quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O CRITÉRIO DOS BEREANOS

A VERDADE:                                                                                    "Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, porquanto, receberam a mensagem com vívido interesse, e dedicaram-se ao estudo diário das Escrituras, com o propósito de avaliar se tudo correspondia à verdade". (At 17.11- VKJA)


A VERDADE EXPLICADA:
A Bíblia faz um belo elogio aos judeus de Beréia. Diz que eles foram mais nobres que os tessalonicenses. O que ocorreu foi que, quando Paulo e Silas chegaram à cidade pregando o evangelho, os bereanos não os rejeitaram de pronto, como haviam feito alguns judeus, em outros lugares. Entretanto também não os acolheram sem reservas. Eles se dispuseram a ouvir os apóstolos, sim, mas foram examinar as Escrituras para ver se o que eles diziam "batia" com os escritos sagrados.

E estavam corretos em agir dessa maneira. Paulo e Silas haviam aparecido ali com uma novidade. Pregavam que o Messias prometido pelos profetas era JESUS, o Nazareno. Ensinavam que Ele fora crucificado, morrera, mas ressuscitara três dias depois. Afirmavam também que tudo que ocorrera com JESUS era o cumprimento das profecias bíblicas. Com base nesse fato, proclamavam a salvação por meio de Cristo. Então os bereanos foram "conferir", para se certificarem se realmente o que Paulo e Silas diziam era verdade.. E constataram que era. Resultado: muitos deles creram no Senhor JESUS e foram salvos.

Esses bereanos constituem um ótimo exemplo para nós hoje. Nesses últimos anos, a igreja de JESUS tem visto surgir em seu meio inúmeras "novidades". Temos recebido diversos ensinamentos sobre novas ideias e práticas eclesiásticas. E qual tem sido nosso critério para avaliar tudo isso?

Aí é que temos um problema. Analisando-se o que ocorre na igreja, percebemos que os critérios empregados para avaliação de tais novidades, nem sempre são muito confiáveis. Se os submetermos a uma análise séria, veremos que  não "passam no teste". Refiro-me a critérios do mundo que nós, os evangélicos, viemos assimilando no decorrer dos anos e pelos quais temos feito avaliações do que se diz ou se faz na igreja. Eles parecem bíblicos. Possuem uma ligeira semelhança com os princípios de Deus, mas na verdade são falsos. Vejamos alguns desses critérios:

1. AQUILO QUE SOA BONITO 
Existem algumas novidades, algumas ideias que, à primeira vista, apresentam um belo "sonido". São vistosas e parecem corretas, mas na realidade expressam uma inverdade. Se as cotejarmos com a revelação bíblica, veremos que destoam bastante da Palavra de Deus. Certa vez ouvi alguém dizer:
"O importante é ser feliz"! Mas, será que é mesmo?! Na realidade, isso não é um conceito bíblico; é um pensamento do mundo. E no entanto há muitos crentes hoje em dia que o repetem, como se fosse uma verdade cristã. Aliás, o que é pior, estão aplicando-o em sua vida. Alguns até usam esse argumento para justificar atos errados.

Será que é certo um homem abandonar a esposa e os filhos e ir morar com outra mulher, alegando que só esta o faz feliz? É certo uma mulher se separar do marido, homem fiel e temente a Deus, em busca do que chama de "minha felicidade"? É bem possível que essas duas pessoas tenham tomado tais atitudes baseadas na ideia de que "o mais importante é ser feliz". Erraram! Nos dois casos, o certo seria esses crentes se manterem fiéis ao compromisso que assumiram com seus respectivos cônjuges diante de Deus. Quem tem aquele tipo de atitude ou o considera correto, está indo contra a vontade do Senhor.

O que é "importante" em termos bíblicos? É que a vontade de Deus seja feita na Terra. E fazer a vontade de Deus é que nos torna felizes. Essa felicidade carnal que tanto buscamos, talvez até tomando decisões erradas, é pura ilusão.

Outro tipo de frase a que precisamos estar atentos são as afirmações que se fazem com o nome de Deus. Algumas delas não possuem respaldo na Bíblia. Muita gente menciona Deus para dar força a ideias que elas próprias formulam. Um exemplo disso é aquela já bem conhecida: "Ah, Deus é pai! E um pai não manda o filho para o inferno!" Essa afirmação e outras semelhantes, embora pareçam muito "nobres", contradizem a revelação bíblica. São invenções humanas. Todavia, como tem um sonido bonito e agradável, parecem certas. No entanto são totalmente antibíblicas.

Nem tudo que parece agradável aos nossos ouvidos, é perfeitamente correto. Existe muita ideia falsa por aí, vestida com uma "aparência" bonita. O crente só deve acolher no coração aquilo que se harmoniza com a Palavra de Deus. Por isso é necessário que tenhamos o cuidado de sempre nos voltarmos para a Bíblia, para conferir com ela tudo que ouvimos.

2. AQUILO QUE TOCA NOSSA EMOÇÃO
Outro critério que sempre empregamos para aceitar uma novidade é o da emoção. Se algo nos toca profundamente, proporcionando-nos sensações agradáveis, logo o consideramos espiritualmente correto. Entretanto o mero fato de algo nos dar uma sensação boa não significa que seja necessariamente certo ou biblicamente válido.

Um bom exemplo disso era a prática dos judeus no tempo de JESUS que diziam aos pais que tudo que pudessem dar aos seus progenitores iriam consagrar a Deus (cf. Mc 7.11-13). Ora, é muito bom consagrar algo a Deus. Dá-nos a sensação de estarmos agindo certo. Contudo, no caso que citamos, essa consagração era contrária aos desígnios do próprio Deus, pois feria um princípio divino: "Honra a teu pai e a tua mãe". JESUS condenou tal prática, e repreendeu aqueles que a adotavam.

3. AQUILO QUE É DIFÍCIL.
Outra ideia errônea muito comum em nosso meio é achar que tudo que é difícil agrada a Deus. Volta e meia, escutamos alguém usar o critério da "dificuldade" para argumentar em favor de alguma ideia. Dizem, por exemplo: "Ah, dar uma esmola é muito fácil. O difícil é a gente ajudar o próximo a conquistar seu lugar ao sol".

A frase em si é correta. Dar esmola é mais fácil que dar uma ajuda trabalhosa. Contudo isso não significa que o "fácil" aí seja errado e somente o "difícil", certo. Não é errado dar esmolas. JESUS mandou que déssemos esmolas. Acima de tudo, porém Ele ordenou que amássemos nosso próximo como a nós mesmos. Então a atitude correta, nessa questão -- e em qualquer outra que se relacione com nosso próximo -- é amar, seja dando uma esmola ou ajudando-o de uma forma mais "difícil".

É verdade que muitas das ordenanças bíblicas são realmente "difíceis" para a nossa carne. Contudo não é por isso que elas são válidas e sim porque vem de Deus.

Vemos então que, ao avaliar algum fato, temos de julgá-lo pelo que ele é, à luz das Escrituras, em vez de aceitá-lo ou rejeitá-lo simplesmente porque se trata de algo difícil ou fácil.

4. O QUE "DÁ CERTO".
Esse critério de avaliação acha-se muito em voga em nossos dias. Se algo dá certo, pensamos, então deve estar correto. Isso é muito perigoso. Existem muitas práticas que podem "dar certo" e não ser biblicamente válidas. Até o diabo pode deixar que algo dê certo para nos levar ao engano.

