriado, o leite quente antes de dormir, a participação na reunião do colégio, o lanche para os amigos durante o trabalho escolar, etc...

Atualmente, existe uma infinidade de literaturas, até mesmo cristãs, ajudando a mãe em suas tarefas: informações sobre a forma de trocar o bebê, brincar com a criança de forma lúdica e instrutiva, de educar os filhos em várias fases da vida, lidar com as personalidades diferentes, ensinando a dizer ‘não’ ou ‘espera’ como respostas positivas e necessárias à formação do caráter dos filhos, entre outros conhecimentos.

Recorrer a elas é muito interessante e de grande valia. Mas nunca se esqueça que sua principal fonte, aquela que habilita sua alma e a capacita em todas as esferas é a Palavra de Deus. Um tempo atrás eu concordava com o jargão: “Filho vem sem manual de instrução”, mas agora entendo ser a Bíblia Sagrada o melhor e mais eficaz manual de instrução na educação dos filhos, na edificação e manutenção da família e do lar. Faça uso dela e você e sua família experimentarão proezas.

Ser uma esposa, mãe, mulher sábia é ter a grande chance de construir seres humanos excelentes, um lar feliz e um legado inesquecível!



Por: Rosana Beda
(Fonte: MP. 1556/Jan.2015)

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

O EXEMPLO DE EZEQUIAS

A VERDADE EXPLICADA:

Certas datas históricas destacam-se entre os eventos mundiais no destino da humanidade. Por exemplo, no ano 490 ªC. travou-se a batalha de Maratona. Os gregos, embora dispondo de número de soldados muito inferior, repeliram os persas, evitando assim que seus exércitos penetrassem mais na Europa.

No ano 732, na batalha de Tours, no sul da França, Carlos Martel fez recuar os mouros, seguidores de Maomé. Se ele tivesse fracassado, é bem possível que a religião islâmica viesse a dominar todo o continente europeu. Nos Estados Unidos, o ano de 1.776 marcou o nascimento dessa nação.

Outra data que precisamos lembrar é 713 ªC., que foi um ano de grande triunfo e de grande tragédia, de milagres e de erros. Foi um ano que influenciou decisivamente a história do povo de Deus. Essa data tem uma mensagem simbólica, especialmente para os membros das Assembleias de Deus.

Ezequias tornou-se rei de Judá 14 anos antes dessa data. Ele era um homem de destaque. Segundo o livro de II Reis (18.15), ele era o melhor rei que Judá teve até essa data. Mas ele também falhou. Seu exemplo e queda é o que encontramos na história dos avivamentos. Convém que nós observemos bem a triste história de Ezequias e aprender as lições que nos ensinam, a fim de não repetirmos seus erros. O reinado de Ezequias iniciou-se com avivamento. O templo do rei Salomão havia caído em desuso. O mesmo não era mais o centro do culto a Deus. O lixo cobria as áreas sagradas. Só uma liderança enérgica poderia melhorar as coisas.

No primeiro mês do seu reinado, o rei mandou fazer uma limpeza geral em torno do templo. O lixo foi jogado no rio Jordão e os serviços religiosos foram novamente restabelecidos. Ezequias também fez a nação voltar aos princípios e às doutrinas de sua fé. A grande festa da Páscoa, que celebrava a libertação do Egito, havia sido abandonada. Ezequias restituiu a sua observância. As Escrituras afirmam que foi a maior Páscoa celebrada desde os dias de Salomão, quase 300 anos antes.

O ano 713 ªC., o 14º ano do reinado de Ezequias foi um ano de milagres. Foi nesse ano que Senaqueribe, rei da Assíria, trouxe seu exército para diante da cidade de Jerusalém, ameaçando destruí-la. Em resposta à oração de Ezequias, Deus enviou um anjo que em uma noite matou 185.000 soldados do exército assírio.

