sexta-feira, 30 de junho de 2023

NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO (II)

A VERDADE:

"Adão e Eva foram milagrosamente criados por Deus. Mas, desde então, todas as pessoas tem sido geradas no ventre. Nascer é a extensão do milagre da criação. O ato sexual foi designado por Deus para o prazer do esposo e da esposa e para a procriação da raça humana. Não foi estabelecido como uma diversão comum ou uma afeição a ser demonstrada de modo promíscuo".


A VERDADE EXPLICADA:

Nós não temos dez sugestões no Livro de Êxodo. Nós temos Dez Mandamentos. Deus não submeteu estes mandamentos à nossa aprovação, mas à nossa obediência. Ele não nos recomendou não cometer adultério. Ele ordenou que não o façamos.

Mas, por que? Por que Deus Se mostra tão avesso ao sexo fora do casamento?

A união física entre um homem e uma mulher é a única que produz uma alma vivente e imortal. Ela tem o poder de produzir vida. Este é o maior dom de Deus, com exceção da salvação.

E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem tornou-se alma vivente...” (Gn 2.7). “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu, e tomou uma de suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que Deus tomou do homem, formou uma mulher e trouxe-a a Adão...” Gn 2.21,22).

Adão e Eva foram milagrosamente criados por Deus. Mas, desde então, todas as pessoas tem sido geradas no ventre. Nascer é a extensão do milagre da criação. O ato sexual foi designado por Deus para o prazer do esposo e da esposa e para a procriação da raça humana. Não foi estabelecido como uma diversão comum ou uma afeição a ser demonstrada de modo promíscuo.

Por esse motivo os pais cristãos devem ensinar seus filhos não somente as funções normais do sexo, mas também as suas finalidades. O objetivo do sexo não pode ser inteiramente exposto numa palestra pública fora de um contexto de valores. Tirando-se esses valores teremos nada mais que cópulas irracionais. Como as aves no quintal, as cenas de deboche e nos filmes pornográficos.

É o diabo e não Deus que tem trazido a desonra ao leito conjugal. É o diabo e não Deus que tem tornado culposo o ato sexual. O Criador idealizou o mais prazeroso dos dons para presentear a raça humana, porém, satanás vituperou-a e o arremessou na sarjeta. Se você quer uma imagem de amor e romance segundo a ótica de Deus leia e releia o Cântico dos Cânticos, de Salomão, no Antigo Testamento. Não há mais lindo poema de amor. Compare estas páginas com o conteúdo das revistas expostas nas bancas de jornais e você começará a ver como temos regredido moralmente.

A união carnal entre um homem e uma mulher é a mais íntima possível. Exatamente como foi no Jardim do Éden, Deus tem preparado uma mulher para cada homem e um homem para cada mulher. Sua composição mental, espiritual e física é destinada a um companheiro só. Acreditar na viabilidade de um triângulo amoroso é não somente uma quebra de votos, mas uma desordem que causará um impacto negativo em todos os seus sagrados sentimentos.

Adão e Eva viveram no Jardim do Éden em seu estado natural por muito tempo, sem qualquer sentimento de vergonha e culpa. Não sofriam qualquer tipo de recriminação. Somente quando admitiram que satanás se interpusesse entre eles sentiram-se culpados e passaram a ter medo: “E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele lhe disse: Ouvi a tua voz soar no jardim e temi, porque estava nú e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nú...?”

Não! Você jamais poderá pôr a culpa em Deus. Ele não a originou. Ela se manifesta através das obras de satanás que se alojam em seu coração e consciência, quando se produz o triângulo amoroso. Satanás é mentiroso. Ele está espalhando a inverdade de que Deus é uma invenção em nossa sociedade. Que Ele não entende as necessidades biológicas do homem e da mulher.

Eu lhe peço para tapar os ouvidos a esta filosofia infernal. Deus conhece as nossas necessidades. Deus cuida do nosso bem e da nossa felicidade. Deus quer que você goze saúde, satisfação e vida amorosa. Eis porque Ele exclama do Seu trono: “Não cometerás adultério...”

Adultério e idolatria são virtualmente a mesma coisa. O amor entre um homem e uma mulher é a imagem do amor de Cristo por Sua Igreja. Por Igreja entendemos toda pessoa que nasceu de novo através do Espírito de Deus. Esta é uma união de amor. Nós estamos ligados a Cristo para a salvação. Um dia o Senhor JESUS voltará e nós seremos presenteados a Ele nas bodas do Cordeiro. JESUS voltará para uma noiva imaculada, uma noiva ataviada com vestidos de pureza e obediência.

Nosso relacionamento com o Senhor JESUS é um compromisso. Nós temos prometido viver perante Ele e para Ele. Cristo tem o direito de esperar que cumpramos nossas promessas, assim também seu esposo e sua esposa. O casamento é um compromisso de um para com o outro. Seja na riqueza, seja na pobreza, na saúde ou na doença, até que a morte os separe. O adultério quebra a sua palavra, quebra o seu relacionamento e promove a desconfiança, a culpa e o temor. Ele muda o homem de alma vivente, criada por Deus em semelhança de animal.

É maravilhoso que Deus nos recomende: “Não cometerás adultério...”

Talvez você ou alguém que você conheça já tenha cometido adultério. Há um preço exorbitante a ser pago por este pecado. E você terá que pagá-lo. Mas ele não é tão excessivo que você não possa ser perdoado e restaurado à completa pureza mental e espiritual. O profeta Isaias nos traz este conforto: “Vinde então e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim se tornarão como a branca lã...” (Is 1.18).

O apóstolo João escreve promessa semelhante: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado...” ( I Jo 1.7). Todo pecado? É o que a Bíblia diz. O sangue de JESUS Cristo nos purifica de todo pecado. Suas culpas podem ser perdoadas hoje mesmo, desde que atente para as seguintes palavras de JESUS: “Vá, e não peques mais...”



Por: Dan Betzer

(Fonte: MP. 1245/Nov.1990)


sexta-feira, 23 de junho de 2023

NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO (I)

 A VERDADE:

"Não é tão fácil resistir à tentação na forma em que ela se apresenta. O sexo é a causa da venda de muitos produtos, desde forro para automóveis até creme de barbear. Os best-sellers literários apregoam as obras do inferno".


A VERDADE EXPLICADA:

A investida atual sobre a sensibilidade moral chega bem perto da coerção. Pastores e mestres de ética cristã estão quase submersos pela crescente onda de imoralidade. Mas eles estão firmados no mandamento escrito em pedra pela mão de Deus séculos atrás: “Não cometerás adultério...”

A Bíblia torna esse preceito tão claro que até uma criança pode entender. A atividade sexual fora do casamento é pecado aos olhos de Deus. Contudo, Hollywood e os editores de revistas pornográficas acham que não: nada disso. Nada disso. Adultério é mera expressão de um estilo de vida normal. E filmes e livros, embebidos nas lágrimas dos lares desfeitos de suas estrelas e escritores sugerem a viabilidade do adultério.

A televisão também sacramenta o adultério. Um crítico de televisão escreveu angustiado que das dez maiores programações americanas, oito apresentam filmes sobre sexo. As revistas luxuosas tornam a imoralidade – até mesmo o incesto – uma atração para os olhos. As estatísticas mostram que um em cada cinco lares americanos admitem o incesto de alguma forma.

Eu nunca me engajei na pregação contundente contra a pornografia. Enquanto outros se dedicam a tomar tempo com esta “portinhola” do inferno, eu prefiro como Paulo, pregar a Cristo e Este crucificado.

Não é tão fácil resistir à tentação na forma em que ela se apresenta. O sexo é a causa da venda de muitos produtos, desde forro para automóveis até creme de barbear. Os best-sellers literários apregoam as obras do inferno.

A pressão social sobre as relações matrimoniais tem crescido cada vez mais. O divórcio tornou-se corriqueiro. Já não existe o medo de uma gravidez indesejada desde que o aborto está praticamente admitido.

