terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O ESTREITO CAMINHO DOS SANTOS

A VERDADE EXPLICADA:

Diante do mais rigoroso tribunal do mundo -- a Sagrada Congregação de Ritos do Vaticano, que examina e julga os processos de canonização --, "o próprio Cristo poderia encontrar dificuldades para provar alguns de Seus milagres; os testes são duros", diz um postulador geral (advogado dos candidatos à santidade). As investigações sobre as virtudes que a pessoa indicada para ser santa desenvolveu durante sua vida e a verificação do valor dos milagres que realizou após a morte (principal condição para a canonização) podem levar séculos. Até o século IV, para alguém ser santo bastava a aclamação popular e a confirmação de um bispo. Os abusos entretanto forçaram a Igreja (católica, claro) a uma revisão e muitos santos caíram do altar. Entre eles São Jorge, patrono da Inglaterra, cuja existência não pôde ser provada.

































Para evitar novos problemas, a Igreja (católica, claro) parece não ter pressa em concluir os longos processos: numa organização preocupada com os problemas da eternidade, alguns séculos a mais ou a menos pouco representam. O recente decreto de Paulo VI, que simplifica a burocracia da canonização, tem, por isso, um alcance limitado e poderá encurtar em uns dez anos apenas o caminho para a santificação. Ele altera os primeiros passos do processo, dando autoridade aos bispos -- após a introdução da causa na Congregação dos Ritos -- para convocarem um "tribunal territorial especial" que fará um exame mais minucioso das provas e poderá ouvir depoimentos em última instância. Antes disso era feito em Roma, obrigando o Vaticano a fazer grandes despesas, principalmente com o pagamento das passagens das testemunhas, que eram todas reinquiridas pela Congregação.

Ancheita -- O Brasil também tem seu candidato na Congregação de Ritos. O padre José de Anchieta está à espera de sua canonização há mais de 350 anos. O movimento para transformá-lo em santo começou em 1617. A primeira etapa já foi vencida: é a introdução da causa. Esta é quase sempre proposta pelos superiores das ordens, quando o candidato é um religioso, e pelos familiares e autoridades da cidade onde ele viveu, quando se trata de um leigo. Aceita a causa pela congregação, o candidato passa à condição de venerável. É o estágio onde se encontra Anchieta. Para alcançar o segundo degrau da difícil escalada, a beatificação, Anchieta precisará que pelo menos dois dos milagres a ele atribuídos sejam suficientemente provados. Posteriormente, outros dois o levarão à canonização. Recentemente, seu advogado o padre Paulo Molinari, esteve em São Paulo reunido com os padres Hélio Abranches Viotti, Reinaldo Wenzel e Hiopólito Chemello, os três jesuítas encarregados de procurar e provar os milagres. Mas voltou a Roma de mãos vazias. 






























A mão do diabo -- O diabo estará atento para evitar a canonização. Ele terá também o seu representante na Sagrada Congregação de Ritos para conseguir outras provas: estas procurarão demonstrar a ilegitimidade dos milagres apresentados e apontar fatos da vida de Anchieta que deponham contra sua fama de santo. Anchieta já enfrentou três advogados do diabo desde o início do processo. Durante os primeiros anos das investigações, mais de duzentos de seus contemporâneos (Anchieta morreu em 1597) prestaram depoimentos contando os seus "casos sobrenaturais". Um ferreiro, Paulo da Cruz, ex-aluno do Colégio dos Jesuítas, no Morro do Castelo, Rio, disse ter visto muitas vezes, quando ajudava na missa, o padre Anchieta "alevantando do chão". Um barqueiro contou que um dia levou Anchieta em seu barco. No meio do rio, o bote virou. Esquecendo-se do padre, nadou até à margem. Mas voltou para buscá-lo e ao mergulhar encontrou-o sentado no fundo do rio: não havia interrompido a leitura do catecismo. Nenhum desses milagres, entretanto, pôde se provado na época. E, com o passar do tempo, as dificuldades crescem.

O que é um milagre -- Uma definição de Santo Agostinho, aperfeiçoada por Santo Tomás de Aquino, diz que milagre é um "ato de Deus interferindo diretamente na vida dos homens, e fora da ordem natural". Santo Agostinho foi a primeira pessoa a atribuir aos santos a realização de milagres. Até então acreditava-se que apenas Jesus Cristo pudesse fazê-los. Há teólogos que não creem na interferência de Deus alterando as leis físicas. O milagre estaria na providência divina de fazer coincidir um fenômeno natural com uma necessidade do homem. 

Quando os israelitas atravessaram o rio Jordão "a pé enxutos", como conta a Bíblia, não ocorreu nenhum fato sobrenatural. No livro "E A BÍBLIA TINHA RAZÃO", o arqueólogo Werner Keller diz que no Jordão, um rio muito estreito, existem vaus capazes de represar temporariamente a água nas partes mais fundas, deixando o curso inferior quase seco, quando rio enche subitamente. E os israelitas o atravessaram justamente quando começava o degelo das neves do monte Hermon. Por que a Igreja (católica, claro) exige que seus santos sejam milagrosos? A primeira razão está na Bíblia, no Evangelho de Marcos: "Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem; em meu nome expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados..." Tais poderes, diz a Igreja (católica, claro) devem ter os santos. A segunda razão foi definida mais precisamente no Concílio Vaticano I: "O milagre demonstra a origem divina da religião cristã". Só ele é capaz de levar o santo ao altar. E a Igreja (católica, claro) pouco pode fazer para diminuir as dificuldades dessa conquista.


(VEJA nº 33/Abr.1969)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ATITUDES CONDENATÓRIAS
































A VERDADE:
"...ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando...Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo". (Mt 23.13,14)


A VERDADE EXPLICADA:
"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas..." A interjeição "ai" indica alegria, tristeza, dor, etc... Aqui equivale a dizer: "Como escapareis da condenação?" Como se não bastasse os erros que vinham cometendo em matéria de ensino religioso, ainda mantinham atitudes de completa incredulidade. Assim sendo encontravam-se no funil da condenação e não tinham como escapar da mesma.

Hipócrita quer dizer uma pessoa que, exteriormente, funciona perfeitamente como religiosa mas, interiomente, é completamente alheia ao espírito da verdadeira religião. Não passa de um ator que bem simula ser o personagem que não é, que apenas representa. Mas todos sabemos que uma pessoa, por que se assemelhe ou se esforce no sentido de representar o papel de outra sempre deixa a desejar e sempre deixa um quê para identificação da farsa.

