sexta-feira, 22 de abril de 2022

A HETERODOXIA NA LINGUAGEM DA PREGAÇÃO ATUAL

 A VERDADE:

"Uma das recomendações que ouvi na minha juventude, vinda de um homem sério, foi que o pregador não deve fazer rir aqueles que o ouvem. Sua pregação deve ser conclusiva, peremptória, criteriosa, decisiva, conscientizadora". 


A VERDADE EXPLICADA:

Uma pesquisa realmente interessada em constatar o caráter da linguagem bíblica, mostrará a pureza, a limpeza e o sentido religioso que acompanham toda a Escritura, de Gênesis a Apocalipse. Não há, em qualquer livro, em qualquer capítulo, o descaminho para o humor e o gracejo. Até mesmo nos Cantares de Salomão, onde a narrativa parece entremear a poesia com a realidade, as analogias são colocadas em termos respeitosos e no perímetro da seriedade. Em alguns capítulos dos Salmos poderemos encontrar hipérboles(1), mas a linguagem não se desencontra e não se torna jocosa. Nenhum dos escritores se vale dos recursos coloquiais para se afirmar perante os leitores. Aliás, nenhuma escritura mostra interesse de prender o leitor pelo seu discurso. Ela se afirma como verdade e se estabelece como aviso. Nenhum livro, nenhuma epístola se posiciona como entretenimento, como diversão. Não há duplo sentido nem entrelinhas. Nenhuma frase tem a intenção de fazer rir.

Emparelhadas com esta seriedade, com esta pureza, algumas pregações hodiernas(2) tornam-se peças destinadas a prender o auditório pelo lazer e pela curiosidade, quando não pelos “movimentos” do pregador, cujos reflexos nem sempre conduzirão o pecador à conversão.

A pregação não se destina a divertir. A pregação é um aviso e, muitas vezes, senão todas, um aviso urgente (I Co 10.11; Ez 33.8). Um aviso que pode redundar em sérios prejuízos para aquele que desprezar a sua urgência e a sua validade (Jn 1.1; 3.1). Muito mais para aquele que desprezar a sua seriedade, a sua ortodoxia(3). Ela é afeita muito mais a comover e causar lágrimas do que risos. Os ais que JESUS lançou sobre as cidades impenitentes (Mt 11.20-24), não eram tiros de festim, mas verdades destinadas a trazer o povo à realidade da sua situação pecaminosa e isso com a comparação entre suas atitudes e as de cidades grandemente pecadoras da antiguidade. O que JESUS disse a Nicodemos sobre o novo nascimento (Jo 3.3,19,39), produziu a sua real conversão. O encontro de Saulo com JESUS na estrada de Damasco foi uma chamada decisiva que lhe produziu muitas vitórias, mas através de muitos sofrimentos e não de aplausos. A ordem de JESUS (Mc 16.15-17), contém um forte aviso aos descrentes: “...quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado ...” Não há meio-termo, não há subterfúgio(4). Não há frases feitas, não há anáforas(5), repetições tendenciosas (Mt 6.7). E, sobretudo, não há “brincadeiras” que distraiam o pecador do seu verdadeiro estado.

Em contrário, alguns pregadores atuais parecem querer divertir seus ouvintes. Uma das recomendações que ouvi na minha juventude, vinda de um homem sério, o missionário Frantz Manjernes foi que o pregador não deve fazer rir aqueles que o ouvem. Sua pregação deve ser conclusiva, peremptória, criteriosa, decisiva, conscientizadora. O pregador do Evangelho não pode ser divertido, dado a mímicas, a trejeitos e gestos rebuscados. A sua retórica não deve ser vazada em linguagem que desmereçam a reverência da pregação. Ouvi um pregador fazer comparações que levaram seus ouvintes ao riso e ao fim da reunião evidentemente não houve conversões. Há pregadores radiofônicos que usam o tempo que tem para evangelizar divertindo os ouvintes. Seus cânticos não demonstram louvor, mas divertimento. Suas frases de efeito são nítidos passatempos “enquanto os irmãos vão chegando”. E o clima do culto vai nesse tom, sem qualquer forma de convencimento.

Há um costume quase geral atualmente em alguns pregadores, de tratar o plenário da igreja por 'você'. Esse tipo de intimidade também desautoriza o pregador, além de caracterizar um desrespeito a personalidades que estejam visitando o culto. Não estamos exigindo “sublimidade de palavras”, termos eruditos(6), cujo alcance seja difícil a muitos ouvintes, mas reivindicamos uma linguagem respeitosa e sobretudo reverente. As verdades bíblicas não se distanciam do respeito e da reverência.

A defesa da atualidade, da época e da modernidade não nos facilita entrarmos pelo caminho da distração, em detrimento do nosso dever de trazermos as almas a Cristo. Argumentar que pregadores efusivos, divertidos são do agrado dos jovens pode não ser inteiramente verdade. O que temos reparado é que pregadores ortodoxos, respeitosos e comedidos encontram maior aceitação entre os ouvintes e maior alicerce na Palavra de Deus.


(Por: Miguel Vaz)

(Fonte: MP 1247/Janeiro de 1991)


(1) ênfase expressiva resultante do exagero da significação linguística; auxese, exageração (p.ex.: morrer de medoestourar de rir ).

(2) que existe ou ocorre atualmente; atual, moderno, dos dias de hoje.

(3) interpretação, doutrina ou sistema teológico implantado como único e verdadeiro pela Igreja; dogmatismo religioso.

(4) manobra ou pretexto para evitar dificuldades; pretexto, evasiva.

(5) repetição de uma palavra ou grupo de palavras no início de duas ou mais frases sucessivas, para enfatizar o termo repetido (p.ex.: este amor que tudo nos toma, este amor que tudo nos dá, este amor que Deus nos inspira, e que um dia nos há de salvar).

(6) instrução, conhecimento ou cultura variada, adquiridos esp. por meio da leitura.


sábado, 16 de abril de 2022

A GRAÇA DE DEUS (Tito 2.11-14)

 A VERDADE:

"Ao pecador convém desde já verificar em que medida a sua própria vida tem passado sob a influência da graça de Deus. Tem-se verificado um poder salvador nela?"


A VERDADE EXPLICADA:

A graça de Deus é a Sua disposição favorável aos homens. Importa o Seu propósito em fazer bem, não somente a quem [aparentemente] merece, mas a todo o que queira o bem que Ele oferece. A mensagem: “Que é de toda a importância o ouvinte reconhecer o que a graça de Deus pode significar para si”.


A GRAÇA DE DEUS MANIFESTADA

A graça e a verdade vieram por JESUS Cristo. Durante 4.000 anos o mundo existia sem ser revelada toda a bondade que havia no coração de Deus. A Sua santidade, a Sua justiça, o Seu propósito de galardoar os bons, tudo foi revelado — mas a Sua graça, que oferece perdão ao culpado, não era ainda conhecida plenamente.