Também nesse mesmo ano, Ezequias foi curado. Doente para morrer, o rei pediu a Deus que prolongasse a sua vida e o Senhor lhe deu mais 15 anos de vida (II Re 20.1). Ainda mais dramático do que a cura de Ezequias foi o sinal que Deus lhe deu. O profeta Isaías perguntou ao rei qual o sinal de libertação da doença que desejava: que a sombra do sol se adiantasse 10 graus ou voltasse 10 graus para trás, no relógio de Acaz. Neste relógio de sol havia uma coluna perpendicular no topo de uma série de graus. Normalmente a sombra adiantava-se com o movimento do sol, mas o rei pediu que o sol alterasse o seu curso para o oposto do normal. Levantar-se-ia no oeste e não no leste. Foi este o sinal que Deus deu ao rei Ezequias.

Todo o mundo, então conhecido, tomou conhecimento dos milagres realizados naquele ano. Souberam da derrota de Senaqueribe, se bem que, provavelmente, não ficaram sabendo que um só anjo havia causado a derrota! Souberam também da cura de Ezequias, mas os dirigentes do Império Babilônico teriam se interessado especialmente no milagre do relógio de sol. Os caldeus estudavam muito a astronomia e certamente foram os primeiros a notar o estranho funcionamento solar. Para verificar o fenômeno de perto, alguns embaixadores da Babilônia foram enviados à Jerusalém. Ficaram sabendo, então, que o Deus dos hebreus é que havia operado aquele estupendo milagre.

Que excelente oportunidade teve o rei Ezequias para falar aos embaixadores babilônicos acerca de Jeová, o verdadeiro Deus, que ama a todos os seres humanos! Grandes coisas poderiam ter acontecido. Seu testemunho poderia ter influenciado os líderes babilônicos a aceitarem a Deus e um avivamento poderia ter sido produzido em todo o Império Babilônico. Infelizmente, a Bíblia nada informa acerca de Ezequias ter testemunhado para os embaixadores caldeus sobre o poder de Jeová. O rei falhou tristemente. Ele não soube aproveitar a grande oportunidade que Deus lhe dera e nem correspondeu ao benefício que recebeu porque “...o seu coração se exaltou...” (II Cr 32.25). Em vez de lhes mostrar as coisas de Deus, ele “...lhes mostrou a casa do seu tesouro, a prata e o ouro, e as especiarias, os melhores unguentos, e a sua casa de armas...coisa nenhuma houve que lhes não mostrasse, nem em sua casa nem em todo o seu domínio.” (II Re 20.13)

Ezequias também falhou quanto às coisas do seu futuro. Deus enviou-lhe o profeta Isaías para lhe comunicar o seguinte aviso: “Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para Babilônia. E não ficará coisa alguma...e dos teus filhos tomarão para que sejam eunucos no palácio do rei de Babilônia.” (Is 39.6,7). Qual foi a resposta de Ezequias a esta profecia de juízo? Foi a seguinte: “Boa é a palavra do Senhor que me disseste. Disse mais: E não haverá, pois, em meus dias paz e verdade?” Esta resposta revelou a dureza do seu coração, a sua irresponsabilidade e egoísmo. Depois disso, nasceu o seu filho Manasses, o mais ímpio de todos os reis de Judá.

Em menos de 100 anos após a morte de Ezequias, os babilônios haviam dominado Judá. Vinte anos depois, a cidade de Jerusalém era um monte de ruínas e o belo templo de Salomão estava completamente destruído. Milhares de judeus foram levados cativos. Os tesouros do domínio de Judá vieram a adornar os templos dos falsos deuses de Babilônia.

Oremos, pois, ao Senhor para que não venhamos a cometer os mesmos erros que o rei Ezequias praticou e que venhamos a compreender a importância de tributar toda a glória Àquele que criou todas as coisas.



Por: RALPH HARRIS 

(Fonte: MP. 1236/Jan.1990)

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O DESAFIO DAS OUTRAS RELIGIÕES

A VERDADE:

"Como podemos então formular nossa teologia sobre as religiões? Nós costumamos dizer que as outras religiões são apenas “artimanhas do diabo”, ou apenas “um esforço natural do homem para encontrar a verdade”, ou “forte aproximação do Evangelho”. Se fôssemos relacionar tudo o que sabemos hoje acerca de pessoas de outra fé com tudo o que se encontra nas Escrituras, nossa teologia sobre as outras religiões teria que ser bastante flexível para incluir elementos destas três definições".