A religião é expressão do coração, logo, quando a pessoa finge, em hipótese alguma consegue agir de tal maneira que não deixe nada em que alguém possa pegar para a desmascarar. O que ocorre, não raro, é que as pessoas não tem coragem ou iniciativa no sentido de por às claras a hipocrisia que percebem nos seus líderes o que não as impede, entretanto, de se colocar em posição apática relativamente à sua maneira de agir e, por que não dizer, em relação à própria religião. Quantos crentes que não levam a sério sua religião exatamente porque não vêem em seus líderes maneira condizente de viver com aquilo o que pregam.

Embora não os acusem frontalmente de tal pecado não se sentem atraídos por uma vida de verdadeira expressão religiosa. E o resultado é aquilo que assistimos abismados: o Evangelho, aparentemente, perdendo o seu poder. Dizemos aparentemente porque na realidade não é ele que perde o poder mas aqueles que o professam. É evidente que JESUS saberá cobrar dos culpados a negligência e a hipocrisia. Seu olhar é penetrante e não usa de meias palavras. "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas".

"Fechais aos homens o reino dos céus..." A palavra reino é riquíssima em significações, todas elas aplicáveis na expressão de JESUS. Ela quer dizer soberania, autoridade real, domínio; reino, sinal de realeza; o poder real de JESUS, o triunfante Messias; aquela perfeita ordem de coisas que por JESUS havia de ser estabelecida, na qual, todos, de todas as nações que n'Ele cressem haveriam de ser unidos numa comunhão, dedicados e unidos a Deus e feitos participantes da vida eterna. Assim se expressa Tayer, gramático grego-inglês.

Seu modo de proceder se constituía em tentativa de fechamento para passarem à soberania de Deus entre os homens. Desfiguravam essa soberania. Faziam o mesmo em relação à autoridade real e ao domínio do Senhor no mundo. Tal era o seu procedimento que impedia às multidões no sentido de ver o sinal de realeza de Cristo entre os homens. Deste modo o poder real de JESUS como triunfante Messias não era visto nem entendido por aqueles a quem Ele viera salvar. Como entender aquela perfeita ordem de coisas que Ele haveria de estabelecer! E, se o feito de tal ação era desastroso para o povo judeu, muito mais o era para as nações que deveriam ser unidas numa comunhão perfeita com este, em dedicação completa a Deus, feitas participantes da vida eterna. Como se pode ver, era mui grave o seu procedimento.

O que os escribas e fariseus faziam nada mais era do que interpor-se ao desenvolvimento do processo da revelação. Seu modo de agir redundava, em última análise, em esforço no sentido de interromper o processo da revelação, tanto haviam deturpado o ensino da Lei e dos profetas. É evidente que não conseguiram fazê-lo pura e simplesmente porque a Deus ninguém consegue barrar em Seus feitos. O processo da revelação existia desde a eternidade e se desenvolvera durante séculos e séculos. O pecado dos líderes religiosas, entretanto, estava caracterizado como esforço nesse sentido. Vale a pena olharmos para esse espelho, líderes religiosos do presente século.

"Nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando..."Fechavam o reino dos céus, indo adiante dos homens. É como se, andando adiante das pessoas, na procura do reino de Deus, fossem fechando-o para estas, a fim de que não o encontrassem. Um verdadeiro assassínio espiritual imposto às pessoas.

O verbo usado pelo Senhor JESUS dá ideia de que até aquelas pessoas que estavam entrando definitivamente para o reino dos céus eram barradas por eles. Aí, é claro, a sua culpa se tornava ainda maior. Veja-se a atitude deles nos capítulos anteriores, relativamente a JESUS, de completo impedimento às multidões de O aceitarem. Tudo o que podiam faziam para impedir que as pessoas cressem no Senhor JESUS, tendo desfigurado completamente todos os  ensinos do Antigo Testamento a Seu respeito. 

"Ai de vós... pois que devorais as casas das viúvas..." O verbo usado pelo Senhor aqui no sentido de destruir as casas das viúvas é forte. Significa comer inteiramente, devorar. Isso significa que eles exploravam as viúvas de todas as maneiras imagináveis, deixando-as ainda mais pobres do que já eram. Não está bem claro, para nós, mas parece, ao que tudo indica, pela maneira de o Senhor colocar a questão, que eles cobravam por serviços religiosos que prestavam. Se se tratava disto estava aí caracterizado o pecado da simonia qual seja o de vender serviços espirituais. O próprio Senhor JESUS ensinava aos Seus discípulos que deveriam dar de graça aquilo que haviam recebido de graça e em matéria de religião, de comunhão com Deus, nada nos custa, nada que possamos e devamos pagar. Tudo que devia ser pago já foi pago por Cristo na cruz.

Como entender que ainda hoje líderes religiosos se deem ao luxo de cobrar por serviços religiosos prestados! É evidente que a condenação de Deus há de cair sobre tais pessoas.

Eles faziam tudo isso sob pretexto de prolongadas orações ou cerimônias religiosas. E não é o mesmo que se observa ainda hoje? Custa crer que pessoas haja que se prestem para fazer da religião meio de vida. Mas não são menos culpados e não procedem, de modo diferente aqueles que, pastores, identificam a chamada de Deus para esta ou aquela igreja em face do maior ou menor salário. Precisamos ter muito cuidado com essas coisas. Deus nos abençoe. Amém!


(Paulo N.Coelho/Jornal de Oração)




CADA CRENTE, UM EVANGELISTA!








A VERDADE:
"Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos..." (Sl 126.6)


A VERDADE EXPLICADA:
É bem conhecida a frase "CADA CRENTE, UM EVANGELISTA". Mas é muito difícil entendermos o verdadeiro sentido que ela expressa quando falamos do prático, do dia a dia, das almas a serem salvas através de cada crente em JESUS. Leo Jans, em "COMO GANHAR ALMAS" surpreendeu a todos quando afirmou que 95% dos crentes de nossas igrejas não evangelizam, isto no que diz respeito a um testemunho verbal da mensagem das Boas Novas.

