sexta-feira, 25 de agosto de 2023

O PODER DO SANGUE DE JESUS

A VERDADE EXPLICADA:

O PODER DO SANGUE DE JESUS


O sangue de Cristo é o que de mais precioso poderia existir, pois é o único elemento em todo o universo que limpa o homem do pecado (I Pe 1.18-20). Seu valor é imensurável, pois é sangue divino (At 20.28). Assim como o organismo humano depende do sangue para a sua existência, o cristão depende do sangue de JESUS para a sua existência e sobrevivência espirituais. Se fôssemos projetar arquitetonicamente as realidades da Bíblia como uma cidade, a avenida principal e central seria o sangue de JESUS, uma vez que a salvação, a redenção, a justificação, a reconciliação, a purificação, a santificação, a propiciação, a cura divina, o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais, o fruto do Espírito, a libertação vem todos através do sangue de JESUS.

O que o sangue de animais não podia fazer na antiga aliança, pois somente expiava e cobria os pecados dos santos, aguardando o sacrifício maior e perfeito do Cordeiro de Deus, o sangue redentor de JESUS fez, uma vez para sempre. Este sangue fala e intercede junto a Deus em nosso favor (Hb 12.22-24). Todo cristão verdadeiro confia no sangue de JESUS (Rm 3.23-25).

Quais são os benefícios que o precioso e imaculado sangue de JESUS provê ao crente? Aqui estão alguns, fundamentados na Palavra de Deus:


A redenção pelo sangue (Ef 1.7; Rm 5.9,10) A justificação pelo sangue (Rm 5.9) A purificação do pecado pelo sangue (I Jo 1.7) A reconciliação através do sangue (Cl 1.20; Rm 3.25) A paz através do sangue (Cl 11.20) O acesso a Deus pelo sangue (Ef 2.13) A consciência limpa pelo sangue (Hb 9.13) A santificação através do sangue (Hb 13.12) A comunhão com Deus através do sangue (I Co 10.16) A inclusão no concerto eterno, efetuado pelo sangue (Hb 13.20) A condição de rei e sacerdote para com Deus através do sangue (Ap 1.5,6) A vitória sobre Satanás pelo sangue (Ap 12.11) A vida eterna através do sangue (Jo 6.53-57,63)


Todos os benefícios que o cristão recebe de Deus é através dos méritos e do valor do sangue de Cristo, presentes diante do trono de Deus. Não percamos a visão do Calvário e da obra expiatória do Senhor JESUS e do supremo valor do Seu precioso sangue.



Por: Bernhard Johnson

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

O PODER DE DESTRUIR E EDIFICAR O LAR

A VERDADE:
"São as suas escolhas, renúncias e decisões que vão formar os valores familiares deste novo grupo de indivíduos que vão construir ou demolir a casa. O comportamento de cada um vai influenciar a vida dos outros simultaneamente, por isso é imprescindível que cada membro da família tenha em mente primeiro os valores comuns, familiares, as normas internas de convivência e solidariedade entre si para sustentabilidade de uma família sadia. Seus filhos aprenderão com seu exemplo, mais do que com suas palavras".


A VERDADE EXPLICADA:
Dentro da estrutura familiar, Deus distribuiu atribuições perfeitas, assim como dons para com elas arcar, a cada membro. Veremos aqui no poder e na responsabilidade confiados à figura feminina dentro do lar.

O primeiro papel que uma mulher desempenha em sua casa é o de esposa. Neste, deve semear o amor, a união e a comunicação com seu cônjuge para que todos os canais de relacionamento estejam ativos e preparados para amadurecer o relacionamento conjugal e estarem aptos a receber e educar de forma sadia os filhos que virão.

Com a chegada do primeiro bebê, há uma mudança radical na vida dos cônjuges. Enquanto casal, os dois adultos mantinham algum tempo privativo, individualidades, agora fica impossível preservar tudo isso. É por esse motivo que a chegada de um filho deve ser planejada, esmerada, de forma que o novo membro da família se sinta plenamente recebido de maneira feliz e desejada.

Certamente, você já leu várias vezes o versículo 1 de Provérbios 14: “Toda a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba-a com as suas próprias mãos”. Temos algumas reflexões muito importantes para fazer sobre este versículo, a saber:

“...toda a mulher...” – Isso dá-nos o entendimento de que a sabedoria é para todas as mulheres que a buscam. A sabedoria tem em si o altruísmo, ou seja, o próximo.
“...edifica...” – Edificar é mais profundo do que construir. É mais que erguer, envolve a estrutura, o alicerce, a utilidade e resistência da casa. Logo um lar edificado por uma mulher sábia tem segurança, força frente às adversidades, beleza, harmonia, alegria, etc...
“...mas a tola derruba-a com suas próprias mãos...” – Perceba que a responsabilidade ou culpa não é de ninguém, a não ser da mulher que tem todo o “poder de realizar” em suas mãos, mas procede de forma tola, mais carnal que espiritual, imprudente, precipitada, egoísta (Pv 18.1).


Construtora ou demolidora
A Palavra de Deus nos ensina a agir segundo a sabedoria divina, desprezando a sabedoria mundana, diabólica (Tg 3.13-18), bem como a conquistar um caráter cristão, tendo o fruto do Espírito (Gl 5.22). Essas orientações valem para todos nós. Sozinho, ninguém consegue tais proezas. Temos um Ajudador. A diferença está em quem de nós O busca e quem O apaga pouco a pouco em sua rotina.

Lembremos que antes de sermos eficazes como pais, nós temos que sê-lo como filhos, cônjuges, irmãos, amigos e cristãos. Uma mãe precisa do apoio do esposo, como pai de seu filho, como seu companheiro, para que consiga desempenhar com eficácia seus afazeres e ideais pela família. Muitas vezes, as opiniões divergem e é necessário que o caráter cristão fale mais alto para renunciar às próprias vontades em prol da vontade divina. Deus honra a mulher que é submissa. Essa atitude, portanto, não faz dela menor, mais fraca, muito pelo contrário. O Senhor é contra todo tipo de rebeldia, mas deleita-se na obediência.

São as suas escolhas, renúncias e decisões que vão formar os valores familiares deste novo grupo de indivíduos que vão construir ou demolir a casa. O comportamento de cada um vai influenciar a vida dos outros simultaneamente, por isso é imprescindível que cada membro da família tenha em mente primeiro os valores comuns, familiares, as normas internas de convivência e solidariedade entre si para sustentabilidade de uma família sadia. Seus filhos aprenderão com seu exemplo, mais do que com suas palavras.

Em Provérbios (14.1), observamos a tamanha responsabilidade da mulher. A mãe é o membro de maior influência no grupo, e é neste sentido que a Palavra de Deus afirma que está em suas mãos a capacidade de edificar ou construir.

É claro que não é fácil, mas é possível e muito recompensador. Afinal, quem diz isso é o mesmo que quer ajudar a cada mulher a ser sábia, a ter um lar de amor, onde não falte cooperação, paciência, solidariedade e união.


Comunicação no lar
Uma boa comunicação familiar é fundamental, uma vez que precisamos desabafar, receber conselhos, aconselhar, pensar juntos e analisar os fatos antes de uma decisão. E ninguém melhor que a família para compartilhar de momentos decisivos. Seus filhos, observando esse canal aberto, não precisarão recorrer a outras fontes, às vezes tão danosas, para resolver seus dilemas, dúvidas e problemas.

A mãe com esta sabedoria, credibilidade e influência é também uma ponte entre todos os membros da família, diluindo as diferenças, os desencontros, da melhor forma possível. Este papel é essencial para a boa performance familiar e para que a união e a amizade entre os membros sejam constantes.

