"...e os que a muitos ensinam a justiça,resplandecerão como as estrelas sempre e eternamente..." (Dn 12.3)
sexta-feira, 24 de março de 2023
EXAMINE-SE CADA UM
sábado, 11 de março de 2023
EVANGELHO, O PODER DE DEUS PARA A SALVAÇÃO (Rm 1.16)
EVANGELHO, O PODER DE DEUS PARA A SALVAÇÃO! (Rm 1.16)
A Mensagem: Que há poder em Cristo para salvar ao ouvinte de todos os seus pecados.
Introdução
Poder é uma coisa conhecida e apreciada entre os homens. Pelo poder que tem no seu corpo e na alma o homem se guarda dos males materiais e morais que o ameaçam. Nem sempre tem em si o poder suficiente para se guardar de todos os males, mas, às vezes, pode contar com a proteção dos seus semelhantes. Nós, todos, precisamos de algum poder fora de nós mesmos para nos guardar do pecado, e esse poder encontraremos somente em JESUS.
O pecado é um poder para o mal que ameaça a vida espiritual de cada um, e se não acharmos outro poder maior para o vencer, seremos derrotados.
O Evangelho de Cristo é o poder que precisamos, mas, porventura, sentimos a nossa necessidade? Pode ser que, acusados por uma consciência atribulada, tenhamos experimentado diversas maneiras de nos corrigir: boas resoluções, esforços, promessas, etc. Porventura elas têm dado o resultado desejado? Porventura cada um quer provar o poder de Cristo em santificar a sua vida? Temos alguma experiência própria da verdade que «Cristo salva»? Se não, qual é o empecilho? Ele não quer? Ele não pode? Ou será que não temos realmente contado com Ele?
QUE É O EVANGELHO DE CRISTO?
Não é uma «nova lei»; não é qualquer coisa que nós tenhamos que fazer; não é qualquer coisa que os homens tenham inventado. É o Evangelho de Cristo, falando-nos d’Ele como Mensageiro e manifestação do amor de Deus; falando do sangue d’Ele como a suficiente expiação do pecado, da Sua presente graça como o grande poder para a salvação em vidas humanas. O único poder.
POR QUE É PODER PARA A SALVAÇÃO?
Porque faz seu apelo ao nosso amor, revelando que Deus nos ama, apesar de sermos indignos disso.
Porque nos apresenta um ideal perfeito, que a nossa consciência aprova e que o nosso entendimento renovado deseja imitar.
Porque nos ocupa constantemente com o bem, e com tudo que é santo e puro.
Porque nos traz novidade de vida no poder do Espírito Santo.
Porque nos fala de um futuro galardão, do qual o nosso atual gozo espiritual é o penhor.
COMO SE OBTÊM AS SUAS BÊNÇÃOS?
Elas não são o prêmio de qualquer bondade natural nossa, nem dos esforços nossos. Elas são obtidas pela fé. Mas, que significa a fé? Ela importa:
Uma compreensão e apreciação daquilo que o Evangelho revela de Cristo.
Uma confiança no valor do Seu sangue como a base de nosso perdão.
Andar perto d’Ele cada hora do dia. Cristo nunca oferece salvar a ninguém ao longe, nem dar-lhe meia-salvação. Porventura o amigo realmente deseja a salvação de JESUS?
sexta-feira, 3 de março de 2023
EU, UM JONAS?
A VERDADE:
"Ninguém consegue fugir do Senhor. Aliás, o rei Davi sabia disso. Escreveu: “Para onde irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu tú aí estás; se fizer no Seol (no profundo abismo) a minha cama, eis que ali estás também...” (Sl 139.7,8). Portanto, foi Deus quem levou o mestre do navio até Jonas. Fez que o despertasse, não só do sono, mas, também, para que sentisse o drama da tripulação".
A VERDADE EXPLICADA:
Deus estava zangadíssimo com a maldade dos ninivitas. Porém, não queria puni-los sem que, primeiro, os avisasse. Falou, pois, a Jonas: “Levanta-te e vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela...” (Jn 1.2). Após ouvir a determinação divina, o profeta arrumou as malas e partiu para Jope. Ali, funcionava um porto muito interessante. Aliás, funciona. Apenas, a cidade mudou de nome; chama-se Yafa, junto da qual construíram a moderna Tel-Aviv.
Quando chegou a Jope, Jonas avistou um navio que ia para Társis. Não perdeu tempo! Comprou a passagem e enfurnou-se na embarcação. Ora, Társis, segundo pesquisa, era Tartessos, no sul da Espanha. Portanto, um lugar extremamente longe de Nínive, capital da Assíria, para onde deveria estar viajando. O navio zarpou, levando cargas e homens de todos os credos. E, Jonas, o único crente em Jeová, resolveu dormir um “sono profundo”. Na verdade, estava dormindo também espiritualmente. E, quem sabe, por causa da consciência, tomou, antes do embarque, um daqueles calmantes da Palestina. Porque, escreveu alguém, “...neste mundo, nada se compara à consciência do dever cumprido”. E o profeta tinha uma tarefa a cumprir, imposta pelo próprio Deus.
Um dever material, não cumprido, já nos faz doer a alma; imagine, pois, como estava Jonas, desobedecendo uma ordem expressa do céu. Deveria dizer aos ninivitas: “...ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida...” (Jn 3.4). Mas estava evitando. Por quê? Seria medo dos assírios? Não. Temia que, pregando-lhes, se arrependessem, obtendo assim o perdão divino e, por consequência, fossem preservados na terra os inimigos de Israel. Estes, os assírios, ou ninivitas, foram governados por reis os mais perversos, principalmente Assurbanipal. Era um sádico! Gostava de arrancar os olhos dos cativos, cortar-lhes as orelhas, os narizes, as mãos e os pés. Depois, insaciável, degolava as vítimas e, ironicamente, fazia pirâmides de suas cabeças. Aliás, não foi em vão que em Naum (3.1), Nínive ficou registrada como a “cidade sanguinária”.
Naquele cenário horrível, certamente figuravam pedaços de prisioneiros israelitas, patrícios de Jonas.
