sexta-feira, 29 de julho de 2022

CHEIOS DO ESPÍRITO

A VERDADE:

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a dar demonstrações exteriores desse poder, mas “...é dado a cada um para o que for útil...”, isto é, no momento aprazado, na ocasião propícia. Esse poder não nos autoriza a entrar pelos hospitais e manicômios, com desrespeito às leis naturais da terapêutica (Mt 9.12), mas prova a autoridade de Deus em nós quando se faz necessária a demonstração de poder sobrenatural.


A VERDADE EXPLICADA:

Era desejo do apóstolo Paulo que as igrejas de Deus de sua época e aquelas que adviriam de sua pregação e da pregação dos irmãos que recebiam o seu ensino fossem cheias do Espírito Santo, segundo o que escreveu na carta aos Efésios (5.18). Suas cartas, embora destinadas a igrejas específicas, não eram exclusivas, mas ele mesmo recomendava aos irmãos que lessem as que lhes eram enviadas e as permutassem com as de outras (Cl 4.16; I Ts 5.27; II Pe 3.15,16). Dessa forma, o corpo de doutrina ia passando de igreja em igreja, formando a linha dogmática que regeria as atividades do povo de Deus para o bom testemunho não somente em palavras, mas também em demonstração de poder.

Ser cheio do Espírito Santo não implicava em sair pelas ruas e entrar pelas casas, curando e libertando a esmo sem o concurso da Palavra e do ensino. Muitas das vezes o doente devia fazer a sua confissão de fé, antes de receber o benefício da cura (Jo 5.6-8).

O próprio derramamento do Espírito Santo não ocorreu antes que por dez dias os irmãos acreditassem que ele viria. E depois que ele foi derramado, os discípulos precisaram crer que aquele acontecimento era o prometido por Deus e que através dele poderiam operar milagres e prodígios.

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a dar demonstrações exteriores desse poder, mas “...é dado a cada um para o que for útil...”, isto é, no momento aprazado, na ocasião propícia. Esse poder não nos autoriza a entrar pelos hospitais e manicômios, com desrespeito às leis naturais da terapêutica (Mt 9.12), mas prova a autoridade de Deus em nós quando se faz necessária a demonstração de poder sobrenatural.

Ser cheio do Espírito Santo é confiar em que Deus honrará a Sua Palavra e nos concederá a virtude dos dons espirituais na hora certa e no lugar adequado. Para este mister é necessário ter a vida no altar, permanecer constantemente na presença do Senhor.

A promessa de que seriam revestidos de poder veio também com a recomendação para que ficassem em Jerusalém até que do Alto lhes sobreviesse a virtude do Espírito Santo (At 1.8). Desde então seriam propagadores do Evangelho completo por palavra e demonstração de poder (I Co 2.1). Só então seus milagres e prodígios teriam a marca da autenticidade, porque alicerçados no poder do Espírito Santo.

Alguns ensinadores acreditam ser dispensável o selo da promessa, o batismo com o Espírito Santo com o sinal visível de falar em outras línguas. Argumentam que as línguas cessaram no Pentecoste e, segundo eles, foram um subsídio para alcançar os cidadãos de outros países que estavam em Jerusalém por ocasião do Pentecoste. Dizem eles que após o Pentecoste ninguém mais falou em outras línguas e que o apóstolo Paulo não as enfatizou. Alguns, menos reverentes, comparam o falar em outras línguas à “algazarra inconsequente das crianças”, como os que outrora compararam os discípulos com pessoas embriagadas. Estas objeções, facilmente refutáveis, não podem obstruir a realidade da existência de milhares de crentes cheios do Espírito Santo.

Há, porém, grupos que desprezam o revestimento do poder de Deus, através do batismo com o Espírito Santo. Creem que se pode ser cheio do Espirito Santo sem receber o batismo. Como se alguém pudesse encher um copo com água até transbordar, sem colocar água nele. O fato, entretanto, é que os tais não demonstram qualquer vocação e autoridade para exercer os dons que o batismo confere aos que são realmente batizados (Mc 15.16-18).

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a ter todos os dons espirituais, mas o capacita a pôr em prática alguns deles e qualquer deles, segundo a vontade de Deus e a utilidade e oportunidade deste ou daquele dom. Assim, quando alguém fala em outras línguas, é útil e oportuno que haja interpretação (I Co 14.13).

Os crentes da Igreja primitiva eram cheios do Espírito Santo para testemunhar (At 6.3,8,10); para curar (At 3.1-10); para operar maravilhas (At 19.11,12), e para expulsar demônios (At 16.18). Este poder está à disposição dos crentes atuais, uma vez que “...a promessa é para vós, para vossos filhos, para os que estão longe e para tantos quantos Deus nosso Senhor chamar...”


Autor: Miguel Vaz

(Fonte: MP.1248/Fev.1991)

sexta-feira, 22 de julho de 2022

AS DUAS MAIORES DÁDIVAS DE DEUS

 A VERDADE:

"Nos diz o apóstolo Tiago que “...toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação...” (1.17). Já é tempo de fazermos uso do Espírito Santo, a maior dádiva de Deus à Igreja, e bradarmos como João Batista, que o machado está posto à raiz das árvores; e toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada no fogo. Que o Senhor JESUS nos abençoe!"


A VERDADE EXPLICADA:

Somente a eternidade revelará a profundidade do amor, da bondade e da misericórdia de Deus para com a humanidade. Razão sobeja teve Davi, quando inspirado declarou: “...muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; eu quisera anunciá-los, e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar...” (Sl 40.5). Talvez não seja nenhum exagero dizer que se fôssemos suplicar a Deus em oração tudo o que necessitamos, certamente gastaríamos de um a trinta e um do mês, mencionando as nossas necessidades. Porém, se por um gesto de gratidão e reconhecimento, fôssemos agradecê-Lo, em oração, pelo que tem feito para conosco, sempre concitando à nossa alma: “...não te esqueças de nenhum de seus benefícios...” (Sl 103.2), gastaríamos de janeiro a dezembro. Isso significa, e sem nenhuma sombra de dúvida, que temos muito mais o que Lhe agradecer do que até mesmo o que Lhe pedir. Reportar-me-ei, e sem perda de tempo, sobre as duas maiores dádivas:


Ao mundo, a salvação

Esse, o maior presente jamais ofertado em todas as dispensações de Deus, ocorrido há quase dois mil anos e que até agora nada surgiu de comparável valor e tão grande dádiva; mesmo se fossem reunidas todas as reservas financeiras da terra, ainda seriam simplesmente irrisórias em comparação ao inestimável valor da salvação. Essa majestosa dádiva tem caráter abrangente, conforme João (3.16), visto que o insondável amor de Deus não se restringiu aos judeus ou a uns poucos privilegiados, mas segundo o apóstolo Paulo declara em sua Carta a Tito, “...a graça e Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens...” (2.11). Aleluia!

“..mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores...” (Rm 5.8). O amor é a mais elevada expressão da personalidade e do caráter de Deus; esse amor que não conhece barreiras, fronteiras, limites e nem distâncias, visto ser parte essencial das qualidades emocionais do Senhor. Vemos que quando Paulo, escrevendo aos Filipenses, dizia: “...prossigo para o alvo pelo prêmio...” (3.14), tinha em mente a maior dádiva de Deus, a salvação.


À Igreja, o Espírito Santo

Assim como a salvação é a maior dádiva de Deus ao mundo, o Espírito Santo é a maior dádiva de Deus à Igreja. Na salvação a vida é concedida; no Espírito Santo o poder é concedido (At 1.8). JESUS, em Lucas (11.13), diz: “...se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o vosso Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem...”. O Senhor, na última mensagem que pregou, momento histórico de todo o Seu ministério terreno, limitou-Se ao batismo no Espírito Santo. Podia ter falado sobre profecia, cura divina, ordem do culto ou outros assuntos importantes para a Sua Igreja aqui na terra. Entretanto, como Deus, conhecedor de todas as coisas, determinou aos discípulos que permanecessem em Jerusalém, até que do Alto fossem revestidos de poder (Lc 24.49). O diabo vem lutando contra a Igreja do Senhor, e agora está, como nunca, tentando retirar do batismo, o fogo; das línguas estranhas, a interpretação. Do conhecimento, a revelação; da palavra, a inspiração; e da cura divina, a saúde da própria alma. Mas, ainda ecoa nitidamente a promessa: “...as portas do inferno não prevalecerão contra ela...” (Mt 16.18). Qualquer pregador, por mais culto e eloquente que seja, ao ocupar o púlpito da igreja sem o Espírito Santo terá uma mensagem sem a unção de Deus, sem vida, monótona e cansativa, fazendo do culto um velório e do púlpito um mausoléu; embora cantando os mesmos hinos, fazendo os mesmos gestos e clamando ao mesmo Deus. Mas, se o Espírito Santo estiver presente, em todas as Suas manifestações, paralíticos andam, cegos veem, surdos ouvem, mudos falam, os demônios são expulsos, os fracos ficam fortes, os caídos levantam-se, e os desviados voltam à casa de Deus. É bom que saibamos, contudo, que não é na “zoada” que está o poder, mas é no poder que está a “zoada”.