A derrocada para o inferno começa sutilmente com a admissão da ética situacional. A tese de Joseph Fletcher era que os Dez Mandamentos são diretrizes que devem ser ensinadas e se possível, praticadas. Mas, disse Fletcher, um homem e uma mulher, conforme as circunstâncias, podem fazer seu próprio julgamento moral.

Está bem, Senhor...”, diria ele, “...o problema é nosso e nós tomaremos as decisões. Sabemos que abominas o adultério e normalmente nós deveríamos concordar com os Teus estatutos. Mas, em nosso caso, precisamos interpretar diferente...” Mas as Escrituras insistem: “Não cometerás adultério...”



Por: Dan Betzer

(Fonte: MP. 1244/Out.1990)

sexta-feira, 16 de junho de 2023

MÚSICA OU O QUÊ?

 A VERDADE:

"Enquanto os sons indescritíveis e o talvez bem intencionado rapaz tentava imitar, ao mesmo tempo, Raul Seixas, Juca Chaves, fuzis M-16, aviões F-15 e mísseis, fui ficando sério, depois foi-me aparecendo um esgar no rosto e, finalmente, não suportando mais, pedi-lhe para desligar o aparelho".


A VERDADE EXPLICADA:

Naquela tarde admito que um jovem da igreja ficou realmente zangado comigo. Ele chegou todo contente, com uma fita cassete, para mostrar-me a música de um conjunto evangélico do qual ele disse gostar muito.

Quando a fita começou a tocar, pensei que havia algo errado com o gravador, ou mesmo com a fita, ou havia qualquer outra interferência semelhante. De dentro daquele aparelho eletrônico começou a sair uma parafernália de sons que jamais pensei serem possíveis a instrumentos musicais, ou à voz de seres humanos. Escutei grasnados, ganidos, trinados, chiados, sussurros, suspiros, roncos, balidos, cacarejos, sibilos, silvados, apitos, zumbidos, zurros, relinchos, estalos, assobios e até espirros!

Ao mesmo tempo pensava escutar britadeiras, betoneiras, rajadas de balas, explosões, serrotes, serras elétricas, esmeris, trovoadas, ventanias, foguetes, rojões, arranhados, estouros, marteladas, zoadas, enfim...

Depois disto o cantor principal do conjunto começou a cantar uma letra esquisita a respeito da crucificação de Cristo, torcendo completamente a doutrina da expiação, falando que o “Sistema” foi o único responsável pela crucificação, esquecendo-se de que Deus enviou o Seu Filho ao mundo para morrer pelos pecadores, independentemente da vontade do tal “Sistema”, o qual foi apenas um indireto cumpridor da vontade soberana de Deus.

Enquanto os sons indescritíveis e o talvez bem intencionado rapaz tentava imitar, ao mesmo tempo, Raul Seixas, Juca Chaves, fuzis M-16, aviões F-15 e mísseis, fui ficando sério, depois foi-me aparecendo um esgar no rosto e, finalmente, não suportando mais, pedi-lhe para desligar o aparelho.

Ele ficou muito zangado. Chamou-me de “quadrado”, “careta”, “retrógrado”, “alienado”, “velho”, “superado”, “reacionário”, “ignorante”, etc, etc, etc... Tudo isto na imaginação, é claro! Seus olhos fuzilantes, petrificantes, vesicantes, enregelantes e inflamados eram o suficiente para eu traduzir tudo o que ele estava imaginando.

Confesso que fiquei um pouco triste. Não por causa dele, mas por causa da influência terrível que a música popular norte-americana, inglesa, alemã, australiana e outras estão exercendo sobre a música brasileira e, por tabela, sobre a música chamada de “evangélica”.

Acredito piamente que a música sacra tem de ser inspirada e inspiradora ao mesmo tempo. Tem que ser influenciada pelos doces sentimentos do céu e não pelos sons revoltantes do inferno. O que muitos jovens infelizmente não sabem é que a música moderna, tocada pelas bandas famosas do mundo é inspirada pela revolta, pela frustração, pelas guerras, pela rebeldia contra Deus, pela apostasia, pelos sentimentos pervertidos de homossexuais, drogados e prostitutas, pelos desejos terrenos, animais e demoníacos, pelos fracassados espirituais, pelos endemoninhados, bruxos e demonistas, por aqueles que odeiam os seres humanos e são materialistas, fazendo do dinheiro o seu único deus.

É claro que, entre esses, existem os inocentes úteis. Úteis à causa primeva de satanás, de destruir o que existe de mais bonito nas pessoas. É claro que entre os grupos evangélicos existem aqueles que estão compondo e cantando músicas realmente inspiradas e inspiradoras. É suficiente ter discernimento espiritual, viver em contato com Deus, através da oração e da devoção pessoal, para descobrir quando uma música nos tira do chão e nos conduz aos portais do Paraíso. O mesmo discernimento dá-nos condições de descobrirmos quando uma música foi feita com o único intuito de chocar, de ser diferente, de revoltar os que a ouvem, ou então com a intenção de promover a vaidade pessoal dos que a compuseram e dos que a tocam, ou ambos.

O que aquele jovem talvez nem desconfie é que eu aprecio demais a música. O problema é que, hoje, para a maioria da juventude, ter bom gosto é um defeito. Gosto de hinos suaves ou vibrantes, lentos ou rápidos. Muitos jovens pensam que os mais velhos só gostam de hinos bem lentos. Não é verdade. Para que um hino mais vibrante, mais forte, mais rápido e, ao mesmo tempo, inspirado e inspirador, do que “Castelo Forte é Nosso Deus”?

Gosto de hinos que empregam címbalos, trompas e outros instrumentos de sopro e de percussão. Gosto de hinos com jeito de marchas militares, com ritmo de batalha, que nos dão a impressão de um exército marchando contra os inimigos espirituais e em direção ao céu. Gosto também de hinos que parecem o suave cicio de um regato cristalino passando entre arbustos e flores. Gosto de tudo o que é realmente bonito e que dá glória a Deus com sua beleza. Se isto é ser “quadrado”, fazer o quê?

Estes hinos que estão compondo e cantando hoje por aí, com vozes roucas, com gritos, com trejeitos, desafinados, sincopados, usando sustenido e bemóis em demasia e fora de hora, com ritmo alucinante, com muitas notas relativas e dissonantes e, ultimamente, com a tal “música progressiva” e “pop” e “tecno-pop” e “funk” e “house” e “hip-hop” e “reggae” e “break” e “tecno-eletrônica”, estou quase dizendo como Davi:

--Socorro, Senhor!

Quero crer que a verdadeira música teria que ser composta com notas bem ordenadas, escalas cromáticas e sons agradáveis aos ouvidos. O que está acontecendo hoje é o mesmo que sempre aconteceu na história do homem e que foi resumido pelo sábio Salomão:

Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções...” (Ec 7.29)



Por: Paulo de Aragão Lins

(Fonte: MP. 1249/Mar.1991)


sábado, 10 de junho de 2023

MUSICA E MISSÃO

 A VERDADE:

"A Bíblia nos inspira para o louvor através da sublime arte musical.

Os textos são diversos, mas quero citar apenas dois por me falarem muito

de perto: “Celebrai com júbilo ao Senhor todos os moradores da terra...”,

e “...os meus lábios exultarão quando eu cantar, assim como a minha

alma que remiste...”


A VERDADE EXPLICADA:

Quais seriam as finalidades principais da música no culto e no

trabalho da Igreja em geral? Sem dúvida, a principal finalidade é a de

glorificar a Deus. Nunca ninguém deverá tomar parte num programa

musical da sua comunidade cristã visando meramente a uma exibição

pública ou simplesmente ao cultivo de sua arte.


O grande compositor Bach, conhecido mundialmente como o “Pai da

música sacra”, deixou exemplo singular e marcante, inscrevendo em suas

obras as iniciais S.D.G., significando que o seu trabalho era dedicado à

glória de Deus -- Soli Deo Gloriam.