Se a graça divina nunca fora revelada, o pecador teria ficado para sempre sem perdão e sem esperança. O mundo nunca teria ouvido um Evangelho, nem teria Deus recebido a adoração dos gratos remidos.

Onde não há pecado não precisa haver graça. Nem há graça para os anjos caídos, mas somente para os homens convictos e arrependidos. A graça de Deus foi manifestada em Cristo. Em toda a Sua vida, tão cheia de obras de misericórdia, revelou-se a graça de Deus. Porém ainda mais se manifestou na Sua morte como Redentor.


A GRAÇA DE DEUS TRAZ SALVAÇÃO

Não a uma nação predileta, mas ao mundo inteiro se oferece a sua bênção. Esta relação do amor e da compaixão de Deus produz seu efeito — salva do pecado a pessoa que a recebe na sua alma. Não pode deixar de ter uma influência na vida individual; na medida que a sua suficiência se torna conhecida.

Um filho mau, quando permite que a bondade de seus pais lhe penetre no coração, não é mais perverso. Um anarquista, quando a benevolência e graça do seu soberano têm poder sobre ele, abandona as suas práticas ilícitas.

Ao pecador convém desde já verificar em que medida a sua própria vida tem passado sob a influência da graça de Deus. Tem-se verificado um poder salvador nela?


A GRAÇA DE DEUS NOS ENSINA

Somos impressionados pelo estudo do livro da graça divina. Vemos como Deus tem procedido para conosco, apesar de toda a nossa culpa, e sentimo-nos comovidos, e desejosos de renunciar todos os costumes mundanos, vivendo neste presente século sóbria, justa e piamente.


A GRAÇA DE DEUS NOS TRAZ ESPERANÇA

Ela não somente nos salva e nos ensina, mas nos dá uma esperança gloriosa da vinda do Salvador. Nós não merecemos tal salvação, ou ensino, ou esperança; mas reconhecemos que tudo vem de Deus e com a Sua bênção.


(Por S. E. Mcnair)

sexta-feira, 8 de abril de 2022

O FILHO PRÓDIGO QUE FICOU EM CASA

 A VERDADE:

"O filho pródigo que ficou em casa é o tipo desses que vivem dentro da igreja confiando em seus próprios méritos, e sempre estão a dizer: 'Sirvo aqui durante tantos anos... e nunca me deram um ‘cabrito’ (um cargo, uma posição)."


A VERDADE EXPLICADA:

O filho pródigo da parábola narrada por JESUS em Lucas (15.25-30), refere-se ao filho mais moço (15.12), e não ao filho mais velho que ficou em casa. Não obstante, falaremos a respeito deste último.

Pródigo, literalmente, significa “dissipador, esbanjador, desperdiçador", etc...” O filho pródigo da parábola foi acusado de dissipar sua fazenda, gastar sua herança, abandonar a casa do pai e viver dissolutamente. Seu irmão mais velho, que ficou em casa, não esbanjou seus bens nem abandonou o lar paterno. Porém, tempos depois, sua atitude grosseira tanto para com seu pai como para com o irmão, que voltava arrependido, renunciando até o direito de filho (15.21), demonstra que ele era mais pródigo do que o que deixara o lar.


Os Dois Filhos Pródigos

O irmão mais novo era pródigo por dissipar sua fazenda, sua herança; o mais velho era pródigo por dissipar a oportunidade de demonstrar o seu amor, a misericórdia e o perdão. A sua falta de amor para com o irmão e a desobediência para com o seu pai são provas de sua prodigalidade. O irmão mais moço, pródigo, fora de casa (no mundo); o irmão mais velho, pródigo, dentro de casa (na igreja). O mais novo, voltando arrependido, pedindo perdão renunciando os seus direitos para ficar em casa como servo jornaleiro.

O mais velho, apesar de estar em casa com seu pai (15.13), assumiu uma posição inflexível e impiedosa diante do irmão que voltara arrependido. “O seu coração não sabia apreciar a graça que espera, anela, recebe a abençoa.” Nem com “bezerros cevados e música divina” ele mudou de atitude diante da volta do irmão. Antes, queria gozar com seus amigos, em detrimento do perdão daquele que estivera ausente.

O filho pródigo que ficou em casa, ao ouvir a música e ver a comida que seu pai havia preparado para comemorar a volta do filho, perguntou aos servos: “Que barulho é este?” Os servos responderam: “Veio teu irmão, e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo...” (verso 27). “Meu irmão?! Não!” Foi falar com seu pai, e durante a conversa usou o termo “...este teu filho...” (verso 30). Considerou a música e o banquete desnecessários, extravagantes. Ora, o momento era de alegria, de perdão, de regozijo. Já pensou que tipo de música bonita não seria aquela que o pai mandara tocar para seu filho que voltava? Porém, o filho mais velho não queria ouvir. Para esse tipo de “filhos pródigos”, a música sacra, “paternal” não tem valor. Hoje, eles estão querendo ouvir a música profana, diante da qual nossas igrejas estão sendo ameaçadas, por tentarem agradar os “filhos pródigos modernos” que vivem dentro delas.


Dois Modelos de Crentes

Esses dois tipos de “filhos pródigos” são uma figura dos crentes (irmãos) que temos em nossas igrejas. Uns procurando acertar, reconhecendo seus erros e confessando seus pecados. Outros, justificando-se, cobrando os “serviços prestados” à igreja: “Tenho servido há tantos anos... nunca me deram um cabrito para comer com meus amigos...” (verso 29). Queixam-se de seus pastores, da igreja onde congregam, vivem sempre a se queixar.

O filho pródigo que ficou em casa é o tipo desses que vivem dentro da igreja confiando em seus próprios méritos, e sempre estão a dizer: “Sirvo aqui durante tantos anos... e nunca me deram um ‘cabrito’ (um cargo, uma posição).” Quase sempre protestam quando a igreja recebe um filho pródigo. O quadro é triste, mas verdadeiro. “Alguns homens não alimentam sentimentos nobres para com seus semelhantes e, por conseguinte, não podem manifestar gozo pela salvação deles...”, escreveu certo comentarista da Bíblia. O filho pródigo que saiu de casa viveu no mundo durante muitos anos e esbanjou os seus bens morais e espirituais. Mas o importante é que ele voltou à casa paterna, e dele disse o seu pai: “Este meu filho estava morto e reviveu; estava perdido e foi achado” (15.32).

Vejamos agora os motivos que o filho pródigo que ficou em casa apresentou para não receber o seu irmão que havia voltado arrependido: 1) “Nunca me deste um ‘cabrito’ para alegrar-me com os meus amigos...”; 2) “Mataste o bezerro cevado e tocaste música para ele, e para mim nem um ‘cabrito’”. Sua filosofia: Não perdoar, não recebê-lo, não fazer festa nem ouvir música. Sua doutrina: O que é meu é meu, e não o compartilho com ninguém.