Essa questão tem muito que ver com métodos. É a ideia de que "os fins justificam os meios". Isso é contrário ao ensino bíblico. Muitos dos métodos empregados no mundo não condizem com a santidade divina. É verdade que eles aparentemente "dão certo". Contudo não servem para o povo de Deus. E se os empregarmos certamente não teremos a bênção do Senhor.

Vejamos um exemplo. Suponhamos que alguém use de mentiras e subterfúgios para levar multidões para os templos. Esse método pode até "dar certo". E é verdade que queremos ver nossas igrejas cheias de ouvintes ansiosos para buscar o Senhor. Contudo o método usado não atende a um critério bíblico. Nesse caso, certamente haverá um desvio de propósitos, e não atingiremos o fim desejado -- a salvação de almas.

Como cristãos, nosso objetivo não pode ser "o sucesso a qualquer preço". Portanto é muito necessário que sejamos extremamente cautelosos com essas questões. É preferível sofrermos perdas aparentes e transitórias a adotarmos práticas que ferem os princípios bíblicos. Também, precisamos ser "bereanos".

5. AQUILO QUE É ENSINADO OU PRATICADO POR ALGUÉM FAMOSO OU BEM-SUCEDIDO NO MUNDO.
Essa é outra enganosa forma de avaliação. Temos a tendência de achar que se uma pessoa famosa ou bem-sucedida na vida disse ou fez algo, aquilo deve ser válido. Basta um exame superficial desse critério para vermos que se trata de um engano. Todo homem é falho. Embora alguém possa ter fama e poder, isso não significa que tudo que ele (ou ela) diz ou faz é correto.

Um exemplo interessante é o texto no evangelho de João (7.45-49). Os principais sacerdotes enviaram alguns guardas para prenderem a JESUS. Contudo estes não conseguiram pôr as mãos n'Ele. Quando voltaram aos sacerdotes, explicaram que nunca tinham ouvido ninguém falar como Ele. E então os fariseus, querendo difamar JESUS, indagaram: "Creu nele alguém dentre as autoridades?" A resposta obviamente é "NÃO"! O argumento deles ai é que JESUS não poderia ser o Cristo pois as autoridades não creram n'Ele.

A verdade é que nem tudo que os ricos, famosos e poderosos deste mundo fazem pode servir de exemplo para nós. Podemos imitá-los somente naquilo em que eles estiverem agindo de acordo com a Palavra de Deus, não pelo que eles são, mas sua fidelidade a ela.

6. AQUILO QUE TEM SUCESSO.
Muitas vezes avaliamos certos líderes pelo sucesso que obtêm, isto é, pelo número de seguidores que tem ou de livros que vendem. Entretanto nem sempre o fato de alguém contar com um grande número de adeptos significa que o que ele faz é certo. Estamos vendo, por exemplo, certos indivíduos de sucesso no mundo que levam uma vida caracterizada por muitos erros e pecados. Então o sucesso, por si só, não é um "selo" de validade. 

O mundo valoriza a "quantidade", mas Deus vê o "coração", isto é, a qualidade. Não quero dizer com isso que não exista valor na quantidade. Claro que há. O que estamos procurando mostrar é que o "número", por si só, não é indício de que algo esteja correto e deva ter nossa aprovação. O que temos de fazer é, à luz do ensino da Bíblia, verificar o valor intrínseco de cada situação, o que há por dentro dela, no seu âmago. Só depois de fazer essa análise teremos condições de aceitá-las, se "passar no teste". Caso contrário, precisaremos rejeitá-la.

7. O QUE É CONSERVADOR.
Em nosso meio, há pessoas que creem que o crente tem de ser sempre conservador. Contudo esse critério também pode ser enganoso. É possível um indivíduo ter ideias e atitudes conservadoras e mesmo assim não amar a Deus. Não confundamos o conceito "conservador" com "bíblico". Os dois termos não são sinônimos perfeitos. É fato que muitos dos princípios divinos possuem características conservadoras. Contudo a recíproca não é verdadeira.

Existem alguns irmãos nossos, muito amados por sinal, que só querem louvar a Deus com os cânticos dos hinários denominacionais. Não vemos na Bíblia nenhum ensinamento que defenda essa exclusividade. É certo que os hinos do passado são válidos como forma de adoração a Deus. Contudo existem também muitos cânticos modernos que ressaltam a graça divina, o poder do Senhor JESUS, as maravilhas da vida consagrada a Deus. Tais hinos, acredito, constituem um perfeito instrumento de louvor, pois glorificam ao Senhor.

É preciso que se reconheça, porém que existem alguns desses corinhos que não parecem ter nada que ver com o evangelho de JESUS. A letra não exalta o Senhor, não focaliza uma verdade bíblica, não edifica em nada. Tais hinos podem agradar à carne, mas não merecem ser utilizados no louvor do Deus eterno. Entretanto, usando um critério bíblico de avaliação, veremos que muitos dos cânticos compostos em anos mais recentes possuem um conteúdo bíblico. Podemos perfeitamente usá-los na adoração a Deus.

Parece estar claro, então, que a igreja hoje tem muitos motivos para imitar os bereanos. Essa pratica seria bastante saudável para nós, pois nos ajudaria a evitar alguns tropeços. Não há dúvida de que precisamos ficar "de olho" na Bíblia, para conferirmos nela as "novidades" que nos aparecem.

Aliás, com relação a isso, o apóstolo Paulo nos faz uma advertência muito séria. Ele disse que, nos últimos dias, algumas pessoas seriam enganadas por darem ouvidos a "ensinos de demônios" (I Tm 4.1). E afirmou ainda que tais cristãos iriam se desviar da fé. Portanto é da maior importância que nos apeguemos com firmeza à Palavra de Deus, pois "bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova..." (Rm 14.22).

Então, sejamos os novos bereanos do século XXI. Isso pode acabar sendo para nós uma forma de segurança espiritual. Pode nos livrar de cometermos erros graves. Assim seremos como aqueles bereanos, não correndo o risco de rejeitar nosso Salvador!


Autor: Myriam Talitha Lins
Fonte: MDC 124/Jan.2004










terça-feira, 2 de outubro de 2018

HONRA TEU PAI E TUA MÃE

A VERDADE:
"... para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá". (Ex 20.12)


A VERDADE EXPLICADA:
O mandamento acima descrito é direcionado aos filhos. Ele começa com as seguintes palavras: "Honra teu pai e teu mãe". Deus foi muito sábio ao empregar o verbo honrar. As crianças precisam honrar alguém; precisam ter pessoas para admirar e imitar. A questão é: que tipo de modelo nossos filhos terão? Se os pais de uma criança não forem tementes a Deus, e ela não os honrar, então, muito provavelmente, as próprias circunstâncias da vida a levarão a honrar alguém que não merece.  O fato é que os filhos honram aqueles em quem encontram duas características: aceitação e autoridade. Toda criança tem necessidade de conviver com essas qualidades. Primeiro ela deseja ser aceita e amada. Segundo, essa autoridade ajuda a canalizar a energia dela na direção certa. E aqui não estamos simplesmente emitindo um ponto de vista pessoal. A Bíblia diz, na Carta aos Colossenses (3.20): "Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor". Esse versículo fala da autoridade dos pais.

Em seguida, o verso 21 diz: "Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados". Aqui vemos a questão da aceitação.