A Bíblia nos inspira para o louvor através da sublime arte musical.

Os textos são diversos, mas quero citar apenas dois por me falarem muito

de perto: “Celebrai com júbilo ao Senhor todos os moradores da terra...”,

e “...os meus lábios exultarão quando eu cantar, assim como a minha

alma que remiste...”


Outro grande objetivo da música sacra é o da preparação para a

celebração do culto, tornando-o solene, repleto de inspiração e próprio para

o anúncio da Palavra. Grandes benefícios são oferecidos pela música à

elevação espiritual daqueles que se reúnem para a adoração. Os grandes

pregadores são unânimes em afirmar que a música tem sido precioso

elemento para o êxito das suas cruzadas missionárias. Moody, o grande

evangelista do século XIX, costumava contar em suas abençoadas

campanhas com a eficiente colaboração do grande cantor e compositor Ira

David Sankey. Atualmente o grande evangelista Billy Graham usa

eficientemente a música em suas campanhas. Há sempre um competente

grupo de músicos colaborando com o famoso pregador no abençoado

ministério que está exercendo em várias partes do mundo.


Indispensável e muito importante é, pois, a música no programa do

culto e na evangelização das multidões. Quantas e quantas vidas preciosas

tem sido levadas a Cristo conduzidas pela música de belos hinos! A beleza

da melodia aliada à inspiração da letra se constitui em bálsamo de

consolação para a alma aflita e direção para os sem rumo.


Li numa publicação missionária que, perto da Terra Nova, existe

uma ilha onde, por vezes, o nevoeiro é tão intenso que, ao regressarem os

pescadores do seu trabalho, não percebem a luz do farol que lhe indica a

entrada do porto. Sabem que a costa está próxima, mas temem qualquer

possível engano devido a escuridão, e o consequente impacto nas rochas. É

quando, então, seus familiares reúnem-se na praia e cantam com todas as

forças de que dispõem, dirigindo suas vozes de amor que orientam aqueles

pescadores até a luz do farol e à entrada do porto.


Assim, também o cântico inspirado na alegria redundante da

comunhão com o Altíssimo, pode conduzir ao “Porto Seguro” aquela vida

ansiosa por redenção e que ainda tateia nas trevas do engano. Sim, a música

tem sido um poderoso elemento de atração para os caminhos de Deus.



Por: ENY LUZ DE MOURA

(Fonte: MP. Fev.1990)



sábado, 3 de junho de 2023

MISSÕES: QUANDO COMEÇAR?

A VERDADE:

"Deus quer usar os jovens e os anciãos. Aqueles porque tem saúde, talento, resistência e vigor. Estes porque já possuem algum amadurecimento que os habilitará a orientar a obra com mais firmeza. Ambos devem ser prestigiados e enviados. Deus pode chamar a Moisés com oitenta anos e a Josias, com sete".


A VERDADE EXPLICADA:

Talvez esta interrogação já tenha subido ao seu coração: quando começar? A ela tem sido dadas várias respostas, muitas das quais por inspiração completamente anti-bíblica. Vale a pena pensarmos seriamente em suas consequências. As razões que não são de Deus também não merecem ser nossas. Como as justificaríamos? Por que as endossaríamos?


Alguns acham que somente devemos iniciar um trabalho missionário depois de grandes reservas monetárias.

A princípio, parece ser a voz da prudência que fala. Algo elogiável parece emergir de tão firme conceito, pois demonstra, superficialmente, pelo menos, um pensamento amadurecido de administrador experiente, que não deseja ver fracassos em sua empresa.

Que diria, no entanto, Abraão, de tal conceito? Como entender a afirmativa bíblica – profundamente bíblica – de que o justo viverá da fé? Como entender que tenhamos de dar o passo de confiança irrestrita no Senhor JESUS, se estamos esperando VER para CRER? Não é verdade que JESUS ensinou absolutamente o contrário? “Bem-aventurados os que não viram e creram...” A obra missionária será porventura uma tarefa de 'Tomés'? Agrada-se Deus de nossa desconfiança rotulada de cautela?

Temos que entender que nossos recursos nunca serão um capital disponível, suficientemente capaz de promover uma gigantesca empresa missionária em terras de além-mar. Deus espera que enviemos o primeiro missionário, apesar das grandes necessidades locais. Oswald Smith nos conta de como assumiu o pastorado da Igreja do Povo, numa época de graves crises financeiras e a primeira providência que tomou foi pregar sobre Missões e arrecadar ofertas para o sustento de novos obreiros. Nunca houve arrependimento naquele servo de Deus pela diretriz seguida. As igrejas que contribuem para missões nunca ficam mais pobres, pois é o mais rendoso investimento que alguém pode empreender neste mundo.


Alguns outros acham que somente devemos enviar missionários ao exterior quando toda a área de nossa atividade estiver completamente evangelizada.

Penso que este pensamento não é meramente humano. Tem algo de satânico. É uma estratégia infeliz que o inimigo armou em muitas vidas, obrigando-as a uma negligência absoluta e uma falta de amor cruel para com os povos necessitados da evangelização.

É forçoso recordar que muitos dos que advogam tal tese estão completamente parados em questão de evangelismo. Há igrejas que se negam a enviar obreiros ao exterior, sob o pretexto de cuidarem de sua região, quando, em verdade nem obreiros, nem cultos, nem nada, está sendo feito em favor da cidade onde se radicam.

Creio que no Tribunal de Cristo muitas surpresas hão de ser trazidas à luz. Haverá a prestação de contas, com certeza, diz a Bíblia. Deus é fiel e justo em Seus pensamentos e decisões. Ele não tomará por inocente o culpado, o culpado das desgraças das nações, não obstante estar a Seu alcance a realização de grandes projetos evangelísticos. NUNCA EVANGELIZAREMOS TOTALMENTE A NOSSA PÁTRIA. Temos que ir adiante, qualquer que seja a situação nacional. Porque, uns Deus levanta para Jerusalém, outros para a Judéia e Samaria e finalmente muitos outros para os confins da terra.

Daniel Berg e Gunnar Vingren não esperavam a evangelização total da Suécia, para virem ao Brasil. Doutra forma, ainda estaria virgem do Evangelho pentecostal esta terra do Cruzeiro do Sul. Deus lhes disse que a hora do Brasil havia chegado.


Há outros que se negam a pensar em Missões porque não acham elementos capazes para a obra.

Quando nós depreciamos excessivamente os nossos amados irmãos em Cristo, estamos simplesmente nos superestimando. “Para estas coisas, quem é idôneo...?” Às vezes nega-se o apoio a um moço com chamada, porque é muito jovem e não possui experiência. Mas também se nega a um ancião porque é muito velho e lhe faltam forças para realizar a obra. Cremos que é chegado o tempo de serem tiradas as máscaras. Deus está levantando homens e mulheres para a obra missionária. Talvez alguns estejam realmente iludidos, talvez outros estejam sob influência de algum relatório, ou livro, ou jornal, ou mera informação. Mas, há os verdadeiramente chamados e compete-nos enviá-los, em Nome de JESUS.

Deus quer usar os jovens e os anciãos. Aqueles porque tem saúde, talento, resistência e vigor. Estes porque já possuem algum amadurecimento que os habilitará a orientar a obra com mais firmeza. Ambos devem ser prestigiados e enviados. Deus pode chamar a Moisés com oitenta anos e a Josias, com sete.

Quando começaremos? Não há desculpas válidas para a obra de Deus ser recusada ou omitida, ou esquecida ou negligenciada. O tempo de começá-la é agora. Cada um faça a sua parte, no santo e preciosos Nome de Cristo JESUS, o amado Filho de Deus. É tão pequena a lista de missionários brasileiros, que chega a causar rubor. Muitos se comprazem e se deleitam misticamente em enumerar os milhões de pentecostais que há no Brasil, nesta década. Mas, quando se pergunta: “Que estão eles fazendo pela salvação dos bilhões lá fora?” A resposta é negra, é trágica, é comprometedora: NADA!