Nos diz o apóstolo Tiago que “...toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação...” (1.17). Já é tempo de fazermos uso do Espírito Santo, a maior dádiva de Deus à Igreja, e bradarmos como João Batista, que o machado está posto à raiz das árvores; e toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada no fogo. Que o Senhor JESUS nos abençoe!


Por: Elias G.Pinheiro

(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)

sexta-feira, 15 de julho de 2022

APENAS UMA QUESTÃO DE PALAVRAS

A VERDADE:

"Os que nas palavras vêem apenas iluminuras, poderão perguntar-nos que males um simples vocábulo pode causar à família hebraica? À primeira vista, nenhum. No entanto, a história aí está para provar-nos serem as palavras detentoras de um poder inimaginável".


A VERDADE EXPLICADA:

Segundo Fritz Feigl, o objetivo primordial de um dicionário é refletir o significado linguístico e intelectual de uma palavra. Arquivando-a e desnudando-lhe a etimologia, explica o erudito, o dicionário consegue uma façanha singular: fotografar-lhe o passado e o presente. Mas a sua função não termina aí. Desenha-lhe ainda o destino e até determina-lhe o caráter. Para comprovarmos a realidade destas observações de Feigl, basta atermo-nos aos significados com que nossos lexicógrafos trajaram o pobre e escorraçado judeu. Como estamos comemorando mais uma vez o nascimento do menino JESUS, eis uma boa oportunidade para repensarmos nossas atitudes para com o povo do qual veio o Salvador do mundo. Será que podemos comemorar-Lhe o Natal com uma alma tão preconceituosa? Que não pode admitir sequer que Ele veio ao mundo como um garoto judeu? Mas, que maldição pode haver nesta palavra?

Trata-se aparentemente de um substantivo gentílico usado para cognominar um milenário grupo étnico. Vestiram-no, porém, de um preconceito tão virulento que passou a ter estes sinônimos: usurário, traidor, matador de Cristo. O vocábulo judeu tornou-se, na língua lusíada, o mais perfeito antônimo do ser humano. Se um dia nossos estudantes tiverem que descrever o anti-homem, não terão trabalho algum. Bastar-lhes à sanfonar o dicionário! Lá estará o humilhado judeu no mais ilógico dos guetos.

Não poderiam nossos dicionaristas limitar-se à uma definição mais técnica? Isenta desse ranço anti-semita? Que levasse em conta a dignidade do ser humano? Por que não conceituar o judeu como um indivíduo originário da nação israelita? Não poderiam ainda nossos linguistas adotar o mesmo bom senso de Clementino Fraga? Diante da extravagância de nossos dicionários, afirmou: “Judeu é simplesmente o israelita, o povo de Israel. Nada mais do que isso.” Mas alguém poderá arguir-me ser obrigação do lexicógrafo registrar todos os significados que comportam as palavras. Se aceitarmos esta argumentação, ver-nos-emos forçados a assimilar todas as pechas que nos irrogam os adversários de Cristo. Com respeito, porém, ao vocábulo cristão, eis o que dizem os mesmos dicionários: “Seguidor de Cristo, fiel, criatura humana.”

Os que nas palavras veem apenas iluminuras, poderão perguntar-nos que males um simples vocábulo pode causar à família hebraíca? À primeira vista, nenhum. No entanto, a história aí está para provar-nos serem as palavras detentoras de um poder inimaginável. Acaso não brotou a Revolução Francesa da enciclopédia elaborada por Diderot? Germinada, entretanto, frutificou o mundo todo com ideais libertários. Tratava-se, aparentemente, de uma obra técnica. Sob o manto da didática, porém, escondia-se o ardor de um anseio que alteraria profundamente o curso da história.

Ninguém melhor do que Tiago compreendeu o poder das palavras. Em sua epístola universal, escreve: “Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição...” (Tg 3.4-9)

Como negar o poder das palavras? Goethe, com o seu inimitável estilo, publicou um livro que causaria muitos males à sua geração. Intitulado “Os sofrimentos do jovem Werther”, o romance deste genial escritor alemão induziu muitos jovens ao suicídio. Parecia uma simples história de amor frustrado. Sob aquela roupagem, todavia, adormecia o fogo de paixões que jamais deveriam ser despertadas. Como se vê, as palavras não podem ser encaradas como inofensivas. São benéficas ou malévolas; inofensivas, nunca. Que os judeus o digam!

Caluniados e injuriados tantas vezes, sabem muito bem que a sintaxe pode ser mais venenosa do que os escorpiões. Haja vista o difamatório “Protocolo dos Sábios de Sião” produzido pela Rússia dos Czares. Ao ler este maldito simulacro, o leitor incauto será levado a crer que a especialidade dos israelitas é tramar contra a civilização. E, o que diremos de Mein Kampf escrito por Hitler? Embriagada por este livro, a culta e inquiridora Alemanha chancelou um dos mais bárbaros crimes da história. Recentemente foi publicado em nosso país uma obra bastante irônica e que nos mostra o quanto as palavras atentam contra a verdade. Para o seu autor, o holocausto judeu, durante a Segunda Guerra, não passou de um mito muito bem urdido pelos sionistas. Tão ousado foi este escritor, que não teve qualquer pejo em afirmar que todos os documentos sobre a aniquilação judaica na Europa não passam de uma farsa. Infelizmente, não são poucas as pessoas predispostas a acreditar nestas asneiras. Mas, graças a Deus, porque a História nunca nos deixa sem um firme testemunho. Ainda que voem séculos e desapareçam os milênios, a verdade triunfará sempre.

Mas, por que foi o vocábulo judeu travestido com aqueles significados? Em primeiro lugar, em consequência da ignorância dos gentios. Acredito que se a ignorância fosse vencida, os crimes todos seriam debelados. Desgraçadamente, porém, o ser humano parece deliciar-se com o perfume barato desta dama que não tem nacionalidade, nem conhece fronteiras. Sabedores disso, os tiranos não mostram qualquer escrúpulo em seduzi-la para perpetuar-se no poder. Quanto mais bronco o povo, mais fácil será induzi-lo aos mais estúpidos sacrifícios. Eis porque os ditadores investem tanto em armas e tão pouco em educação. São esses mesmos ditadores que jogam seus povos contra as minorias, culpando-as de todos os males. Justificam, dessa forma, seus malogros e insucessos administrativos. Se a peste negra infelicita a Europa, o culpado é o judeu. Se a Rússia dos Romanoves perde a guerra, o culpado é o judeu. Se a gloriosa França fracassa e seus planos vão parar numa lata de lixo da embaixada alemã, o culpado também é o judeu. Se a católica Espanha capenga ante os dogmas, o culpado ainda é o judeu. Se a Inglaterra não consegue resolver seus problemas, o bode expiatório escolhido continua a ser o judeu. Se a austera Alemanha é envergonhada no primeiro conflito mundial, o culpado logo aparece: é o judeu. Se os brancos americanos passam por dificuldades, logo surge a Klu Klux Klan para acusar o pobre judeu. E, se o Brasil sente que pode usufruir mais petrodólares, coloca toda a sua diplomacia a acentuar a eterna culpa judaica.

Por este motivo, os sinônimos do vocábulo judeu multiplicam-se sempre. Para os russos é derrota; para os franceses, traição; para os espanhóis, heresia; para os ingleses, incapacidade; para os alemães, fracasso e vergonha; para os norte-americanos racistas, impureza; para os brasileiros pragmáticos, prejuízo. Enfim, para a humanidade toda o judeu não passa de uma peste negra. Por esse motivo, este vocábulo enverga sempre novos sinônimos. Certa vez disse Albert Einstein que se a sua teoria da relatividade fosse um sucesso, os alemães diriam: “Eis um digno representante da nação germânica.” No entanto, se ele fracassasse, os mesmos alemães diriam: “Einstein não passa de mais um desgraçado judeu.”

Como seria bom se os gentios conhecêssemos um pouco mais a História. Ficaríamos maravilhados diante da dívida que contraímos para com a nação judaica. Você sabia, por exemplo, que a vacina Sabin foi descoberta por um cientista judeu? No entanto, em consequência do anti-semitismo germânico por pouco as nossas crianças ficariam à mercê da poliomielite. Como todo menino judeu, Albert Sabin muito sofria com o preconceito teotônico. Certo dia, quando voltava da escola, um garoto alemão ofendeu-o, chamando-o de infiel. Em seguida, atirou-lhe uma pedra que, por pouco, não lhe atinge o olho esquerdo. Se isto acontecesse, a humanidade perderia um de seus maiores benfeitores. Relata o cientista: “Se aquela pedra me atingisse o olho esquerdo, eu ficaria completamente cego, porque já nasci cego do olho direito.”