Segundo pesquisas do Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos, junto à Universidade Yale e Universidade de Michigan, a mulher, ao se tornar mãe, tem uma modificação estrutural em seu cérebro, desenvolvendo uma capacidade maior de conexão entre todos os neurônios. Ou seja, se uma mulher que ainda não é mãe já tem grande capacidade de conectar as várias caixas mentais (assuntos diversos) ao mesmo tempo, ao tornar-se mãe a sua capacidade aumenta, trazendo velocidade, dinamismo em conectar assuntos, banco de dados armazenados para a tomada de decisão, ação. Observe como Deus fez tudo perfeito. Os próprios cientistas admitem que “essas alterações estão relacionadas à criação de vínculos com os recém-nascidos como um recurso da natureza para garantir que as mães protejam, cuidem melhor dos seus filhos”.

Essa capacidade materna de proteção torna a mãe ainda mais ágil, preventiva e fica dada vez mais difícil esconder uma ação, um sentimento, daquela que o gerou, ou que é sua companheira.

Os gestos mais singelos e simples de uma mãe resgatam os valores mais nobres da convivência familiar. O almoço do domingo que ela prepara com todo o carinho, o chazinho para quem está resfriado, o leite quente antes de dormir, a participação na reunião do colégio, o lanche para os amigos durante o trabalho escolar, etc...

Atualmente, existe uma infinidade de literaturas, até mesmo cristãs, ajudando a mãe em suas tarefas: informações sobre a forma de trocar o bebê, brincar com a criança de forma lúdica e instrutiva, de educar os filhos em várias fases da vida, lidar com as personalidades diferentes, ensinando a dizer ‘não’ ou ‘espera’ como respostas positivas e necessárias à formação do caráter dos filhos, entre outros conhecimentos.

Recorrer a elas é muito interessante e de grande valia. Mas nunca se esqueça que sua principal fonte, aquela que habilita sua alma e a capacita em todas as esferas é a Palavra de Deus. Um tempo atrás eu concordava com o jargão: “Filho vem sem manual de instrução”, mas agora entendo ser a Bíblia Sagrada o melhor e mais eficaz manual de instrução na educação dos filhos, na edificação e manutenção da família e do lar. Faça uso dela e você e sua família experimentarão proezas.

Ser uma esposa, mãe, mulher sábia é ter a grande chance de construir seres humanos excelentes, um lar feliz e um legado inesquecível!



Por: Rosana Beda
(Fonte: MP. 1556/Jan.2015)

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

O EXEMPLO DE EZEQUIAS

A VERDADE EXPLICADA:

Certas datas históricas destacam-se entre os eventos mundiais no destino da humanidade. Por exemplo, no ano 490 ªC. travou-se a batalha de Maratona. Os gregos, embora dispondo de número de soldados muito inferior, repeliram os persas, evitando assim que seus exércitos penetrassem mais na Europa.

No ano 732, na batalha de Tours, no sul da França, Carlos Martel fez recuar os mouros, seguidores de Maomé. Se ele tivesse fracassado, é bem possível que a religião islâmica viesse a dominar todo o continente europeu. Nos Estados Unidos, o ano de 1.776 marcou o nascimento dessa nação.

Outra data que precisamos lembrar é 713 ªC., que foi um ano de grande triunfo e de grande tragédia, de milagres e de erros. Foi um ano que influenciou decisivamente a história do povo de Deus. Essa data tem uma mensagem simbólica, especialmente para os membros das Assembleias de Deus.

Ezequias tornou-se rei de Judá 14 anos antes dessa data. Ele era um homem de destaque. Segundo o livro de II Reis (18.15), ele era o melhor rei que Judá teve até essa data. Mas ele também falhou. Seu exemplo e queda é o que encontramos na história dos avivamentos. Convém que nós observemos bem a triste história de Ezequias e aprender as lições que nos ensinam, a fim de não repetirmos seus erros. O reinado de Ezequias iniciou-se com avivamento. O templo do rei Salomão havia caído em desuso. O mesmo não era mais o centro do culto a Deus. O lixo cobria as áreas sagradas. Só uma liderança enérgica poderia melhorar as coisas.

No primeiro mês do seu reinado, o rei mandou fazer uma limpeza geral em torno do templo. O lixo foi jogado no rio Jordão e os serviços religiosos foram novamente restabelecidos. Ezequias também fez a nação voltar aos princípios e às doutrinas de sua fé. A grande festa da Páscoa, que celebrava a libertação do Egito, havia sido abandonada. Ezequias restituiu a sua observância. As Escrituras afirmam que foi a maior Páscoa celebrada desde os dias de Salomão, quase 300 anos antes.

O ano 713 ªC., o 14º ano do reinado de Ezequias foi um ano de milagres. Foi nesse ano que Senaqueribe, rei da Assíria, trouxe seu exército para diante da cidade de Jerusalém, ameaçando destruí-la. Em resposta à oração de Ezequias, Deus enviou um anjo que em uma noite matou 185.000 soldados do exército assírio.

Também nesse mesmo ano, Ezequias foi curado. Doente para morrer, o rei pediu a Deus que prolongasse a sua vida e o Senhor lhe deu mais 15 anos de vida (II Re 20.1). Ainda mais dramático do que a cura de Ezequias foi o sinal que Deus lhe deu. O profeta Isaías perguntou ao rei qual o sinal de libertação da doença que desejava: que a sombra do sol se adiantasse 10 graus ou voltasse 10 graus para trás, no relógio de Acaz. Neste relógio de sol havia uma coluna perpendicular no topo de uma série de graus. Normalmente a sombra adiantava-se com o movimento do sol, mas o rei pediu que o sol alterasse o seu curso para o oposto do normal. Levantar-se-ia no oeste e não no leste. Foi este o sinal que Deus deu ao rei Ezequias.

Todo o mundo, então conhecido, tomou conhecimento dos milagres realizados naquele ano. Souberam da derrota de Senaqueribe, se bem que, provavelmente, não ficaram sabendo que um só anjo havia causado a derrota! Souberam também da cura de Ezequias, mas os dirigentes do Império Babilônico teriam se interessado especialmente no milagre do relógio de sol. Os caldeus estudavam muito a astronomia e certamente foram os primeiros a notar o estranho funcionamento solar. Para verificar o fenômeno de perto, alguns embaixadores da Babilônia foram enviados à Jerusalém. Ficaram sabendo, então, que o Deus dos hebreus é que havia operado aquele estupendo milagre.

Que excelente oportunidade teve o rei Ezequias para falar aos embaixadores babilônicos acerca de Jeová, o verdadeiro Deus, que ama a todos os seres humanos! Grandes coisas poderiam ter acontecido. Seu testemunho poderia ter influenciado os líderes babilônicos a aceitarem a Deus e um avivamento poderia ter sido produzido em todo o Império Babilônico. Infelizmente, a Bíblia nada informa acerca de Ezequias ter testemunhado para os embaixadores caldeus sobre o poder de Jeová. O rei falhou tristemente. Ele não soube aproveitar a grande oportunidade que Deus lhe dera e nem correspondeu ao benefício que recebeu porque “...o seu coração se exaltou...” (II Cr 32.25). Em vez de lhes mostrar as coisas de Deus, ele “...lhes mostrou a casa do seu tesouro, a prata e o ouro, e as especiarias, os melhores unguentos, e a sua casa de armas...coisa nenhuma houve que lhes não mostrasse, nem em sua casa nem em todo o seu domínio.” (II Re 20.13)

Ezequias também falhou quanto às coisas do seu futuro. Deus enviou-lhe o profeta Isaías para lhe comunicar o seguinte aviso: “Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para Babilônia. E não ficará coisa alguma...e dos teus filhos tomarão para que sejam eunucos no palácio do rei de Babilônia.” (Is 39.6,7). Qual foi a resposta de Ezequias a esta profecia de juízo? Foi a seguinte: “Boa é a palavra do Senhor que me disseste. Disse mais: E não haverá, pois, em meus dias paz e verdade?” Esta resposta revelou a dureza do seu coração, a sua irresponsabilidade e egoísmo. Depois disso, nasceu o seu filho Manasses, o mais ímpio de todos os reis de Judá.

