sexta-feira, 16 de setembro de 2022

CONTANDO OS NOSSOS DIAS

A VERDADE:

Toda a vaidade é vã. O orgulho não compensa e nem mesmo a altivez de espírito. Simplesmente devemos usar sabiamente nossos anos de vida antes de chegar o dia final. Devemos viver cada dia de nossa existência com nobreza, como se fosse o último de nossa breve passagem terrena.


A VERDADE EXPLICADA:

Nesta vida conta-se tudo: os valores no banco, os bens imóveis, os móveis, enfim... Mas poucos contam os dias de vida. E os que assim o fazem, ao chegar a uma determinada quantidade de números, quase sempre não sentem tanta alegria em dizer os anos de sua existência.

Nestes primeiros meses desse ano, façamos uma retrospectiva de nossa vida e contemos os nossos anos, para ver se temos vivido de forma prudente e moderada. Davi fez uma análise dos seus anos de vida e exclamou estarrecido: “...ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios...” (Sl 90.12).

Ele começou a somá-los e disse a razão: “...pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. A duração da nossa vida é de setenta nos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos...” (Sl 90.9,10).

Toda a vaidade é vã. O orgulho não compensa e nem mesmo a altivez de espírito. Simplesmente devemos usar sabiamente nossos anos de vida antes de chegar o dia final. Devemos viver cada dia de nossa existência com nobreza, como se fosse o último de nossa breve passagem terrena.

O rei Belsazar não calculou bem os seus dias e viveu na lassidão moral. Mas o Senhor o tinha nas mãos e numa festa tirou-lhe a vida, acabando assim o seu reinado (Dn 5.26). À semelhança dele muitos, hoje, vivem em orgias, e de forma descontrolada. A Bíblia relata um outro exemplo: a história do homem que colheu uma enorme safra e disse para sua alma descansar, comer, beber e folgar, esquecendo-se ele de contar os seus dias. Mas na mesma noite em que concebeu tais pensamentos sua vida chegou ao fim e partiu sem salvação... (Lc 12.29)

O rei Herodes constitui outro bom exemplo. Pensou ser eterno. Mas enquanto discursava, em uma ocasião, e achando ser a sua mensagem imortal, foi ferido pelo anjo do Senhor e morreu comido por bichos. Quantos pensam que viverão para sempre e não controlam seus dias de vida! Devemos nos lembrar de que a nossa vida é como a flor: “...de madrugada cresce e floresce: à tarde corta-se e seca...” (Sl 90.6). Assim sendo, os nossos dias não podem ser gastos dissolutamente.

Ao ver a juventude gastar os anos de forma leviana, disse um poeta do passado: “Dai-me os vossos anos em flor, vós que o desperdiçais...”

Quando Israel foi retirado do Egito (Ex 12.12), Deus disse a Moisés: “...este vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano...” Para Israel nasceu um novo ano, uma nova vida, pois estavam saindo do Egito em destino a Canaã; da escravidão para a liberdade.

Viva, você também, este ano com uma nova meta para a sua vida e cheio do Espírito Santo. Principalmente com o propósito de servir ao Senhor de forma renovada.

Jacó, ao contar os anos de sua peregrinação, concluiu que eram poucos e deduziu que eram maus, pelas angústias e agruras do caminho (Gn 47.9). Deus quer nos ajudar em nossa jornada, para que os nossos anos sejam de bonança, paz e verdadeira comunhão celestial. Este ano é “...o ano aceitável do Senhor...” (Is 61.2), e o tempo da proclamação do Evangelho de JESUS; tempo de levarmos as Boas Novas ao mundo. Este é o ano em que Deus quer derramar muitas bênçãos sobre o Seu povo. E oxalá que seja o ano da liberdade, o ano do arrebatamento!



Por: Nilson Silva

(Fonte: MP 1248/Fev.1991)

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

CONSEQUÊNCIAS DO DESACERTO ESPIRITUAL

 A VERDADE:

A história de Sansão, narrada no livro dos Juízes, pode ilustrar também o desacerto espiritual de um homem escolhido pelo próprio Deus para a Sua obra. O povo de Israel havia transgredido os ensinamentos do Senhor e por isso os filisteus prevaleceram contra ele durante quarenta anos. Mas, um homem dentre o povo, chamado Manoá, da tribo de Dã, residente em Zorá, casou-se com uma mulher estéril. Esta foi visitada pelo anjo do Senhor, o qual lhe declarou que ela teria um filho e este deveria ser nazireu de Deus, isto é, consagrado ao Senhor. Como sinal, deveria trazer os cabelos compridos amarrados em tranças e não deveria cortá-los.


A VERDADE EXPLICADA:

A realidade da ajuda de Deus na solução de problemas e situações difíceis foi confessada recentemente por 65 por cento dos entrevistados pelo Instituto Gallup, nos Estados Unidos. Estas respostas, que correspondem, certamente, ao resultado de uma amostra relativa, não deixam de ser encorajadoras para aqueles que tem problemas aparentemente insolúveis, ou, pelo menos, insolúveis através dos métodos humanos.

Milhões de testemunhas no mundo inteiro atestam que receberam o socorro divino nas suas aflições, nos seus problemas, nas suas enfermidades, em causas jurídicas, nas incompreensões conjugais e em tantos outros casos que o leitor mesmo poderá imaginar.

É perfeitamente lícito considerar que estas pessoas ao depositar sua fé e esperança na provisão divina, confirmaram sua disposição de esperar por ela e, ao ver solucionado o seu problema, atribuíram a essa provisão o resultado satisfatório que obtiveram. Para isto, acreditamos ainda, mantinham uma integridade espiritual, um contato com Deus capaz de atrair a Sua atenção, a Sua vontade e a Sua determinação de atendê-las. É ainda aceitável creditar a estas pessoas a condição de constante obediência e justiça que torna a sua oração “poderosa em seus efeitos”.

Podemos conjecturar que se tais pessoas, incluídas entre as que atribuem a Deus as suas vitórias, são realmente vitoriosas pela sua condição espiritual, será plausível crer que outras que enfrentam as mesmas ou diferentes dificuldades e vão de fracasso em fracasso, chegando à lamentação e ao desespero, terão contribuído com o seu descompasso para que as respostas não se mostrem satisfatórias.

Exemplos disso poderão ser encontrados nas páginas da própria Bíblia, que, aliás, não se ocupa demasiado com o povo em geral, mas exemplifica o desacerto espiritual de profetas, reis e sacerdotes, os quais, embora investidos de responsabilidade inerente ao cargo, se mostraram desatentos aos quesitos necessários à resposta positiva de Deus às suas solicitudes.

Sem desejar uma ordem cronológica nos casos que nos parecem mais do conhecimento geral dos leitores das Escrituras, poderíamos citar de início a vagareza de Eli (I Sm 2.22,23), em repreender seus filhos, que não mantinham intocável o serviço sacerdotal de que foram encarregados. Antes, pelo contrário, divertiam-se com mulheres dispersivas, que vinham em bandos à porta da congregação. Além disso, violavam o costume do provimento (I Sm 2.12-17), chegando a agredir os ofertantes.

Podemos notar que havia uma promessa para a família de Eli (versos 28 e 30) e cremos que ele tenha sido fiel durante algum tempo. Mas, com o passar dos anos, relaxou a vigilância e se deixou dominar pela arrogância dos filhos. Quase cego e sem forças, nos seus noventa e oito anos, talvez estivesse menos disposto a incomodar-se com a obra de Deus. Embora Eli aconselhasse os filhos a agir de maneira correta, não parecia encorajado a falar severamente e isso concorreu para a derrota de Israel na batalha contra os filisteus e acarretou a morte de trinta mil israelitas, do próprio sacerdote, de seus dois filhos, Hofni e Finéias, e da nora além da tomada da arca.

Se este exemplo serve para muitos pais e pastores e para cada uma das pessoas em particular em nossos dias, acreditamos num interesse dos mesmos pelo bem-estar espiritual dos filhos e da Igreja.

A história de Sansão, narrada no livro dos Juízes, pode ilustrar também o desacerto espiritual de um homem escolhido pelo próprio Deus para a Sua obra. O povo de Israel havia transgredido os ensinamentos do Senhor e por isso os filisteus prevaleceram contra ele durante quarenta anos. Mas, um homem dentre o povo, chamado Manoá, da tribo de Dã, residente em Zorá, casou-se com uma mulher estéril. Esta foi visitada pelo anjo do Senhor, o qual lhe declarou que ela teria um filho e este deveria ser nazireu de Deus, isto é, consagrado ao Senhor. Como sinal, deveria trazer os cabelos compridos amarrados em tranças e não deveria cortá-los.