Não estamos fazendo nada! Não temos quase ninguém lá fora. Apenas os primeiros estão indo. Quando irão os demais? Deus quer usar a Sua Igreja no Brasil para enviar um EXÉRCITO DE MISSIONÁRIOS a todos os países do mundo. Eles estão vivendo entre nós, cooperando conosco, atuando ao nosso lado, mas sua chamada não é para Jerusalém, é para os confins da terra.

Alguns que se negaram a fazer a obra foram afastados por Deus. Afastados do ministério, da igreja e até afastados da vida terrena. Que tal pensar nisso seriamente? Não há desculpas convincentes para esquecer a obra. Há, sim, uma exigência divina: façam agora, pois mais tarde será difícil. Quiçá, impossível!


Amanhã será tarde demais.

Nunca deveríamos fazer coro com os que alimentam o sonho de evangelizar o mundo amanhã, mais tarde, depois... Milhares de criaturas deixam este mundo diariamente, sem qualquer esperança de vida eterna. Nalguns países do mundo sequer chegou uma vez a pregação do evangelho de JESUS. Não faltam aqueles que pensam que o mundo todo é como o Brasil: que o avivamento está em escala universal, que em todos os países há milagres de conversões em massa, etc... Não, não é assim. O Brasil é o pais escolhido por Deus para este tempo do fim, mas dele depende a conquista de almas em muitas nações.

Tanto no velho continente europeu quanto na tradicional região africana, as necessidades são imensas, estupendas. E que dizer da Ásia? Religiões falsas imperam, o fetichismo aprisiona milhões, o comunismo encarcera corpos e almas, o humanismo destrói qualquer esperança. Oh! Este mundo sem Deus! Comprazer-nos-emos em esperar indefinidamente, para depois acudi-los? Permaneceremos em cultos festivos, sempre conosco mesmos, quando pródigos famintos estão a perecer de fome?

Se Deus está levantando os homens com uma chamada especial para a Sua obra hoje, hoje mesmo deveremos enviá-los. Amanhã é o dia proibido. Se deixarmos escapar de nossas mãos as oportunidades que Deus outorga hoje, amanhã será impossível.


“O que fazes, faze-o depressa.”

O desafio da obra missionária emerge súbita e excitantemente. Vamos deixar os nossos jovens dar os passos que Deus lhes está propondo! Vamos crer que Deus suprirá todas as necessidades! Vamos ter a fé suficiente para enviar agora, certos de que o suprimento não depende basicamente do homem, mas de Deus. Vamos desprender-nos de preconceitos mesquinhos que nos impediram de dar passos firmes, e encetemos a tarefa! A igreja de JESUS no Brasil tem presentemente as melhores condições em todo o mundo para conquistá-la. Não estamos nos referindo a condições econômicas, nem a razões culturais. Nossas condições são as melhores porque aqui o avivamento é maior. Muitos dos homens que Deus está chamando agora para a obra tem uma paixão incomum pela evangelização, estão absolutamente cheios do Espírito e farão, no Nome do Senhor JESUS, um trabalho gigantesco, que O honrará e fará o inimigo recuar.

Quando começar? Agora! Neste mesmo ano em que vivemos. Não temos de esperar o próximo balanço da igreja. Não temos de aguardar os relatórios de fim-de-ano. Por que depender de consultas à carne e ao sangue? A obra missionária é uma obra de homens espirituais. Muitas igrejas estão sofrendo o drama de tesoureiros incrédulos, homens completamente sem visão, os quais exercem uma pressão carnal sobre os pastores e estes não dão um passo sequer para o envio de novos obreiros. O governo da igreja, biblicamente, está com os pastores e não com os tesoureiros.

Às vezes são os cooperadores do pastor que o desiludem da obra. É indispensável que os fiéis servos do Senhor, militantes no santo ministério do Evangelho compreendam que a igreja é administrada pelo pastor – o anjo posto por Deus e os cooperadores não devem ser tropeço, senão uma bênção na obra.

Quando começar? Agora! Agora que continuamos com a maravilhosa liberdade do Senhor nesta pátria. Agora que esta nação desponta para um progresso nunca antes alcançado. Agora que nosso conceito está se firmando em bases sólidas no exterior. Agora, que Deus está convocando.

Que Deus ponha no coração de Sua Igreja no Brasil esta verdade lapidar: Há uma única ocasião propícia para fazer o trabalho missionário – AGORA!!!




Por: Geziel Gomes

(Fonte: MP. 1244/Out.1990) 

sábado, 27 de maio de 2023

MISSÃO IGNORADA

A VERDADE:

"Alguém disse defensivamente: “Eu não tenho feito nada de errado. Não é isso bastante?” Não! Não é bastante evitar o erro. A questão é: Estamos nós cumprindo os propósitos de Deus? A maior coisa em nossa vida cristã é agradar ao Senhor fazendo a Sua vontade. O apóstolo Paulo escreveu: “...pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes...” (II Co 5.9). Nosso Senhor JESUS disse: “...a minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra...” (Jo 4.34). “...eu sempre faço o que lhe agrada...” (Jo 8.29). Se nós não estamos cumprindo a vontade de Deus em nossas vidas, nós estamos errando o alvo. A palavra pecado na Bíblia quer dizer isto mesmo".


A VERDADE EXPLICADA:

Oséias mostra a falha de Israel pela expressão arco traiçoeiro.


Arco traiçoeiro (Os 7.16).

“...eles são como arco traiçoeiro...”. Algumas versões dizem “um arco imperfeito”. Descrevendo a ruína de Israel, o salmista escreve: “...tornaram atrás e portaram-se aleivosamente como seus pais, viraram-se como um arco traiçoeiro...” (Sl 78.57). Um arco é descrito como traiçoeiro, ou arco enganoso, quando ele não acerta o alvo, quando a sua corda não está esticada. O arco defeituoso não acerta o alvo.

Uma das piores coisas que podem acontecer na vida de um crente é a pouca vitalidade espiritual. Esta carência afeta nossa vigilância e eficácia. É a vontade de Deus que nossa vida seja abundante de graça e poder na Sua obra. JESUS disse: “...eu vim para que tenham vida e vida com abundância...” (Jo 10.10). Paulo exortou aos coríntios: “...meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor...” (I Co 15.58).


Vejamos como chegamos a perder a nossa eficácia:

Aspirações erradas (Os. 7.14).

“...eles não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam...” A religião que Israel praticava tinha propósitos materiais e egoístas. Era a religião do trigo e do vinho. Sua oração era sempre uma demanda por bens materiais e não pelo Senhor. Eles cortavam-se a si mesmos e gritavam de dor, mas não voltavam-se para Deus com verdadeiro arrependimento e obediência. Seu principal objetivo era receber bênçãos materiais de Suas mãos. Nós poderemos nos julgar culpados da mesma atitude se a nossa religião não for mais do que “saúde e dinheiro”. O ensino sistemático sobre a prosperidade deixa os crentes espiritualmente fracos e anêmicos. Não fortalece as fibras morais e músculos espirituais daqueles que o seguem. Fraqueza na vida espiritual nos impede de praticar a missão que Deus nos confiou.

Por outro lado, homens como William Border, que disse: “...não te cales, não recues e sobretudo não te lamentes...”, e mulheres como Pandita Ramabai, que disse: “...a vida que é totalmente dedicada a Cristo, nada tem a temer, nada tem a lamentar...”, foram espiritualmente fortes, como o arco que acerta firmemente em pleno alvo.


Atividades erradas (Os 8.4).