A VERDADE EXPLICADA:

Quando falamos acerca de outras religiões, estamos falando de dois terços da população mundial. Uma vez que grande percentagem dessa população é de pobres e famintos, seria supérfluo dizer-se que a pobreza e a diversidade de religiões são dois aspectos importantes que precisamos considerar. Em nossa opinião, entre os dois bilhões que não ouviram falar, ainda, do Evangelho, temos que nos deparar não somente com a situação em que eles vivem, mas também com a religião que eles certamente vem praticando.


Por que encaramos as demais religiões como um desafio?

Em parte é porque elas tem uma visão mundial que conflita com muitos dos nossos pontos de vista, mas em parte também porque ao invés de desaparecer, ou desintegrar-se, como pensavam nossos antepassados, quase todas elas tem crescido em número e cada uma tem pelo menos sua própria visão de como converter o mundo.

De que maneira nós tentamos discutir o “desafio das outras religiões”? Eu acredito que não seja tão fácil assim elaborar estratégias para alcançar os povos de outra fé. Enquanto nos dedicamos a essa ingente tarefa, ou antes que a comecemos, precisamos pensar seriamente sobre as demais religiões em geral. Sua múltipla existência, seu valor numérico, seu esforço e sua resistência à mensagem cristã nos estariam forçando a competir com esta difícil questão teológica, à qual a igreja como um todo no século XX tem sido ineficiente para combater. Precisamos esfriar a cabeça e aquecer o coração. Existem quatro destas questões importantes que podemos explorar resumidamente usando a Bíblia como auxílio para encontrar respostas apropriadas e relevantes.


Qual a nossa teologia sobre as demais religiões?

Os cristãos evangélicos tendem a enfatizar passagens bíblicas que apresentam as outras religiões sob pontos de vista negativos. Mas o Livro de Gênesis mostra uma teologia das nações, na qual Jeová não é meramente um Deus tribal, mas Se identifica com todas as setenta nações. Melquisedeque é descrito como sacerdote do Deus Altíssimo, el Elion e Abraão parece identificar o Deus de Melquisedeque com Jeová quando ele fala de Jeová, Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra (Gn 14.18-22). Este mesmo Deus de Abraão comunicou-Se com um estrangeiro como Abimeleque, em sonhos (Gn 20.6,7). E Jó, que vivia na terra de Uz, talvez durante a época dos patriarcas, não tinha contato pessoal com Jeová (Jó 38.1; 40.1; 42.1). Vários dos profetas tiveram de rever as atitudes de arrogância, superioridade e autossuficiência às quais frequentemente se misturavam às suas convicções de exclusivismo (Am 9.7). Jonas foi um missionário relutante que verificou para sua surpresa que povos de outra fé são mais receptivos para com Deus do que Seu próprio povo (Jn 3.4). E Malaquias estarrece seus ouvintes quando sugere que os sacrifícios oferecidos por seus vizinhos pagãos poderiam ser mais aceitáveis para com Deus do que seu próprio culto, que se mostrava carnal e deficiente (Ml 1.6-14).

Igualmente os discípulos de JESUS descobrem que as suas atitudes com os povos de outras raças e fé precisavam ser mudadas. Em resultado do que aconteceu a Cornélio, Pedro disse: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas, mas que lhe é agradável aquele que em qualquer nação o teme e obra o que é justo...” (At 10.34,35). Cornélio se identificou com o Evangelho antes mesmo de ter a experiência da salvação e a palavra “aceitável” (doctos) não significa justificado ou salvo, mas apenas qualifica pessoa de outra religião que tem o temor de Deus em seu coração.

Como podemos então formular nossa teologia sobre as religiões? Nós costumamos dizer que as outras religiões são apenas “artimanhas do diabo”, ou apenas “um esforço natural do homem para encontrar a verdade”, ou “forte aproximação do Evangelho”. Se fôssemos relacionar tudo o que sabemos hoje acerca de pessoas de outra fé com tudo o que se encontra nas Escrituras, nossa teologia sobre as outras religiões teria que ser bastante flexível para incluir elementos destas três definições.


O que dizer das pessoas de outras religiões que nunca ouviram falar do Evangelho?

Eu levanto esta questão aqui, em parte porque sinto considerável insegurança entre os cristãos com as respostas que foram dadas no passado e, em parte, porque muitos dos “liberais” duvidam de que encaremos seriamente o dilema ou sintamos a lógica das nossas respostas.