O crente em JESUS não deve ser vingativo. Ao contrário, deve amar os inimigos e orar por eles. Mas, o nosso personagem queria vingança! Vejamos sua reação, depois que Deus, mais tarde, resolveu perdoar os ninivitas: “Ah, Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus piedoso e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal...” (Jn 3.10; 4.1,2). Naquele momento, Jonas se parecia mais com alguns crentes de outrora. Oravam, às vezes, desejando que seus inimigos fossem destruídos com fogo do céu (Lc 9.52-54) ou, era como certos “cristãos misericordiosos” de hoje. Quando feridos por alguém, oram: “Senhor, põe beltrano no leito de dor...!”
Apenas uma vez vemos Jonas realmente feliz. Foi, quando, sob um calor terrível, o Senhor fez-lhe nascer uma aboboreira, cujas folhas especiais serviram-lhe de guarda-sol (Jn 4.6). Porém, Deus, que já o levara para Nínive por um peixe, utilizou-se de outro animal (talvez um simples verme), que danificou a planta, acabando, assim, com o seu conforto. Terminou, então, a “mordomia” de Jonas que, sob o forte sol e pouco vento, chegou a desmaiar. Por isso, mais uma vez, pediu a morte, dizendo: “Melhor me é morrer do que viver...” (Jn 4.7,8). Mas, na verdade, o Senhor queria dar-lhe uma lição de misericórdia. Porque, tão logo o profeta mostrou-se com pena da aboboreira, Deus não perdeu (nunca perde!) a oportunidade. Provocou um diálogo.
--É acaso razoável que assim te enfades por causa da aboboreira?
--É justo que me enfade a ponto de desejar a morte.
--Tiveste compaixão da aboboreira..., disse Deus, e não hei eu de ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de 120 mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais? (Jn 4.9-11)
O Senhor sabia que, se avisada previamente, Nínive deixaria suas abominações. Por isso, tudo fez para que o profeta pregasse àquela cidade. Quando ele navegava para Társis, o Mediterrâneo, quem sabe, estava qual um “mar de Almirante”. Parecia um vasto espelho plano refletindo, talvez, um lindo céu azul ensolarado. Mas, de repente, o Criador resolveu modificar a paisagem. Escureceu o céu, tornou forte o vento e arremessou ondas enormes contra o navio do servo desobediente. Àquela hora, dentre tantas outras em todos os oceanos, a embarcação de Jonas era a que mais chamava a atenção do Céu. Afinal, milhares de pessoas, inclusive crianças, dependiam da mensagem que só ele deveria pregar.
O navio quase foi à pique. Os passageiros, exceto um, clamavam desesperadamente aos seus deuses; lançavam fora a carga (de cereais, talvez, e outros materiais importantes para a tripulação). Queriam evitar uma tragédia. Mas, tudo em vão. O mestre, coitado, já não sabia mais o que fazer. Devia estar tremendamente preocupado. E, quem sabe, procurando algum vazamento, desceu até o porão. Ali, no berço do indiferentismo, trancado em seu mundo, estava Jonas.
Ninguém consegue fugir do Senhor. Aliás, o rei Davi sabia disso. Escreveu: “Para onde irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu tú aí estás; se fizer no Seol (no profundo abismo) a minha cama, eis que ali estás também...” (Sl 139.7,8). Portanto, foi Deus quem levou o mestre do navio até Jonas. Fez que o despertasse, não só do sono, mas, também, para que sentisse o drama da tripulação.
Agora, não havia outra saída para o profeta. Teve que declarar toda a sua identidade. Disse-lhes: “Eu sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca...” (Jn 1.8,9). Confessou-lhes, também, estar fugindo de sua responsabilidade. Pelo menos foi sincero, coisa que poucos, inclusive alguns crentes, conseguem ser. Enquanto isso, o navio, provavelmente de madeira, já quase não suportava o impiedoso castigo da natureza. Tanto que o profeta, já denunciado, decidiu colaborar, ainda que lhe custasse a vida.
“Levantai-me e lançai-me ao mar...” disse ele, “...e o mar se aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade...” (Jn 1.12). Apesar do temor dos tripulantes, querendo evitar um possível afogamento de Jonas, não houve outro jeito. Pegaram o homem de Deus e lançaram-no nas águas encapeladas do mar. Mas, ele não podia morrer! Teria que cumprir sua missão...
Portanto, o Senhor que faz de Sua criação o que bem entende, providenciou um grande peixe. Alguns o traduziram como baleia, o que tem provocado certa incredulidade, devido ao pequeno diâmetro de sua garganta. Mas, quem sabe, tenha sido um “Cachalote”, muito comum no mar europeu. É um anfíbio tão grande quanto o primeiro, só que, além de bocarra, possui, também, uma vasta goela capaz de engolir um homem. Mas, não é somente por isso que devemos crer. Creiamos, principalmente, porque foi o próprio Criador quem “deparou” o peixe (Jn 1.17). Ademais, muitos anos depois, JESUS considerou tudo real, quando falava de Sua morte e ressurreição; citou, inclusive, no mesmo contexto, pessoas históricas como Salomão e a Rainha de Sabá (Mt 12.39-42).
Pois é, após Jonas ter passado três dias no ventre do peixe, Nínive, finalmente, iria receber a mensagem salvadora. A praia da grande cidade foi o ponto final do passageiro mais importante da capital assíria. Ali, foi vomitado e, certamente agradecendo muito ao Senhor, banhou-se, retirando do corpo detritos salivares. Depois de tanta luta, lá estava o profeta, pelas ruas da cidade, cumprindo o seu dever. A partir daquele instante, os ninivitas adoraram a Deus e, segundo os historiadores, pelo menos por duzentos anos, não foram destruídos.
Meditemos bem na situação de Jonas. Não seria o caso de estarmos, qual ele, sofrendo os reflexos da desobediência? Quem somos? Que faremos? Para onde estamos indo...? Que o Senhor nos guarde dos caminhos de Társis!
Por: Vilmar Salema de Oliveira
(Fonte: MP.1202/Jun.1987)
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
EU QUERO SER UM VASO NOVO
A VERDADE EXPLICADA:
O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:
Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, Ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que Ele mesmo estabeleceu para sua vida.
Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.
Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o Seu propósito soberano (Jr 18.4). Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem Lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio Oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O Oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O Oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de JESUS. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do Seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, Ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.
(Por: Hernandes Dias Lopes)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
ESTÁ DEUS INTERESSADO NA VIDA DOS JOVENS?