Se analisarmos logicamente, incluindo nos 5% restantes, pastores, evangelistas e missionários, a conclusão a que chegaremos é desalentadora. Por que tanto desânimo? Por que tão poucos trabalhando? O que está faltando para motivar o povo de Deus? Poderíamos alegar que não fomos chamados para isso, ou, em outras palavras, que não temos "jeito" para esse tipo de obra. Algumas pessoas não tem realmente facilidade no falar, todavia o falar de JESUS não envolve um complexo de palavras difíceis e teológicas, mas simplesmente a transferência de vida e de conhecimento, não havendo necessidade de alcançarmos um nível intelectual próprio. Uma criança, com um simples "JESUS ama você", pode fazer, pela obra do Espírito, um adulto ser quebrantado até o arrependimento.

Poderíamos, por outro lado, alegar falta de tempo. Creio que assim a maioria daria esta justificativa. Muitos até mesmo afirmam que seu trabalho já é um ministério. Concordo "se tudo for feito n'Ele, por Ele e para Ele, JESUS!" Mas, quando nosso coração está transbordante desta graça salvadora, o nosso ministério vai bem além do simples trabalho em si, pois Deus nos prepara para momentos próprios. Quando estamos com o nosso espírito voluntário, as oportunidades surgem constantemente e a nós cabe confiar. "Vai pois agora e eu serei com a tua boa e te ensinarei o que hás de falar.." (Ex 4.12).

É bom lembrarmos que nunca poderíamos alegar que a Bíblia apresenta apenas algumas passagens que falam do ir, do anunciar, do pregar, do testemunhar, pois sabemos que até mesmo como sinal da segunda vinda do Senhor JESUS é este o ministério de todo o crente.

De todas as passagens aquela que mais provoca motivação e certeza de vitória no evangelizar, cremos ser esta: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém (em sua cidade, em sua casa,em seu emprego) como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". (At 1.8)


(Marcos S.Calixto/Mar.1984)


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SIFRÁ E PUÁ

A VERDADE:
"Há algo de sinistro e ao mesmo tempo grandioso nas opções agora abertas às mulheres..."






























A VERDADE EXPLICADA:

Sifrá e Puá tinham licença de matar. Cerca de 1500 a.C., o "Faraó da Opressão" chamou as duas parteiras e deu-lhes poderes absolutos: "Quando ajudardes no parto das hebreias... se for filho, matai-o..." (Ex 1.16)

Antes da forca, da guilhotina, da cadeira elétrica, das injeções letais e das rajadas de metralhadora, as duas mulheres tinham já autoridade de matar em nome da lei. Neste caso tratava-se de algo mais que privilégio de pôr termo à vida de outrem. A consciência vacilante poderia argumentar que matar tornara-se, então, um dever legitimado pela autoridade máxima do país. Se cumprissem à risca a sua missão, Sifrá e Puá poderiam até ser condecoradas. Pessoas tem recebido medalhas por orelhas, cabeças -- e sabe-se lá que outras partes anatômicas! -- cortadas às "forças inimigas". Em tempos de crise espiritual verifica-se sempre uma erosão dramática de valores que barateia a vida humana. Usam-se a propósito termos pomposos como "honra", "segurança", "legítima defesa", "interesse nacional", etc., para justificar a supressão de vidas, mesmo que na leva sofram crianças indefesas.

Como no Egito dos dias de Sifrá e Puá, a matança de meninos nem sempre é gerada pela guerra. Antes, por conveniências sociais ou insegurança quanto ao futuro, opinam entendidos. Nos nossos dias tais argumentos transbordam dos círculos governamentais à intimidade do lar. Mais e mais países sancionam o aborto como opção válida ao controle da natalidade, enquanto os lares vão-se habituando à rotina de eliminar "tecido fetal". Já se pode praticar a matança de crianças: é lei decretada por faraós do século vinte e um.

Munidas da sua licença de matar, Sifrá e Puá saíram à rua. Há algo de sinistro e ao mesmo tempo grandioso nas opções agora abertas às mulheres. Poderiam organizar-se numa gestapo privada e aterrorizar os bairros judeus, séculos antes do nazismo. Por outro lado, poderiam elevar-se acima do padrão oficial e decidir obedecer a ordens emanadas de Trono mais alto que o do faraó.

Este momento não é exclusivo às duas parteiras nem ao seu tempo. Ocorre sempre que temos de fazer escolhas em que a lei da consciência alertada pelo Espírito Santo entra em choque com a lei dos costumes e de poderes humanos. Há riscos gravíssimos em ambas as opções. Se escutarmos a Deus, poderemos expor o pescoço aos dedos estranguladores das forças resistidas; se nos submetermos a leis imorais caímos sob a ira divina. Posta nestes termos, a escolha parecerá óbvia, mas é sempre difícil, agravada por disparidades na aplicação de sanções: os homens intimidam pela presença física imediata, mas Deus é invisível e por vezes parece desligado ou esquecido da vida eterna. Além disso, os homens quase sempre optam pelo julgamento sumário enquanto Deus deixa correr mais tempo antes do Seu dia de juízo.

O nervosismo humano quanto ao crescimento populacional brota da incerteza. Pergunta-se hoje se teremos pão para sustentar, recursos para educar, trabalho para ocupar e espaço para abrigar uma população "explosiva". Estes cuidados são válidos e merecem ponderação e planejamento adequado, a nível do lar e nacional. Mas parece que vamos atuando mais sobre consequências do que sobre as causas que as originaram.

A pergunta que Sifrá e Puá tiveram de responder foi, sem dúvida, deste teor: "Valerá a pena salvar a pele, se o custo dessa proeza exigir o estrangulamento da consciência?" A Bíblia imortalizou a decisão heroica destas mulheres: "As parteiras, porém temeram a Deus, e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservaram os meninos com vida..." (Ex 1.17)

O faraó que deu a ordem genocida acha-se sepultado, como seus predecessores, sob milhares de toneladas de pedra arquitetada em pirâmide. Um desses túmulos media 146,60 metros de altura por 230,35 metros de comprimento. Maravilham-se os cientistas modernos de como foi então possível o transporte e a disposição de tamanho peso. A despeito, porém das estruturas colossais de Quéops e do Vale dos Reis, em Tebas, fica-nos uma pergunta inquietante: quão mais esmagador teria sido o peso amontoado na consciência de Sifrá e Puá, se tivessem executado a ordem de matar crianças?


(Jorge de Barros/MCruz nº 73/Jul.1986)





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

POR QUE BATIZAR EM NOME DO SENHOR JESUS?

A VERDADE EXPLICADA:


Paulo diz: “...assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina...”( Ef 2.19,20).