Errar o alvo e não se enquadrar nos propósitos divinos é considerado pecado na Palavra de Deus. O povo de Israel não era desprovido de atividades. “...eles fizeram reis, mas não por mim; constituíram príncipes, mas eu não o soube; da sua prata e do seu ouro fizeram ídolos para si; para serem destruídos...”. Eles estavam envolvidos em atividades políticas, religiosas e sociais, mas não cumpriram a vontade de Deus. Nosso Senhor preveniu Seus discípulos sobre o exercício de atividades que não se enquadrassem na vontade de Deus. “...nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Então eu lhes direi abertamente: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade...” (Mt 7.21-23). É possível estar empenhado, ativo em muitas coisas e ainda assim estar fora da vontade de Deus. Tais atividades improdutivas desgastam nossas energias, nossa força espiritual e nossa eficácia. Na vida cristã, o que importa não é a quantidade, mas a qualidade do serviço prestado. Nós não somos máquinas em movimento, mas canais através dos quais Ele cumpre os Seus desígnios. Dessa forma, nossas relações com Deus e nossa obediência se tornam importantes. Esse é o segredo da nossa força e produtividade.


Atitudes errôneas (Os 7.13-15).

“...ai deles porque fugiram de mim; destruição contra eles, porque se rebelaram contra mim... disseram mentiras contra mim... rebelaram-se contra mim; pensaram mal de mim...”

A atitude de insinceridade e rebelião também desgastam nossas energias e nos enfraquece. Nesse caso a corda do arco perde a sua força. Quando Davi encobriu o seu pecado e viveu em rebelião e hipocrisia, até que Natã o repreendeu; ele disse: “ ...enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia, porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio...” (Sl 32.3,4). Depois da sua confissão, ele orou: “...eis que amas a verdade no íntimo e no oculto me fazes conhecer a sabedoria...” (Sl 51.6). Agora purificado e novamente íntegro, ele sentiu-se renovado e declarou: “...ensinarei aos transgressores os teus caminhos e os pecadores a ti se converterão...” (Sl 51.13). A pureza em nosso relacionamento com Deus é o segredo da nossa perseverança em servi-Lo.

Nós vemos este princípio revelado também em Salmos, capítulo 78: “...lisonjeavam-no com a boca e com a língua lhe mentiam, porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto...” (Sl 78.36,37). “...os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, retrocederam no dia da peleja...” (Sl 78.9). Suas forças se esvaíram.

Israel estava como um arco enganoso, sem força e então ele errou o alvo e tornou-se um “vaso sem préstimo”. Mas exteriormente, parecia demonstrar sucesso e prosperidade. Ele disse: “...contudo eu me tenho enriquecido e tenho prosperado por meus próprios esforços...” (Os 12.8).

Prosperidade e sucesso não são sinais de que tudo vai bem. É possível errar o alvo ou propósitos estabelecidos por Deus e ainda assim ser próspero e alcançar sucesso.

Uma das mais trágicas experiências será constatar, no fim da jornada, que erramos o alvo e desperdiçamos nossas vidas. Por outro lado, podemos andar segundo a vontade de Deus em obediência e integridade e receber Sua direção e força e ter a segurança de que nos conduzimos segundo os Seus propósitos para nossas vidas.



Por: Theodore Williams

(Fonte: MP. 1247/Jan.1991)


sexta-feira, 19 de maio de 2023

MERGULHADOS NO MAL

 A VERDADE:

“...os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados...” ( I Tm 3.13). O profeta Jeremias foi jogado no calabouço por ter profetizado em nome de Deus (Jr 36.6).Triste e lamentável esta situação: ser jogado por suas próprias faltas ou por faltas alheias numa masmorra lamacenta. Pense um pouco em qual deve ter sido o sofrimento moral do profeta no fundo do poço tenebroso, na lama mal cheirosa, sem ar, sem luz, abandonado à sua própria sorte e sem nenhuma esperança – aos olhos humanos – de sair dali com vida. Mas Jeremias era um filho de Deus, profeta do Altíssimo. Orar era seu único e solitário recurso. E Deus ouviu e o exaltou. O rei enviou mensageiros para o livrar daquela triste situação. Os homens fizeram cordas com farrapos emendados e as desceram a Jeremias para que as atasse à sua cintura, conseguindo assim tirá-lo daquela cova que sem a intervenção divina seria seu túmulo. Eis aí o resultado de uma vida consagrada ao serviço de Deus e do Seu povo. “...e também os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições...” (II Tm 3.12).


A VERDADE EXPLICADA:

Os homens não querem atender à profecia; a verdade os ofende porque as suas obras são más; eis porque os crentes ainda hoje são colocados em ridículo, maltratados, perseguidos, como na antiguidade. Mas a Palavra de Deus declara que os malvados e enganadores chafurdarão cada vez mais na maldade. Os perseguidores serão jogados “no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte...” (Ap 21.8). Mas, graças sejam dadas a Deus por nosso Senhor JESUS Cristo, porque os que foram resgatados por Ele e tem seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro, reinarão com Ele pelos séculos dos séculos (Ap 21.27).

“...os entendidos, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, refulgirão como as estrelas sempre e eternamente...” (Dn 12.3).

Amigo, você já esteve em alguma situação vexatória? O autor destas linhas já passou momentos bem tristes moral e espiritualmente. Passei, em 1918, por um momento de grande tormento no lago de Waux, perto de Verdun. Um dia, quando voltava de um passeio, vestido a caráter, em companhia de alguns amigos, paramos numa lagoa, brincando com a água. Inconscientemente, eu fui tragado pela areia movediça e me atolei até quase o pescoço. Eu não estaria aqui para contar a história, não fosse a dedicação dos meus companheiros, que me tiraram de lá com grande esforço, estendendo-me suas bengalas que eu agarrei com as duas mãos. Qualquer um pode imaginar o estado em que eu me encontrava. O fato está gravado vivamente na minha lembrança e também a minha gratidão ao Senhor pelo maravilhoso livramento que me concedeu.

Tenho cada dia passado por momentos de terrível angústia no afã de conservar a fé diante das minhas fraquezas. Eu não me julgo capaz de me sustentar por mim mesmo convivendo a todo instante com o mal, a corrupção, a lama deste mundo de iniquidade. Mas graças a Deus que me tem estendido as cordas do Seu amor e me puxado para cima. O sangue de JESUS me lavou, seu Santo Espírito me purificou. Glória ao Seu santo Nome!

Espiritualmente eu tenho passado pelo cadinho da provação, pelo deserto, pela tentação e o Senhor tem sempre me livrado. Aleluia! Eu sofro ainda presentemente pela causa do meu Senhor, mas n’Ele está a minha confiança e meu repouso. Ele me sustenta. Estejamos de corações voltados para Deus, olhando para JESUS, autor e consumador da fé. Ele somente pode nos dar forças nas provações, a vitória nos combates.

O apóstolo Paulo, na carta aos Efésios (6.12), diz que “...não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e havendo feito tudo ficar firmes...”

O mundo está mergulhado até o pescoço na lama do pecado, perdido nas profundezas das trevas. Que faremos nós para tirá-lo de lá? Levemos a Palavra, estendendo-lhe as mãos, façamos a obra do bom samaritano, lavemos-lhes as feridas, coloquemo-lo sobre a nossa cavalgadura, levemo-lo à estalagem, abramos fartamente a nossa bolsa e o nosso coração e nós ganharemos as almas e cobriremos uma multidão de pecados.

Semeemos quando a aurora brilhar / E também quando a noite cair / Somente Deus pode fazer brotar / E fazer o seu fruto surgir.

A noite vem quando ninguém mais pode trabalhar, mas a manhã de um novo dia surgirá no horizonte e com ele brilhará a Estrela da Manhã, JESUS, o Sol da Justiça. Com Ele nos encontraremos e receberemos a coroa da vida eterna.