A VERDADE:
"O moço que aprende a viver bem, servindo-se das experiências de outros, evita muitos problemas e livra-se de não poucos dissabores. Existem alguns que somente aprendem na escola de seus próprios erros, mas são venturosos aqueles que sabem imitar os bons exemplos e vencer como outros já venceram. As experiências que a Bíblia narra, de jovens vitoriosos, são suficientes para modelar vidas na atualidade, porque o mesmo Deus do passado quer dar triunfo completo no presente".
A VERDADE EXPLICADA:
Está, de fato, Deus interessado na vida dos jovens? A resposta a esta inquietante pergunta poderá mudar a vida de muitas pessoas. Quem sabe, a sua mesma, que lê o artigo. Mantem-se em muitos círculos atualmente a crença de que para Deus os jovens não fazem qualquer sentido e somente na velhice o homem pode vir a ser um instrumento nas mãos do Pai celestial. Puro engano! Deus é o Deus dos jovens!
Deus tem dado um livro padrão para o mundo e este dedica várias de suas páginas aos jovens. Esta é uma das concludentes provas do interesse de Deus pela juventude. À medida que o jovem medita na Bíblia Sagrada vai descobrindo que inúmeras de suas mensagens lhe dizem respeito especificamente. Observemos algo do muito que Deus reservou em Seu livro para a mocidade.
Mandamentos
Alguns dos mais preciosos e eficazes mandamentos bíblicos devem sua existência à mocidade. Isto revela, em alto e bom som, o primordial cuidado de Deus em legar preceitos ao jovem, no desejo de que este possa segui-los e por tal rota venha a encontrar a felicidade almejada. Para exemplificar, podemos ver o mandamento exarado em Eclesiastes (12.1): LEMBRA-TE! Que preceito maravilhoso! Lembra-te! Não te esqueças! Atenta! Considera! “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: não tenho neles contentamento...”
Promessas
Davi foi um jovem cuja vida esteve sempre aos cuidados de Deus. Deus o usou, quando o salmista pôs-se a entoar os cânticos sacros de Israel, mais tarde incluídos no Cânon do Velho Testamento e, num lampejo de profunda inspiração, Davi falou do reino, do sacerdócio e da conquista do Messias. No versículo terceiro de Salmos 110, Deus usou a Davi para reproduzir a promessa do Espírito, nos seguintes termos: “...o teu povo se apresentará voluntariamente no dia do teu poder, com santos ornamentos; como vindo do próprio seio da alva, será o orvalho da tua mocidade...” Também em Salmos 103 encontramos expressiva palavra que em cheio atinge as ideias dos jovens de todas as épocas: “...a tua mocidade se renova como a águia...” (verso 5).
Profecias
Muitas são as mensagens proféticas dedicadas à juventude. É impossível esquecer, por exemplo, o cuidado do velho patriarca Jacó, com quase século e meio de vida, quando estendeu sua mão sobre José e seus filhos, para dizer-lhes: “...o anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome...” Sem dúvida, o mesmo Deus que estava interessado na vida dos jovens Manassés e Efraim, está presentemente interessado na vida de todos os jovens que, espalhados por milhares de igrejas na face da terra, anseiam ser usados condignamente nas mãos do Senhor.
Admoestações
Não somente mandamentos, profecias e promessas, mas admoestações igualmente espalham-se na Bíblia, com vistas aos moços. Todos compreendemos os problemas que cercam a vida de um jovem crente, os perigos que lhe surgem diuturnamente e o cuidado de Deus se revela profundo, exatamente em ditar admoestações que, se observadas, resultarão numa vida de abundante vitória. Alinhemos alguns textos bíblicos, à guisa de demonstração: “...foge também dos desejos da mocidade...” (II Tm 2.22); “...ninguém despreze a tua mocidade, mas sê o exemplo...” (I Tm 4.12). Exorta semelhantemente os mancebos que sejam moderados. “...como purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra...” (Sl 119.9).
Experiências
O moço que aprende a viver bem, servindo-se das experiências de outros, evita muitos problemas e livra-se de não poucos dissabores. Existem alguns que somente aprendem na escola de seus próprios erros, mas são venturosos aqueles que sabem imitar os bons exemplos e vencer como outros já venceram. As experiências que a Bíblia narra, de jovens vitoriosos, são suficientes para modelar vidas na atualidade, porque o mesmo Deus do passado quer dar triunfo completo no presente.
Outro fator importante que demonstra o interesse de Deus pelos jovens é o seguinte: Deus enviou o Seu Espírito aos homens do Antigo Testamento e muitos jovens O receberam. Se Deus não tivesse amor aos jovens e interesse em suas vidas, simplesmente esperaria que eles amadurecessem, para então lhes conceder do Seu Espírito. Tal não é, entretanto, o registro bíblico. Leia a Bíblia e acompanhe os passos de Davi. Veja que aquele mocinho preocupado com as ovelhas de seu pai estava na mira de Deus. Enquanto as cidades viviam dias de tumulto e desordem, por causa dos problemas relacionados com a má administração de Saul e sua desorientação espiritual, Deus não tirava os olhos de Davi. Seguia-o o dia inteiro.
Desde cedo Davi aprendeu a amar a Deus e a respeitar a sua Palavra profundamente. Isto é muito importante também para o jovem que deseja ser usado por Deus. Davi cantava hinos, tocava alguns instrumentos, recitava poesias e compunha canções. Tudo o que Davi fazia era para Deus. Este exerceu uma profunda atração na vida de Davi. Ele era um rapazinho romântico; seus salmos bem o atestam, e talvez fosse até meio inibido. Mas ele começou a sEntir muito cedo que Deus tinha interesse em sua vida. Um dia, então, o Espírito do Senhor veio sobre Davi, ainda jovem, e de tal maneira sua vida esteve em comunhão com Deus que sua biografia é a de um homem “segundo o coração de Deus”.
Você pode seguir os mesmos passos de Davi. Pode também receber o Espírito do Senhor. Pode igualmente ser um homem segundo o coração de Deus, afinal Ele está interessado em você.
Uma terceira prova de que Deus está interessado na vida dos jovens resume-se nesta afirmação: “Deus está no comando da História e tem usado jovens para grandes tarefas”.
Os que andam espalhando por aí que Deus somente usa as pessoas envelhecidas estão completamente equivocados. Muitos acontecimentos de destaque na história da civilização tiveram os jovens com as mãos ao leme. Um avivamento sem precedentes na história do povo de Israel ocorreu no tempo do rei Josias. Se você se der ao trabalho de ler o capítulo 22 do Segundo Livro dos Reis, notará que Deus entrou em ação de modo sobrenatural a fim de evitar o naufrágio total do povo judeu.