Se somos então edificados neste fundamento, não deverá ser o nosso Evangelho o mesmo Evangelho que eles pregaram? Não ensinamos como os apóstolos ensinaram? Não faremos como eles fizeram concernentes à inteira doutrina da salvação? Certamente, pois Paulo disse em Gálatas (1.8): “...mas ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema...”

Os apóstolos batizaram somente em nome do Senhor JESUS. Examinaremos os relatos dos serviços batismais registrados na Palavra de Deus:

O Espírito Santo descendo sobre os cento e vinte no Cenáculo. A multidão se aproximou bruscamente e foi convencida do fato de que este grupo de pessoas tinha recebido algo real de Deus, algo que eles também necessitavam. A resposta de Pedro aos corações sinceros e famintos quando perguntaram: "Que faremos...?" Foi a seguinte: "...arrependei -vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo...; ...então os que aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas... ". (At 1.15; 2.1-8,38,41). Há quem diz que a razão pela qual Pedro lhes ordenou que fossem batizados no Nome de JESUS, é porque eram judeus e o batismo serviria para que confessassem a JESUS Cristo. Vejamos, porém, a casa de Cornélio e os membros de sua família, e aqui novamente encontramos a Pedro ordenando que se batizassem no Nome do Senhor. (At 10.47, 48).




Se Pedro tivesse errado no dia de Pentecoste, certamente haveria tido bastante tempo para se corrigir antes que fosse à casa de Cornélio. Estaria Pedro errado no dia de Pentecoste? Quando eles ficaram comovidos, "...eles disseram a Pedro e ao resto dos apóstolos..." (At 2.37). Isto inclui a Mateus, que escreveu o Evangelho de Mateus (Mt 28.19). Também em Atos (2.14) vemos Pedro levantando-se com os onze. Mateus estava lá, porém, não encontramos palavras de correção da parte dele. Por que? JESUS disse em João (17.6):

“...manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus e tu mos deste...”

"Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus é a principal pedra de esquina". (Ef 2.20). Em lugar nenhum encontramos que eles batizaram repetindo as palavras "...em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo..."

Pelo contrário, eles apenas batizaram em nome do Senhor JESUS Cristo; eles cumpriram a ordem do Senhor em Mateus 28.19. Pois ali JESUS não indicou aos apóstolos que usassem estas palavras como uma fórmula. Ele ordenou o batismo usando o NOME!

Filipe foi a Samaria e pregou-lhes a Cristo. (Este povo não era judeu, mas samaritano). Eles prestaram atenção à mensagem que ele entregou.

"...ouvindo os apóstolos que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais descendo para lá oravam para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia descido ainda sobre nenhum deles, mas só haviam sido batizados em Nome do Senhor Jesus...” (At 8.15-17).

Cornélio era um homem justo e temia a Deus com toda a sua casa. Ele viu em uma visão um anjo que lhe disse para mandar chamar a Pedro em Jope, o qual lhes diria as palavras pelas quais poderiam ser salvos. Quando ele declarou a grande verdade, que "...por meio do nome de Jesus todo que nele crê recebe remissão de pecados...", o Espírito Santo caiu sobre todos que ouviram a palavra e eles falaram em línguas como fizeram os apóstolos no dia de Pentecoste. Então Pedro respondeu: “...porventura pode alguém recusar água para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou-lhes que fossem batizados em nome do Senhor...” (At 10.47). A seguir observaremos um ato batismal dirigido por Paulo. "...e achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
Perguntou-lhes então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam em línguas e profetizavam...” (At 19.1-6). Não cremos que Paulo alterou a fórmula ou modo do batismo quando batizou Lídia e sua gente de casa e nem ao carcereiro de Filipos.

Agora, note bem: Paulo não estava junto com os apóstolos quando JESUS deu Suas instruções finais a eles em Mateus 28.19 e Lucas 24.47, contudo encontramos Paulo batizando em Nome do Senhor JESUS Cristo. De quem recebeu esta revelação? Cumpre mencionar que o Evangelho de Paulo não é uma cópia ou imitação de outros apóstolos, mas é uma revelação: “...mas faço-vos saber irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo...” (Gl 1.11,12).

Ele escreveu: “... quanto fizerdes por palavras ou obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando por Ele graças a Deus Pai...” (Cl 3.17).

Paulo reclamou ter autoridade divina: “...se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor...” (I Co 14.37)

O batismo com água é executado tanto por palavras como por obras. Não podemos deixar de comunicar esta ordem à igreja: “...por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome...” (Ef 3.14,15).

Devemos ler os Atos dos Apóstolos e as epístolas de Paulo para saber o que os apóstolos ensinaram e praticaram após a vinda do Espírito Santo. Você dirá: "Se JESUS quisesse que nos batizássemos em Seu Nome, então, por que Ele não nos disse?"

Ele o disse. Note que Ele falou : "...no Nome..." Qual é o Nome do Pai? JESUS dá a resposta em João 5.43: "Eu vim em nome de meu Pai." E qual é o Nome do Filho? A resposta é dada por um anjo em Mateus 1.21: ". . .e chamará o seu nome Jesus. " E em qual nome o Espírito Santo é revelado? A resposta é encontrada em João l4.26: “...mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas...” É citado nos versículos encontrados em Lucas 24.45-47, que JESUS abriu o entendimento dos discípulos. Foi necessário que o entendimento lhes fosse aberto; e muitos hoje em dia necessitam desta mesma operação para que possam entender as Escrituras.

Em Lucas 24.47 encontramos: “...e em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados em todas as nações, começando por Jerusalém...”

Foi Pedro um daqueles a quem JESUS havia falado e cujo entendimento também havia sido aberto. Após ter escutado estas instruções, poucos dias depois começou a pregar inspirado pelo Espírito Santo, e continuou até que os corações dos ouvintes ficaram comovidos e sentindo-se condenados perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: "...que faremos varões irmãos...?" Pedro não hesitou e firmemente deu a prescrição:

“...arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus para perdão dos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo...” (At 2.38). Alguns dizem que aceitarão as palavras de JESUS em Mateus 28.19, porém, não as de Pedro em Atos 2.38. Mas, foi Pedro quem falou no dia de Pentecoste ou foi o Espírito Santo? Pedro disse que era o Espírito Santo mandado dos céus. (I Pe 1.12).