O nascimento de Sansão ocorreu exatamente como o anjo dissera: “Depois teve esta mulher um filho e chamou o seu nome Sansão e o menino cresceu e o Senhor o abençoou. E o Espírito do Senhor o começou a impelir, de quando em quando, para o campo de Dã, entre Zorá e Estaol...” (Jz 13.24,25). É provável que, na sua infância e adolescência, Sansão tenha se comportado de acordo com as diretrizes de seus pais. Mas, após essa idade, julgando-se suficientemente capaz de dirigir-se por conta própria, resolveu comprometer-se com uma mulher do povo que vinha oprimindo a Israel. Todas as ponderações de seu pai e conselhos de sua mãe de nada valeram; antes prevaleceu a sua teimosia e ele casou-se de fato com aquela mulher. O resultado desastroso, a consequente separação e as desídias posteriores mostram que o jugo desigual de que fala o apóstolo Paulo é realmente perigoso (II Co 6.14).

O segundo casamento de Sansão foi ainda mais desastroso, inclusive porque ele prescindiu dos conselhos de sua mãe e de seu pai, que talvez já nem vivessem (Jz 16.31). Descendo à Gaza, o arraial dos filisteus, encontrou-se com Dalila e afeiçoou-se a ela. Esta união não mereceu das Escrituras sequer o nome de "casamento‟, mas apenas de "afeição‟. Desta vez, ao invés de solver enigmas, os filisteus foram mais longe. Quiseram saber em que consistia a sua grande força. Agastado pelas múltiplas questiúnculas de Dalila, ele, depois de protelar e inventar respostas, declarou-lhe o segredo que havia entre eles e Deus. A mulher, que fora instigada pelo seu povo, transmitiu a este as palavras de Sansão, que se viu privado de seus cabelos, de sua força, de seus olhos e, por fim, de sua vida.

Quantos casamentos são feitos na base da "afeição‟ e se transformam em armadilha para o rapaz e para a moça, ou para ambos chegando, por vezes, não somente à separação, mas, em alguns casos, às raias da fatalidade.

As lamentações de Davi em Salmos (51), são a continuação das suas amarguras, já mencionadas em Salmos 41. Parece que a sua transgressão no caso “...da que foi mulher de Urias...”, o fizera contrair uma enfermidade, com a qual seus inimigos se rejubilavam. Sofria de tal forma que ele se achou desencorajado. Sentia a alma enferma, como se seus ossos se secassem. Muitos achavam, inclusive, que ele tinha ‘uma doença má’ e que não se levantaria. Somente a misericórdia do Senhor o reabilitou daquela visitação.

Se voltarmos, porém, ao início da sua vocação, veremos que Davi, um rei “segundo o coração de Deus”, viveu realmente pela fé. A vitória sobre Golias, a luta contra as feras, o livramento da mão de Saul, tudo isso evocava uma vida aprovada por Deus e uma escolha que o tornou evidente através das páginas da Bíblia.

O retrocesso espiritual que sofreu, ele mesmo o atribuiu à sua inconsequência, o que lhe causou um tremendo prejuízo, a ponto de seu próprio filho, o mais querido, talvez, voltar-se contra ele e desejar tomar-lhe o reino. Desse incidente ficou-lhe a marca permanente que até hoje se associa aos seus feitos, por mais admiráveis que eles possam parecer.

Poderíamos continuar palmilhando o Velho Testamento e encontraríamos outros motivos de despertamento para o nosso ensino, conforme pontifica o apóstolo Paulo (Rm 15.4). Como o caso de Saul, que escolhido para ser o rei de Israel, tomou-se de soberba, a ponto de oferecer sacrifício indevido, usurpando o lugar de Samuel. Como o caso de Balaão, que, pelo preço da vaidade, voltou-se contra o povo de Deus e precisou ser repreendido pela jumenta. Outros tantos poderiam ser aventados e todos nos trariam exemplos de pessoas que naufragaram na fé.

Entretanto, o Novo Testamento inclui em suas páginas exemplos do mesmo teor e, entre eles, o caso de Ananias e Safira (At 5.1-10). Esse casal, que deveria ser operante na Igreja, parecia querer seguir os passos daqueles que demonstravam apego à obra de Deus. Não sabemos há quanto tempo Ananias e Safira estavam na igreja, mas deduzimos que eram possuidores de bens. Reparando que alguns crentes prodigalizavam benefícios à comunidade, desejaram também tomar parte na obra de beneficência. Entretanto, não estavam ainda preparados para um desprendimento total e caíram na artimanha do inimigo de nossas almas. Ao ver alguns membros da igreja trazerem o produto de uma transação comercial e depositarem aos pés dos apóstolos, intentaram fazer o mesmo. Colocaram à venda uma propriedade e talvez tenham se assustado com a facilidade do negócio e com o preço alcançado. O certo é que o coração se lhes endureceu e acharam inconveniente entregar à Igreja uma quantia tão grande. Por outro lado, não queriam parecer diferentes daqueles que dispunham de todo o valor. E combinaram declarar um preço fictício, bem menor, porém, de maneira que a sua contribuição parecesse valiosa.

O que eles esqueceram é que tais arrecadações não se destinavam a obra humana, mas se constituíam num serviço a Deus e não podiam ser feitas de maneira enganosa. O resultado, tristemente registrado nas Escrituras, mostra que não podemos dispor do nosso ministério como pensamos e desejamos, mas devemos exercê-lo segundo as diretrizes de Deus.

Alguns cooperadores de Paulo mostraram-se muito operosos e confiáveis. O apóstolo pode contar com eles durante algum tempo, mas, depois de se posicionarem como ministros da Palavra, voltaram as vistas para o "presente século‟, procurando talvez a prosperidade material, sem importar-se com o prejuízo que iriam causar à obra de Deus e particularmente ao companheiro, principalmente quando se achava em situação desfavorável.

Demas, Crescente e Tito simplesmente se afastaram, deixando Paulo sem assistência. Entre estes displicentes havia outros que, embora contados com os ministros, causavam sofrimento ao apóstolo, de maneiras variadas. O certo é que todos esqueceram a caridade que deviam a Paulo e seguiram o caminho que mais lhes conveio.

Podemos sentir a tristeza do apóstolo Paulo ao noticiar esses deslizes e quase acreditamos que havia em tais pessoas uma espécie de culpabilidade, devido a problemas espirituais em suas vidas, que os levaram a afastar-se do ambiente divino e da comunhão com aqueles que viviam santa, justa e retamente. Com certeza não podiam conviver com os que demonstravam andar na presença de Deus, devido ao seu desacerto espiritual.

Devem estar, portanto, em nossas lembranças as palavras do escritor aos Hebreus (2.1-3), sobre “...as coisas que temos visto e ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas...”


Autor: Miguel Vaz


(Fonte: MP. 1203/Jul.1987)

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

CONFISSÃO E RENOVAÇÃO

A VERDADE:

Tão importante para Davi foi a confissão, que sua vitória foi poderosa no Senhor. Se desejamos realmente andar com Deus em nossa trajetória neste mundo, devemos sempre estar ligados à confissão de nossos pecados, quando então o Espírito Santo nos conduzirá às alturas da comunhão com Deus e o louvor brotará do nosso “homem interior” (Ef.3.16).


A VERDADE EXPLICADA:

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça...”(I Jo 1.9); “...transformai-vos pela renovação do vosso entendimento...” (Rm.12.2). Após a gloriosa experiência da regeneração ou novo nascimento, pela fé exercida em Cristo JESUS, através da poderosa Palavra de Deus, o cristão tem diante de si uma porta aberta, divisando as mais retumbantes conquistas na sua nova vida em Deus.


Nesta oportunidade, pretendemos abordar com simplicidade as duas frases que servem de base para este despretensioso artigo. Consideremos primeiramente a palavra “confissão”. No original grego é “homologeo”, que significa “concordar com...”. Traz, portanto uma ideia fundamental. Quando um cristão peca, a sua linha de comunicação com Deus se interrompe, provocando interiormente mal-estar, tristeza, amargura e frustrações. Neste aspecto forma-se um bloqueio em nossa vida de oração, na intimidade com a Palavra de Deus, no louvor, na adoração ao Senhor e, consequentemente, parte-se a linha da comunhão fraternal (amor para com os irmãos na fé). É necessário, então, haver séria reflexão e uma profunda autoanálise, a fim de retornarmos à base da vitória.


Como deve acontecer isto? A Bíblia afirma: pela confissão. Isto significa que temos que contemplar os nossos pecados e a seguir os colocar diante de Deus, concordando com o Senhor que realmente estamos fora de Seu plano para nossas vidas. O plano de Deus é que andemos na luz (I Jo 1.7) e assim “...o sangue de JESUS nos purifica de todo o pecado.” A luz divina penetrando em nosso interior nos leva às provisões de Deus.


Em João (10.9), JESUS afirma que Ele é a porta, a via de acesso que nos leva aos pastos verdejantes, isto é, às riquezas espirituais, para constantes vitórias, inseridas nos dois verbos de ação que encontramos no citado versículo: entrar e sair. A vida espiritual dinâmica tem dois lados: entrar na presença de Deus pela fé (Rm.5.2) e sair para o serviço do reino de Deus. Na visualização do apóstolo Paulo em Romanos (14.17), o reino de Deus nos oferece três dimensões: Justiça (retidão), paz e alegria no Espírito Santo. Davi, quando passou pela terrível experiência com o pecado, após a sua confissão, orou: “Torna-me a dar a alegria da tua salvação...” Tão importante para Davi foi a confissão, que sua vitória foi poderosa no Senhor. Se desejamos realmente andar com Deus em nossa trajetória neste mundo, devemos sempre estar ligados à confissão de nossos pecados, quando então o Espírito Santo nos conduzirá às alturas da comunhão com Deus e o louvor brotará do nosso “homem interior” (Ef.3.16).