Quando JESUS Cristo ascendeu aos céus, deixou lançadas as bases do maior movimento religioso ou espiritual que haveria de ser feito na terra: a obra de conquista de almas para o Seu reino, através da pregação do Evangelho. Essa pregação deveria ser feita por homens escolhidos, inspirados pelo Seu Espírito. Certamente qualquer um de nós imaginaria que o mais difícil seria encontrar os homens qualificados para tal empreendimento.
Homens aptos, capazes e merecedores de pregar o Evangelho nunca houve e tampouco haverá. O que tem havido é a graça maravilhosa de Deus que tem caído abundantemente sobre homens que buscam a Deus, e isto lhes basta. Quanto à escolha de homens para fazerem a Sua obra, o Senhor JESUS tem demonstrado sempre um grande interesse em procurá-los e prepará-los.
Qualquer pessoa pode imaginar que o desprezível ato de Saulo, de Tarso, tornando-se testemunha da morte cruel de Estevão, era suficiente para torná-lo um indivíduo inútil definitivamente para Deus, por toda a vida. Entretanto, jovem, Deus interessou-Se pela vida de Saulo. E, quando este ia a caminho de Damasco, o Senhor JESUS lhe apareceu. Aquela aparição de JESUS a Saulo é um inequívoco ato de interesse de Deus pelo homem. E lembrem-se todos que Saulo era um jovem.
O jovem Paulo veio a tornar-se um gigante na fé, um instrumento singular na obra de Deus. Por quê? Porque Deus demonstrou Seu interesse para com ele, regenerou-o e começou a usá-lo. Plano igual tem o Senhor para a tua vida. Hoje mesmo você poderá sentir o profundo interesse de Deus por você. Deus procura homens. Deus procura jovens a quem possa usar sem reservas e sem limites.
VOCÊ ESTÁ PRONTO?
Autor: Geziel Gomes
(Fonte: MP. 1249/Mar.1991)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
ESTÁ CONSUMADO!
A VERDADE:
"O lutador permanece.‖ Existe algo magnético nessa frase. Ela soa autêntica. Os que permanecem como o lutador são uma espécie rara. Não quero dizer necessariamente vencer, mas apenas permanecer. Ficar agarrado ali. Terminar. Não ir embora até que seja feito. Mas infelizmente muitos poucos de nós fazem isso. Nossa tendência humana é desistir cedo demais. Nossa inclinação é parar antes de cruzar a linha de chegada".
A VERDADE EXPLICADA:
“...e, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. (João 19.30)
Há vários anos atrás, Paul Simon e Art Garfunkel nos encantaram com uma canção de um menino pobre que foi para Nova Iorque em sonho e caiu vítima da vida cruel da cidade. Sem dinheiro, tendo apenas estranhos como amigos, ele passava os dias escondido, procurando os lugares mais pobres onde os mendigos vão, buscando pontos que só eles conhecem.
É fácil imaginar esse jovenzinho de rosto sujo e roupas velhas, procurando trabalho e não encontrando. Ele se arrasta pelas calçadas, lutando contra o frio e sonhando em ir para algum lugar ―onde os invernos da cidade de Nova Iorque não me façam sangrar, levando-me para casa‖.
O garoto pensa em desistir. Em voltar para sua cidade. Desistir — algo que nunca pensou que pudesse fazer.
Mas no momento em que pega a toalha para atirá-la ao ringue, encontra um boxeador. Lembra-se destas palavras? No espaço vazio se acha um lutador profissional levando com ele cada golpe que o cortou até que gritasse de ira e vergonha: ―Vou embora, vou embora!‖ mas o lutador permanece mesmo assim.
O lutador permanece.‖ Existe algo magnético nessa frase. Ela soa autêntica. Os que permanecem como o lutador são uma espécie rara. Não quero dizer necessariamente vencer, mas apenas permanecer. Ficar agarrado ali. Terminar. Não ir embora até que seja feito. Mas infelizmente muitos poucos de nós fazem isso. Nossa tendência humana é desistir cedo demais. Nossa inclinação é parar antes de cruzar a linha de chegada.
Nossa incapacidade de terminar o que começamos é vista nas menores coisas:
Um jardim com metade da grama cortada. Um livro lido pela metade. Cartas começadas, mas inacabadas. Um regime posto de lado. Um carro sobre cavaletes.
Ou se mostra nos pontos penosos da vida: Uma criança abandonada. Uma fé vacilante. A pessoa que muda sempre de emprego. Um casamento falido. Um mundo não evangelizado.
Estou tocando em algumas feridas abertas? Há qualquer possibilidade de estar me dirigindo a alguém que esteja considerando desistir? Se estou, quero encorajar você a permanecer. Quero encorajá-lo a lembrar a determinação de JESUS na cruz.
JESUS não desistiu. Não pense, porém, nem por um minuto, que não foi tentado a fazê-lo. Observe como Ele estremece ao ouvir Seus apóstolos caluniarem e discutirem. Olhe para Ele quando chora junto ao túmulo de Lázaro ou quando Se lamenta ao agarrar-Se ao solo de Getsêmani.
Ele jamais quis desistir? Claro que sim!
Essa a razão pela qual Suas palavras são tão esplêndidas. ―Está consumado!‖ Pare e ouça. Você pode imaginar o grito da cruz? O céu está escuro. As outras duas vítimas gemem. As bocas zombeteiras se calaram. Talvez haja trovões. Talvez choro. Talvez silêncio. JESUS inala então profundamente, empurra os pés sobre o prego romano e grita: ―Está consumado!‖
O que estava consumado?
O plano da redenção do homem, longo como a história, estava consumado. A mensagem de Deus para o homem havia terminado. As palavras de JESUS na terra não mais se repetiriam. A tarefa de escolher e treinar embaixadores terminara. O trabalho estava terminado. A canção fora cantada. O sangue derramado. O sacrifício feito. O aguilhão da morte fora removido. Tudo acabara.
Um grito de derrota? Dificilmente. Se as Suas mãos não tivessem sido pregadas, ouso dizer que um punho triunfante teria sido levantado para o céu escuro. Não, não foi um grito de desespero. Mas de realização. Um grito de vitória, de cumprimento. Também um grito de alívio.