Além de Sabin, poderíamos falar de outros judeus ilustres que muito fizeram pela humanidade. Quando poderemos resgatar nossa dívida para com Moisés e Isaias, Esdras e Paulo? Sem as Sagradas Escrituras, a civilização jamais alcançaria qualquer brilho. Ainda que ateus afirmem ser o Santo Livro prescindível, a própria literatura ficaria empobrecida sem ele. Haja vista as citações que Shakespeare faz da Bíblia. Basta ler Machado de Assis para sentir o quanto a Palavra de Deus influenciou o maior estilista brasileiro. E, com respeito a JESUS? O que diremos acerca do mais ilustre dos judeus?

Sem Ele, estaríamos mergulhados numa barbárie ainda maior. Foi Ele quem nos deu vida e nos mostrou o caminho da eternidade. Seus princípios orientam-nos e dão-nos tranquilidade. Como Filho de Deus, assegurou-nos a libertação dos pecados. Mas como homem era um verdadeiro israelita! Foi nessa condição que os gentios O crucificaram. Encimando Sua cruz, Pilatos ordenou fosse colocada uma inscrição: “JESUS Nazareno Rei dos Judeus.” Ora, se JESUS é judeu Ele também torna-Se merecedor de todos os adjetivos que os gentios suscitam do vocábulo judeu. Creio, portanto, que nenhum cristão verdadeiro gostaria de ver o Seu Amado Senhor receber as injúrias que, em nossos dicionários, ilham o injustiçado judeu. Sim, ilham. Porque o vocábulo judeu é um pedaço de história cercado de preconceitos por todos os lados.

Portanto, desarmemos nossos dicionários dos preconceitos. Vamos dar-lhes mais significados de justiça e semânticas de paz. Que eles se tornem os reais depositários de nossas conquistas culturais e não armazéns de velhos ódios e amarelecidas disputas. Roquemos ao Senhor para que o almejo de Henrique Pongetti seja um vaticínio: “Um dia,os fazedores de dicionários do mundo inteiro se reunirão num congresso, prólogo do desarmamento universal, e extirparão para sempre as palavras envenenadoras.” Mas, este vaticínio, ocorrerá de uma forma bem mais ampla. De acordo com o que anteviu Isaías, num futuro não muito remoto, os homens transformarão suas armas em instrumentos agrícolas e nunca mais se adestrarão à guerra. Creio mesmo que o profeta terá dito que, no reino messiânico, os homens deixarão de ter uma língua ferina e procurarão resolver as suas pendências no campo da diplomacia. Acaso as guerras não começam com palavras e não terminam sempre com a espada? Como discípulos de Cristo, estejamos sempre prontos a fazer de nossas palavras uma mensagem de amor perene. E que os cristãos saibamos tratar nossos irmãos judeus com mais dignidade! Nessa atmosfera, mudemos a nossa atitude para com o povo judeu. Afinal de contas , como disse o próprio Senhor JESUS, “...a salvação vem dos judeus.”


Por: Claudionor C. de Andrade

(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)

sexta-feira, 8 de julho de 2022

ANTI-SEMITISMO: UM VELHO PRECONCEITO

 A VERDADE:

"Na realidade, o que chamamos de anti-semitismo não passa de um anti-israelitismo crônico. Seja como for, trata-se de um crime tão antigo como a própria incoerência humana".


A VERDADE EXPLICADA:

O mundo estava convencido de que os judeus eram a causa de todos os males que infelicitavam a civilização. Sobre a família de Jacó, injúrias e lutos. Nenhuma nação punha-se a acalentar o choro de Raquel. Diante de um quadro tão desolador, o anti-semitismo parecia o vocábulo mais apropriado para cognominar o sentimento que tanto vitimava a prole hebréia. Mas de novo, o que possuía o novo vocábulo? Wilhelm Marr, o criador do malfadado logismo, sabia muito bem que aquele termo não passava de uma maquiada e renovada infâmia.

Particularmente, não considero a tal palavra totalmente adequada para qualificar as agressões que os israelitas vem sofrendo desde que se constituíram em nação. Em primeiro lugar, se existisse de fato um crime chamado „anti-semitismo‟, Israel não seria a única vítima da sanguinolência de Jafé. Os árabes também compartilhariam das mesmas dores. Acaso não pertencem eles à linhagem de Sem? No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os árabes prestavam inestimável auxílio ao regime hitlerista no Oriente Médio, enquanto seis milhões de judeus eram assassinados pelos nazistas na Europa.

Na realidade, o que chamamos de anti-semitismo não passa de um anti-israelitismo crônico. Seja como for, trata-se de um crime tão antigo como a própria incoerência humana.

Quando faraó tentou destruir os infantes hebreus, nada mais fez do que revelar um incontrolável anti-semitismo. O mesmo há que se falar dos assírios e babilônios, persas e gregos. Antíoco Epifanes foi um dos mais afamados anti-israelitas. Com o seu estúpido plano de helenizar a Judéia, cometeu milhares de assassinatos; por pouco não consegue extinguir a descendência de Jacó. E o que dizer de Pompeu? De Vespasiano e Tito? Gostaria de saber que nação ainda não foi contaminada por este maldito vírus?

O Cristianismo e o Anti-semitismo

A história também não pode se calar acerca daqueles que, apesar de se dizerem cristãos, devotam incontrolado ódio ao povo que lhes tem dado as mesmas bases de fé. Será que os tais seguidores do Nazareno encontram-se realmente sob o signo da cruz?

Nos escritos de alguns dos chamados pais da Igreja, nota-se um explícito anti-semitismo. Eis como se pronunciou o eloquentíssimo João Crisóstomo a respeito da sinagoga: “...é um prostíbulo e um teatro... um covil de animais impuros... nunca um judeu orou a Deus... são todos possessos pelo diabo.” O que poderia ter levado um homem tão ilustrado como Crisóstomo a dizer tais asneiras? E a situar-se tão anomalamente no esclarecido chão da história? Mas as extravagâncias do cristianismo nominal não param por aí. Do movediço campo da ideologia, concretizaram-se essas ações até atingir a integridade física da progênie abraâmica.

Em 321, Constantino transformou o Cristianismo na religião oficial do estado. Os cristãos, dantes tão perseguidos, foram cumulados de regalias. O clero perdeu a simplicidade dos primitivos discípulos. Foi tomado por um exacerbado orgulho e passou a ver, nos israelitas, a escória e a desgraça do mundo. Para os iluminados párocos e bispos, a sinagoga era o mais perfeito antônimo da igreja. Se a igreja era a luz, a sinagoga só podia ser a embaixada das trevas.

Enquanto isso, os judeus começaram a perder os poucos direitos que haviam conquistado. Foram proibidos de fazer prosélitos. Não puderam mais prestar o serviço militar, nem exercer qualquer função pública. Sob o governo de Justiniano, as restrições aumentaram. A comunidade judaica viu-se forçada a celebrar a páscoa numa data que não coincidisse com a páscoa cristã. Para os cristãos nominais dessa recuada época, até o ar que os israelitas respiravam estava impregnado de apostasias. Por conseguinte, quanto menos contato com o povo escolhido, melhor. Pode haver estupidez maior?

Na Idade Média, a igreja católica tornou a situação dos judeus insuportável. Eis o que registra a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã: “Os judeus, em grande medida, eram excluídos da cultura cristã medieval. Procuravam evitar as pressões sociais, econômicas e eclesiásticas, habitando por trás de muros e guetos. Era-lhes permitido, no entanto, a prática da usura. Isto levou os cristãos a acusá-los de serem um povo de párias. Os judeus foram obrigados a usar um chapéu distintivo ou uma emenda costurada nas suas roupas. Eram acusados de ter um cheiro distintivo, em contraste com o odor de santidade‟. Os judeus também eram caluniados como sendo os assassinos de Cristo; os que profanavam a hóstia, responsáveis pela morte de criancinhas cristãs, causadoras da disseminação da peste negra, envenenadores de poços, que mamavam em porcas. A primeira Cruzada (1096) resultou em numerosos suicídios em massa pelos judeus que procuravam evitar o batismo forçado”.

Com a Inquisição, o seu sofrimento chegou às raias do inacreditável. Somente o gênio de Dante poderia descrevê-lo. Em nome da pureza da fé cristã, foram submetidos às mais indescritíveis torturas. Milhares de homens, mulheres e crianças foram presos e outros milhares queimados vivos. Na tentativa de salvar a vida, muitos sefarditas aceitaram o batismo imposto pelo “piedoso” clero. Não bastassem tantas desgraças, em 1492, os filhos de Abraão foram expulsos da Espanha. Terminava de maneira tão ultrajante a florescente comunidade que contribuíra decisivamente para o progresso das duas mais poderosas nações do século XVI: Espanha e Portugal.