Em segundo lugar temos a palavra renovação, que deve estar ligada intimamente à palavra confissão. Não haverá genuína renovação, se não houver verdadeira confissão. Renovação não é meramente momentânea emoção. Não é sentimentalismo, muito menos. A palavra renovar significa “tornar novo”. Isto quer dizer, meu amigo, que o canal da confissão nos levará a experimentarmos em nosso interior uma nova disposição para com Deus e a seguir para com aqueles que nos rodeiam. Recebemos através desta interligação confissão/renovação, uma nova dimensão para nossa vida espiritual. Tal experiência refletirá em nosso andar exterior e Deus era glorificado.


O texto de Romanos (12.2), afirma: “Transformai-vos pela renovação da vossa mente...” A palavra transformação, no original significa “metamorfose” e dá a ideia contínua de ir sempre em direção à vida nas asas, que encontramos em Isaías (40.31): “Os que esperam no Senhor...subirão com asas como águia”. Temos de seguidamente estar revestidos desta visão das alturas, onde Cristo está à destra de Deus (Cl.3.1). Que assim seja conosco!



Por: VANDIR HENRIQUE DA SILVA

(Fonte: MP. 1236/Jan.1990)

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

COMO VOCÊ ENFRENTA SUAS CRISES?

A VERDADE:

Se você descobrir Deus em sua luta, a luta, por mais real que seja, se tornará secundária. Sua vida terá um significado que transcende seu sofrimento e abençoará ricamente aqueles que entrarem em contato com você.


A VERDADE EXPLICADA:

Realmente, enfrentamos nossas crises da mesma maneira que enfrentamos a vida. O que modifica é a intensidade de nossos esforços, quando a situação se torna crítica.

Jó é um exemplo excelente. Era um homem de fé, e gostava das coisas boas da vida que Deus lhe concedera. Então, veio a catástrofe. Perdeu o que tinha; da noite para o dia passou da riqueza à miséria. Não foi tudo. Perdeu até mesmo os sete filhos e as três filhas em uma tempestade. A reação de Jó diante dessas notícias terríveis foi a de rasgar as vestes – sinal reconhecido de luto e desorganização de vida -- e raspar a cabeça para expressar seu profundo sentimento de perda.

Não havia explicação para a tragédia. Como poderia enfrentá-la? Sendo homem de fé, Jó prostrou-se e adorou a Deus, dizendo: “Nú saí do ventre de minha mãe, e nú voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor...” (Jó 1.21). Jó reconheceu o direito divino de orientar os acontecimentos de sua vida. Jó reagiu diante de sua crise exatamente como reagira diante da vida – colocando a si e o seu futuro nas mãos de Deus.

Não foi só isso. Satanás desafiou a Deus novamente no que se refere a Jó. “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a tua mão, toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face...” (Jó 2.4,5). Deus tinha uma confiança maior em Jó e permitiu que satanás o afligisse com tumores desde a cabeça até os pés. Dor e miséria foi o que ele teve de suportar. Até mesmo sua esposa o espicaçou: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre...” (Jó 2.9).

Jó talvez tivesse sentido o desejo de fazer isso mas vivera de acordo com sua confiança no caráter de Deus e, se fosse necessário, morreria por isso. Sua resposta foi clara: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos o mal...?” (Jó 2.10). Deus pode usar de modo positivo até mesmo o mal que acontece, exatamente como o ourives refina o ouro por meio de intenso calor. Mas nós devemos permanecer abertos diante de Deus e da vida para receber o bem que surge.

O servo de Deus aceitou a situação difícil como parte do processo da vida. Jó amadureceu suficientemente para aceitar as experiências amargas. Sua fé podia dobrar-se sem quebrar! Jó lutou para descobrir o motivo do seu sofrimento. Mas o absurdo da situação em sua própria mente não podia afastá-lo de Deus. Jó perguntou: “Por quê?” O Senhor não respondeu, mas fez algo muito maior – revelou-Se a Jó. A história está cheia de homens que descobriram Deus no meio de grande sofrimento. Descobrindo Deus, encontraram a paz em si mesmos e na situação que atravessavam e puderam dar ao mundo o fruto do seu sofrimento – dons que não seriam seus para dar se não tivessem lutado intensamente. A declaração afirmativa de Jó ao Senhor foi: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem...” (Jó 42.5).

Ver a Deus – saber que Ele existe e que cuida de você – transcende qualquer pergunta, qualquer dúvida, qualquer luta! Se isto lhe parece inacreditável, é porque o deus que há em seus pensamentos é pequeno demais para ser o Deus do universo. Todos os que perceberam e ao Seu caráter ficaram profundamente comovidos. Lembra-se de quando Moisés pediu para ver a Deus? O Senhor o colocou sobre a penha e lhe permitiu que visse o Seu caráter moral, mas não todo o Seu ser. Nenhum homem pode ver a Deus em toda a Sua plenitude sem ficar totalmente esmagado. No final da experiência, as Escrituras dizem que “...imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou...” (Ex 34.8).

Se você descobrir Deus em sua luta, a luta, por mais real que seja, se tornará secundária. Sua vida terá um significado que transcende seu sofrimento e abençoará ricamente aqueles que entrarem em contato com você.

Acrescentamos aqui um P.S.: Deus nos permite perguntar “por quê?” Ele não é insensível às nossas lutas e sofrimentos. Ele sabe que lá no fundo vem à tona uma necessidade de perguntar o motivo. Às vezes encontraremos um motivo que satisfaz nossa mente; podemos descobrir que tomamos decisões erradas, ou que outra pessoa as tomou e que estamos sendo afetados por essas decisões.

Haverá ocasiões, entretanto, quando não poderemos perceber a razão de nosso dilema. Nessas ocasiões podemos duvidar da justiça da situação e até mesmo do amor de Deus. Deus não Se perturba quando lhe fazemos perguntas. Ele sabe que o Seu amor por nós é verdadeiro, e experimenta a nossa agonia mais profundamente do que nós. É quando permanecemos abertos e francos diante d’Ele quanto aos nosso sentimentos e necessidades que Ele pode, a Seu próprio modo e tempo, revelar-nos o Seu cuidado por nós.



Por: Creath Davis

(Fonte: MP. 1245/Nov.1990)

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

COMO TER O CÉU EM SEU LAR

A VERDADE:

O conceito de família estava confuso hoje. Há confusão de papéis. O novo código civil parece não reconhecer a diferença de papéis. Reconhece-se a legitimidade de relações que a Bíblia chama de adultério. As relações homossexuais estão se tornando cada vez mais aceitáveis. A infidelidade atinge mais de 50% dos casais. O índice de divórcio aumenta assustadoramente. A cultura pós-moderna está voltando às mesmas práticas reprováveis nos tempos primitivos.


A VERDADE EXPLICADA:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.” (Ef 5.22,23).

O Contexto Histórico • Um dos maiores problemas da civilização antiga era o pequeno valor que era dado às mulheres. Elas eram vistas não como pessoas, mas como propriedade do pai e depois do marido.


Cultura judaica • Os judeus tinham um baixo conceito das mulheres. Os judeus pela manhã agradeciam a Deus por ele não lhes ter feito: “um pagão, um escravo ou uma mulher.” As mulheres não tinham direitos legais. Elas eram propriedade do pai quando solteiras e do marido quando casadas. Na época em que a igreja cristã nasceu, o divórcio era tragicamente fácil. Um homem podia divorciar-se da sua mulher por qualquer motivo, pelo simples fato da mulher ter colocado muito sal em sua comida, ao sair em público sem véu. A mulher não tinha nenhum direito ao divórcio mesmo que seu marido se tornasse um leproso, um apóstata ou se envolvesse em coisas sujas. “O marido podia divorciar-se por qualquer motivo enquanto a mulher não podia divorciar-se por nenhum motivo.” Quando nasceu a igreja cristã, o laço matrimonial estava em perigo dentro do judaísmo.


Cultura grega • A situação era pior dentro do mundo helênico. A prostituição era uma parte essencial da vida grega. Demóstenes disse: “Temos prostitutas para o prazer; concubinas para o sexo diário e esposas com o propósito de ter filhos legítimos.” Xenofonte disse: “A finalidade das mulheres é ver pouco, escutar pouco e perguntar o mínimo possível”. Os homens gregos esperavam que a mulher cuidasse da casa e dos filhos, enquanto eles iam buscar prazer fora do casamento. Na Grécia não havia processo para divórcio. Era matéria simplesmente de capricho. Na Grécia o lar e a vida familiar estavam próximos de extinguir-se, e a fidelidade conjugal era absolutamente inexistente.