O lutador permaneceu. E agradecemos por tê-lo feito. Graças a Deus que Ele suportou. Você está prestes a desistir? Não faça isso. Está desanimado como pai? Fique firme. Está cansado de fazer o bem? Faça apenas um pouco mais. Está pessimista em relação a seu emprego? Arregace as mangas e persevere. Não existe comunicação em seu casamento? Dê-lhe mais uma injeção. Não consegue resistir às tentações. Aceite o perdão de Deus e continue em frente. Seu dia está cheio de tristeza e desapontamentos? Seus amanhãs estão-se transformando em 'nuncas'? A esperança é uma palavra esquecida?
Lembre-se, quem persevera não é aquele que não apresenta ferimentos nem está cansado. Pelo contrário, Ele, como o lutador de boxe, está cheio de cicatrizes e sangrando. Estas palavras foram atribuídas a Madre Teresa: “Deus não nos chamou para ser bem-sucedidos, mas fiéis”. O lutador, como nosso Mestre, foi traspassado e está cheio de dores. Ele, como Paulo, pode ter sido até algemado e açoitado. Mas permanece, persevera.
A Terra Prometida, diz JESUS, aguarda os que perseveram (Mt 10.22). Ela não é apenas para aqueles que alcançam a vitória ou bebem champanhe. Não, de modo algum. A Terra Prometida é para aqueles que simplesmente permanecem até o fim. Vamos perseverar.
Ouçam este coro de versículos destinados a dar-nos poder para manter-nos firmes:
“Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg 1.2,3).
“Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado” (Hb 12.12,13).
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” ( Gl 6.9).
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (II Tm 4.7,8).
“Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.12).
Obrigado, Paul Simon. Obrigado, apóstolo Paulo. Obrigado, apóstolo Tiago. Mas, obrigado mais que tudo ao Senhor JESUS, por nos ensinar a perseverar, a nos manter firmes e, no final, a terminar.
(Por: Max Lucado)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
ESCAPE PASCAL
A VERDADE:
"Os Herodes eram edumeus, descendentes de Esaú. Sempre se apresentavam como “playboys”. Eram dado ao uso excessivo de vinho, viviam na libertinagem e apreciavam os jogos e os teatros. Os esportes eram o deleite dessa gente. Sempre punham ouro e favores nas mãos dos Césares de Roma a fim de garantir seus reinos no Oriente Médio".
A VERDADE EXPLICADA:
Os Herodes eram verdadeiros “patrocinadores” do “sindicato” que fazia sua influência se sentir em todo o Império Romano. Eram homens capazes de qualquer crime. Propositalmente, espalhavam a imoralidade e o crime. Seu maior interesse era dominar a autoridade política a qualquer preço.
A família dos Herodes conhecia bem as religiões correntes da época. Um deles se deleitava com o título de “Herodes Magno”. Havia construído o templo para os judeus em uso na era apostólica. Contudo, a religião em si para os Herodes era simplesmente uma fachada, um meio de conseguir certos favores e atenção política. Sabiam muito bem que a fonte do poder era Roma e não Jerusalém. Sua fé concentrava-se na fortaleza de Masadá e não no Santo dos Santos do Templo Judaico. Brincavam com as coisas sagradas.
Os fariseus acreditavam que bastava a sua capa ética, capa já podre, como eles eram podres. Faziam vista grossa aos mais hediondos crimes da história e estavam mancomunados com os pecados dos Herodes. Os Herodes não gostavam dos evangelistas. Os pregadores – como João Batista e Simão Pedro – para eles constituíam ameaças.
“...e por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu a mão sobre alguns da Igreja, para os maltratar; e matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou no mesmo caminho, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da Páscoa...” (At 12.1-4).
Os Herodes eram edumeus, descendentes de Esaú. Sempre se apresentavam como “playboys”. Eram dado ao uso excessivo de vinho, viviam na libertinagem e apreciavam os jogos e os teatros. Os esportes eram o deleite dessa gente. Sempre punham ouro e favores nas mãos dos Césares de Roma a fim de garantir seus reinos no Oriente Médio.
O Cristianismo, no entanto, havia progredido muito. Dezenas de sacerdotes judeus já pregavam o evangelho de JESUS. Os Herodes pensavam que seria possível destruir a fé em Cristo como haviam destruído João Batista. Herodes planejou prender o maior dos pregadores naquele tempo, Simão Pedro. Assim estava preparado o momento da batalha.
Herodes planejou um espetáculo público “...querendo apresentá-lo ao povo depois da Páscoa...”. Herodes pensou em acabar de vez com a Igreja. Pensou em dizer: “Aqui está seu líder! Vou matá-lo e vamos ver se vocês poderão ressuscitá-lo!”
Sua intenção era mais do que conhecida. Outros homens também tem tentado fazer a mesma coisa, sem, contudo, o conseguir. De Deus não se zomba. Para aparecer, o plano divino ocupa tempo, mas o dia chega.
Em Atos, lemos: “...e num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal, e lhes fazia uma prática. E o povo exclamava: Voz de Deus e não de homem! E, no mesmo instante o anjo do Senhor feriu Herodes porque não deu glória a Deus, e comido de bichos, expirou. E a palavra de Deus crescia e se multiplicava...” (12.21-24). Belsazar viu a mão de Deus escrevendo na parede de seu palácio.
Faraó, o inimigo de Deus, morreu como náufrago nas águas do Mar Vermelho que o cobriram. Hamã morreu na mesma forca que preparou para matar Mardoqueu (Et 3.1). Adolf Hitler morreu no esconderijo que preparou para sua própria segurança. Sim, a história confirma a justiça de Deus.
Os céus tem a última palavra. JESUS acabou destruindo para sempre aqueles que d’Ele zombavam e planejavam a Sua morte. Como lemos em Efésios: “...pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens...” (4.8). Paulo escreveu: “...ora isto – ele subiu – que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra...” (Ef 4.8); “...e, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo...” (Cl 2.15).
Os cultos de oração tem um valor extraordinário. Eles conseguem atingir as prisões e as masmorras. Tem servido para libertar crentes em prisão. Neste caso da prisão de Pedro, o apóstolo, lemos o seguinte no livro dos Atos: “...e eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias. E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E ele assim o fez. Disse-lhe mais: Lança às costas a tua capa e segue-me...” (12.7,8).