Na Polônia, os infortúnios da comunidade judaica não foram menores. Certa ocasião, dois judeus, acusados de bulirem nos santos óleos, tiveram as línguas arrancadas. Eis como um nobre polonês regozijava-se em castigar um desventurado pai judeu: “Ontem, ordenei que o acorrentassem e o encarcerassem na pocilga; não obstante, permiti que sua mulher e filhos permanecessem na estalagem. Apenas o seu filho mais novo, Leizer, foi trazido à minha casa, onde mandei que lhe ensinassem os princípios de nossa fé e as nossas preces. O menino tem capacidades muito invulgares.

Tenciono mandar batizá-lo, e sobre isso já escrevi ao bispo; ele prometeu estar presente ao batismo e preparar a alma da criança. A princípio, Leizer recusou-se a fazer o sinal da cruz e a repetir nossas preces; mas Strilitzki o açoitou, e hoje ele até comeu carne de porco. O pároco de nossa igreja, Boiniafiati, membro da Ordem Minorum de Observantia teve grande trabalho para vencer a obstinação do garoto e trazê-lo à nossa fé.”

Infelizmente, os judeus não sofreram apenas com os católicos. Os protestantes causaram-lhes também muitos males. O próprio Lutero publicou uma série de panfletos, incitando a ira alemã sobre os desprotegidos filhos de Israel. Em uma dessas obras, mostrou-se mais do que incisivo e chegou a propor o banimento dos judeus da Alemanha: “Expulsemo-los do país para todo o sempre.” Como seria bom se a Reforma conseguisse desvencilhar-se do anti-semitismo que sempre caracterizou o catolicismo romano. Martinho Lutero deveria ler com mais atenção a Epístola de Paulo aos Romanos, para conscientizar-se de que o Todo-Poderoso não rompeu o pacto estabelecido com o Seu amigo Abraão. Este pacto, firmado com as cores da eternidade, jamais será revogado. E, quem somos nós para julgar a semente de Jacó? Se também dependemos da misericórdia de Deus?

O anti-semitismo atual

O anti-semitismo atual teve início com um rumoroso caso envolvendo um oficial francês de origem judaíca. Acusado de alta traição, o capitão Alfred Dreyfus foi degradado e mandado à Ilha do Diabo. Posteriormente o caso foi reaberto e a justiça militar francesa convenceu-se da inocência do pobre Dreyfus. O episódio todo foi acompanhado por um jornalista chamado Theodore Herlz que foi tomado por uma inabalável convicção. Como ele também era de ascendência hebraica, concluiu que os judeus só seriam felizes em sua própria terra. E, enquanto estivessem espalhados pelo mundo, não passariam de párias num mundo que tanto alarde faz de sua civilização.

Os temores de Herlz não eram infundados. No século XX, o anti-semitismo mostrou-se mais do que virulento. Haja vista o holocausto perpetrado pelos nazistas e que causou a morte de seis milhões de judeus. Foi um crime de tal forma inominável que os juristas tiveram dificuldades em qualificá-lo. É só visitar o memorial Yad Vashen em Jerusalém para convencer-se de que o homem continua a ser o lobo do homem. E, que o vigésimo século de nossa era só conseguiu uma coisa: decuplicar a selvageria humana. Quando falamos no holocausto, não podemos evitar esta indagação: o que teria levado a culta e filosófica Alemanha a apoiar um louco como Hitler? A Alemanha dos reformadores e das grandes discussões teológicas!

Mesmo com a criação do estado de Israel, o anti-semitismo não se deu por vencido. Cemitérios judeus são violados. Sinagogas e escolas hebraicas sofrem repetidos atentados. Livros e panfletos são publicados com o objetivo de difamar a prole de Jacó. Enfim, basta acompanhar o noticiário para certificar-se de que o anti-semitismo é um monstro de milhares de fôlegos.

Os que servimos a Cristo, porém, temos de nos guardar deste vírus. Em primeiro lugar, porque o próprio Senhor JESUS nasceu sob a proteção da nação judaica e, em todas as coisas, foi um típico judeu. Tanto é que esta tão significativa inscrição encimou-lhe a cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.” Também não podemos nos esquecer dos muitos bens que temos recebido de Israel. Desta perseguida nação, veio-nos a Bíblia e a própria esperança de vida eterna, como disse o mesmo Senhor (João 4.22).

O verdadeiro cristão jamais será um anti-semita! Sua dívida para com a humanidade israelita é demasiado grande. Uma dívida, aliás, contraída com a própria eternidade. E, se existe algum crente que ainda teima em ser anti-semita, recomendo a leitura dos capítulos 9 a 11 da Carta aos Romanos.

Que o Senhor JESUS nos guarde deste inominável preconceito!



Por: Claudionor Corrêa de Andrade

(Fonte: MP 1244/Outubro 1990)

sexta-feira, 1 de julho de 2022

ALEGRE-SE E EXULTE POIS VOCÊ FOI DESTINADO PARA A GLÓRIA!

 A VERDADE:

"Agora vivemos por fé e não pelo que vemos. Agora caminhamos sustentados pelo bordão da esperança de que Aquele que fez a promessa é fiel. É preciso dizer em alto e bom som que essa caminhada rumo à glória não é feita com gemidos e lamentos. Não cruzamos esse deserto rumo à Terra Prometida murmurando, assaltados por avassaladora tristeza".


A VERDADE EXPLICADA:

Alegre-se e exulte pois você foi destinado para a glória! O povo de Deus não tem apenas expectativa da glória, tem a garantia dela. A glória não é uma conquista das obras, mas uma oferta da graça. O apóstolo Pedro trata deste momentoso assunto em sua primeira carta e nos ensina quatro grandiosas lições.


O CRENTE É NASCIDO PARA A GLÓRIA (I Pe 1.3,4)

Nós fomos regenerados para uma viva esperança, mediante a ressurreição de JESUS Cristo dentre os mortos. Nascemos para uma herança incorruptível, sem mácula, e imarcescível, que está reservada nos céus para nós. Nascemos de novo, de cima, do alto, de Deus, para buscarmos as coisas lá do alto, onde Cristo vive. Não nascemos para o fracasso. Não nascemos para o cativeiro. Não nascemos para amar o mundo nem as coisas que há no mundo. Não nascemos para fazer a vontade da carne nem para andar segundo o príncipe da potestade do ar. Nascemos para as coisas mais elevadas. Nascemos para a glória!


O CRENTE É GUARDADO PARA A GLÓRIA (I Pe 1.5)

Neste mundo cruzamos vales profundos, atravessamos pinguelas estreitas, palmilhamos desertos tórridos, enfrentamos inimigos cruéis. Essa caminhada rumo à glória não é amena. A vida cristã não se assemelha a um parque de diversões. Ao contrário, é luta sem pausa contra as trevas; é luta titânica contra o mal. Nessa caminhada rumo à glória pisamos estradas juncadas de espinhos e suportamos muitas aflições. Porém, Deus nunca nos desampara. Ele nunca nos abandona à nossa própria sorte. O apóstolo Pedro escreve: “...estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo...” (I Pe 1.5). Louvado seja Deus, pois nascemos para a glória e somos guardados para ela. Vamos caminhando em sua direção de força em força, de fé em fé, sendo transformados de glória em glória.


O CRENTE ESTÁ SENDO PREPARADO PARA A GLÓRIA (I Pe 1.6,7)

O crente exulta com a certeza da glória, mesmo sabendo que no caminho para ela é contristado por várias provações (I Pe 1.6). Nossa fé é um dom gratuito de Deus a nós, mas não é uma fé barata. Ela é mais preciosa do que ouro depurado pelo fogo (I Pe 1.7). Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também nos prepara para ela. Nessa jornada bendita despojamo-nos continuamente dos trajos inconvenientes do pecado e nos revestimos das virtudes de Cristo. Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também está nos transformando à imagem do “Rei da glória” (Rm 8.29). Estamos sendo preparados para sermos apresentados ao Noivo, como uma noiva pura, imaculada, santa e sem defeito. Isso redundará em louvor, glória e honra na revelação de JESUS Cristo.


O CRENTE JÁ SE REGOZIJA NA GLÓRIA DESDE AGORA (I Pe 1.8,9)

Agora vivemos por fé e não pelo que vemos. Agora caminhamos sustentados pelo bordão da esperança de que Aquele que fez a promessa é fiel. É preciso dizer em alto e bom som que essa caminhada rumo à glória não é feita com gemidos e lamentos. Não cruzamos esse deserto rumo à Terra Prometida murmurando, assaltados por avassaladora tristeza. Ao contrário, há um cântico de júbilo em nosso peito. Há um grito de triunfo em nossos lábios. Há uma alegria indizível e cheia de glória transbordando do nosso coração. Assim escreve o apóstolo Pedro: “...ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso, 9alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma...” (I Pe 1.8,9). A alegria indizível e cheia de glória não é apenas uma promessa para a vida futura, mas um legado para o tempo presente. O evangelho que abraçamos é boa nova de grande alegria. O Reino de Deus, que está dentro de nós, é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus para a igreja é: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor...” (Fp 4.4). Que Deus inunde nossa alma dessa bendita alegria. Que as glórias inefáveis da Glória por vir já sejam desfrutadas por nós, aqui e agora, enquanto marchamos rumo à posse definitiva dessa mui linda herança!