Cultura romana • Nos dias de Paulo a situação em Roma era ainda pior. A degeneração de Roma era trágica. A vida familiar estava em ruínas. Sêneca disse que: “As mulheres se casavam para divorciar e se divorciavam para casar.”

Os romanos ordinariamente não datavam os anos com números, mas com os nomes dos cônsules. Sêneca disse que: “As mulheres datavam seus anos com os nomes de seus maridos.” O poeta romano Marcial nos fala de uma mulher que teve dez maridos. Juvenal fala de uma que teve oito maridos em cinco anos. Jerônimo afirma que em Roma vivia uma mulher casada com seu vigésimo terceiro marido. A fidelidade conjugal em Roma estava quase em total bancarrota. Paulo escreve Efésios (5.22-33) nesse contexto de falência da virtude e desastre da família. Paulo estava apontando para algo totalmente novo e revolucionário naqueles dias.


Cultura Pós-Moderna • O conceito de família estava confuso hoje. Há confusão de papéis. O novo código civil parece não reconhecer a diferença de papéis. Reconhece-se a legitimidade de relações que a Bíblia chama de adultério. As relações homossexuais estão se tornando cada vez mais aceitáveis. A infidelidade atinge mais de 50% dos casais. O índice de divórcio aumenta assustadoramente. A cultura pós-moderna está voltando às mesmas práticas reprováveis nos tempos primitivos.


O PAPEL DA ESPOSA – (versos 22 a 24)

O que não é submissão - Submissão não é inferioridade – Devemos desinfetar a palavra “submissão” de seus sentidos adulterados. A mulher não é inferior ao homem. Ela é tão imagem de Deus quanto o homem. Ela foi tirada da costela do homem e não dos pés. Ela é auxiliadora idônea (aquela que olha nos olhos) e não uma escrava. Aos olhos de Deus ela é co-igual ao homem (Gl 3.28; I Pe 3.7).  Submissão não é obediência incondicional – A submissão da esposa ou de cada crente a JESUS é uma submissão absolutamente exclusiva. Todos nós somos servos de Cristo (doulos). Nunca se afirma, porém, que a esposa deva ser escrava ou serva do marido. Nossa relação com JESUS é uma relação de submissão completa, inteira e absoluta. Não é essa a exortação dirigida às esposas. Se a submissão da esposa ao marido implicar na sua insubmissão a Cristo, ela precisa desobedecer ao marido, para obedecer a Cristo.

O que é submissão? É ser submissa ao marido por causa de Cristo – A submissão da esposa ao marido não é igual a Cristo, mas por causa de Cristo. É uma expressão da submissão da esposa a Cristo. A esposa se submete ao marido por amor e obediência a Cristo. A esposa se submete ao marido para a glória de Deus (I Co 10.31). A esposa se submete ao marido para que a Palavra de Deus não seja blasfemada (Tt 2.3-5). A submissão da esposa ao marido é sua liberdade. A submissão não é escravidão, mas liberdade. A verdade liberta. Exemplo: Eu só sou livre quando obedeço às leis do meu país. Um trem só é livre quando corre em cima dos trilhos. A submissão da esposa ao marido é sua glória – (Ef 5.24) assim como a glória da igreja é ser submissa a Cristo, assim também com a esposa. A igreja só é bela quando se submete a Cristo. A submissão da igreja a Cristo não a desonra nem a desvaloriza. A igreja só é feliz quando se submete a Cristo. Quando a igreja deixa de se submeter a Cristo ela perde a sua identidade, seu nome, sua reputação, seu poder. A submissão não é a um senhor autoritário, autocrático, déspota e insensível, mas a alguém que a ama ao ponto de dar sua vida. A submissão da esposa não é a um tirano, mas a um marido que a ama como Cristo ama a igreja. O cabeça do corpo é o salvador do corpo; a característica da sua condição de cabeça não é tanto a de Senhor quanto a de Salvador.


O PAPEL DO MARIDO – (versos 25 a 33)

Se a palavra que caracteriza o dever da esposa é submissão, a palavra que caracteriza o do marido é amor. O marido nunca deve usar sua liderança para esmagar ou sufocar a esposa ou para frustrá-la de ser ela mesma. A ênfase de Paulo não está na autoridade do marido, mas no amor do marido (v. 25,28,33). O que significa ser submisso? É entregar-se a alguém. O que significa amar? É entregar-se por alguém. Assim submissão e amor são dois aspectos da mesmíssima coisa.

Os cinco verbos que definem a ação do marido • Amar – O amor de Cristo pela igreja foi proposital, sacrificial, santificador, altruísta, abnegado e perseverante.  Entregar-se – Um amor não egoísta, mas devotado à pessoa amada. Santificá-la – O amor visa o bem da pessoa amada. Purifica-la – O amor busca a perfeição da pessoa amada.

Apresentá-la – O amor visa a felicidade plena com a pessoa amada. O casamento judaico tinha quatro etapas: noivado + preparação + procissão + núpcias.

O marido deve cuidar da vida espiritual da esposa – (versos 25 a 27). O marido é o responsável pela vida espiritual da esposa e dos filhos. Ele é o sacerdote do lar. O marido precisa buscar a santificação da esposa. Deve ser a pessoa que mais exerça influência espiritual sobre ela. Deve ser uma bênção na vida dela (Pv 31).

O marido deve cuidar da vida emocional da esposa (versos 28 e 29). O marido fere a si mesmo ferindo a esposa. Crisóstomo acentuou: “O olho não trai o pé colocando-o na boca da cobra”. Mas como o marido cuida da esposa? Como o homem deve tratar a sua esposa? 1) Ele não deve abusar dela – Um homem pode abusar do seu corpo, comendo em excesso, bebendo em excesso. Um homem que faz isso é néscio, porque ao maltratar o seu corpo, ele mesmo vai sofrer. O marido que maltrata a esposa é néscio. Ele machuca a si mesmo ao ferir a esposa. Exemplo: Um marido pode abusar da esposa: sendo rude, não dando tempo, atenção, carinho, usando palavras e gestos grosseiros, sendo infiel. 2) Ele não deve descuidar dela – Um homem pode descuidar do seu corpo. E se o faz é néscio e vai sofrer por isso. Exemplo: Se você tiver com a garganta inflamada não pode cantar nem pregar. Todo o seu trabalho é prejudicado. Você tem ideias, mensagem, mas não pode transmiti-la. O marido descuida da esposa com reuniões intérminas, com televisão, com internet, com roda de amigos. Há viúvas de maridos vivos. Maridos que querem viver a vida de solteiros. O lar é apenas um albergue. 3) O marido deve zelar pela esposa – alimenta e dela cuida. Como o homem sustenta o corpo? a) A dieta – Um homem deve pensar em sua dieta, em sua comida. Deve tomar suficientes alimentos e tomá-los regularmente. Assim também o marido deveria estar pensando no que ajudará sua esposa . b) Prazer e deleite – Quando ingerimos nossos alimentos não só pensamos em termos de calorias, ou proteínas. Não somos puramente científicos. Pensamos também naquilo que nos dá prazer. Desta maneira o marido deve tratar a esposa. Ele deve estar pensando no que a agrada. O marido deve ser criativo no sentido de sempre alegrar a agradar a esposa. c) Exercício – A analogia do corpo exige mais este ponto. O exercício é fundamental para o corpo. O exercício é igualmente essencial para o casamento. É o diálogo. É a quebra da rotina desgastante. A comunicação no casamento é vital = saber ouvir + saber falar + transparência + perdão + verbalizar amor. d) Carícias – A palavra cuidar só aparece aqui em I Tessalonicenses (2.7). Significa acariciar. O marido precisa ser sensível às necessidades emocionais e sexuais da esposa. 98% das mulheres reclamam da falta de carinho. O marido precisa a aprender a ser romântico, cavalheiro, gentil, cheio de ternura.

O marido deve cuidar da vida física da esposa – (verso 30). O marido deixa todos os outros relacionamentos para concentrar-se na sua esposa, ou seja, deve amar a esposa com um amor que transcende todas as outras relações humanas – Ele deixa pai e mãe. Sua atenção se volta para a sua mulher. Seu propósito é agradá-la. O marido se une à sua mulher – uma união heterossexual, monogâmica monossomática e indissolúvel. Os dois se tornam uma só carne – O sexo é bom e uma bênção divina na vida do casal. Deve ser desfrutado plenamente em santidade e pureza. I Coríntios (7.3-5) e Provérbios (5.15-19) mostram como deve ser abundante essa relação sexual.


CONCLUSÃO

Numa época como a nossa de falência da virtude, enfraquecimento da família e explosão de divórcio, esta ideia cristã do casamento deve ser com mais frequência difundida entre o povo. O dever da esposa é respeitar e o dever do marido é merecer o respeito – (verso 33).



(Por: Hernandes Dias Lopes)

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

COMO PODEMOS CONHECER A DEUS?