Pedro foi apóstolo e a ele foram dadas as chaves do reino (Mt 16.17,18) e não temos o direito de desacreditá-lo em suas palavras:
“...para que lembreis das palavras que primeiramente foram dadas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante vossos apóstolos...” (II Pe 3.2).

Aqui somos animados a considerar as palavras dos santos profetas e o mandamento dos apóstolos, e o apóstolo Pedro ordenou que o batismo fosse em Nome do Senhor JESUS Cristo.

O senso comum lhe dirá que o livro dos Atos é a Igreja em ação; e se a batizaram, então assim é como se deve batizar. De coração aberto irmão, consulte as Escrituras, seja batizado no Nome do Senhor JESUS Cristo, e Deus lhe encherá com Seu Espírito.

A fórmula correta para o batismo nas águas tem sido restaurada nestes últimos dias.


(Eli G.Maria)










terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ARLINDO, O EVANGELISTA.

A VERDADE EXPLICADA:


Final dos anos mil novecentos e sessenta. No culto de sábado à noite numa igreja em Osasco (SP), Arlindo entregou a sua vida à JESUS, foi salvo e instantaneamente liberto dos demônios que o atormentavam e o haviam levado, diversas vezes, aos hospícios da região. Estive presente naquele culto.

A transformação daquele homem foi radical. Rompeu de vez com tudo o que lhe parecia comprometedor. Ao passar por minha residência numa de suas jornadas evangelísticas, ofereci-lhe café, ao que ele agradeceu e respondeu prontamente: "JESUS me libertou do café..." Não me surpreendi com a resposta. Se ele achava que o café exercia algum domínio em sua vida, então ele queria ser totalmente livre.

A CHAMADA - Na Escola Dominical da manhã seguinte, Arlindo foi um dos primeiros a chegar. Pediu folhetos em grande quantidade e saiu a evangelizar especialmente na zona rural da região oeste de São Paulo. Indo de casa em casa, nada o intimidava, nem mesmo os cães de guarda de fazendas e chácaras.

Naquele tempo eu era funcionário da fundição da Ford Motor do Brasil, em Presidente Altino, Osasco, e surpreendi-me ao ver o irmão Arlindo trabalhando lá. Era grande privilégio conseguir um emprego naquela empresa, que pagava os melhores salários da região. Como teria ele conseguido trabalhar ali, sendo uma pessoa tão simples, de parcos conhecimentos? Em todos os momentos disponíveis percebia-se o ardor evangelístico de Arlindo. Irradiando a graça de Deus, ele dava testemunho vivo da sua conversão a todos os colegas.





A PROVISÃO - Não passou muito tempo, e Arlindo já não trabalhava mais na companhia. Havia sido aposentado. A companhia examinou o histórico da saúde dele, e ao constatar que ele havia sido internado diversas vezes com problemas "mentais", de imediato providenciaram a sua aposentadoria com o seu excelente salário integral!

Livre de dificuldades financeiras, ele inicia, então, a nova fase de seu ministério evangelístico, agora de tempo integral. Bíblia na mão e folhetos na pasta, ele passava o dia pregando no Jardim da Luz, em São Paulo. Como a cidade fechasse esse parque, o evangelista muda-se para a Praça da República, fazendo dali o seu púlpito durante longos anos. Diversas vezes passei por aquela praça e me detive, ao longe, assombrado com o fervor e a sabedoria com que Arlindo comunicava o Evangelho.

O dom de evangelizar desse irmão era tão evidente que o pastor da igreja, ao separá-lo para o diaconato, disse: "Estamos separando esse irmão para diácono, mas o dom dele é de evangelista..." Prevalecia nessa igreja a tradição, evidentemente sem nenhum apoio bíblico, de que o obreiro tem de ocupar degrau por degrau na sua ascensão ministerial. Uma espécie de hierarquia.

A MENSAGEM - Surpreendia-me a clareza da mensagem pregada por Arlindo. Pelo que era do meu conhecimento, ele não cursara nenhuma escola teológica nem frequentava a Escola Dominical. E como poderia pregar daquele jeito? Era eu pregador assíduo nos cultos ao ar livre que a igreja realizava, mas aquele irmão havia conseguido algo incrível. Ele encadeava os versículos da Bíblia numa perfeita coerência, de sorte que a mensagem ficava clara e cem por cento bíblica. Eis aqui um exemplo:

"JESUS veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam. Mas a todos os que O receberam, àqueles que creem no Seu Nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus - filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n'Ele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no Nome do unigênito Filho de Deus. A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as obras deles eram más. Todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem vive de acordo com a verdade vem para a luz, a fim de que se veja claramente que as suas obras são feitas em Deus. Diz a Escritura Sagrada que João Batista viu JESUS que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. JESUS é o único que perdoa os pecados. Ele disse: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim, etc, etc, etc..."

GALARDÃO - Arlindo conhecia a Bíblia, e esta era a sua mensagem. Era ungido e eloquente, e as pessoas não resistiam ao poder com que pregava. Formavam um grupo atento à sua frente, e muitos atendiam ao apelo, ajoelhando-se no chão batido da praça e implorando publicamente o perdão de seus pecados. Numa de minhas idas ao Brasil, soube da realização de culto em ação de graças por mil decisões ocorridas na Praça da República. Os convertidos de Arlindo estão espalhados por muitas igrejas da Grande São Paulo.

O abençoado e dinâmico ministério de Arlindo continuou por mais alguns anos, até que ele foi chamado pelo seu Senhor da Seara ao merecido descanso eterno. Partiu cheio de alegria e carregado de frutos. A ele certamente se aplicam estas palavras: "Aqueles que são sábios reluzirão como o fulgor do céu, e aqueles que conduzirem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre..." (Dn 12.3).


(Abraão de Almeida/MP Jan.2017)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PARA TI, ONDE ESTÁ JESUS?

“...e, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram a Jerusalém, dizendo: onde está aquele que é nascido Rei dos judeus?” (Mt 2.12)







A VERDADE EXPLICADA:



A pergunta dos magos contida no texto bíblico que encima este artigo continua pungente, oportuna e atual. Milhões, hoje, simplesmente não sabem quem é JESUS, e muito menos onde Ele está; como aqueles magos não sabiam, vindos de tão longe. Não se trata aqui de JESUS estar, no sentido de Sua onipresença e locação, mas primeiramente no sentido de Ele reinar, ocupar, permanecer, reger todo o nosso ser como Senhor e Salvador. 