O quinto mandamento deixa claro que os pais devem ser pessoas dignas de honra. Lutero disse certa vez: "Devemos temer e amar a Deus para que não desprezemos os nossos pais ou superiores, nem os provoquemos à ira, mas os honremos e lhes obedeçamos, servindo-lhes em amor e estima". 

AS CRIANÇAS SÃO COMO OVELHAS: PRECISAM DE DIREÇÃO!
A Bíblia nos compara a ovelhas. Vemos esse paralelo em Isaías (53.6), que diz que "...todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho,mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos". Por que será que a Bíblia usa essa metáfora? A razão está no fato de as ovelhas serem desprovidas de senso de direção. A maioria dos animais é dotada de instintos fantásticos, que lhes foram dados por Deus. Se um filhote de crocodilo, que acabou de nascer, por exemplo, estiver entre uma mata fechada e um rio, ele instintivamente irá em direção ao rio. Certa vez uma ave, previamente identificada, foi levada a uma distância de aproximadamente 5.000 km do seu habitat. Quando a soltaram, ela retornou para o local exato em que se encontrava antes.

As ovelhas, porém não são capazes de se orientar sozinhas. E nós, do ponto de vista moral e espiritual, somos tão "ignorantes" quanto elas. Não conseguimos encontrar o caminho correto sem que Deus nos ajude e, portanto, dependemos d'Ele. Ora, se até mesmo os adultos precisam de direção, porque são como ovelhas, então imagine os filhos! Eles precisam de muito mais! O fato é que, se os pais não ensinarem os filhos a amar e servir a Deus, estarão pecando contra o Senhor.

"Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos. Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis". (Pv 8.32, 33) "Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele". (Pv 22.6)

OS PAIS PRECISAM DESENVOLVER O CARÁTER DOS FILHOS
Charles Lamb disse o seguinte a respeito do poeta inglês Coleridge: "Ele era um arcanjo que sofreu danos". Apesar de suas falhas, Coleridge acertou em cheio quando falou sobre a criação de filhos. Certa vez um hóspede o confrontou, argumentando ser completamente contrário a que se ensinasse religião para crianças, fosse ela qual fosse. Disse também estar determinado a não predispor seus filhos em relação a nenhuma religião, nem a favor, nem contra. Quando crescessem, poderiam decidir que religião seguir. Coleridge foi sábio ao retrucá-lo. Comparando a criança a um jardim, disse de modo irônico: "Você tem razão. Para que impor ao meu jardim apenas flores e frutas? Muito melhor deixar que a própria terra escolha se irá preferir espinheiros ou morangueiros, não é mesmo?"

A ideia que ele quis passar é a de que os pais são responsáveis por levar a criança a conhecer e a amar a Deus.

PAIS NOTÁVEIS
Vejamos o que John Mott disse a respeito da família de Andrew Murray: "Onze de seus filhos chegaram à idade adulta. Dos rapazes, cinco se tornaram pastores e, das moças, quatro se casaram com ministros da Palavra de Deus. A geração posterior alcançou números ainda mais surpreendentes: foram dez pastores e treze missionários dentre os netos. O segredo de uma contribuição tão extraordinária para a Igreja de Deus é que a família de Andrew Murray seguiu a Cristo".

OS FILHOS DEVEM OBEDECER AOS PAIS IMEDIATAMENTE!
Vários anos atrás, li para meu filho uma história, intitulada "Willy, espere um pouco!" Era sobre um garoto que estava brincando no quintal de sua casa. Num determinado momento, a mãe o chamou, mas ele não atendeu. Chamou-o novamente, mas Willy preferiu ficar calado e brincar um pouco mais. Finalmente, quando apareceu à porta da cozinha, perguntou à mãe o que ela queria. Então ela lhe disse: "Queria que você buscasse um pouco mais de lenha para o fogão. Como não pude ir ao depósito pegá-la, e o forno não aqueceu o suficiente, o meu bolo que estava assando não ficou muito bom. Que pena que você não veio quando lhe chamei".

Pode ser que o fato não tivesse nenhuma importância para o garoto, mas tinha para a mãe. A desobediência causa problemas para os nossos pais e superiores.

A DESOBEDIÊNCIA PODE IMPLICAR A PERDA DE PRIVILÉGIOS
Vejamos agora um exemplo diferente. Suponhamos que um executivo esteja de passagem por certa cidade e resolva visitar uma irmã que mora ali. Vai até a casa dela, bate à porta e diz que está de folga à tarde e que irá levar os três sobrinhos para assistir a um jogo de futebol e fazer um lanche depois. A mãe fica superfeliz e chama os filhos. A Jane e o Paulo aparecem, mas o Andy, não. Ninguém sabe onde ele está. A mãe o chama inúmeras vezes, e nada. Na verdade, o garoto escuta a mãe chamando-o, mas está entretido com outras coisas, e prefere não responder. O tio não quer esperar mais, pois está quase na hora de o jogo começar. Depois que eles saem, Andy aparece e toma conhecimento do acontecido. Então fica emburrado e triste, arrependido por não haver atendido quando a mãe o chamara.  Assim, a desobediência pode implicar a perda de privilégios e regalias.

A DESOBEDIÊNCIA PODE RESULTAR EM ACIDENTES E TRAGÉDIAS
Duas famílias resolveram passar o dia à beira de uma lagoa. As crianças maiores foram nadar, enquanto os mais novinhos brincavam na areia. Um dos casais tinha um filho de cinco anos, chamado Willy. O garoto era daquele tipo de criança que ignora tudo o que os pais dizem e só lhes obedece à força. Pensava: "Ah, só vou fazer isso se me obrigarem"! 

Em dado momento, os pais de Willy observam que o filho saíra andando pela areia, distanciando-se cada vez mais deles. A poucos passos de onde o garoto se encontra, o pai vê uma placa alertando para a existência de um perigoso barranco logo à frente. Começam a chamá-lo insistentemente, mandando que pare e olhe. Willy, porém ignora os gritos dos pais e continua andando. Minutos depois vem a tragédia. A principal lição que extraímos dessa história é que a desobediência pode resultar em fatalidade e grande tristeza.

JESUS ADVERTIU-NOS DE QUE NÃO LEVÁSSEMOS AS CRIANÇAS A PECAR.
Alguns anos atrás, pude perceber o perigo de encaminharmos as crianças para o pecado e de darmos a elas um exemplo negativo. Certa ocasião, eu e um amigo fomos até um bar a fim de distribuir alguns folhetos evangelísticos e falar de Cristo às pessoas que ali se encontravam. Logo que entramos, vimos um garotinho aproximar-se de um homem que estava assentado a uma mesa. Este então colocou o menino no colo. Em seguida pegou a garrafa de cerveja e fez com que o pequeno bebesse. Depois, tirou o cigarro da boca e passou-o ao garotinho para que este pudesse fumar também.

Se até então eu nunca entendera direito o significado das palavras de JESUS, posso dizer que naquele momento compreendi o que Ele quis dizer quando afirmou: "Qualquer, porém que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar". (Mt 18.6)


Autor: Harold Brokke
(MDC 123/Dez.2003)

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

VASO QUEBRADO!

A VERDADE:
"O vaso quebrado, arruinado, inútil, tornar-se-á em elemento precioso, através do qual o nome de JESUS, Nome que está colocado acima de todo o nome, seja, realmente, magnificado".





























