sexta-feira, 7 de outubro de 2022

CRISE FORTALECE PODER DO ESTADO NO MUNDO E IDÉIA DE MOEDA ÚNICA

A VERDADE EXPLICADA:

"Terrorismo, aquecimento global e crise econômica levam países a paulatinamente aceitarem que o Estado controle mais a vida das pessoas".


O século 21 começou com três eventos que impactaram tremendamente o mundo, dando uma guinada na formação da chamada Nova Ordem Mundial – isto é, do cenário do final dos tempos, conforme vaticinado nas Sagradas Escrituras: os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que mataram milhares de pessoas; a tragédia do tsunami em 24 de dezembro de 2004, que ceifou a vida de cerca de mais de um milhão de pessoas; e a crise econômica mundial, iniciada oficialmente em setembro de 2008 e que desestabilizou economicamente a maior potência do mundo, os Estados Unidos. Sob os efeitos desses três eventos, a Nova Ordem Mundial tem se erguido.


Depois dos atentados terroristas de 2001, governos ocidentais que antes eram avessos a uma maior intromissão do Estado na vida das pessoas, e também eram grandes defensores da privacidade de seus cidadãos, passaram a controlar mais a liberdade de ir e vir e a promover, em certa medida, uma invasão de privacidade por parte do Estado a fim de controlar mais as informações sobre a vida das pessoas, em nome de uma maior segurança para os cidadãos. Curiosamente, os reality shows (criados no final dos anos 90) também passaram a se tornar uma coqueluche nas tevês mundiais nesse período, habituando as pessoas à ideia de perda de privacidade em nome de um benefício maior (na tevê, um prêmio e a fama; na vida real, a promessa de mais segurança por parte do Estado). Não que isso tenha sido orquestrado, idealizado, mas é, com certeza, uma manifestação do espírito do nosso tempo.


Por sua vez, a tragédia do tsunami de 2004 despertou as pessoas a darem mais ouvidos à tese do aquecimento global antropogênico (provocado pelo homem) e irreversível. Não que o tsunami tenha sido causado pelo aquecimento global, mas o episódio trágico voltou os olhos da população mundial para as tragédias naturais e, consequentemente, para a tese do aquecimento global. Criou-se, a partir daí, uma mobilização mundial em prol dessa causa, fomentando a proposta dos defensores de uma Nova Ordem Mundial de que grandes problemas mundiais só podem ser resolvidos se os países abrirem mão de parte de sua soberania em favor de organismos internacionais gerenciadores de crises.


Em seguida, foi a vez da crise econômica mundial, que levou o G-20 a, no início do ano, defender o fim do sigilo bancário e um controle maior das movimentações das instituições e empresas. Outro efeito foi a defesa de uma maior presença do Estado na economia e na vida das pessoas e instituições, controlando bancos, seguradoras e outras instituições, e tornando o cidadão mais dependente do Estado.


Enfim, o resultado de todos esses fenômenos é que os Estados estão controlando mais a vida de seus respectivos cidadãos e, ao mesmo tempo, estão cedendo parte de sua soberania em favor de um maior controle dos organismos internacionais. Ora, em Daniel (2.41-43; 8.23 e 11.36), e Apocalipse (cap.13), é profetizado que haverá, antes da consumação dos tempos, um último governo mundial, que será o cenário de ascensão do Anticristo. Porém, esse cenário só será possível com a diminuição das soberanias nacionais para a implementação de um governo mundial e com o maior controle dos governos sobre a vida das pessoas e das instituições, e é isto que estamos vendo acontecer paulatina e inexoravelmente.


A revista Exame, edição 951 de 9 de setembro, trouxe uma reportagem especial sobre como está os Estados Unidos hoje após um ano de crise econômica mundial. Na matéria, um dos diagnósticos dados pela maioria esmagadora dos economistas entrevistados é que, ao intervir de forma tão incisiva na economia, a administração Obama está criando as bases para a próxima crise econômica. E boa parte da população americana já percebeu isso. Não é à toa que, além de 49% da população americana não estar gostando da administração Obama de forma geral, 60% declaram que discordam profundamente das medidas tomadas pelo presidente na área da economia. Isso porque, a cada dia, o governo americano, em vez de apertar o cinto, aumenta mais os gastos públicos e já ameaça aumentar os impostos para continuar a gastança. Simultaneamente, também começa a alimentar o dragão da inflação imprimindo mais dinheiro para financiar a dívida pública americana, que já chega a colossais 13 trilhões de dólares.


O quando é desanimador. “O Estado americano vive imerso numa crise orçamentária sem solução e, bisonhamente, está pagando suas contas com notas promissórias. Caso os investidores percebam que Washington continuará seguindo esse caminho e que, com isso, o valor de seus títulos americanos vai ser corroído pela inflação, a mãe de todas as crises pode ter início”, afirma a matéria de Exame após consultar especialistas, entre eles quatro prêmios Nobel de Economia.


Como resultado disso, o dólar está se desvalorizando progressivamente, simplesmente “derretendo”, ao ponto de a proposta de uma moeda única mundial para substituir a moeda americana como reserva internacional, algo impossível anos atrás, já ser vista por muitos economistas não apenas como viável, mas também como inevitável. “O status do dólar como moeda de reserva mundial sempre facilitou a complacência americana em relação ao seu orçamento. Ver o dólar derreter repentinamente seria mesmo um cenário de pesadelo, especialmente para países com enormes reservas internacionais, como China e Japão. Como até hoje não surgiu um candidato à altura, o dólar segue como a moeda internacional. Mas, dadas as precárias condições físicas americanas e o alto risco de inflação nos próximos anos, cresce a pressão pela criação gradual de um novo sistema mundial de reserva”, afirma a matéria, que lembra ainda que a China está fazendo pressão há sete meses para que esse novo sistema mundial de reserva seja criado logo. Ou seja, quem seria um dos maiores prejudicados com o “derretimento” da moeda americana – a China, por ter boa parte dos títulos americanos – e poderia, portanto, não estar torcendo pelo fim do dólar como reserva mundial (posição que a moeda americana ocupa desde o fim da Segunda Guerra), está, diferentemente do que se imagina, pedindo a criação de uma nova moeda universal. A despeito do prejuízo que terá, a China insiste com a moeda única mundial por entender que o “derretimento” do dólar é inevitável e que os ganhos futuros com essa mudança poderão ser maiores do que os fortes prejuízos iniciais.


O premiado economista Paul Samuelson, um dos mais importantes economistas do mundo, afirma: “É quase inevitável que aconteça essa corrida contra o dólar”. Segundo Samuelson (e dez em cada dez especialistas), só há uma forma de isso não acontecer: se a economia americana voltar, de repente, a crescer de forma acelerada. Ao contrário, o status do dólar como reserva mundial está com os dias contados.


Como a economia americana demonstra que vai demorar um bom tempo até crescer num ritmo acelerado, as pressões tendem a aumentar. Logo, as chances da nova moeda mundial surgir é grande. Não é à toa que o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, já disse aos chineses em março que a proposta da nova moeda era considerada por ele “muito boa”. Para sermos mais precisos, disse Geithner exatamente o que se segue: “Particularmente, estou bastante aberto à ideia de uma nova moeda de reserva internacional para substituir o dólar”.


Em maio, os membros do Clube Bilderberg, composto pelos mais influentes homens do mundo ocidental na política, na mídia e na economia (e que investe dezenas de bilhões de dólares por ano na divulgação e implementação da ideologia da Nova Ordem Mundial), decidiram que vão fazer tudo que estiver ao seu alcance para influenciar no surgimento de uma nova moeda que seja universal, pois veem o fim do dólar e a criação de uma moeda única como um passo importantíssimo para a estabilidade da economia mundial. Mas, não é só isso: também veem essa nova moeda como um passo decisivo para a implementação da tão almejada Nova Ordem Mundial. Basta lembrar que a União Europeia, que nasceu décadas atrás apenas como uma comunidade de ajuda mútua das nações europeias, tornou-se de fato o que é após a implementação do euro como moeda oficial do continente.


Ora, se já há Organização das Nações Unidas, Tribunal Internacional, Organização Mundial do Comércio, etc, a partir do momento que for criada uma nova moeda mundial (e a proposta, segundo afirmam especialistas, é que a ONU, e não apenas o G-20, lidere a criação dessa moeda), a Nova Ordem Mundial já vai estar praticamente fundada. O mundo se tornará uma grande União Europeia (que lembra a profecia de Daniel sobre o “Império Romano” restaurado) é uma maquete de como será o governo mundial. As profecias bíblicas se cumprem mais uma vez.


(Matéria extraída na íntegra do jornal MENSAGEIRO DA PAZ nº 1493/Out. 2009)

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

CRESCIMENTO NA VIDA ESPIRITUAL

 A VERDADE EXPLICADA:

“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (II Pe 3.18)


Introdução

Nenhuma verdade na Bíblia é mais importante do que a que os crentes devem amadurecer e crescer espiritualmente. Ao fazê-lo a sua vida vai ser mudada. Você vai começar a viver uma vida mais abundante, mais satisfatória. Deus está interessado na transformação da sua vida e muitos que vieram a Cristo, ainda não entenderam essa parte vital da vontade de Deus para nossas vidas.

Vamos olhar seriamente este assunto sobre crescer em JESUS Cristo e o que significa e pode significar para cada um de nós.


Equívocos sobre o crescimento espiritual.

O crescimento espiritual é automático.

1) A pessoa é salva pela misericórdia de Deus quando confia e recebe a Cristo. É instantâneo e uma ocorrência súbita. Isso acontece apenas uma vez e é imutável. Pode levar algum tempo para que uma pessoa compreenda o Evangelho e aceite-o, mas no momento em que ela o aceita o fato ou a posição em Cristo está estabelecida para sempre. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Cor 5.17) “E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo principado e poder”. (Cl 2.10) “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude” (II Pe 1.3) 

2) Quando você crê, é posicionado em Cristo. Você recebe toda a bênção espiritual e todas as coisas que dizem respeito à piedade. Você está completo em que é um filho de Deus. Está totalmente equipado para realizar tudo o que Deus tem para você, em sua vida. Não há segunda bênção, como muitos ensinam. Há apenas um Evangelho e é o Evangelho completo e não há nenhum outro. 