Tudo isto é relatado em uma só sentença., dizendo que as cadeias desprenderam-se. Ainda lemos a respeito do portão de ferro “...que dá para a cidade a qual se lhe abriu por si mesmo e tendo saído, percorreram uma rua e logo o anjo se apartou dele...”. A sentença de morte havia sido anulada. O destino do crente não é a sepultura, mas sim a “cidade” .
Pedro, como a JESUS, deixou os soldados guardando a sua prisão. “...e sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro. E, quando Herodes o procurou e não o achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar...”, isto é foram mortos.
Como foi o caso de JESUS, a primeira notícia de seu escape chegou à Igreja por uma mulher, neste caso por nome Rode. Tal qual Maria, Rode não podia crer que Pedro estivesse livre da prisão, tal a alegria que sentia. Mas conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, preferindo anunciar a presença milagrosa do apóstolo (At 12.14).
O cristianismo é uma grande experiência de escape. O crente escapa às forças do mal. E logo haverá aquela grande experiência ainda maior, descrita na Primeira Carta aos Tessalonicenses: “...porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor...” (4.16,17).
De toda doença escaparemos. As cadeias do inferno e da morte serão arrebentadas. Toda doença será eliminada. A velhice perderá sua força para sempre. Que reunião alegre será esta! Preparemo-nos desde já!
Autor: C.M. Ward
(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)
sábado, 28 de janeiro de 2023
EM BUSCA DA FELICIDADE
A VERDADE:
"Como encontrar a felicidade, então? Será possível encontrar alguém realmente feliz na face desta terra, onde reina o dissabor? Sim, é possível! Pois Aquele que é Maravilhoso, consegue transformar vidas e dar gôzo, alegria e verdadeira felicidade. E ainda mais: Ele nós dá o Seu Espírito, que é Santo e que alegra nossos corações. Não existe nada neste mundo superior a Ele, JESUS!"
A VERDADE EXPLICADA:
Todo homem deseja ser feliz, a menos que seja alguém anormal.
Se perguntássemos a um viciado qual a razão dele estar embrenhado em tal vício, certamente responderia: “Estou tentando conquistar a felicidade...” Se passarmos em frente a um bar, lá encontraremos um embriagado, e se, também, perguntássemos a razão de estar bebendo, a resposta seria: “Tenho muitos problemas e quero esquecê-los e ter felicidade!”
Os milhares de jovens em busca da felicidade estão entregando-se a várias tendências (ditas) musicais perniciosas, que os incentiva aos excessos de álcool, drogas e sexo desenfreado. Estão, igualmente, buscando a felicidade. Será que o homem do nosso século conseguirá ser feliz através dos vícios ou entregando-se a uma vida depravada e imoral?
Queremos ser taxativos em dizer que a felicidade cada vez mais se afastará, causando a aproximação da infelicidade, envolvendo os corações frios e gelados desta humanidade rebelde, que tem trocado JESUS pelos prazeres efêmeros desta vida. O único caminho para encontrar a plena felicidade é deixar JESUS Cristo ser o centro de nossa vida.
Todos queremos ser felizes. A felicidade é uma necessidade básica do coração humano, contudo, bem poucos parecem encontrá-la. Este é o grande problema da raça humana. O dinheiro não resolve o problema, nem a educação e muito menos o desenvolvimento social. A felicidade é um estado da alma. O homem feliz é aquele que tem paz de espírito e um coração confiante. E isto não vem de coisas materiais. Se você procura felicidade em tudo isso, terá enormes decepções. Se puder achar o segredo da paz de espírito e do coração confiante, então encontrará o segredo da felicidade.
Porém, existe um obstáculo que impede de alcançar tudo isso. O pecado; este impede o homem de ser feliz. É a pedra que está no caminho que conduz à felicidade. Ele enfraquece a força de vontade e obscurece a consciência, levando-nos a ter uma vida dupla e tornando-nos escravos de nós mesmos. O pecado corrompe toda a nossa personalidade, trazendo, finalmente, a morte. Pecar não é simplesmente jogar, beber, agir com desonestidade, blasfemar e muitos outros erros; porém, todo o estado de uma vida longe de Deus. O pecado, em um certo idioma, tem o horripilante sentido de “alma podre”. Pecado é você não alcançar o padrão de vida que Deus estabeleceu para o homem. O pecado é a transgressão da Lei de Deus e o maior pecado é não aceitar a oferta expiatória de Cristo para a salvação da humanidade. O pecado se inicia com um pensamento, depois se torna um fato (quando o pensamento se torna ação). Qualquer pensamento, ação, ambição ou tipo de vida contrário à Bíblia, é pecado. Analise toda a sua vida. Você pode dizer realmente que não tem pecado? Dizer que não tem pecado é um equívoco, um engano próprio. Todos, sem exceção, tem pecado e não conseguem alcançar o padrão de vida estabelecido por Deus devido o empecilho chamado “pecado”. Pecar é errar o alvo.
Muitos erram ao buscar a felicidade no sexo ilícito, imoral e abjeto, tendo como resultado uma vida cheia de amargura, devido às trágicas consequências do mesmo. Outros querem ser alegres, embriagando-se. No entanto, suas vidas se tornam um verdadeiro absinto. Muitos jovens procuram encontrar o verdadeiro gôzo nas drogas. No entanto, estas os conduzem a caminhos escuros, e alguns não mais conseguem retornar, e assim somente encontram, sim, a infelicidade.
Como encontrar a felicidade, então? Será possível encontrar alguém realmente feliz na face desta terra, onde reina o dissabor? Sim, é possível! Pois Aquele que é Maravilhoso, consegue transformar vidas e dar gôzo, alegria e verdadeira felicidade. E ainda mais: Ele nós dá o Seu Espírito, que é Santo e que alegra nossos corações. Não existe nada neste mundo superior a Ele, JESUS!
Enquanto os homens se embriagam para esquecer seus problemas, ou ficar alegres por alguns instantes, o Senhor JESUS nos enche com Seu Espírito Santo e nos dá alegria real e duradoura. O álcool degenera, enquanto o Espírito do Senhor em nós nos eleva. O álcool conduz ao deboche; o Espírito de JESUS em nós, nos enobrece. O álcool torna o homem um ser bestial, enquanto o Espírito Santo o torna celestial. Portanto, a verdadeira felicidade só é encontrada quando JESUS passa a ser o centro de nossas vida! Amém!