A doutrina do pai era receber o filho perdido e integrá-lo à família (igreja), com todos os direitos de filho, e dizer-lhe: “Filho, o que é meu é teu, e todas as minhas coisas são tuas...” (verso 31).

Vejamos a diferença entre os dois filhos pródigos: O primeiro levantou-se e foi ter com o seu pai, confessando os seus pecados, sem exigir nada, tão-somente a sua admissão como servo (15.19). O segundo indignou-se e não quis entrar para abraçar o irmão, apresentando suas razões egoístas. O pródigo ajunta tudo, leva tudo (15.13,14), mas ao voltar nem os amigos o acompanham. Somente o pai levanta-se e corre para abraçá-lo (15.20).

Se você é um “irmão mais velho”, e “um que ficou em casa”, não despreze seu irmão quando ele voltar arrependido, confessando seus pecados. Caso contrário, você será mais um pródigo dentro de casa (igreja), impedindo as bênçãos de Deus sobre sua vida e o direito de seu irmão voltar a ter paz com Cristo e com a igreja (sua casa).



(Por: JOSÉ APOLONIO/Fonte: MP. Jul.1987)











sexta-feira, 1 de abril de 2022

UM RECADO AOS JOVENS

 A VERDADE:

"O Espírito Santo deseja que eu e você façamos as coisas do jeito do Senhor. O meu jeito e o seu jeito precisam ser crucificados".


A VERDADE EXPLICADA:

Há sempre duas maneiras de fazer as coisas: "Do meu jeito" ou "de acordo com a vontade do Senhor", isto é, "do jeito de Deus". Sempre que eu faço as coisas do meu jeito, eu me saio mal. Sempre que eu busco conhecer a vontade de Deus antes de tomar uma decisão, as coisas dão certo. E assim foi com todos os servos de Deus no passado. Vejamos alguns exemplos:

I - Adão e Eva fazendo as coisas do jeito da 'serpente' passaram a fazer muitas coisas do seu jeito, levaram a raça humana ao afastamento de Deus. Noé e sua obediência incondicional ao jeito de Deus salvou a humanidade para que ela chegasse à cruz e Cristo a salvasse do inferno.

II - Quando Caim irou-se e resolveu fazer as coisas do seu jeito acabou cometendo um homicídio, matando seu irmão Abel (Gn 4.8-16). Seu parente Enoque foi diferente, fez a vontade do Senhor por 300 anos! (Gn 5.22-24). Fez as coisas do jeito de Deus.

III - Quando Abraão resolveu mentir dizendo que Sara era sua irmã, e não sua esposa, verificou logo que do seu jeito as coisas não davam certo e quase perdeu Sara. (Gn 12.10-20). Abraão acertou quando fez a vontade do Senhor em relação a Ló (Gn 13.8).

IV - Quando Sara resolveu oferecer a escrava Agar ao esposo, para que Abraão tivesse um filho, sofreu muito e aprendeu que do seu jeito as coisas sairiam mal e muito mal (Gn 12). Abraão fez bem e foi louvado por Deus quando confiou e quase imolou o seu filho (Gn 22). Esse filho, Isaque, fazia as coisas do jeito de Deus, orava todas as tardes pedindo orientação para seus problemas, incluindo o seu casamento (Gn 24.63).

V - Esaú e Jacó resolveram o problema da primogenitura ao jeito deles. Eram gêmeos, mas um tinha que ser o herdeiro principal do nome e dos bens de Isaque. O jeito dos dois, aliado ao jeito de Rebeca, cheio de simulações e mentira causou muitas dificuldades à família. Tiveram problemas até se reconciliarem (Gn 32 e 33). 

VI - Os irmão de José saíram-se muito mal quando resolveram as coisas do seu jeito vendendo-o a uma caravana que ia para o Egito. José saiu-se muito bem fazendo a vontade de Deus (Gn 37.28 e seguintes).

VII - Moisés teve que fugir com medo do Faraó, quando resolveu fazer as coisas do seu jeito matando um egípcio (Ex 2.11-15). Foram necessários 40 anos de preparo até que recebeu 'a vara do Senhor' que se tornou em 'cetro' de poderes excepcionais (Ex 4.1-5, 14.16,27; 17.5).

VIII - Quando o povo de Israel, impaciente com a demora de Moisés que estava no monte, recebendo de Deus as duas 'tábuas do testemunho', resolveu fazer as coisas do seu jeito, com a liderança vacilante de Arão, fazendo e adorando um bezerro de ouro, cometeu grave erro, fez com que Deus Se 'irasse', e Moisés quebrasse as 'Tábuas da Lei'.

IX - Moisés fez muitas vezes a vontade de Deus e foi sempre chamado 'O SERVO DO SENHOR', todavia algumas vezes fez as coisas do seu jeito, entre elas aquela quando em vez de falar à rocha, conforme a ordem de Deus, para dela sair água, feriu-a duas vezes com a sua vara. A água jorrou, mas ele como castigo não entrou na Terra Prometida (Nm 20.7,8,11; Dt 32.49-52). Há certas coisas que nos parecem pequenas ou sem importância, as quais Deus considera muito importante (Js 2.1).

X - Raabe sempre fez as coisas do seu jeito, mas um dia fez uma coisa do jeito de Deus, considerada importante por Deus, e ganhou pela fé, numa noite todas as noites perdidas de sua vida no pecado (Js 2.8-21). Salvou sua família (Js 6.21-26), foi justificada (Hb 11.31; Tg 2.25) e pela fé, quem sabe, aguarda como eu o dia da ressurreição.

Vamos deixar o Antigo Testamento e ver alguns exemplos do Novo Testamento

I - Herodes fazendo as coisas do seu jeito, matou milhares de meninos contemporâneos de JESUS. Os magos fazendo as coisas do jeito de Deus, voltaram em paz para sua terra.

II - Os discípulos de JESUS, resolveram as coisas do seu jeito e mandaram as multidões comprar o que comer, não fosse o jeito de JESUS dizendo: "...dai-lhes vós de comer..." (Mt 14.15,16).

III - Ao jeito dos discípulos a mulher cananéia continuaria com a sua filha endemoninhada, ela porém com o jeito de mãe cheia de fé e amor, conseguiu a grande bênção desejada (Mt 15.21-28).

IV - Os discípulos repreenderam os que trouxeram as crianças a JESUS (Mt 19.13); esse jeito errado foi corrigido com a palavra de JESUS: "Deixai vir a mim as crianças..."

V - O jeito egoísta da mulher de Zebedeu, foi pedir que seus filhos, Tiago e João, se assentassem, um à direita e o outro à esquerda de JESUS (Mt 20.21). O jeito de JESUS está registrado em Marcos (10.32-45): "Entre vós não será assim..."