Por: Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 24 de junho de 2022

A VONTADE DE DEUS E AS VOCAÇÕES PROFISSIONAIS

 A VERDADE:

"No mundo moderno, o conceito de vocação profissional está bem mais desenvolvido do que nos dias em que a Bíblia foi escrita. Além da densidade demográfica ser bem menor do que é hoje, ainda não se conhecia o que o homem de agora conhece, em termos de tecnologia e de avanços científicos; e, enquanto as profissões eram uma continuação natural das atividades desempenhadas pelo pai de família, hoje cada um tem o direito de fazer a escolha que mais lhe agradar".


A VERDADE EXPLICADA:

“...do trabalho das tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem...” (Sl 128.2)

A Bíblia é um livro completo, pois trata dos interesses do homem, mostrando-lhe caminhos que visam a sua felicidade. Ela se ocupa das experiências comuns da vida como o nascimento, casamento, vocação e morte, revelando o interesse de Deus em atuar em todas essas fases, dando a Sua bênção e oferecendo a Sua orientação.

Muitos homens, cujos nomes foram registrados na Bíblia, fazem-se conhecer a nós com suas respectivas profissões, como Tubal Caim, que era mestre em toda a obra de ferro; Ninrode, que era um caçador; Davi, pastor de ovelhas; Caim, lavrador; José (do Egito), administrador; Bezaleel, hábil artífice; Mateus, cobrador de impostos; Lucas, médico; Pedro, pescador; Paulo, fabricante de tendas; Dorcas, costureira; JESUS, carpinteiro; Lídia, vendedora; Cornélio, comandante de cem soldados, e assim por diante. Desde as mais nobres profissões até as inferiores, como o exercício da magia por Simão (At 8.9) ou a confecção de nichos de prata com a esfinge de Diana (At 19.27), em Éfeso, são-nos apresentados na Bíblia.

Embora apresente várias áreas da atividade humana, tendo por finalidade a manutenção do sustento daqueles cujas vidas são destacadas, a Bíblia tem a sua ênfase na vocação ministerial, por ser o terreno espiritual a sua prioridade. Entretanto, ela faz exigências sobre o trabalho, que devem ser observadas como: “...seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra...” (Ex 20.9), referindo-se ao período de trabalho no decorrer de uma semana; “...se alguém não quiser trabalhar não coma também...” (II Ts 3.10). O apóstolo Paulo lembra aos irmãos de Tessalônica o quanto trabalhou para não depender deles: “...porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós...” (I Ts 2.9).

No mundo moderno, o conceito de vocação profissional está bem mais desenvolvido do que nos dias em que a Bíblia foi escrita. Além da densidade demográfica ser bem menor do que é hoje, ainda não se conhecia o que o homem de agora conhece, em termos de tecnologia e de avanços científicos; e, enquanto as profissões eram uma continuação natural das atividades desempenhadas pelo pai de família, hoje cada um tem o direito de fazer a escolha que mais lhe agradar.

O termo “vocação” está bastante secularizado. O Dicionário de Filosofia, de Nicola Abbagnano, diz que o termo foi originalmente usado pelo apóstolo Paulo, em Primeira aos Coríntios (7.20): “...cada um fique na vocação em que foi chamado...” A palavra vocação é hoje um conceito pedagógico e significa a profissão para qualquer ocupação, profissão ou atividade.

Esta é, aliás, uma preocupação que começa com os pais quando o filho é ainda criança e não tem a mínima noção do que pretenderá ser. A experiência de ter um filho que não optou por uma profissão excessivamente honrosa é consideravelmente frustradora para alguns pais. No passado, o trabalho era uma imitação da natureza; hoje, é uma expressão da livre iniciativa humana.

Nos primórdios da civilização, os trabalhos desenvolvidos pelo homem eram manuais. Com o tempo passou dos trabalhos manuais para os artesanais. Começou o homem, então, a produzir coisas por conta própria. Nesse período, o instrumento de trabalho era o utensílio. Mais tarde, o homem entrou na era industrial e, a partir daí, utilizou-se da máquina. Começando com o vapor, depois com o petróleo e a eletricidade, avançou à eletrônica. Vivemos na era dos computadores.

No passado, as áreas de implementações trabalhistas eram restritas; hoje elas seguem uma distribuição ampla dentro de cada setor. Assim, o médico, que antigamente tinha de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para salvar um paciente, hoje cuida apenas de sua especialidade médica; ou cardiologia, ou oftalmologia, ou urologia, ou cancerologia, e assim por diante. O mesmo critério é desenvolvido na engenharia, no direito, na odontologia, na psicologia, como em todas as demais ciências humanas, ampliando o quadro de opções, bem como criando mais oportunidades de trabalho.

Embora não haja na Bíblia nenhuma diretriz para a escolha de uma profissão, de maneira direta, podemos, a partir do bom senso cristão, optar por um caminho coerente, sábio e digno de bênção de Deus. O doutor Trueblood observa: “Se o nosso mundo é de Deus, qualquer trabalho verdadeiro para a melhora da vida do homem é uma tarefa sagrada e deve ser empreendido com este aspecto em mente.”

Há, evidentemente, carreiras que não podem compactuar com a fé cristã. Essas devem ser descartadas, enquanto que outras, nobres, poderão, não apenas trazer realização pessoal, como também servir de ponte para o testemunho ardente de uma vida em Cristo. Médicos tem levado pessoas a Cristo no leito de dor. Professores tem testificado de JESUS aos seus alunos, valendo-se de seu horário de aula. Jornalistas tem-se aproveitado do espaço de sua competência para incluir uma mensagem de Cristo nos jornais. Não há limites para a propagação do Evangelho, e os profissionais crentes, sem pretender roubar o tempo dos seus patrões, podem, de maneira inteligente, valer-se do seu trabalho para comunicarem Cristo ao próximo.

A obra missionária está prejudicada pelo controle imigratório de missionários em muitos países. Eles rejeitam os religiosos, mas clamam por técnicos. Tem sido bom para o Evangelho, técnicos levarem para lá a sua semente. Deus está nisso.

Algumas perguntas que se deve fazer.

Se você está diante de uma escolha e quer saber se esta é a carreira ideal para a sua vida, pergunte a si mesmo:

1. Por que esta profissão?

2. Ela é compatível com a minha fé?

3. Estou escolhendo esta carreira por vocação ou por falta de uma opção melhor?

4. Tenho certeza de que é isto que quero?

5. Sinto que serei uma pessoa realizada nesta profissão?

6. Tenho queda para exercer esta profissão ou apenas acho que posso?

7. Recebo incentivo por esta decisão ou tentam-me desanimar? Por que?

8. Posso fazer desta profissão uma bênção para a minha vida, bem como para a obra de Deus?

9. Costumo interromper tudo o que começo ou sempre vou até o fim?

Tente levantar outras questões em que todas as implicações (positivas ou negativas) possam ser conhecidas, a fim de que não se torne um profissional frustrado, mas feliz e certo de estar no centro da vontade de Deus.


Por: Walter Brunelli

(Fonte: MP 1247/Jan.1991)

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A PROFISSÃO DE FÉ SEM A VIDA DE FÉ (O pecado da hipocrisia)

A VERDADE:

"Quem pratica a vontade de Deus é aquele que deixa tudo para seguir a Cristo. Qualquer outra coisa não passa de religião fútil, e somente pode confirmar a condenação da alma para o inferno".


A VERDADE EXPLICADA:

Ninguém quer ficar sabendo, hoje em dia, que deve deixar o mundo para trás e sair para Cristo “...fora do arraial, levando o seu vitupério...” (Hb 13.13). Não querem fazer como Moisés que recusou ser chamado filho da filha de Faraó: preferiu sofrer aflições com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; por isso, abandonou o Egito! (Hb 11.24,25). Deve haver uma recusa do mundo e uma escolha de seguir a Cristo. O mundo tem de ser deixado para trás!

Trata-se do ímpio deixar o seu caminho; seu caminho de egoísmo, de orgulho, de rebeldia; trata-se do iníquo deixar os seus pensamentos de incredulidade, soberba, concupiscência e obstinação; haverá a conversão a Cristo, com arrependimento genuíno, antes de poder haver perdão, livramento e misericórdia em JESUS (Is 55.7).