Em menos de 100 anos após a morte de Ezequias, os babilônios haviam dominado Judá. Vinte anos depois, a cidade de Jerusalém era um monte de ruínas e o belo templo de Salomão estava completamente destruído. Milhares de judeus foram levados cativos. Os tesouros do domínio de Judá vieram a adornar os templos dos falsos deuses de Babilônia.

Oremos, pois, ao Senhor para que não venhamos a cometer os mesmos erros que o rei Ezequias praticou e que venhamos a compreender a importância de tributar toda a glória Àquele que criou todas as coisas.



Por: RALPH HARRIS 

(Fonte: MP. 1236/Jan.1990)

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O DESAFIO DAS OUTRAS RELIGIÕES

A VERDADE:

"Como podemos então formular nossa teologia sobre as religiões? Nós costumamos dizer que as outras religiões são apenas “artimanhas do diabo”, ou apenas “um esforço natural do homem para encontrar a verdade”, ou “forte aproximação do Evangelho”. Se fôssemos relacionar tudo o que sabemos hoje acerca de pessoas de outra fé com tudo o que se encontra nas Escrituras, nossa teologia sobre as outras religiões teria que ser bastante flexível para incluir elementos destas três definições".


A VERDADE EXPLICADA:

Quando falamos acerca de outras religiões, estamos falando de dois terços da população mundial. Uma vez que grande percentagem dessa população é de pobres e famintos, seria supérfluo dizer-se que a pobreza e a diversidade de religiões são dois aspectos importantes que precisamos considerar. Em nossa opinião, entre os dois bilhões que não ouviram falar, ainda, do Evangelho, temos que nos deparar não somente com a situação em que eles vivem, mas também com a religião que eles certamente vem praticando.


Por que encaramos as demais religiões como um desafio?

Em parte é porque elas tem uma visão mundial que conflita com muitos dos nossos pontos de vista, mas em parte também porque ao invés de desaparecer, ou desintegrar-se, como pensavam nossos antepassados, quase todas elas tem crescido em número e cada uma tem pelo menos sua própria visão de como converter o mundo.

De que maneira nós tentamos discutir o “desafio das outras religiões”? Eu acredito que não seja tão fácil assim elaborar estratégias para alcançar os povos de outra fé. Enquanto nos dedicamos a essa ingente tarefa, ou antes que a comecemos, precisamos pensar seriamente sobre as demais religiões em geral. Sua múltipla existência, seu valor numérico, seu esforço e sua resistência à mensagem cristã nos estariam forçando a competir com esta difícil questão teológica, à qual a igreja como um todo no século XX tem sido ineficiente para combater. Precisamos esfriar a cabeça e aquecer o coração. Existem quatro destas questões importantes que podemos explorar resumidamente usando a Bíblia como auxílio para encontrar respostas apropriadas e relevantes.


Qual a nossa teologia sobre as demais religiões?

Os cristãos evangélicos tendem a enfatizar passagens bíblicas que apresentam as outras religiões sob pontos de vista negativos. Mas o Livro de Gênesis mostra uma teologia das nações, na qual Jeová não é meramente um Deus tribal, mas Se identifica com todas as setenta nações. Melquisedeque é descrito como sacerdote do Deus Altíssimo, el Elion e Abraão parece identificar o Deus de Melquisedeque com Jeová quando ele fala de Jeová, Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra (Gn 14.18-22). Este mesmo Deus de Abraão comunicou-Se com um estrangeiro como Abimeleque, em sonhos (Gn 20.6,7). E Jó, que vivia na terra de Uz, talvez durante a época dos patriarcas, não tinha contato pessoal com Jeová (Jó 38.1; 40.1; 42.1). Vários dos profetas tiveram de rever as atitudes de arrogância, superioridade e autossuficiência às quais frequentemente se misturavam às suas convicções de exclusivismo (Am 9.7). Jonas foi um missionário relutante que verificou para sua surpresa que povos de outra fé são mais receptivos para com Deus do que Seu próprio povo (Jn 3.4). E Malaquias estarrece seus ouvintes quando sugere que os sacrifícios oferecidos por seus vizinhos pagãos poderiam ser mais aceitáveis para com Deus do que seu próprio culto, que se mostrava carnal e deficiente (Ml 1.6-14).

Igualmente os discípulos de JESUS descobrem que as suas atitudes com os povos de outras raças e fé precisavam ser mudadas. Em resultado do que aconteceu a Cornélio, Pedro disse: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas, mas que lhe é agradável aquele que em qualquer nação o teme e obra o que é justo...” (At 10.34,35). Cornélio se identificou com o Evangelho antes mesmo de ter a experiência da salvação e a palavra “aceitável” (doctos) não significa justificado ou salvo, mas apenas qualifica pessoa de outra religião que tem o temor de Deus em seu coração.

Como podemos então formular nossa teologia sobre as religiões? Nós costumamos dizer que as outras religiões são apenas “artimanhas do diabo”, ou apenas “um esforço natural do homem para encontrar a verdade”, ou “forte aproximação do Evangelho”. Se fôssemos relacionar tudo o que sabemos hoje acerca de pessoas de outra fé com tudo o que se encontra nas Escrituras, nossa teologia sobre as outras religiões teria que ser bastante flexível para incluir elementos destas três definições.


O que dizer das pessoas de outras religiões que nunca ouviram falar do Evangelho?

Eu levanto esta questão aqui, em parte porque sinto considerável insegurança entre os cristãos com as respostas que foram dadas no passado e, em parte, porque muitos dos “liberais” duvidam de que encaremos seriamente o dilema ou sintamos a lógica das nossas respostas.

Em termos simples, a questão é a seguinte: É a salvação apenas para aqueles que conscientes e abertamente professam a fé em Cristo? Estão as pessoas de outra fé, antes e depois da época de JESUS, que não ouviram a mensagem, definitivamente excluídas da possibilidade de salvação?

Colocada nestes termos, a questão nos ajuda a entender porque o presente debate é muito mais complicado do que parece ser. No passado era como se tivéssemos uma simples escolha entre as respostas cristãs tradicionais e o universalismo que diz que todo mundo será salvo. Mas agora o número de opções se multiplicou. O exclusivista crê que JESUS Cristo é o único caminho para a salvação.

O inclusivista crê que embora JESUS seja a final e definitiva revelação de Deus, Sua presença e atividade salvífica podem ser encontradas nas religiões não-cristãs. A salvação oferecida através do Senhor JESUS pode por essa forma ser medida através de outras confissões além do cristianismo.

O pluralista crê que toda religião apresenta caminhos para a salvação, os quais são igualmente válidos e que o cristianismo não se pode julgar o único meio ou o substituto de outros meios.

Todos os que subscrevemos o Pacto de Lausanne afirmamos que a salvação vem unicamente através de Cristo, o que possivelmente nos coloca claramente entre os exclusivistas. Mas eu temo que nós não concordemos inteiramente quando nos defrontamos com as implicações da posição exclusivista quanto àqueles que nunca ouviram falar do Evangelho. Nós todos concordamos em que a salvação é uma insuperável graça de Deus recebida através do arrependimento e da fé.

Alguns de nós insistem que só pode haver arrependimento e fé articulados em resposta à pregação do Evangelho. Outros, porém, sem querer concordar inteiramente com o inclusivista sentem certamente certa atração pelos seus conceitos e creem que Deus deve ter planos particulares para o coração humano e sabe onde há evidência de genuíno arrependimento e fé, mesmo quando não sejam expressos em palavras. Apenas eu espero que possamos reconhecer diferenças dessa espécie ao lado de nossa convicção pessoal de que a salvação não pode ser alcançada a não ser no Nome de JESUS (At 4.12).