A VERDADE EXPLICADA:
Retiro, da leitura de Salmos (31.12), a expressão que serve de título para esta página ligeira. É Davi, o cantor de Israel, apresentando, a Deus, seu coração batido e abatido. Coração batido por problemas, por adversários de perto e de longe, inimigos que lhe mostravam suas armas com arrogância, rivais covardes que, às escondidas, solertemente, faziam-lhe tanto mal. Ah! os nossos adversários, que nos rodeiam e que nos perseguem, nos caminhos da vida!

Naquele momento sombrio, a autodefinição de Davi era: "...eu sou como um vaso quebrado..." Talvez você nesta hora, atravesse experiência semelhante à do salmista inspirado. Quando seus problemas são muito grandes, quando suas provações, surdas e constantes, fazem-no buscar a presença d'Aquele Deus que você invoca, para dizer tudo quanto está sendo, agora, a sua vida. E sua expressão é a mesma que o cantor de Israel usou: "Eu sou como um vaso quebrado..."

Sua vida transformou-se num vaso quebrado. Seus grandes sonhos, seus grandes planos, suas grandes iniciativas. Seus acalentados ideais, tudo, de uma hora para outra, transformou-se em cacos, em ruínas. E você, que poderia ser vaso de bênçãos para tanta gente, é, apenas e simplesmente, um vaso quebrado, imprestável, inútil.

Mas o Senhor JESUS, que transforma a nossa fraqueza em força, tem, para nós, hoje, uma esperança gloriosa. Porque Ele nos chamou, um dia, para que fôssemos, em Sua presença, não vasos partidos, não vasos quebrados, mas motivo de glorificação de Seu Nome, instrumentos para o bem do nosso próximo. Fomos chamados para viver abundantemente.

Pense, nesta hora, em sua vida. Pense naquilo que você está sendo. Naquilo que você poderia ser. Considere os seus caminhos, com seus problemas e oportunidades, com suas tristezas e com suas alegrias, com as noites longas de sofrimento e de ansiedades, e com aquelas manhãs em que o sol brilhou, inspirando o mavioso cântico da passarada. 

Pense na estrada percorrida e na que há de percorrer. E sinta a presença do Nazareno, o sublime Oleiro, a unir as ruínas, os cacos de nossa vida, para a reconstrução que há de ser feita dentro em nós, para a nossa felicidade individual e para a glória de Seu Nome precioso.

Permita que, hoje, o Supremo Oleiro se aposse de seu coração batido e abatido. Torne-se instrumento dócil naquelas mãos benditas que os homens cravaram nos braços da infamante cruz, mas que estão, hoje, vivas e poderosas, prontas para ajudar aqueles que nelas descansem.

E se o Salvador bendito tomar conta de sua vida, verificar-se-á, em você, transformação magnífica. O vaso de desonra, conforme refere Paulo na carta aos Romanos (9.21), tornar-se-á em motivo de honra. O vaso quebrado, arruinado, inútil, tornar-se-á em elemento precioso, através do qual o Nome de JESUS, Nome que está colocado acima de todo o nome, seja, realmente, magnificado.

O recado do Senhor para você, hoje, é o mesmo que se ouviu lá em Betânia, quando se pranteava a morte de Lázaro: "O mestre está aqui, e ele te chama..."

E valeria a pena não atendê-Lo?


Ivan Espíndola de Ávila
(J.de Oração/Dez1983)

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

MÉTODO DE CENSURA A CONSERVADORES USADO NOS EUA CHEGA AO BRASIL (Parte II)

A VERDADE:
"Grupos que estarão julgando postagens consideradas como 'discurso de ódio' e 'fakenews' nas redes sociais são ligados ao progressismo radical".






























A VERDADE EXPLICADA:
Como afirmou o economista, comentarista político e autor Rodrigo Constantino, colunista do jornal Gazeta do Povo, em vídeo divulgado em seu canal do You Tube em 10 de Maio, é como se uma empresa de energia elétrica resolvesse cortar o serviço dela na sua casa porque você tem posições políticas e sociais que se chocam com as dos donos da empresa de energia elétrica. Ora, se alguém está sendo acusado de mentir na rede social para prejudicar alguém ou de proferir "discurso de ódio", que seja então denunciado ao Ministério Público, que se abra uma investigação e, se provada mesmo a culpa, a pessoa seja punida dentro dos rigores da lei.

O que não pode é o Facebook criar um tribunal particular com juízes só de um viés ideológico para julgar e punir seus clientes. É verdade que o Facebook é uma empresa privada, que tem seus direitos, mas devido à relevância pública dos seus serviços, é no mínimo imoral agir dessa forma, além de possivelmente ilegal, como alguns prejudicados nos Estados Unidos já estão alegando na justiça, e não apenas contra o Facebook. O jornalista conservador e autor best-seller Dennis Prager está processando o You Tube por ter feito algo similar em relação aos seus vídeos.

O que ocorreu no caso dos vídeos da PragerU (Universidade Prager, uma organização educacional conservadora sem fins lucrativos), de Dennis Parger, é que o You Tube modificou recentemente os critérios que definem como as propagandas vão aparecer na plataforma de compartilhamento de vídeos. Devido a essas mudanças, muitos canais de conteúdo cristão e de defesa do pensamento conservador tiveram seus vídeos injustamente bloqueados ou desmonetizados na plataforma. A PragerU foi uma das mais afetadas. Ela alcançava milhões de pessoas por dia com seus vídeos, mas viram nos últimos tempos sua audiência cair drasticamente desde que o You Tube colocou boa parte de seus vídeos em "modo restrito" de acesso, alegando absurdamente "conteúdo violento, sexual ou pornográfico, ou com discurso de ódio", quando tais vídeos não contém nem uma coisa nem outra, nem algo que sequer possa sugerir tais coisas.

Os temas desses vídeos afetados são liberdade religiosa, liberdade de expressão, defesa de Israel e alerta contra os perigos do fundamentalismo islâmico, que o You Tube considera "islamofobia", quando estes vídeos sobre fundamentalismo islâmico não atacam o islã de forma geral, mas apenas os radicais e com fatos apresentados por especialistas renomados.


O bilionário progressista radical George Soros é um dos fortes financiadores da International Fact-Checking Network (Rede Internacional de Checadores de Fatos), à qual  são ligadas a Agência Lupa e Aos Fatos, que estão checando as postagens no Facebook no Brasil desde maio.


No vídeo alerta de Rodrigo Constantino, ele explica como funciona o esquema: "O Facebook implementa regras propositalmente vagas sobre 'censura de conteúdo'. A empresa em seguida contrata preferencialmente pessoas de extrema-esquerda ou faz parcerias com organizações de extrema-esquerda. Jornalistas pró-censura fazem textos contínuos denunciando 'fakenews' ou 'crimes de ódio' que, segundo eles, teriam sido cometidos por meios e pessoas conservadoras. Então, o Facebook utiliza esse material como pretexto para censura".

Ligações ideológicas claras das empresas que checam a rede
Tanto a empresa Aos Fatos quanto a agência Lupa são membros da International Fact-Checking Network (IFCN), criada em setembro de 2015 e com 48 membros em todo o mundo. Desde dezembro de 2016, o Facebook se aproximou da IFCN, corroborando seu código de princípios, e mais recentemente começaram a trabalhar juntos. Hoje a IFCN presta esse serviço ao Facebook nos Estados Unidos, na França, na Itália, nas Filipinas e no México. Agora é a vez do Brasil.