Nosso bendito Senhor JESUS disse que Ele teria misericórdia mas somente segundo as condições d’Ele, de entrega total a Ele. Por quê? Porque Ele é Senhor e você não pode entrar no Seu reino, nem participar da Sua salvação sem humilhar-se e entregar a Ele a totalidade de sua vida. Em Salmos (51.17) está escrito que “...sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Trata-se de um coração contrito e de um espírito quebrantado diante de Deus; qualquer coisa menos do que isso não passa de HIPOCRISIA! Como Cristo levará ao céu quem continua sendo rebelde de coração, quem não O ama, quem ainda anseia por outros amores? Que salvação há para aquele que ama o mundo e tudo o que nele há mais do que Aquele que Se entregou para libertá-lo desse mundo vil?!

É essencial que você seja honesto com Deus, que deponha as armas da rebelião, que abra mão deste mundo para não ir para o inferno. JESUS disse pessoalmente: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Mateus está explicando, portanto, que somente os participantes da vontade de Deus entrarão no céu.

Que é, pois, a vontade de Deus? JESUS nos diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus...” (Mt 5.3). O homem que pratica a vontade de Deus é aquele que vem com humildade de espírito, com coração contrito, confessando-se pecador diante de Deus. E continua: “...bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados...” (Mt 5.4). O homem que pratica a vontade de Deus é aquele que chora seus pecados e lastima sua falta de conformidade à vontade de Cristo, e sua incapacidade de produzir alguma boa obra que seja aceitável diante de Deus para sua salvação e justificação.

JESUS diz: “...bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos...” (Mt 5.6). O praticante da vontade de Deus tem fome e sede daquela justiça que se acha exclusivamente no Senhor JESUS Cristo. Ter fome e sede de Cristo é um dos sinais mais abençoados da verdadeira obra da graça no coração; esse desejo de ser d’Ele, de conhecê-Lo, de ser somente d’Ele numa entrega total a Ele: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua...” É pôr em prática aquilo que o apóstolo Paulo disse: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor...” (Fp 3.7,8). Quem pratica a vontade de Deus é aquele que deixa tudo para seguir a Cristo. Qualquer outra coisa não passa de religião fútil, e somente pode confirmar a condenação da alma para o inferno.

Lemos ainda: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação... Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação...” (I Ts 4.3,7). Se a nossa vida não produz os frutos da santificação e da pureza, não somos salvos! Não passamos de hipócritas com uma camada de tinta, que permanecemos sob o juízo divino!

Podemos passar a mencionar, ainda, que a vontade de Deus é que nos arrependamos (At 17.30); que produzamos os frutos do arrependimento (II Co 7.10,11); que creiamos no Senhor JESUS Cristo e que nos amemos uns aos outros (I Jo 3.23); que, além de crermos n’Ele, soframos por amor a Ele (Fp 1.29); que oremos (Ef 6.18); que ofereçamos continuamente sacrifício de louvor (Hb 13.15); que nos guardemos incontaminados do mundo (Tg 1.27); que procuremos o bem do próximo (Rm 15.2); que sejamos testemunhas d’Ele e da Sua graça salvadora (At 1.8) e que O aguardemos dos céus (I Ts 1.10).

Reconheço que é necessário que todas essas coisas sejam operadas em nosso entendimento e em nossa vontade pelo Espírito Santo, mas, louvado seja Seu santo Nome, é essa a obra a que Ele foi enviado para realizar! (Jo 16.7-11). Confio n’Ele para fazer assim, lembrando-me da Sua Palavra: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados... aquele (Cristo) que não conheceu pecado, ele (Deus) o fez pecado por nós; para que nele (Cristo) fôssemos feitos justiça de Deus...” (II Co 5.19-21).

Essa, pois, é a mensagem de Deus para nosso coração. E quem despreza a mensagem de Deus, Suas advertências e Sua chamada ao arrependimento, não está desprezando o homem, mas a Deus, que nos deu Sua Palavra mediante Seu Espírito Santo (I Ts 4.8). Conclamamos, pois, a um quebrantamento dos corações arrependidos diante do Senhor JESUS, a fim de conformarmos a nossa vocação e eleição (II Pe 1.10).


Por: L.R.Shelton Jr. 

(Fonte: MP 1249/Março 1991)

sexta-feira, 10 de junho de 2022

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

 A VERDADE:

"Aquele filho era abençoado na casa do pai e tinha a verdadeira liberdade, mas seu coração estava sempre inquieto. Ele achava que somente as outras pessoas eram felizes e que o pai o estava privando de tantas coisas, quando na verdade ele estava protegendo-o. Então ele achou melhor ouvir a 'voz do seu coração' e foi experimentar os prazeres do mundo, sem medir as consequências..."


A VERDADE EXPLICADA:

JESUS contou nessa parábola que um pai tinha dois filhos. Certo dia, o filho mais novo quis receber sua parte da herança que tinha por direito e pediu ao pai, que lhe concedeu. Ao receber, ele saiu de casa e foi cuidar da sua própria vida de forma irresponsável. O outro filho também recebeu sua parte da herança, mas ficou ao lado do pai.

Como o filho caçula queria se sentir livre e 'curtir a vida', ele viveu cada dia como se fosse o último e conheceu novos amigos, passou a frequentar todas as festas, envolveu-se com prostitutas, bebedeira etc. Porém, como qualquer jovem cheio de vigor e vontade de viver, ele jamais imaginaria que um dia toda essa 'farra' poderia se tornar um pesadelo. O seu dinheiro acabou e com isso seus 'amigos' o abandonaram, as garotas de programa não puderam mais acariciá-lo, e ele se viu na pior situação que um ser humano pode chegar – no fundo do poço, sem nenhuma dignidade. Como se não bastasse, a fome chegou em sua região e ele começou a passar necessidades. Um dos cidadãos daquela terra o mandou para os campos para cuidar dos porcos, e seu desespero foi tão grande que ele desejava comer a comida dos porcos, mas ninguém lhe dava nada!

Que situação trágica! JESUS quis mostrar, através dessa parábola, que o povo de Israel também estava assim. Ele tinha de tudo junto do Pai, mas preferiu virar as costas para Deus e viver da sua própria maneira. Mas hoje, será que nós também não temos agido assim? Pensamos que somos fortes o bastante, temos o direito de sermos abençoados, sabemos como dirigir a nossa vida, mas tudo, porém, sem a ajuda de Deus. Se você estiver construindo sua vida dessa maneira, cuidado: uma hora tudo pode dar errado. JESUS disse que aqueles que ouvem as Suas palavras, mas não praticam, são pessoas insensatas que construíram sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda. (Mt 7.26,27).

Aquele filho era abençoado na casa do pai e tinha a verdadeira liberdade, mas seu coração estava sempre inquieto. Ele achava que somente as outras pessoas eram felizes e que o pai o estava privando de tantas coisas, quando na verdade ele estava protegendo-o. Então ele achou melhor ouvir a 'voz do seu coração' e foi experimentar os prazeres do mundo, sem medir as consequências. Até que os tempos difíceis vieram e ele viu a grande besteira que cometeu. O inimigo (satanás), estava por trás de tudo e conseguiu humilhá-lo e tirar tudo de bom que ele havia aprendido em sua casa com o pai. Mas, graças a Deus, o inimigo não conseguiu roubar daquele jovem a sua fé e esperança. Ele então, lembrou-se dos tempos bons de fartura que viveu com seu pai, em que nada lhe faltava! Veja como foi o momento do seu arrependimento e reencontro com seu pai:

"E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés.” (Lc 15.17-22).

Quero dizer algo a você que está lendo essa mensagem: Se você se identificou com a história desse filho que estava disposto a ser feliz acima de tudo, mas se esqueceu que a verdadeira felicidade só podia ser vivida junto ao pai, saiba que Deus ainda te espera de braços abertos! Ele quer te dar um abraço muito apertado e dizer o quanto Ele te ama! Ele é um Deus de segunda chance! Ele não te acusa nem joga pedras quando você erra. Pelo contrário, a Bíblia diz que Deus colocou todos nossos pecados sobre JESUS na cruz, para que hoje, nós pudéssemos ser perdoados e aceitos novamente por Deus.

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5.21)

Agora, tudo o que você precisa fazer é arrepender-se de seus pecados, aceitar pela fé o perdão e voltar para os caminhos de Deus. Ele tem uma herança eterna para você e promessas para sua vida muito maiores do que você jamais imaginou!

“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós...” (Ef 3.20)

Talvez você nunca saiu da casa do Pai… Porém, mesmo estando na igreja, você tem se afastado de Deus e não tem valorizado o sacrifício que Cristo fez por você. Você deixou de buscar as coisas do Alto e sua vida perdeu o sentido. Você não sente mais a alegria de servir a Deus e parece que seu coração se esfriou, pois suas orações são vazias e sem fé. Saiba que você precisa estar em comunhão com Deus não só quando as dificuldades vêm, mas para que o Senhor possa cumprir tudo o que Ele quer fazer na sua vida e através de você. O tempo de se arrepender é hoje! Na casa do Pai tem fartura para você! Por isso, tenha a mesma atitude deste filho pródigo. Arrependa-se e volte. Deus devolverá suas vestes, seu anel e as suas sandálias. Ele é o Deus da restituição!