E qual o recurso da Escritura quando nos sentimos embaraçados diante dessas difíceis questões? Entre outras passagens, voltamos à promessa de Deus a Abraão de que sua descendência seria tão numerosa quanto o pó da terra, as estrelas do céu e a areia da praia (Gn 13.16; 15.5; 22.17). Eu relembro também como JESUS respondeu à pergunta: “Senhor, são poucos os que se salvam?” Ele recusou-Se a responder em termos numéricos e em contrário fez esta advertência: “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida poucos há que o encontrem...” (Mt 7.13,14).


Dialogar ou não dialogar?

Parte do nosso problema aqui é que o termo “dialogar” significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para alguns, ele simplesmente significa uma conversação entre duas ou mais pessoas, enquanto para outros implica numa particular compreensão para com outras crenças. Para ilustrar esse fato eu quero fazer uma ligeira comparação com a descrição que Lucas fez de JESUS no templo aos Seus doze anos (Lc 2.46,47). JESUS está com alguns dos líderes religiosos, sentado entre eles, ouvindo o que eles diziam e fazendo-lhes perguntas. Seus interlocutores estavam abismados com Sua sabedoria e respostas.

O valor desse encontro para mim está em que Ele mostra a existência de um sincero interesse em dialogar. Então “sentado entre eles” me parece significar colocar de lado meus preconceitos e pôr-me à vontade diante de pessoas de outras crenças. “Ouvindo-os”, me coloca em posição de dar-lhes tempo, para explanar suas razões, ler o que elas escrevem e ver o que elas transmitem. Eu lhes faço perguntas porque eu quero compreender seus pontos de vista e apreciar suas esperanças e seus temores. Eu peço constantemente ao Senhor que me dê discernimento especial que me habilite a descobrir onde temos algo em comum e onde nossas opiniões colidem. Então quando o clima se torna propício e eu tenho oportunidade de falar de JESUS, meu testemunho é: eu espero identificar-me com as suas dúvidas e não somente com as minhas.

Mas o que aconteceu depois, quando JESUS entrou em discussão com líderes religiosos durante o Seu ministério público? Os Evangelhos sinóticos nos mostram os principais motivos em que Ele era questionado e muitos destes parecem ser relevantes em nossa discussão com pessoas de outras crenças. O Evangelho de João, contudo, relata diálogos de flagrante desconsideração que focalizam uma objeção radicalista às reivindicações de JESUS: “Tú, um mero homem te fazes Deus... “ (Jo 10.33). Dessa forma o quarto Evangelho deixa claro que para JESUS, dialogar é mais do que mútua comunicação, porque basicamente aquilo o conduzia para a cruz.

Vemos Paulo dialogando em igualdade de condições com seus contendores em Atenas. Ainda que ele estivesse extremamente penalizado com a idolatria que o rodeava (At 17.16), não começou sua palestra com uma afirmação negativa. Ele não está desprestigiando a sua crença ou tripudiando sobre suas práticas quando descreve os atenienses com “um tanto supersticiosos”. No decorrer do seu discurso ele escolheu suas palavras cuidadosamente, deliberadamente consoantes com os diferentes grupos a quem falava. Ele naturalmente se contrapôs a algumas de suas ideias quando disse: “Sendo nós pois geração de Deus não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro ou à prata ou à pedra esculpida...” e proclamou sem apologia que Deus “...não tendo em conta os tempos da ignorância anuncia agora a todos os homens e em todo lugar que se arrependam...” Mas ele reconhece a sinceridade do seu culto e sua pesquisa e começa sua pregação dessa forma: “Este, pois, que vós honrais não conhecendo é o que eu vos anuncio...” (At 17.23).

Este modelo de diálogo de JESUS e Paulo me convence de que não faz sentido tentar separar a pregação do diálogo. Eu quero portanto perguntar aos meus irmãos se estamos dialogando com pessoas de outras crenças usando os mesmos argumentos empregados por JESUS e pelo apóstolo Paulo e se com estes exemplos diante de nós há alguma razão para relutarmos em praticá-los.


Qual a nossa pregação para pessoas de outras crenças?

O pedido de oração que Paulo fez aos Efésios no capítulo 6 verso 19, tem especial relevância para a maneira como devemos orar em favor daqueles que professam outras crenças. Quando ele fala do “Mistério do Evangelho”, ele usa o termo musterion que tem conotação com o mistério das religiões do seu tempo. Mas para Paulo a boa nova sobre JESUS não é um mistério a ser propagado somente aos iniciados, mas é um privilégio a ser divulgado no mundo inteiro. E usa então o termo “paresia” oriundo de Atenas com sua tradição de livre pensamento. Então ele está pedindo oração para que ele tenha liberdade de falar destemidamente e que lhe seja dada a mensagem precisa para comunicar as boas novas aos diferentes grupos (Ef 6.19,20).

Mas há outro contexto no qual os crentes coletivamente pedem ousadia e isso aconteceu quando Pedro e João oravam na igreja de Jerusalém. Eles pediam ao Senhor que os livrasse do temor e lhes desse ousadia para falar. “Concede aos teus servos que falem com toda ousadia a tua palavra...” (At 4.19). Ao mesmo tempo eles sentiram que suas palavras não seriam suficientes e pediram ao Senhor que agisse por Sua própria soberania e poder, “...enquanto estendes a tua mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu Santo Filho Jesus...”

O que quer que pensemos acerca da chamada Questão Carismática, eu confio que todos reconheçamos a especial influência da oração dos apóstolos em nossa oração pelas pessoas de outras crenças. É frequente uma especial demonstração de Deus através de JESUS na conversão de muçulmanos, hindus, budistas e pessoas de outras religiões que aceitam JESUS como Salvador. Se todas as igrejas estivessem orando regularmente conforme os irmãos oraram, duas coisas poderiam acontecer: primeira, empregaríamos métodos e esforços mais adequados para a conversão de pessoas de outras crenças, e, segunda, poderíamos aumentar a nossa confiança e reconhecer a operação do Espírito Santo entre pessoas de outras crenças no sentido de faze-las entender a obra redentora do Senhor JESUS Cristo.




Por: Colin Chapman

(Fonte: MP.1240/Jun.1990)

sexta-feira, 28 de julho de 2023

O CRISTÃO E A MENTIRA

A VERDADE:

"Salomão afirma que não devemos mentir nem por brincadeira: “...como o louco que lança de si faíscas, frechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: fiz isso por brincadeira...” (Pv 26.18,19). Em Apocalipse (21.8, 22.15), encontramos estes registros: “...todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxôfre; o que é a segunda morte...”; “...ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira...”


A VERDADE EXPLICADA:

“...eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria...” (Sl 51.6).

Na Bíblia Sagrada, nossa regra de fé, encontramos lições e exortações com respeito à prática da mentira. Como cristãos que somos, certifiquemo-nos dos perigos, prejuízos e do fim daqueles que amam e cometem a mentira. Sendo uma arma maligna, que impede o recebimento das bênçãos divinas, peçamos a Deus que nos revista de todas as armaduras descritas na Carta aos Efésios (6.10), a fim de resistirmos a este mal, e estarmos isentos da punição eterna. Assim fazendo, firmar-nos-emos mais em Cristo, dando, com isto, mais um passo em nossa preparação para o dia da vinda de JESUS, visto que, em nos afastando deste terrível veneno, colocaremos em prática o mandamento “...segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” (Hb 12.14).

De acordo com as afirmações bíblicas, a mentira teve o seu início no Éden, quando nossos primeiros pais foram enganados pela astúcia de satanás. Deus dissera a Adão que comesse do fruto de toda a árvore do campo, menos o da árvore da ciência do bem e do mal, afirmando: “...no dia em que dela comeres, certamente morrerás...” (Gn 2.16,17). No entanto, veio satanás, por meio da serpente, e inverteu esta verdade enganando a Eva e esta, por sua vez, ludibriou a Adão, pecando ambos contra o Senhor. Vejamos o que aconteceu: “...então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis...” (Gn 3.4). Foi através desta mentira que o pecado entrou no mundo e passou a todos os homens. Por isso, a mentira é condenada por Deus com muita severidade.