Os cinco princípios da IFCN, que podem ser lidos em sua página na internet, parecem indicar, à primeira vista, que a instituição está fora de qualquer suspeita: "Compromisso com o não-partidarismo e a justiça; compromisso com a transparência; compromisso com a transparência dos recursos financeiros recebidos; compromisso com a transparência da metodologia, e compromisso com correções abertas honestas". Porém, como frisa o jornalista Marcelo Faria, do Instituto Liberal de São Paulo, 'a IFCN não segue seus próprios princípios'. De acordo com o site do Instituto Poynter, dos Estados Unidos, que hospeda a IFCN, a iniciativa é financiada pelas Open Society Fundations, organizações ligadas a George Soros, que é sabidamente o principal financiador da esquerda radical em todo o mundo (ONGs defensoras do aborto, movimento LGBT, movimento feminista, movimento Occupy Wall Street, ideologia de gênero, legalização de drogas, etc...); "e pela Omidyar Network, organização do fundador do eBay, o francês de ascendência iraniana Pierre Omidyar". A Omidyar Network, como ressalta muito bem Faria, "é parceira da Open Society Foundations em diversos projetos e já chegou a utilizar a Tides Foundation, uma das principais doadoras para causas de esquerda nos EUA, para financiar iniciativas pelo mundo".

Marcelo Faria lembra ainda que o "Instituto Poynter também possui um curso online que ensina jornalistas a minimizar a relação do terrorismo com o islamismo. Alguns dos temas tratados pelo curso são 'Como comparar o terrorismo com doenças que causam mais mortes como AIDS e malária' e 'Evitando palavras como jihad nas notícias'. O curso é gratuito graças ao financiamento do Social Science Research Council, uma organização financiada pela Ford Foundation, bem como por diversas organizações ligadas a George Soros".

Tudo isso é o que está por trás dos "juízes" do Facebook. Como escreveu o jornalista John Hawkins, em sua coluna de 13 de janeiro deste ano no site Townhall, sob o título "Como os conservadores (nos EUA) estão sendo destruídos pelo Facebook, Twitter e Google sem querer perceber", "nós (conservadores) já perdemos as escolas, Hollywood e a grande mídia. Logo, o que acontecerá quando não conseguirmos divulgar a opinião  conservadora através da mídia social porque ela bloqueia, bane para as sombras e desmonetiza todos os conservadores que conseguem alguma audiência? O que acontecerá se eles estabelecem regras contra os que essencialmente expressam opiniões conservadoras, algo que faz com que nos retiremos do serviço deles?" O conservadorismo será enfraquecido!


Fonte: MP 1597/Jun2018


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

MÉTODO DE CENSURA A CONSERVADORES USADOS NOS EUA CHEGA AO BRASIL! (Parte I)

A VERDADE:
"Grupos que estarão julgando postagens consideradas como 'discurso de ódio' e 'fakenews' nas redes sociais são ligados ao progressismo radical".






























A VERDADE EXPLICADA:
A censura ao pensamento conservador entrou oficialmente em vigor na principal rede social do mundo desde o mês passado. O Facebook contratou recentemente o serviço de empresas recém-criadas de "checagem de fatos" para, segundo a avaliação dessas empresas, definir o quer é "discurso de ódio" e "fakenews" (ou notícias falsas) a partir de agora e retirar essas postagens do Facebook. O detalhe é que, na verdade, tais empresas convenientemente criadas há pouco tempo, são parte de uma estratégia de calar na internet quem defende bandeiras conservadoras -- calar quem, através das mídias sociais, quebrou a hegemonia cultural da esquerda nos últimos anos, influenciando até fenômenos políticos de repercussão internacional como a aprovação do Brexit na Inglaterra, a derrota das FARC no plebiscito na Colômbia, a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e o movimento pró-impeachement de Dilma Roussef no Brasil.

Uma busca no nome dos tais "checadores de fatos" dessas empresas mostra que todos os seus colaboradores são de esquerda. Pior: a maioria é de extrema-esquerda, defendendo posições como o fim da influência e da participação religiosa nas discussões sociais e políticas, a liberação do aborto, o "casamento" homossexual, a ideologia de gênero, a legalização das drogas, oposição a Israel, etc...

A verdade é que, nos últimos anos, os jornais, educadores e artistas (sic!) -- a maioria esmagadora de posição esquerdista, progressista radical -- estão e continuam perdendo muito da sua influência sobre a sociedade por causa das mídias sociais. Através das redes sociais, os conservadores ganharam um poderoso canal para manifestar a sua voz e que não tinham antes, e conseguiram assim levar o contraponto às pessoas, ganhando grande adesão social às suas posições. Porém, aqueles que detinham a hegemonia cultural há pouco tempo e estão cada vez mais desacreditados, perdendo inclusive audiência, não entregaram os pontos e partiram fortemente para o ataque. Não por acaso, essas empresas de "checagem de fatos" -- cujos checadores são, como já frisamos, todos de viés progressista radical -- tem sintomaticamente o apoio maciço da imprensa mainstream.

No Brasil, em ano de eleições, tal checagem foi colocada em execução na segunda quinzena de maio e funcionará até pelo menos até dezembro deste ano. Em nosso país, quem vai fazer esse trabalho de "checagem" são as empresas AOS FATOS e AGÊNCIA LUPA, formadas em sua esmagadora maioria por "checadores" de esquerda ou extrema-esquerda.

COMO A CENSURA FUNCIONARÁ NAS REDES SOCIAIS DAQUI
Em 10 de maio, a LUPA anunciou sua "grande parceria com o Facebook", onde passará "a checar diariamente o grau de veracidade de conteúdos publicados na plataforma", integrando a "rede mundial de checadores independentes, todos eles membros da International Fact-Checking Netwoek (IFCN), que foi contratada para combater a desinformação nessa rede social". 

A notícia foi saudada como a chegada oficial da "verificação de notícias do Facebook (Trird Party Fact Checker Project) ao Brasil". Em sua nota oficial sobre a parceria, reproduzida no site do jornal Folha de São Paulo, a AGÊNCIA LUPA disse ainda que "as duas agências de verificação (AOS FATOS e LUPA), terão acesso às notícias denunciadas como falsas pela comunidade no Facebook para analisar sua veracidade. Os conteúdos classificados como falsos terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa no Feed de Notícias". 

De acordo com a LUPA, "os posts que receberem etiqueta negativa da LUPA não serão removidos do Facebook. Apenas terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa". Ela afirma ainda que "páginas no Facebook que repetidamente compartilharem notícias falsas terão todo o seu alcance diminuído. Esse mecanismo permitiu cortar em até 80% a distribuição orgânica de notícias consideradas falsas por agências de verificação parceiras nos Estados Unidos, onde a ferramenta já está funcionando há algum tempo".

Segundo a nota oficial da LUPA, "além de reduzir o alcance de conteúdos considerados falsos, o Facebook enviará notificações para pessoas e administradores de páginas que tentarem compartilhar esse conteúdo, alertando-os que a sua veracidade foi questionada por agências de verificação. Notícias consideradas falsas pelas agências de verificação não poderão ser impulsionadas no Facebook. E as páginas que publicarem com frequência tais conteúdos não terão mais a opção de usar anúncios para construir suas audiências. AOS FATOS e AGÊNCIA LUPA poderão ainda associar a sua checagem a uma notícia que tenha sido questionada. Esse texto com a checagem será mostrado no Feed de Notícias por meio do recurso 'Artigos Relacionados", fornecendo mais contexto às pessoas para que tomem decisões mais informadas sobre o conteúdo que consomem".