Em termos simples, a questão é a seguinte: É a salvação apenas para aqueles que conscientes e abertamente professam a fé em Cristo? Estão as pessoas de outra fé, antes e depois da época de JESUS, que não ouviram a mensagem, definitivamente excluídas da possibilidade de salvação?

Colocada nestes termos, a questão nos ajuda a entender porque o presente debate é muito mais complicado do que parece ser. No passado era como se tivéssemos uma simples escolha entre as respostas cristãs tradicionais e o universalismo que diz que todo mundo será salvo. Mas agora o número de opções se multiplicou. O exclusivista crê que JESUS Cristo é o único caminho para a salvação.

O inclusivista crê que embora JESUS seja a final e definitiva revelação de Deus, Sua presença e atividade salvífica podem ser encontradas nas religiões não-cristãs. A salvação oferecida através do Senhor JESUS pode por essa forma ser medida através de outras confissões além do cristianismo.

O pluralista crê que toda religião apresenta caminhos para a salvação, os quais são igualmente válidos e que o cristianismo não se pode julgar o único meio ou o substituto de outros meios.

Todos os que subscrevemos o Pacto de Lausanne afirmamos que a salvação vem unicamente através de Cristo, o que possivelmente nos coloca claramente entre os exclusivistas. Mas eu temo que nós não concordemos inteiramente quando nos defrontamos com as implicações da posição exclusivista quanto àqueles que nunca ouviram falar do Evangelho. Nós todos concordamos em que a salvação é uma insuperável graça de Deus recebida através do arrependimento e da fé.

Alguns de nós insistem que só pode haver arrependimento e fé articulados em resposta à pregação do Evangelho. Outros, porém, sem querer concordar inteiramente com o inclusivista sentem certamente certa atração pelos seus conceitos e creem que Deus deve ter planos particulares para o coração humano e sabe onde há evidência de genuíno arrependimento e fé, mesmo quando não sejam expressos em palavras. Apenas eu espero que possamos reconhecer diferenças dessa espécie ao lado de nossa convicção pessoal de que a salvação não pode ser alcançada a não ser no Nome de JESUS (At 4.12).

E qual o recurso da Escritura quando nos sentimos embaraçados diante dessas difíceis questões? Entre outras passagens, voltamos à promessa de Deus a Abraão de que sua descendência seria tão numerosa quanto o pó da terra, as estrelas do céu e a areia da praia (Gn 13.16; 15.5; 22.17). Eu relembro também como JESUS respondeu à pergunta: “Senhor, são poucos os que se salvam?” Ele recusou-Se a responder em termos numéricos e em contrário fez esta advertência: “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida poucos há que o encontrem...” (Mt 7.13,14).


Dialogar ou não dialogar?

Parte do nosso problema aqui é que o termo “dialogar” significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para alguns, ele simplesmente significa uma conversação entre duas ou mais pessoas, enquanto para outros implica numa particular compreensão para com outras crenças. Para ilustrar esse fato eu quero fazer uma ligeira comparação com a descrição que Lucas fez de JESUS no templo aos Seus doze anos (Lc 2.46,47). JESUS está com alguns dos líderes religiosos, sentado entre eles, ouvindo o que eles diziam e fazendo-lhes perguntas. Seus interlocutores estavam abismados com Sua sabedoria e respostas.

O valor desse encontro para mim está em que Ele mostra a existência de um sincero interesse em dialogar. Então “sentado entre eles” me parece significar colocar de lado meus preconceitos e pôr-me à vontade diante de pessoas de outras crenças. “Ouvindo-os”, me coloca em posição de dar-lhes tempo, para explanar suas razões, ler o que elas escrevem e ver o que elas transmitem. Eu lhes faço perguntas porque eu quero compreender seus pontos de vista e apreciar suas esperanças e seus temores. Eu peço constantemente ao Senhor que me dê discernimento especial que me habilite a descobrir onde temos algo em comum e onde nossas opiniões colidem. Então quando o clima se torna propício e eu tenho oportunidade de falar de JESUS, meu testemunho é: eu espero identificar-me com as suas dúvidas e não somente com as minhas.