Nós, os cristãos, temos a esperança pela qual marchamos para as mansões celestiais que JESUS nos foi preparar, segundo nos afirma o evangelista João (14.1-3). Entretanto, estejamos cientes de que a Bíblia nos afirma com respeito às coisas que devemos renunciar para habitarmos no céu, entre as quais a mentira, pois “...Deus ama a verdade no íntimo...” Para tanto, folheemos nossa Bíblia e vejamos o que nos diz: “...e não entrará nela (na cidade santa) coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro...” (Ap 21.27). Esta é uma sentença irrevogável, porque a cidade é santa, é pura, e nela a iniquidade não pode penetrar.

Salomão afirma que não devemos mentir nem por brincadeira: “...como o louco que lança de si faíscas, frechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: fiz isso por brincadeira...” (Pv 26.18,19). Em Apocalipse (21.8, 22.15), encontramos estes registros: “...todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte...”; “...ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira...”

Davi afirmou que todos os que proferem mentiras serão destruídos (Sl 5.6). O apóstolo Paulo, profundo conhecedor das verdades divinas, ao exortar as igrejas sob seus cuidados, não deixava de lhes asseverar quanto a esta prática que tanto mal faz aos olhos de Deus. À igreja em Éfeso, ele não só disse para deixarem a mentira como também os exortou a falar a verdade cada um com o seu próximo (Ef 4.25). Para a igreja em Colossos deixou este ensino: “...não mintais uns aos outros...” (Cl 3.9). Paulo era zeloso, preocupado em apresentar a Deus uma igreja “...sem mácula, mas santa e irrepreensível...” (Ef 5.27).

Cremos que este mesmo zelo deve arder em nosso coração, visto que somos participantes da natureza divina. Deus, em Sua infinita misericórdia, quando de novo quis fazer bem a Jerusalém e a Judá, exortou-os dizendo: “...eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu companheiro...” (Zc 8.16). Nesse mesmo livro, encontramos este versículo: “...ama pois, a verdade e a paz...” (Zc 8.19). Sendo a verdade uma qualidade inerente do criador, Deus espera que todos aqueles que Lhe servem firmem-se na verdade, fiquem com a verdade; para poderem, naquele dia, entrar na cidade pelas portas.

A mentira foi severamente punida por Cristo. Sendo Ele o próprio Deus encarnado (Jo 1.1), não poderia, de maneira alguma, permitir que os Seus santos cometessem tão grande mal. Repreendeu os fariseu, dizendo: “...vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira...” (João 8.44).

Deus nos guarde desse veneno. Oremos como Davi: “...Senhor, livra a minha alma dos lábios mentirosos e da língua enganadora...” (Sl 120.2). Digamos como Jó: “...enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz, não falarão os meus lábios iniquidade, nem a minha língua pronunciará engano...” (Jó 27.3,4). Falemos, pois, a verdade, confiados nesta promessa: “...a verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus...” (Sl 85.11).

Firmemo-nos em JESUS, a Verdade por excelência (Jo 14.6), e peçamos-Lhe do Seu Espírito, que é a verdade ( I Jo 5.6), a fim de que sejamos achados dignos de ser chamados filhos de Deus.



Por: Natanael Santos

(Fonte: MP. 1202/Jun.1987)

sexta-feira, 21 de julho de 2023

O CONSTANTE AVIVAMENTO DA IGREJA ATUAL

A VERDADE:

"Declínio espiritual implica na ausência de conversões, de pregação, de ensino, de advertência, de acatamento à doutrina e de desprezo pelas verdades contidas na Palavra de Deus. Implica num evangelho nominal, num evangelismo canhestro, que não prima pela conservação dos bons costumes, pela transformação de vida daqueles que se agregam à igreja; que não enfatiza a necessidade dos dons espirituais, do poder de Deus para curar, para expulsar os agentes da maldade alojados em vidas despreparadas para combatê-los. Implica na ausência de evangelismo produtivo, na conformação com a pequenez e despreparo do rebanho, no desconhecimento do verdadeiro significado da salvação e da vida eterna".


A VERDADE EXPLICADA:

Parece bastante acirrada a proliferação de literatura destinada a disseminar um suposto declínio espiritual nas igrejas da atualidade. Discursos negativistas tentam, à guisa de exortação, mostrar a influência de comportamento social decadente nas atitudes dos crentes, em detrimento do que o apóstolo Paulo recomenda na sua epístola aos Romanos, capítulo 12, verso 2.

A várias igrejas da Ásia Menor foi recomendada uma volta aos princípios (Ap 2.4), mas isto não generalizava a existência de carência espiritual em todas as igrejas, a algumas das quais nenhum dom faltava (I Co 1.7; At 2.42,47). A outras a Escritura atribui notável grau de fé e caridade (Cl 1.4; I Ts 1.3; II Ts 1.3). Esse estado era, sem dúvida, reflexo da vida espiritual dos seus líderes (I Tm 1.2; 4.12), e, se alguns apresentavam restrições (Ap 3.15,19), não eram, contudo, motivo para vermos a Igreja como um todo mergulhada em declínio espiritual. Muito antes, podia-se encontrar mais exemplos positivos do que negativos (Hb 13.7,17; Cl 1.7).

Duas igrejas talvez pudessem ser espelho de declínio espiritual, mas a primeira (Gl 1.6-9), era vítima de inquietação por parte de falsos mas persuasivos doutrinadores, que desejavam misturar a graça de Cristo aos preceitos da lei; a segunda (Ap 3.17), sofria com a autossuficiência de seu líder, mas, ainda assim, estava colocada entre as amadas por Deus (verso 19), e que poderiam vir a sentar-se em tronos no Seu Reino.

Outras igrejas sofreram com falsos ensinadores. Uns ensinavam que a Igreja devia acatar o preceito da circuncisão (At 15.1); outros pregavam que a ressurreição já havia acontecido (I Ts 4.13-17; II Ts 2.1-3); outros, ainda, tentavam invalidar os ensinos apostólicos (I Co 4.18,10), e, finalmente, muitos tornavam-se apóstatas, chegando mesmo a práticas ocultistas dentro das igrejas (I Tm 4.1,2; Ap 2.9,20). Todos estes transes não significavam que a Igreja, como corpo de Cristo, chegasse a um declínio espiritual, desde quando o próprio Cristo declarou que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18).

Declínio espiritual implica na ausência de conversões, de pregação, de ensino, de advertência, de acatamento à doutrina e de desprezo pelas verdades contidas na Palavra de Deus. Implica num evangelho nominal, num evangelismo canhestro, que não prima pela conservação dos bons costumes, pela transformação de vida daqueles que se agregam à igreja; que não enfatiza a necessidade dos dons espirituais, do poder de Deus para curar, para expulsar os agentes da maldade alojados em vidas despreparadas para combatê-los. Implica na ausência de evangelismo produtivo, na conformação com a pequenez e despreparo do rebanho, no desconhecimento do verdadeiro significado da salvação e da vida eterna.

Não se pode considerar em declínio espiritual uma igreja, cuja atividade evangelística é constante e eficaz na demonstração do amor pelas almas, cujo crescimento é visível, tanto quantitativa quanto qualitativamente; uma igreja onde os dons espirituais estão em prática, onde se percebe a obediência e operosidade dos jovens, empenhados no louvor e no testemunho, no proselitismo e na doutrinação. Uma igreja onde se verifica a preocupação pelos demais, através da oração, da intercessão, da libertação; onde se verifica o amor fraternal, pela prática de assistência social, do socorro aos crentes e descrentes, do cuidado com as crianças e da juventude, dos idosos, dos obreiros mais novos e dos novos convertidos.