(Conclusão na próxima edição)

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O PERIGO DA INCREDULIDADE!

A VERDADE:
"A luz ainda está convosco por um pouco. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem. Quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz". (Jo 12.35,36)






























A VERDADE EXPLICADA:
As palavras registradas no texto acima foram proferidas por nosso Senhor JESUS Cristo, e marcaram o término duma época, em que o povo judaico podia aproveitar-se das bênçãos e favores divinos.

O povo de Israel, pelos seus constantes desvios, tornou-se endurecido e obstinado, a ponto de rejeitar todos os avisos da parte de Deus e crucificar o Seu Unigênito, JESUS. O Senhor JESUS Cristo, durante o Seu ministério, tinha declarado muitas vezes ser a luz do mundo; entretanto, a Sua Palavra sempre fora rejeitada e desprezada por aqueles que deviam recebê-la. Agora, que o Divino Mestre estava prestes a ir para aquele que O enviara, cumpria-Lhe advertir aquele povo de que o tempo estava a terminar, e que, por isso, consequentemente, ficariam responsáveis pelo seu futuro, todos quantos, tendo ouvido a Sua Palavra, permaneciam na incredulidade.

Efetivamente, terrível escuridão caiu sobre a nação judaica pelo crime da rejeição do Messias, tornando-se o judeu um homem sem pátria, sem leis, exposto ao escárnio e ao ódio de todas as nações.

Se lermos, com atenção, o capítulo 11 da Carta aos Romanos, veremos quantos e quão grandes eram os privilégios que tinha aquele povo, e, então, compreenderemos que, se Deus não poupou os ramos naturais, muito menos poupará os que, contra a natureza, foram enxertados na Oliveira da bem-aventurança, no dia em que esses se tornarem rebeldes e contradizentes. A Bíblia Sagrada nos mostra claramente que o maior pecado que leva o homem à perdição é a incredulidade, pois está escrito que Deus amou o mundo de tal maneira, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna; também está escrito que, aquele que não crê no Filho de Deus, não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele.

Se Deus manifestou o Seu grande amor para com o mundo, a ponto de oferecer o Seu próprio Filho, para fazer a propiciação dos pecados da humanidade, segue-se, logicamente, que o maior crime que o homem pode cometer é rejeitar a dádiva de Deus, pois, quem assim procede, rejeita e zomba daquele amor que levou JESUS ao Gólgota!

Diante disso, o único ato de reconhecimento a esse amor de Deus é o homem aceitar o sacrifício de JESUS. O homem que aceita a JESUS é um homem salvo, feliz, reconciliado e justificado diante de Deus, em virtude do sacrifício de Cristo, o que satisfez, por completo, as exigências justas da lei divina; e, sendo a doutrina da substituição, de caráter jurídico, ficam fora das penalidades da lei, todos aqueles que aceitam a JESUS como seu substituto.

Os que não O aceitam, porém colocam-se na posição de réus confessos, sem atenuantes, sem advogado; expostos à condenação, tanto mais quanto o seu maior crime é o de haverem rejeitado o Advogado que lhes foi oferecido.

JESUS Cristo morreu por nossos pecados; morreu como nosso substituto, e, portanto, o único preço que Deus considera válido, para o resgate duma alma, é o sacrifício do Seu Filho. Aceitá-Lo, é ficar imediatamente salvo da ira de Deus; rejeitá-Lo, é ficar eternamente condenado, pois a justiça de Deus é inflexível. No Calvário, encontram-se a justiça e o amor de Deus; amor para conosco, dando-nos o Seu Filho como nosso substituto, e justiça para com Ele, não O poupando, pois Ele tomou os nossos pecados sobre Si.

Não ficará inocente aquele que, no dia em que, ouvindo a doce nova do amor de Deus, permanecer na incredulidade. Os seus atos, por muito recomendável que seja, não o salvarão. O seu dinheiro, sua posição, nada lhe valerão no momento em que o suor da morte transpirar na sua fronte.

As missas que sua família mandar rezar pela sua alma nenhum valor tem, pois, além do purgatório ser uma ficção, e a missa uma crendice, na eternidade não há noção de tempo, pois, depois da morte segue-se o juízo (Hb 9.27). Só há dois caminhos a seguir, dois pontos extremos -- JESUS e satanás; céu e inferno. Não há meio termo. O homem ou é completamente salvo ou totalmente perdido. O advérbio quase não é usado na gramática de Deus.

Permitir que JESUS entre em seu coração é resolver o magno problema da vida, pois o resto virá depois. Assim, busque o reino de Deus e a Sua justiça; as demais coisas, portanto, vos serão acrescentadas (Mt 6.33).


(Pontos Luminosos)


quarta-feira, 18 de julho de 2018

PREPARADOS PARA A VITÓRIA

A VERDADE:
"Mas, como podem simples criaturas humanas atracarem-se com essas forças sobrenaturais invisíveis, intangíveis em lugares celestiais e rechaça-las?"






























A VERDADE EXPLICADA:
"Por que a nossa luta não é..." Lendo estas primeiras palavras com as quais o apóstolo Paulo comenta a natureza do conflito cristão, sou levado a dizer a mim mesmo: Que verdade! Nesta era de janotas e de brincadeiras" onde prevalece um clima de subjetivismo e reina o utilitarismo, a luta em termos espirituais não está entre as muitas atividades das nossas igrejas; oramos, cantamos, louvamos, damos os nossos jantares beneficentes, mas a luta a que Paulo se refere, geralmente não se inclui em nossa vida.

Talvez eu tenha exagerado, mas vou me corrigir: lutamos, sim, mas é uma luta como a de Jacó. Quando Deus nos força a quebrar o espírito de autossuficiência, que fala tão alto em nossos corações, para transformar-nos em Israel, lutamos contra o esforço do nosso Pai.

Paulo, ao escrever sobre o conflito do cristão, dá ênfase ao contraste entre os tumultos e perseguições despertados por fantoches humanos dirigidos pelo poder das trevas e o conflito sobrenatural com as hostes dos espíritos maus. Em II Coríntios (1.8), ele se refere a uma situação literal e real de carne e sangue, a qual ele identifica como a tribulação que nos sobreveio na Ásia. É bem possível que esteja se referindo aos acontecimentos registrados em Atos capítulo 19. Gosto de pensar que os ingredientes que deram forma à "tribulação" ajudaram o apóstolo a descobrir o segredo, para que depois nos ensinasse a nossa luta. 

Guerrear se aprende guerreando em situações de combate, não com teorias e exercícios. Devemos precaver-nos contra as atividades que não nos levam a um confronto com o adversário. Onde quer que Paulo estivesse, suas atividades agitavam o inimigo, fazendo-o agir como um leão furioso. Em Éfeso, Paulo passou por dificuldades que o levaram a se despreparar da própria vida. Por isso preocupou-se muito para que seus amigos tivessem uma perspectiva certa e uma compreensão bem clara da relação que há entre nossa tribulação e nossa luta.

Os cristãos de Éfeso poderiam facilmente ter visto esse conflito armado apenas como uma ameaça física do "Sindicato dos Ourives", sob a orientação de Demétrio; poderiam ter pensado que essas tribulações resultassem de um choque entre o cristianismo e a cultura local. Para corrigir essas ideias, Paulo afasta o pensamento deles das causas humanas e leva-os a compreenderem as verdadeiras fontes da tribulação: "principados e potestades, dominadores deste mundo tenebroso, forças espirituais do mal".