(Fonte: Toque em Cristo)

sexta-feira, 3 de junho de 2022

A NATUREZA MISSIONÁRIA DA IGREJA

 A VERDADE:

"A revelação do invisível Senhor Soberano, Criador de todas as coisas, foi patente em JESUS de Nazaré. O Filho Unigênito trouxe a glória real do Único Deus verdadeiro e a fez brilhar através de Sua vida e palavras". 


A VERDADE EXPLICADA:

A Igreja é o agente de Deus no mundo para cumprir a Sua vontade. Essa vontade se resume em sua missão. Quando se fala de Igreja, trata-se de todos os salvos que pertencem ao Corpo vivo de Cristo, os que pelo poder do Espírito Santo foram regenerados e incorporados nesse único Corpo de Cristo na terra (I Co 12.12,13). Falar da natureza missionária da Igreja significa falar da responsabilidade que Deus passou para Seus escolhidos. Ficará evidente a natureza missionária desse povo sempre que ela fica orientada pela Palavra inspirada por Deus. Não é por raciocínio humano que se descobre essa natureza missionária. H.Kraemer escreveu em The Christian Message in a NonChristian World, 1938, “A igreja [...] unicamente de todas as instituições no mundo é fundada numa comissão divina”.

A natureza missionária da Igreja tem sua fonte, modelo e continuação na missão de JESUS Cristo.


JESUS Cristo veio revelar Deus aos cegos e ignorantes. O Apóstolo João fala claramente que a encarnação do Verbo (Jo 1.14) ocorreu para tornar Deus conhecido à criatura humana (Jo 1.18). A revelação do invisível Senhor Soberano, Criador de todas as coisas, foi patente em JESUS de Nazaré. O Filho Unigênito trouxe a glória real do Único Deus verdadeiro e a fez brilhar através de Sua vida e palavras. João, um dos Seus seguidores, comentou: “...e o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória, como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Para Filipe, que queria ver o Pai, JESUS respondeu: “...quem me vê a mim vê o Pai... não crês tú que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo,não as digo de mim mesmo, mas o Pai que está em mim, é quem faz as obras” (Jo 14.9,10).

Na Sua oração sacerdotal, JESUS declarou “...eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer (...) revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus: tu os deste a mim, e eles tem obedecido à tua palavra” (Jo 17.4,6).

Ver a JESUS, portanto, e aceitar Sua missão como a revelação genuína e única do Pai, significa receber vida eterna. JESUS recebeu autoridade sobre toda a humanidade para conceder vida eterna aos que o Pai lhe deu. Essa vida é explicada em termos de “...conhecer o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem ele enviou” (Jo 20.31). No evangelho de João, crer, ver e conhecer são termos sinônimos no que diz respeito à vida espiritual. A cegueira imposta pelo ‘deus’ deste século e a ignorância espiritual são vencidas pelo relacionamento com JESUS Cristo marcado pela fé e amor.


JESUS Cristo veio para salvar os perdidos – Os outros evangelistas descrevem a missão de JESUS em termos de salvação. O nome de JESUS, que o anjo mandou José dar ao filho de Maria logo depois de nascer, significa, Jahweh salva, “...porque ele salvará seu povo dos seus pecados”. Salvação quer dizer “livramento”, “libertação” ou “cura”, como podemos notar em Marcos (5.28). Aí a mulher com a hemorragia pensava “...se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada...” A palavra de JESUS para ela foi “...filha, tua fé te salvou...”. Lucas encerra sua narrativa sobre Zaqueu, chefe dos publicanos com a seguinte declaração abrangente: “...pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido...” (Lc 19.10; Mc 10.45). Claramente, JESUS teve a missão de salvar pecadores.

JESUS leu Isaias (61) na sinagoga de Nazaré, o que Lhe deu uma abertura para declarar Sua missão em termos de pregar Boas Novas aos pobres, proclamar liberdade aos presos, recuperar a vista aos cegos e libertar os oprimidos. Anunciava a chegada do ano da graça do Senhor (Lc 4.18,19). A missão de JESUS, confirmada neste texto, mostra que salvação se direciona em favor dos necessitados e oprimidos.

Examine os ensinamentos, inclusive as parábolas. JESUS deixou bem claro que esta salvação não idealizava uma rebelião contra o Império Romano, visando à liberdade política, mas uma mudança mais duradoura, mais profunda e espiritual. Seria nada menos do que perdão dos pecados e afastamento da ira divina. Houve uma ocasião em que JESUS curou um paralítico que quatro amigos trouxeram, e baixaram, com sua maca, numa abertura no telhado. A este JESUS declarou, “...filho, os teus pecados estão perdoados...” (Mc 2.5). O Reino de Deus que JESUS encarnava em Si próprio incluía a cura para o corpo e perdão para a alma. Onde quer que JESUS andava, Ele demonstrava que o Reino que se manifestava em Si transformava corpos, mas principalmente almas.

A missão de JESUS também, deu muita importância ao ensino dos Seus discípulos. A escola de JESUS tratou o caráter do discípulo no Sermão do Monte, a natureza e centralidade do Reino e da graça de Deus nas parábolas, a necessidade de arrependimento, o negar-se a si mesmo, o carregar a cruz e seguir a JESUS para alcançar a vida. O Mestre não Se omitiu de ensinar pela prática, enviando os discípulos na missão de anunciar a proximidade do Reino, expulsar demônios, curar os enfermos e viver pela fé.


Autor: RUSSEL PHILIP SHEDD

(Fonte: MP. 1554/Nov.2014)

sexta-feira, 27 de maio de 2022

A MENTIRA, CAUSA E EFEITOS

 A VERDADE:

"O diabo, autor do pecado e da mentira, não foi criado por Deus. Deus criou anjos fiéis e dentre esses anjos que Ele criara, um se rebelou, e conseguiu arrastar outros anjos. Foi esse anjo rebelde que se tornou diabo, no dia em que nele se encontrou iniquidade" (Ez 28.15).


A VERDADE EXPLICADA:

Mentir é um pecado, um mal, uma transgressão às leis divinas e à sociedade em geral. Deus disse: “...não mentirás...” (Lv 19.11). Esta proibição feita por Deus ficou registrada nos mandamentos da Lei. A mentira “é a declaração daquilo que se sabe ser falso, com intenção de enganar” (Jz 16.10,13). Por causa da mentira Deus proibiu uma só testemunha para depor em juízo (Dt 19.15). A mentira é incompatível com a natureza divina, pois Deus não pode mentir (Nm 23.19; Hb 6.18). Sobre a natureza e a origem da mentira, pouco sabemos, além do que a Bíblia revela.


Sua origem

A mentira teve origem na esfera celestial num remoto passado, através de um “querubim(1) ungido” (Ez 28.14). O orgulho e a soberba(2) foram as causas principais. “...como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tú que debilitava as nações! E tú dizias no teu coração: „eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono... subirei acima das mais altas nuvens, serei semelhante ao Altíssimo... me assentarei na cadeira de Deus...‟ (Is 14.12-14; Ez 28.2). Assim originou-se a primeira mentira. Ela é tão velha como o seu autor, o diabo. Por causa do seu orgulho, esse “querubim ungido” foi expulso do céu (Is 14.2).

Além de expulso, foi condenado (I Tm 3.6). Ele é chamado por JESUS Cristo de o “pai da mentira” (Jo 8.44). O diabo, a antiga serpente, antes de diabo e pai da mentira, habitava no Éden, “jardim de Deus” (Ez 28.13). Não confundir este “jardim de Deus” onde habitava o “querubim ungido”, com “jardim do Éden” onde Adão e Eva habitavam. O jardim de Deus é eterno e o jardim do Éden é transitório. No primeiro não se admite pecado. O mentiroso lá não pode morar (II Pe 2.4). No segundo, o Éden adâmico, o pecado conseguiu entrar, trazendo prejuízo a toda a raça humana (Rm 5.12). Por causa disso, o homem foi lançado fora do jardim e lá foi colocado um “querubim e uma espada inflamada” (Gn 3.24), por tempo determinado “até que venha Siló” (Gn 49.10). Siló, profeticamente, é um título messiânico, referindo-se a JESUS que na “plenitude dos tempos” (Gl 4.4) veio e afastou o querubim e retirou a espada inflamada e disse: “...é-me dado todo o poder no céu e na terra..” (Mt 28.18).

O diabo, autor do pecado e da mentira, não foi criado por Deus. Deus criou anjos fiéis e dentre esses anjos que Ele criara, um se rebelou, como acima foi dito, e conseguiu arrastar outros anjos. Foi esse anjo rebelde que se tornou diabo, no dia em que nele se encontrou iniquidade(3) (Ez 28.15). Desde esse dia, ele foi mudado de nome e de lugar. De nome: de anjo de luz para diabo e satanas. De lugar: do céu, o Éden, jardim de Deus, para a terra (Jó 1.7; Ap 12.9) e muito breve será preso e condenado (Ap 20.1-3, 10).