A Bíblia, no seu relato simples, apenas diz que uns magos vieram do oriente em busca de JESUS, não sabendo onde Ele estava. A ignorância é altamente prejudicial, como o analfabetismo, a imperícia, a desinformação, a incultura, o atraso, a incivilidade, etc... O tremendo paradoxo é que, dentre os milhões que não sabem onde Ele está, encontram-se os sábios, os inteligentes, os literatos, os pensadores, os filósofos, os doutos, os instruídos e os mestres deste mundo. 


Os magos do relato bíblico, que não sabiam onde estava JESUS, eram uma casta de sábios e sacerdotes que estudavam as estrelas. Daí procedeu mais tarde o campo técnico da astronomia. O termo magos, como aparece no nascimento de JESUS, procede do grego magoi, que por sua vez tem origem persa. Certamente eles procederam da Pérsia. 


Imagine-se hoje, quando milhões buscam avidamente o saber, estudando sob todas as formas possíveis, de dia e de noite, através da escola, dos livros, do convívio, do vídeo, esses mesmos milhões negligenciarem a busca do supremo conhecimento que é o de Cristo. Está você neste grupo, que quer saber de tudo e busca atualizar-se em tudo, e omite o conhecimento de Cristo? 


Observai bem: não me refiro primeiramente a conhecimento informativo, especulativo, intelectual, lógico, mas primeiramente conhecê-Lo como Redentor e Salvador pessoal, como integrante do Seu corpo místico, que é a Sua Igreja; como o nosso eterno sacerdote; como o Senhor de todas as coisas. Os magos não sabiam onde estava JESUS, mas O buscaram até encontrá-Lo. Para ti, amigo, onde está JESUS agora, no sentido em que estamos falando? Busca-O e O acharás, pois Ele está bem perto de ti, e tem prazer em ser achado por nós. 


Para muitos, JESUS está na manjedoura. Para esses, ali JESUS nasceu e ali permanece para sempre. Somente durante o Natal, a cada ano, eles se acercam da manjedoura e ali renovam o quadro visual, comovente e ímpar da manjedoura aonde JESUS, infante e pobrezinho, dormia num estábulo. Depois, só no próximo Natal. Desta maneira, o seu JESUS é sempre um infante e sentimental. 


Para muitos, JESUS está na cruz. Este grupo é bem maior que o anterior. Há muita gente ligada à cruz diariamente do que à manjedoura. Eles reconhecem que JESUS não somente nasceu e foi posto na manjedoura, e que também morreu na cruz, de modo cruel e execrável, mas não vão além. Não aceitam a morte de JESUS em seu lugar para os remir, nem O aceitam como o seu Salvador pessoal. A cruz de Cristo é venerada e adornada, mas não o Cristo da cruz. 

Para muitos, JESUS está nos quadros pintados e nas imagens. 

Fora dali, para eles não há JESUS nenhum. Desconhecem por completo o que diz a Palavra de Deus: “...se creres, verás a glória de Deus...” (Jo 11.4); “...bem-aventurados os que não viram e creram...” (Jo 20.29); “...porque andamos por fé e não por vista...” (II Co 5.7). 


Para muitos, JESUS está na História. São muitos milhões que se deleitam nos relatos da vida de Cristo. Como Ele amava as crianças, curava os enfermos, libertava os endemoninhados, limpava os leprosos, curava os cegos, socorria as viúvas, ressuscitava os mortos, dava pão aos famintos, dominava a natureza, e mesmo já crucificado, salvou um malfeitor arrependido. Porém, quando se convidam estas pessoas para seguirem a Cristo, elas não querem. Seu JESUS é apenas histórico. 

Mas, olhai agora o outro lado deste assunto. Contemplai os milhões que tem JESUS entronizado em seus corações, em suas vidas. Eles fazem questão que JESUS reine, domine e apareça nos mínimos aspectos da sua vida espiritual, moral, social, doméstica e funcional. Afinal, onde está JESUS para ti, amigo? Considere bem estas coisas e aceita JESUS de todo o teu coração; segue-O fielmente e logo mais estarás com Ele no Seu reino de glória, amor e felicidade. E, tantos quantos já conhecem JESUS como seu Salvador pessoal, que O conheçamos mais e mais, como está escrito: 


“...conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os 6.3). 


Assim, que JESUS nasça em inúmeras vidas, fazendo nelas tudo novo, e seja achado por aqueles que O buscam arrependidos e de todo o coração. 




(Antonio Gilberto/MP 1246-Dez.1990) 


A MORTE RÁPIDA DE JESUS




A VERDADE EXPLICADA:

Se um médico legista examinasse JESUS depois do sacrifício da cruz, qual seria seu laudo pericial? Por que JESUS morreu nove horas depois de pregado à cruz? A crucificação era um sacrifício lento, geralmente demorava de dois a cinco dias. O discípulo Pedro, crucificado anos depois, e de cabeça para baixo, demorou cinco dias para morrer. A revista francesa "Janus" pediu a dois médicos que estudaram a morte na cruz (baseando-se em documentos extraídos de campos de concentração nazista) uma explicação do Grande Martírio. Os doutores Karl Hyneck e Armand Legrand, em seu relado, mostram como a resistência física de JESUS foi destruída mais rapidamente do que seria normal.

SUOR DE SANGUE - Dos quatro evangelistas (Mateus, Marcos Lucas e João), Lucas, que era médico, foi exatamente o único a observar que JESUS suou sangue no Jardim das Oliveiras. O fenômeno se explica por intensa dilatação dos vasos capilares subcutâneos, quando uma pessoa sofre grave crise psicológica, um trauma nervoso e consequente pressão alta. A abertura dos capílares acelera exageradamente a atividade das glândulas produtoras de suor e desencadeia um processo de hemorragias submicroscópicas. O sangue misturado ao suor sai do corpo. Assim, desde aquela noite, JESUS está traumatizado em virtude, provavelmente, de angústia moral. Sua capacidade física de resistir a "agressões" está diminuída e Seus padecimentos físicos serão muitíssimos mais dolorosos.