3) O que isto significa é que você como um crente recebe o Espírito de Deus, que lhe permitirá viver uma viver piedosa e o crescimento espiritual. Ilustração: Quando um bebê nasce, não pode falar, andar ou trabalhar. No entanto, se é normal tem tudo, incluindo a mente e todo o necessário para tornar-se um adulto maduro. No entanto, deve ser ensinado. Deve aprender. Um grupo de turistas estava visitando uma cidade em uma excursão e se depararam com um homem velho. Um dos turistas perguntou ao velho se algum grande homem havia nascido naquela pequena cidade. “Não, ele respondeu, só bebês!” Começamos a aprendizagem da vida e isso significa que a própria essência da vida está crescendo e amadurecendo. A primeira vez que uma mamadeira de leite é colocada em sua boca ele aprende que é bom e começa a mamar.


O crescimento espiritual mede o amor de Deus por nós.

1) O amor de Deus não é dependente de nossa espiritualidade. 2) Ele nos amou quando ainda éramos pecadores. 3) No entanto, para ter as bênçãos de Deus, devemos estar em Sua vontade, cheios do Espírito Santo e viver vidas obedientes aos princípios estabelecidos por Deus. 4) O amor de Deus significa que Ele sempre vai fazer o melhor para nós e isso significa que Ele não vai abençoar aqueles que são infiéis aos princípios bíblicos.


O crescimento espiritual é dependente de longos períodos de tempo.

1) Há muitos crentes que foram salvos há muito tempo e, todavia, cresceram muito pouco. 2) Alguns foram salvos há pouco tempo, todavia cresceram espiritualmente muito rápido. 3) Certamente, se duas pessoas são dedicadas e fiéis igualmente ao Senhor, aquela que foi amadurecendo mais será mais madura espiritualmente. 4) Eu conheci pessoas que foram salvas e dentro de um ano eram capazes de ensinar na Escola Dominical ou realmente usar o dom que Deus lhes deu e ter uma boa compreensão da Bíblia. Eu já vi outros que depois de anos entendiam muito pouco.


Ser espiritualmente maduro não é uma questão de quanto se sabe.

1) O que importa é o que você faz com o que você sabe! “Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha…” (I Co 8.1) 2) Nota: O verso adverte que o conhecimento pode inchar. Ele está falando sobre o ORGULHO. 3) Ter um conhecimento dos fatos da Bíblia é importante para o crente, mas não pode ser equiparado à maturidade espiritual. 4) O crescimento espiritual é o que fazemos com o que sabemos sobre a Bíblia, a Palavra de Deus. 5) “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos...” (Rm 8.29)


O crescimento espiritual é uma questão de ser ativo na igreja.

Certamente, os crentes espiritualmente maduros serão ativos em sua igreja local e estarão servindo ao Senhor, onde quer que estejam. Todavia…. 1) Uma pessoa pode ser muito ocupada fazendo coisas na igreja e não estar crescendo espiritualmente. 2) Alguns pensam que se eu estou ocupado o suficiente, então eu sou espiritual. Isso não é necessariamente verdade. “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade...” (Mt 7.22,23). Estar ocupado e fazer um monte de coisas na igreja sequer é qualificação para a salvação.


O crescimento espiritual não tem nada a ver com a prosperidade.

1) Muitas pessoas podem pensar que as posses materiais é uma indicação de maturidade espiritual ou favor especial de Deus. Isso mais uma vez não é verdade. 2) Não pense que porque você está bem ou financeiramente seguro isso signifique que Deus aprova como você está vivendo sua vida e crescendo espiritualmente. 3) O outro lado também é verdadeiro. Ser pobre ou ter muito pouco não significa que Deus desaprova sua espiritualidade.


O que é então maturidade espiritual?

Se não é uma questão de nossa posição em Cristo, ou o amor de Deus, o tempo, o seu conhecimento da Bíblia, seu nível de atividade, ou o quão rico ou pobre você pode ser …. o que é então?. Também não é uma coisa mística, sentimental, devocional ou psicológica. O crescimento espiritual em termos simples é: “Corresponder minha prática com a minha posição”. 1) Se eu sou salvo, e um filho de Deus, então eu estou completo. Tenho tudo o que preciso para viver para o Senhor e para viver uma vida abundante completa de satisfação. Eu posso viver uma vida que glorifique o meu Salvador, o Senhor JESUS Cristo. 2) A maturidade espiritual não é ser capaz de colocar em prática principal da Palavra de Deus …. (Você é capaz!) É uma questão de querer fazer o que Deus quer. É uma questão de compromisso. É uma questão de dedicação. É uma questão de fé! Uma questão de confiar no Todo-Poderoso permitindo que Ele dirija as nossas vidas. É fazer o que Ele diz, obedientemente.

Por que devo crescer espiritualmente? O que é tão importante sobre isso?


É uma questão de estar em harmonia com o plano e criação de Deus.

1) Deus nos criou e criou este mundo! Como todo construtor, Ele tinha um propósito para o que construiu! 2) Suponha que eu construísse uma Ferrari como vi no noticiário outro dia, que custa mais de 1 milhão de reais. Suponha que eu a usasse para ir à minha fazenda em estrada de terra cheia de buracos. Louco, não? Suponha que eu pegasse um trator para levar a minha família para a cidade e o usasse como o carro da família. Esquisito, não é? 3) Em ambos os casos, a Ferrari ou trator foi mal utilizados e não usado como eles foram projetados para serem usados. Você poderia levar a família para a cidade em um trator, mas não seria muito melhor em um automóvel que tem quatro portas, ar condicionado , aquecedor, assentos confortáveis, com muito espaço, e um motor e transmissão feita para fazer o trabalho? Não seria abuso ter um carro projetado para competir e usá-lo como um caminhão da fazenda?


Deus criou você para a glória d’Ele.

1) ”...antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade”. Amém! (II Pe 3.18) 2) Isso é o que você foi criado para fazer … trazer glória a Deus. O problema com o mundo e muitos crentes é que eles não sabem o que são e por que eles foram criados. 3) O mundo perdido certamente não sabe. Está em rebelião contra Deus. Ele não traz glória a Deus. Ele está arruinando-se, abusando-se porque está fazendo o que não foi projetado para fazer. 4) Muitos crentes também caíram na mesma armadilha. Eles confiam em Cristo e vivem vidas que são destrutivas, insatisfeitos e miseráveis. Por quê? Eles são como um carro de corrida caro e turbinado, correndo por uma estrada poeirenta e rochosa, carregando cargas pesadas que não foram projetados para carregar.


Para glorificar a Deus, devemos viver como Deus nos criou para viver.

1) Traz grande honra para seu criador quando um de seus tratores está nos campos, arrastando, arando, quebrando ou lavrando a terra como ele foi projetado para fazer. 2) Que satisfação ver uma peça de equipamento funcionando sem problemas fazendo o que foi projetado para fazer. 3) Para o crente que vive separado do Senhor, vivendo em desobediência a Deus, sendo infiel … isso traz vergonha a Deus que nos criou e também nos destrói. A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte.


Ao contrário de um trator, carro ou peça de uma máquina… Deus lhe deu uma vontade.

1) Você não é um robô… mas feito à imagem do próprio Deus, tem uma mente, emoção e vontade. 2) A Ferrari usada em uma fazenda não tem escolha, mas opera como é forçada a fazê-lo. No entanto, Deus não vai forçá-lo a fazer o certo! Você pode fazer o errado. Depende de você.


Quer fazer o certo, então, basta fazê-lo.

Se você é um filho de Deus você tem a capacidade quando foi salvo. Se você ainda não confiou em JESUS Cristo como seu Salvador, então por que não? O que é que te impede de crer n’Ele e colocar sua confiança em Quem o criou? Você não acha que o tempo é agora para começar uma nova vida? Uma vida que Deus fez para você viver? 1) Os crentes são completos em Cristo e eles têm tudo o que é necessário para viver como você deve, mas você deve querer fazê-lo. 2) Nosso amor pelo pecado é um problema. Nós temos uma natureza pecaminosa que tem uma inclinação para o pecado e fazer o errado. No entanto, isso não é uma desculpa. Se eu quiser evitar o pecado e não fazer o que é errado eu posso. Eu posso porque eu tenho uma nova natureza, a própria natureza de Deus, que me dá o poder de fazer o que é certo.


Conclusão: Você observou que crescer em Cristo, e crescer espiritualmente é uma questão de exercer sua vontade, fazer o que Deus manda?

Crescimento espiritual é uma questão de corresponder minha prática com a minha posição.

Se sou um filho de Deus, eu posso viver uma vida abundante e maravilhosa servindo a Deus. Isso é eu posso se eu quiser. Eu posso se eu estiver comprometido e simplesmente fazendo um esforço para fazê-lo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

CRESCE O NÚMERO DE JUDEUS NO MUNDO QUE CREEM EM JESUS

A VERDADE EXPLICADA:

Maioria é de judeus messiânicos, que tem comunidades com práticas e crenças mais judaicas, mas também há muitos judeus evangélicos.


Cresce cada vez mais no mundo o número de judeus que creem em JESUS como o Messias. Acredita-se que há hoje quase meio milhão de judeus nesta situação, o que representa cerca de 4% dos judeus do mundo. A maioria, porém, ainda é de judeus messiânicos, que tem algumas comunidades com práticas e crenças mais judaicas que cristãs, mas há também muitos judeus evangélicos.

As estatísticas mais completas são sobre os judeus messiânicos. Levantamento do final de 2013, revelou que o número de judeus messiânicos em todo o mundo já passava de 300 mil. Destes, aproximadamente 20 mil viviam em Israel. Fala-se hoje de quase 25 mil. Segundo os registros oficiais israelenses, este número é um recorde, uma vez que existiam em Israel menos de 100 judeus messiânicos em 1948; em 1967, eles eram 250; em 1987, chegaram a 3 mil, e em 1997, a comunidade de judeus messiânicos chegou a 5 mil. Desde 2008, o número ultrapassou a casa dos 15 mil e continua crescendo vertiginosamente.