Os ataques físicos que chegam através de circunstâncias, são apenas sintomas da real hostilidade de dirigentes do mundo das trevas sob o poder do príncipe do ar. Temos a obrigação de resistir a esses inimigos invisíveis. Mas, como podem simples criaturas humanas atracarem-se com essas forças sobrenaturais invisíveis, intangíveis em lugares celestiais e rechaçá-las? Paulo esforça-se para dar-nos uma resposta cabal. O clímax da carta de Paulo aos Efésios traria mais satisfação se fôssemos simples leitores de ficção, que leem o fim da história para saberem o que vai acontecer.

No que diz respeito a Paulo, todas as coisas emocionantes acontecem no começo da sua carta. Não é por isso que vamos pensar ser o fim dela um anticlímax e deixá-la de lado; ao contrário, a verdade valiosa acha-se especificamente detalhada, preparando-nos para o grande final no capítulo 6, onde a confrontação com os poderes sobrenaturais sob as ordens de satanás nos é apresentada como a conclusão lógica. Isso é tudo! A luta não começa nos nossos corações. Tem, como fundamento, a vitória poderosa sobre o 'inimigo', que JESUS Cristo conquistou na cruz. Por isso, tudo o que Deus fez com Ele, como resultado direto dessa vitória, também o fez conosco quando "...para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à Igreja...", o Seu corpo.

A exaltação da Cabeça "...acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio..." (Ef 1.21), longe de separá-la do Seu corpo na terra, tornou-nos participantes de tudo o que Deus deu a ela; assim, estamos assentados "...à sua direita nos lugares celestiais". No dizer de Paulo: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder..." (Ef 6.10). Ele nos mostra as verdades fundamentais, que já havia revelado antes. Satanás é um inimigo derrotado, com a cabeça esmagada. Nele não há poder; nada o fará destronar o Vencedor do Calvário, assentado à direita do Poder. Esta é a verdade que nos ajuda e fortalece. Há algo mais: tudo o que Deus fez para a Cabeça, fez para o corpo também! Significa que, pela cabeça, estamos em lugares celestiais também. Nosso fortalecimento no Senhor é aperfeiçoado à medida que, pela fé, reconhecemos o que Deus afirma haver realizado.

"A verdadeira regra de fé", diz o Dr.Stuart Holden, "não é que vivamos uma vida terrena com a visão do céu, mas que somos chamados para uma vida celestial com a visão na terra". Oh! que todos os crentes possam reconhecer continuamente a glória que Deus nos prometeu em Sua Palavra, apropriar-se dela e ser fortalecidos por tudo o que Ele fez, desenvolvendo, assim, uma musculatura espiritual para poderem cumprir a vocação que lhes foi proposta! Mesmo que nossos pés estejam caminhando na terra, posicionalmente nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

Portanto, vamos à batalha, não da perspectiva de nossas circunstâncias aqui na terra, mas de cima, de nossa posição em Cristo.

Esta nossa posição com Cristo não é um terrível monte Evereste, que temos de escalar com nossas próprias forças. Deus já nos colocou lá em cima, no cume, pela virtude dessa posição, Sua vontade seja feita aqui na terra, como é feita nos céus, através dos que creem n'Ele. Não temos de lutar pela vitória porque "...somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou...". Nossa luta provém da Sua vitória; e desta situação tão favorável, revigorados pela força de Cristo e envolvidos pela armadura de Deus, as forças do mal são compelidas a recuar, à medida que resistimos a elas.

As palavras que Paulo mais enfatiza, ao desenvolver o conceito de conflito contra "...as forças espirituais do mal, nas regiões celestes..." (Ef 6.12), são: "resistir" e "permanecer inabaláveis". Nossa armadura de defesa garante total segurança, quando revestida pela oração, porque, em essência, o cinto, a couraça, o capacete e o escudo são JESUS Cristo. N'Ele nos completamos. A ênfase que se repete de "resistir", sugere que o perigo para o cristão e a vantagem para o inimigo é o crente abandonar sua posição e atacar o problema em nível humano, de carne e sangue. 

Para conseguir que o crente reaja dessa forma, o inimigo faz explodir uma tempestade num lago, um verdadeiro tumulto, ou as bestas ferozes de Éfeso trazendo-nos pânico e não dando tempo a que nos apeguemos as fatos tão objetivos das promessas de Deus. O diabo é um artista de pânico e joga pesado com a nossa consciência, principalmente nas situações de emergência. J.O.Fraser interpreta esse fato da seguinte forma: 

"Toda vez que, ao enfrentar uma dificuldade, seu espírito é derrotado e se desfalece, você perde o domínio sobre as forças das trevas, isto é, você fica por baixo, em vez de permanecer por cima delas, com Deus. O mesmo ocorrerá se seu ponto de vista for terreno, porque estará sob a força das trevas. Portanto, o domínio sobre elas depende do seu espírito permanecer acima delas, isto é, de você conhecer a perspectiva de Deus, o pensamento de Deus, o plano de Deus e os caminhos de Deus, habitando com Cristo, em Deus".


Arthur Mathews
(A Seara nª 325/Jul.1992)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

COMO PODE O HOMEM SER JUSTO?

A VERDADE:
Neste tratado aprendemos qual caminho o homem deve trilhar a fim de se apresentar justo perante Deus. Aprendemos, também, que nenhum esforço humano é capaz de demover Deus da Sua intenção de mostrar ao homem que JESUS é o único e infalível caminho para a justificação.






























A VERDADE EXPLICADA:
Ninguém sabe quem era Jó. Os eruditos identificam-no indecisamente como um "Xeque" ou líder de clã árabe que vivia um Uz (a leste da Palestina, entre a Síria e Edom), um homem muito rico e de grande integridade. A Bíblia diz que era "...homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desviava do mal" (Jó 1.1). Um certo texto arqueológico menciona o nome de Jó e leva a data de mil e novecentos anos antes de Cristo.

Repentinamente, Jó sofreu uma série de reveses. Perdeu, num só dia de festa de aniversário, todo o gado, todos os camelos e todos os filhos. Ficou sem nada. Só a mulher escapou. Blasfemava, porém a Deus e o aconselhava a fazer o mesmo, pois a essa altura, Jó havia perdido também a saúde. O pobre Jó ficou sentado durante vários dias, procurando analisar o mistério do sofrimento que o envolvia. Três amigos compareceram, tentando confortá-lo, mas só tinham isto a dizer: que, evidentemente, seus sofrimentos e perdas eram o resultado dos pecados que ele havia cometido. Era um problema grande demais para Jó solucionar.

Será que o sofrimento é sempre por causa de pecados? Será que o infortúnio vem porque a pessoa era muito remissa em alguma coisa? Decerto Deus é justo e todos os Seus caminhos são retos. Mas como vamos conciliar isso com as calamidades que acontecem: a desventura, a dor e o sofrimento? Era este o problema de Jó. Certamente havia algum fator negativo, desconhecido ainda, atribuído a ele. Fator misterioso demais para ser discernido. "Como pode o homem (Jó neste caso) ser justo para com Deus?" Esta era a interrogação incisiva que, constantemente, repetia-se no íntimo de sua alma e que se fazia durante milênios, até que o apóstolo Paulo veio responder: "E as obras da lei? São necessárias?" Paulo responde: "A lei não resolve nada!"