Não se pode julgar em declínio espiritual uma igreja onde os preceitos da lei de Deus são observados sem contestação e sem reservas; uma igreja onde há trabalho para todos, homens, mulheres, jovens e meninos, seja em pregar, cantar, tocar instrumentos, ensinar na Escola Dominical, formular cursos bíblicos, preparar moças e rapazes por meio de palestras, seminários e aconselhamento; uma igreja onde o evangelismo é praticado pessoal e coletivamente, onde é feita visitação aos hospitais, presídios e manicômios, onde há propósito em favor das crianças e zelo pela vida material e espiritual dos semelhantes. E, sobretudo, uma igreja onde há união, a perfeita simbiose entre ministério e rebanho, irmanados em servir-se mutuamente e bem servir à causa de Deus.

Contra uma igreja assim, constantemente avivada, não poderão prevalecer as portas do inferno, representadas pela conformação com o mundo ou com qualquer tipo de comportamento social decadente.



Por: Miguel Vaz

(Fonte: MP. 1249/Mar.1991)

sábado, 15 de julho de 2023

O AVIVAMENTO ESPIRITUAL QUE NECESSITAMOS

A VERDADE:

"Uma igreja avivada no sentido em que estamos tratando, alcançará aos perdidos a todo custo, ao seu redor e onde puder. Geralmente as conversões em meio a um avivamento são profundas e marcantes, como as registradas no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulos 2, versos 37 a 47, e 16, versos 30 a 34. Vemos aí que num poderoso, transbordante e irresistível avivamento do Espírito, não temos que insistir para que os pecadores venham a Cristo para a salvação. Eles é que clamarão por salvação perante nós, tão poderosa será a convicção de que serão possuídos pelo Senhor".




A VERDADE EXPLICADA:

Avivamento espiritual no seu sentido exato é uma operação soberana do Espírito do Senhor JESUS entre o Seu povo, levando-o ao quebrantamento de coração, ao arrependimento, à contrição, à humilhação, à oração e ao jejum. Com o arrependimento total e profundo vem o rompimento com o pecado, a renúncia, o perdão entre os irmãos e a restituição (quando for o caso) aos prejudicados. Num autêntico avivamento espiritual tudo isso ocorre de modo diferente como estamos acostumados a ouvir, ver e fazer, e também numa escala totalmente diferente da costumeira, em nossas vidas e igrejas.


Um tal avivamento sempre começa entre o povo de Deus, como vemos em Joel (2.15-17). Aí vemos que um real avivamento bíblico requer da parte do povo de Deus certas condições para que ele se consolide e prossiga. Expressa esse fato o que está escrito no Segundo Livro das Crônicas, capítulo 7, verso 14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra...”


Uma igreja avivada no sentido em que estamos tratando, alcançará aos perdidos a todo custo, ao seu redor e onde puder. Geralmente as conversões em meio a um avivamento são profundas e marcantes, como as registradas no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulos 2, versos 37 a 47, e 16, versos 30 a 34. Vemos aí que num poderoso, transbordante e irresistível avivamento do Espírito, não temos que insistir para que os pecadores venham a Cristo para a salvação. Eles é que clamarão por salvação perante nós, tão poderosa será a convicção de que serão possuídos pelo Senhor.


Onde houver alguma vida espiritual, pode haver um avivamento do Alto. Somente pode ser avivado quem está vivo espiritualmente. O mundo e o ímpio é que não podem ser avivados, posto que estão espiritualmente mortos em seus delitos perante Deus e os homens. Eles precisam do novo nascimento espiritual de que falou o Senhor JESUS a Nicodemos. É pois entre o Seu povo que Deus quer enviar um avivamento.


A Bíblia registra muitos avivamentos e despertamentos espirituais. O salmista, no Livro dos Salmos, (capítulo 119), era um homem espiritualmente avivado. Repetidas vezes ele fala de vivificação da parte do Senhor. Em Gênesis 35 temos uma família avivada, rompendo com o pecado para agradar somente a Deus. Esse avivamento começou com o marido. No Segundo Livro das Crônicas, capítulo 20, verso 3 em diante, temos uma nação no caminho do avivamento. Josafá, o seu rei, convocou-a ao jejum, à oração e ao louvor. Quando teremos no Brasil um governo (federal, estadual e municipal) que, quebrantado na presença do Senhor, convoque o povo a humilhar-se e a arrepender-se, buscando a face de Deus?


Temos também na História da Igreja o registro de poderosos avivamentos como o da Escócia, sob João Knox; o da Inglaterra, sob Charles Wesley; o da América do Norte, sob Finney, e, depois Moody. No início deste século (XX) temos o avivamento da Rua Azuza, em Los Angeles, nos Estados Unidos, que logo se espalhou pelo mundo, alcançando também o Brasil.


Quando a congregação se torna fria, apática, e permanece em casa, deixando os cultos vazios; quando os crentes se desgastam nas contendas, ficando ao mesmo tempo presos ao mundo, suas práticas e passatempos, perdem aquele primeiro amor de que nos fala o escritor do Apocalipse (2.4), e os cultos necessitam de “animadores”, está na hora de clamarmos a Deus por um genuíno avivamento do Espírito do Senhor. No Livro do profeta Habacuque (3.2), lemos: “Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica...” Vemos aqui, mais uma vez, que é a obra do Senhor que pode ser avivada: “..a tua obra...” Homem algum, seja ele quem for, pode produzir um avivamento espiritual, pois o citado texto diz: “Aviva, ó Senhor...”


Clamemos todos os que amamos a obra do Senhor, com perseverança, com zelo e seriedade, por um autêntico e pleno avivamento espiritual, que comece por nós, atinja a todos e alcance os perdidos para o reino do Senhor JESUS. Um novo avivamento bíblico, descendo do Alto, elevará a Igreja neste país a um plano mais elevado, sob todos os aspectos, para a execução dos propósitos de Deus através dela, entre nós e em todo o mundo.






Por: Antonio Gilberto
(Fonte: MP.1245/Nov.1990)

sexta-feira, 7 de julho de 2023

O ANDAR DO SENHOR SOBRE AS ÁGUAS

 A VERDADE:

"Os combates enfrentados pelos cristãos devem ser vistos mais na esfera coletiva do que simplesmente na esfera privada. Quem está no barco vencerá! Quem deixar o barco perecerá nas águas oceânicas do mundo, que tem Satanás como príncipe".


A VERDADE EXPLICADA:

O Senhor JESUS é a auto manifestação da deidade em forma humana, por conseguinte, todos os modos de ser se constituem objeto de reflexão para o homem. Reflitamos, pois, no Seu andar sobre as águas do bravo mar. Ei-las:

A primeira lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que uma das exigências nucleares impostas aos discípulos do Senhor é a obediência incondicional (Mt 14.22). “Logo em seguida obrigou os seus discípulos...” (Versão IBB). O discípulo tem como cabeça o Deus-Homem (I Co 11.3): “...Cristo é a cabeça de todo homem...” A cabeça é o centro de comando do corpo humano. De igual modo Cristo é o centro de comando do homem espiritual. O homem que não se submete a Cristo não é cristão (Rm 8.9). Só que esta submissão a Cristo não é uma submissão subjetiva, isto é, particular em oposição às normas da Igreja. Submeter-se a Cristo implica subscrever as doutrinas e as orientações da Igreja. “...e, se recusar também ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano...” (Mt 18.17). Dentro do contexto da paz eclesial, o discípulo tem que ser obediente às orientações diretivas do Senhor através do Espírito Santo em seu viver privado.