Mas o que aconteceu depois, quando JESUS entrou em discussão com líderes religiosos durante o Seu ministério público? Os Evangelhos sinóticos nos mostram os principais motivos em que Ele era questionado e muitos destes parecem ser relevantes em nossa discussão com pessoas de outras crenças. O Evangelho de João, contudo, relata diálogos de flagrante desconsideração que focalizam uma objeção radicalista às reivindicações de JESUS: “Tú, um mero homem te fazes Deus... “ (Jo 10.33). Dessa forma o quarto Evangelho deixa claro que para JESUS, dialogar é mais do que mútua comunicação, porque basicamente aquilo o conduzia para a cruz.

Vemos Paulo dialogando em igualdade de condições com seus contendores em Atenas. Ainda que ele estivesse extremamente penalizado com a idolatria que o rodeava (At 17.16), não começou sua palestra com uma afirmação negativa. Ele não está desprestigiando a sua crença ou tripudiando sobre suas práticas quando descreve os atenienses com “um tanto supersticiosos”. No decorrer do seu discurso ele escolheu suas palavras cuidadosamente, deliberadamente consoantes com os diferentes grupos a quem falava. Ele naturalmente se contrapôs a algumas de suas ideias quando disse: “Sendo nós pois geração de Deus não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro ou à prata ou à pedra esculpida...” e proclamou sem apologia que Deus “...não tendo em conta os tempos da ignorância anuncia agora a todos os homens e em todo lugar que se arrependam...” Mas ele reconhece a sinceridade do seu culto e sua pesquisa e começa sua pregação dessa forma: “Este, pois, que vós honrais não conhecendo é o que eu vos anuncio...” (At 17.23).

Este modelo de diálogo de JESUS e Paulo me convence de que não faz sentido tentar separar a pregação do diálogo. Eu quero portanto perguntar aos meus irmãos se estamos dialogando com pessoas de outras crenças usando os mesmos argumentos empregados por JESUS e pelo apóstolo Paulo e se com estes exemplos diante de nós há alguma razão para relutarmos em praticá-los.


Qual a nossa pregação para pessoas de outras crenças?

O pedido de oração que Paulo fez aos Efésios no capítulo 6 verso 19, tem especial relevância para a maneira como devemos orar em favor daqueles que professam outras crenças. Quando ele fala do “Mistério do Evangelho”, ele usa o termo musterion que tem conotação com o mistério das religiões do seu tempo. Mas para Paulo a boa nova sobre JESUS não é um mistério a ser propagado somente aos iniciados, mas é um privilégio a ser divulgado no mundo inteiro. E usa então o termo “paresia” oriundo de Atenas com sua tradição de livre pensamento. Então ele está pedindo oração para que ele tenha liberdade de falar destemidamente e que lhe seja dada a mensagem precisa para comunicar as boas novas aos diferentes grupos (Ef 6.19,20).

Mas há outro contexto no qual os crentes coletivamente pedem ousadia e isso aconteceu quando Pedro e João oravam na igreja de Jerusalém. Eles pediam ao Senhor que os livrasse do temor e lhes desse ousadia para falar. “Concede aos teus servos que falem com toda ousadia a tua palavra...” (At 4.19). Ao mesmo tempo eles sentiram que suas palavras não seriam suficientes e pediram ao Senhor que agisse por Sua própria soberania e poder, “...enquanto estendes a tua mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu Santo Filho Jesus...”

O que quer que pensemos acerca da chamada Questão Carismática, eu confio que todos reconheçamos a especial influência da oração dos apóstolos em nossa oração pelas pessoas de outras crenças. É frequente uma especial demonstração de Deus através de JESUS na conversão de muçulmanos, hindus, budistas e pessoas de outras religiões que aceitam JESUS como Salvador. Se todas as igrejas estivessem orando regularmente conforme os irmãos oraram, duas coisas poderiam acontecer: primeira, empregaríamos métodos e esforços mais adequados para a conversão de pessoas de outras crenças, e, segunda, poderíamos aumentar a nossa confiança e reconhecer a operação do Espírito Santo entre pessoas de outras crenças no sentido de faze-las entender a obra redentora do Senhor JESUS Cristo.




Por: Colin Chapman

(Fonte: MP.1240/Jun.1990)