O "flagrum" (flagelo) romano tinha pelo menos duas tiras de couro na ponta de um pequeno cabo de madeira. Bolas de chumbo ou ossos de carneiro presos à extremidade das tiras atingiam o corpo nu (como mandava a lei), abrindo vincos profundos na pele. A sentença de Pilatos não especificou o número de chibatadas, mas tradicionalmente o mínimo era dez. Vestido de púrpura JESUS é depois coroado com espinhos, ainda hoje encontrados na Judéia, cinzentos e longos, com 4 a 5 centímetros. Em seguida, pessoas desfilam à frente do réu, dando-lhe bordoadas na cabeça, que traumatizam a caixa craniana. Então arrancam a roupa (a essa altura, já colada aos ferimentos da flagelação), vestem o condenado com suas roupas antigas e empurram-no para o morro do Calvário, 800 metros distante.

PATÍBULO - Um tronco vertical, que era fixado ao solo, e uma barra transversal de aproximadamente 40 quilos (o "patibulum"), que o condenado carregava do tribunal ao local do suplício: assim era a cruz. JESUS cai várias vezes: está desorientado por causa dos golpes tomados na cabeça. No alto do Calvário, nu, é estendido ao solo com as costas atravessadas no patíbulo e transfixado por pregos nos pulsos (certamente não nas mãos, que não resistiriam ao peso do corpo). No pulso passa um grosso tronco de nervos, o mediano; uma ferida em qualquer nervo produz dor atroz, que repercute em todo o sistema nervoso. Os carrascos levantam o patíbulo, o corpo pende, apesar da tração nos braços. Começa então uma das piores agonias. Os músculos que sustentam o corpo -  dos ombros, peitorais, intercostais - e todos os músculos respiratórios logo se cansam. Para respirar melhor, o condenado levanta-se sobre os pés fixados por um único prego de carpintaria. Nova onda de dor, que anula o momentâneo alívio do peito. A respiração fica entrecortada, os músculos vão arroxeando. É a asfixia: os condenados à morte morrem por lento envenenamento respiratório, quando o pulmão se torna incapaz de oxigenar o sangue. Pilatos fica surpreso com a morte rápida de JESUS, um homem forte, de 33 anos, habituado à vida ao ar livre. 

Depois de morto, um soldado ainda lhe dá um golpe de lança e - segundo João - corre água. Isso serve para mostrar que JESUS estava traumatizado: não é água, é soro, separado do plasma sanguíneo pelo choque nervoso que - somado ao excesso de castigo físico - acelerou Sua morte.


(VEJA nº 30-02/04/1969) 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A VERDADE BÍBLICA SOBRE O BATISMO EM NOME DE JESUS (XIV)

A VERDADE EXPLICADA:


Em segundo lugar, mesmo que esta objeção fosse verdadeira, nada provaria. Os objetores ainda teriam a nos dizer: "Qual é o nome do Pai?"


7 - A evasão da Palavra de Deus tem feito muitos homens se enganarem e também a seus semelhantes (Tg 1.22). E com o intuito de escapar, o escândalo do Nome de JESUS e ao mesmo tempo dar uma dedicação simulada à Palavra de Deus, foi inventada uma nova fórmula batismal. Esta fórmula é: "Eu te batizo em nome do Senhor Jesus Cristo, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo...", e poderá significar qualquer coisa. Poderemos pensar que ela representa o batismo em Nome de JESUS, mas tudo quanto significa para aqueles que o inventaram é meramente uma declaração de que "...sob a autoridade de Jesus Cristo..." tú és batizado "em nome do Pai..." Em outras palavras, esta vem a ser a objeção número seis posta em prática, e como já apontamos, ainda não foi respondida a pergunta: "Qual é aquele Nome?"

A fórmula "eu te batizo em nome do Senhor Jesus Cristo" é suficiente, mas se quiser declarar a razão em termos indiscutíveis, poderá usar a seguinte fórmula: "eu te batizo em nome do Senhor Jesus" que é o "Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo..."


8 - Finalmente, há aqueles que põem de lado o assunto com a observação: "Tudo isto é muito barulho por nada". Não importa se o Nome seja usado ou não. Se nós somos sinceros, Deus aceita a repetição da frase (Pai, Filho e Espírito Santo) como significando o Nome. Mas, será isto mesmo assim? Aceita Deus opiniões finitas, por mais sinceras que sejam, quando elas entram em conflito com a Sua vontade revelada? Ainda mais, quando se continua a usar uma fórmula errada, depois de ter-se conhecido a significação do uso do Nome de JESUS, deverá considerar-se sincero? Será alguém sincero quando este persiste em declarar que pode aproximar-se de Deus, distinta e separadamente de JESUS Cristo apesar dos ensinamentos das Escrituras de que Deus não pode ser visto ou aproximado, a não ser pelo Filho (Jo 14.6-11; Mt 11.25-27)?

Se foi do agrado do Pai que em Cristo habitasse TODA A PLENITUDE, foi para que em todas as coisas tenha a preeminência (Cl 1.18,19), onde ficarão na estimação de Deus os pregadores que persistem em colocar de lado a Cristo? O despido da autoridade, poder, possessões, glória, honra, plenitude e singularidade, com as quais o Pai investiu? Lembremo-nos das palavras de Martinho Lutero, o Grande Reformador, quando declarou: "Isto eu tenho dito muitas vezes, e agora o digo de novo, para que quando se estiver morto, ainda seja muito lembrado e os homens possam aprender a escapar de todos os ensinadores que não sendo guiados por Deus levantar-se-ão para falar e pregar a respeito de 'Deus' separado e dividido de JESUS Cristo. Se tu fores diretamente a Deus, e certamente O aprenderes, para n'Ele encontrar misericórdia e força, nunca deixes ser persuadido a buscá-Lo em qualquer outro lugar a não ser em JESUS Cristo. N'Ele começa a tua arte e estudo, n'Ele põe firme a tua morada. E onde quer que seja o lugar, a sua razão ou pensamento, ou o de qualquer outra pessoa, guiar-te para outro lado a não ser este, fecha teus olhos e pense: Eu não devo, eu não reconhecerei nenhum outro Deus, a não ser em meu Senhor JESUS Cristo!"


CONCLUSÃO

O significado do batismo nas águas é mal compreendido pela maioria dos cristãos, e um estudo deste assunto nos forneceria ainda muito mais luz sobre a nossa presente palestra. O homem é capaz de compreender a finalidade e o propósito das ordenações de Deus e não deveria se contentar em oferecer somente obediência cega ou passiva.