A segunda lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem está vinculado ao Senhor está inserido no movimento dialético do Espírito Santo (Mt 14.22). “...logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado...” (ARA). O movimento dialético é constituído pela tese, antítese e síntese. O aquém do mar é tese, o mar é a antítese e o além do mar é a síntese. O discípulo do Senhor é ordenado a crescer. “...antes crescei na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo...” (II Pe 3.18). A ataraxia (indiferença total ao que ocorre no mundo) é contra a Bíblia. O cristão cresce através das dificuldades. Os imperativos bíblicos é para nos gloriarmos nas tribulações que produz perseverança, a perseverança produz a experiência, e a experiência produz a esperança. A esperança por sua vez não confunde (Rm 5.1-5). Na sua carreira o cristão tem que crescer.

A terceira lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que o objeto, isto é, a matéria prima do ministério, da igreja é o povo (Mt 14.23). “...enquanto ele despedia as multidões...” Deus quer encontrar Sua casa cheia (Lc 14.23). Todos os que são comissionados por Deus devem possuir essa consciência de que a matéria prima do trabalho da igreja é o povo. Por conseguinte, quem não gosta de trabalhar com o povo não deve exercer cargo de liderança na igreja.

A quarta lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que, demanda alguma foi obstáculo ao exercício da sua devoção privada a Deus (Mc 6.46). “...e, tendo despedida a multidão, foi ao monte para orar...” Orar depois de uma jornada pelo deserto não é fácil, mas mesmo assim o Senhor orava. No Getsêmani, temos o exemplo máximo da vida de oração do Salvador. Era o momento mais crítico, era o momento que precedia a prisão do Senhor (Mt 26.36-46). Os discípulos dormiram, menos o Salvador.

A quinta lição que o andar sobre as águas nos transmite é que o período da presença do Senhor em oração a Deus era longo (Mt 14.23,25). “...tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho(...)À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. Podemos verificar nas Escrituras pelos menos três vigílias praticadas pelo Senhor. A primeira em Lucas 6.12: “...naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus...”; a segunda em Lucas 9.28-37, no versículo 28 encontramos: “...tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar...” No verso 37 é registrado: “...no dia seguinte, ao descerem do monte, veio ao encontro de Jesus grande multidão...”. A terceira está registrada em Mateus 14.23,25. JESUS subiu ao monte à tarde, e só desceu na quarta vigília da noite, isto é, entre as três e as seis horas da manhã.

A sexta lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem se encontra no centro da vontade de Deus não está imune às contrariedades existenciais humanas (Mt 14.24). “...açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário...” O mundo, ou melhor, a igreja no mundo é o campo de formação do homem para o céu. O homem ao nascer, não nasce perfeito, nasce como um ser aberto. Portanto, seu caráter, sua personalidade é formada aqui em seu habitat em meio aos conflitos existenciais. O barco nesse contexto representa a igreja, à semelhança da arca de Noé. Os combates enfrentados pelos cristãos devem ser vistos mais na esfera coletiva do que simplesmente na esfera privada. Quem está no barco vencerá! Quem deixar o barco perecerá nas águas oceânicas do mundo, que tem satanás como príncipe.

A sétima lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem mantém uma genuína comunhão com Deus tem um andar diferenciado (Mt 14.25). “...foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. As três barreiras clássicas que os cristãos enfrentam são conhecidas de todos, a saber: a carne, o mundo e o diabo. O mar, em certos contextos bíblicos, pode ser interpretado como o mundo, p.ex. Lucas 21.25; Apocalipse 13.1, isto é, as convulsões do mundo e o governo mundial do anticristo que surge no mundo. Viver vitoriosamente neste mundo só é possível na esfera do Espírito, o que implica um viver em contínua oração a Deus. Andar sobre as águas é andar vitoriosamente.

A oitava lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem mantém uma genuína comunhão com Deus está preparado a qualquer hora (Mt 14.25). “...à quarta vigília da noite...” Isso significa que o cristão deve estar sempre pronto. Nosso Senhor ordena ao Seu povo a vigilância: “...vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã...” (Mc 13.35). Só anda na quarta vigília da noite quem está acordado. A quarta vigília da noite precede o amanhecer do dia, que profeticamente significa a consumação da vitória.

A nona lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem mantém um forte vínculo com Deus opera em qualquer lugar (Mt 14.25). “...foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar”. O jovem José, filho de Jacó, foi vitorioso no Egito; Daniel e seus companheiros foram vitoriosos no cativeiro babilônico; a serva da esposa do general sírio Naamã, testemunhou de Deus na Síria. Andar sobre as águas significa não submergir nos sistemas socioculturais pagãos, negando a fé. Isso só é possível para quem vive em comunhão com Deus. Andar sobre as águas é manter a identidade cristã perante o mundo.

A décima lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem mantém um forte vínculo com Deus torna-se um dado observável (Mt 14.26). “Os discípulos, porém, ao vê-lo andar sobre o mar...” O Senhor encarnado é o objeto da fé da igreja, isto é, da nossa fé cultual, mas já que o Senhor viveu como verdadeiro homem, não é herético interpretar o andar do Senhor sobre as águas como homem, isto é, como homem da fé. Ademais a Escritura nos diz: “...e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (I Jo 5.4). O andar do Senhor nesse contexto comporta duas leituras, a saber: o Senhor como objeto da fé e o Senhor como tipo ideal da fé. Um andar diferenciado neste mundo só é possível na fé.

A décima primeira lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem tem consciência do chamado divino não se deixa afastar do seu objetivo (Jo 6.15). “Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-lo à força para o fazerem rei, tornou a retirar-se para o monte, ele sozinho...” Aqui comporta duas leituras, a primeira destinada aos crentes em geral. Os cristãos tem seu perímetro de ação delimitado pelo Espírito Santo (Gl 5.16).Kenneth S. Wuest, especialista em grego, nos diz que o vocábulo Espírito (Santo) neste texto, está no locativo de esfera, e poder ser gramaticalmente por um ponto dentro de um círculo, e propõe a seguinte tradução: “Conduzi-vos constantemente na esfera do Espírito”. Equivale dizer que o cristão tem limite nos seus atos, isto é, seus trajes, locais de lazer, leitura, visão, etc. A outra leitura é para ministros que são tentados a abdicar a vocação por outras carreiras seculares: política, empreendimentos, etc.

A décima segunda lição que o andar do Senhor sobre as águas nos transmite é que quem segue o Senhor não pode perdê-Lo de vista (Mt 14.30). “Mas, sentindo o vento, teve medo; e começando a submergir...” Pedro mudou o foco de sua visão. Sem JESUS não há Evangelho a pregar, sem JESUS não há esperança de vitória, sem JESUS não há salvação. Temos também que nos acautelar com a Filosofia, pois ela pode bloquear o homem de sua devoção ao único Senhor.

Nada nas Escrituras é trivial; todo o registro bíblico contém alimento para a nossa alma. Portanto, alimentemo-nos com os atos de nosso Senhor JESUS Cristo. Amém!



Por: FRANCISCO GONÇALVES DA COSTA GOMES

(Fonte: MP.1554/Nov.2014)

sexta-feira, 30 de junho de 2023

NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO (II)

A VERDADE:

"Adão e Eva foram milagrosamente criados por Deus. Mas, desde então, todas as pessoas tem sido geradas no ventre. Nascer é a extensão do milagre da criação. O ato sexual foi designado por Deus para o prazer do esposo e da esposa e para a procriação da raça humana. Não foi estabelecido como uma diversão comum ou uma afeição a ser demonstrada de modo promíscuo".


A VERDADE EXPLICADA:

Nós não temos dez sugestões no Livro de Êxodo. Nós temos Dez Mandamentos. Deus não submeteu estes mandamentos à nossa aprovação, mas à nossa obediência. Ele não nos recomendou não cometer adultério. Ele ordenou que não o façamos.

Mas, por que? Por que Deus Se mostra tão avesso ao sexo fora do casamento?