A VERDADE:

Deus revelou-Se ao homem primeiramente no “espelho” do Universo, e no tribunal de sua consciência, depois através da Palavra, inspirada aos patriarcas e profetas, e finalmente no Seu Filho JESUS Cristo: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo...” (Hb 1.1,2).


A VERDADE EXPLICADA:

Buscando a face do Invisível

Como é possível, nós, seres humanos, limitados pela matéria, conhecermos a Deus, que é ilimitado e Espírito puro? Poderemos sondá-Lo, chegar ao mais profundo de Sua Onipotência? Ele é mais alto que os céus, e mais profundo que o maior de todos os abismos. Sua grandeza é humanamente insondável. Deus é superior ao mar e à Terra. “Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?” perguntou o patriarca Jó. “Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás fazer? Mais profunda é ela do que o abismo; que poderás saber? A sua medida é mais longa do que a terra, e mais larga do que o mar...” (Jó 11.7-9).

Nossa capacidade de conhecer as coisas reside nos órgãos sensoriais do nosso corpo. Os cinco sentidos – olfato, paladar, tato, visão e audição – que nos foram dados por Deus, nos permitem entrar em contato com a natureza; porém, eles foram ajustados para nos fornecer informações sobre o mundo visível, palpável – o mundo material -- ,mas são incapazes de nos colocar em contato direto com o invisível, o impalpável – o mundo espiritual.

Todavia, apesar de não nos ser possível ter uma visão imediata e direta de Deus, podemos chegar, através desses mesmos sentidos, ao reconhecimento de Sua existência através do Seu reflexo no espelho da Natureza – as obras de Suas mãos. Só desta forma nos é possível, humanamente falando, obtermos o conhecimento de Deus. Isto, de acordo com os nossos próprios esforços e capacidade natural. Não estamos levando em conta aqui o conhecimento e experiências que podemos obter no aspecto espiritual.


Conhecimento natural e conhecimento revelado

Porém, devemos distinguir aqui os dois tipos de conhecimento que podemos obter de Deus: o natural e o revelado. O conhecimento natural de Deus é aquele que obtemos através daquilo que nos diferencia dos animais irracionais: nossa capacidade de pensar, ou seja – nossa razão. Portanto, todo homem tem à sua disposição as provas da existência de Deus, refletidas no espelho de tudo o que Deus criou no Universo. É por isso que o ateu será indesculpável diante desses testemunhos, é o que diz Paulo na carta aos Romanos (1.20).

Todavia, sabendo Deus que os poderes da razão humana só eram capazes de fornecer ao homem um conhecimento natural acerca de Sua existência, e que esse conhecimento era insuficiente para desvendar à humanidade a necessidade de que todos se arrependessem e fossem salvos dos seus pecados, Deus Se revelou a nós através de Sua Palavra e do Filho, JESUS Cristo. Este é o conhecimento revelado. Como não nos era possível obter um conhecimento sobrenatural de Deus do mesmo modo como podemos obter o conhecimento natural, alguém teve que nos ajudar a chegar a esse conhecimento. Esse alguém é JESUS. Só aqueles que foram alcançados pela graça através da fé em JESUS Cristo é que poderão obter esse conhecimento sobrenatural (ou revelado) de Deus. Esta verdade constitui-se em um dos pilares do Evangelho de João: “Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou...” (Jo 1.18).


Cristo, a plenitude da revelação de Deus

Deus revelou-Se ao homem primeiramente no “espelho” do Universo, e no tribunal de sua consciência, depois através da Palavra, inspirada aos patriarcas e profetas, e finalmente no Seu Filho JESUS Cristo: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo...” (Hb 1.1,2).

Assim, pois, à medida que passamos a tomar parte do infinito conhecimento que Cristo tem de Deus, já não contemplamos a Deus com os olhos puramente humanos, mas com os olhos humano-divinos de Cristo, e deste modo poderemos compreender em profundidade e glória aquilo que nos seria impossível conhecer através dos limitados poderes da nossa razão.

A fé torna possível à nossa mente a obtenção de um conhecimento sobrenatural (que está acima do natural) dos imensos mistérios de Deus. “O conceito cristão de revelação é este: a verdade que os homens não podem enxergar por si, sem o auxílio divino é apresentada em Cristo através da operação da graça divina...”, escreve Allan Richardson. Pela fé em JESUS Cristo é que descobrimos a face de Deus.

O fato de Deus nos ter falado em linguagem de homens através do Verbo mudou completamente as perspectivas de toda a busca da divindade. Hoje, os que aceitamos JESUS Cristo como Senhor e Salvador, caminhamos em direção a Deus guiados pelo Filho, que é a imagem do Pai e Sua doutrina, Sua vida e Seu Espírito, que é Santo.


Existe harmonia entre a razão e a fé?

Porém, devemos atentar para o fato de haver pessoas que afirmam ser impossível obter-se sequer uma prova da existência de Deus através da razão. Crê-se na existência de Deus, na Bíblia como Sua Palavra e em JESUS Cristo como o Salvador da humanidade, tão somente fazendo-se uso da fé, e pronto. Não devemos procurar saber se há razões para essa fé: elas não existem, afirmam. Tais pessoas são conhecidas como fideístas. A sua fé é cega. Acreditam que, quando se trata de fé, a razão (ou seja, a capacidade da mente humana raciocinar) não deve tomar parte. Por isso eles fecham os olhos e esforçam-se para continuar crendo, apesar de imaginarem que qualquer avaliação dos porquês de sua crença abalaria os fundamentos de sua fé.

Tais pessoas estão perigosamente enganadas. “Eu creio, mas desejo compreender...” dizia o teólogo Anselmo. E este deve ser o lema de todo crente que deseja estar em condições de cumprir o que nos aconselhou Pedro: “...antes, santificai a Cristo como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). Em nossa trajetória em busca do conhecimento dos mistérios de Deus, não existe conflito entre a fé e a razão. Há crentes que desconhecem o quanto o uso da razão é importante em nossos esforços para penetrarmos os mistérios relacionados com a nossa salvação. É certo que é Deus Quem revela esses mistérios. Porém, Ele nos fala tanto ao nosso coração como à nossa mente, para nos levar à certeza de que nossa fé está fundamentada em bases seguras. Ela não é cega, nem irracional.

Diante disto, afirmamos convictamente que a Bíblia sairá triunfante como um livro verdadeiro, como Palavra da Verdade, em qualquer análise a que for submetida. Nossa fé na Bíblia é uma fé possível de ser provada. Assim, como existem provas racionais da existência de Deus, existem também inúmeras provas de que a Bíblia é realmente a Palavra da Verdade, e está acima de todos os livros existentes no mundo. Porém, os crentes que desconhecem esse fato preferem fechar os olhos e crer. Eles temem que, se os abrirem, ou seja, se sua fé for submetida ao teste da razão, eles se tornarão incrédulos. O teólogo inglês Richard Hooker fez o seguinte comentário sobre esses crentes: “Há um bom número de gente que pensa não poder admirar, como é preciso, o poder e a autoridade da Palavra de Deus, caso nas coisas divinas se possa atribuir qualquer força à razão humana. Por esse motivo nunca usam de boa vontade a razão, temendo levar a Bíblia a descrédito”. Avisamos aqui a essas pessoas que elas podem ficar tranquilas: a Bíblia não corre esse perigo.


A importância da fé e da razão para o conhecimento de Deus

Biblicamente, a fé “...é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem...” (Hb 11.1). Teologicamente, ela significa a aceitação de algo como verdade, que tem por fundamento o testemunho de Deus manifestado em um fato histórico. A fé gera a confiança. Ela não é produto de um sentimento cego. Não é algo que nada tenha a ver com provas, ou que a estas se oponha. A fé e a razão são os dois trilhos que nos conduzem à Verdade, a Deus, que é JESUS. Ele deixou bem claro que a nossa fé não pode ser cega: “...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32). Portanto, nós alcançamos o conhecimento de Deus pelo caminho da fé e pelo caminho da razão ao mesmo tempo. Paulo fala em apresentarmos o nosso culto “racional” a Deus (Rm 12.1). É o que devemos fazer.

Anselmo costumava dizer que o modo correto de agirmos no que tange ao relacionamento da nossa inteligência com a fé “é crermos nas coisas profundas da religião cristã antes de nos pormos a discutir com a nossa razão”. O crente deve conscientizar-se de que a fé não se opõe à razão. Crer é o primeiro passo que se deve dar no caminho em busca do entendimento. Nós cremos para poder compreender. “A fé é o degrau da compreensão, e a compreensão é o premio da fé...”, disse um grande teólogo. “Se não crerdes, não entendereis...”, é o que está escrito em Isaías (7.9), na tradução Septuaginta da Bíblia (do hebraico para o grego). Portanto, a fé é o caminho para o entendimento, é a condição indispensável para penetrarmos na revelação de Deus. A ausência de fé torna impossível tanto agradarmos a Deus (Hb 11.6) como entendermos os mistérios de Deus.

Além do mais, a Palavra de Deus não pode penetrar em uma criatura irracional. Para que alguém creia, é necessário que seja capaz de pensar. “Pereça a ideia de que devemos acreditar não termos necessidade de buscar uma razão para aquilo que cremos, porque, de fato, já não poderíamos crer se não tivéssemos almas racionais...”, observou um grande estudioso das Escrituras.