VI - O jeito de Judas foi tirar vantagem de tudo entregando o seu Mestre com um beijo e recebendo 30 moedas de prata (Mt 26.14-16).

VII - O jeito de Pedro foi cortar a orelha de Malco. O jeito de JESUS foi reimplantar a orelha decepada e passar um 'carão' no discípulo afoito. Mais tarde o 'corajoso' nega o Mestre, do seu jeito e o jeito de JESUS foi olhar para Pedro cheio de compaixão. O olhar de JESUS tirou o discípulo vacilante da roda dos escarnecedores e o levou às lágrimas do arrependimento (Lc 22.61,62).

VIII - O jeito da multidão foi gritar 'crucifica-o, crucifica-o'! O jeito de JESUS foi: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem..."


Em suma: do meu jeito não dá certo. O meu jeito me rouba a paz e a comunhão com Deus. O Espírito Santo deseja que eu e você façamos as coisas do jeito do Senhor JESUS. O meu jeito e o seu jeito precisam ser crucificados.


(Fonte: JORNAL DE ORAÇÃO/Mar.1987)





sexta-feira, 25 de março de 2022

A PESSOA QUE DEUS USA

 A VERDADE:

"Deus deseja usar-nos, mas antes precisamos pedir-lhe que nos torne pessoas úteis".


A VERDADE EXPLICADA:

Tempos atrás, conversando com o dono de um armazém, ele me disse: "Há pessoas que estão sempre implorando a Deus que as use, mas Ele não o faz. São pessoas que não se renderam a Ele, não são humildes, nem estão dispostas a serem ensinadas e tampouco são santas. São inúmeras as pessoas que me procuram para trabalharem em minha loja, mas não posso empregá-las -- elas não se encaixam bem no meu trabalho. Quando preciso de alguém, coloco um anúncio e, às vezes, chego a gastar vários dias até encontrar a pessoa de que preciso; então, submeto-a a um teste, para saber se ela me serve ou não".


O fato é que Deus está usando todas as pessoas que Ele pode, em toda a capacidade que possuem. Portanto, ao invés de orarem tanto para serem usadas, as pessoas deveriam procurar saber se estão em condições de serem usadas.

Deus não é mais exigente do que um dono de armazém. Basta que os candidatos sejam 'santificados', 'úteis para o Mestre' e 'preparados para toda a boa obra'. A esses Ele abençoa e usa poderosamente (II Tm 2.21). Deus quer usar pessoas, e Ele as procura em toda a parte; mas para encontrar uma que Lhe seja útil, Ele tem que rejeitar centenas delas.


ATITUDE -- NÃO APTIDÃO

A Bíblia diz: "Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele..." (II Cr 16.9)

Oh, quanto Deus quer usar-nos! Mas antes de pedir-Lhe que nos use, precisamos estar certos de que 'nosso coração é inteiramente d'Ele' -- assim podemos estar certos do poder de Deus a seu favor. Glória, pois, ao Seu precioso Nome!

Quando Deus procura alguém para trabalhar em Sua vinha, Ele não sai perguntando: "Será que ele é talentoso? Será que é culto? Será que tem uma voz possante? Será que é eloquente na oração? Será que é um bom pregador?" Não! O que Deus quer saber é: "O seu coração é inteiramente Meu? Ele é santo? Ele ama aos outros? Ele deseja andar pela fé e não pelo que consegue ver? Ele Me ama e tem confiança em Meu amor a ponto de crer que está sendo constantemente usado, mesmo quando não o percebe? Será que se cansará e desistirá de tudo quando, a fim de prepará-lo para ser melhor usado, Eu o corrigir? Seria capaz de, como Jó, afirmar: 'Ainda que ele me mate, nele esperarei?'" (Jó 13.15)

"Ele estuda a Minha Palavra e nela medita de dia e de noite, tendo o cuidado de fazer tudo de acordo com o que nela está escrito? (Js 1.8). Depende do Meu conselho e procura, em tudo a liderança do Meu Espírito? Ou é teimoso e independente como o cavalo ou a mula, os quais com freios e cabrestos são dominados?" (Sl 32.9).

"É ele um homem chegado às diversões e que vive só para o seu próprio prazer, ou deseja receber o seu galardão e busca tão-somente a glória que vem do Único Deus? (Jo 5.44). Ele prega a Palavra e insta a tempo e fora de tempo? (II Tm 4.2). É ele manso e humilde de coração?" (Mt 11.29)

Quando Deus encontra alguém com tais características, Ele o usa. Haverá tal amizade entre Deus e aquela pessoa, tal amor e confiança, que logo se tornam colegas de trabalho.


INTEIRAMENTE RENDIDO -- INTEIRAMENTE USADO

Paulo era do tipo que, quanto mais o açoitavam, apedrejavam e tentavam livrar-se dele, mais Deus o usava. Por fim, atiraram-no na prisão, porém Paulo declarou com fé inabalável: "...pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa". (II Tm 2.9)

Ele pregava a Palavra de Deus, e nem os demônios nem os homens podiam algemá-la. Ela ultrapassou as paredes e espalhou-se por continentes. Durante séculos ela tem sido portadora das gloriosas e abençoadas novas do Evangelho - destruindo reinos, poderes e dando conforto e salvação aos corações atribulados e cheios de pecado.

As poderosas palavras e obras de Paulo ainda hoje estão produzindo muitos frutos, há mais de dois mil anos após terem os seus inimigos pensado que haviam conseguido acabar com ele. Desde a época em que decapitaram Paulo, pensado que o tinham exterminado para sempre, ele continua a ser cada vez mais útil e seu trabalho continuamente frutifica. "Bem aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor... para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam..." (Ap 14.13). Que surpresa Paulo terá no juízo, quando receber todos os tesouros que estão depositados nos céus e a herança eterna preparada para ele!


MUITO BEM!

Paulo experimentou dias sombrios. Escrevendo a Timóteo ele disse: "Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim..." (II Tm 1.15). Faça um estudo da vida de Paulo no livros dos Atos dos Apóstolos e nas Cartas ás Igrejas e veja os conflitos e desânimos que ele enfrentou. Portanto, anime-se! Talvez você pense que está sendo inútil, mas na realidade não está. Confie em Deus.

JESUS deseja usá-lo, mas antes você precisa pedir-Lhe que o torne uma pessoa útil. Certifique-se de que está bem com Deus e cheio do Seu Espírito, e JESUS fará brotar do seu interior rios de águas vivas, a fim de que o mundo possa ser abençoado por seu intermédio. E você também se surpreenderá, no dia do Juízo, ao constatar quão grande é a sua recompensa, comparada ao seu sacrifício e labor.