Extraído de Pentecôte

(Fonte: MP. 1247/Jan.1991)

sexta-feira, 5 de maio de 2023

MEDIDAS CONTRA O FRACASSO NO CASAMENTO

A VERDADE:

"Deus tem um padrão e um princípio bíblico inalterável para o casamento (Hb 13.4). O propósito de Deus é que o casamento atenda aos anseios emocionais, sexuais, psicológicos e sociais de homem e mulher. Na visão de JESUS Cristo, é uma união indissolúvel e monogâmica (Mc 10.9). O padrão de normalidade é que o casal viva a vida inteira juntos, para isso o vínculo do amor é fundamental. JESUS foi bem claro ao dizer que o divórcio não foi instituído por Deus, foi apenas permitido a Moisés (Mt 19.8; Ml 2.16). Na construção de relacionamentos conjugais sólidos, é importantíssimo que o casal atente para os princípios e regras criadas por Deus, e cultive o vínculo do amor. A escuta e o diálogo são fatores fundamentais para um casamento duradouro e feliz. Abaixo, explico resumidamente comportamentos que são armas fatais na desconstrução e destruição de famílias e casamentos".


A VERDADE EXPLICADA:

A independência conjugal fatalista.
É um comportamento das pessoas compromissadas com o mundanismo e a leviandade. A independência apregoada pelas sociedades liberais e desprovida da graça de Deus não suporta a base bíblica de Gênesis (2.18). Os cônjuges não podem viver independentes um do outro. Sonegar informações um ao outro não é recomendável à luz da Bíblia, pois a vida a dois exige informações mútuas, satisfações e decisões que devem sempre ser tomadas em comum acordo. Está se tornando comum aos casais viverem a “filosofia da independência absoluta”, achando que não precisam dar satisfações e explicações a ninguém. Biblicamente, estão redondamente errados. O que deve permanecer entre os cônjuges são as interdependências. O casal deve partilhar as mesmas causas, planos, sonhos e projetos, a fim de não prejudicar o seu casamento.


A questão da autonomia do corpo.
A sociedade atual fala muito em autonomia, que é um princípio antropocêntrico que coloca o sujeito a ter uma vida autônoma e independente. Essa autonomia dos cônjuges é causa forte de muitos casamentos fracassados. Quando o casal demonstra separação dos bens materiais, carros, dinheiro, casa, ou seja, “...esse é meu e esse é seu...”, é forte indício e demonstração de que já perdeu o vínculo de compartilhar. Na prática, esse casamento está no fundo do poço, precisando ser revisto. Os laços estão quebrados, pois houve a quebra do vínculo do amor.
Portanto, a autonomia não invalida o espírito da cooperação, da união, do diálogo. Porém, essa autonomia com sentido de isolamento é muito perniciosa, é uma filosofia “antropocêntrica”. A Bíblia é clara ao afirmar que o marido e a mulher não tem autonomia sobre os seus corpos (I Co 7.4).


A falta de comunicação.
Casamento sem comunicação é reino dividido (Ec 4.9-13; Mt 12.25). São unânimes os estudiosos da matéria em afirmarem que a falta de diálogo leva ao distanciamento dos cônjuges e à cultivação de “ervas daninhas” e até mesmo de outros comportamentos que são aprendidos, como ódio, rancor, mágoa, tristeza e todas as “raízes de amargura” (Hb 12.15; Pv 15.23). A falta de diálogo pode levar o casamento ao fim. O casal que não se comunica está fadado ao fracasso (cf Pv 18.21). Os vínculos afetivos e emocionais são fortalecidos através da comunicação sadia, dinâmica e aberta.


A questão da escuta.
Escutar é ouvir o outro. Os casais precisam reservar um momento, ou tornar propício momentos, para a escuta, o ouvir, dialogar, trocar ideias, se perdoarem; separar um momento para ficar a dois e refletir sobre erros e acertos, falar abertamente sobre o que incomoda e resolver as pendências emocionais, espirituais, financeiras, etc... Isso evita que os problemas criem asas e tomem proporções gigantescas de difícil reparação. A escuta é o “pronto para ouvir” (Tg 1.19). A maioria dos seres humanos gosta de ser ouvida, porque isso valoriza a pessoa e cria um diálogo de mão dupla envolvendo ouvir, sentir e falar. Muitos problemas são resolvidos com a escuta, muitos conflitos são resolvidos com o ouvido durante uma boa conversa. O diálogo passa pela atenção. O importante é unir a escuta ao ouvir, entender e prestar toda atenção.


A falta de atenção.
A rotina e o comodismo levam à falta de interesse entre os cônjuges, sobretudo aqueles que tem menos equilíbrio espiritual e emocional. Os hábitos, convivência, tempo e as atividades rotineiras diárias costumam psicologicamente diminuir a atenção de forma natural. Temos que estar atentos para não fracassarmos nesta área. Os cônjuges precisam de atenção toda especial, precisamos ter cuidado porque às vezes damos mais atenção às outras coisas do que ao cônjuge. Ouvir com atenção é uma maneira clara de demonstração que você está interessado(a) no outro e na conversa.


Fala destrutiva.
São muitas as reclamações e as queixas em relação à linguagem falada, críticas, xingamentos, provocações, humilhações e ironia que dominam entre muitos casais. (Pv 18.21; 15.1). Os cônjuges devem ter muito cuidado, principalmente durante alguma discussão que acontece naturalmente, porque uma palavra pronunciada de forma errada à base de ódio traz grandes malefícios e é fator gerador de mágoa e ressentimento. Palavras ofensivas causam traumas profundos emocionais e abrem feridas na alma que demoram tempo para serem cicatrizadas, e algumas podem levar anos. Além disso, surge o descontrole emocional, provocando doenças psicoemocionais, o que piora de forma significativa os relacionamentos. É preciso cuidar com a fala destruidora (Tg 1.19). A fala é um dos componentes da comunicação mais poderosos (Pv 25.11).

A língua é um pequeno instrumento que pode ser fonte geradora de vida ou de morte (Pv 18.21). A analogia em Salmos (52.2) refere-se à língua como “navalha afiada”. Em Jeremias (9.8), ela é apontada como “flecha mortífera”. Lamentavelmente, muitos casamentos foram e estão sendo desfeitos através da fala destrutiva.


Temperamento descontrolado.
O temperamento é um comportamento herdado, é um conjunto de traços psicofísicos que definem reações emocionais e regulamentam os estados do humor na vida dos seres humanos, mas que pode perfeitamente ser controlado pelo fruto do Espírito, a “temperança” (Gl 5.22). Na verdade, a temperança tem como função primordial controlar os diversos tipos de comportamentos temperacionais dos indivíduos. As pessoas tem em seu repertório comportamental herdado chamado temperamentos. Há pessoas abertas, extrovertidas, fechadas introvertidas, dinâmicas, operativas, seletivas, etc... Os indivíduos tem temperamentos diferentes que condicionam suas reações psíquicas. Os psicólogos que trabalham na área familiar comprovam que um temperamento agressivo é causa de destruição de muitos casamentos. Esses temperamentos devem ser controlados (Pv 10.12; Ef 4.26; Pv 29.22). Quando a pessoa não controla o temperamento, corre o risco de se tornar um iracundo socialmente descontrolado. Isso compromete a área do casamento profundamente. O caráter pode ser modificado, já o temperamento, não; ele pode ser controlado à medida que o Espírito Santo passa a ter domínio sobre a pessoa (Mt 5.5). Ele deve submeter o temperamento ao controle e domínio do Espírito Santo (Gl 5.16).



Por: MAURÍCIO BRITO
(Fonte: MP. 1554/Nov.2014)

domingo, 30 de abril de 2023

MALES DO PRECONCEITO E DA DISCRIMINAÇÃO

A VERDADE:

"Apesar dos efeitos deletérios do pecado (Gn 3.14-24), das suas consequências danosas no mundo antediluviano (Gn 6.1-12) e da hecatombe resultante da ira e do juízo divino (Gn 7.10-24), o texto bíblico mostra claramente que o Criador não desistiu da humanidade (Gn 8.21,22 cf. 3.15; Jo 3.16). Paradoxalmente, Deus ‘procurou’ alguém através da qual daria sequência à raça humana (Gn 6.13-7.9; 9.1-17) e, posteriormente, retirou um dos frequentadores de um panteão caldeu para, a partir deste, abençoar o mundo inteiro (Gn 12.1-3). Nisso fica explicitamente claro que o Criador não compactua e muito menos condescende com a abjeta prática de se fazer acepção de pessoas, discriminação".