Nas últimas décadas, o movimento de judeus que aceitam “Yeshua” (JESUS) como Messias vem crescendo principalmente, e de forma constante, nos Estados Unidos. A maioria deles, como ocorre em Israel, continua mantendo as tradições do judaísmo, mas outros são menos presos às tradições judaicas. Especialistas afirmam que o movimento de judeus messiânicos se fortaleceu quando Israel se tornou uma nação novamente em 1948. Porém, a atuação desse grupo em solo israelense sempre foi difícil. Mesmo assim, há hoje diferentes ministérios que tem sido bem-sucedidos no alcance de judeus.

Algumas das missões focadas em apresentar JESUS como Messias aos judeus existem há décadas, e iniciativas desse tipo vem se multiplicando. Algumas delas são King of Kings, Centro Caspari, Judeus para Jesus, The Christian Jew Foundation, Chosen People Ministries, Joseph Storehouse, Christian Witness to Israel, Fundação Jewish Christian e Maoz, entre outros menos conhecidas. A maioria desses grupos existe há pelo menos 20 anos.

O trabalho evangelístico em Israel está sendo realizado através de congregações messiânicas locais. As maiores estão nas cidades de Tiberias, K’far Saba, Netanya, Jerusalém e Joffa. Existem hoje mais de 150 congregações messiânicas. O maior índice de conversão de judeus à fé em JESUS como Messias está entre os que imigraram de países da antiga União Soviética. O crescimento do número de judeus que tem “voltado para casa” faz com que messiânicos de diferentes países fortaleçam as comunidades já existentes.

Esse aumento no número de participantes não passou despercebido pelos grupos religiosos tradicionais da nação israelense. Seu trabalho de ação social, incluindo apoio aos que tiveram perdas durante as guerras com o Líbano e com o Hamas, por causa da doação de alimentos, roupas, remédios e outros suprimentos, faz com que eles sejam bem aceitos pelos judeus em geral.

Os pastores dessas igrejas messiânicas em Israel contam das dificuldades que passam, mas acreditam que está acontecendo uma transformação nos dias de hoje. Isso porque aumentou o reconhecimento e a aceitação dos messiânicos. Eles relatam ainda que tantos conflitos políticos e religiosos na região geram uma busca por respostas, que abrem portas para que a Boa Nova de JESUS seja espalhada.

O grupo “Judeus para Jesus” formado por judeus evangélicos, desenvolve um grande trabalho de evangelização nas cidades com grande concentração de judeus no mundo.

O rabino messiânico Barry Rubin relata que “hoje, os cidadãos israelitas estão mais abertos para falar sobre Yeshua e considerar seriamente a possibilidade de que Ele realmente é o Messias. Ele acha difícil estabelecer com certeza o número de judeus que seguem a JESUS, pois em muitas famílias a pressão continua grande e ainda há casos de perseguição severa.


Os polêmicos e diversos judeus messiânicos

De todos os grupos, os mais polêmicos para os cristãos são os judeus messiânicos, que se dividem em vários segmentos, com alguns com práticas mais cristãs do que outros. De forma geral, os judeus messiânicos são um movimento que objetiva converter os judeus ao cristianismo. Entretanto, esse movimento defende a manutenção de costumes judaicos tradicionais.

Eles também não gostam muito de usar o termo “cristão”, para evitar trazer à memória os séculos de perseguição e anti-semitismo que os judeus receberam na Europa por pessoas e grupos que se diziam “cristãos”. Além disso, eles creem que enfatizar a designação “cristã” significaria dar a ideia, para os judeus, que ser seguidor de JESUS implica em perder a identidade judaica, que é considerada muito importante para os judeus de forma geral.

A Bíblia permite, no caso de judeus convertidos ao cristianismo, que se guarde costumes judaicos, mas faz determinadas ressalvas. O judeu cristão, por exemplo, pode, conforme sua cultura, guardar dias e evitar certas comidas (Rm 14; Cl 2.16,17), mas ele não pode de forma alguma estabelecer que seus irmãos em Cristo não-judeus devam fazer a mesma coisa. É preciso também deixar claro que determinados aspectos da Lei não podem ser impostos como condição para salvação. Infelizmente, nem todas as congregações de judeus messiânicos vê dessa forma. Muitos insistem em guardar, como se fosse importantes para salvação, mandamentos mosaicos que, após Cristo, tornaram-se obsoletos.


Judeus para Jesus

Nos Estados Unidos, um dos grupos de judeus cristãos mais conhecidos e atuantes é o chamado Judeus para Jesus (Jews for Jesus). Eles são um grupo mundial de judeus evangélicos com sede na cidade de San Francisco, na Califórnia. Sua teologia é totalmente cristã evangélica, e eles são muito atuantes na área da evangelização, tendo se tornado destaque no jornal “The New York Times”, edição de 4 de julho de 2006, pela sua atuação evangelística na cidade de Nova York.

Todos os seus componentes são crentes com linhagem judaica. Com mais de 40 anos de história, o grupo costuma enviar centenas de missionários seus às ruas das cidades do mundo fora de Israel que tenham mais de 25 mil judeus. Há também campanhas destinadas a judeus de língua russa, judeus israelenses e hassídicos.

Suas campanhas de evangelização giram, cada uma, em torno de 1,5 milhão de dólares de gastos. Os “Judeus para Jesus” já enviaram mailings para mais de meio milhão de lares judaicos nos Estados Unidos e dvd’s em Yiddish sobre JESUS para mais de 80 mil casas de judeus ortodoxos. Eles também usam campanha de marketing com spots de rádio e anúncios em metrô e em jornais que se caracterizam pelo slogam “Jesus para os judeus”.

A sua principal atividade, no entanto, é nas ruas, onde os membros do grupo, usando camisetas coloridas estampadas “Judeus para Jesus” e adornadas com a Estrela de Davi, distribuem literatura evangelística e tentam, através de uma conversa pessoal, levar a Cristo tanto judeus como não-judeus.

Curiosamente, a maioria das pessoas que aceitam JESUS através do trabalho dos missionários dos movimento “Judeus para Jesus” é de não-judeus, de acordo com estatísticas da própria organização. Mas, há muitos judeus também sendo alcançados e se convertendo a Cristo. O grupo envia mensalmente um boletim a mais de 100 mil famílias de judeus nos Estados Unidos e fora do país que creem em JESUS.

O grupo sofre também muita oposição pela sua atividade, principalmente de líderes das comunidades judaicas locais. Na grande evangelização de Nova York em julho de 2006, que levou às ruas mais de 200 missionários do movimento “Judeus para Jesus”, foram colocados anúncios em mais de 60 jornais alertando os judeus para a “campanha de proselitismo” do grupo e incentivando-os a “aprender mais sobre o judaísmo e tomar parte nas suas práticas”, em vez de se deixar levar pela pregação do movimento.

Na ocasião, Craig Miller, que trabalha no braço “antimissionário” do Conselho de Relações da Comunidade Judaica de Nova York, se apôs ao trabalho dos “Judeus para Jesus”, dizendo: “Esta não é uma campanha de judeus contra cristãos. É sobre a decepção pura e simples. Os grupos que estão chegando estão trazendo uma mensagem enganosa que se pode ser cristão e parte da comunidade judaica ao mesmo tempo...”. O rabino Joseph Potasnik, vice-presidente executivo do Conselho de Rabinos de Nova York, acrescentou: “Não acredito que você possa ser um vegetariano carnívoro”, referindo-se a judeus que são cristãos.

Em resposta, os seguidores do movimento “Judeus para Jesus” afirmou: “Um judeu é definido na Bíblia e na sociedade por ter nascido de pais judeus. Judeus hoje tem uma variedade de pontos de vista em relação à religião, incluindo não crer em Deus, e ainda são considerados judeus. Você pode se tornar um mau judeu, mas você não pode tornar-se um não-judeu”.

Entre os membros do grupo “Judeus para Jesus” há os que frequentam igrejas cristãs evangélicas, mas também há aqueles que pertencem a sinagogas messiânicas, congregações que ensinam que os judeus podem acreditar em JESUS sem renunciar o judaísmo, e onde se comemora feriados judaicos, embora com um enfoque cristão. Cerca de metade dos missionários que participam das campanhas evangelísticas nas cidades é de membros de tempo integral da equipe missionária da organização. Os demais são voluntários que usam os seus dias de férias para evangelizar.

O respeitado rabino Yitzak Kaduri escreveu antes de falecer aos 108 anos, uma carta que foi aberta após sua morte e na qual afirmaria que JESUS é o Messias.

Em maio de 2014, a conversão de um famoso rabino israelense surpreendeu a todos. Ela foi narrada na obra “The Rabbi Who Found Messiah” (O rabino que encontrou o Messias), lançada pelo escritor evangélico Carl Gallups naquele ano, levando alguns judeus e muçulmanos à conversão ao Cristianismo. O livro conta a história do rabino Yitzak Kaduri, que faleceu em 2006 aos 108 anos de idade, e era considerado um exemplo para todos.

Kaduri era considerado por muitos “...o mais venerado líder espiritual de Israel...” e, quando faleceu, deixou uma carta com instruções para abri-la um ano após sua morte. No documento, o rabino afirmava que durante sua vida chegou à conclusão de que o Messias era JESUS.


Conversão futura dos judeus a Cristo

A Bíblia afirma que, no futuro, todos os remanescentes dos judeus se converterão ao Evangelho de JESUS. São vários os textos bíblicos que falam desse acontecimento futuro.

Em Zacarias (12.10), o profeta fala dessa conversão, quando os habitantes de Israel verão Aquele “a quem traspassaram” – JESUS – e se converterão. O apóstolo Paulo fala sobre essa conversão futura da nação israelita a Cristo em Romanos (11). O profeta Isaias falou sobre isso também (em 51.11 e 52.8), por exemplo. Assim, oremos pelo povo judeu e por seu encontro com o Messias.



(Fonte: MP. 1556/Jan.2015)

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

CONTANDO OS NOSSOS DIAS

A VERDADE:

Toda a vaidade é vã. O orgulho não compensa e nem mesmo a altivez de espírito. Simplesmente devemos usar sabiamente nossos anos de vida antes de chegar o dia final. Devemos viver cada dia de nossa existência com nobreza, como se fosse o último de nossa breve passagem terrena.