(Por SAMUEL L.BRENGLE)

(Mensagem da Cruz nº 73/Jul.Set.1986)




quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A FALSIFICAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

 A VERDADE:

E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição...” (II Pe 2.1)   


A VERDADE EXPLICADA:

No autêntico exercício dos dons espirituais o Espírito Santo é soberano. O fato registrado em Atos (19.11,12), não significa doutrina sobre o assunto, nem modelo para ser copiado. Por outro lado, o costume hoje em dia praticado por certos elementos, de reunir endemoninhados, praticar expulsão de demônios à moda de exorcismo, à prestação, manipulando as pessoas como se os demônios estivessem saindo da vítima aos poucos, é prática reprovável e antibíblica.

Os demônios são expulsos, sim, em Nome de JESUS, por direção e poder do Espírito Santo, mas de maneira bíblica, original, sem deixar dúvida, confusão, nem escândalo.

JESUS nos mandou chamar pecadores e expulsar demônios, mas em muitos lugares estão hoje fazendo o inverso: chamando demônios e expulsando pecadores. Sim, porque estes saem confusos, desiludidos, escandalizados. Saem pior do que chegaram. É isso operação de dons espirituais? Nunca! Poder manifesto de Deus não produz escândalo, grosseirismo, e puro emocionalismo aliado à ignorância e à credulidade, que uma vez passados, só resta frustração, engano, medo e revolta. 

Isto é mais operação diabólica, para confundir os neófitos e perturbar a boa marcha do trabalho do Senhor. O diabo não pode impedir a obra de Deus mas pode atrapalhar, usando os instrumentos de que dispõe.  

Tenhamos cuidado! Está dito na Palavra de Deus, que houve, no passado, entre os fiéis, falsos profetas, e que os mesmos continuarão existindo. Deus não é de confusão. A ausência de continuado e metódico ensino bíblico sobre o Espírito Santo e Suas genuínas operações contribui para isso. O inimigo sabe muito bem tirar proveito da ignorância. Ele não somente fomenta a mentira, mas também faz crer nela, o que pode ser ainda pior. Há demônios cuja missão principal é enganar. (I Tm. 4.1).   

O inimigo aproveita enquanto os trabalhadores dormem, para semear a má semente, especialmente aqueles que dormem de noite e descansam de dia. Não se confunda gritos, trejeitos, gestos desconexos, pulos, linguagem impressionante, barulho emotivo e algaraviada pública, com o real poder do Espírito Santo. 

Profunda espiritualidade e poder de Deus não implicam desordem e escândalo para gregos, judeus e a Igreja de Deus.   

Há, no momento, sendo acolhidos por certos grupos, alguns pretensos obreiros, desautorizados, promovendo por si próprios, movimentos ditos carismáticos, mas sem a devida base bíblica, sem conhecimento da doutrina específica, sem experiência cristã e ministerial, sem cultura bíblica e secular, sem ordem de ministério irregular, irreverentes, gananciosos, explorando o povo e as igrejas, iludindo a boa-fé dos incautos e aproveitando-se da credulidade das massas, prosseguindo, assim, até que os escândalos provoquem uma reação negativa geral e acabe tudo em decepção, sem que ninguém os detenha.   

Os tais, ostentando a coleção inteira de sinais de um falso profeta, em lugar de procurarem expulsar demônios e praticar curandeirismo, eles é que deviam ser expulsos! Dizendo-se autorizados por Deus, arrogam-se autoritários, não aceitando qualquer conselho bíblico, chegando a ponto de quererem provar seus erros pela Palavra de Deus!   

Poder, sinais e maravilhas devem caracterizar um genuíno avivamento, pleno de renovação espiritual, mas livre de escândalo, engano, mistificação. Dentro da decência e ordem que a Palavra preceitua.   

O certo é que tais pseudo-obreiros estão causando sérios estragos dentro e fora da Igreja, pretextando expulsão de demônios, curas, revelações, visões, arrebatamentos, profecia e línguas estranhas.   

Não duvidamos que muitas dessas pessoas tenham a princípio recebido de Deus um ministério de poder, mas estragaram-no, porque começaram a laborar fora do plano divino como revelado nas Escrituras e continuaram assim pensando que Deus estava aprovando seus erros. Como em II Reis (6.5), perderam o ferro do machado. Só tem agora o cabo. Se deram fruto a princípio, não permaneceram assim, por persistirem no erro. Os frutos produzidos não permaneceram, como JESUS falou. (Jo 15.16).   

Caro amigo, se você reconhece que tem recebido um ministério de pregação acompanhado de sinais e maravilhas, exerça-o, mas segundo a doutrina bíblica, apegado sempre à Palavra. Deus concede poder, mas não é responsável pelo uso desse poder. Não é possível um tal ministério frutificar mais e mais e permanecer sempre assim, se o instrumento humano não se conservar na pureza doutrinária da Palavra de Deus.   

Um obreiro pode receber de Deus o mais rico ministério de libertação e conservar-se profundamente bíblico e dentro dos ditames da ética ministerial. Se alguém reconhece que tem recebido dons espirituais para um ministério de poder, o primeiro passo não é sair fazendo demonstrações pueris, escandalosas e antibíblicas. Não! O primeiro passo é conhecer o que a Bíblia ensina sobre tal ministério. 


Autor: Antonio Gilberto 

(Fonte: Mensageiro da Paz 1196/Dez.1986)

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

SINAIS DA VOLTA DE JESUS

 A VERDADE:

"Assim como houve sinais preditos e cumpridos sobre o primeiro advento de JESUS, do mesmo modo há inúmeros sinais preditos nas Santas Escrituras sobre o segundo advento do Senhor. Estes sinais estão hoje todos manifestos. Dirá alguém: “Então, por que JESUS ainda não voltou?” É que muitos desses sinais estão manifestos ou cumpridos em parte, segundo a vontade do Senhor, que governa todas as coisas. Daremos, a seguir, alguns sinais da volta de JESUS."


A VERDADE EXPLICADA:

Sinais nos meios políticos

“...e haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas...” (Lc 21.25)  Foi-se o tempo em que as nações internamente tinham paz e tranquilidade. Hoje, até as nações mais adiantadas, de maior capacidade de defesa e que gozam de estabilidade política e econômica, vivem sobressaltadas por suas crises internas e ameaças externas. O termo perplexidade na referência acima, literalmente significa “um beco sem saída”. Isto se intensificará cada vez mais, até que este sinal atinja a sua plenitude, em relação à volta de JESUS. Chegará ao ponto de desespero, quando então as nações suspirarão por um que possa socorrê-las e garantir-lhes a paz e prosperidade interna e externa. Somente JESUS, na Sua vinda e no Seu Reino, fará isso.  