A VERDADE EXPLICADA:

Apesar de a chamada “teologia da retribuição” defender uma espécie de “etnia religiosa” a partir de Israel, o propósito divino é diametralmente oposto, pois, desde o início da formação e a libertação dos descendentes de Abraão, Deus planejou que esse povo fosse sacerdotal, isto é, mediador e canal através de quem o Criador estenderia Sua bênção a todas as nações (Ex 19.6). Assim, a despeito das acusações de que a Lei era humana, ao observá-la melhor, é possível verificar que ela é infinitamente superior aos demais códigos legislativos do mundo antigo (Lv 19.9-18; Dt 23.7,8). E era justamente esse o propósito da Lei, formar um povo cujo exemplo inspiraria os demais a quererem ser como Israel (Dt 4.5-8).

A Bíblia condena, por exemplo, todas e quaisquer práticas que atentem contra a dignidade intrínseca da pessoa (Is 47.3; Ml 2.9; Cl 3.25; I Pe 1.17). Em outras palavras, a pessoa não vale pelo que tem ou possui, e sim pelo simples fato de existir (Dt 10.17; 16.19; II Cr 19.7; Jó 34.19; Lc 12.15; At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9). Veja, por exemplo, Tiago (2.1,9) que condena explicitamente o fazer acepção de pessoas. O Dicionário Vine esclarece, acerca do primeiro versículo, que o substantivo grego “prosopolempsia” (...) denota ‘respeito ou acepção de pessoas, parcialidade’, ou seja, favorecimento no tratamento dispensado a pessoas influentes, poderosas, ricas, etc..., a falha de alguém que, quando responsável em dar julgamento, tem respeito à posição, classe, popularidade ou circunstâncias dos homens, em vez das suas condições intrínsecas, preferindo os tipos e poderosos aos que não o são. No caso do versículo nove de Tiago capítulo dois, a mesma obra afirma que o verbo grego prosopolemptéo refere-se a “ter respeito de pessoas, fazer acepção de pessoas”, ou seja, tratar as pessoas com desigualdade, favorecendo os ricos, os poderosos, etc. (pg.368).

Desnecessário seria dizer que ambos os textos condenam tanto o preconceito quanto a discriminação, pois tais práticas aviltam a dignidade humana denotada na antropologia bíblica que diz que a humanidade foi feita “à semelhança de Deus” (Tg 3.9 cf. Gn 1.26). Independentemente das exegeses e das intermináveis discussões em torno do que seja essa “imagem e semelhança de Deus” na humanidade, é preciso entender que o fato da encarnação do Verbo (JESUS) é suficiente para dignificar a raça humana (Mt 1.23; Jo 1.1-14). Na pequena e singela carta de Paulo aos Filipenses, especificamente no hino cristológico (2.6-11), encontra-se um grande leitmotiv da Bíblia que é a reflexão antropológica. Talvez pela forma extremamente natural e despretensiosa em que é colocada, passa despercebido à maioria dos leitores que nessa escritura situa-se uma das melhores definições da antropologia bíblica: o homem é servo. Ao descobrir-se servo o homem deveria fazer o que lhe é próprio, pois Deus tornou-Se servo e, achado nessa forma, “humilhou-Se”! A humilhação não foi o ter se tornado servo, ou seja, humano, mas a morte ignominiosa de cruz. O pensamento de que a encarnação divina ou que o ter Se tornado humano seja algo humilhante, é proveniente de resíduos filosóficos do neoplatonismo, gnosticismo e maniqueísmo que ainda são muito fortes e condicionantes na teologia cristã.

Dessa forma, se por um lado, tal “alteridade” pode ser considerada um “rebaixamento” do divino, por outro, da ótica e perspectiva humanas, ela elevou e dignificou a humanidade, pois Deus escolheu viver entre nós exatamente como nos criou. Esse decisivo e mais importante acontecimento da história humana deveria ser a única resposta ao preconceito e à discriminação. Se o próprio Deus sujeitou-Se à forma humana dignificando-a, será que há desculpa para alguém estabelecer uma distinção negativa entre seus semelhantes por questões relacionadas à etnia, língua, cor, sexo, religião, ideologia ou quaisquer outros fatores? Penso que não. Todavia, por mais absurdo que pareça, vez por outra se ouve alguma coisa desagradável relacionada a tais práticas.

Nos últimos dias a mídia tem ventilado exaustivamente notícias acerca de preconceito e discriminação envolvendo pessoas ligadas ao esporte. Independentemente de quem seja alvo desse tipo de atitude, o fato é que preconceito e discriminação são práticas nocivas e reprováveis que revelam o quanto ainda estamos longe de sermos civilizados e/ou humanizados. Mesmo que não houvesse uma única objeção legislativa condenando a prática e tornando-a crime, ainda assim, espera-se das pessoas que sejam solidárias e não discriminadoras e preconceituosas. Triste, porém, é saber que infelizmente as coisas não são assim. Daí o porquê de a necessidade da criação de determinadas leis com vista a coibir esses abusos.

Um dos casos mais emblemáticos envolve uma torcedora de um determinado time do Rio Grande do Sul que vem sendo hostilizada e perseguida. Tal se deu após ela ter sua imagem divulgada na televisão no momento em que, juntamente com milhares de outros torcedores, insultava um goleiro. Através da própria mídia ela já pediu perdão diversas vezes, mas tudo indica que sua trajetória não será nada fácil e demorará muito para que seu ato seja esquecido. Se há alguns anos dirigir-se a pessoas negras com adjetivos nada elegantes, seja em programas humorísticos ou informalmente, nada rendia, hoje isso não se tolera. Acredito que nesse aspecto avançamos, pois ninguém deve suportar provocações por conta de sua cor de pele ou mesmo por qualquer outra característica.

Aqui, porém, cabe uma reflexão, e também uma advertência, acerca dos cuidados que se deve ter com o estranho comportamento humano em meio à multidão. Em sua obra Psicologia das Multidões, o médico e sociólogo francês Gustav Le Bom afirma que na “multidão, o exagero de um sentimento é fortalecido pelo fato de que, propagando-se muito rapidamente mediante sugestão e contágio, a aprovação de que se torna objeto aumenta sua força consideravelmente”. (pg. 51). Segue-se ou some-se a isto o fato de que, em meio à multidão, a “certeza de impunidade, tanto mais forte quanto mais numerosa for a multidão, e a noção de um poder momentâneo considerável devido ao número tornam possíveis para a coletividade sentimentos e atos impossíveis para o indivíduo isolado” (pg.52).

Assim, lembrando das muitas injustiças cometidas por indivíduos que, em meio a uma coletividade sem cérebro e insuflada por manipuladores (até mesmo religiosos, vide Lc 22.66-23.25) fazem coisas inimagináveis, penso que esse é um bom momento para se refletir acerca dos cuidados que precisamos tomar quando estamos em grupo. Por outro lado, é preciso advertir igualmente os formadores de opinião, pois estes também devem ser responsabilizados pelos atos que incentivam as pessoas a fazer. Isso porque, como diz Le Bom, os “crimes das multidões geralmente decorrem de uma poderosa sugestão, e os indivíduos que deles tomam parte convencem-se em seguida de ter cumprido um dever” (pg. 151).

Algo muito parecido disse JESUS Cristo em relação aos que passariam a perseguir os Seus seguidores (Jo 16.2). Que tenhamos cuidado com nossa influência.



Por: CÉSAR MOISÉS CARVALHO

(Fonte: MP.1554/Nov.2014)

sábado, 22 de abril de 2023

IRMÃOS, PRIMOS OU DISCÍPULOS DE JESUS?

 A VERDADE:

"Os irmão de JESUS não podem ser os filhos de Alfeu, que eram discípulos do Senhor, pois a Bíblia afirma que Seus irmãos inicialmente não criam n’Ele (Jo 7.3,5), não faziam parte do grupo de Seus discípulos e chegaram mesmo a se oporem ao Seu ministério (Mc 3.21)".