Quando lemos o capítulo 28 de Ezequiel verificamos que a queda está ligada a um orgulho que jamais se farta. O querubim ungido, como era chamado, ansiando pela glória de Deus, rebelou-se. Era seu intento, aliás, colocar-se acima da divina dominação. Entretanto, foi lançado às mais densas trevas e, agora, aguarda todos os horrores da segunda morte. Infelizmente, não poucos servos de Deus tem agido como o querubim. Não satisfeitos com o que lhes tem dado o bondoso Deus, estão à cata de mais glória e tudo fazem por mais uma fatia de fama, tão efêmera(4) que se acaba ainda nesta vida. Alguém, com muita justiça, considerou esta fome pela glória humana como síndrome(5) de Lúcifer. Embora este diagnóstico seja um pouco pesado, não é tão pesado como os prejuízos que estes embusteiros(6) tem causado à obra de Deus.

Em todo o mundo e, quiçá, no Brasil, a Igreja do Senhor tem sofrido com esses “querubins ungidos”, que depois de alcançarem a confiança de seus pastores, de seus líderes, ministérios e convenções, se levantam contra tudo e contra todos, pedindo independência ou liberdade, exigindo cargo ou ordenações e, quando nada lhes é concedido, para atender seus propósitos, eles fazem como esse “querubim ungido”: se rebelam. Os verdadeiros servos agem humildemente, cumprem a missão que lhes confia o Senhor da seara(7)... Miseráveis são os que se desgastam em busca da glória humana. Ainda que progridam, ainda que consigam troféus, tudo se desfará como do primeiro arrebol(8).

Sendo a mentira intrinsicamente má, perigosa, devemos nos esforçar para falar e viver a verdade. Estamos vivendo no século da ciência, da evolução e da tecnologia, segundo o profeta Daniel (Dn 12.4). Não obstante, a mentira, a hipocrisia e a falsidade são a temática da sociedade. A mentira tornou-se uma espécie de “mola mestra” ou de “vale tudo”. Ela aparece em todas as áreas da sociedade com vários nomes e roupagem diferentes. Até mesmo na igreja onde a verdade é anunciada, crida e obedecida, ela aparece disfarçadamente com vestidos de várias cores. Às vezes, em forma de exagero, especialmente por alguns dos modernos pregadores, contando o que não viu, particularmente, na área dos milagres e sinais. Por outro lado, através de personagens mistificados com capas de ovelhas (Mt 7.15). Preguemos o Evangelho pleno e os sinais aparecerão, sem mentira e sem exagero. Existem atualmente três áreas onde o diabo, pai da mentira, atua com mais intensidade: comércio, política e religião.


No comércio

Se o comércio deixasse de mentir por uma hora, fecharia suas portas. Atualmente as lojas usam um sistema de propaganda, chamado de “liquidação” ou “promoção”. Remarcam os preços, afirmando que as mercadorias eram vendidas por mais e, na ocasião, estão sendo vendidas por menos. Tudo isso não passa de uma grande mentira disfarçada para atrair os fregueses. Com tal mentira o comerciante lucra à base da extorsão(9), lesando o consumidor pela mentira. Salomão, o rei de Israel, faz referência à mentira através das figuras do “vendedor e comprador”, usando de mentiras. Se vai comprar, diz que a mercadoria “nada vale” ou vice-versa (Pv 20.14).


Na política

A política como arte de governar e administrar é uma ciência, que deve ser aprendida, exercida e executada, mas a política como mentira, suborno e meio de enganar é uma desgraça. Os politiqueiros usam esse sistema para usufruir vantagem, às vezes prometendo e oferecendo o que não tem, com a finalidade de ganhar favores. O diabo, pai da mentira, conseguiu através da “politicagem”, expulsar Adão e Eva do paraíso, usando a mentira e procurando alterar a Palavra de Deus (Gn 3.1-4). Não é de admirar que na igreja de hoje aconteçam casos semelhantes. Quantos irmãos e obreiros tem sido vítimas de acusações mentirosas, chegando ao extremo de alguns renunciarem à chamada ou cancelar o ministério por causa desta farsa diabólica chamada mentira.


Na religião

A religião, com seus aspectos multiformes, tem sido vítima da mentira. É óbvio que existe a religião falsa, mentirosa, e que a igreja e a sociedade não estão isentas de serem enganadas , porque o diabo é o fundador das religiões falsas. A igreja tem sofrido a influência desse demônio chamado mentira (I Re 22.22). Sendo o diabo expulso do céu, por causa da mentira, procurou a terra para exercer seu “novo ministério”, baseado na mentira. Iniciou o seu trabalho, mentindo para o casal inocente (Adão e Eva), que Deus havia colocado na terra para administrá-la (Gn 2.15). Ele sabia que tudo o que Deus havia feito era bom (Gn 1.31), por isso procurou contradizer o que Deus havia dito, e o conseguiu, através da mentira. Enganando primeiro a mulher e depois o homem (I Tm 2.14; II Co 11.3; Rm 5.12,15-17). O diabo não ficou satisfeito somente com a queda e a morte do homem, a seguir procurou atingir a família e, especialmente, a Igreja de JESUS.

A mentira continua em seu caminho, fazendo suas vítimas. Caim matando o seu irmão Abel (Gn 4.5-7; I Jo 3.12). Abraão mentiu para Faraó, os irmãos de José mentiram para seu pai (Gn 12.11-20; 37.31,33). Mentiras entre pai e filho, marido e mulher (At 5.3), entre pastor e ovelhas e entre pastores. Esta última tem servido para desagregar, dividir e separar. Lembram-se os leitores da história do profeta velho, do capítulo 13 do primeiro Livro dos Reis? O profeta era velho na idade, velho na fé, velho nos bons costumes e velho na religião (I Re 13.16,17), porém, na sua confiança em Deus estava desviado. Havia perdido o temor de Deus, tornando-se mentiroso, enganando o seu colega e companheiro de ministério (I Re 13.18), o qual devia ser por ele orientado. O “profeta novo” caiu no “conto” do “profeta velho”, que afirmava, mentindo, que Deus lhe falara. É perigoso quando o obreiro deixa de ser discípulo e não aceita mais orientação e se torna mentiroso! A mentira tem seu preço negativo para aqueles que fazem uso dela. Ela separa os maiores amigos (Pv 16.28).


As consequências da mentira

O anjo de luz, Lúcifer, mentiu e foi expulso do céu, tornando-se diabo e satanás. Adão e Eva mentiram e foram expulsos do jardim do Éden. Caim mentiu e tornou-se homicida(10) e vagabundo. Esaú mentiu e perdeu sua primogenitura (Hb 3.23,24). Ananias e Safira mentiram e foram mortos (At 5.3,10). A mentira não é órfã (II Pe 2.4; Ap 20.2,3).

Um dia, ela juntamente com seu pai serão lançados no lago de fogo (Ap 12.9). O diabo, pai da mentira, já teve em seu poder o império da morte (Hb 2.14), mas JESUS o tomou, rasgando os “autos” de acusações contra nós (Cl 2.14). Como ele perdeu esse poder ou império, ele se apodera de outras armas perigosas para nos atacar, cujos nomes são laços, ciladas e ardis(11) (Ef 6.14; II Co 2.11; I Tm 3.7; 6.9; II Tm 2.26). Tudo isso são expressões que afirmam ou definem sua natureza pecaminosa para atacar, tendo por base a mentira. “O diabo calunia Deus perante os homens e os homens perante Deus. A mentira procura negar tanto a divindade, como a humanidade de JESUS...” (I Jo 2.22). “Os homens mudaram a verdade de Deus em mentira...” (Rm 1.25). Eles não abandonaram a verdade de Deus pela mentira, eles a “mudaram”. A mentira estará junto com o seu pai, na condenação eterna (Rm 16.20; I Co 15.25,28; Mt 25.41; Ap 20.10; 21.8). Que o Senhor nosso Deus nos dê da Sua graça e afaste de Sua Igreja o espírito da mentira.



Por: José Apolônio

(Fonte: MP 1249/Mar.1991)



1- anjo da primeira hierarquia, entre os serafins e os tronos.

2 - sentimento de altivez, sobranceria; orgulho.

3 - ação ou coisa contrária à moral e à religião.

4 - que é passageiro, temporário, transitório.

5 - conjunto de sinais e sintomas observáveis em vários processos patológicos diferentes e sem causa específica.

6 -  que ou o que se vale de embustes, logros, mentiras; impostor.

7 - extensão de terra cultivada.

8 - a hora em que o sol está surgindo ou sumindo no horizonte.

9 - ato de obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, por meio de ameaça ou violência, com a intenção de obter vantagem, recompensa, lucro.

10 - que acarreta ou pode acarretar a morte de muitas pessoas.

11 - ação que visa iludir, lograr (pessoa ou animal); armação, cilada.