A VERDADE EXPLICADA:

Nesta vida conta-se tudo: os valores no banco, os bens imóveis, os móveis, enfim... Mas poucos contam os dias de vida. E os que assim o fazem, ao chegar a uma determinada quantidade de números, quase sempre não sentem tanta alegria em dizer os anos de sua existência.

Nestes primeiros meses desse ano, façamos uma retrospectiva de nossa vida e contemos os nossos anos, para ver se temos vivido de forma prudente e moderada. Davi fez uma análise dos seus anos de vida e exclamou estarrecido: “...ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios...” (Sl 90.12).

Ele começou a somá-los e disse a razão: “...pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. A duração da nossa vida é de setenta nos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos...” (Sl 90.9,10).

Toda a vaidade é vã. O orgulho não compensa e nem mesmo a altivez de espírito. Simplesmente devemos usar sabiamente nossos anos de vida antes de chegar o dia final. Devemos viver cada dia de nossa existência com nobreza, como se fosse o último de nossa breve passagem terrena.

O rei Belsazar não calculou bem os seus dias e viveu na lassidão moral. Mas o Senhor o tinha nas mãos e numa festa tirou-lhe a vida, acabando assim o seu reinado (Dn 5.26). À semelhança dele muitos, hoje, vivem em orgias, e de forma descontrolada. A Bíblia relata um outro exemplo: a história do homem que colheu uma enorme safra e disse para sua alma descansar, comer, beber e folgar, esquecendo-se ele de contar os seus dias. Mas na mesma noite em que concebeu tais pensamentos sua vida chegou ao fim e partiu sem salvação... (Lc 12.29)

O rei Herodes constitui outro bom exemplo. Pensou ser eterno. Mas enquanto discursava, em uma ocasião, e achando ser a sua mensagem imortal, foi ferido pelo anjo do Senhor e morreu comido por bichos. Quantos pensam que viverão para sempre e não controlam seus dias de vida! Devemos nos lembrar de que a nossa vida é como a flor: “...de madrugada cresce e floresce: à tarde corta-se e seca...” (Sl 90.6). Assim sendo, os nossos dias não podem ser gastos dissolutamente.

Ao ver a juventude gastar os anos de forma leviana, disse um poeta do passado: “Dai-me os vossos anos em flor, vós que o desperdiçais...”

Quando Israel foi retirado do Egito (Ex 12.12), Deus disse a Moisés: “...este vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano...” Para Israel nasceu um novo ano, uma nova vida, pois estavam saindo do Egito em destino a Canaã; da escravidão para a liberdade.

Viva, você também, este ano com uma nova meta para a sua vida e cheio do Espírito Santo. Principalmente com o propósito de servir ao Senhor de forma renovada.

Jacó, ao contar os anos de sua peregrinação, concluiu que eram poucos e deduziu que eram maus, pelas angústias e agruras do caminho (Gn 47.9). Deus quer nos ajudar em nossa jornada, para que os nossos anos sejam de bonança, paz e verdadeira comunhão celestial. Este ano é “...o ano aceitável do Senhor...” (Is 61.2), e o tempo da proclamação do Evangelho de JESUS; tempo de levarmos as Boas Novas ao mundo. Este é o ano em que Deus quer derramar muitas bênçãos sobre o Seu povo. E oxalá que seja o ano da liberdade, o ano do arrebatamento!



Por: Nilson Silva

(Fonte: MP 1248/Fev.1991)

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

CONSEQUÊNCIAS DO DESACERTO ESPIRITUAL

 A VERDADE:

A história de Sansão, narrada no livro dos Juízes, pode ilustrar também o desacerto espiritual de um homem escolhido pelo próprio Deus para a Sua obra. O povo de Israel havia transgredido os ensinamentos do Senhor e por isso os filisteus prevaleceram contra ele durante quarenta anos. Mas, um homem dentre o povo, chamado Manoá, da tribo de Dã, residente em Zorá, casou-se com uma mulher estéril. Esta foi visitada pelo anjo do Senhor, o qual lhe declarou que ela teria um filho e este deveria ser nazireu de Deus, isto é, consagrado ao Senhor. Como sinal, deveria trazer os cabelos compridos amarrados em tranças e não deveria cortá-los.


A VERDADE EXPLICADA:

A realidade da ajuda de Deus na solução de problemas e situações difíceis foi confessada recentemente por 65 por cento dos entrevistados pelo Instituto Gallup, nos Estados Unidos. Estas respostas, que correspondem, certamente, ao resultado de uma amostra relativa, não deixam de ser encorajadoras para aqueles que tem problemas aparentemente insolúveis, ou, pelo menos, insolúveis através dos métodos humanos.

Milhões de testemunhas no mundo inteiro atestam que receberam o socorro divino nas suas aflições, nos seus problemas, nas suas enfermidades, em causas jurídicas, nas incompreensões conjugais e em tantos outros casos que o leitor mesmo poderá imaginar.

É perfeitamente lícito considerar que estas pessoas ao depositar sua fé e esperança na provisão divina, confirmaram sua disposição de esperar por ela e, ao ver solucionado o seu problema, atribuíram a essa provisão o resultado satisfatório que obtiveram. Para isto, acreditamos ainda, mantinham uma integridade espiritual, um contato com Deus capaz de atrair a Sua atenção, a Sua vontade e a Sua determinação de atendê-las. É ainda aceitável creditar a estas pessoas a condição de constante obediência e justiça que torna a sua oração “poderosa em seus efeitos”.

Podemos conjecturar que se tais pessoas, incluídas entre as que atribuem a Deus as suas vitórias, são realmente vitoriosas pela sua condição espiritual, será plausível crer que outras que enfrentam as mesmas ou diferentes dificuldades e vão de fracasso em fracasso, chegando à lamentação e ao desespero, terão contribuído com o seu descompasso para que as respostas não se mostrem satisfatórias.

Exemplos disso poderão ser encontrados nas páginas da própria Bíblia, que, aliás, não se ocupa demasiado com o povo em geral, mas exemplifica o desacerto espiritual de profetas, reis e sacerdotes, os quais, embora investidos de responsabilidade inerente ao cargo, se mostraram desatentos aos quesitos necessários à resposta positiva de Deus às suas solicitudes.

Sem desejar uma ordem cronológica nos casos que nos parecem mais do conhecimento geral dos leitores das Escrituras, poderíamos citar de início a vagareza de Eli (I Sm 2.22,23), em repreender seus filhos, que não mantinham intocável o serviço sacerdotal de que foram encarregados. Antes, pelo contrário, divertiam-se com mulheres dispersivas, que vinham em bandos à porta da congregação. Além disso, violavam o costume do provimento (I Sm 2.12-17), chegando a agredir os ofertantes.

Podemos notar que havia uma promessa para a família de Eli (versos 28 e 30) e cremos que ele tenha sido fiel durante algum tempo. Mas, com o passar dos anos, relaxou a vigilância e se deixou dominar pela arrogância dos filhos. Quase cego e sem forças, nos seus noventa e oito anos, talvez estivesse menos disposto a incomodar-se com a obra de Deus. Embora Eli aconselhasse os filhos a agir de maneira correta, não parecia encorajado a falar severamente e isso concorreu para a derrota de Israel na batalha contra os filisteus e acarretou a morte de trinta mil israelitas, do próprio sacerdote, de seus dois filhos, Hofni e Finéias, e da nora além da tomada da arca.

Se este exemplo serve para muitos pais e pastores e para cada uma das pessoas em particular em nossos dias, acreditamos num interesse dos mesmos pelo bem-estar espiritual dos filhos e da Igreja.

A história de Sansão, narrada no livro dos Juízes, pode ilustrar também o desacerto espiritual de um homem escolhido pelo próprio Deus para a Sua obra. O povo de Israel havia transgredido os ensinamentos do Senhor e por isso os filisteus prevaleceram contra ele durante quarenta anos. Mas, um homem dentre o povo, chamado Manoá, da tribo de Dã, residente em Zorá, casou-se com uma mulher estéril. Esta foi visitada pelo anjo do Senhor, o qual lhe declarou que ela teria um filho e este deveria ser nazireu de Deus, isto é, consagrado ao Senhor. Como sinal, deveria trazer os cabelos compridos amarrados em tranças e não deveria cortá-los.

O nascimento de Sansão ocorreu exatamente como o anjo dissera: “Depois teve esta mulher um filho e chamou o seu nome Sansão e o menino cresceu e o Senhor o abençoou. E o Espírito do Senhor o começou a impelir, de quando em quando, para o campo de Dã, entre Zorá e Estaol...” (Jz 13.24,25). É provável que, na sua infância e adolescência, Sansão tenha se comportado de acordo com as diretrizes de seus pais. Mas, após essa idade, julgando-se suficientemente capaz de dirigir-se por conta própria, resolveu comprometer-se com uma mulher do povo que vinha oprimindo a Israel. Todas as ponderações de seu pai e conselhos de sua mãe de nada valeram; antes prevaleceu a sua teimosia e ele casou-se de fato com aquela mulher. O resultado desastroso, a consequente separação e as desídias posteriores mostram que o jugo desigual de que fala o apóstolo Paulo é realmente perigoso (II Co 6.14).

O segundo casamento de Sansão foi ainda mais desastroso, inclusive porque ele prescindiu dos conselhos de sua mãe e de seu pai, que talvez já nem vivessem (Jz 16.31). Descendo à Gaza, o arraial dos filisteus, encontrou-se com Dalila e afeiçoou-se a ela. Esta união não mereceu das Escrituras sequer o nome de "casamento‟, mas apenas de "afeição‟. Desta vez, ao invés de solver enigmas, os filisteus foram mais longe. Quiseram saber em que consistia a sua grande força. Agastado pelas múltiplas questiúnculas de Dalila, ele, depois de protelar e inventar respostas, declarou-lhe o segredo que havia entre eles e Deus. A mulher, que fora instigada pelo seu povo, transmitiu a este as palavras de Sansão, que se viu privado de seus cabelos, de sua força, de seus olhos e, por fim, de sua vida.