A união física entre um homem e uma mulher é a única que produz uma alma vivente e imortal. Ela tem o poder de produzir vida. Este é o maior dom de Deus, com exceção da salvação.

E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem tornou-se alma vivente...” (Gn 2.7). “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu, e tomou uma de suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que Deus tomou do homem, formou uma mulher e trouxe-a a Adão...” Gn 2.21,22).

Adão e Eva foram milagrosamente criados por Deus. Mas, desde então, todas as pessoas tem sido geradas no ventre. Nascer é a extensão do milagre da criação. O ato sexual foi designado por Deus para o prazer do esposo e da esposa e para a procriação da raça humana. Não foi estabelecido como uma diversão comum ou uma afeição a ser demonstrada de modo promíscuo.

Por esse motivo os pais cristãos devem ensinar seus filhos não somente as funções normais do sexo, mas também as suas finalidades. O objetivo do sexo não pode ser inteiramente exposto numa palestra pública fora de um contexto de valores. Tirando-se esses valores teremos nada mais que cópulas irracionais. Como as aves no quintal, as cenas de deboche e nos filmes pornográficos.

É o diabo e não Deus que tem trazido a desonra ao leito conjugal. É o diabo e não Deus que tem tornado culposo o ato sexual. O Criador idealizou o mais prazeroso dos dons para presentear a raça humana, porém, satanás vituperou-a e o arremessou na sarjeta. Se você quer uma imagem de amor e romance segundo a ótica de Deus leia e releia o Cântico dos Cânticos, de Salomão, no Antigo Testamento. Não há mais lindo poema de amor. Compare estas páginas com o conteúdo das revistas expostas nas bancas de jornais e você começará a ver como temos regredido moralmente.

A união carnal entre um homem e uma mulher é a mais íntima possível. Exatamente como foi no Jardim do Éden, Deus tem preparado uma mulher para cada homem e um homem para cada mulher. Sua composição mental, espiritual e física é destinada a um companheiro só. Acreditar na viabilidade de um triângulo amoroso é não somente uma quebra de votos, mas uma desordem que causará um impacto negativo em todos os seus sagrados sentimentos.

Adão e Eva viveram no Jardim do Éden em seu estado natural por muito tempo, sem qualquer sentimento de vergonha e culpa. Não sofriam qualquer tipo de recriminação. Somente quando admitiram que satanás se interpusesse entre eles sentiram-se culpados e passaram a ter medo: “E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? E ele lhe disse: Ouvi a tua voz soar no jardim e temi, porque estava nú e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nú...?”

Não! Você jamais poderá pôr a culpa em Deus. Ele não a originou. Ela se manifesta através das obras de satanás que se alojam em seu coração e consciência, quando se produz o triângulo amoroso. Satanás é mentiroso. Ele está espalhando a inverdade de que Deus é uma invenção em nossa sociedade. Que Ele não entende as necessidades biológicas do homem e da mulher.

Eu lhe peço para tapar os ouvidos a esta filosofia infernal. Deus conhece as nossas necessidades. Deus cuida do nosso bem e da nossa felicidade. Deus quer que você goze saúde, satisfação e vida amorosa. Eis porque Ele exclama do Seu trono: “Não cometerás adultério...”

Adultério e idolatria são virtualmente a mesma coisa. O amor entre um homem e uma mulher é a imagem do amor de Cristo por Sua Igreja. Por Igreja entendemos toda pessoa que nasceu de novo através do Espírito de Deus. Esta é uma união de amor. Nós estamos ligados a Cristo para a salvação. Um dia o Senhor JESUS voltará e nós seremos presenteados a Ele nas bodas do Cordeiro. JESUS voltará para uma noiva imaculada, uma noiva ataviada com vestidos de pureza e obediência.

Nosso relacionamento com o Senhor JESUS é um compromisso. Nós temos prometido viver perante Ele e para Ele. Cristo tem o direito de esperar que cumpramos nossas promessas, assim também seu esposo e sua esposa. O casamento é um compromisso de um para com o outro. Seja na riqueza, seja na pobreza, na saúde ou na doença, até que a morte os separe. O adultério quebra a sua palavra, quebra o seu relacionamento e promove a desconfiança, a culpa e o temor. Ele muda o homem de alma vivente, criada por Deus em semelhança de animal.

É maravilhoso que Deus nos recomende: “Não cometerás adultério...”

Talvez você ou alguém que você conheça já tenha cometido adultério. Há um preço exorbitante a ser pago por este pecado. E você terá que pagá-lo. Mas ele não é tão excessivo que você não possa ser perdoado e restaurado à completa pureza mental e espiritual. O profeta Isaias nos traz este conforto: “Vinde então e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim se tornarão como a branca lã...” (Is 1.18).

O apóstolo João escreve promessa semelhante: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado...” ( I Jo 1.7). Todo pecado? É o que a Bíblia diz. O sangue de JESUS Cristo nos purifica de todo pecado. Suas culpas podem ser perdoadas hoje mesmo, desde que atente para as seguintes palavras de JESUS: “Vá, e não peques mais...”



Por: Dan Betzer

(Fonte: MP. 1245/Nov.1990)


sexta-feira, 23 de junho de 2023

NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO (I)

 A VERDADE:

"Não é tão fácil resistir à tentação na forma em que ela se apresenta. O sexo é a causa da venda de muitos produtos, desde forro para automóveis até creme de barbear. Os best-sellers literários apregoam as obras do inferno".


A VERDADE EXPLICADA:

A investida atual sobre a sensibilidade moral chega bem perto da coerção. Pastores e mestres de ética cristã estão quase submersos pela crescente onda de imoralidade. Mas eles estão firmados no mandamento escrito em pedra pela mão de Deus séculos atrás: “Não cometerás adultério...”

A Bíblia torna esse preceito tão claro que até uma criança pode entender. A atividade sexual fora do casamento é pecado aos olhos de Deus. Contudo, Hollywood e os editores de revistas pornográficas acham que não: nada disso. Nada disso. Adultério é mera expressão de um estilo de vida normal. E filmes e livros, embebidos nas lágrimas dos lares desfeitos de suas estrelas e escritores sugerem a viabilidade do adultério.

A televisão também sacramenta o adultério. Um crítico de televisão escreveu angustiado que das dez maiores programações americanas, oito apresentam filmes sobre sexo. As revistas luxuosas tornam a imoralidade – até mesmo o incesto – uma atração para os olhos. As estatísticas mostram que um em cada cinco lares americanos admitem o incesto de alguma forma.

Eu nunca me engajei na pregação contundente contra a pornografia. Enquanto outros se dedicam a tomar tempo com esta “portinhola” do inferno, eu prefiro como Paulo, pregar a Cristo e Este crucificado.

Não é tão fácil resistir à tentação na forma em que ela se apresenta. O sexo é a causa da venda de muitos produtos, desde forro para automóveis até creme de barbear. Os best-sellers literários apregoam as obras do inferno.

A pressão social sobre as relações matrimoniais tem crescido cada vez mais. O divórcio tornou-se corriqueiro. Já não existe o medo de uma gravidez indesejada desde que o aborto está praticamente admitido.

A derrocada para o inferno começa sutilmente com a admissão da ética situacional. A tese de Joseph Fletcher era que os Dez Mandamentos são diretrizes que devem ser ensinadas e se possível, praticadas. Mas, disse Fletcher, um homem e uma mulher, conforme as circunstâncias, podem fazer seu próprio julgamento moral.

Está bem, Senhor...”, diria ele, “...o problema é nosso e nós tomaremos as decisões. Sabemos que abominas o adultério e normalmente nós deveríamos concordar com os Teus estatutos. Mas, em nosso caso, precisamos interpretar diferente...” Mas as Escrituras insistem: “Não cometerás adultério...”



Por: Dan Betzer

(Fonte: MP. 1244/Out.1990)