Quanto à fé, ela não é fruto da simplicidade supersticiosa; não é também uma simples impressão do sentimento religioso. Ela é o ato mais elevado da razão que, reconhecendo a sua natureza finita e limitada no caminho da verdade, aceita aquilo que se encontra no terreno da revelação de Deus ao homem. A fé em JESUS Cristo é, portanto, o ponto mais alto a que pode chegar a razão humana. Só nela o imenso desejo de conhecimento que há dentro do ser humano encontra a suprema elevação e a plenitude de sua busca, o espírito humano o almejado, o coração a paz.

Em uma de suas cartas, um cristão da Igreja Primitiva declarou que os filósofos platônicos tinham pressentido a invisibilidade, imutabilidade e incorporabilidade de Deus, mas haviam desprezado o Caminho que conduz a Ele, porque lhes pareceu uma loucura a Cristo crucificado; por isso não puderam chegar a Deus, que é “...o santuário íntimo de repouso, tendo, porém, descoberto de longe a imensa claridade que Ele derrama”.


O homem deve unir-se a Deus

Portanto, a grande finalidade da vida humana é buscar a Deus, é temer o Seu nome e guardar os Seus mandamentos (Ec 12.13). Essa busca deve conduzir o homem para além do conhecimento puramente humano, e mergulhá-lo na contemplação do Altíssimo através da fé. O crente deve “buscar a face de Deus”, instruindo-se a respeito do Senhor e de Suas perfeições (Sl 105.4), sabendo, porém, que nenhum mortal terá de Deus um conhecimento direto, imediato pessoal. Só a alma glorificada nos altos céus O verá face a face. Unamos a nossa voz à de um antigo cristão, e façamos nossa esta sua belíssima súplica:

-Entra, Senhor, em nossos corações, e com o resplendor do Teu santo fogo ilumina qualquer escuridão que haja em nós. Como excelente guia que És, mostra-nos o Teu caminho neste escuro labirinto; corrige as imperfeições dos nossos sentidos... Mergulha-nos naquela fonte perenal de contentamento que sempre deleita e nunca farta, e a quem bebe de Suas vivas e frescas águas proporciona o sabor da verdadeira bem-aventurança. Tira de nossos olhos, com os raios de Tua luz, a névoa da nossa ignorância, a fim de que saibamos que as coisas que pensamos ser não são, e aquelas que não vemos, verdadeiramente são. Recolhe e recebe nossas almas, que a Ti se oferecem; abrasa-as naquela viva chama que consome toda material baixeza, de maneira que, em tudo separados do corpo, com um perpétuo e doce enlace juntem-se e se atem com a formosura divina; e nós, de nós mesmos separados, no Amado possamos nos transformar, e sendo levantados dessa baixa Terra, possamos ser admitidos no convívio dos anjos...


Autor: JEFFERSON MAGNO COSTA


(Fonte: MP. 1203/Jul.1987)

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

COMO ENTENDER A PROFECIA SOBRE DAMASCO?

A VERDADE:

Em três anos, os conflitos na Síria já mataram mais de 190 mil pessoas e milhões tiveram de abandonar suas casas e buscarem abrigo em centros de refugiados. Além deste drama humanitário, combatentes extremistas espalham o terror por toda a região. Mas, como isso tem interface com a profecia bíblica?


A VERDADE EXPLICADA:

Damasco, uma capital com histórias, dramas e profecias que atravessam os séculos, é também uma das cidades mais antigas a serem habitadas continuamente. Ela já passou por várias destruições e atualmente enfrenta mais uma grande crise bélica que vem deixando marcas indeléveis em sua geografia e seu povo muito sofrido. Este grande centro de importância cultural e social nunca deixou de ser uma cidade permanentemente habitada, como também nunca deixou de conviver com os montões da destruição como nos mostra Isaías.

Ao falarmos de Damasco ou qualquer outra parte do Oriente Médio, precisamos analisar o cenário sob a perspectiva bíblica e histórica, pois o contexto econômico, político, religioso e social hodiernos tem origens no passado tanto próximo como distante. Sem esse conhecimento, torna-se difícil compreender a complexidade da dinâmica profética dessa região.

Analisando os últimos acontecimentos na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad é um ditador que está no poder desde o ano 2000, sucedendo seu pai, vemos um regime absolutista enfrentando uma guerra contra insurgentes extremistas que lutam para depô-lo e destruírem até mesmo o cristianismo, que conta com certa liberdade no regime de Assad, bem como outras minorias étnicas e religiosas. O apoio das potências ocidentais para resolver esse conflito é necessário, porém pode se tornar outro grande problema no futuro com o armamento, treinamento e recursos financeiros enviados. Ninguém pode prever o que acontecerá após findar este momento conturbado e sangrento, pois este aporte bélico pode se tornar em outra ameaça pelos que hoje são aliados, fato que já aconteceu no passado.

Em três anos, os conflitos na Síria já mataram mais de 190 mil pessoas e milhões tiveram de abandonar suas casas e buscarem abrigo em centros de refugiados. Além deste drama humanitário, combatentes extremistas espalham o terror por toda a região. Mas, como isso tem interface com a profecia bíblica?

Neste breve relato político, bélico e social, vemos como o assunto Damasco, Síria e Oriente Médio é histórico e complexo. Logo, a passagem em apreço de Isaías (17.1) “...peso de Damasco. Eis que Damasco será tirada e já não será cidade, mas um montão de ruínas...”, deve ser entendida como uma profecia em movimento, pois Damasco já se tornou literalmente um montão de ruínas algumas vezes, como também tem sido um inimigo constante de Israel, ameaçando sua soberania. Enquanto escrevo esse texto, um caça sírio foi abatido por Israel por violar seu espaço aéreo.

Em conformidade com o exposto, vemos que essa profecia foi parcialmente cumprida e breve será concluída em sua totalidade e Damasco não mais existirá.


Por: GILBERTO C. DE ANDRADE


(Fonte: MP nº 1554/Nov.2014)

sexta-feira, 29 de julho de 2022

CHEIOS DO ESPÍRITO

A VERDADE:

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a dar demonstrações exteriores desse poder, mas “...é dado a cada um para o que for útil...”, isto é, no momento aprazado, na ocasião propícia. Esse poder não nos autoriza a entrar pelos hospitais e manicômios, com desrespeito às leis naturais da terapêutica (Mt 9.12), mas prova a autoridade de Deus em nós quando se faz necessária a demonstração de poder sobrenatural.


A VERDADE EXPLICADA:

Era desejo do apóstolo Paulo que as igrejas de Deus de sua época e aquelas que adviriam de sua pregação e da pregação dos irmãos que recebiam o seu ensino fossem cheias do Espírito Santo, segundo o que escreveu na carta aos Efésios (5.18). Suas cartas, embora destinadas a igrejas específicas, não eram exclusivas, mas ele mesmo recomendava aos irmãos que lessem as que lhes eram enviadas e as permutassem com as de outras (Cl 4.16; I Ts 5.27; II Pe 3.15,16). Dessa forma, o corpo de doutrina ia passando de igreja em igreja, formando a linha dogmática que regeria as atividades do povo de Deus para o bom testemunho não somente em palavras, mas também em demonstração de poder.

Ser cheio do Espírito Santo não implicava em sair pelas ruas e entrar pelas casas, curando e libertando a esmo sem o concurso da Palavra e do ensino. Muitas das vezes o doente devia fazer a sua confissão de fé, antes de receber o benefício da cura (Jo 5.6-8).

O próprio derramamento do Espírito Santo não ocorreu antes que por dez dias os irmãos acreditassem que ele viria. E depois que ele foi derramado, os discípulos precisaram crer que aquele acontecimento era o prometido por Deus e que através dele poderiam operar milagres e prodígios.

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a dar demonstrações exteriores desse poder, mas “...é dado a cada um para o que for útil...”, isto é, no momento aprazado, na ocasião propícia. Esse poder não nos autoriza a entrar pelos hospitais e manicômios, com desrespeito às leis naturais da terapêutica (Mt 9.12), mas prova a autoridade de Deus em nós quando se faz necessária a demonstração de poder sobrenatural.

Ser cheio do Espírito Santo é confiar em que Deus honrará a Sua Palavra e nos concederá a virtude dos dons espirituais na hora certa e no lugar adequado. Para este mister é necessário ter a vida no altar, permanecer constantemente na presença do Senhor.

A promessa de que seriam revestidos de poder veio também com a recomendação para que ficassem em Jerusalém até que do Alto lhes sobreviesse a virtude do Espírito Santo (At 1.8). Desde então seriam propagadores do Evangelho completo por palavra e demonstração de poder (I Co 2.1). Só então seus milagres e prodígios teriam a marca da autenticidade, porque alicerçados no poder do Espírito Santo.