 Sinais nos meios sociais

“...porém, aquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem...” (Mt 24.36-39)  O que vemos aí neste sinal é a prevalência do materialismo e a indiferença do homem para com Deus. Consultando o texto paralelo de Lucas (17.26-30), vê-se que o humanismo e o materialismo aumentarão, enquanto o apego a Deus diminuirá; isso, entre os cristãos professos. Estamos vendo isso acontecer. Há inúmeros crentes, famílias e congregações que, enquanto eram simples e humildes, buscavam a Deus, mas hoje, porque melhoraram de vida estão se distanciando cada vez mais d’Ele.  

 Sinais nos meios científicos  

“...e a ciência se multiplicará...” (Dn 12.4)  Quando, a partir da segunda década deste século, começaram a surgir as primeiras obras de ficção científica, o público julgava ser aquilo sempre um passatempo, por julgarem impraticáveis o que liam e viam. Nos dias atuais a ciência atingiu um nível nunca sonhado. Agora já estão prontos para lançamento os aparelhos comandados pela voz do operador. A eletrônica e outros ramos da tecnologia prometem coisas assombrosas para a presente década, juntamente com outras ciências. A passagem de Daniel supracitada  concerne à volta de Cristo.    Sinais nos meios naturais  “...e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais no céu...” (Lc 21.11).  A história registra terremotos e outras catástrofes correlatas desde que o homem começou a registrá-los, na mais remota antiguidade; mas, de tempos recentes para cá, esses fenômenos vêm-se registrando com acelerada frequência e intensidade. Lugares totalmente alheios a terremotos são, hoje, palcos deste fenômeno destruidor que, como aqui abordado, prenuncia a volta de Cristo.  

 Sinais nos meios religiosos   

“...e nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...” (At 2.17)  Este sinal da volta de Cristo, que começou de maneira limitada no início deste século, avança mais e mais, todos os dias, entre as igrejas da comunidade cristã. Não há hoje ponto do globo que não tenha crentes batizados com o Espírito Santo, conforme relato de Atos dos Apóstolos, capítulo 2.  

 Sinais nos meios domésticos  

“...sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos;  porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências...” (II Tm 3.1-6)  Aí vemos a família sendo palco de mutações subversivas e destruidoras, sob vários aspectos. A família é o elo básico da Igreja, da sociedade e do Estado. Uma vez este elo enfraquecido, esfacelado e destruído, tudo o mais relacionado com o gênero humano se arruinará. Estamos vendo isso acontecer por toda parte. Por todo o mundo a família está enfrentando crises as mais desafiantes, à que ela não resiste, e fracassa. A não ser que a família se acerque de Deus, em arrependimento, santidade e temor, observando o que a Palavra prescreve para o pai, a mãe, o marido, a mulher e os filhos, não há esperança de vitória.  

 Sinais nos meios trabalhistas  

“...eia pois agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e os vossos vestidos estão comidos da traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram, e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama, e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes: cevastes os vossos corações como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu..” (Tg 5.1-6).  Aí vemos um sinal que torna-se cada vez mais patente. São os choques e lutas entre empregados e patrões. Os sindicatos e sindicalistas que deviam ser instrumentos moderadores, mediadores e promotores da concórdia, justiça social no sentido correto, e direito, no trio patrão-empregado-governo, cuidam mais da desordem e da subversão, sem se darem conta que estão, desta maneira, servindo a Satanás. Os patrões, por sua vez, cometem desatinos, distorções, usura, lesando empregados e governo. O governo, de igual modo, aprova leis puramente humanistas que o impedem de governar retamente, inclusive no que tange ao que estamos abordando. Deviam todos buscar a Deus, para d’Ele receberem direção sobre como agir e proceder numa área tão vital para uma nação como é a de patrão-empregado-governo.    


Autor: Antonio Gilberto

(Fonte: Mensageiro da Paz nº 1246/Dez.1990)   

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

A ÁGUA NA TERRA

 A VERDADE:

"Nada sobrevive sem água. Num planeta onde não exista esse líquido, é impossível conceber-se um tipo de vida como na Terra. Os animais ingerem as substâncias fabricadas pelas plantas, direta ou indiretamente. Depois de aproveitadas, é a água que elimina as substâncias tóxicas, pela urina e suor, e desempenha papel importante nas reações químicas".


A VERDADE EXPLICADA:

Se de outros planetas é possível ver o nosso, provavelmente a Terra seria chamada Água pelos hipotéticos habitantes que lá existissem. Pois esse líquido, com efeito, predomina na superfície terrestre: ocupa cerca de três quartos do total da área do globo. A vida sobre a Terra começou na água. E alguns seres só puderam conquistar o meio terrestre desenvolvendo no próprio organismo estruturas que mantém soluções aquosas sob forma de sangue, plasma e fluídos intercelulares. Cerca de 72% do peso de um ser humano é constituído de água. Em alguns vegetais, a proporção é ainda maior, alcançando até 98%, como é o caso da melancia.  

Desde sua criação, o homem compreendeu a necessidade desse líquido e uniu sua vida às reservas d’água. Nelas aplacou a sede e descobriu alimentos: os peixes. Junto aos rios encontrou bom solo para cultivo, desenvolvendo a agricultura. Aí, formaram-se agrupamentos humanos. Pouco a pouco, os cursos d’água passaram a servir como ótimas estradas: foram aquáticos os primeiros meios de transporte – o homem viu que, usando os rios para se locomover, podia economizar a energia que dispenderia andando a pé. Foi perto dos rios e do mar que surgiram as grandes civilizações da antiguidade: a egípcia, a fenícia, a cretense, a grega, a etrusca, a romana, a chinesa, a indiana.  

A água e as religiões 

E, à água passou-se a atribuir um poder sobrenatural. No antigo Egito, o Nilo era divinizado. Os gregos imaginavam que as águas fossem habitadas por gênios e ninfas. Os antigos germanos na Europa e os aborígenes da América rendiam culto a esse elemento fertilizador da terra. Os hindus ainda hoje consideram sagrado o rio Ganges, onde se banham, para purificar o corpo e a alma. No cristianismo, a água aparece como símbolo de purificação, especialmente no ato do batismo.  

Uma das histórias religiosas a respeito da água que mais impressiona a curiosidade dos estudiosos, é a que se encontra registrada na Bíblia, acerca do Dilúvio Universal. Esse relato, mais conhecido biblicamente, surge na tradição de vários outros povos, embora distantes entre si – sumérios, normandos, habitantes de ilhas do Pacífico; e foi comprovado pela Arqueologia. As escavações permitiram encontrar uma camada lamacenta, chamada diluviana, que separa duas outras, com vestígios de vida humana. Essa camada data de cerca de quatro mil anos antes de Cristo. O fato torna evidente que a água, fonte de vida, pode ser também instrumento de devastação e morte.  

A água por cima  

A água é a mais abundante das substâncias encontradas na crosta terrestre. Oceanos e mares cobrem aproximadamente 361.000.000 de quilômetros, ou seja, cerca de 71% da superfície total. Em muitos lugares existem profundidades de 8 mil metros (e mais). O volume total é estimado em 1.330.000.000 de quilômetros – o suficiente para cobrir toda a Terra, com 2.800 metros de profundidade.  