Autor: Nilson Silva
Adaptação: Eli G.Maria
(Fonte: MP 1244/Out.1990)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
ELE É MEU IRMÃO
A VERDADE:
"Não são apenas os negros que sofrem injustiças. Basta rodar pelas cidades brasileiras e presenciar criancinhas de todas as cores sofrendo em preto e branco. Mas como seria bom se ambos pudessem estar na mesma foto de felicidade e se aquele momento jamais amarelecesse! Se jamais perdesse o brilho de Natal!"
A VERDADE EXPLICADA:
Quando me sinto cansado, geralmente pego uma revista e procuro distrair-me com as ilustrações. Sempre gostei de ilustrações. De paisagens e de gente bonita. Até das propagandas, gosto. Aquele jogo de cores e harmonia de espaços fazem-me muito bem. Dias atrás, fui abordado por uma exaustão terrível e resolvi espairecer-me. Acomodei-me no sofá e pus-me a folhear uma conhecida revista. Desta vez, no entanto, minha distração sairia do terreno do mero espairecimento. Não digo que foi uma experiência espiritual. Talvez um choque daqueles que levaram Saquia Muni a escrever os Triptakas.
No ritual de virar as páginas, deparei-me com uma fotografia que certamente passará à história como o mais perfeito símbolo da opressão. Lá estava um garoto angolano; em suas costas, precocemente curvadas, o irmãozinho. É difícil dizer quantos anos tinha aquele menino. Fosse um adolescente, para ele jamais haveria puberdade. Naquele corpo esquelético e naquela expressão indefinida, a natureza parecia em estado de coma. Tive a impressão de estar olhando um egresso de Treblinka. Tive impressão, também, de estar diante de um nordestino, este irmão de tantas secas e irrigações abortadas. Aliás, uma outra impressão tive ainda. De estar sendo olhado. Aquele adolescente reunia as derradeiras forças e açoitava-me um protesto sentido e agudo.
Não me detive muito naquela página. Virei-a com um misto de indecisão e incômodo. Na página seguinte, vejo Bush e Gorbachov. O primeiro, preocupado com os índices de popularidade. O segundo, com a abertura política nas repúblicas soviéticas. Eles discutem a distensão entre o Oriente e o Ocidente. No final do encontro, declaram-se temerosos quanto ao destino do mundo. Que oriente, porém haverá na existência de um guri, cuja fortuna jamais avançou além do ocidente de uma promessa que está sempre no ocaso? Cuja popularidade é anônima e o índice de vida é sempre zero? Cuja abertura é o próprio sepulcro? E que encontro pode haver em todas as suas preocupações? Entre ambos os estadistas e o angolaninho, há uma distância de milímetros. Mas, com certeza, os dois mandatários jamais tomarão conhecimento do drama Betinho. Sim, Betinho é o nome do adolescente angolano. O repórter julgou de pouca importância informar-se acerca de seu nome completo. Talvez fosse Gilberto ou Roberto Vobumba; isso não vem ao caso: ele sempre será conhecido como Betinho.
Continuo a folhear a revista. Brigite Bardot dá prosseguimento à cruzada em prol da preservação do reino animal. Ela despende tempo e dinheiro a cuidar dos bichos. Estes, contudo, parecem não precisar de tantos desvelos. São muito mais fortes do que o angolano que teima na adolescência. Achei confuso tudo aquilo. E se Betinho pudesse compartilhar do leite que bebe aqueles animais? Se pudesse beliscar os nacos de carne de que se alimentam aqueles felinos? Se tivesse acesso à mesma assistência médica? Mas Betinho não está na moda, nem lembra ecologia. Nem bicho é Betinho, apesar de dizerem que ele vive como bicho.
Percorro mais algumas páginas. Constato que o mundo anda preocupadíssimo com o destino da Amazônia. Segundo dizem os ecologistas, a Amazônia é o pulmão do mundo. Se ela vier a desaparecer a humanidade desaparecerá. Até o roqueiro Sting encetou uma campanha em favor da Amazônia, mas nem se lembra de Betinho. Sim, do angolano Betinho! Que não sabe o que é ecologia, mas está em extinção. Que nunca derrubou uma árvore e é abatido no verdor da vida por uma distribuição injusta de riquezas. Ele nunca fez queimada na floresta, porém a indiferença dos poderosos queima-o todos os dias. Jamais ofendeu o pulmão do mundo, mas o mundo está deixando que ele morra de tuberculose. Betinho nunca matou um animal, no entanto está morrendo como bicho. Jamais sujou o mar, porém a praia de sua inocência está poluída com promessas mentirosas.
O anúncio seguinte deixa-me mais melancólico. Uma linda garotinha loira segura uma boneca. Seus olhinhos inocentes perdem-se no encanto daquele universo tão seu. Mas o que tem sido a vida de Betinho? Um brinquedo nas mãos dos demagogos, que só se lembram de Angola e Biafra quando a fome de uma e a miséria da outra rendem dividendos políticos. Primeiro vieram os portugueses. Durante quatrocentos anos extraíram tudo da terra de Betinho. Vieram depois os russos e cubanos com a revolução e arrancaram o que ainda restava da mesma Angola. Só que os outros não vieram com mão amiga e Betinho continuou só. Sem infância e sem esperança. As fotos das duas crianças, entretanto, poderiam estar trocadas. Se as coisas tivessem sido diferentes para Betinho, ele poderia estar segurando um carrinho; a garotinha loira, numa Angola curitibana ou paulista. Não são apenas os negros que sofrem injustiças. Basta rodar pelas cidades brasileiras e presenciar criancinhas de todas as cores sofrendo em preto e branco. Mas como seria bom se ambos pudessem estar na mesma foto de felicidade e se aquele momento jamais amarelecesse! Se jamais perdesse o brilho de Natal!
Transito agora por uma matéria acerca dos pastores eletrônicos. Aqueles astros que ficaram famosos mais pelos escândalos do que pelos serviços prestados à causa do Mestre. Um deles, num ato patético, afirmou que se não conseguisse oito milhões de dólares, praticaria o haraquiri. Verifiquei, então, que Betinho era mais corajoso do que ele. Com certeza Betinho já está morto, porém não se suicidou. Morreu de fome! Os dólares que poderiam salvar-lhe a vida foram dados a um mercenário. A um homem que se acostumou a viver da credulidade alheia. Que promete curas e milagres, mas é incapaz de multiplicar pães e peixes para salvar um pobre africano que tomba com a barriga vazia. E a melhor maneira de se multiplicar pães e peixes é dividir o caviar de cada dia.