A VERDADE EXPLICADA:

A Bíblia é a nossa fonte de revelação e sabedoria e não podemos ir além do que está escrito, qualquer que seja o assunto a ser discutido (I Co 4.6). Os irmão de JESUS são citados nove vezes nos Evangelhos (Mt 12.46; 13.55; Mc 3.31; 6.3; Lc 8.19; Jo 2.12; 7.3,5,10) e uma vez nos Atos dos Apóstolos (At 1.14) e duas vezes são também mencionadas suas irmãs (Mt 13.56; Mc 6.3). A interpretação natural é que sejam filhos de Maria e José. Entretanto, outras possibilidades tem sido propostas, com vistas a resolver este dilema e sustentar alguns dogmas. São estas as principais:

Primos de JESUS – Estes seriam primos e não irmãos de JESUS, filhos de Alfeu e de Maria, a tia de JESUS.

Alguns defendem esta posição argumentando que a palavra hebraica “Ha” é geralmente traduzida para “irmãos” e que os judeus daquele tempo empregavam essa palavra num sentido mais amplo para expressar parentesco, pois não existiam termos em hebraico para expressar os diferentes níveis e graus de parentesco. “Irmão” pode significar os filhos do mesmo pai e todos os membros masculinos do mesmo clã ou tribo.

Entretanto, no grego do Novo Testamento, o termo irmão (adelfós) nunca é usado no sentido de primo. O idioma original do Novo Testamento usa uma palavra diferente para falar de primo ou sobrinho (anepsiós – Marcos, primo de Barnabé – Cl 4.10) e outra ainda para parentes (syngenes –

Isabel prima de Maria – (Lc 1.36), que aparece 14 vezes no Novo Testamento com variações. Quase todos os escritores do Novo Testamento como Lucas e Paulo, escreveram para leitores gentios, que falavam grego. Daí, não faz sentido que eles quisessem preservar o sentido do hebraico ou aramaico, que não seria compreendido por eles. Somente autores que escreveram para um público judeu preservaram as palavras em aramaico, como Marcos.

Para justificar essa posição, assume-se que estes homens eram filhos da tia de JESUS, irmã de Maria (Jo 19.25), também chamada Maria, casada com Clopas, também chamado Cleofas (Mt 27.56; 20.20; Mc 15.40; Lc 24.10). Este seu marido seria o mesmo Alfeu, pai de Tiago menor, José e Judas e, talvez, de Mateus (Mt 10.3; Mc 2.14; 3.18; Lc 6.15; At 1.13). Embora muitas personagens bíblicos tenham dois nomes, não há referência que Clopas seja o mesmo Alfeu. Nomes como Tiago (Jacó), José e Judas (Judá) eram muito comuns, de forma que não passa de especulação dizer que os irmãos de JESUS eram filhos de Alfeu.

Esta teoria é sustentada unicamente para tentar mostrar que Maria não teria outros filhos, além de JESUS, a fim de sustentar o dogma da eterna virgindade de Maria, mas isto não encontra respaldo algum nas Escrituras. Aqueles que afirmam que Maria fez um voto de virgindade baseiam-se num livro apócrifo: o Protoevangelho de Tiago (2.9), com manuscritos datados do III século d.C. Este livro também fala do nascimento de Maria, que teria sido criado no templo (impossível para uma mulher) e outras histórias fantasiosas.

Seriam filhos apenas de José, de um primeiro casamento.

O evangelho do pseudo-Tomé (apócrifo), menciona um filho, Tiago, do primeiro casamento de José (1.16). Também no apócrifo “História de São José”, os quatro irmãos de JESUS (Judas, Simão, José e Tiago), mais duas irmãs (Lídia e Lísia) são mencionados como frutos de um primeiro casamento do pai adotivo de JESUS.

José teria ficado viúvo, tendo quatro filhos. Então, teria casado com Maria, com o objetivo de dar-lhe proteção e para que ela não ficasse sem marido.

São irmãos de JESUS, filhos de Maria e José.

Os irmão de JESUS não podem ser os filhos de Alfeu, que eram discípulos do Senhor, pois a Bíblia afirma que Seus irmãos inicialmente não criam n’Ele (Jo 7.3,5), não faziam parte do grupo de Seus discípulos e chegaram mesmo a se oporem ao Seu ministério (Mc 3.21). Nem eles mesmos se consideravam discípulos. Em diversas passagens das Escrituras, JESUS está com Seus discípulos e então chegam Seus irmãos. Em Mateus (12.46) e Marcos (6.3), JESUS estava em Sua missão, junto com Seus discípulos. Então, Seus irmãos chegam. Portanto, eles não faziam parte do grupo. Em Marcos (3.20,21), eles chegam a querer prendê-Lo, julgando-O insano. Se estes irmãos fossem Tiago menor e outros discípulos, eles estariam no grupo dos discípulos e jamais se oporiam ao ministério de JESUS.

Em todas as vezes que estes irmãos são mencionados em conjunto, estão em companhia de Maria. Se esta fosse Sua tia e não Sua mãe, seria estranho ver que, embora Sua mãe estivesse viva, eles prefeririam andar com Sua tia, em lugar de Sua progenitora. Em nenhum texto das Escrituras estes irmãos são mencionados como primos de JESUS, mas apenas como irmãos. Em outros textos, os irmãos de JESUS são distinguidos dos discípulos d’Ele (Jo 2.12; At 1.14; Gl 1.19; I Co 9.5), deixando claro que eram grupos distintos de pessoas.

Quando JESUS foi crucificado, Seus irmãos não estavam lá, apenas Sua mãe, pois eles não criam em Cristo. Por isso, JESUS deixou sua mãe aos cuidados do apóstolo João (Jo 19.26,27). Num momento de dor, quando Maria precisaria de apoio espiritual, certamente os discípulos estavam mais habilitados a isto do que Seus próprios irmãos, que depois se tornaram Seus discípulos, quando viram JESUS ressuscitado (I Co 15.7).

Em Gálatas (1.19), Tiago é chamado de apóstolo e de “o irmão do Senhor”. Se o termo estivesse sendo usado no sentido de discípulo, todos os outros apóstolos estariam na mesma condição. Ele é distinguido assim de Tiago, filho de Zebedeu (Mt 14.21; 10.2; Mc 1.19; 3.17) e de Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13), que figuravam entre os doze apóstolos. Se Paulo estivesse usando “irmão” no sentido de “primo”, para um grupo de leitores que não compreendiam o sentido semita, ele seria um péssimo comunicador.

Existiam três Tiago’s no Novo Testamento:

Tiago, irmão de João (Mt 10.2), discípulo de JESUS, filho de Zebedeu e de Salomé, este foi assassinado no início do Cristianismo (At 12.2).

Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Mc 15.40; I Co 15.7), discípulo de JESUS, também chamado de Tiago o menor para diferenciar do outro discípulo. Este era o filho de Maria que estava presente na crucificação e tinha também um irmão chamado Judas (At 15.40).

Tiago, irmão do Senhor (Mt 13.55; Gl 1.19; At 15.13).

Este era o irmão uterino de JESUS, tinha também um irmão chamado Judas, pois era comum haver muitas pessoas com nomes iguais, como vimos. Este foi o autor da Carta que leva o seu nome.

Ter filhos era uma bênção, notadamente numa época em que o sustento da família dependia do trabalho braçal. E Deus abençoou o casal José e Maria com outros filhos, tornando-os bem-aventurados (Sl 127.3,5). Cremos, pois, que José e Maria eram, de fato, os pais de Tiago, José, Simão e Judas, além de mais duas mulheres. Maria foi agraciada com o fato de ser a mãe de JESUS e também de ter outros filhos, para a glória de Deus.



Por: CARLOS KLEBER MAIA

(Fonte: MP. 1554/Nov.2014)