Em relação com tal volume, a quantidade de água doce é relativamente pequena. Não ultrapassa ½.700 do total da salgada. Ainda assim, são quase 500.000 quilômetros, que poderiam cobrir a Terra com mais ou menos um metro de profundidade. Há um constante e intenso intercâmbio entre as águas doces e salgadas que, no fundo, são apenas salgadas, porque recebem depósitos de sal dos rios. Este intercâmbio denomina-se ciclo hidrográfico; sem ele, não haveria a vida tal como a conhecemos.  

Esse ciclo se inicia com a evaporação da água, isto é, sua lenta transformação em vapor. Ao nível do mar, nas regiões tropicais, o ar é quente e conserva grande proporção de vapor. Em maiores altitudes, o ar esfria e diminui a sua capacidade de retenção. Então, uma parte do vapor se condensa, transformando-se outra vez em água. Esta água, constituída de numerosas gotículas, forma então o que chamamos nuvens. As pequenas gotas unem-se nas nuvens formando gotas maiores que, pesadas, dificilmente ficam suspensas. A isso chamamos saturação. As nuvens saturadas desfazem-se sob a forma de chuva. Parte da chuva evapora-se logo que cai; outra, penetra na terra; o restante corre para os rios, lagos e para o mar. As plantas absorvem a água do solo, utilizam-na e a perdem sob forma de vapor, o que nada mais é senão a transpiração das plantas. Assim, completa-se o ciclo hidrológico. Os índices pluviométricos variam bastante. Em certas regiões do Pacífico e da Índia, atingem cifras assombrosas, ao passo que no Saara e outras zonas desérticas praticamente não chove.  

Água quase pura  

Aristóteles, sábio grego, considerava a água um dos elementos fundamentais do mundo. Os outros seriam o ar, o fogo e a terra. A água é composta de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Daí a fórmula H2O. A água não é quimicamente pura. Essa pureza se obtém, em parte, pela destilação. A água destilada a 4 graus centígrados é tomada como unidade de densidade. À pressão atmosférica de 760 mm (nível do mar), ela ferve a 100 graus e solidifica-se a zero grau. Ao congelar, aumenta de volume, diminuindo a densidade (por isso o gelo flutua na água líquida: é mais leve que ela).  

Não há vida sem água  

Nada sobrevive sem água. Num planeta onde não exista esse líquido, é impossível conceber-se um tipo de vida como na Terra. Os animais ingerem as substâncias fabricadas pelas plantas, direta ou indiretamente. Depois de aproveitadas, é a água que elimina as substâncias tóxicas, pela urina e suor, e desempenha papel importante nas reações químicas.    

 

(Fonte: Mensageiro da Paz nº 1203/Jul.1987

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

VASOS CONVENIENTES

A VERDADE:

 Deus pode usar um vaso de ouro em funções humildes e vasos de barro em situações de destaque. Assim todos são honrados, desde que vasos de ouro ou vasos de barro, são todos feitos pelas mãos de Deus.  


A VERDADE EXPLICADA:

Embora a visita de Jeremias à casa do oleiro tivesse uma função específica para o propósito de Deus (Jr 18.4), acreditamos que ele viu naquela oficina muitos outros vasos além daquele em que o artífice trabalhava. Enquanto recebia a mensagem divina, o profeta poderia admirar as belas obras já enfileiradas nas prateleiras ou encostadas a um canto. Algumas polidas, à mostra, talvez coloridas, para chamar a atenção dos pretendentes. Alguns vasos não estariam ainda em condições de uso e outros podiam parecer sem atração, permanecendo na loja mais tempo do que o vendedor pretendesse. Jeremias teria outras lições a colher daquela visita e ele mesmo empregaria a sua própria retórica para o ensino do povo.  Mesmo que fossem apenas objetos de barro, aqueles vasos representavam a natureza humana em sua beleza, em sua utilidade, no seu emprego e no seu valor.  

 Os vasos do templo   

Para o aparelhamento do templo, Salomão encomendou diversas espécies de vasos (I Re 7.48), e diz a Palavra que ele mandou preparar os vasos que convinham à casa do Senhor.  Pressupõe-se que o rei tomava parte ativa na construção do templo e que havia antes planejado com seus conselheiros, desenhistas e artífices e isto após consultar as tradições e as escrituras antigas que falavam de objetos existentes nos templos anteriormente construídos.  

Cremos ainda que ele fez uma cuidadosa triagem entre os vasos que seriam realmente aproveitáveis e outros que estariam apenas ocupando lugar, dando trabalho e juntando poeira. Depreende-se que a sua escolha foi criteriosa, de modo que ficou registrada a sua opção pelos que de fato convinham à casa do Senhor. E a ênfase parece querer demonstrar que nem todos os vasos apresentavam a devida utilidade.  

Dessa maneira ficou estabelecido que somente entrariam no serviço do templo os que realmente conviessem. Se há uma lição nesta exposição da preferência do rei, de seus assessores, na aprovação pelos anciãos e sacerdotes, ainda assim, a glória não seria dos vasos úteis que de nada se poderiam orgulhar.  

Vasos sem prazer  

Entre outras, a Bíblia fala duas vezes de “vasos dos quais ninguém se agrada” (Jr 22.28; Os 8.8). Esta especificação não parece muito lisonjeira e até a poderíamos julgar um tanto austera, não fosse ela a exata expressão da verdade, alicerçada na própria Palavra de Deus. Para ser um vaso de que ninguém se agrada, o objeto se qualifica como imprestável em todo e qualquer ponto de vista. Não tem atrativos, apresenta rachaduras, não tem beleza para ser colocado em lugar de destaque e não é maleável, isto é, não pode ser movido de um lado para outro. Não será demais acreditar que esteja sujo por dentro e por fora, cheio de limo, ou de ervas daninhas. Alguns podem mesmo conter águas estagnadas produtoras de insetos doentios. 

Vasos de valor  

Ao falar sobre Saulo de Tarso, o próprio JESUS disse a Ananias que o convertido de Damasco era para Ele um vaso escolhido para levar o Seu Nome aos gentios e aos grandes. Paulo, mais tarde, fala de vasos para honra (Rm 9.21; II Tm 2.21); e retroagindo aos versículos 16 a 18, ele mostra de que o crente se deve purificar para não ser vaso de desonra. E ele alude a vasos de ira, que contrastam com os vasos de misericórdia, preparados com antecedência, entre os quais ele qualifica o crente e, por coletivo, a Igreja.  