Adiante, a revista anuncia os novos laureados com o Prêmio Nobel. Um professor inglês ganha o Nobel de Medicina, mas não terá condições de curar a tuberculose de Betinho. Um americano recebe o Nobel de Física, porém jamais se esforçará para quebrar a relatividade que existe entre o primeiro mundo e o mundo de Betinho. O Nobel de Química cabe a um francês, que pouco poderá fazer para alterar a fórmula da situação que tanto aflige aquele adolescente angolano. Um belga é agraciado com o Nobel de Economia e parece que não convencerá as nações ricas a
repartirem as migalhas de seus superávits com o esfaimado Betinho. O prêmio de Literatura é outorgado a um outro americano, que não consegue retratar a resignação machucada do olhar de Betinho. Não encontra figura de linguagem nem de retórica para descrever aquela expressão. Quanto ao Nobel da Paz, é dado a uma organização que luta pelo respeito aos direitos humanos. Mas se esquece daqueles que, como Betinho, jamais terão seus mais elementares direitos resguardados.
Tentei distrair-me com essa revista, mas folheei apenas misérias e injustiças. Fechei-a. Sinto, contudo, que Betinho ainda não adormeceu. Talvez adormeça amanhã. Sim, amanhã será um grande dia para a corrida espacial. A NASA lançará mais um ônibus espacial. Cinco cosmonautas farão parte dessa nova aventura: quatro americanos e um asiático. Mas Betinho não quer voar tão alto. Ele quer apenas chegar até amanhã com o que ainda lhe resta da vida de hoje. Ah! Ia me esquecendo! Na reportagem sobre a fome que aumenta consideravelmente em Angola, o repórter dirigiu uma pergunta a Betinho:
REPÓRTER: “Você não se cansa de carregar este menino?”
BETINHO: “Não, ele é meu irmão!”
Autor: Claudionor Corrêa de Andrade
(Fonte: MP. 1249/Março 1991)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2022
E MATEUS ESTAVA LÁ!
A VERDADE:
"E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago..." (At 1.13)
A VERDADE EXPLICADA:
Viram a ênfase nesse versículo? Claro que ele por si só diz muita coisa, mas é igualmente importante observar que entre os apóstolos mencionados, estava Mateus, o publicano, ou cobrador de rendimentos públicos entre os romanos. Segundo Buckland, "...entre os judeus era odiosa a profissão dum publicano. Os galileus, principalmente, submetiam-se a esses cobradores com a maior repugnância, indo até ao ponto de considerarem ilegítimo o pagamento do tributo..." (v.Mt 22.17).
A sua chamada está assim descrita no Evangelho que leva o seu nome: "E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na alfândega um homem chamado Mateus e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu..." (Mt 9.9) Após esse episódio, o de ter sido escolhido e chamado pelo Mestre, Mateus demonstrou sua real conversão à causa do Senhor: "...depois ele mostrou sua afeição ao Mestre e o seu interesse pela felicidade espiritual dos seus antigos companheiros, convidando um grande número de publicanos para uma festa, em que se oferecia a ocasião de ouvir o Divino Pregador. Foi escolhido por JESUS Cristo para ser um dos doze apóstolos..." (Mt 10.3). (Buckland)
A propósito, um apóstolo para ser reconhecido como tal, "...era essencialmente requerido que o eleito tivesse sido companheiro de JESUS desde o Seu batismo até à ascenção..." (Buckland). Noutras palavras, era requerido, também, que o mesmo tivesse andado com o Senhor durante o período do Seu ministério. E assim, foi com Mateus até ao ponto deste ter escrito seu próprio Evangelho, voltado especificamente ao povo judeu, senão vejamos: "Em todo o livro se encontram sinais de ter sido escrito por um hebreu cristão familiarizado com os sagrados escritos do seu país e profundamente penetrado no seu espírito. O seu principal fim, ao escrever a vida de JESUS, parece ter sido mostrar que o rejeitado Mestre de Nazaré é, realmente, o prometido rei de Israel". (Buckland)
Mas, JESUS determinou também "...que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes..." (At 1.4). E no tempo certo a promessa a que o Senhor JESUS fizera menção, aconteceu, no dia de Pentecostes. Segundo a narrativa bíblica, estavam no cenáculo: "...Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos..." (At 1.13,14). Note: Mateus estava entre os discípulos.
Ora, Mateus estava entre os discípulos e certamente ouviu o discurso de seu companheiro Pedro que, usado por Deus, proferiu palavras que levaram quase três mil pessoas à salvação e à fé em JESUS Cristo e ao batismo em Seu Nome. Ora, será que Mateus permitiria, ou se calaria diante de uma situação em que se pudesse ser colocado em xeque o futuro de milhares de almas? No Evangelho que leva o seu nome, Mateus registrou as palavras do Mestre, ordenando, na Grande Comissão, "...portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome...", e agora Pedro o contradiz em seu inflamado discurso, instando a que todos os que creram fossem batizados no Nome de JESUS. Será que Pedro desobedeceu deliberadamente as palavras do Mestre? Ou será que Mateus, intimidado diante dos discípulos e da multidão ali presente resolveu calar-se, uma vez que o que ele escreveu e testemunhou divergia do que acabara de presenciar e ouvir?
Ora, claro está que Deus, em Sua suprema sabedoria e misericórdia determinou que Seus discípulos esperassem pela promessa do Consolador, profetizada pelo profeta Joel, em Jerusalém e que dela não se afastassem. Enquanto esta não ocorreu, os discípulos mantiveram-se em comunhão e oração, até que as palavras de JESUS, registradas pelo apóstolo-evangelista, tiveram seu cumprimento quando do Pentecoste, e o próprio Mateus entendeu o que então significava ser batizado "EM NOME" do Pai, Filho e Espírito Santo na revelação no cenáculo.
Mateus, juntamente com os demais, também estava lá, e entendeu que o "...nome..." oculto na ordem de JESUS, revelou-se quando do sermão pregado por Pedro, inspirado pelo espírito do Senhor: o NOME é JESUS!!!
"Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo..." (At 2.38)