Alguns ensinadores acreditam ser dispensável o selo da promessa, o batismo com o Espírito Santo com o sinal visível de falar em outras línguas. Argumentam que as línguas cessaram no Pentecoste e, segundo eles, foram um subsídio para alcançar os cidadãos de outros países que estavam em Jerusalém por ocasião do Pentecoste. Dizem eles que após o Pentecoste ninguém mais falou em outras línguas e que o apóstolo Paulo não as enfatizou. Alguns, menos reverentes, comparam o falar em outras línguas à “algazarra inconsequente das crianças”, como os que outrora compararam os discípulos com pessoas embriagadas. Estas objeções, facilmente refutáveis, não podem obstruir a realidade da existência de milhares de crentes cheios do Espírito Santo.

Há, porém, grupos que desprezam o revestimento do poder de Deus, através do batismo com o Espírito Santo. Creem que se pode ser cheio do Espirito Santo sem receber o batismo. Como se alguém pudesse encher um copo com água até transbordar, sem colocar água nele. O fato, entretanto, é que os tais não demonstram qualquer vocação e autoridade para exercer os dons que o batismo confere aos que são realmente batizados (Mc 15.16-18).

Ser cheio do Espírito Santo não obriga o crente a ter todos os dons espirituais, mas o capacita a pôr em prática alguns deles e qualquer deles, segundo a vontade de Deus e a utilidade e oportunidade deste ou daquele dom. Assim, quando alguém fala em outras línguas, é útil e oportuno que haja interpretação (I Co 14.13).

Os crentes da Igreja primitiva eram cheios do Espírito Santo para testemunhar (At 6.3,8,10); para curar (At 3.1-10); para operar maravilhas (At 19.11,12), e para expulsar demônios (At 16.18). Este poder está à disposição dos crentes atuais, uma vez que “...a promessa é para vós, para vossos filhos, para os que estão longe e para tantos quantos Deus nosso Senhor chamar...”


Autor: Miguel Vaz

(Fonte: MP.1248/Fev.1991)

sexta-feira, 22 de julho de 2022

AS DUAS MAIORES DÁDIVAS DE DEUS

 A VERDADE:

"Nos diz o apóstolo Tiago que “...toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação...” (1.17). Já é tempo de fazermos uso do Espírito Santo, a maior dádiva de Deus à Igreja, e bradarmos como João Batista, que o machado está posto à raiz das árvores; e toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada no fogo. Que o Senhor JESUS nos abençoe!"


A VERDADE EXPLICADA:

Somente a eternidade revelará a profundidade do amor, da bondade e da misericórdia de Deus para com a humanidade. Razão sobeja teve Davi, quando inspirado declarou: “...muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; eu quisera anunciá-los, e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar...” (Sl 40.5). Talvez não seja nenhum exagero dizer que se fôssemos suplicar a Deus em oração tudo o que necessitamos, certamente gastaríamos de um a trinta e um do mês, mencionando as nossas necessidades. Porém, se por um gesto de gratidão e reconhecimento, fôssemos agradecê-Lo, em oração, pelo que tem feito para conosco, sempre concitando à nossa alma: “...não te esqueças de nenhum de seus benefícios...” (Sl 103.2), gastaríamos de janeiro a dezembro. Isso significa, e sem nenhuma sombra de dúvida, que temos muito mais o que Lhe agradecer do que até mesmo o que Lhe pedir. Reportar-me-ei, e sem perda de tempo, sobre as duas maiores dádivas:


Ao mundo, a salvação

Esse, o maior presente jamais ofertado em todas as dispensações de Deus, ocorrido há quase dois mil anos e que até agora nada surgiu de comparável valor e tão grande dádiva; mesmo se fossem reunidas todas as reservas financeiras da terra, ainda seriam simplesmente irrisórias em comparação ao inestimável valor da salvação. Essa majestosa dádiva tem caráter abrangente, conforme João (3.16), visto que o insondável amor de Deus não se restringiu aos judeus ou a uns poucos privilegiados, mas segundo o apóstolo Paulo declara em sua Carta a Tito, “...a graça e Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens...” (2.11). Aleluia!

“..mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores...” (Rm 5.8). O amor é a mais elevada expressão da personalidade e do caráter de Deus; esse amor que não conhece barreiras, fronteiras, limites e nem distâncias, visto ser parte essencial das qualidades emocionais do Senhor. Vemos que quando Paulo, escrevendo aos Filipenses, dizia: “...prossigo para o alvo pelo prêmio...” (3.14), tinha em mente a maior dádiva de Deus, a salvação.


À Igreja, o Espírito Santo

Assim como a salvação é a maior dádiva de Deus ao mundo, o Espírito Santo é a maior dádiva de Deus à Igreja. Na salvação a vida é concedida; no Espírito Santo o poder é concedido (At 1.8). JESUS, em Lucas (11.13), diz: “...se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o vosso Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem...”. O Senhor, na última mensagem que pregou, momento histórico de todo o Seu ministério terreno, limitou-Se ao batismo no Espírito Santo. Podia ter falado sobre profecia, cura divina, ordem do culto ou outros assuntos importantes para a Sua Igreja aqui na terra. Entretanto, como Deus, conhecedor de todas as coisas, determinou aos discípulos que permanecessem em Jerusalém, até que do Alto fossem revestidos de poder (Lc 24.49). O diabo vem lutando contra a Igreja do Senhor, e agora está, como nunca, tentando retirar do batismo, o fogo; das línguas estranhas, a interpretação. Do conhecimento, a revelação; da palavra, a inspiração; e da cura divina, a saúde da própria alma. Mas, ainda ecoa nitidamente a promessa: “...as portas do inferno não prevalecerão contra ela...” (Mt 16.18). Qualquer pregador, por mais culto e eloquente que seja, ao ocupar o púlpito da igreja sem o Espírito Santo terá uma mensagem sem a unção de Deus, sem vida, monótona e cansativa, fazendo do culto um velório e do púlpito um mausoléu; embora cantando os mesmos hinos, fazendo os mesmos gestos e clamando ao mesmo Deus. Mas, se o Espírito Santo estiver presente, em todas as Suas manifestações, paralíticos andam, cegos veem, surdos ouvem, mudos falam, os demônios são expulsos, os fracos ficam fortes, os caídos levantam-se, e os desviados voltam à casa de Deus. É bom que saibamos, contudo, que não é na “zoada” que está o poder, mas é no poder que está a “zoada”.

Nos diz o apóstolo Tiago que “...toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação...” (1.17). Já é tempo de fazermos uso do Espírito Santo, a maior dádiva de Deus à Igreja, e bradarmos como João Batista, que o machado está posto à raiz das árvores; e toda árvore que não produz bom fruto será cortada e lançada no fogo. Que o Senhor JESUS nos abençoe!


Por: Elias G.Pinheiro

(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)

sexta-feira, 15 de julho de 2022

APENAS UMA QUESTÃO DE PALAVRAS

A VERDADE:

"Os que nas palavras vêem apenas iluminuras, poderão perguntar-nos que males um simples vocábulo pode causar à família hebraica? À primeira vista, nenhum. No entanto, a história aí está para provar-nos serem as palavras detentoras de um poder inimaginável".


A VERDADE EXPLICADA:

Segundo Fritz Feigl, o objetivo primordial de um dicionário é refletir o significado linguístico e intelectual de uma palavra. Arquivando-a e desnudando-lhe a etimologia, explica o erudito, o dicionário consegue uma façanha singular: fotografar-lhe o passado e o presente. Mas a sua função não termina aí. Desenha-lhe ainda o destino e até determina-lhe o caráter. Para comprovarmos a realidade destas observações de Feigl, basta atermo-nos aos significados com que nossos lexicógrafos trajaram o pobre e escorraçado judeu. Como estamos comemorando mais uma vez o nascimento do menino JESUS, eis uma boa oportunidade para repensarmos nossas atitudes para com o povo do qual veio o Salvador do mundo. Será que podemos comemorar-Lhe o Natal com uma alma tão preconceituosa? Que não pode admitir sequer que Ele veio ao mundo como um garoto judeu? Mas, que maldição pode haver nesta palavra?

Trata-se aparentemente de um substantivo gentílico usado para cognominar um milenário grupo étnico. Vestiram-no, porém, de um preconceito tão virulento que passou a ter estes sinônimos: usurário, traidor, matador de Cristo. O vocábulo judeu tornou-se, na língua lusíada, o mais perfeito antônimo do ser humano. Se um dia nossos estudantes tiverem que descrever o anti-homem, não terão trabalho algum. Bastar-lhes à sanfonar o dicionário! Lá estará o humilhado judeu no mais ilógico dos guetos.

Não poderiam nossos dicionaristas limitar-se à uma definição mais técnica? Isenta desse ranço anti-semita? Que levasse em conta a dignidade do ser humano? Por que não conceituar o judeu como um indivíduo originário da nação israelita? Não poderiam ainda nossos linguistas adotar o mesmo bom senso de Clementino Fraga? Diante da extravagância de nossos dicionários, afirmou: “Judeu é simplesmente o israelita, o povo de Israel. Nada mais do que isso.” Mas alguém poderá arguir-me ser obrigação do lexicógrafo registrar todos os significados que comportam as palavras. Se aceitarmos esta argumentação, ver-nos-emos forçados a assimilar todas as pechas que nos irrogam os adversários de Cristo. Com respeito, porém, ao vocábulo cristão, eis o que dizem os mesmos dicionários: “Seguidor de Cristo, fiel, criatura humana.”