O apóstolo cita vasos de ouro, de prata, de pau e de barro, uns para honra, ou seja, para uso mais distinto, mais exposto e outros de uso mais discreto, mais escondido. É defeso, porém, dizer-se que pode haver vasos de ouro que são postos em desonra e vasos de barro que recebem um tratamento mais honroso. Não parece ser a feitura, a matéria prima do vaso que rege o seu uso, mas a importância que o seu sentido lhe dá.  

Deus pode usar um vaso de ouro em funções humildes e vasos de barro em situações de destaque. Assim todos são honrados, desde que vasos de ouro ou vasos de barro, são todos feitos pelas mãos de Deus.  

Vasos preparados  

O importante na vida do crente é colocar-se na condição de vaso conveniente. Aquele que se adapta a qualquer serviço e qualquer posição e apresenta as qualidades suficientes para ocupar o lugar que Deus lhe tem destinado. Não há por que considerar-se mais honroso, se a posição ocupada não o foi pelos próprios méritos, mas por escolha de Deus.  

Na verdade pode haver crentes mais preparados, mais versados e com maiores experiências na vida cristã. E isso lhes dá a oportunidade de apresentar um trabalho melhor na salvação das almas e na doutrinação do rebanho do Senhor. Para isso é preciso somente que os tais obedeçam aos conselhos da Palavra de Deus, às advertências dos apóstolos, para que o seu preparo seja notório aos demais (II Tm 2.15; I Tm 4.11-13; I Pe 3.15). De posse destas condições, é claro que tais crentes serão tidos como mais convenientes ao serviço de Deus. Destes se pode esperar um desempenho especial que, por metáfora, se atribuirá a vasos de ouro e vasos de prata.    


 Autor: Miguel Vaz 

 (Fonte: Mensageiro da Paz nº 1204/Ago.1987)




quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O CRISTÃO ATUAL

 A VERDADE:

"O cristão tem que fazer de sua vida uma mensagem que causa impacto nesta geração carente, ter um forte amor para com Deus e refletir um compromisso com Sua pessoa. Viver para fazer a vontade d'Ele acima de todas as decisões mostra que JESUS ocupa em sua vida o lugar que Lhe é de direito".


A VERDADE EXPLICADA:

A mensagem do Evangelho de JESUS Cristo deve alcançar o homem como um todo. Estamos passando por um período dentro da igreja de Cristo em que o verdadeiro cristão deve estar preparado e pronto para enfrentar os ataques de satanás e as investidas deste sistema egoísta contra a pessoa que, decididamente, vive uma vida correta com Deus. Gostaríamos de fazer algumas considerações a respeito deste assunto:

I - Consiste na falsidade deste sistema. O princípio que rege a sociedade é o de "levar vantagem em tudo"., sendo assim, as pessoas tornam-se desconfiadas e tudo para elas gira em torno da falsidade. Embora o sistema seja corrupto, no que dizemos e em nossa maneira de viver, devemos ter a mesma ousadia que Cristo teve para enfrentar o sistema hipócrita de Sua época.

II - Está no exemplo. Nossa geração precisa de exemplos. Hoje em dia não temos bons modelos para seguir; as crianças tem como exemplos artistas de cinema e televisão cheios de conflitos interiores mal resolvidos. Muitos deles, incentivados apenas pela fobia financeira, são capazes de vender sua própria alma por um contrato milionário; os jovens tem como exemplos grupos de rock que na verdade (em sua grande maioria) são inspirados por satanás, propagando músicas que incentivam à violência, ao abuso sexual e ao culto a demônios; os adultos são influenciados pelas novelas e outros que tais. As senhoras e senhores brasileiros recebem muito mais influência da televisão em seus lares do que qualquer outro instrumento. Uma coisa interessante é que esta mesma sociedade que pratica tais coisas não está contente com este padrão de vida, nem com o sistema vigente. A sociedade precisa de exemplos: está atrás de vidas corretas e honestas em quem possam confiar e até imitar de uma certa forma.

O cristão tem que fazer de sua vida uma mensagem que causa impacto nesta geração carente. O cristão atual precisa saber no que crê; muitos hoje em dia não sabem explicar sua fé. Muitas pessoas estão nas igrejas apenas por causa de sentimentos ou procurando respostas para suas frustrações pessoais ou algum tipo de doença. Pessoas que não estão interessadas em saber no que creem, não são capazes de explicar sua fé. Temos que entender JESUS, precisamos crer e saber em que cremos. Creio em JESUS porque Ele é o próprio Deus encarnado, que nasceu de forma humana e viveu entre nós, foi morto e crucificado por meus pecados e pelos de toda a humanidade. Como já dizia um famoso0 pregador: "Crer também é pensar...". Não acreditamos em JESUS apenas porque sentimos Sua presença, mas sim por aquilo que podemos entender d'Ele e por aquilo que Ele fez em nossa vida.

ZELANDO PELA CONSCIÊNCIA

O cristão atual deve ser altamente rigoroso consigo mesmo com respeito aos aspectos básicos da vida cristã. Paulo, o apóstolo, já disse que devemos nos esforçar diante de Deus e dos homens para ter uma consciência limpa.

Devemos zelar por nossa consciência, vivendo de tal maneira que nada possa nos acusar. Caso venhamos a cometer um mal contra alguém, coisa que pode acontecer a qualquer um, devemos voltar e corrigir o erro. A Bíblia também diz que se queremos oferecer no altar uma oferta e lembrarmos que nosso irmão tem alguma coisa contra nós (Mt 5.23,24), devemos voltar e nos reconciliar com ele. Geralmente, o homem ou a mulher que zela por sua consciência tem grande autoridade para ministrar a Palavra de Deus.

Os grandes pecados que produzem impacto negativo em vários níveis da sociedade começam com um pequeno. Adultério começa com um pequeno pensamento impuro em sua mente; o roubo com uma pequena cobiça. Devemos ser auto-exigentes a respeito deste assunto: zelar por nossa consciência para podermos enfrentar este sistema egoísta. Se errar, volte e conserte. Seja com quem for, e dependa do que depender.

O cristão atual deve ter um forte amor para com Deus e refletir em sua vida um compromisso com Sua pessoa. JESUS mesmo disse: "Ama a Deus de todo o coração, de toda a alma, de toda a força e todo o entendimento...". Este tipo de vida demonstra a intensidade do amor para com o Senhor, tal qual Abraão o demonstrou quando ofereceu seu filho, Isaque, em sacrifício. 

Viver para fazer a vontade d'Ele acima de todas as decisões mostra que JESUS ocupa em sua vida o lugar que Lhe é de direito. Que Ele exerce o senhorio sobre você e predomina em todas as áreas de sua vida. Ama mais a Deus do que os valores deste mundo? Ama mais a Deus do que a seus projetos pessoais? Como já dizia um antigo pregador: "Acho que não há expressão mais adequada para explicar este tipo de devoção do que morrer para si mesmo".


Por: Cícero Manoel Bezerra

(Fonte: A Seara 311/Abril 1991)