Quantos casamentos são feitos na base da "afeição‟ e se transformam em armadilha para o rapaz e para a moça, ou para ambos chegando, por vezes, não somente à separação, mas, em alguns casos, às raias da fatalidade.

As lamentações de Davi em Salmos (51), são a continuação das suas amarguras, já mencionadas em Salmos 41. Parece que a sua transgressão no caso “...da que foi mulher de Urias...”, o fizera contrair uma enfermidade, com a qual seus inimigos se rejubilavam. Sofria de tal forma que ele se achou desencorajado. Sentia a alma enferma, como se seus ossos se secassem. Muitos achavam, inclusive, que ele tinha ‘uma doença má’ e que não se levantaria. Somente a misericórdia do Senhor o reabilitou daquela visitação.

Se voltarmos, porém, ao início da sua vocação, veremos que Davi, um rei “segundo o coração de Deus”, viveu realmente pela fé. A vitória sobre Golias, a luta contra as feras, o livramento da mão de Saul, tudo isso evocava uma vida aprovada por Deus e uma escolha que o tornou evidente através das páginas da Bíblia.

O retrocesso espiritual que sofreu, ele mesmo o atribuiu à sua inconsequência, o que lhe causou um tremendo prejuízo, a ponto de seu próprio filho, o mais querido, talvez, voltar-se contra ele e desejar tomar-lhe o reino. Desse incidente ficou-lhe a marca permanente que até hoje se associa aos seus feitos, por mais admiráveis que eles possam parecer.

Poderíamos continuar palmilhando o Velho Testamento e encontraríamos outros motivos de despertamento para o nosso ensino, conforme pontifica o apóstolo Paulo (Rm 15.4). Como o caso de Saul, que escolhido para ser o rei de Israel, tomou-se de soberba, a ponto de oferecer sacrifício indevido, usurpando o lugar de Samuel. Como o caso de Balaão, que, pelo preço da vaidade, voltou-se contra o povo de Deus e precisou ser repreendido pela jumenta. Outros tantos poderiam ser aventados e todos nos trariam exemplos de pessoas que naufragaram na fé.

Entretanto, o Novo Testamento inclui em suas páginas exemplos do mesmo teor e, entre eles, o caso de Ananias e Safira (At 5.1-10). Esse casal, que deveria ser operante na Igreja, parecia querer seguir os passos daqueles que demonstravam apego à obra de Deus. Não sabemos há quanto tempo Ananias e Safira estavam na igreja, mas deduzimos que eram possuidores de bens. Reparando que alguns crentes prodigalizavam benefícios à comunidade, desejaram também tomar parte na obra de beneficência. Entretanto, não estavam ainda preparados para um desprendimento total e caíram na artimanha do inimigo de nossas almas. Ao ver alguns membros da igreja trazerem o produto de uma transação comercial e depositarem aos pés dos apóstolos, intentaram fazer o mesmo. Colocaram à venda uma propriedade e talvez tenham se assustado com a facilidade do negócio e com o preço alcançado. O certo é que o coração se lhes endureceu e acharam inconveniente entregar à Igreja uma quantia tão grande. Por outro lado, não queriam parecer diferentes daqueles que dispunham de todo o valor. E combinaram declarar um preço fictício, bem menor, porém, de maneira que a sua contribuição parecesse valiosa.

O que eles esqueceram é que tais arrecadações não se destinavam a obra humana, mas se constituíam num serviço a Deus e não podiam ser feitas de maneira enganosa. O resultado, tristemente registrado nas Escrituras, mostra que não podemos dispor do nosso ministério como pensamos e desejamos, mas devemos exercê-lo segundo as diretrizes de Deus.

Alguns cooperadores de Paulo mostraram-se muito operosos e confiáveis. O apóstolo pode contar com eles durante algum tempo, mas, depois de se posicionarem como ministros da Palavra, voltaram as vistas para o "presente século‟, procurando talvez a prosperidade material, sem importar-se com o prejuízo que iriam causar à obra de Deus e particularmente ao companheiro, principalmente quando se achava em situação desfavorável.

Demas, Crescente e Tito simplesmente se afastaram, deixando Paulo sem assistência. Entre estes displicentes havia outros que, embora contados com os ministros, causavam sofrimento ao apóstolo, de maneiras variadas. O certo é que todos esqueceram a caridade que deviam a Paulo e seguiram o caminho que mais lhes conveio.

Podemos sentir a tristeza do apóstolo Paulo ao noticiar esses deslizes e quase acreditamos que havia em tais pessoas uma espécie de culpabilidade, devido a problemas espirituais em suas vidas, que os levaram a afastar-se do ambiente divino e da comunhão com aqueles que viviam santa, justa e retamente. Com certeza não podiam conviver com os que demonstravam andar na presença de Deus, devido ao seu desacerto espiritual.

Devem estar, portanto, em nossas lembranças as palavras do escritor aos Hebreus (2.1-3), sobre “...as coisas que temos visto e ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas...”


Autor: Miguel Vaz


(Fonte: MP. 1203/Jul.1987)

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

CONFISSÃO E RENOVAÇÃO

A VERDADE:

Tão importante para Davi foi a confissão, que sua vitória foi poderosa no Senhor. Se desejamos realmente andar com Deus em nossa trajetória neste mundo, devemos sempre estar ligados à confissão de nossos pecados, quando então o Espírito Santo nos conduzirá às alturas da comunhão com Deus e o louvor brotará do nosso “homem interior” (Ef.3.16).


A VERDADE EXPLICADA:

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça...”(I Jo 1.9); “...transformai-vos pela renovação do vosso entendimento...” (Rm.12.2). Após a gloriosa experiência da regeneração ou novo nascimento, pela fé exercida em Cristo JESUS, através da poderosa Palavra de Deus, o cristão tem diante de si uma porta aberta, divisando as mais retumbantes conquistas na sua nova vida em Deus.


Nesta oportunidade, pretendemos abordar com simplicidade as duas frases que servem de base para este despretensioso artigo. Consideremos primeiramente a palavra “confissão”. No original grego é “homologeo”, que significa “concordar com...”. Traz, portanto uma ideia fundamental. Quando um cristão peca, a sua linha de comunicação com Deus se interrompe, provocando interiormente mal-estar, tristeza, amargura e frustrações. Neste aspecto forma-se um bloqueio em nossa vida de oração, na intimidade com a Palavra de Deus, no louvor, na adoração ao Senhor e, consequentemente, parte-se a linha da comunhão fraternal (amor para com os irmãos na fé). É necessário, então, haver séria reflexão e uma profunda autoanálise, a fim de retornarmos à base da vitória.


Como deve acontecer isto? A Bíblia afirma: pela confissão. Isto significa que temos que contemplar os nossos pecados e a seguir os colocar diante de Deus, concordando com o Senhor que realmente estamos fora de Seu plano para nossas vidas. O plano de Deus é que andemos na luz (I Jo 1.7) e assim “...o sangue de JESUS nos purifica de todo o pecado.” A luz divina penetrando em nosso interior nos leva às provisões de Deus.


Em João (10.9), JESUS afirma que Ele é a porta, a via de acesso que nos leva aos pastos verdejantes, isto é, às riquezas espirituais, para constantes vitórias, inseridas nos dois verbos de ação que encontramos no citado versículo: entrar e sair. A vida espiritual dinâmica tem dois lados: entrar na presença de Deus pela fé (Rm.5.2) e sair para o serviço do reino de Deus. Na visualização do apóstolo Paulo em Romanos (14.17), o reino de Deus nos oferece três dimensões: Justiça (retidão), paz e alegria no Espírito Santo. Davi, quando passou pela terrível experiência com o pecado, após a sua confissão, orou: “Torna-me a dar a alegria da tua salvação...” Tão importante para Davi foi a confissão, que sua vitória foi poderosa no Senhor. Se desejamos realmente andar com Deus em nossa trajetória neste mundo, devemos sempre estar ligados à confissão de nossos pecados, quando então o Espírito Santo nos conduzirá às alturas da comunhão com Deus e o louvor brotará do nosso “homem interior” (Ef.3.16).


Em segundo lugar temos a palavra renovação, que deve estar ligada intimamente à palavra confissão. Não haverá genuína renovação, se não houver verdadeira confissão. Renovação não é meramente momentânea emoção. Não é sentimentalismo, muito menos. A palavra renovar significa “tornar novo”. Isto quer dizer, meu amigo, que o canal da confissão nos levará a experimentarmos em nosso interior uma nova disposição para com Deus e a seguir para com aqueles que nos rodeiam. Recebemos através desta interligação confissão/renovação, uma nova dimensão para nossa vida espiritual. Tal experiência refletirá em nosso andar exterior e Deus era glorificado.


O texto de Romanos (12.2), afirma: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente...” A palavra transformação, no original significa “metamorfose” e dá a ideia contínua de ir sempre em direção à vida nas asas, que encontramos em Isaías (40.31): “Os que esperam no Senhor...subirão com asas como águia”. Temos de seguidamente estar revestidos desta visão das alturas, onde Cristo está à destra de Deus (Cl.3.1). Que assim seja conosco!



Por: VANDIR HENRIQUE DA SILVA

(Fonte: MP. 1236/Jan.1990)

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

COMO VOCÊ ENFRENTA SUAS CRISES?

A VERDADE:

Se você descobrir Deus em sua luta, a luta, por mais real que seja, se tornará secundária. Sua vida terá um significado que transcende seu sofrimento e abençoará ricamente aqueles que entrarem em contato com você.


A VERDADE EXPLICADA:

Realmente, enfrentamos nossas crises da mesma maneira que enfrentamos a vida. O que modifica é a intensidade de nossos esforços, quando a situação se torna crítica.

Jó é um exemplo excelente. Era um homem de fé, e gostava das coisas boas da vida que Deus lhe concedera. Então, veio a catástrofe. Perdeu o que tinha; da noite para o dia passou da riqueza à miséria. Não foi tudo. Perdeu até mesmo os sete filhos e as três filhas em uma tempestade. A reação de Jó diante dessas notícias terríveis foi a de rasgar as vestes – sinal reconhecido de luto e desorganização de vida -- e raspar a cabeça para expressar seu profundo sentimento de perda.