Se alguém perguntasse se houve algum caso de quem fosse justificado sem as obras da Lei, no Velho Testamento, Paulo responderia que sim, pois Abraão simplesmente creu em Deus e isso lhe foi imputado para a justiça (Rm 4.3).

A PERGUNTA IMPORTANTE DE JÓ
A própria consciência de todo homem atesta que ele está afastado de Deus. O pecado, em que todos nós incorremos, causou um terrível desastre. O pecador sente-se condenado. É como a pessoa que praticou fraude contra seu amigo. Imediatamente ele se sente isolado. Por isso Adão e Eva fugiram da Sua presença e procuraram esconder-se na floresta.

Agora, como pode ser corrigida esta situação? Esta é a pergunta de Jó e o objetivo de sua pesquisa. Paulo responde que existe só um caminho: o caminho da fé, sem quaisquer obras da lei.

A JUSTIFICAÇÃO PROCEDE DE DEUS E NÃO DO HOMEM
Somente Deus pode autorizá-la. As providências humanas são totalmente inadequadas. O ímpio, malfeitor como é, condenado, sujo, cheio de malfeitos, nada pode fazer para remediar sua lastimável situação. As lágrimas do remorso e as promessas com que jura nunca mais errar jamais apagam a rebelião contra Deus. A razão disso é muito simples: a obediência a Deus é um dever normal. Ela também não contém nenhum elemento reparador nem paga pelas infrações anteriores. Por exemplo: se eu tivesse ofendido um amigo ontem, nenhum ato de bondade feito hoje poderia quitar essa ofensa de ontem. Qualquer moralidade é sempre insuficiente para quitar o condenado perante a justiça de Deus.

Certa vez alguém perguntou a uma menina:
-- As pessoas te amam quando tu fazes arte?
Ela respondeu:
-- Elas não, mas mamãe me ama!
Aí está também o sentido do Evangelho! Deus, nosso Pai, nos ama!
Perguntaram-lhe ainda:
-- Por que a tua mãe te ama?
Ela respondeu:
-- Porque ela me ama!

Isso é o que Paulo também disse: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós..." (Rm 5.8). Explicar porque a mãe ama a filhinha é como explicar porque Deus ama o pecador: por causa do Seu amor. Ele é o autor da justificação. Ninguém pode justificar-se  a si mesmo, pois o homem é o autor do seu pecado. Afastar-se de Deus e pecar contra Ele, isso ele pode fazer. Mas consertar o que quebrou, isso ele não tem condições para fazer. Precisa de Alguém maior do que ele. Esse Alguém é JESUS que proveu a redenção. Paulo disse: "...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus..." (Rm 3.24).

A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO
"Justificar" é um termo legal. É da conversa de advogados e juízes. Para ilustrar o caso, vamos supor que um homem tenha sido acusado e esteja diante do tribunal para ser julgado. Para ser justificado, esse homem terá que estabelecer a sua inocência. Mas, se for condenado, não existe nenhum dispositivo da lei que possa conceder-lhe a justificação. Posteriormente, ele poderá ser solto da prisão, mesmo antes de vencer o tempo da pena estipulada, ou poderá ser perdoado, ou a sua sentença comutada, mas justificado nunca mais! O histórico do caso sempre ficará ali arquivado como documento contra ele. Na lei a única maneira de conseguir a justificação é estabelecer-se a inocência.

Mas agora vamos supor um caso que realmente pode acontecer. É o caso de um homem, após um processo legal e justo, que é condenado à morte por seu crime. Culpado ele é, e de maneira alguma pode ser justificado. Mas vamos supor que fosse possível um outro homem entrar nessa situação e assumir toda a culpa do condenado. Trocaria de lugar com ele e, por um processo misterioso, verdadeiramente, se tornaria aquele homem, tomando sobre si o próprio caráter do réu e transmitiria ao réu as suas próprias virtudes. Neste caso, o segundo homem seria aceito no lugar do primeiro, o réu. Só uma transformação de posição e de qualidades poderia resolver o seu problema.

Isso é exatamente o que tem acontecido conosco. JESUS tomou o lugar do réu, o pecador que ofendera a lei de Deus. Deus já fez o Seu pronunciamento, já registrado na Bíblia, que Ele aceitará qualquer pecador, qualquer réu, que pedir transferência de sua culpa para Seu Filho JESUS. Eu já aceitei esta proposta divina porque percebi que era a minha única saída do horrível dilema em que me encontrava. Agora Deus afirma que nenhuma condenação há para quem está em Cristo JESUS (Rm 8.1). E isto não é estória, não é um vago desejo qualquer. Mas é uma realidade! Gloria a Deus! JESUS é a resposta! Por Ele ser o nosso substituto, a justiça de Deus ficou satisfeita.

OS RESULTADOS DA JUSTIFICAÇÃO
O pecador é remido da sua culpa. É perdoado dos delitos que ofenderam a lei e o amor de Deus. Sendo Deus o ofendido, é só Ele quem tem condições de nos perdoar. Sendo Ele um Pai, o Seu amor também se manifesta. Ele perdoa livremente.

Mas a justificação é mais do que remissão, mais do que um indulto ou perdão. Se fosse apenas perdão, ainda ficaríamos na posição dum criminoso, solto da penitenciária, que, não obstante, ainda tem um processo contra si. É um homem marcado, afastado, de certa forma, da sociedade, sem condições de encontrar emprego e sem direito de voto. Sua tendência para a vida marginal ainda está nele e não demora muito. Ele procura os velhos companheiros e a velha vida do crime. Mas Deus, quando liberta um pecador, ajuda o transgressor. Este recebe uma nova natureza, como JESUS ensinou a Nicodemos. O homem nasce de novo, entrando numa nova vida de alegria e paz espiritual. O Espírito de Cristo habita naquele coração e ajuda-o a viver de acordo com a vontade de Deus. Os maus costumes e os pensamentos ofensivos começam a desaparecer diante do influxo do poder espiritual. Graças a Deus, a justificação que Ele provê realmente transforma o mais vil pecador.

Contudo, não basta que a justificação esteja provida para nós. É necessário que busquemos a graça de Deus. Temos que aceitá-la. O homem perdoado pelo juiz naturalmente não continuará preso em sua cela. Quando o portão se abre, ele sai. Ele aceita o perdão. O pecador que não aceitar o perdão de Deus perderá todos os seus direitos. Como vamos aceitar o perdão que Deus oferece? Ninguém, em todo o universo, teria concebido este plano de salvação por remissão e justificação. É grande demais para a mente humana entendê-lo. E Deus não exige que ninguém o entenda. Mas o que Deus exige é que o pecador o aceite.

O PREÇO DA JUSTIFICAÇÃO
Não há nada a pagar. Como salário ou recompensa também a justificação não é oferecida. Martinho Lutero descobriu esta verdade. Em sua alma ecoou naquele estado de frustração igual ao de Jó, aquela palavra celestial: "O justo viverá por fé!" (Rm 1.17). Lutero fazia aquelas romarias, confessava seus pecados, castigava o corpo, fazia penitência, mas nada lhe valeu, até que descobriu que a justificação da alma é dada por Deus, mediante a simples fé em Suas promessas.


Lawrence Olson
(Raio de Luz 84/Mar.1992)