Os que nas palavras veem apenas iluminuras, poderão perguntar-nos que males um simples vocábulo pode causar à família hebraíca? À primeira vista, nenhum. No entanto, a história aí está para provar-nos serem as palavras detentoras de um poder inimaginável. Acaso não brotou a Revolução Francesa da enciclopédia elaborada por Diderot? Germinada, entretanto, frutificou o mundo todo com ideais libertários. Tratava-se, aparentemente, de uma obra técnica. Sob o manto da didática, porém, escondia-se o ardor de um anseio que alteraria profundamente o curso da história.

Ninguém melhor do que Tiago compreendeu o poder das palavras. Em sua epístola universal, escreve: “Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à imagem e semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição...” (Tg 3.4-9)

Como negar o poder das palavras? Goethe, com o seu inimitável estilo, publicou um livro que causaria muitos males à sua geração. Intitulado “Os sofrimentos do jovem Werther”, o romance deste genial escritor alemão induziu muitos jovens ao suicídio. Parecia uma simples história de amor frustrado. Sob aquela roupagem, todavia, adormecia o fogo de paixões que jamais deveriam ser despertadas. Como se vê, as palavras não podem ser encaradas como inofensivas. São benéficas ou malévolas; inofensivas, nunca. Que os judeus o digam!

Caluniados e injuriados tantas vezes, sabem muito bem que a sintaxe pode ser mais venenosa do que os escorpiões. Haja vista o difamatório “Protocolo dos Sábios de Sião” produzido pela Rússia dos Czares. Ao ler este maldito simulacro, o leitor incauto será levado a crer que a especialidade dos israelitas é tramar contra a civilização. E, o que diremos de Mein Kampf escrito por Hitler? Embriagada por este livro, a culta e inquiridora Alemanha chancelou um dos mais bárbaros crimes da história. Recentemente foi publicado em nosso país uma obra bastante irônica e que nos mostra o quanto as palavras atentam contra a verdade. Para o seu autor, o holocausto judeu, durante a Segunda Guerra, não passou de um mito muito bem urdido pelos sionistas. Tão ousado foi este escritor, que não teve qualquer pejo em afirmar que todos os documentos sobre a aniquilação judaica na Europa não passam de uma farsa. Infelizmente, não são poucas as pessoas predispostas a acreditar nestas asneiras. Mas, graças a Deus, porque a História nunca nos deixa sem um firme testemunho. Ainda que voem séculos e desapareçam os milênios, a verdade triunfará sempre.

Mas, por que foi o vocábulo judeu travestido com aqueles significados? Em primeiro lugar, em consequência da ignorância dos gentios. Acredito que se a ignorância fosse vencida, os crimes todos seriam debelados. Desgraçadamente, porém, o ser humano parece deliciar-se com o perfume barato desta dama que não tem nacionalidade, nem conhece fronteiras. Sabedores disso, os tiranos não mostram qualquer escrúpulo em seduzi-la para perpetuar-se no poder. Quanto mais bronco o povo, mais fácil será induzi-lo aos mais estúpidos sacrifícios. Eis porque os ditadores investem tanto em armas e tão pouco em educação. São esses mesmos ditadores que jogam seus povos contra as minorias, culpando-as de todos os males. Justificam, dessa forma, seus malogros e insucessos administrativos. Se a peste negra infelicita a Europa, o culpado é o judeu. Se a Rússia dos Romanoves perde a guerra, o culpado é o judeu. Se a gloriosa França fracassa e seus planos vão parar numa lata de lixo da embaixada alemã, o culpado também é o judeu. Se a católica Espanha capenga ante os dogmas, o culpado ainda é o judeu. Se a Inglaterra não consegue resolver seus problemas, o bode expiatório escolhido continua a ser o judeu. Se a austera Alemanha é envergonhada no primeiro conflito mundial, o culpado logo aparece: é o judeu. Se os brancos americanos passam por dificuldades, logo surge a Klu Klux Klan para acusar o pobre judeu. E, se o Brasil sente que pode usufruir mais petrodólares, coloca toda a sua diplomacia a acentuar a eterna culpa judaica.

Por este motivo, os sinônimos do vocábulo judeu multiplicam-se sempre. Para os russos é derrota; para os franceses, traição; para os espanhóis, heresia; para os ingleses, incapacidade; para os alemães, fracasso e vergonha; para os norte-americanos racistas, impureza; para os brasileiros pragmáticos, prejuízo. Enfim, para a humanidade toda o judeu não passa de uma peste negra. Por esse motivo, este vocábulo enverga sempre novos sinônimos. Certa vez disse Albert Einstein que se a sua teoria da relatividade fosse um sucesso, os alemães diriam: “Eis um digno representante da nação germânica.” No entanto, se ele fracassasse, os mesmos alemães diriam: “Einstein não passa de mais um desgraçado judeu.”

Como seria bom se os gentios conhecêssemos um pouco mais a História. Ficaríamos maravilhados diante da dívida que contraímos para com a nação judaica. Você sabia, por exemplo, que a vacina Sabin foi descoberta por um cientista judeu? No entanto, em consequência do anti-semitismo germânico por pouco as nossas crianças ficariam à mercê da poliomielite. Como todo menino judeu, Albert Sabin muito sofria com o preconceito teotônico. Certo dia, quando voltava da escola, um garoto alemão ofendeu-o, chamando-o de infiel. Em seguida, atirou-lhe uma pedra que, por pouco, não lhe atinge o olho esquerdo. Se isto acontecesse, a humanidade perderia um de seus maiores benfeitores. Relata o cientista: “Se aquela pedra me atingisse o olho esquerdo, eu ficaria completamente cego, porque já nasci cego do olho direito.”

Além de Sabin, poderíamos falar de outros judeus ilustres que muito fizeram pela humanidade. Quando poderemos resgatar nossa dívida para com Moisés e Isaias, Esdras e Paulo? Sem as Sagradas Escrituras, a civilização jamais alcançaria qualquer brilho. Ainda que ateus afirmem ser o Santo Livro prescindível, a própria literatura ficaria empobrecida sem ele. Haja vista as citações que Shakespeare faz da Bíblia. Basta ler Machado de Assis para sentir o quanto a Palavra de Deus influenciou o maior estilista brasileiro. E, com respeito a JESUS? O que diremos acerca do mais ilustre dos judeus?

Sem Ele, estaríamos mergulhados numa barbárie ainda maior. Foi Ele quem nos deu vida e nos mostrou o caminho da eternidade. Seus princípios orientam-nos e dão-nos tranquilidade. Como Filho de Deus, assegurou-nos a libertação dos pecados. Mas como homem era um verdadeiro israelita! Foi nessa condição que os gentios O crucificaram. Encimando Sua cruz, Pilatos ordenou fosse colocada uma inscrição: “JESUS Nazareno Rei dos Judeus.” Ora, se JESUS é judeu Ele também torna-Se merecedor de todos os adjetivos que os gentios suscitam do vocábulo judeu. Creio, portanto, que nenhum cristão verdadeiro gostaria de ver o Seu Amado Senhor receber as injúrias que, em nossos dicionários, ilham o injustiçado judeu. Sim, ilham. Porque o vocábulo judeu é um pedaço de história cercado de preconceitos por todos os lados.

Portanto, desarmemos nossos dicionários dos preconceitos. Vamos dar-lhes mais significados de justiça e semânticas de paz. Que eles se tornem os reais depositários de nossas conquistas culturais e não armazéns de velhos ódios e amarelecidas disputas. Roquemos ao Senhor para que o almejo de Henrique Pongetti seja um vaticínio: “Um dia,os fazedores de dicionários do mundo inteiro se reunirão num congresso, prólogo do desarmamento universal, e extirparão para sempre as palavras envenenadoras.” Mas, este vaticínio, ocorrerá de uma forma bem mais ampla. De acordo com o que anteviu Isaías, num futuro não muito remoto, os homens transformarão suas armas em instrumentos agrícolas e nunca mais se adestrarão à guerra. Creio mesmo que o profeta terá dito que, no reino messiânico, os homens deixarão de ter uma língua ferina e procurarão resolver as suas pendências no campo da diplomacia. Acaso as guerras não começam com palavras e não terminam sempre com a espada? Como discípulos de Cristo, estejamos sempre prontos a fazer de nossas palavras uma mensagem de amor perene. E que os cristãos saibamos tratar nossos irmãos judeus com mais dignidade! Nessa atmosfera, mudemos a nossa atitude para com o povo judeu. Afinal de contas , como disse o próprio Senhor JESUS, “...a salvação vem dos judeus.”


Por: Claudionor C. de Andrade

(Fonte: MP. 1246/Dez.1990)