Mais uma vez recomendamos ao leitor para não turvar o assunto, por introduzir questões relativas à personalidade da Divindade, que é outro assunto. Ainda mais, não temos dito e nem sugerido por qualquer das Escrituras que temos citado que o Pai seja o Filho, mas simplesmente dizemos que o Pai está no Filho. Nenhum filho de Deus poderia cometer maior erro do que adotar a atitude que muitas vezes se adota a saber, recusar toda a luz e até ignorar muitos versículos das Escrituras, porque os radicais e fanáticos os tenham torcido. Há verdades às quais o Espírito Santo está tentando guiar-nos (Jo 16.13), e para aceitá-las, não é necessário nos identificar com os fanáticos. Uma vez que esta questão é encarada honestamente, o leitor terá de admitir que "o batismo em Nome de JESUS Cristo" não é somente uma fórmula correta, e sim a ÚNICA fórmula correta. Terá de admitir que a fórmula triádica comumente usada hoje não é igual àquela dos Atos dos Apóstolos: ELA É ERRADA E TOTALMENTE INVÁLIDA!

Pedimos para vos lembrar que as palavras "Pai, Filho e Espírito Santo" são títulos em termos de relação. Elas não são o Nome Sagrado! Apontaríamos para os que pensam que Mateus ensinasse alguma coisa diferente do que Pedro e Paulo, que é geralmente admitido que o livro de Mateus não foi escrito antes do ano 62 d.C. O que pensam eles que aconteceu ao meio milhão de convertidos, que foram batizados no Nome de JESUS entre o dia de Pentecostes e o tempo quando o livro de Mateus foi escrito?

Vamos declarar esta verdade com todo o nosso fervor. Nós certamente sofreremos a perseguição prometida àqueles que contenderiam pelo Nome do Senhor nos últimos dias (Is 66.5; Jo 15.21) - mas que importa, se voltamos ao princípio e tema central do Evangelho? "A glória de Deus na face de Jesus Cristo..." (II Co 4.6). Estaremos entre a companhia daqueles de quem está escrito em Malaquias 3.16,17: "Então os que temiam ao Senhor, falaram uns aos outros; o senhor atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele, para os que temem ao Senhor: E para os que se lembram do seu nome. Eles serão para mim, particular tesouro naquele dia que preparei, diz o Senhor dos Exércitos; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho que o serve..."
Amém!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A VERDADE SOBRE O BATISMO BÍBLICO EM NOME DE JESUS (XIII)

A VERDADE EXPLICADA:


Este princípio de "justificar a Deus" (Lc 7.29,30), deixando atrás uma experiência já superada por causa de uma revelação maior, encontra-se através das Escrituras. Os fariseus disputaram com João Batista porque seus discípulos "acrescentaram" o batismo de João às purificações dos judeus. Depois disputaram porque os discípulos de Cristo "acrescentaram" o batismo de Cristo ao de João (Jo 3.25,26; 4.1). Pedro ordenou que Cornélio fosse batizado, mesmo depois de ele ter recebido o dom dos céus.

Os efésios que já haviam sido batizados, crendo no Cristo que viria, foram rebatizados porque já ELE TINHA VINDO, e eles deviam justificar a Deus, seguindo na luz.

Por favor, compreenda que não estamos dando apoio à prática de alguns que se batizam repetidas vezes, e isto na mesma maneira e sob as mesmas condições, simplesmente porque gostam de passar pelas águas. Isto seria diminuir o valor do ato sagrado. Mas, quando uma pessoa tem uma convicção firme, baseada sobre um estudo consciencioso das Escrituras, de que o seu batismo não foi segundo a Bíblia e que é inadequado, ele pode e deve ser rebatizado. Aquilo que o homem poderá fazer é esperado que o faça; o que ele pode compreender, não lhe é permitido evadir-se.

O inteiro sistema da lei e de julgamento, se baseia sobre isto. Como disse Pedro: "O batismo, agora também nos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne" -- não há valor inerente na lavagem em si mesma -- "mas a indagação de uma boa consciência para com Deus..." (I Pe 3.21). E esta indagação, ou mais corretamente, segundo Weymouth, salvadora; isto é, o Nome Salvador! Nisto, como em todo aspecto da vida cristã, é o consciencioso esforço de fazer a vontade de Deus que assegura realização espiritual. Também apontaremos que nas instâncias que temos citado na Bíblia, aqueles que foram rebatizados, antes foram submetidos às formas que tinham sido autorizados por Deus, mas que posteriormente foram feitas inadequadas, por causa de mudanças dispensacionais. Se a eles não foi permitido evadir-se de rebatismo, quanto mais não será exigido dos que não podem produzir nenhuma autorização para sua sua fórmula atual?


6 - Alguns irmãos estão tão desesperados que tem lançado mão do texto grego, num esforço para provar que a expressão "em nome de JESUS Cristo" realmente quer dizer "pela autoridade de JESUS Cristo...", ao passo que dizem que a expressão "em nome do Pai, etc..."indica a fórmula ou o meio usado. Há diversas versões aprovadas e se estes irmãos se contentassem a aderir a elas não teria a de aborrecer o leitor com este ponto. De qualquer modo, faremos as observações tão simples quanto possível.

Em primeiro lugar, se conhecessem melhor o texto greto, o teriam deixado sozinho, porque ele prova exatamente a coisa que eles estão tentando desmentir. Em sete das nove citações que já estudamos, os candidatos foram batizados "no (grego-eis - para dentro) Nome de JESUS Cristo". Nos outros dois exemplos eles foram mandados a serem batizados "em Nome de JESUS Cristo"; a preposição usada em Atos 2.38 sendo "epi", e em Atos 10 é "en". Em Atos 2 a palavra "epi" é deliberadamente usada para indicar que o uso do Nome é o meio pelo qual a "remissão dos pecados" seria obtida.

Esta preposição é também usada na expressão "invocando o Nome do Senhor" (At 2.21;22.16), e a referência em Atos 22.16 é sem dúvida com respeito à fórmula batismal. Com respeito à palavra "em" usada por Pedro numa única instância (At 10.48), que melhor intérprete poderíamos encontrar do que o próprio Pedro? Ele declara que quando usou esta expressão "em Nome de JESUS Cristo", ele usou-a como o eficiente meio (At 3.6 com At 4.7-10). Embora a autoridade de Cristo seja implícita, o uso do Nome significava muito mais que isto. Qualquer mordomo pode usar o nome do rei em autoridade impessoal; mas somente um príncipe é revestido com aquele Nome em amoroso parentesco.


(segue na próxima edição)