Não havia explicação para a tragédia. Como poderia enfrentá-la? Sendo homem de fé, Jó prostrou-se e adorou a Deus, dizendo: “Nú saí do ventre de minha mãe, e nú voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor...” (Jó 1.21). Jó reconheceu o direito divino de orientar os acontecimentos de sua vida. Jó reagiu diante de sua crise exatamente como reagira diante da vida – colocando a si e o seu futuro nas mãos de Deus.

Não foi só isso. Satanás desafiou a Deus novamente no que se refere a Jó. “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a tua mão, toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face...” (Jó 2.4,5). Deus tinha uma confiança maior em Jó e permitiu que satanás o afligisse com tumores desde a cabeça até os pés. Dor e miséria foi o que ele teve de suportar. Até mesmo sua esposa o espicaçou: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre...” (Jó 2.9).

Jó talvez tivesse sentido o desejo de fazer isso mas vivera de acordo com sua confiança no caráter de Deus e, se fosse necessário, morreria por isso. Sua resposta foi clara: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos o mal...?” (Jó 2.10). Deus pode usar de modo positivo até mesmo o mal que acontece, exatamente como o ourives refina o ouro por meio de intenso calor. Mas nós devemos permanecer abertos diante de Deus e da vida para receber o bem que surge.

O servo de Deus aceitou a situação difícil como parte do processo da vida. Jó amadureceu suficientemente para aceitar as experiências amargas. Sua fé podia dobrar-se sem quebrar! Jó lutou para descobrir o motivo do seu sofrimento. Mas o absurdo da situação em sua própria mente não podia afastá-lo de Deus. Jó perguntou: “Por quê?” O Senhor não respondeu, mas fez algo muito maior – revelou-Se a Jó. A história está cheia de homens que descobriram Deus no meio de grande sofrimento. Descobrindo Deus, encontraram a paz em si mesmos e na situação que atravessavam e puderam dar ao mundo o fruto do seu sofrimento – dons que não seriam seus para dar se não tivessem lutado intensamente. A declaração afirmativa de Jó ao Senhor foi: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem...” (Jó 42.5).

Ver a Deus – saber que Ele existe e que cuida de você – transcende qualquer pergunta, qualquer dúvida, qualquer luta! Se isto lhe parece inacreditável, é porque o deus que há em seus pensamentos é pequeno demais para ser o Deus do universo. Todos os que perceberam e ao Seu caráter ficaram profundamente comovidos. Lembra-se de quando Moisés pediu para ver a Deus? O Senhor o colocou sobre a penha e lhe permitiu que visse o Seu caráter moral, mas não todo o Seu ser. Nenhum homem pode ver a Deus em toda a Sua plenitude sem ficar totalmente esmagado. No final da experiência, as Escrituras dizem que “...imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou...” (Ex 34.8).

Se você descobrir Deus em sua luta, a luta, por mais real que seja, se tornará secundária. Sua vida terá um significado que transcende seu sofrimento e abençoará ricamente aqueles que entrarem em contato com você.

Acrescentamos aqui um P.S.: Deus nos permite perguntar “por quê?” Ele não é insensível às nossas lutas e sofrimentos. Ele sabe que lá no fundo vem à tona uma necessidade de perguntar o motivo. Às vezes encontraremos um motivo que satisfaz nossa mente; podemos descobrir que tomamos decisões erradas, ou que outra pessoa as tomou e que estamos sendo afetados por essas decisões.

Haverá ocasiões, entretanto, quando não poderemos perceber a razão de nosso dilema. Nessas ocasiões podemos duvidar da justiça da situação e até mesmo do amor de Deus. Deus não Se perturba quando lhe fazemos perguntas. Ele sabe que o Seu amor por nós é verdadeiro, e experimenta a nossa agonia mais profundamente do que nós. É quando permanecemos abertos e francos diante d’Ele quanto aos nosso sentimentos e necessidades que Ele pode, a Seu próprio modo e tempo, revelar-nos o Seu cuidado por nós.



Por: Creath Davis

(Fonte: MP. 1245/Nov.1990)

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

COMO TER O CÉU EM SEU LAR

A VERDADE:

O conceito de família estava confuso hoje. Há confusão de papéis. O novo código civil parece não reconhecer a diferença de papéis. Reconhece-se a legitimidade de relações que a Bíblia chama de adultério. As relações homossexuais estão se tornando cada vez mais aceitáveis. A infidelidade atinge mais de 50% dos casais. O índice de divórcio aumenta assustadoramente. A cultura pós-moderna está voltando às mesmas práticas reprováveis nos tempos primitivos.


A VERDADE EXPLICADA:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” (Ef 5.22,23).

O Contexto Histórico • Um dos maiores problemas da civilização antiga era o pequeno valor que era dado às mulheres. Elas eram vistas não como pessoas, mas como propriedade do pai e depois do marido.


Cultura judaica • Os judeus tinham um baixo conceito das mulheres. Os judeus pela manhã agradeciam a Deus por ele não lhes ter feito: “um pagão, um escravo ou uma mulher.” As mulheres não tinham direitos legais. Elas eram propriedade do pai quando solteiras e do marido quando casadas. Na época em que a igreja cristã nasceu, o divórcio era tragicamente fácil. Um homem podia divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo, pelo simples fato da mulher ter colocado muito sal em sua comida, ao sair em público sem véu. A mulher não tinha nenhum direito ao divórcio mesmo que seu marido se tornasse um leproso, um apóstata ou se envolvesse em coisas sujas. “O marido podia divorciar-se por qualquer motivo enquanto a mulher não podia divorciar-se por nenhum motivo.” Quando nasceu a igreja cristã, o laço matrimonial estava em perigo dentro do judaísmo.


Cultura grega • A situação era pior dentro do mundo helênico. A prostituição era uma parte essencial da vida grega. Demóstenes disse: “Temos prostitutas para o prazer; concubinas para o sexo diário e esposas com o propósito de ter filhos legítimos.” Xenofonte disse: “A finalidade das mulheres é ver pouco, escutar pouco e perguntar o mínimo possível”. Os homens gregos esperavam que a mulher cuidasse da casa e dos filhos, enquanto eles iam buscar prazer fora do casamento. Na Grécia não havia processo para divórcio. Era matéria simplesmente de capricho. Na Grécia o lar e a vida familiar estavam próximos de extinguir-se, e a fidelidade conjugal era absolutamente inexistente.


Cultura romana • Nos dias de Paulo a situação em Roma era ainda pior. A degeneração de Roma era trágica. A vida familiar estava em ruínas. Sêneca disse que: “As mulheres se casavam para divorciar e se divorciavam para casar.”

Os romanos ordinariamente não datavam os anos com números, mas com os nomes dos cônsules. Sêneca disse que: “As mulheres datavam seus anos com os nomes de seus maridos.” O poeta romano Marcial nos fala de uma mulher que teve dez maridos. Juvenal fala de uma que teve oito maridos em cinco anos. Jerônimo afirma que em Roma vivia uma mulher casada com seu vigésimo terceiro marido. A fidelidade conjugal em Roma estava quase em total bancarrota. Paulo escreve Efésios (5.22-33) nesse contexto de falência da virtude e desastre da família. Paulo estava apontando para algo totalmente novo e revolucionário naqueles dias.


Cultura Pós-Moderna • O conceito de família estava confuso hoje. Há confusão de papéis. O novo código civil parece não reconhecer a diferença de papéis. Reconhece-se a legitimidade de relações que a Bíblia chama de adultério. As relações homossexuais estão se tornando cada vez mais aceitáveis. A infidelidade atinge mais de 50% dos casais. O índice de divórcio aumenta assustadoramente. A cultura pós-moderna está voltando às mesmas práticas reprováveis nos tempos primitivos.


O PAPEL DA ESPOSA – (versos 22 a 24)

O que não é submissão - Submissão não é inferioridade – Devemos desinfetar a palavra “submissão” de seus sentidos adulterados. A mulher não é inferior ao homem. Ela é tão imagem de Deus quanto o homem. Ela foi tirada da costela do homem e não dos pés. Ela é auxiliadora idônea (aquela que olha nos olhos) e não uma escrava. Aos olhos de Deus ela é co-igual ao homem (Gl 3.28; I Pe 3.7).  Submissão não é obediência incondicional – A submissão da esposa ou de cada crente a JESUS é uma submissão absolutamente exclusiva. Todos nós somos servos de Cristo (doulos). Nunca se afirma, porém, que a esposa deva ser escrava ou serva do marido. Nossa relação com JESUS é uma relação de submissão completa, inteira e absoluta. Não é essa a exortação dirigida às esposas. Se a submissão da esposa ao marido implicar na sua insubmissão a Cristo, ela precisa desobedecer ao marido, para obedecer a Cristo.

O que é submissão? É ser submissa ao marido por causa de Cristo – A submissão da esposa ao marido não é igual a Cristo, mas por causa de Cristo. É uma expressão da submissão da esposa a Cristo. A esposa se submete ao marido por amor e obediência a Cristo. A esposa se submete ao marido para a glória de Deus (I Co 10.31). A esposa se submete ao marido para que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.3-5). A submissão da esposa ao marido é sua liberdade. A submissão não é escravidão, mas liberdade. A verdade liberta. Exemplo: Eu só sou livre quando obedeço às leis do meu país. Um trem só é livre quando corre em cima dos trilhos. A submissão da esposa ao marido é sua glória – (Ef 5.24) assim como a glória da igreja é ser submissa a Cristo, assim também com a esposa. A igreja só é bela quando se submete a Cristo. A submissão da igreja a Cristo não a desonra nem a desvaloriza. A igreja só é feliz quando se submete a Cristo. Quando a igreja deixa de se submeter a Cristo ela perde a sua identidade, seu nome, sua reputação, seu poder. A submissão não é a um senhor autoritário, autocrático, déspota e insensível, mas a alguém que a ama ao ponto de dar sua vida. A submissão da esposa não é a um tirano, mas a um marido que a ama como Cristo ama a igreja. O cabeça do corpo é o salvador do corpo; a característica da sua condição de cabeça não é tanto a de Senhor quanto a de Salvador.


O PAPEL DO MARIDO – (versos 25 a 33)

Se a palavra que caracteriza o dever da esposa é submissão, a palavra que caracteriza o do marido é amor. O marido nunca deve usar sua liderança para esmagar ou sufocar a esposa ou para frustrá-la de ser ela mesma. A ênfase de Paulo não está na autoridade do marido, mas no amor do marido (v. 25,28,33). O que significa ser submisso? É entregar-se a alguém. O que significa amar? É entregar-se por alguém. Assim submissão e amor são dois aspectos da mesmíssima coisa.

Os cinco verbos que definem a ação do marido • Amar – O amor de Cristo pela igreja foi proposital, sacrificial, santificador, altruísta, abnegado e perseverante.  Entregar-se – Um amor não egoísta, mas devotado à pessoa amada. Santificá-la – O amor visa o bem da pessoa amada. Purifica-la – O amor busca a perfeição da pessoa amada.

Apresentá-la – O amor visa a felicidade plena com a pessoa amada. O casamento judaico tinha quatro etapas: noivado + preparação + procissão + núpcias.

O marido deve cuidar da vida espiritual da esposa – (versos 25 a 27). O marido é o responsável pela vida espiritual da esposa e dos filhos. Ele é o sacerdote do lar. O marido precisa buscar a santificação da esposa. Deve ser a pessoa que mais exerça influência espiritual sobre ela. Deve ser uma bênção na vida dela (Pv 31).

O marido deve cuidar da vida emocional da esposa (versos 28 e 29). O marido fere a si mesmo ferindo a esposa. Crisóstomo acentuou: “O olho não trai o pé colocando-o na boca da cobra”. Mas como o marido cuida da esposa? Como o homem deve tratar a sua esposa? 1) Ele não deve abusar dela – Um homem pode abusar do seu corpo, comendo em excesso, bebendo em excesso. Um homem que faz isso é néscio, porque ao maltratar o seu corpo, ele mesmo vai sofrer. O marido que maltrata a esposa é néscio. Ele machuca a si mesmo ao ferir a esposa. Exemplo: Um marido pode abusar da esposa: sendo rude, não dando tempo, atenção, carinho, usando palavras e gestos grosseiros, sendo infiel. 2) Ele não deve descuidar dela – Um homem pode descuidar do seu corpo. E se o faz é néscio e vai sofrer por isso. Exemplo: Se você tiver com a garganta inflamada não pode cantar nem pregar. Todo o seu trabalho é prejudicado. Você tem ideias, mensagem, mas não pode transmiti-la. O marido descuida da esposa com reuniões intérminas, com televisão, com internet, com roda de amigos. Há viúvas de maridos vivos. Maridos que querem viver a vida de solteiros. O lar é apenas um albergue. 3) O marido deve zelar pela esposa – alimenta e dela cuida. Como o homem sustenta o corpo? a) A dieta – Um homem deve pensar em sua dieta, em sua comida. Deve tomar suficientes alimentos e tomá-los regularmente. Assim também o marido deveria estar pensando no que ajudará sua esposa . b) Prazer e deleite – Quando ingerimos nossos alimentos não só pensamos em termos de calorias, ou proteínas. Não somos puramente científicos. Pensamos também naquilo que nos dá prazer. Desta maneira o marido deve tratar a esposa. Ele deve estar pensando no que a agrada. O marido deve ser criativo no sentido de sempre alegrar a agradar a esposa. c) Exercício – A analogia do corpo exige mais este ponto. O exercício é fundamental para o corpo. O exercício é igualmente essencial para o casamento. É o diálogo. É a quebra da rotina desgastante. A comunicação no casamento é vital = saber ouvir + saber falar + transparência + perdão + verbalizar amor. d) Carícias – A palavra cuidar só aparece aqui em I Tessalonicenses (2.7). Significa acariciar. O marido precisa ser sensível às necessidades emocionais e sexuais da esposa. 98% das mulheres reclamam da falta de carinho. O marido precisa a aprender a ser romântico, cavalheiro, gentil, cheio de ternura.

O marido deve cuidar da vida física da esposa – (verso 30). O marido deixa todos os outros relacionamentos para concentrar-se na sua esposa, ou seja, deve amar a esposa com um amor que transcende todas as outras relações humanas – Ele deixa pai e mãe. Sua atenção se volta para a sua mulher. Seu propósito é agradá-la. O marido se une à sua mulher – uma união heterossexual, monogâmica monossomática e indissolúvel. Os dois se tornam uma só carne – O sexo é bom e uma bênção divina na vida do casal. Deve ser desfrutado plenamente em santidade e pureza. I Coríntios (7.3-5) e Provérbios (5.15-19) mostram como deve ser abundante essa relação sexual.


CONCLUSÃO

Numa época como a nossa de falência da virtude, enfraquecimento da família e explosão de divórcio, esta ideia cristã do casamento deve ser com mais frequência difundida entre o povo. O dever da esposa é respeitar e o dever do marido é merecer o respeito – (verso 33).



(Por: Hernandes Dias Lopes)

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

COMO PODEMOS CONHECER A DEUS?

A VERDADE:

Deus revelou-Se ao homem primeiramente no “espelho” do Universo, e no tribunal de sua consciência, depois através da Palavra, inspirada aos patriarcas e profetas, e finalmente no Seu Filho JESUS Cristo: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo...” (Hb 1.1,2).


A VERDADE EXPLICADA:

Buscando a face do Invisível

Como é possível, nós, seres humanos, limitados pela matéria, conhecermos a Deus, que é ilimitado e Espírito puro? Poderemos sondá-Lo, chegar ao mais profundo de Sua Onipotência? Ele é mais alto que os céus, e mais profundo que o maior de todos os abismos. Sua grandeza é humanamente insondável. Deus é superior ao mar e à Terra. “Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?” perguntou o patriarca Jó. “Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber? A sua medida é mais longa do que a terra, e mais larga do que o mar...” (Jó 11.7-9).

Nossa capacidade de conhecer as coisas reside nos órgãos sensoriais do nosso corpo. Os cinco sentidos – olfato, paladar, tato, visão e audição – que nos foram dados por Deus, nos permitem entrar em contato com a natureza; porém, eles foram ajustados para nos fornecer informações sobre o mundo visível, palpável – o mundo material -- ,mas são incapazes de nos colocar em contato direto com o invisível, o impalpável – o mundo espiritual.

Todavia, apesar de não nos ser possível ter uma visão imediata e direta de Deus, podemos chegar, através desses mesmos sentidos, ao reconhecimento de Sua existência através do Seu reflexo no espelho da Natureza – as obras de Suas mãos. Só desta forma nos é possível, humanamente falando, obtermos o conhecimento de Deus. Isto, de acordo com os nossos próprios esforços e capacidade natural. Não estamos levando em conta aqui o conhecimento e experiências que podemos obter no aspecto espiritual.


Conhecimento natural e conhecimento revelado

Porém, devemos distinguir aqui os dois tipos de conhecimento que podemos obter de Deus: o natural e o revelado. O conhecimento natural de Deus é aquele que obtemos através daquilo que nos diferencia dos animais irracionais: nossa capacidade de pensar, ou seja – nossa razão. Portanto, todo homem tem à sua disposição as provas da existência de Deus, refletidas no espelho de tudo o que Deus criou no Universo. É por isso que o ateu será indesculpável diante desses testemunhos, é o que diz Paulo na carta aos Romanos (1.20).

Todavia, sabendo Deus que os poderes da razão humana só eram capazes de fornecer ao homem um conhecimento natural acerca de Sua existência, e que esse conhecimento era insuficiente para desvendar à humanidade a necessidade de que todos se arrependessem e fossem salvos dos seus pecados, Deus Se revelou a nós através de Sua Palavra e do Filho, JESUS Cristo. Este é o conhecimento revelado. Como não nos era possível obter um conhecimento sobrenatural de Deus do mesmo modo como podemos obter o conhecimento natural, alguém teve que nos ajudar a chegar a esse conhecimento. Esse alguém é JESUS. Só aqueles que foram alcançados pela graça através da fé em JESUS Cristo é que poderão obter esse conhecimento sobrenatural (ou revelado) de Deus. Esta verdade constitui-se em um dos pilares do Evangelho de João: “Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou...” (Jo 1.18).


Cristo, a plenitude da revelação de Deus

Deus revelou-Se ao homem primeiramente no “espelho” do Universo, e no tribunal de sua consciência, depois através da Palavra, inspirada aos patriarcas e profetas, e finalmente no Seu Filho JESUS Cristo: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo...” (Hb 1.1,2).

Assim, pois, à medida que passamos a tomar parte do infinito conhecimento que Cristo tem de Deus, já não contemplamos a Deus com os olhos puramente humanos, mas com os olhos humano-divinos de Cristo, e deste modo poderemos compreender em profundidade e glória aquilo que nos seria impossível conhecer através dos limitados poderes da nossa razão.

A fé torna possível à nossa mente a obtenção de um conhecimento sobrenatural (que está acima do natural) dos imensos mistérios de Deus. “O conceito cristão de revelação é este: a verdade que os homens não podem enxergar por si, sem o auxílio divino é apresentada em Cristo através da operação da graça divina...”, escreve Allan Richardson. Pela fé em JESUS Cristo é que descobrimos a face de Deus.

O fato de Deus nos ter falado em linguagem de homens através do Verbo mudou completamente as perspectivas de toda a busca da divindade. Hoje, os que aceitamos JESUS Cristo como Senhor e Salvador, caminhamos em direção a Deus guiados pelo Filho, que é a imagem do Pai e Sua doutrina, Sua vida e Seu Espírito, que é Santo.


Existe harmonia entre a razão e a fé?

Porém, devemos atentar para o fato de haver pessoas que afirmam ser impossível obter-se sequer uma prova da existência de Deus através da razão. Crê-se na existência de Deus, na Bíblia como Sua Palavra e em JESUS Cristo como o Salvador da humanidade, tão somente fazendo-se uso da fé, e pronto. Não devemos procurar saber se há razões para essa fé: elas não existem, afirmam. Tais pessoas são conhecidas como fideístas. A sua fé é cega. Acreditam que, quando se trata de fé, a razão (ou seja, a capacidade da mente humana raciocinar) não deve tomar parte. Por isso eles fecham os olhos e esforçam-se para continuar crendo, apesar de imaginarem que qualquer avaliação dos porquês de sua crença abalaria os fundamentos de sua fé.

Tais pessoas estão perigosamente enganadas. “Eu creio, mas desejo compreender...” dizia o teólogo Anselmo. E este deve ser o lema de todo crente que deseja estar em condições de cumprir o que nos aconselhou Pedro: “...antes, santificai a Cristo como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). Em nossa trajetória em busca do conhecimento dos mistérios de Deus, não existe conflito entre a fé e a razão. Há crentes que desconhecem o quanto o uso da razão é importante em nossos esforços para penetrarmos os mistérios relacionados com a nossa salvação. É certo que é Deus Quem revela esses mistérios. Porém, Ele nos fala tanto ao nosso coração como à nossa mente, para nos levar à certeza de que nossa fé está fundamentada em bases seguras. Ela não é cega, nem irracional.

Diante disto, afirmamos convictamente que a Bíblia sairá triunfante como um livro verdadeiro, como Palavra da Verdade, em qualquer análise a que for submetida. Nossa fé na Bíblia é uma fé possível de ser provada. Assim, como existem provas racionais da existência de Deus, existem também inúmeras provas de que a Bíblia é realmente a Palavra da Verdade, e está acima de todos os livros existentes no mundo. Porém, os crentes que desconhecem esse fato preferem fechar os olhos e crer. Eles temem que, se os abrirem, ou seja, se sua fé for submetida ao teste da razão, eles se tornarão incrédulos. O teólogo inglês Richard Hooker fez o seguinte comentário sobre esses crentes: “Há um bom número de gente que pensa não poder admirar, como é preciso, o poder e a autoridade da Palavra de Deus, caso nas coisas divinas se possa atribuir qualquer força à razão humana. Por esse motivo nunca usam de boa vontade a razão, temendo levar a Bíblia a descrédito”. Avisamos aqui a essas pessoas que elas podem ficar tranquilas: a Bíblia não corre esse perigo.


A importância da fé e da razão para o conhecimento de Deus

Biblicamente, a fé “...é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem...” (Hb 11.1). Teologicamente, ela significa a aceitação de algo como verdade, que tem por fundamento o testemunho de Deus manifestado em um fato histórico. A fé gera a confiança. Ela não é produto de um sentimento cego. Não é algo que nada tenha a ver com provas, ou que a estas se oponha. A fé e a razão são os dois trilhos que nos conduzem à Verdade, a Deus, que é JESUS. Ele deixou bem claro que a nossa fé não pode ser cega: “...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32). Portanto, nós alcançamos o conhecimento de Deus pelo caminho da fé e pelo caminho da razão ao mesmo tempo. Paulo fala em apresentarmos o nosso culto “racional” a Deus (Rm 12.1). É o que devemos fazer.

Anselmo costumava dizer que o modo correto de agirmos no que tange ao relacionamento da nossa inteligência com a fé “é crermos nas coisas profundas da religião cristã antes de nos pormos a discutir com a nossa razão”. O crente deve conscientizar-se de que a fé não se opõe à razão. Crer é o primeiro passo que se deve dar no caminho em busca do entendimento. Nós cremos para poder compreender. “A fé é o degrau da compreensão, e a compreensão é o premio da fé...”, disse um grande teólogo. “Se não crerdes, não entendereis...”, é o que está escrito em Isaías (7.9), na tradução Septuaginta da Bíblia (do hebraico para o grego). Portanto, a fé é o caminho para o entendimento, é a condição indispensável para penetrarmos na revelação de Deus. A ausência de fé torna impossível tanto agradarmos a Deus (Hb 11.6) como entendermos os mistérios de Deus.

Além do mais, a Palavra de Deus não pode penetrar em uma criatura irracional. Para que alguém creia, é necessário que seja capaz de pensar. “Pereça a ideia de que devemos acreditar não termos necessidade de buscar uma razão para aquilo que cremos, porque, de fato, já não poderíamos crer se não tivéssemos almas racionais...”, observou um grande estudioso das Escrituras.

Quanto à fé, ela não é fruto da simplicidade supersticiosa; não é também uma simples impressão do sentimento religioso. Ela é o ato mais elevado da razão que, reconhecendo a sua natureza finita e limitada no caminho da verdade, aceita aquilo que se encontra no terreno da revelação de Deus ao homem. A fé em JESUS Cristo é, portanto, o ponto mais alto a que pode chegar a razão humana. Só nela o imenso desejo de conhecimento que há dentro do ser humano encontra a suprema elevação e a plenitude de sua busca, o espírito humano o almejado, o coração a paz.

Em uma de suas cartas, um cristão da Igreja Primitiva declarou que os filósofos platônicos tinham pressentido a invisibilidade, imutabilidade e incorporabilidade de Deus, mas haviam desprezado o Caminho que conduz a Ele, porque lhes pareceu uma loucura a Cristo crucificado; por isso não puderam chegar a Deus, que é “...o santuário íntimo de repouso, tendo, porém, descoberto de longe a imensa claridade que Ele derrama”.


O homem deve unir-se a Deus

Portanto, a grande finalidade da vida humana é buscar a Deus, é temer o Seu nome e guardar os Seus mandamentos (Ec 12.13). Essa busca deve conduzir o homem para além do conhecimento puramente humano, e mergulhá-lo na contemplação do Altíssimo através da fé. O crente deve “buscar a face de Deus”, instruindo-se a respeito do Senhor e de Suas perfeições (Sl 105.4), sabendo, porém, que nenhum mortal terá de Deus um conhecimento direto, imediato pessoal. Só a alma glorificada nos altos céus O verá face a face. Unamos a nossa voz à de um antigo cristão, e façamos nossa esta sua belíssima súplica:

-Entra, Senhor, em nossos corações, e com o resplendor do Teu santo fogo ilumina qualquer escuridão que haja em nós. Como excelente guia que És, mostra-nos o Teu caminho neste escuro labirinto; corrige as imperfeições dos nossos sentidos... Mergulha-nos naquela fonte perenal de contentamento que sempre deleita e nunca farta, e a quem bebe de Suas vivas e frescas águas proporciona o sabor da verdadeira bem-aventurança. Tira de nossos olhos, com os raios de Tua luz, a névoa da nossa ignorância, a fim de que saibamos que as coisas que pensamos ser não são, e aquelas que não vemos, verdadeiramente são. Recolhe e recebe nossas almas, que a Ti se oferecem; abrasa-as naquela viva chama que consome toda material baixeza, de maneira que, em tudo separados do corpo, com um perpétuo e doce enlace juntem-se e se atem com a formosura divina; e nós, de nós mesmos separados, no Amado possamos nos transformar, e sendo levantados dessa baixa Terra, possamos ser admitidos no convívio dos anjos...


Autor: JEFFERSON MAGNO COSTA


(Fonte: MP. 1203/Jul.1987)

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

COMO ENTENDER A PROFECIA SOBRE DAMASCO?

A VERDADE:

Em três anos, os conflitos na Síria já mataram mais de 190 mil pessoas e milhões tiveram de abandonar suas casas e buscarem abrigo em centros de refugiados. Além deste drama humanitário, combatentes extremistas espalham o terror por toda a região. Mas, como isso tem interface com a profecia bíblica?


A VERDADE EXPLICADA:

Damasco, uma capital com histórias, dramas e profecias que atravessam os séculos, é também uma das cidades mais antigas a serem habitadas continuamente. Ela já passou por várias destruições e atualmente enfrenta mais uma grande crise bélica que vem deixando marcas indeléveis em sua geografia e seu povo muito sofrido. Este grande centro de importância cultural e social nunca deixou de ser uma cidade permanentemente habitada, como também nunca deixou de conviver com os montões da destruição como nos mostra Isaías.

Ao falarmos de Damasco ou qualquer outra parte do Oriente Médio, precisamos analisar o cenário sob a perspectiva bíblica e histórica, pois o contexto econômico, político, religioso e social hodiernos tem origens no passado tanto próximo como distante. Sem esse conhecimento, torna-se difícil compreender a complexidade da dinâmica profética dessa região.

Analisando os últimos acontecimentos na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad é um ditador que está no poder desde o ano 2000, sucedendo seu pai, vemos um regime absolutista enfrentando uma guerra contra insurgentes extremistas que lutam para depô-lo e destruírem até mesmo o cristianismo, que conta com certa liberdade no regime de Assad, bem como outras minorias étnicas e religiosas. O apoio das potências ocidentais para resolver esse conflito é necessário, porém pode se tornar outro grande problema no futuro com o armamento, treinamento e recursos financeiros enviados. Ninguém pode prever o que acontecerá após findar este momento conturbado e sangrento, pois este aporte bélico pode se tornar em outra ameaça pelos que hoje são aliados, fato que já aconteceu no passado.

Em três anos, os conflitos na Síria já mataram mais de 190 mil pessoas e milhões tiveram de abandonar suas casas e buscarem abrigo em centros de refugiados. Além deste drama humanitário, combatentes extremistas espalham o terror por toda a região. Mas, como isso tem interface com a profecia bíblica?

Neste breve relato político, bélico e social, vemos como o assunto Damasco, Síria e Oriente Médio é histórico e complexo. Logo, a passagem em apreço de Isaías (17.1) “...peso de Damasco. Eis que Damasco será tirada e já não será cidade, mas um montão de ruínas...”, deve ser entendida como uma profecia em movimento, pois Damasco já se tornou literalmente um montão de ruínas algumas vezes, como também tem sido um inimigo constante de Israel, ameaçando sua soberania. Enquanto escrevo esse texto, um caça sírio foi abatido por Israel por violar seu espaço aéreo.

Em conformidade com o exposto, vemos que essa profecia foi parcialmente cumprida e breve será concluída em sua totalidade e Damasco não mais existirá.


Por: GILBERTO C. DE ANDRADE


(Fonte: MP nº 1554/Nov.2014)